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O UTROS R ISCOS
Riscos e custos de cobrança
Os custos incorridos com os procedimentos judiciais ou extrajudiciais necessários à cobrança dos Direitos de Crédito e dos Ativos Financeiros integrantes da carteira do Fundo e à salvaguarda dos direitos, interesses ou garantias dos Quotistas, são de inteira e exclusiva responsabilidade do Fundo, devendo ser suportados até o limite total de seu Patrimônio Líquido, sempre observado o que seja deliberado pelos Quotistas em Assembleia Geral. A Administradora, o Custodiante, a Gestora e quaisquer de suas respectivas pessoas controladoras, as sociedades por estes direta ou indiretamente controladas e coligadas ou outras sociedades sob controle comum, não são responsáveis, em conjunto ou isoladamente, pela adoção ou manutenção dos referidos procedimentos, caso os titulares das Quotas deixem de aportar os recursos necessários para tanto.
Limitação do gerenciamento de riscos
A realização de investimentos no Fundo expõe o investidor aos riscos a que o Fundo está sujeito, os quais poderão acarretar perdas para os Quotistas. Embora a Administradora mantenha sistema de gerenciamento de riscos das aplicações do Fundo, não há qualquer garantia de completa eliminação da possibilidade de perdas para o Fundo e para os Quotistas. Em condições adversas de mercado, esse sistema de gerenciamento de riscos poderá ter sua eficiência reduzida.
Inexistência de garantia de rentabilidade
Tendo em vista que o Fundo apresenta apenas uma classe de Quotas, as Quotas não apresentam meta de rentabilidade prioritária. Assim, não há uma garantia mínima de rentabilidade do Fundo aos investidores, seja pela Administradora, pelo Custodiante, pela Gestora, pelo Fundo Garantidor de Créditos – FGC ou qualquer outra garantia. A rentabilidade das Quotas decorre exclusivamente da performance dos Direitos de Crédito e dos Ativos Financeiros constantes da certeira do Fundo. Além disso, dados de rentabilidade verificados no passado com relação a qualquer fundo de investimento em direitos creditórios no mercado, ou ao próprio Fundo, não representam garantia de rentabilidade futura.
Risco de Concentração
A totalidade dos Direitos de Crédito será devida pelas Empresas do Grupo Petrobras. O risco da aplicação no Fundo terá íntima relação com a concentração da carteira, sendo que, quanto maior for a concentração, inclusive de Fornecedores, maior será a chance do Fundo sofrer perda patrimonial significativa que afete negativamente a rentabilidade das Quotas.
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Quorum qualificado e necessidade de aprovação dos titulares das Quotas
O Regulamento do Fundo estabelece quorum qualificado para a Assembleia Geral deliberar sobre determinadas matérias de interesse dos Quotistas. O quorum qualificado, em algumas circunstâncias, poderá acarretar limitações às atividades do Fundo.
Possibilidade de resgate das Quotas – Risco de Descontinuidade
Observado o disposto no Regulamento, o Fundo poderá resgatar as Quotas na hipótese de ocorrência de qualquer Evento de Liquidação, observado o disposto no capítulo XIX do Regulamento. Por este motivo, os Quotistas poderão ter seu horizonte original de investimento reduzido e poderão não conseguir reinvestir os recursos recebidos com a mesma remuneração buscada pelo Fundo, não sendo devido pelo Fundo, pela Administradora, pelo Custodiante, e pela Gestora, todavia, qualquer multa ou penalidade, a qualquer título, em decorrência de tal resgate.
Ocorrendo tal liquidação, o Fundo pode não dispor de recursos para pagamento aos Quotistas (por exemplo, pelo fato dos Direitos de Crédito cedidos ainda não serem exigíveis das Empresas do Grupo Petrobras). Neste caso (i) os Quotistas terão suas Quotas resgatadas em Direitos de Crédito, ou (ii) o pagamento do resgate das Quotas ficará condicionado (a) ao vencimento e pagamento pelas Empresas do Grupo Petrobras dos Direitos de Crédito cedidos, ou (b) à venda dos Direitos de Crédito cedidos a terceiros, sendo que o preço praticado poderá causar perda aos Quotistas.
Risco de Originação
A cessão de crédito pode ser invalidada ou tornar-se ineficaz por decisão judicial ou administrativa, afetando negativamente o patrimônio do Fundo. Os Direitos de Crédito adquiridos pelo Fundo podem apresentar vícios questionáveis juridicamente, podendo ainda apresentar irregularidades de forma ou conteúdo. Assim, poderia ser necessária decisão judicial para efetivação do pagamento relativo a tais Direitos de Crédito pelas Empresas do Grupo Petrobras, ou ainda poderia ser proferida decisão judicial desfavorável. Em qualquer caso, o Fundo poderia sofrer prejuízos seja pela demora, seja pela ausência de recebimento de recursos.
Risco do Originador
Consiste na possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de eventual rescisão do Contrato de Cessão pelos Fornecedores ou da interrupção das operações dos Fornecedores. Os Fornecedores, sem prejuízo das penalidades previstas no Contrato de Cessão podem, a qualquer momento, deixar de ceder Direitos de Crédito ao Fundo. Assim, a existência do Fundo está condicionada à continuidade das operações dos Fornecedores com Direitos de Crédito em volume suficiente para alcançar a remuneração das Quotas, bem como à vontade unilateral dos Fornecedores em ceder Direitos de Crédito ao Fundo.
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Risco de não originação de Direitos de Crédito
A Gestora é a responsável pela seleção dos Direitos de Crédito a serem adquiridos pelo Fundo, sendo que nenhum Direito de Crédito poderá ser adquirido pelo Fundo, de acordo com o Regulamento, se não forem previamente analisados e selecionados pela Gestora. Apesar de o Regulamento do Fundo prever Eventos de Avaliação e Eventos de Liquidação relativos à renúncia, substituição ou outros eventos relevantes relacionados à Gestora, caso exista qualquer dificuldade da Gestora em desenvolver suas atividades de análise e seleção de Direitos de Crédito, os resultados do Fundo poderão ser adversamente afetados.
Risco de Governança
Tendo em vista que o Fundo é aberto, a proporção da participação corrente detida pelos Quotistas no Fundo poderá ser alterada a qualquer tempo mediante a emissão de novas Quotas, nos termos do Regulamento, e os novos Quotistas poderão, mediante deliberação em Assembleia Geral, aprovar modificações no Regulamento.
Riscos Relacionados ao Pagamento Antecipado de Direitos de Crédito
Os valores dos Direitos de Crédito a serem adquiridos pelo Fundo não sofrem qualquer forma de desconto em virtude de eventual pagamento antecipado pelas Empresas do Grupo Petrobras. Dessa forma, o Fundo não está exposto a riscos relacionados ao pagamento antecipado de Direitos de Crédito.
Risco de Intervenção ou Liquidação do Custodiante
O Fundo terá conta corrente no Banco do Brasil S.A. ou na instituição financeira na qual o Custodiante determinar. Na hipótese de intervenção ou liquidação extrajudicial do Custodiante, do Banco do Brasil S.A. ou da referida instituição financeira na qual foi aberta a Conta Corrente Autorizada do Fundo, há possibilidade de os recursos ali depositados serem bloqueados e somente por via judicial serem recuperados para o Fundo, o que afetaria sua rentabilidade e poderia levá-lo a perder parte do seu patrimônio.
Alteração do Regulamento
O Regulamento, em consequência de normas legais ou regulamentares ou de determinação da CVM, pode ser alterado independentemente da realização de Assembleia Geral. Tais alterações poderão afetar o funcionamento do Fundo e acarretar perdas patrimoniais ao Quotista.
Risco de Despesas com a defesa dos direitos dos Quotistas
O Fundo pode não possuir recursos suficientes para adoção e manutenção dos procedimentos judiciais e extrajudiciais necessários à cobrança dos Direitos de Crédito e dos outros ativos de sua titularidade e à defesa dos seus direitos, interesses e prerrogativas. Nesse caso, a Administradora, o Custodiante, a Gestora, seus administradores, empregados e demais
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prepostos não se responsabilizarão por danos ou prejuízos sofridos em decorrência da não propositura ou prosseguimento de medidas judiciais ou extrajudiciais para salvaguarda de direitos, garantias e prerrogativas do Fundo. É possível que a maioria dos titulares das Quotas reunidos em Assembleia Geral não aprove aporte de recursos ao Fundo necessários para assegurar eventual adoção e manutenção dos procedimentos acima referidos. Nessa hipótese, o Patrimônio Líquido do Fundo e a rentabilidade das Quotas podem ser afetados negativamente.
Risco de Irregularidades nos Documentos Comprobatórios e inexistência de documentos necessários para o processo de execução
Os Documentos Comprobatórios podem eventualmente conter irregularidades, como falhas na sua elaboração e erros materiais, ou mesmo não serem suficientes para ensejar um processo de execução. Por este motivo, o Fundo poderá não se beneficiar da celeridade de um processo de execução para cobrar os Direitos de Crédito inadimplidos, ficando ressalvada a cobrança pelas vias ordinárias, por meio da propositura de ação de cobrança, por exemplo.Nesse caso, a cobrança judicial dos Direitos de Crédito poderá ser mais demorada do que seria caso os Documentos Comprobatórios pudessem instruir uma execução judicial, uma vez que a cobrança pelas vias ordinárias impõe ao credor a obrigação de obter uma sentença transitada em julgado reconhecendo o inadimplemento do Direito de Crédito, para que, somente depois, essa sentença possa ser executada. Dependendo do tribunal em que se processa, a cobrança pode demorar 5 (cinco) anos ou mais. Adicionalmente, para a instrução do pedido judicial de cobrança, poderão ser necessários documentos e informações que não são enviados ao Fundo, ou mesmo documentos e informações adicionais que deveriam ser fornecidos pelo Fornecedor ou pela Empresa do Grupo Petrobras à época da cessão, os quais, uma vez não apresentados ou apresentados extemporaneamente, poderão obstar ou prejudicar a cobrança judicial dos Direitos de Crédito. Assim, o Fundo poderá permanecer longo tempo sem receber os recursos oriundos dos Direitos de Crédito que sejam discutidos judicialmente, o que pode lhe causar prejuízo patrimonial.