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MUNICIPIO DE AMERICANA – SP

No documento PED-2013-Sumário-ok-Atualizada.pdf (páginas 122-135)

Ana Carolina Andreotti 1 Barbara Chacur 2 Resumo

Este artigo possui como objetivo discutir o processo de alfabetização e inserção da criança no mundo letrado, para tanto utilizamos como alicerces referenciais bibliográficos como as propostas construtivistas para a alfabetização e uma pesquisa realizada em uma escola pública no município de Americana no estado de São Paulo. Buscamos apresentar como os professores realizam o trabalho e processo ensino aprendizagem em relação a alfabetização e a escrita, assim como a importância da restruturação das aulas de ensino da Língua Portuguesa com metodologias novas e o uso de recursos tecnológicos. Trazemos ainda os desafios e percalços encontrados nesse processo pelos docentes, que deixam a desejar no trabalho e conquista dessas habilidades e competências esperadas no final do período escolar.

Palavras Chaves: Letramento, Alfabetização, Novas Tecnologias;

Abstract

This article has as objective perform to a reflection on the work of literacy and reading days current, through research in bibliographic referencias and in a survey conducted in a public school in the city of American state São Paulo. We seek to present how teachers perform the work of the learning process in relation to literacy and writing, as well as the importance of restructuring of Portuguese teaching with the use of technological resources. Bring further challenges and mishaps encountered in this process, which are lacking in work and achievement of these skills and competencies expected at the end of the school term.

Keywords: Reading, Literacy, New Technologies.

1 INTRODUÇÃO

“No tocante à construção de indivíduos leitores, é indiscutível que os docentes anseiam por alunos críticos, participativos, leitores da palavra e do mundo.” (FREIRE, 1988, p.11).

A infância pode ser considerada como uma fase mágica, devido à fantasia que a caracteriza. A criança, psicologicamente sadia é alegre, curiosa e gosta de explorar o mundo, no entanto, a criança hoje vive num universo em que tem pouco tempo para si mesmo, não tem tempo nem liberdade para brincar, seu tempo é quase todo tomado pela escola, à qual, a criança tem ido cada vez mais cedo e, consequentemente, tem tomado contato com a instituição de regras, horários e deveres a serem realizados.

A entrada na escola modifica profundamente sua vida, o brincar livre e espontâneo quase não acontece, na escola, ele é limitado por horários, lições, livros ou muitas vezes, trocado pelas chamadas “atividades sérias”. Em casa, graças ao ritmo de vida acelerado de seus pais, seu entretenimento, habitualmente, resume-se à televisão, videogame e computadores, séries e desenhos animados que exprimem a violência são os mais comuns hoje em dia. Nesse sentido, podemos dizer que, se por um lado a infância perdeu suas brincadeiras na rua, por outro, ganhou recursos tecnológicos que auxiliam professores e pais na árdua tarefa de iniciar a alfabetização das nossas crianças.

Segundo (Cruvinel, 2011) é na escola que e motivados por ela que as crianças e os jovens podem desfrutar da pratica da leitura, considerada uma atividade estética, ou seja, é o local onde vão usufruir o “direito à literatura” (Candido, 1995). A Pratica da leitura em sala de aula é inquestionável haja visto os resultados das avaliações externas divulgados na mídia, ainda considerando que a leitura faz parte de uma sociedade letrada e contribui para a formação integral do individuo, do cidadão.

Escrever corretamente, de acordo com a norma culta, parece não ser suficiente para se produzir pensamento. Ler e escrever palavras parecem não bastar para se construir conceitos sobre o mundo.

A partir dos anos 80 iniciaram mudanças significativas nas concepções de aprendizagem e ensino da língua escrita. Soares (2000) afirma que essa mudança é fruto, fundamentalmente, de dois fatores: o primeiro, segundo a autora, decorre da ampliação das ciências linguísticas (Linguística, Sociolinguística, Psicolinguística, Linguística Textual e Análise do Discurso), que começa a ser feita do ensino da língua. O outro fator se atribui à propagação de novas ideias sobre o processo de aprendizagem da língua escrita, mediante pesquisas e publicações de Emília Ferreiro e seus colaboradores.

As principais ideias de Ferreiro são inspiradas na teoria piagetiana que conduzem à reformulação das concepções de sujeito aprendiz da escrita e de suas relações com o objeto de conhecimento. A nova concepção deixa de conceber a criança como sujeito que aprende a escrever por imitação, por repetição e por associação, passando a encará-la como sujeito que aprende com e sobre a língua escrita, buscando compreender esse sistema e levantando hipóteses sobre ele. As ideias construtivistas inovam ao defenderem que as crianças possuem seus questionamentos e explicações sobre a língua escrita muito antes de ingressarem no universo escolar, pois, no dia a dia, estão em contato com portadores de textos.

A proposta construtivista valoriza o aproveitamento no ensino dessa capacidade do indivíduo para criar e elaborar conhecimentos espontâneos sobre suas interações com o meio.

Destaca a importância que possui a participação do mesmo na elaboração do seu conhecimento. Defende que o aprendiz, em sua alfabetização, deve ter contato direto com a escrita em toda sua complexidade a fim de que descubra a função social da mesma e seu funcionamento.

Muitos docentes estão cientes de que as crianças elaboram várias hipóteses sobre a escrita e que já tiveram experiências com a mesma antes de iniciarem a vida escolar, mas não conseguem dar continuidade ao processo de alfabetização delas por sentirem-se inseguros sobre as atividades consideradas apropriadas ou não.

A alfabetização é considerada o fruto de uma série de estímulos e solicitação do meio dos alunos, ainda que se devam levar em conta as condições sócio-históricas as quais a aprendizagem se produz e analisar o indivíduo como construtor autônomo do conhecimento, sendo que ao docente cabe exercer uma função de mediação, de forma que evidencia – se a dinâmica das relações interpessoais que atuam na elaboração do conhecimento da leitura/escrita.

Ao analisar as questões apresentadas sobre a leitura e a escrita, nota-se que ambas estão ligadas à concepção que se tem sobre o que é a linguagem e o que é ensinar e aprender. As

concepções que a escola aceita sobre a leitura e a escrita está diretamente ligada aos objetivos atribuídos a essa escola e à escolarização.

A Escola desconsidera que a escrita ultrapassa sua estruturação e a relação entre o que se escreve e como se escreve demonstra a perspectiva de onde se enuncia e a intencionalidade das formas escolhidas. (Guimarães, 1995:08). A leitura, por sua vez, ultrapassa a mera decodificação porque é um processo de (re) atribuição de sentidos.

2 O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO

A alfabetização constitui-se num dos maiores problemas educacionais e, por isso, tem sido alvo de muitos estudos e pesquisas. Micotti (1996) afirma sobrarem motivos para tanta atenção, uma vez que:

“O domínio da escrita é condição essencial para o exercício da cidadania, para o acesso aos diversos domínios do conhecimento, para o êxito escolar, para a realização pessoal e para a participação em grande parte da herança social da humanidade – a cultura.” Micotti (1996, p. 43).

Os estudos e pesquisas sobre alfabetização resultam na publicação de muitas teorias e propostas pedagógicas, envolvendo concepções diversas e, algumas vezes, conflitantes. Neste contexto, estão os docentes, com vasto leque de propostas diferentes que, na maioria das vezes, exigem atuações diversas daquelas com que estão familiarizados.

Atualmente, são comuns as interpretações equivocadas de propostas pedagógicas, sobretudo o construtivismo, com consequências sérias para o ensino. O problema se agrava com o descaso em que a alfabetização é tratada nos cursos de formação de professores. É comum que a mesma seja pouco discutida, sob a alegação de que “é na prática que se aprende a alfabetizar”.

Devido à existência de enfoques diversos, observam-se muitas atitudes extremas em relação à alfabetização: ou se abandona tudo que é antigo, pois já não é útil e eficiente, ou se rejeita o que é novo, permanecendo com a mesma postura de antes.

Aqueles que veem a alfabetização como uma prática de ensinar o b + a = ba, consideram que o processo se restringe ao conhecimento do alfabeto, a leitura de sílabas e palavras descontextualizadas, não considerando importante a leitura de textos com compreensão e a leitura de mundo. Por outro lado, estão os que defendem a aprendizagem de leitura e escrita dentro de um contexto real, para que o indivíduo construa seu conhecimento.

Confrontam-se, assim, os métodos tradicionais e a proposta construtivista, que focaliza de maneira diversa a aprendizagem da escrita e os papéis de aluno e professor, exigindo outros modos de olhar a alfabetização.

Micotti (1996) ressalta que a necessidade do ensino fundamentar-se em conhecimentos e reflexões sobre os vários aspectos da alfabetização requer uma postura comprometida com a educação por parte dos professores. Esse comprometimento contribui para que as aulas não sejam meras aplicações de “receitas prontas”, pelo contrário, propicia a elaboração e planejamento dessas aulas de maneira que a realidade e as necessidades dos alunos sejam respeitadas e valorizadas no contexto escolar.

Ferreiro e Teberosky (1993) afirmam que “as mudanças necessárias para enfrentar o problema da alfabetização não podem ser resolvidas apenas com a adoção de um novo

método de ensino. Um método não é capaz de criar conhecimento. É preciso ir além, modificando a visão empobrecida que se tem da língua escrita – como simples transmissão da língua oral, da criança – a qual é reduzida a um aprendiz que não possui conhecimento prévio nenhum – e do professor – pois dele dependem as diferentes leituras e aplicações dos métodos”.

As autoras dizem ainda ser de suma importância que o professor, principalmente os das séries iniciais, tenha maior conhecimento do processo pelos quais as crianças aprendem a ler e escrever, para detectar e entender os erros construtivos característicos das fases em que se encontra a criança e para saber desafiar seus alunos, levando-nos ao conflito cognitivos, isto é, forçando a criança a modificar seus esquemas assimiladores frente a um objetivo de conhecimento não assimilável.

Ainda Ferreiro e Teberosky (1993), demonstram através de seus estudos que a criança é um sujeito cognoscente, que elabora uma série de hipóteses de escrita resultadas de vivências externas somadas a um processo interno. As crianças assimilam, de forma seletiva, as informações disponíveis e pode interpretar textos escritos antes mesmo de compreender a relação entre as letras e os sons da linguagem, o nosso sistema alfabético.

A principal contribuição das referidas autoras reside na possibilidade de oferecer aos docentes uma nova maneira de analisar a aprendizagem da língua escrita, porque deslocam a investigação do “como se ensina” para o que “se aprende”. Tirando a forma de pensar mecanizada que parte do processo de alfabetização do ponto de vista da criança que aprende.

A criança pensa, interage, raciona e inventa tornando possível a construção e compreensão da escrita.

Dessa forma podemos dizer, que cabe aos docentes uma restruturação do modo de elaboração de suas aulas, proporcionando aos alunos um novo âmbito educacional e uma nova perspectiva frente a troca de experiências nas salas de aulas, apresentando uma nova concepção para o aprender-entender-compreender e produzir o ler e escrever.

3 UMA NOVA VISÃO E O AUXILIO DAS NOVAS TECNOLOCIAS NAS AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA DAS SERIES INICIAS

...”uma criança não fica muito interessada em aperfeiçoar o instrumento com a qual é atormentada; mas façais com que esse instrumento sirva a seus prazeres e ela irá logo se aplicar, apesar de vós.” (ROUSSEAU 1762/1995).

Ao analisar a realidade das salas de aulas do Brasil encontramos diversas culturas, etnias, classes sociais e as mais variadas línguas maternas, isso torna o Brasil um dos países com uma grande variedade linguística.

A língua é algo que se fala, se escreve e que se lê, ela é múltipla e dinâmica, só que esse ensino atual não considera esses fatores, se o docente não conseguir entender o processo cognitivo da criança, por exemplo, ele não conseguira conduzir a aula, ai o que surge são alunos desmotivados e frustrados por seus próprios docentes, o que vem a comprometer o rendimento do ensino.

Existe também um problema comum ao falar da língua portuguesa, a falta de transversalidade do currículo escolar, o que é o português se não a nossa própria língua, sem a qual dificilmente poderíamos desvendar outras disciplinas que formam o currículo escolar.

Talvez esse fator possa ser justificado também pela didática do docente que desenvolve a aula, ANTUNES (2003) apresenta uma reformulação na prática do ensino da língua portuguesa, ele traz diferentes maneiras para mudarmos a metodologia de ensino e ainda faz um desafio aos docentes, desenvolver alunos leitores e escritores, dentro de um ensino que contribua para formação social.

“Aula de português, pergutemo-nos todos os dias: a favor de que? A favor de quê? Se as pessoas nos ficam mais capazes para – falando, lendo, escrevendo e ouvindo – atuarem socialmente na melhoria do mundo, pela construção de um novo discurso, de um novo sujeito, de uma nova sociedade, para que as aulas de português?”. ANTUNES (2003:176)

Nos dias atuais a escola de um modo geral ganhou recursos tecnológicos que auxiliam a aquisição do mundo letrado tornando cada vez mais fantástico, auxiliando os docentes e os pais na árdua tarefa de iniciar a alfabetização das nossas crianças

As novas tecnologias, quando utilizadas como ferramentas pedagógica pelos docentes na elaboração de uma aula, visa desenvolver o interesse do aluno pelo tema a ser discutido, levando os alunos à elaboração de pesquisas e a criarem um interesse diferenciado pelo aprendizado proposto, além de auxiliar eficientemente no processo de alfabetização.

O uso de tecnologias nas aulas de língua portuguesa implica em uma nova missão para a escola, proporcionar para os alunos um modo criativo e crítico, em uma sociedade cada vez mais complexa, tornando possível que os alunos participem de numerosas e variadas

experiências que estimulem o gosto e o prazer de ler e escrever.

A tecnologia é parte do processo de descoberta do ser humano, do seu ambiente natural e modificações do mundo, marca uma etapa na vida da sociedade, conduzindo a novas formas de viver, de trabalhar e de pensar. Mas para escolas e para muitos docentes as novas tecnologias continuam a ser um corpo estranho, que provoca incômodo.

Nas salas de aula, existem objetos que são comuns ao cotidiano estudantil, há algum tempo eram novidades fascinantes contempladas pelos alunos, objetos criados para facilitar o processo de ensino e aprendizagem como a utilização de tabletes, notebook e pen-drives.

Torna-se possível que didáticas diferenciadas ou adaptadas possibilitem modificações no ambiente, um tipo de tecnologia originada de uma iniciativa docente criativa. É o caso de didáticas alternativas para salas de difícil comunicação entre professor e aluno ou situações de defasagem na aprendizagem. Notamos estas modificações nas escolas ao observar a diferença de posturas e métodos desde os tradicionais até o mais atual construtivismo onde o homem está sempre disposto a modificar sua atuação para melhorar o ambiente e alcançar os objetivos propostos pelas aulas.

4 PESQUISA DE CAMPO E ANALISE DE DADOS

A seguinte pesquisa tem como objetivo entender como ocorre à alfabetização e o incentivo à leitura nas séries iniciais nos dias atuais, bem como perceber o entendimento e às possíveis dificuldades enfrentadas pelos professores em sala de aula frente ao processo de utilização da língua escrita.

O trabalho de campo desenvolveu-se no período dos meses de Março a Maio de 2013 com uma amostra de doze professores, do 2º ao 3º ano do ensino fundamental, nos turnos matutino e vespertino de uma escola publica do município de Americana – São Paulo.

A coleta de dados ocorreu por meio de questionários com questões abertas e fechadas, o primeiro questionário tinha o objetivo de levantar dados sobre o perfil dos sujeitos pesquisados, para que pudéssemos compreender seus aspectos sociais, econômicos e educacionais, já o segundo foi realizado mediante um roteiro com perguntas semiestruturadas que funcionaram como tópicos orientadores para os diálogos sobre: o desenvolvimento da alfabetização e letramento nos dias atuais, qual o conceito de letramento, quais as maiores dificuldades encontradas no trabalho com a leitura e escrita, quais os fatores determinantes que auxiliam os docentes no ensino da leitura e escrita e por fim o papel das orientações pedagógicas;

Dos 13 professores entrevistados nove são do sexo feminino e apenas três do sexo masculino, com idades entre 27 e 54 anos;

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL – QUADRO A

Ao observarmos o tempo de experiência de nossos entrevistados observamos que 60%

(sessenta por cento) dos professores mostraram ter entre 30 e 35 anos de experiência na profissão;

NIVEIS DE FORMAÇAO – QUADRO B

O gráfico acima aponta que os níveis de formação entre os professores entrevistados são de 60% (sessenta por cento); Mostrando que ambos se preocupam com a questão da formação continuada;

RELIGIAO – QUADRO C

Quanto aos aspectos socioculturais, 65% (sessenta e cinco por cento) afirmou ter orientação religiosa cristã, e 35% (trinta e cinco por cento) afirmou outras orientações religiosas.

JORNADA DE TRABALHO – QUADRO D

Observamos que 70% (setenta por cento) dos professores revelou lecionar ate quarenta horas

“E COM A PALAVRA OS DOCENTES...”.

Indagamos sobre questões a respeito do processo ensino aprendizagem nos aspectos da alfabetização e letramento e obtemos o seguinte:

Como você define o processo de alfabetização atualmente? Por quê?

PROCESSO DE ALFABETIZAÇAO – QUADRO E

No quadro E, observamos a visão dos professores com relação ao processo da alfabetização, onde 45% dos entrevistados mostram que sentem dificuldades nesse processo, segue alguns relatos:

Prof.8 – A sociedade de hoje na qual estamos cercados cada vez mais das tecnologias e informatização, o saber ler e escrever não é insuficiente para compreender essas demandas. O indivíduo necessita de muito mais, e somente conseguirá adquirir essa compreensão a partir do momento em que faça o uso da leitura em seu cotidiano, apropriando-se das práticas sociais, ou seja, letrando-se.

Isto confirma afirmações encontradas na literatura sobre o tema, como a de Soares (2004, p.47) que nos mostra as diferenças entre a alfabetização e o letramento, deixando explícito os seguintes conceitos: “alfabetização: ação de ensinar / aprender ler e escrever;

letramento; estado ou condição de que não apenas sabe ler e escrever mais cultiva e exerce as práticas sociais que usam a escrita”.

Prof.6 – Remetendo novamente sobre a alfabetização é necessário ressaltar que nos anos iniciais da Educação Fundamental é preciso utilizar as capacidades linguísticas e comunicativas para que ao longo do processo de escolarização não ocorra problemas com a leitura e escrita.

Para você, qual o conceito de letramento?

Prof.11 – Acredito que o termo letramento ainda pode causar estranheza para muitos de nós, nada mais é do que uma palavra nova, e ainda não se encontra no nosso dicionário, pois vem a ser uma variação que se enquadra nesse tipo de estudo.

Prof.5 – Percebemos letramento é uma forma de analisarmos e pensarmos sobre a linguagem de pessoas alfabetizadas ou analfabetas.

Seguindo as respostas, entendemos que a origem da palavra letramento iniciou nos anos de 1980, traduzida da palavra “literacy” que segundo Soares é o estado ou condição que assume aquele que aprende a ler e escrever, ou seja, amplia o conceito de alfabetização não somente no codificar e no decodificar, mas também usar as habilidades nas práticas sociais nas quais, o ler e escrever é importante.

Através do exposto acima detectamos a ideia de que a escrita traz resultados sociais, culturais, políticos, econômicos e muitos outros, tanto para um grupo social quanto para um individuo que passa a aprender a usá-la.

Prof.12 – Letramento é consequência de um ato de ensinar e aprender o ler e escrever, e fazer o uso dessas habilidades nas práticas sociais; é a condição que o indivíduo adquire como resultado de se apossar da linguagem escrita e ter-se inserido no mundo diferente, o da cultura. Cabe a nós sabermos que a leitura é o ato de ler e que através dela o leitor produzirá sentidos na escrita.

Prof.7 – O indivíduo que tem o hábito de leitura, está sempre preparado para desenvolver uma boa escrita e compreender textos. Devemos citar também que leitura e escrita caminham sempre juntas, uma se torna a base da outra. Assim, por esse motivo pode se dizer que um aluno que consegue atingir esse processo foi devidamente alfabetizado letrado, ou seja, teve contato com jornais, revistas e livros que circulam perante a sociedade.

Nesse sentido é interessante mencionar que:

Ler e escrever é colocar-se em movimento, é sair sempre para além de si mesmo, é manter sempre aberta a interrogação a cerca do que se é.Na leitura e na escrita, o eu não deixa de se fazer, de se desfazer e de se refazer. (LARROSA,1996 apud GROTTA 2005).

Prof.1 – O uso social da leitura e escrita tem muitas variedades, desde ler um simples bilhete, e escrever um romance. Através desse conceito podemos dizer que há níveis de letramento, desde os mais simples até os mais complexos, ou seja, é a forma que o indivíduo tem acesso á leitura e á escrita, seja por si próprio, por ajuda de professores ou até mesmo através de alguém que escreve.

Em sua opinião o que significa “letramento, escrever”. Defina?

Prof.3 – A escrita está inserida num todo, ela é a responsável pela vida social de cada individuo, a prática da escrita está presente em todo momento, em qualquer circunstância que seja ela cumpre diferentes funções.

Enfatizando essa resposta, há muitos modos de como a escrita pode ser utilizada, pode ser um meio de divulgar informações, anotações de compromissos, entre outros, possibilitando uma compreensão de si mesmo e uma melhor organização no cotidiano.

No sentido ampliado do ato de escrever abrange o mundo tecnológico, pois desde os tempos remotos a escrita vem orientando os povos, criando desde os mais simples até os mais sérios meios de comunicação.

Prof.9 – Um aluno no processo de alfabetização ela adquire as práticas da escrita no envolvimento e participação de diferentes contextos sociais no qual aprenderá de forma adequada a lidar com eles.

Prof.12 – A intencionalidade da escrita está embasada também com a produção de texto, a qual passará ser alvo numa atividade de leitura.

Para você quais as maiores dificuldades encontradas no trabalho com a leitura e escrita com os alunos?

Prof.4 – A maior dificuldade do trabalho com a leitura e a escrita é o trabalho a ser realizado.

Prof.11 – Docente precisa estar motivado para atuar com a leitura e escrita, é necessário realizar diversos tipos de leitura para as crianças todos os dias para que as mesmas se

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