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Questões com gabarito comentado

(TCU – ACE – 2004 – CESPE, questão 92) Os sistemas internacionais de controle externo têm em comum a (TCU – ACE – 2004 – CESPE, questão 92) Os sistemas internacionais de controle externo têm em comum a circun

circunstâncstância de que ia de que o órgão de controle é o órgão de controle é invariaveinvariavelmlmente ente colegiado e ligado acolegiado e ligado ao Poder Leo Poder Legislagislativo.tivo. Comentário:

Comentário:

A assertiva é incorreta, pois as Auditorias-Gerais, a exemplo do NAO (National Audit Office) britânico não são A assertiva é incorreta, pois as Auditorias-Gerais, a exemplo do NAO (National Audit Office) britânico não são colegiada

colegiadas e s e diverdiversos TCs não são ligados asos TCs não são ligados ao Legislativo, a eo Legislativo, a exemxemplo do português e plo do português e do francês.do francês. Gabarito: Errado.

Gabarito: Errado.

(TCE-RN – Assessor Técnico Jurídico – 2009 – Cespe, questão 69) A principal diferença entre os TCs e as (TCE-RN – Assessor Técnico Jurídico – 2009 – Cespe, questão 69) A principal diferença entre os TCs e as controladorias adotadas por alguns países de tradição britânica é que aqueles são órgãos colegiados, controladorias adotadas por alguns países de tradição britânica é que aqueles são órgãos colegiados, enquanto estas são dirigidas por um único titular.

enquanto estas são dirigidas por um único titular. Comentário:

Comentário:

Embora existam outras diferenças importantes entre os dois sistemas de controle externo, é correto afirmar Embora existam outras diferenças importantes entre os dois sistemas de controle externo, é correto afirmar que uma das principais é a de que as Auditorias ou Controladorias-Gerais têm um único titular e as Cortes que uma das principais é a de que as Auditorias ou Controladorias-Gerais têm um único titular e as Cortes de Contas são órgãos colegiados.

de Contas são órgãos colegiados. Gabarito: Certo.

3) 3) 4) 4) a) b) c) d) e)

(TCE-RN – Assessor Técnico Jurídico – 2009 – Cespe, questão 75) Em países que adotam a estrutura de (TCE-RN – Assessor Técnico Jurídico – 2009 – Cespe, questão 75) Em países que adotam a estrutura de Auditorias-Gerais ou Controladorias, o controle externo prioriza a verificação do cumprimento dos Auditorias-Gerais ou Controladorias, o controle externo prioriza a verificação do cumprimento dos dispositivos legais na gestão pública.

dispositivos legais na gestão pública. Comentário:

Comentário:

A característica apontada – ênfase na legalidade – era própria dos TCs e não das Auditorias-Gerais, que A característica apontada – ênfase na legalidade – era própria dos TCs e não das Auditorias-Gerais, que priorizam aspectos de eficácia, eficiência e efetividade da gestão pública. Atualmente, sem descuidar do priorizam aspectos de eficácia, eficiência e efetividade da gestão pública. Atualmente, sem descuidar do exame da legalidade, os TCs têm investido muito em auditorias operacionais que buscam aferir os exame da legalidade, os TCs têm investido muito em auditorias operacionais que buscam aferir os resultados dos programas e ações governamentais.

resultados dos programas e ações governamentais. Gabarito: Errado.

Gabarito: Errado.

(TCE-AP – Analista de Controle Externo – Especialidade Jurídica – 2012 – FCC, questão 28) O controle (TCE-AP – Analista de Controle Externo – Especialidade Jurídica – 2012 – FCC, questão 28) O controle externo no Brasil é exercido

externo no Brasil é exercido

a posteriori , mas nãoa priori nem de forma concomitante. a priori e concomitante, mas nãoa posteriori .

de forma concomitante ea posteriori , mas nãoa priori . a priori ea posteriori , mas não de forma concomitante. a priori , de forma concomitante ea posteriori .

Comentário: Comentário:

Acerca do controle concomitante e a posteriori não pairam dúvidas. Acerca do controle concomitante e a posteriori não pairam dúvidas.

O controle concomitante é exercido, por exemplo, na auditoria de obras públicas em rodovias e aeroportos. O controle concomitante é exercido, por exemplo, na auditoria de obras públicas em rodovias e aeroportos. O controle a posteriori tem sua principal expressão no julgamento das contas.

O controle a posteriori tem sua principal expressão no julgamento das contas.

Em consonância com o entendimento doutrinário, inclusive meu, a banca examinadora considerou que os Em consonância com o entendimento doutrinário, inclusive meu, a banca examinadora considerou que os TCs também exercem o controle a priori, por exemplo, no exame de editais de licitação e de concursos TCs também exercem o controle a priori, por exemplo, no exame de editais de licitação e de concursos públicos nos quais, caso constatadas irregularidades, podem ensejar a adoção de medidas cautelares que públicos nos quais, caso constatadas irregularidades, podem ensejar a adoção de medidas cautelares que pre

previnam a consumvinam a consumação das falhas.ação das falhas. Gabarito: E.

_________

1 Curso de Direito Constitucional , 3a edição, Forense, 1961 apud SANT’ANNA, Aspectos do

Direito Público no Tribunal de Contas, TCE-RJ, 1992, p. 318-319.

2 Inovação e rotina no Tribunal de Contas da União. São Paulo: Fundação Konrad Adenauer, 2000,

p. 28.

3O Controle da Gestão Pública, RT, 2003, p. 176.

4 Os Controles Externo e Interno da Administração Pública, 2a edição. Belo Horizonte: Editora

Fórum, 2005, p. 89.

5 A função controle na administração pública orçamentária.O novo Tribunal de Contas: órgão

rotetor dos direitos fundamentais. 2a edição, ampliada. Belo Horizonte: Editora Fórum, 2004, p. 124.

6 Administração Geral e Pública. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006, p. 447. 7Op. cit ., p. 148.

8 Os Controles Externo e Interno da Administração Pública, 2a edição. Belo Horizonte: Editora

Fórum, 2005, p. 90.

9 Direito Administrativo, 19a edição, Atlas, 2006, p. 709.

10 Direito Administrativo Brasileiro, 22a edição, atualizada, Malheiros Editores. 1997, p. 609. 11 O Controle Externo das Concessões de Serviços Públicos e das Parcerias Público-Privadas.

Belo Horizonte: Editora Fórum, 2005, p. 116.

12 O controle da Administração Pública. Revista do TCU , no 74, out/dez 1997, p. 17-26.

13 Adaptado de Bugarin, Vieira e Garcia.Controle dos gastos públicos no Brasil: instituições

oficiais, controle social e um mecanismo para ampliar o envolvimento da sociedade . Rio de Janeiro: Konrad-Adenauer-Stiftung, 2003, p. 29.

14 O TCU e os controles estatal e social da Administração Pública. Revista do TCU , no 94, out/dez

2002, p. 18.

15 Múltiplas Chibatas? Institucionalização da política de controle da gestão pública federal 1998-

2008. Brasília: UnB, 2009, p. 111.

16 Direito Administrativo Brasileiro, 22a edição, atualizada. São Paulo: Malheiros Editores. 1997, p.

577 e 608.

17Op. cit ., p. 124.

18 Apud Bugarin: O princípio constitucional da economicidade na jurisprudência do Tribunal de

Contas da União. Belo Horizonte: Editora Fórum, 2004, p. 40.

19 Tribunal de Contas da União: órgão de destaque constitucional. Tese apresentada no Curso de

Doutorado da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte: Faculdade de Direito da UFMG, 1997, p. 103-104.

20 Tribunais de Contas do Brasil – Jurisdição e Competência, 2a edição revista, atualizada e

ampliada. Belo Horizonte, Editora Fórum, 2005, p. 30.

21 Zymler, apoiado na pesquisa de Gualazzi, aponta cinco modelos de controle externo: anglo-

edição. Belo Horizonte: Fórum, 2012, p. 167-168.

22 O Sistema Tribunais de Contas e instituições equivalentes – um estudo comparativo entre o

modelo brasileiro e o da União Europeia. Rio de Janeiro: Editora Renovar, 2004, p. 76-77.

23Controle Externo da Administração Pública Federal no Brasil . Rio de Janeiro: América Jurídica,

2002, p. 17-18.

24Curso de Direito Administrativo, 11a edição, revista e atualizada. Rio de Janeiro: Forense, 1991,

p. 107-111.

25O controle externo das concessões de serviços públicos e das parcerias público-privadas . Belo

Horizonte: Editora Fórum, 2005, pp. 123-125.

26 Regime jurídico dos Tribunais de Contas. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1992. 27Op. cit ., p. 112.

28 Apud Silva: Rui Barbosa e as finanças públicas brasileiras. In: Rui Barbosa, uma visão do

controle do dinheiro público, TCU, 2000, p. 51.

29 Tribunal de Contas da União: órgão de destaque constitucional. Tese apresentada no Curso de

Doutorado da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte: Faculdade de Direito da UFMG, 1997, p. 66.

30Controle Externo da Administração Pública Federal no Brasil . Rio de Janeiro: América Jurídica,

2002, p. 94.

31Controle Externo da Administração Pública Federal no Brasil . Rio de Janeiro: América Jurídica,

2002, p. 44.

32 Diversos temas relacionados aos novos desafios do controle externo constam do livro Sementes

epublicanas (Lima, 2014).

33 Parcerias público-privadas – o controle externo atuando em críticas e polêmicas fronteiras,

evista do TCM- RJ , no 32, abril 2006, p. 65.

34 O TCU e os controles estatal e social da administração pública. Revista do TCU , no 94, out/dez

2002, p. 13-47.

35 Controle social: um aliado do controle oficial. Revista Interesse Público, no 36, 2006, p. 85-98. 36 O Controle Externo das Concessões de Serviços Públicos e das Parcerias Público-Privadas.

Quais as competências constitucionais do TCU? Qual o papel do Congresso Nacional no controle externo? O que são Quais as competências constitucionais do TCU? Qual o papel do Congresso Nacional no controle externo? O que são contas? Quem deve prestar contas ao TCU? Qual a diferença entre contas de governo e contas de gestão? Quem contas? Quem deve prestar contas ao TCU? Qual a diferença entre contas de governo e contas de gestão? Quem julga

julga as as contas contas dos dos Tribunais Tribunais de de Contas? Contas? A A Ordem Ordem dos dos AdvogaAdvogados dos do do Brasil, Brasil, enquaenquanto nto entidaentidade de dede regulamentação do exercício profissional dos advogados e arrecadadora de receitas parafiscais, deve prestar regulamentação do exercício profissional dos advogados e arrecadadora de receitas parafiscais, deve prestar contas ao TCU? Pode o TCU negar registro a um ato praticado de acordo com determinação judicial? Como são contas ao TCU? Pode o TCU negar registro a um ato praticado de acordo com determinação judicial? Como são indicados os Ministros do TCU? Pode o Senado Federal recusar aprovação a um nome indicado pelo Presidente da indicados os Ministros do TCU? Pode o Senado Federal recusar aprovação a um nome indicado pelo Presidente da República para o cargo de Ministro do TCU? O TCU efetua o cálculo dos valores relativos ao FPE e FPM a serem República para o cargo de Ministro do TCU? O TCU efetua o cálculo dos valores relativos ao FPE e FPM a serem repassados a estados e municípios? Existem atos de gestão legais, mas ilegítimos? O que é um ato antieconômico repassados a estados e municípios? Existem atos de gestão legais, mas ilegítimos? O que é um ato antieconômico de gestão? Qual a diferença entre sustação de atos e sustação de contratos? Como se organizam os Tribunais de de gestão? Qual a diferença entre sustação de atos e sustação de contratos? Como se organizam os Tribunais de Contas d

Contas dos Estados e dos Estados e dos Municos Municípiosípios? ?

Todo o estudo desta matéria tem como base as normas constitucionais que dispõem sobre o controle externo. É a partir delas que foram estruturadas as normas das Constituições Estaduais e Leis Orgânicas dos Municípios. É com fundamento em tais alicerces que foram elaboradas a Lei Orgânica do TCU (Lei no 8.443/1992) e os diplomas equivalentes nos estados, municípios e Distrito

Federal. Desse modo, é indispensável ao estudioso do tema conhecê-las com minúcia e analisá-las com profundidade. Em concursos públicos, o candidato que dominar tão somente os dispositivos constitucionais relativos à atuação dos Tribunais de Contas terá condições de responder satisfatoriamente cerca de 50% das questões de controle externo de uma prova objetiva de múltipla escolha.

O primeiro aspecto a ser destacado é que não basta apenas estudar os arts.70 a 75 da Carta Magna, constantes da Seção IX – Da Fiscalização Contábil, Financeira e Orçamentária, do Capítulo 1 – Do Poder Legislativo, do Título IV – Da Organização do Estado. Com efeito, embora tais artigos constituam o núcleo de nossa disciplina, em numerosos outros dispositivos constitucionais encontram-se normas de capital importância para a organização e o funcionamento dos Tribunais de Contas em nosso país.

2.1.

2.1.

De igual modo, veremos no Capítulo 5 que, além da Lei Orgânica do TCU, muitos outros diplomas legais posteriores vêm atribuindo crescentes responsabilidades para a atuação do controle externo. Destacam-se, nesse particular, a Lei de Licitações e Contratos Administrativos (Lei no

8.666/1993), a Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar no 101/2000) e a Lei de Crimes

Fiscais (Lei no 10.028/2000).

É nosso objetivo, então, estudar o conjunto dessas normas constitucionais e legais da forma mais completa possível.

LEGISLAÇÃO DE

LEGISLAÇÃO DE REFERÊNREFERÊNCIACIA Constituição da República: Arts. 31; 33, §2

Constituição da República: Arts. 31; 33, §2

oo

; 34, VII, ‘d’; 35, II; 37,

; 34, VII, ‘d’; 35, II; 37, caput caput ; 49, IX, X e XIII; 51, II; 52, III, ‘b’; 57,; 49, IX, X e XIII; 51, II; 52, III, ‘b’; 57, caput

caput ; 70 ; 70 a 75; 84a 75; 84 , XV e XXI, XV e XXIV; 102V; 102, I, ‘d’ e ‘q’; 10, I, ‘d’ e ‘q’; 10 5, I, ‘a’; 165, I, ‘a’; 16 1, pará1, parágragrafo únicfo único.o. Lei Orgânica e Regimento Interno do TCU: íntegra

Lei Orgânica e Regimento Interno do TCU: íntegra Lei n

Lei noo 8.666/1993 8.666/1993 : ar: artsts. 22 a 26, 54 a 59, 65, 67, 71, 102. 22 a 26, 54 a 59, 65, 67, 71, 102 , 113, 116, 11, 113, 116, 11 7.7.

LRF: arts. 1

LRF: arts. 1oo, 20, 48 a 59, 73-A., 20, 48 a 59, 73-A.

Lei n

Lei noo 10.028/ 10.028/ 2000: art2000: art. 5. 5oo..

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