nutrição que fazem (ultraprocessados e industrializados de rápido preparo), evoluem com lesões osteoarticulares e ligamentares, sobrepeso/obesidade e as demais condições crônico-degenerativas interrelacionadas como diabetes, hipertensão arterial e dislipidemia.
O uso exagerado frequentemente não se limita às horas diurnas e se estende pela madrugada, comprometendo o sono de crianças e adolescentes que estão em fase de crescimento linear e, ao inverterem ciclo sono-vigília ou ao limitarem tempo de sono menor que 8 horas por noite, interferem negativamente no pico de secreção do hormônio do crescimento que ocorre às 03:00 horas e, consequentemente, em distúrbios do crescimento. Outro hormônio que tem sua secreção fortemente comprometida devido à luz emitida pelas telas (computadores, celulares, televisores, tablets) é a melatonina, que quando deficiente desregula o ritmo circadiano (relógio biológico) e aumenta o risco para distúrbios do sono (não atinge a fase REM), distúrbios metabólicos (mudanças na percepção de fome, saciedade e gasto energético), doenças psiquiátricas e até mesmo câncer (WALLACE-GUY et al., 2002; SANTHI et al., 2012).
Retornando às questões iniciais: Com o quê e como elas têm sido modeladas? Qual hábito de vida tem incorporado? Crianças e adolescentes expostas a uso demasiado de tecnologia têm adoecido e produzirão uma sociedade igualmente doente. Para que os frutos colhidos da interação infantil com o mundo digital, que é de importância inquestionável, sejam somente positivos é necessário uso racional dos dispositivos, com controle de frequência e conteúdo, por todos envolvidos no crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes como pais, familiares, educadores, profissionais de saúde e gestores.
das mídias influencia o desenvolvimento das crianças e sua saúde física, mental e social, podemos manejá-las de modo que beneficiem e evitem danos (ABREU; EISENSTEIN;
ESTEFENON, 2013, apud SILVA; CASTRO, 2017).Ainda, de acordo com a Unicef (2017) a tarefa deve se concentrar em encontrar meios de permitir às crianças o apoio e a orientação de que precisam para que aproveitem ao máximo suas experiências on-line.
Assim, inúmeros e crescentes devem ser os estudos, trabalhos e publicações com enfoque em alertar a sociedade para a promoção do uso racional dos dispositivos tecnológicos por crianças e adolescentes sendo que, para tanto, familiares, educadores, profissionais de saúde e gestores devem ter papel ativo.
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