A literatura sobre Negócios Internacionais evoluiu para a inclusão de elementos institucionais na análise dos determinantes do IED, inspirada nos estudos realizados por North (1990) e Williamson (1975), bem como a Teoria Institucional advinda da Sociologia (DIMAGGIO; POWELL, 1983; SCOTT, 1987, 1995). As instituições fornecem outros meios para obter informações que podem ser usadas no processo de tomada de decisão, e evoluíram na maneira como respondem às imperfeições do mercado. Algumas dessas instituições são necessárias para garantir a eficiência da produção de certos bens e serviços (ARROW, 1998).
Seja no nível nacional ou subnacional, as instituições exigem que as multinacionais a elas se adaptem. Segundo Mudambi, Navarra e Paul, 2002, os locais que permitem uma adaptação mais fácil ao seu contexto, portanto, são considerados mais atraentes do que aqueles que exigem maiores esforços de adaptação, seja em termos de sistema formal (jurídico, político, administrativo) ou informal (relações e normas sociais).
A identificação desse tipo de instituições torna-se, portanto, imperativa para que o processo de internacionalização da produção transcorra da maneira mais fácil possível. Nesse processo, é necessário não apenas considerar as diferenças entre países (Dunning; Lundan, 2008), mas também entre regiões dentro de um mesmo país (MEYER; NGUYEN, 2005).
Para Mudambi e Navarra (2003), a importância das instituições reside na sua capacidade de resolver as imperfeições do mercado, sendo consideradas um meio de aumentar a eficiência das estruturas econômicas do mercado. As instituições representam os principais fatores imóveis em um ambiente internacional caracterizado pela mobilidade de empresas e
51 fatores de produção. Esses fatores imóveis dizem respeito aos sistemas jurídicos, políticos e administrativos, cujos custos determinam a atratividade internacional de um local, pois afetam a capacidade das empresas de interagir. Assim, as instituições reduzem (ou aumentam) os custos de transação, que, por sua vez, dependem de sua qualidade e eficiência, de modo que os custos de processamento das informações necessárias para a tomada de decisões sejam aceitáveis (Mudambi; Navarra 2003).
Monaghan, Gunnigle e Lavelle (2017) referem-se aos benefícios da combinação de estudos de Negócios Internacionais e Geografia Econômica. Eles destacam a simbiose do relacionamento entre MNE e localização e o alinhamento necessário de "drivers de criação de valor das atividades das firmas com vantagens específicas de localização" (p.4). Os autores defendem que a estrutura institucional pode ser centralizada ou proliferar dentro de uma região subnacional. Essas características podem influenciar a capacidade das MNE para escolher e explorar melhor as vantagens de localização. A complexidade institucional subnacional pode reduzir o fluxo de informações e aumentar as barreiras ao investimento, mas também pode ser um incentivo para incorporar-se em determinados locais.
A perspectiva institucional tem sido considerada um quadro poderoso para analisar estratégias de negócios em geral (NIELSEN; ASMUSSEN; WEATHERALL, 2017). Na abordagem institucional do IDE, o ambiente institucional é considerado uma vantagem de localização e é um elemento-chave para explicar os fluxos de investimento estrangeiro direto, abrangendo: (a) instituições políticas - tipo de regime, estrutura nacional para decisões políticas e sistema judicial; (b) instituições econômicas - a estrutura dos mercados nacionais dos fatores e os termos de acesso aos fatores internacionais de produção); (c) fatores socioculturais - normas, costumes, hábitos e religião informais (MUDAMBI; NAVARRA, 2002). Peng (2000) enfatiza o papel das instituições formais e informais como fatores que podem restringir o desempenho das empresas e enfatiza a importância da interação entre instituições, organizações e escolhas estratégicas. Denk, Kaufmann e Roesch (2012), com base em Petersen e Pedersen (2002) e Zaheer (1995), afirmam que “ a teoria institucional está de acordo com o conceito das LOF (liabilities of foreignness) porque as multinacionais que não estão familiarizadas com as diferenças institucionais entre seu país de origem e o país anfitrião enfrentam custos adicionais.
Uma vez que o ambiente institucional é considerado uma vantagem de localização, as estratégias de penetração do mercado das MNE através do IED não são apenas vistas como um meio de explorar recursos já existentes nos países hospedeiros, tal como inicialmente foi
52 concebido pela teoria dos Negócios Internacionais. Elas também visam o incremento de conhecimentos e habilidades através da interação com vários locais. Por conseguinte, os investidores procurarão locais onde os ambientes institucionais facilitem o desenvolvimento de suas vantagens específicas de propriedade a nível global (BEVAN; ESTRIN; MEYER, 2004).
A escolha da localização pode considerar o ambiente específico no nível subnacional, como um local de investimento com base em sua reputação geral como um cluster. Essa escolha seria feita independentemente do ambiente institucional do país como um todo (NACHUM; WYMBS, 2005). Como afirmado por Meyer e Nguyen (2005), "os estudiosos de Negócios Internacionais estudaram extensivamente como as variáveis institucionais influenciam a localização do IDE em termos de seleção do país anfitrião (...), mas ignoraram amplamente a localização intrapaís” Os autores argumentam que "a localização específica das operações é uma grande preocupação para as empresas multinacionais", especialmente em "mercados emergentes grandes e descentralizados, onde as atitudes, as políticas e outras instituições variam a nível provincial ou mesmo local" (p.3).
Além dos ativos existentes, a decisão de investimento das multinacionais é cada vez mais influenciada por "Ativos Criados" (NARULA; DUNNING, 2000): a vantagem de localização de uma região está diretamente relacionada à sua capacidade de criar novos ativos, que incluem aqueles baseados em conhecimento, infraestrutura e instituições. A importância do fator institucional reside no fato de que a eficiência dos mercados depende de instituições de suporte capazes de definir e fornecer regras de jogo formais e informais para o funcionamento da economia de mercado. North (1990) acredita que este papel das instituições não deve apenas resultar em uma redução nos custos de transações e informações, mas também na redução dos níveis de incerteza e instabilidade das sociedades e das economias.
Dunning e Lundan (2008) reconheceram a importância das instituições e as incluíram no Paradigma Eclético. Embora reconheçam a importância dos estudos de Williamson (1985, 2000) e Scott (1995), eles escolhem o trabalho de North (1990, 1994, 2005) como o mais apropriado para "explorar as interdependências entre a empresa e as instituições nacionais" (p.
129). North (1990) defende que as instituições são regras formais, como constituições, leis e regulamentos, e regras informais, como regras de comportamento, convenções e códigos de conduta. Elas são consideradas "as regras do jogo" dentro das quais as empresas operam. Em uma economia global dinâmica e complexa, empresas e instituições desempenham um papel importante na redução de custos de transação em operações envolvendo diferentes países.
53 Para Dunning e Lundan (2008), as instituições seriam, por sua natureza, restritivas, na medida em que poderiam bloquear ou desencorajar o curso de ação das empresas, tornando os mercados excessivamente dispendiosos ou reduzindo seu valor. Por outro lado, elas podem afetar a cognição dos gerentes e influenciar os possíveis caminhos que uma MNE pode seguir.
O Paradigma Eclético (como a teoria institucional) considera o ambiente em que a empresa está inserida e a influência de tal meio no seu processo de internacionalização, podendo limitar ou aumentar os recursos disponíveis. Ele, portanto, incorpora elementos micro e macroeconômicos que permitem entender o movimento das multinacionais.
Os aspectos institucionais influenciam o ritmo e o alcance dos investimentos das multinacionais em outros países. A qualidade do ambiente regulatório está ligada à capacidade do governo de fornecer as ferramentas necessárias para estimular o desenvolvimento de negócios (ÁVILA, 2013). As decisões e o comportamento das MNE dependem, portanto, de contextos históricos e culturais que variam de região para região (inclusive dentro de um mesmo país). Isso levaria as empresas a procurar o ambiente social mais favorável e a interagir com outras empresas como forma de coleta de informações, reduzindo assim as incertezas e possibilitando a busca e identificação de novas oportunidades (AHARONI, 2011).
Para Dunning e Lundan (2008), não há obstáculo em usar o modelo OLI para compreender o raciocínio institucional e analisar a cognição, as motivações e o comportamento das MNE. As instituições abrangem as normas e regras que regem as relações entre as multinacionais e as suas relações externas com as partes interessadas, incluindo fornecedores, clientes e grupos comunitários. As instituições são uma parte (importante) das vantagens da localização, um dos pilares do Paradigma Eclético.
Para os autores, o desenho e implementação de estruturas de incentivo e desincentivo na forma de instituições afetam os três pilares do paradigma eclético. O link mais direto ocorre quando as instituições são responsáveis pelo crescimento econômico (a nível nacional, de acordo com os autores) e pelas vantagens da localização (L), que fazem parte do modelo OLI. Dunning e Lundan (2008) acreditam que, embora se limite à comparação de eficiência entre diferentes formas de organização de firmas, o fator de internalização (I) já está institucionalizado no nível micro. Além disso, os autores enfatizam que dos três componentes do modelo OLI, as vantagens específicas de propriedade (O) são provavelmente as mais difíceis de lidar. Para lidar com esse problema, os autores introduziram a noção de Vantagens de Propriedade Institucionais (Oi), as quais consistem em instituições (formais e informais), a
54 serem identificadas e examinadas no nível da empresa, e as vantagens que delas derivam. As Oi foram vistas como uma vantagem da firma, uma forma separada e distinta de vantagens, as vantagens de ativos/assets (Oa) e operacionais (Ot). Apesar dessa dificuldade, e dada a dinâmica na configuração de uma empresa, as três vantagens OLI devem ser consideradas. De acordo com os autores, Oa e Oi no tempo 't' podem influenciar as Vantagens de Internalização (I), seja na forma como exploram ou aumentam os ativos, e essas mesmas variáveis podem influenciar as Vantagens de Localização (L) ao longo do tempo.
O Quadro 1 mostra alguns exemplos de instituições formais e informais que afetam a configuração do Paradigma OLI da empresa.
55 Quadro 1 - Instituições Formais e Informais que Afetam a Configuração das Vantagens OLI das Empresas
O L I
Organizacional / governança Capital Social Relacional
Instituições
Formais Legislação, regulações
Disciplina dos mercados econômicos Comando/hierarquia
Leis, regulações
Disciplina dos mercados econômicos Legislação sobre incentivos
Contratos (inter e intrafirma)
Informais Códigos, normas
Cultura nacional / corporativa Ecologia moral dos indivíduos
Religião, costumes, tradições
ONG – como remodeladores institucionais
Convênios, códigos, relações de confiança (inter e intrafirma)
Construção de instituições por meio de redes/clusters de firmas
Mecanismos de aplicação efetiva das leis
Formais
Sanções, multas Impostos, incentivos
Ação dos stakeholders (consumidores, investidores, sindicatos)
Sanções, multas
Qualidade do setor público
Educação (na modelagem e implementação de instituições)
Multas por quebra de contratos
Greves, bloqueios, alta rotatividade de funcionários Educação, treinamento
Informais Pressão moral
Perda ou ganho de status/ reconhecimento Retaliação
Aumento/declínio da confiança Exclusão social
Religião Culpa, vergonha
Demonstrações, ativa participação de associações nas tomadas de decisões políticas (de baixo para cima)
Pressão moral (pressão de cima para baixo sobre instituições, associações e
indivíduos)
Transações não repetidas Culpa, vergonha
Economias/deseconomias externas surgidas de redes/alianças, e.g. vantagens da aprendizagem Exclusão social
Disfunção Institucional Práticas contábeis desonestas, fraude e outros abusos da empresa
Crime, corrupção, falhas no sistema jurídico, rupturas nas relações comunitárias/pessoais
Falta de boas relações intra ou intercorporativas;
falhas nas alianças/códigos; falta de transparência/responsabilidade
Fonte: Dunning; Lundan (2008), p. 135.
56 Embora alguns componentes das Oi estejam refletidos em normas e valores comumente conhecidos como "cultura corporativa", outros componentes são mais influenciados por normas e valores externos às MNE, decorrentes do ambiente em que estão inseridas. Desta forma, o desenvolvimento ou reconfiguração das vantagens de Oa e Oi estarão sujeitos a mudanças na demanda externa. No entanto, no caso de Oa, as mudanças estão diretamente relacionadas ao próprio produto, enquanto que no caso de Oi, as influências resultariam de mudanças de valores, percepções e comportamentos, podendo ou não estar diretamente relacionadas ao produto ou à gama de serviços que a empresa oferece.
As Vantagens de Propriedade Institucionais (Oi) cobrem a infraestrutura institucional específica de uma determinada empresa. Esta infraestrutura institucional compreende uma ampla gama de incentivos, regulamentos e padrões que são criados internamente e impostos externamente, cada um dos quais podendo afetar todas as áreas de tomada de decisão, atitudes e comportamentos das partes interessadas. Elas também incluem a forma como as instituições se relacionam com os objetivos e ambições de outros atores econômicos e políticos no processo de criação de riqueza. Dunning e Lundan (2008) sugerem que "uma empresa com ativos institucionais fortes (Oi) provavelmente terá uma melhor noção do que e o que não é consistente com seus próprios recursos, capacidades e objetivos sociais" (p. 133).
As instituições vêm recebendo atenção na literatura sobre determinantes de IED.
Kim e Aguilera (2016) analisaram 137 artigos sobre a localização do IED publicados em importantes revistas internacionais de negócios, com o objetivo de sintetizar as descobertas de artigos recentemente publicados sobre a localização do IED. Do total de artigos analisados, 80 consideraram instituições, mercados emergentes e multinacionais de mercados emergentes (EMNE), com instituições concentrando 56 deles.
Apesar da ênfase no papel das instituições nos estudos da área, é preciso ponderar que a abordagem institucional não é considerada uma teoria que, por si só, possa explicar estratégias empresariais (MEYER; NGUYEN, 2005). Quando combinada com fatores estratégicos e econômicos (os quais estão configurados no tripé OLI), essa lacuna acaba sendo preenchida, permitindo melhor compreender as interações entre as empresas e a sua localização (CANTWELL, 2009). Meyer e Nguyen (2005) enfatizam a relevância de estudar as instituições no âmbito subnacionais, pois podem fornecer explicações cruciais sobre o motivo pelo qual os custos de transação emergem, por que os recursos são desenvolvidos de determinada maneira e como as organizações evoluem. Para esses autores, "as instituições do país anfitrião moderam os determinantes tradicionais das estratégias de entrada" e influenciam as estratégias das empresas nacionais e estrangeiras, especialmente nas economias emergentes
57 (p. 66). Assim, seria preferível uma abordagem que considere os determinantes tradicionais combinados com o papel das instituições em termos de custos de transação, modos de entrada, entre outros. O estudo dos determinantes no nível subnacional nos países emergentes requer uma abordagem que relativize a forma como as instituições afetam a localização das MNE, combinando-as com o uso de outros fatores, que se relacionam com as especificidades internas do país e que, por sua vez, estão alinhados com a abordagem mais abrangente do Paradigma Eclético (DUNNING; LUNDAN, 2008).
A partir de 2008, após a revisão do Paradigma Eclético e a inclusão da abordagem institucional, a lacuna que se utilizava para justificar o uso da Teoria Institucional em combinação com a Teoria das MNE pôde ser considerada preenchida. Embora estudos recentes continuem usando a combinação de abordagens ao invés da versão de 2008 do Paradigma Eclético, isso pode ser o resultado do uso de estudos quantitativos, os quais, por sua vez, levam mais tempo para serem construídos e possivelmente tiveram sua base preparada antes de 2008.
No que diz respeito aos determinantes tradicionalmente utilizados no estudo da distribuição subnacional do IED, Cruz, Floriani e Amal (2018) realizaram uma revisão sistemática da literatura de estudos em nível subnacional que considerassem fatores econômicos combinados com institucionais, ou somente institucionais. Foram levantadas as principais abordagens teóricas utilizadas nesses estudos, de forma a corroborar a opção, nesta tese, de calcar-se no Paradigma Eclético como modelo teórico principal. Essas abordagens foram identificadas e agrupadas da seguinte forma: Paradigma Eclético, Teorias das MNE, Teoria Institucional, outras teorias, e estudos baseados apenas em estudos empíricos (em que nenhum autor seminal específico foi identificado nesses estudos, tendo como base estudos empíricos anteriores). Corroborando o estudo de Kim e Aguilera (2015), evidencia-se uma grande fragmentação nas abordagens utilizadas, mesmo quando se trata apenas de estudos com variáveis econômicas combinadas com as de um tipo institucional. Quadro 2 mostra a classificação dos estudos:
58 Quadro 2 - Classificação dos Estudos por Autor (es), Ano, País Estudado, Revista, Abordagens Teóricas Principais e Secundárias
Autor(es) País Principais abordagens teóricas Combinadas com
1. Coughlin, Terza; Arromdee (1991) EUA Estudos Empíricos
2. Mariotti; Piscitello (1995) Itália Teorias da MNE Dunning (1980)
3. Wei, Liu, Parker; Vaidya (1999) China Estudos Empíricos Dunning (1980);
Krugman (1991) . 4. Tung; Cho (2000) China Estudos Empíricos
5. Wu (2000) China Outras: Organização Urbana Industrial (Scott, 1981; 1986)
6. Hsiao; Gastañaga (2001) China Teorias da MNE Dunning (1981)
7. Chung; Alcácer(2002) EUA Outras: Cantwell (1989). InovaçãoTecnológica.
Coase (1937). Kogut (1991).
Teorias das Multinacionais
Buckley; Casson. (1976).Caves (1971;1996) 8. Zhou, Delios; Yang (2002) China Estudos Empíricos
9. Mudambi; Navarra (2003) Itália Outras: Teoria Culturalista (Eckstein, 1988); Principal- Agente (Qian; Weingast, 1997)
Dunning (1980; 1988) 10. Deichmann, Karidis; Sayek (2003) Turquia OLI: Dunning (1980, 1993) Estudos Empíricos
11. Cieslik (2005) Polônia Outras: Krugman (1996): forças centrípetas e centrífugas;
Aglomerações: Marshall (1890).
Estudos Empíricos 12. Meyer; Nguyen (2005) Vietnam Teoria Institucional (North, 1990). Contexto Institucional
(Khanna; Palepu, 2000)
Dunning (1993, 1998). Krugman (1991). Khanna; Palepu, 2000. Modos de entrada: Buckley; Casson (1976, 1998);
Hennart (1988).
13. Li; Park (2006) China Teoria Institucional: North (1990) Nível de salários (Dunning, 1980; Wei et al., 1999);
Agglomerações (Porter, 1998; Marshall, 1892) 14. Bobonis; Shatz (2007) EUA Estudos Empíricos
15. Amal, Seabra; Sugai (2007) Brasil OLI - Dunning (1988, 2001) Teoria Institucional, mas não North ou Scott;
‘Nova Geografia Econômica’ (Krugman, 1991; 1995;
Krugman; Venables, 1995). Geografia (Schmitz, 1995;
Meyer; Stamer, 1998). Aglomerações (Marshall, 1890;
Porter, 1990; 1998; 2001).
16. Zhang; Fu (2008) China Outras: Pearson (1987); Markusen; Zhang (1999) 17. Du, Lu; Tao (2008) China Outras: Aglomeração (Krugman, 1991; Krugman;
Venables, 1995; Venables, 1996; Porter, 1998)
Teoria Institucional: La Porta et al. (1999)
18. Cole , Elliott; Zhang (2009) China Estudos Empíricos
19. Sethi, Judge; Sun (2011) China OLI: Dunning (1980, 1986, 1998) Teoria Institucional: North (1991)
59 Incentives: Dicken; Tickell (1992); Woodward; Rolfe (1993).
20. Ma, Delios; Lau (2013) China Outras: Negócios Internacionais e Geografia Econômica:
Beugelsdijk, McCann;& Mudambi (2010); Beugelsdijk;
Mudambi (2013).
Os autores citados usam Dunning (1998).
21. Chattopadhyay (2014) Índia OLI: Dunning (1977, 1988, 1998). Outras: Industrial clustering: Porter (1990); Marshall (1890) 22. Yukhanaev, Sharma; Nevidimova
(2014)
Rússia OLI: Dunning (1980, 2000) Dunning; Lundan (2008)
23. Lee (2014) Coreia
do Sul
Outras: Rugman (2005) OLI - Dunning (1998)
24. Dorożyński, Świerkocki; Urbaniak (2015)
Polônia Outras: New trade theory: (Markusen 1984); (Helpman 1984)
Teoria Institucional (citam North, 1991).
25. Lee, Hong; Makino (2016) Coreia do Sul
OLI (Dunning, 1998)
Fonte: Cruz; Floriani; Amal (2018)
60 No estudo apontado, dos 25 artigos analisados, 6 usaram o Paradigma Eclético como referência teórica principal. No entanto, 8 outros artigos combinaram-no com as abordagens escolhidas, indicando que o Paradigma Eclético foi considerado em 14 estudos, representando quase 60% dos estudos pesquisados. Identificaram-se 3 artigos usando autores associados a teorias de multinacionais, com referências particulares a Hymer (1960), Caves (1971; 1996) e Buckley e Casson (1976). Destes, 2 combinaram-nas com o paradigma eclético. Os artigos que usaram especificamente outros autores (não especificamente de Negócios Internacionais) totalizaram 8. No entanto, 3 deles incluíram o Paradigma Eclético na análise e/ou autores como Rugger (2005), Beugelsdijk, McCann e Mudambi (2010) e Beugelsdijk; Mudambi (2013), os quais, por sua vez, basearam suas análises no Paradigma Eclético. O Quadro 3 traz os principais aspectos relacionados às abordagens teóricas utilizadas.
Quadro 3 - Principais Abordagens Teóricas Utilizadas em Estudos sobre Determinantes Subnacionais de IED
Ano Autores País Abordagem Teórica Principal
1991 1. Coughlin, Terza; Arromdee (1991) US Estudos Empíricos 1999 2. Wei, Liu, Parker; Vaidya (1999) China Estudos Empíricos 2002 3. Zhou, Delios; Yang (2002) China Estudos Empíricos
2007 4. Bobonis; Shatz (2007) US Estudos Empíricos
2009 5. Cole , Elliott; Zhang (2009) China Estudos Empíricos 2003 6. Deichmann, Karidis; Sayek (2003) Turquia OLI
2007 7. Amal, Seabra; Sugai (2007) Brasil OLI
2011 8. Sethi, Judge; Sun (2011) China OLI
2014 9. Yukhanaev, Sharma; Nevidimova (2014) Rússia OLI
2014 10. Chattopadhyay (2014) Índia OLI
2016 11. Lee, Hong; Makino (2016) Coreia do Sul OLI
2000 12. Tung; Cho (2000) China Outros
2000 13. Wu (2000) China Outros
2002 14. Chung; Alcácer(2002) EUA Outros
2003 15. Mudambi; Navarra (2003) Itália Outros
2008 16. Du, Lu; Tao (2008) China Outros
2008 17. Metaxas (2008) Bulgária Outros
2008 18. Zhang; Fu (2008) China Outros
2013 19. Ma, Delios; Lau (2013) China Outros
2014 20. Lee (2014) Coreia do Sul Outros
2015 21. Dorożyński, Świerkocki; Urbaniak (2015) Poland Others
2005 22. Meyer; Nguyen (2005) Vietnam Teoria Institucional
2006 23. Li; Park (2006) China Teoria Institucional
1995 24. Mariotti; Piscitello (1995) Itália Teorias das Multinacionais 2001 25. Hsiao; Gastañaga (2001) China Teorias das Multinacionais
Fonte: Cruz; Floriani; Amal (2018)
61 Os artigos que utilizam a Teoria Institucional como referência principal foram apenas 2 e ambos foram combinados com o paradigma eclético. Outros três artigos mencionam autores relacionados à Teoria Institucional, como North (1990, 1991) e La Porta et al. (1999), sem, no entanto, utilizá-los como referência principal para a análise.
Um total de 6 artigos basearam-se principalmente em estudos empíricos, sem uma definição clara da base teórica utilizada. Desses, um incorpora o Paradigma Eclético e um o cita como parte das principais teorias, sem, no entanto, utilizá-lo diretamente para a análise.
A influência do Paradigma Eclético é vista nos estudos selecionados que utilizaram variáveis econômicas e institucionais. A Teoria Institucional foi utilizada como um auxílio na compreensão dos determinantes subnacionais, o que está em linha com Meyer e Nguyen (2005).
Nesta tese, o Paradigma Eclético servirá de base para as análises envolvendo aspectos tanto econômicos quanto institucionais dos determinantes de IED.