CRECHE: CUIDAR OU EDUCAR?!
2.4 A formação do profissional de Educação Infantil
Segundo Bock (2002), a criança desse nível é capaz de “estabelecer corretamente as relações de causa e efeito e de meio e fim; sequenciar ideias ou eventos; trabalhar com ideias sob dois pontos de vista, simultaneamente; formar conceito de número” (BOCK, 2003, p. 104). É nesse período também que a criança adquire uma autonomia progressiva em relação aos mais velhos e passa a organizar seus próprios valores morais.
O período das operações formais (11 ou 12 anos em diante), ou seja, a adolescência é marcada, de acordo com Bock (2002), pela contestação, pois o adolescente vive em conflitos e contradições. Ele deseja se libertar do adulto, porém ainda depende dele. Nesse nível, acontece a passagem do pensamento concreto para o formal, abstrato, pois ela não necessita mais de manipulação ou referências concretas.
“promover a formação inicial e continuada dos/as profissionais da educação infantil, garantindo, progressivamente, o atendimento por profissionais, nomeados ou contratados, com formação superior.” (PNE, 2010, p. 10).
É possível notar que os investimentos na carreira e a formação desses educadores são considerados um desafio para as redes de ensino, em relação ao educador da Educação Infantil.
3 Metodologia
A pesquisa tem uma concepção construtivista, haja visto que pretende, através do estudo bibliográfico, conhecer a construção social e histórica que cerca a prática da educação infantil.
A estratégia de investigação utilizada nesse trabalho é a exploratória. Pois, segundo Gil “esta pesquisa tem como objetivo principal o aprimoramento de ideias ou a descoberta de intuições” (GIL, 2002, p. 41).
Como já mencionamos, a pesquisa foi realizada através de estudo bibliográfico, isto é,
“desenvolvida com base em material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos” (GIL, 2002, p. 44) e documentos específicos como o RCNEI – Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, PNE – Plano Nacional da Educação e a Lei 9394/96 de 20 de dezembro de 1996 da LDB – Lei de Diretrizes e Bases.
4 Resultados e discussões
A partir dos estudos descritos, é possível destacar que a estruturação do capitalismo na revolução industrial trouxe mudanças políticas e econômicas que influenciaram muito a educação, dentre estas, estão os cuidados maternal tidos com as crianças de até 3 anos de idade, que passou a ser responsabilidade da escola. A princípio, eram apenas cuidados, contudo, a ciência demonstrou que as crianças precisavam mais do que isso, havendo a necessidade de estimulá-las adequadamente e, para tanto, tornou-se relevante que os cuidadores fossem também educadores, porém, como não há legislação que garanta tal formação, isso ainda não ocorre nos três primeiros anos escolares.
Contudo, mudanças ocorridas na legislação têm demonstrado cada vez mais a importância que tem sido dada à educação formal desde muito cedo. Antigamente, era direito das crianças a educação infantil (a partir de 4 anos) e dever do Estado/Município a oferta, hoje se tornou, além de direito e dever pela oferta, a responsabilidade dos pais em garantir esse direito. Os educadores, para essa idade, também precisam ter formação, como ocorre nos demais níveis. As pesquisas não cessam e têm demonstrado cada vez mais caminhos que propiciam o sucesso no desenvolvimento e aprendizagem da criança.
5 Considerações finais
O desenvolvimento desse trabalho nos permitiu chegar à conclusão de que a educação infantil tem passado por várias reformulações, bem como seus profissionais. Pode-se ver que, atualmente, essas instituições são espaços de educação e não se restringem apenas a um espaço assistencialista, que valoriza somente as situações de cuidado, como antigamente.
Essa nova concepção de educação infantil tem como uma de suas características o entrelaçamento do cuidar e educar. Para que isso ocorra, é necessário que o educador tenha consciência do seu papel de formador. Pois a instituição de educação infantil é um dos espaços que promove o desenvolvimento da criança, já que, além de disponibilizar os cuidados físicos, ela também oferece condições para o desenvolvimento cognitivo, social, simbólico e emocional do sujeito.
Como foi visto, no decorrer desse artigo, é essencial que o educador conheça as fases de desenvolvimento que a criança se encontra, para que assim possa intervir de maneira correta, levando-a a desenvolver suas capacidades e habilidades. É de suma importância que as unidades de educação infantil não sejam pensadas e organizadas como substitutas da família, tornando-se um abrigo de crianças. A creche é um ambiente de socialização extrafamiliar. É um espaço dedicado ao cuidado e à educação da criança, onde elas passam boa parte do seu tempo. Sendo assim, seu espaço físico deve ser bem organizado, com um ambiente cultural acessível a todas as crianças que a frequentam, contemplando deste modo o convívio e a independência da criança.
Agradecimentos
Agradeço primeiramente a Deus, que me deu força e iluminou o meu caminho durante essa caminhada.
Aos meus pais, Jiane e Marcio, e ao meu irmão José, que, de modo especial deram-me força e coragem, para concluir essa etapa da minha vida. Ao meu noivo Thiago Henrique, pela paciência, compreensão, incentivo e por sempre acreditar no meu potencial.
As amigas da faculdade, em especial, a Jéssica Daiana e Vanessa Guimarães, pela amizade, companheirismo e motivação durante esses anos.
A minha orientadora Cláudia Fabiana Gaiola, por todo ensinamento, paciência e orientação.
E a todos que, de alguma forma, tornaram possível a conclusão deste trabalho.
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