• Nenhum resultado encontrado

UMA VISÃO GERAL SOBRE PROJETOS DE CIDADES INTELIGENTES

No documento COLEÇÃO. SANTARÉM, 2013 (páginas 99-105)

Diego Coutinho Ferreira1 Jorge Alexandre Machado Barra2 Raimundo Paulo Pinto de Miranda Neto3 Angel Pena Galvão4 Juarez Benedito Silva5 [email protected]

RESUMO: Cidades inteligentes, conhecidas como Smart Cities, empregam sistemas digitais que formam uma rede inteligente de comunicação, serviços integrados e interconectados, que ao serem demandados, funcionam tecnologicamente como uma plataforma neural de informações interligadas por dados, sons, imagens, fazendo convergir conteúdos por meio da computação e comunicação. Essas cidades surgiram devido grandes problemas de organização e infraestrutura. Portanto, surgiu a necessidade de implantar este novo conceito nas cidades, principalmente nas que estão em desenvolvimento, para que o planejamento seja mais prático, rápido e sustentável. Outro fator que coloca o tema em debate são os grandes eventos que ocorrem em diversos países, como, os sediados no Brasil, e que precisam de um grande planejamento e organização integrada entre diferentes áreas. Sabendo da relevância deste tema, o objetivo deste trabalho é realizar um estudo bibliográfico sobre as tecnologias da informação que podem ser usadas em diversos setores de uma cidade: Segurança, Educação, Saúde, Transporte e Energia, integrando todos eles, para que o desenvolvimento seja organizado e em conjunto, resultando numa Cidade Inteligente. Neste trabalho foram demonstrados projetos implantados de cidades inteligentes em diversos lugares, apresentando os benefícios das tecnologias que maximizaram a eficácia operacional de recursos e investimentos voltados para o desenvolvimento local.

PALAVRAS-CHAVE: cidades inteligentes, tecnologia da informação, smart city.

INTRODUÇÃO: O século XXI está sendo testemunho de um processo de urbanização mundial, fazendo com que as cidades tenham que enfrentar novos desafios, como a crescente concentração populacional, o aumento dos níveis de consumo, necessidades maiores de mobilidade ou o aumento da demanda na segurança do cidadão e da participação nas decisões. Esses novos desafios afetam de forma transversal as diferentes áreas da cidade, consequentemente sua solução deve ser abordada com uma visão integrada e inovadora a partir de todas as suas perspectivas e áreas principais. Para superar esses desafios as cidades devem desenvolver um modelo de gestão de maior qualidade e eficiência que permita: consolidar o crescimento da cidade e permitir uma evolução flexível e organizada; proporcionar aos cidadãos serviços de melhor qualidade e de maneira mais eficiente; com um menor custo de modo que se possa conseguir uma administração sustentável e obter uma visão integrada de todas as áreas da cidade de maneira que se obtenham sinergias e ambientes operacionais. Para resolver esses novos desafios surgiu as cidades inteligentes, conhecidas como Smart Cities, que empregam sistemas digitais que formam uma rede inteligente de comunicação e serviços integrados e interconectados, que ao serem demandados, funcionam

1

Acadêmico de graduação do 6º Semestre do Curso Tecnológico de Redes de Computadores (IESPES)

2

Acadêmico de graduação do 6º Semestre do Curso Tecnológico de Redes de Computadores (IESPES)

3

Acadêmico de graduação do 6º Semestre do Curso Tecnológico de Redes de Computadores (IESPES)

4 Professor orientador, tecnólogo em Redes de Computadores (IESPES), Especialista em Informática na Educação (UFPA) e

mestrando em Ciência da Computação (UFRGS).

5

Professor Coordenador do Curso Tecnológico de Redes de Computadores (IESPES), mestre em Gestão de Empresas (LUSOFONA)

tecnologicamente como uma plataforma neural de informações interligadas por dados, som e imagem, fazendo convergir conteúdos por meio da computação e comunicação, a partir do uso de múltiplos sensores de presença, câmeras e controles protocolares, que maximizam a eficácia operacional de recursos e investimentos voltados para o desenvolvimento local. Portanto, as Smart Cities são como comunidades que usam o que existe de mais moderno em recursos tecnológicos e arquitetônicos como resposta aos desafios impostos pelo crescimento populacional. A ideia é criar ambientes sustentáveis, eficientes, com alto grau de conectividade e, consequentemente, com excelentes níveis de qualidade de vida. O termo Smart Cities vem despertando bastante atenção, pelo fato do rápido crescimento urbano, na maioria das vezes de forma descontrolada que vem acontecendo em vários países em desenvolvimento, acarretando inúmeros problemas de trânsito, quedas de energia, bolsões de pobreza, criminalidade e deficiências nos sistemas de ensino e saúde. Os elementos principais dessa visão da Cidade Inteligente são: compartilhar informações, decisões e responsabilidade entre os diferentes subsistemas da cidade; gerenciar os desafios de maneira transversal, atendendo as particularidades de cada um deles e buscar sinergias operacionais entre os diferentes serviços e processos da cidade. Com a grande relevância do tema Smart City, este trabalho tem por objetivo apresentar projetos de cidades inteligentes implantados ou em desenvolvimento encontrados na literatura especializada. A estrutura de apresentação deste trabalho segue a seguinte ordem: Método, que é discutido como foi realizada a pesquisa do trabalho, Resultados e Discussão, que são expostos os projetos e benefícios nas cidades que estão implantados e a Conclusão.

MÉTODO: A pesquisa foi elaborada com base em informações coletadas usando como proposta de metodologia a pesquisa bibliográfica. Como parte da metodologia, será explanado sobre os projetos e experiências com relação a Smart City no mundo e o resultado gerado a partir disso será feito um levantamento das experiências e expectativas sobre os projetos de Cidades Inteligentes na visão dos principais autores envolvidos com a temática.

RESULTADOS E DISCUSSÃO: Os resultados obtidos a partir da pesquisa bibliográfica afirma que numa Smart City, a ideia é criar ambientes sustentáveis, eficientes, com alto grau de conectividade e, consequentemente, com excelentes níveis de qualidade de vida. Publicações recentes (Bell et al. 2009; Komninos 2008; IJIRD 2009) sobre cidades inteligentes reforçam a convergência entre sistemas de inovação e ambientes virtuais para a

criação de sistemas globais de inovação. Os ambientes inteligentes podem ser combinados tanto com as cidades digitais (automatizando a cadeia de entrega de serviços), como com as cidades inteligentes, automatizando a coleta e o processamento de informações no processo de desenvolvimento de um novo produto ou serviço. Com base nas bibliografias consultadas, observa-se diversos projetos mundiais de Smart Cities, como por exemplo, a cidade de Luxemburgo eleita como a primeira colocada no ranking das cidades inteligentes da Europa, feito pelo projeto European Smart Cities (GIFFINGER, 2012). No Brasil, O projeto Cidade da Copa é uma ideia desenvolvida por empresas privadas que buscam criar a primeira cidade inteligente da América Latina. Com o planejamento de ser implementado em Pernambuco, na cidade de São Lourenço da Mata, o projeto segue o modelo europeu de distribuição de acesso à internet. A cidade seria constituída de um centro de operações, que funcionaria como o cérebro da cidade, enquanto a rede criada pelos sensores e dispositivos seria os nervos. A concepção inicial é de que, na parte externa da Arena Pernambuco, espaço multiuso que será construído para os jogos, seja criada uma comunidade que terá, nos arredores, educação, emprego, lazer e moradia, o que capacitaria uma ótima qualidade de vida sem ter que distanciar muito de casa. Numa visão futurista, pode-se implementar ambientes de uma cidade com inteligência. Destes, como na Segurança, tem-se como exemplo, o avanço da tecnologia já se é perceptível e várias cidades já usam esse recurso para melhorar a segurança, o melhor exemplo que temos é a cidade do Rio de Janeiro, que em 2010 (dezembro mais exatamente), inaugurou o COR (Centro de Operações do Rio de Janeiro), o mais moderno e planejado centro e monitoramento de operações no mundo, junto com órgãos públicos e concessionárias que trabalham em sistema integrado, fazendo uso dos dados em tempo real. Foi inspirado na NASA com parceria entre a IBM Brasil e a prefeitura do Rio de Janeiro (COR, 2013). Na Educação, a tecnologia facilitou e acelerou o desenvolvimento dos seres humanos. Hoje todos tem acesso a qualquer assunto com muita facilidade utilizando seu smartphone ou seu tablet e outros recursos, estando eles conectado à internet. No Transporte, em tráfegos de ônibus, frotas menores com capacidade de mudar de rota de forma imediata para atender a lugares onde sejam mais necessários, e maiores para atender alta demanda em horas de maior fluxo, tudo integrado em um sistema de rastreamento que ajusta dinamicamente os movimentos para atender a necessidades de usuários. Segundo a IBM (IBM, 2013), na cidade de Estocolmo na Suécia, um sistema inteligente de trânsito ajudou a cidade a cortar em 20% os engarrafamentos, reduzindo em 12% as emissões de carbono e aumentando substancialmente a utilização de transporte público. Na Saúde, é possível reduzir gastos e diminuir filas de espera, podendo ter equipamentos médicos pessoais para monitoração, analisando o paciente e

o avaliando rotineiramente, ainda podendo realizar tarefas como controle de medicação e de emergência para atendê-los o mais breve possível, até mesmo diagnóstico de doenças comuns, sem necessidade de consulta. Na Energia, a tecnologia também é já atuante visando o meio ambiente, em através de redes inteligentes que podem ajudar no controle da energia elétrica, tanto para consumidores já conscientes na preservação, quanto para aqueles em que ainda falta um exame de consciência. Essas redes inteligentes complementares das Smart City são chamadas de Smart Grids, são dispositivos integrando internet e rede elétrica, capazes de fazer melhor uso da energia elétrica, tornando-a mais econômica e sustentável. A Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG, 2013), já faz uso das redes inteligentes com atividades iniciadas em 2010, já mostra a cidade de Sete Lagoas como uma das cidades inteligentes, segundo a CEMIG, esse projeto está ajudando consumidores a economizar 10% em suas contas e 15% nos picos de demanda energética, esse projeto tem extensão até 2013 em investir e beneficiar outras cidades.

CONCLUSÃO: Este trabalho procurou mostrar o quanto já estão avançadas as ações de muitas cidades que elaboraram estratégias para serem catalisadoras de inovações tecnológicas, articulando órgãos públicos, empresas, terceiro setor e universidades. Com base nas pesquisas realizadas, conclui-se que este novo conceito de Cidades Inteligentes viabiliza a transformação das cidades tecnologicamente deixando-as seguras e organizadas, além de proporcionar melhor qualidade de vida à população. Como resultado deste estudo, pretende-se que haja o embasamento nas pesquisas realizadas, para que os exemplos citados possam ser utilizados em outros estudos, proporcionando assim a disseminação do tema proposto.

REFERÊNCIAS:

Bell, R., Jung, J., and Zacharilla L. (2009) Broadband Economies: Creating the Community of the 21st Century, New York, Intelligent Community Forum.

CEMIG, 2013. “SMARTGRID” – Rede Inteligente de Energia. Disponível em: <http://www.sme.org.br/arquivos/pdf/091209SMARTGRID.pdf>. Acessado em: 02 outubro 2013.

COR, 2013. CENTRO DE OPERAÇÕES DO RIO DE JANEIRO. Disponível em: http://www.rio.rj.gov.br/web/corio>. Acessado em: 02 outubro 2013.

GIFFINGER, R. et al. European Smart Cities. Disponível em: <http://www.smart-cities.eu>. Acessado em: 01 setembro 2013.

03.ibm.com/marketing/br/think/traffic/index.shtml>. Acessado em: 02 outubro 2013.

IJIRD (2009) Intelligent Clusters, Communities and Cities: Enhancing innovation with

virtual environments and embedded systems. Disponível em:

<http://www.inderscience.com/browse/index.php?journalID=234&year=2009&vol=1&issue =4>. Acessado em: 30 setembro 2013.

Komninos N. (2008) Intelligent Cities and Globalization of Innovation Networks, London and New York, Routledge.

Steventon, A., and Wright, S. (eds), (2006) Intelligent spaces: The application of pervasive ICT, London, Springer.

No documento COLEÇÃO. SANTARÉM, 2013 (páginas 99-105)

Outline

Documentos relacionados