Iniciado no mês de junho do ano de 2013, no final do ano de 2014 a obra já contava com a reforma estrutural de praticamente todas as transversais da Avenida Sete de Setembro, restando apenas para conclusão a reforma da Praça do Relógio de São Pedro, Rua Onze de Junho, Rua Vinte e Um de Abril e Rua Nova de São Bento. Na Figura 6 pode-se observar o que fora divulgado por meio de jornais de circulação local a respeito do projeto de requalificação.
Trata-se de perspectivas da nova estrutura de trabalho e mobiliário proposto. A Figura 7 traz o registro de uma das ruas que já passaram pela reforma.
Figura 6: Projeto para o Largo do Rosário. Fonte: Correio da Bahia, 2013.
Figura 7 Largo do Rosário reformado. Fonte: Foto da autora, 2014.
Nas 13 áreas o projeto executado conta com obras de saneamento, iluminação e pavimentação, onde a pedra portuguesa foi substituída por piso intertravado e se inseriu rota acessível para o uso de pessoa com deficiência visual. Houve também a implantação de cobertura em policarbonato sobre estrutura metálica (SALVADOR, 2014). Alguns aspectos relativos à implantação do projeto, entretanto, são questionáveis. É o caso, por exemplo, da não existência de calhas para captar e canalizar a água da chuva e do conforto térmico. Contudo, por se tratar do projeto executado no período em que os estudos empíricos desta dissertação também se realizavam, tais observações não podem ser conclusivas.
No ano de 2014 há ainda o projeto para requalificação do Mercado 2 de Julho, sintetizado na Figura 8, que prevê a transferência dos trabalhadores de rua que atuam na Rua do Cabeça para um mercado que será implantado na Praça General Inocêncio Galvão.
Figura 8: Proposta de requalificação do mercado das flores (Largo 2 de Julho) / Praça General Inocêncio Galvão Fonte: Machado, 2014. (Jornal A Tarde)
Em janeiro de 2014 foi realizada uma ação que retirou deliberadamente todos os trabalhadores da Rua do Cabeça, não considerando aqueles que possuíam licença. Após esta ação, associações que representam os interesses dos trabalhadores de rua e associações do bairro Dois de Julho requisitaram que o projeto fosse apresentado e discutido, o que foi atendido pela prefeitura. Foram realizadas reuniões para apresentação do projeto, onde se negociou a substituição dos quatro boxes para dez, adequados para os peixeiros, com sanitários, pontos de água e pontos destinados a coleta de lixo. Além da área construída com alvenaria, há também uma área destinada para 44 trabalhadores, que são aqueles que hoje estão na Rua do Cabeça e Largo das Flores e, após a reforma, comercializarão em mobiliário removível, fornecido pela prefeitura.19 Na Figura 9 podemos ver parte do Largo das Flores com a presença de feirantes
em fotografia tirada no ano de 2012 e na Figura 10 temos o registro de uma das reuniões realizada entre moradores, trabalhadores e a prefeitura de Salvador para discussão do projeto para requalificação do mercado do Dois de Julho, realizada na sede da SEMOP. De acordo com informações divulgadas no Jornal A Tarde, a obra está orçada em R$2,6 milhões e levará 8 meses para ficar pronta (MACHADO, 2014).
Figura 9: Rua do Cabeça e “Largo das Flores”, bairro Dois de Julho.
Fonte: Foto da autora, 2012.
Figura 10: Reunião para discussão do Projeto de Requalificação do Mercado Dois de Julho.
Fonte: Foto da autora, 2012.
19 Atualmente os trabalhadores guardam as mercadorias ou por conta própria, em depósitos existentes no próprio bairro, ou as
deixam no próprio ponto, cobertas por lona e cordões bem amarrados. Após a reforma, por se tratar de mobiliário removível, será necessário que todos guardem suas mercadorias em depósitos, o que poderá implicar em maiores despesas para boa parte dos trabalhadores dessa área.
Programa Avenida Sete de Setembro – Território Empreendedor, 2014
Por fim, no âmbito das ações voltadas para a atividade do trabalhador de rua criadas na gestão de 2013-2016, há ainda o Programa Avenida Sete de Setembro – Território Empreendedor, que consiste numa proposta de articulação entre os agentes econômicos, políticos e sociais, localizados na Avenida Sete. Este programa, iniciado no ano de 2014, se constitui como elemento de estruturação e ajuste das atividades econômicas, voltado para ampliação das possibilidades de inserção e geração de emprego e renda na Avenida Sete, concebida enquanto um território particular da cidade. Para sua execução estão sendo realizadas reuniões com ambulantes, comerciantes, técnicos da prefeitura, acadêmicos e profissionais do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e da Câmara de Dirigentes Lojistas de Salvador (CDL). O plano de ação do Programa Avenida Sete de Setembro – Território Empreendedor possui seus eixos de atuação nas seguintes áreas: empreendedorismo, empreendedorismo social e acesso a crédito; desenvolvimento urbano; economia criativa, cultura e turismo; comunicação e marketing; e prevenção à violência e assistência social (SALVADOR, 2014). Como o projeto ainda está em processo de concepção, não será possível realizar análise crítica sobre ele, porém considera-se importante destacá-lo por conta das transformações que pretende no espaço.
Em reunião realizada em um auditório da CDL, no dia 21.11.2014 para apresentação do projeto de requalificação urbana Av. Sete e Rua Chile, que fazem parte do programa acima mencionado, foi levantado que um dos maiores problemas da região é de cunho urbanístico, resultante do conflito existente entre o pedestre, o veículo e o comércio informal. De acordo com as informações apresentadas pela prefeitura, este é um conflito que não atrai moradores de outras áreas da cidade para a localidade. Sendo assim foi proposto o alargamento do passeio do lado esquerdo da avenida, no sentido do Campo Grande à Praça da Sé, que poderá ser efetuado com a redução de uma das faixas de rolamento da via. Esta medida deixa espaço apenas para uma faixa de estacionamento, ao invés de duas em cada lado da via como existe hoje. A Figura 11 traz um exemplo de uma das áreas do projeto.
Figura 11: Trecho da Avenida Sete com parklet. Fotografia retirada de slide apresentado durante reunião convocada pela SEMOP em 21-11-2014.
Fonte: Foto da autora, 2014.
Além das proposições mencionadas acima, está ainda previsto o enterramento dos cabos de energia dos postes e implantação de parklets em alguns trechos da via, com bancos para descanso dos pedestres. As medidas apresentadas, entretanto, não propõem soluções para melhoria da coleta de lixo ao longo da via, considerado um dos grandes problemas da área, embora preveja um aumento na implantação das lixeiras públicas ao longo do trajeto. Cabe ressaltar que as praças existentes ao longo do referido trecho da Avenida Sete também passarão por obras de requalificação, porém os projetos foram apenas apresentados em vídeos. As praças às quais nos referimos são o Largo de São Bento e Praça Barão Rio Branco (Relógio de São Pedro), que se encontram em reforma, conforme podemos notar nas Figuras 12 a 15.
Figura 12: Largo de São Bento em reforma.
Figura 14: Praça Barão Rio Branco (Relógio de São Pedro) antes da reforma.
Fonte: Fotos da autora, 2012
Figura 15: Vista de cima da Praça Barão Rio Branco (Relógio de São Pedro), em reforma. Fonte: Fotos da autora, 2014.
Semelhante ao que foi realizado para os projetos anteriormente apresentados, assim também realizamos uma análise dos projetos elaborados em 2014 com base nas nossas categorias de análise, conforme consta na Tabela 7.
Tabela 7: Síntese da análise dos projetos “Plano de requalificação e reordenamento de ambulantes de Salvador”, “Requalificação do Mercado 2 de Julho” e “Programa Avenida Sete de Setembro – Território Empreendedor”, 2014.
CATEGORIAS DE ANÁLISE
PROPOSTAS APRESENTADAS PELO PROJETO Diagnóstico da
situação
Não foram encontradas informações sobre o diagnóstico elaborado pelo poder público em 2014, no sentido de atualizar e informar sobre a problemática do trabalhador de rua para os projetos estudados, inclusive no sentido de justificar as ações propostas. As informações que conseguimos coletar foram dispersas, disponibilizadas sobretudo através de notícias de jornal e do Diário Oficial do Município.
Conforto ambiental
Com relação à proposta elaborada no âmbito do “Plano de requalificação e reordenamento de ambulantes de Salvador”, podemos notar que apesar da existência da cobertura, a mesma não foi confeccionada com material adequado, o que causa grande desconforto térmico para os trabalhadores, que sofrem bastante com o calor sob a estrutura. Ainda sobre a cobertura implantada, verificamos que proteção com relação a chuva deixa a desejar, já que podemos notar em diversos pontos a existência de improvisos com lona para evitar que a água da chuva molhe tanto os trabalhadores, quanto sua mercadoria. Além disso, não foram implantadas calhas.
Infraestrutura de suporte
A pavimentação de todas as ruas que estão passando pela intervenção foi substituída por piso intertravado. A prefeitura informa ainda que realizou obras de drenagem nas localidades.
Com relação à disposição do lixo, além das lixeiras públicas que foram distribuídas nas ruas de intervenção, apenas no bairro 2 de Julho será implantado, segundo o projeto, contêineres para armazenamento dos resíduos.
Também com relação aos sanitários, apenas no bairro 2 de Julho há proposta de implantação desse equipamento. Nos demais pontos da Avenida Sete, nada aparece nas plantas disponibilizada. Houve informações obtidas através de entrevistas com as lideranças dos trabalhadores de rua (que serão melhor apresentadas no próximo capítulo), de que a implantação dos sanitários está em discussão com a prefeitura.
Sobre o armazenamento de mercadorias, nada aparece nos projetos. Fomos informados também através de entrevista com o responsável pelo setor de Licenciamento e Fiscalização da SEMOP, cuja entrevista também será apresentada no próximo capítulo, que a prefeitura não pode bancar com essa estrutura, pois ela demanda também um custo com a segurança do local e do material.
O projeto “Avenida Sete de Setembro – Território Empreendedor” não pode ser avaliado, pois não conseguimos dispor de informações mais precisas sobre o mesmo.
Densidade de ocupação
Os projetos não apresentam parâmetros ou cálculos para densidade de ocupação na área de intervenção.
Relação
proposta e o entorno
Com relação às propostas apresentadas podemos notar, de maneira geral, uma desarticulação entre a cobertura proposta e a morfologia urbana do entorno. Este aspecto fica mais evidente principalmente nas ruas da Avenida Sete. No caso do 2 de Julho, a relação entre a proposta visual e o entorno também nos parecem em desarmonia e deslocam o vendedores de frutas para uma área relativamente distante dos locais onde há mais gente circulando, o que pode vir a prejudicá-los em suas vendas e fazê- los retornar para o local de origem.
Fonte: Elaboração da autora com base na análise do projeto, 2015.
A ausência de informações sobre a densidade de ocupação em todos os projetos estudados revela um nível de inconsistência no conhecimento do poder público com relação a real demanda por espaço que a atividade do trabalhador de rua implica. Consideramos que este é um importante dado, capaz de subsidiar um planejamento mais eficaz, pois através do conhecimento sobre a densidade de ocupação é possível saber realmente em quais áreas a atividade influencia no direito de ir vir dos transeuntes e em quais áreas ela não é tão relevante. Por este motivo, sentimos a necessidade de avaliar como a situação se encontra hoje na Avenida Sete, ruas de seu entorno e bairro Dois de Julho, que trataremos a seguir.
2.4 A densidade de ocupação
O espaço demandado pelo trabalhador de rua não é apenas aquele ocupado materialmente pela estrutura física do seu mobiliário. Além do espaço ocupado pelo mobiliário, que por vezes extrapola os limites pré-estabelecidos pela municipalidade, ocupa-se também um espaço para o desenvolvimento funcional da atividade.
A Figura 16 ilustra esquematicamente como se dá a demanda da atividade pelo espaço, e através dela podemos identificar a área ocupada pelo mobiliário e o dimensionamento da faixa utilizada pelos compradores das mercadorias, aqui denominada de “faixa de utilização”. Para a definição do dimensionamento dessa faixa, se levou em consideração a dimensão referencial para deslocamento de pessoas em pé da NBR 9050/2004, que é de 0,60m para pessoas sem órteses. Se considerarmos que a rua esquematizada possui as dimensões de 8X5m e área de 40m², a área demandada pela atividade corresponderia a cerca de 30m² ou 70% do total da rua. Esta informação é importante, pois ilustra o que pode ocorrer na maioria dos casos nas ruas estudadas, em que o espaço físico requerido pela atividade dos trabalhadores de rua é maior do que as dimensões do mobiliário fixo podem indicar, restando no final para o transeunte muito pouco do total que deveria estar disponível para sua circulação.
Figura 16: Esquema de espaço demandado pela atividade do trabalhador de rua. Fonte: Bouças, 2012.
Compreender essa questão é fundamental tanto para que possamos dar conta da interpretação sobre a densidade de ocupação da atividade do trabalhador de rua nas localidades que estudamos nesta dissertação, quanto para que possamos analisar o tratamento dessa questão nos projetos encontrados. A densidade de ocupação que buscamos avaliar aqui difere da comumente estudada pelo planejamento urbano, que se dá mais na escala da unidade de vizinhança, do bairro ou da cidade. Para esses casos, a densidade costuma ser calculada através da relação entre a população e a área ocupada, geralmente dada em km² ou hectares. Em nosso caso, buscamos a densidade de ocupação das ruas, que está em uma escala maior e para qual não encontramos parâmetros na literatura pesquisada. Por este motivo, fizemos um esforço para tentar compreender a relação proporcional entre a área ocupada pela atividade e a área destinada aos pedestres nas ruas e para tal, além de precisarmos ter em mente o que o esquema anteriormente apresentado na Figura 16 indica, é preciso estarmos atentos também ao fato de que diferentes arranjos entre o mobiliário e a faixa de utilização são possíveis. As Figuras 17, 18 e 19 indicam essas possibilidades e as respectivas áreas encontradas para cada caso.
Figura 17: Situação 1 - Demanda de espaço pela atividade, considerando mobiliário independente de outros.
Fonte: Elaboração da autora, 2015.
Figura 18: Situação 2 - Demanda de espaço pela atividade, considerando mobiliário de quina ou encostado com outros.
Figura 19: Situação 3 - Demanda de espaço pela atividade, considerando mobiliário encostado com outros ou com a parede.
Fonte: Elaboração da autora, 2015.
As áreas encontradas para cada uma das situações hipotéticas apresentadas, nos ajudará a calcular a área demandada pela atividade do trabalhador de rua. Para isso, multiplicamos a média dos valores das situações hipotéticas (2,68m²) pelo valor encontrado para a média de trabalhadores contados na área de estudo (conforme consta na contagem do Apêndice C). Salientamos, porém, que em nossa área de estudo temos dois tipos de situação: A) ruas completamente pedestrianizadas20, ou seja, por onde não transitam carros; e B) ruas que
dividem o espaço entre pedestres e veículos. No caso “A”, as ruas estudadas podem ser mais densamente ocupadas pelo trabalhador de rua, pois há mais espaço disponível para ser compartilhado com o pedestre. No caso “B”, o espaço disponível é apenas o espaço da calçada e a atividade do trabalhador de rua compete muitas vezes com os demais usos da rua.
No croqui esquemático apresentado na Figura 20, representado utilizando as normas para o dimensionamento de calçadas estabelecido pela NBR9050/2004, temos que numa rua com duas faixas de rolamento a área destinada para o trânsito de veículos corresponde à aproximadamente 73% da via. Já a parte da calçada corresponde aos outros 27%, e destes, 13% corresponde ao passeio.
20 De acordo com Cruz (2006), a pedestrianização compreende a exclusão do automóvel pela implementação de calçadas em
toda a largura do logradouro. O objetivo nesses casos é reduzir o trânsito nos centros históricos ou em áreas de comércio varejista intenso, de modo a tornar o ambiente mais agradável para o pedestre.
Figura 20: Representação esquemática de uma rua. Fonte: Elaboração da autora, 2015.
Entender a distribuição de proporções entre os usuários desse espaço foi importante para que pudéssemos estabelecer os parâmetros para as densidades de ocupação das ruas estudadas. O esquema abaixo (Figura 21) sintetiza os parâmetros estabelecidos para os casos de rua tipo “A”, pedestrianizadas. Nesse caso, o que define a densidade de ocupação da rua é a relação entre a área ocupada pelo trabalhador de rua e o quanto ela ocupa da área total da rua onde ele se encontra. Assim temos que, quando:
Figura 21: Esquema densidade de ocupação – Ruas tipo “A”. Fonte: Elaboração da autora, 2015.
Para os casos das ruas tipo “B”, ou seja, daquelas ruas onde o espaço divide-se entre a área destinada aos veículos e a área destinada aos pedestres, o que define a densidade de ocupação da rua é a relação entre a área ocupada pelo trabalhador de rua e o quanto ela ocupa da área total do passeio (Figura 22). Assim temos que, quando:
Figura 22: Esquema densidade de ocupação – Ruas tipo “A”. Fonte: Elaboração da autora, 2015.
Assim, utilizando os dados colhidos com a contagem dos trabalhadores por rua, e as áreas contabilizadas para cada uma dessas ruas, conseguimos definir a densidade de ocupação verificada quando foi realizado o trabalho de campo desta dissertação. Os cálculos realizados bem como os resultados encontram-se no Apêndice F. Com base nos resultados obtidos foi possível fazer uma espacialização das densidades de ocupação observadas quando da realização do levantamento de campo. Através do Mapa 04 podemos observar que a área mais densamente ocupada pelos trabalhadores de rua está num raio de 170,5m e abrange a localidade acessada diretamente pela Estação da Lapa, onde estão os dois shoppings centers da região, duas importantes praças (Piedade e Barão do Rio Branco – Relógio de São Pedro), e no acesso ao bairro Dois de Julho pelas ruas do Cabeça e da Forca.
A concentração dos trabalhadores de rua nessas imediações específicas, portanto, se justificam pelos atratores presentes na localidade e indicam que essa pode ser a área por onde mais circulam transeuntes na região, já que essa é uma condição importante para escolha da localização dos trabalhadores, quando eles têm essa opção. Uma leitura sobre essa observação pode ser mais completa ainda se lembrarmos do que nos disse Jane Jacobs (2011) sobre as condições para a diversidade urbana. Esta região mais densa liga um dos bairros residenciais mais dinâmicos do centro com a Avenida Sete de Setembro. Aí temos circulando tanto os residentes do bairro, quanto os trabalhadores e comerciantes que se encontram na região. Percebemos, portanto, o papel da combinação dos usos do lazer, trabalho e moradia, conectados por um importante articulador que é a Estação da Lapa.
Mapa 4: Densidade de ocupação na área de estudo.