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UMA REVISÃO DE LITERATURA

No documento SAÚDE DA CRIANÇA E ADOLESCENTE: (páginas 196-200)

Jussara Dias Queiroz Brito1, Nádia Borges de Oliveira1 e Mirian Dias Moreira e Silva2

1. Centro Universitário Luterano de Palma. Palmas, Tocantins, Brasil.

2. Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP). Programa de Pós Graduação em Promoção da Saúde, São Paulo, São Paulo, Brasil.

RESUMO

A insuficiência renal é uma doença sistêmica que ocorre quando os rins não conseguem exercer sua função, devido à elevada morbimortalidade, aliada aos aspectos fisiopatológicos, psicológicos e socioeconômicos intrinsecamente interligados a essa patologia e vem se constituindo um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo.

Este estudo tem como objetivo verificar na literatura o que se tem produzido sobre a qualidade de vida do paciente renal crônico no período de 2005 a 2015. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica do tipo descritiva. Para o levantamento do material foram realizadas buscas de dados no portal LILACS (Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) e SciELO (Scientific Electronic Library Online) e Google Acadêmico, com a utilização dos seguintes descritores: paciente renal crônico, tratamento hemodialítico, qualidade de vida, papel do enfermeiro, sendo usado desta maneira 64 artigos, selecionados 23 artigos, publicados entre os anos de 2005 a 2015, considerados como critérios de inclusão da população do estudo: a) procedência nacional; b) período de 2005 até 2015; c) conteúdos relacionados com paciente renal crônico, hemodiálise, qualidade de vida, papel do enfermeiro. Os resultados evidenciaram que os sentimentos iniciais de indignação e negação em relação à doença se modificam enquanto os pacientes se fortalecem para o enfrentamento da doença. Portanto, cabe ao enfermeiro propiciar no tratamento hemodialítico um ambiente tranqüilo, confortável e agradável, de aspecto acolhedor e seguro. Quanto mais o paciente for tratado e estiver informado sobre sua doença e o tratamento, melhor será sua qualidade de vida.

Palavras-chave: Paciente Renal Crônico, Tratamento Hemodialítico e Qualidade de Vida.

ABSTRACT

Kidney failure is a systemic disease that occurs when the kidneys can not do their jobs due to the high morbidity and mortality, combined with the pathophysiological, psychological and socioeconomic aspects intrinsically linked to this disease, has constituted a serious public health problem in Brazil and world. This study aimed to verify the literature it has produced on the quality of life of chronic renal patients from 2005 to 2015. It is a literature review of the descriptive type. To survey the material data searches were conducted in the portal LILACS (Latin American and Caribbean Health Sciences) and SciELO (Scientific Electronic Library Online) and Google Scholar. Using the following key words: chronic renal patients, hemodialysis, quality of life, the nurse's role, being used in this way 64 articles, selected 23 articles published between the years 2005 to 2015, considered as inclusion criteria of the

patients, hemodialysis, quality of life, the nurse's role. The results showed that the initial feelings of indignation and denial about the disease change, while patients are strengthened to cope with the disease, therefore, it is up to nurses provide in the course of hemodialysis a quiet, comfortable and enjoyable to that you can feel safe and accepted. So the more the patient is undergoing treatment are informed about their disease and treatment, the better their quality of life.

Keywords: Chronic Renal patient, Hemodialytic treatment and Quality of life.

1. INTRODUÇÃO

O sistema renal é primordial para a manutenção de equilíbrio no organismo humano (SILVA et al., 2015). A insuficiência renal é uma doença sistêmica que ocorre quando os rins não conseguem exercer sua função, ou seja, deixa de remover os produtos metabólicos produzidos pelo corpo ou de realizar sua função reguladora, comprometendo o funcionamento de diversos órgãos do organismo (SANTANA; FONTENELLE;

MAGALHÃES, 2013).

A insuficiência renal crônica (IRC), devido à elevada morbimortalidade, aliada aos aspectos fisiopatológicos, psicológicos e socioeconômicos intrinsecamente interligados a essa patologia, vem se constituindo um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo (RODRIGUES; BOTTI, 2009).

A assistência de enfermagem no tratamento hemodialítico é de relevante importância, pois pode ajudar o paciente a aceitar as súbitas mudanças que esse processo provoca em seus hábitos de vida, adaptando-se e assumindo o seu tratamento. O cuidado oferecido visa orienta-los sobre a sua dieta alimentar, hábitos de higiene, rotinas de hemodiálise, bem com sobre sua nova maneira de viver, no entanto, esse cuidado deverá ser oferecido de acordo com as necessidades e peculiaridades de cada indivíduo (SANTANA et al., 2012).

Como é a qualidade de vida do paciente renal crônico?

O interesse pelo tema proposto surgiu a partir da falta de vivência sobre o tema e o desconhecimento do papel do enfermeiro junto ao paciente hemodialítico. Acrescenta-se, ainda, o interesse acadêmico por esse tema devido à sua importância no cenário atual, desmitificando o conceito errôneo que se tem sobre a hemodiálise e a diálise peritoneal.

Sabendo que existem milhares de pacientes renais crônicos que fazem diariamente tratamento hemodialítico, se faz necessária uma assistência de enfermagem de forma integral e qualificada (SANTANA et al., 2012).

O objetivo do presente trabalho é verificar na literatura o que tem produzido sobre a Qualidade de Vida do paciente renal crônico no período de 2005 a 2015.

2. MATERIAIS E MÉTODOS

2.1 TIPO DE ESTUDO

O presente estudo trata-se de uma pesquisa bibliográfica do tipo descritiva. Segundo Lakatos; Marconi (2006), a pesquisa bibliográfica trata-se de levantamento de toda a bibliografia já publicada e sua finalidade é colocar o pesquisador em contato direto com tudo aquilo que foi escrito sobre determinado assunto.

Na pesquisa descritiva os fatos são observados, registrados e analisados, classificados e interpretados, sem que o pesquisador interfira neles. Isto significa que os fenômenos do mundo físico e humano são estudados, mas não manipulados pelo pesquisador (ANDRADE, 2010).

2.2 POPULAÇÃO E AMOSTRA

Para o levantamento do material foram realizadas buscas de dados no portal LILACS (Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) e SciELO (Scientific Electronic Library Online), Google Acadêmico, livros e demais literaturas. A coleta de dados ocorreu de agosto a setembro de 2015 e foi realizado com a utilização dos descritores seguintes: paciente renal crônico, tratamento hemodialítico, qualidade de vida, papel do enfermeiro, sendo usado desta maneira 64 artigos.

2.3 PERÍODO E LOCAL DE ESTUDO

A seleção dos artigos ocorreu nos meses de agosto e setembro de 2015, nas bases de dados LILACS, SciELO e Google Acadêmico. Foram selecionados 23 artigos, publicados entre os anos de 2005 a 2015.

2.4 CRITÉRIOS DE INCLUSÃO E EXCLUSÃO

Foram considerados como critérios de inclusão da população do estudo: a) procedência nacional; b) período de 2005 até 2015; c) conteúdos relacionados com paciente renal crônico, tratamento hemodialítico, qualidade de vida, papel do enfermeiro.

Para examinar os artigos pesquisados, primeiro realizou-se a leitura dos textos, e em seguida, foi analisado o conteúdo de cada um deles de forma que estes permitissem compreender a temática proposta.

3. REVISÃO DE LITERATURA

3.1 INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA

Em meados do século XIX, foi descrita pelo médico Richard Bright do Guy’s Hospital, em Londres, uma enfermidade até então desconhecida. Através da autopsia dos pacientes que apresentavam edema, observou-se que os rins tinham com freqüência um aspecto contraído e granular, hoje identificada como o estágio terminal da insuficiência renal crônica (IRC). Durante mais de um século, a doença de Bright, nome dado a IRC, foi designada como um processo extremamente insidioso, que podia evoluir sem grandes sintomas durante muitos anos, até que atingisse suas fases finais (RIELLA, 2010).

É uma patologia multicausal, decorrente da perda progressiva, irreversível, e geralmente lenta da capacidade excretória dos rins, na qual o corpo não consegue manter o equilíbrio metabólico e hidroeletrolítico, resultando em síndrome urêmica ou uremia, decorrente de um excesso de uréia e de outros produtos nitrogenados no sangue (THOMÉ et al., 2006).

No documento SAÚDE DA CRIANÇA E ADOLESCENTE: (páginas 196-200)