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Setor Entorno das Ilhas Objetivos e Metas

No documento PARQUE ESTADUAL DE ILHABELA (páginas 130-133)

Ficha Técnica do Parque Estadual de Ilhabela

ZUI 4: Trilha da Cachoeira do Gato

4.3. Zona de Amortecimento

4.3.2. Setorização da Zona de Amortecimento

4.3.2.1. Área Marinha

4.3.2.1.2. Setor Entorno das Ilhas Objetivos e Metas

Proteger as potenciais zonas de descanso e nidificação de aves marinhas na região. Proteger ambientes marinhos frágeis. Proteger as rotas das embarcações artesanais dos moradores do Arquipélago de Ilhabela, bem como as áreas de usos tradicionais, priorizando a exploração econômica pelos moradores locais e garantindo a subsistência das comunidades tradicionais caiçaras.

Localização

200 metros ao redor das Ilhas: dos Búzios, da Vitória e da Prainha; e Ilhotas: da Figueira e das Cabras (ou Cagadinha); 50 metros ao redor das demais ilhas, ilhotes e lajes; Na ilha das Cabras (no Canal de São Sebastião) os limites abrangem a coluna d' água em direção à costa entre suas extremidades até o Santuário Ecológico. Ainda na Ilha das Cabras, o setor se sobrepõe parcialmente à Área de Interdição à Pesca Federal (criada pela Portaria SUDEPE 08 / 1979), cujo perímetro é definido pela distância de 20 metros no entorno da Ilha das Cabras (20m a partir das linhas de base reta tomadas das partes mais avançadas da ilha). Descrição

O Setor do Entorno das Ilhas abrange 624.33 hectares e representa 0,58 % da área total da Zona de Amortecimento.

Atividades e Usos Permitidos

 Todas aquelas compatíveis com o previsto no ZEE/GERCO e na regulamentação associada à APA Marinha do Litoral Norte (Resolução SMA nº 69/2009 e correlatos), sendo que em caso de sobreposição, predomina sempre o regramento mais restritivo;

 Pesquisa científica e educação ambiental relacionadas à conservação da biodiversidade;

Manejo sustentável de recursos marinhos, desde que previsto em Plano de Manejo específico, aprovado pelos órgãos competentes, em conformidade com as normativas legais vigentes;

 Pesca artesanal e amadora;

 Turismo sustentável, turismo náutico, esportes náuticos, arqueologia subaquática e turismo cultural, estruturado e regrado em conjunto com as comunidades tradicionais;

 Aqüicultura marinha de baixo impacto, (no caso de mariculturas, máximo 20.000m2 de linha d´agua, para psiculturas, deverá ser observada legislação vigente específica) observando o uso dos recursos naturais e do território efetuado pelas comunidades tradicionais e incentivando-as na realização de tais práticas das mesmas nas atividades;

 Nas propriedades onde não houver acesso terrestre, será permitida a implantação de estruturas náuticas que não necessitem de aterros, dragagem, rampas, desmonte de pedras; construção de proteção contra ondas e marés. Apresentem a partir da parte seca sobre as águas comprimento máximo total de até 20m, até 3m de largura, podendo apresentar paralelamente à parte seca uma plataforma de atracação de até 5m de comprimento e de até 3m de largura, não possuindo construções e edificações conexas na parte seca;

 Instalação de sinalização de áreas de restrição. Tais normativas devem ser objeto de aviso aos navegantes, pela Marinha do Brasil, bem como de fiscalização pela Polícia Ambiental.

 É permitido o mergulho contemplativo no entorno das ilhas. O desembarque será permitido de forma organizada conforme acordo/deliberações do parque com as populações tradicionais.

Atividades e Usos não Permitidos

 Atividades e Usos proibidos pelo ZEE e APA Marinha Litoral Norte (Resolução SMA 69/2009).

 Pesca de arrasto por sistema de parelhas de barco;

 Pesca com compressor de ar ou outro equipamento de sustentação;

 Pesca amadora em desacordo com a maior restrição legal vigente;

 Atividades, competições, eventos e similares, de pesca subaquática, sem autorização do órgão gestor da UC;

 Outras atividades que venham impactar a pesca artesanal e o refúgio de aves migratórias, bem como a nidificação e alimentação da avifauna marinha;

 Disposição de como de água de lastro e outros resíduos provenientes de limpeza, troca de óleo e manutenção de embarcações de todo porte;

 Introdução de espécies exóticas;

 Obras, empreendimentos e/ou atividades que provoquem contaminação da água, mortandade de fauna marinha, incluindo aves marinhas e migratórias, bem como impacto na paisagem. Caso pairem dúvidas acerca dos possíveis impactos, o órgão licenciador deverá consultar o órgão gestor das UCs.

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 No perímetro de 20 metros ao redor da Ilha das Cabras (no canal de São Sebastião), deverão ser respeitadas as restrições estabelecidas pela Portaria SUDEPE 08 / 1979, que estabeleceu Área de Interdição à Pesca Federal.

Diretrizes específicas

 Demarcar de forma georreferenciada os pontos de fundeio de embarcações;

 Demarcar os locais de fundeio de barcos de uso comercial bem como as áreas de mergulho;

 Efetuar o credenciamento de barcos de uso comercial;

 Limitar a prática de pesca amadora, respeitando as artes de pesca dos moradores tradicionais;

 Disciplinar, de forma participativa, a pesca submarina com os atores envolvidos contemplando as áreas de restrição;

 Estruturar as atividades de turismo a partir de regramento estabelecido de forma participativa com as comunidades tradicionais;

 Incentivar as comunidades tradicionais à realização de práticas de maricultura de baixo impacto;

 Considerar o uso do território marinho nos estudos de recategorização, no caso das Ilhas da Vitoria e dos Búzios;

 Articular com as associações de pesca submarina e outros atores relacionados objetivando o estabelecimento de boas práticas para a pesca submarina; em consoância com o diagnóstico de pesca amadora em elaboração pela APAMLN.

 Disciplinar e controlar a disposição dos resíduos da limpeza de peixe;

 Formulação de Plano de Contingencias e de Gestão de Riscos de derramento e vazamento de óleo e gás.

Justificativa

As ilhas pertencentes ao Arquipélago de Ilhabela possuem grande relevância socioambiental na medida em que determinadas espécies e usos que ocorrem nessas áreas podem interferir na qualidade ambiental do PEIb. Como exemplo, podem ser citadas ilhas que são utilizadas como descanso ou para nidificação de aves marinhas e migratórias. Além disso, essas áreas suportam usos como pesca amadora, pesca subaquática, visitação etc que podem exercer influência direta sobre a UC, seja através das embarcações que utilizam a área, das populações usuárias etc. Dessa forma, os usos permitidos nessas áreas devem ser regulamentados de modo a garantir sua conservação e, consequentemente, garantir que os processos ecológicos relacionados à UC sejam preservados.

No entorno de Ilhas habitadas por comunidades tradicionais, o Setor, além de objetivar a conservação ambiental, se justifica pela necessidade de reservar áreas destinadas a preservar o modo de vida e práticas culturais caiçaras como a pesca artesanal e o tráfego

de embarcações, que podem ser comprometidas pelo uso turístico e por outras artes de pesca.

A pesca de arrasto por parelha e com compressor de ar são proibidas em conformidade com as normativas legais que regem a área da APA Marinha, e se justificam pelo fato destas modalidades serem impactantes e incongruentes com a vocação ambiental das áreas.

Uma das estratégias para regulamentação dos usos permitidos é que se integre às formulações no âmbito do Conselho Gestor (processo de ordenamento das atividades pesqueiras, de aquicultura, náuticas e turísticas) e do Plano de Manejo da APA Marinha Litoral Norte. Este Plano está em elaboração17, por meio de intenso processo participativo,

envolvendo os diversos atores interessados no mar, tais como pescadores artesanais, setor econômico, poder público e organizações da sociedade civil.

4.3.2.1.3. Setor Oceânico

No documento PARQUE ESTADUAL DE ILHABELA (páginas 130-133)