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CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS

No documento 22 a 26 de outubro de 2018 (páginas 74-78)

P1029

Atuação de profissionais de design no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA): reforçando a imagem institucional através da identidade corporativa

Larissa Hetzel Crippa, Guilherme Mendes Pereira - HCPA

Introdução: Desde 2010, o HCPA integrou na equipe de Comunicação o profissional de design gráfico e posteriormente, em 2014, o de design digital, responsáveis por cuidar da identidade visual e produtos de comunicação impressa e digital da empresa. Obje tivo:

Na comunicação visual, mais especificamente no design, desenvolve-se produtos que devem atrair o público e proporcionar uma associação positiva à imagem empresa. Os profissionais de design atuam no sentido de consolidar a identidade visual da empres a, transmitindo os valores e mensagens da instituição aos diferentes públicos. Manter a unidade visual no diálogo com o público interno e externo, qualificando o processo de comunicação é o objetivo do designer no desenvolvimento projetual. Métodos: O design consiste num conjunto de métodos de resolução de problemas centrado em melhorar a comunicação social. A metodologia de trabalho inicia com a definição de um problema, etapa na qual identifica-se os objetivos e restrições; depois vem a análise do problema, síntese onde as soluções são geradas; na sequência a avaliação, quando identifica-se se as soluções atendem os objetivos; e, por fim, o desenvolvimento, no qual é feito um refinamento da solução definida. Resultados: A atuação desses profissionais resultou na padronização visual e melhoria da qualidade gráfica de diversos produtos de comunicação do HCPA, tais como: Criação de coleções de impressos: padronização através de projeto gráfico de linhas de publicação para diferentes públicos:

Educação em Saúde, Fique por Dentro, Acreditação, Padrão HCPA, Comunicação Interna; Criação de selos para programas institucionais da CGP: Para Evoluir, Para Valorizar, Projeto Aplauso, Para Qualificar; Criação de logomarca e padrão visual para identificação de projetos de pesquisa: Descobrindo a Pesquisa; Criação de projeto visual para identificação das residências; e Padronização visual de produtos institucionais: papelaria, padrão de e-mail, interface do site institucional e intranet. Conclusão:

Nesses oito anos de atuação, os profissionais de design do HCPA auxiliaram na construção de uma imagem sólida e positiva para a empresa, apoiando no reforço da credibilidade frente a seus públicos. O HCPA também pôde obter autonomia nesse tipo de demanda, economizando recursos, pois antes contratava serviços em design, conforme a necessidade. Unitermos: Comunicação visual; Design gráfico; Imagem institucional.

P1036

O trabalho integrado de profissionais de design e de tecnologias da informação e comunicação (TICS) no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA): melhorias no site institucional e intranet

Guilherme Mendes Pereira, Larissa Hetzel Crippa, Belini Mello, Luis Fernando Miguel - HCPA

Introdução: Desde 2017, o HCPA tem realizado atualizações no design e nas TICs dos seus sites, melhorando a experiência do usuário e gerando maior compatibilidade dessas interfaces com muitos dispositivos e tecnologias de acesso existentes. Objetivo:

Com a integração do trabalho de profissionais de design e analistas de TICs, buscou-se identificar problemas de design,

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navegabilidade, acessibilidade, compatibilidade e segurança, com a finalidade de deixar as interfaces mais claras, atrativas e eficientes ao usuário. Métodos: O processo interdisciplinar para busca de melhorias nas plataformas web do HCPA consistiu em: 1.

reuniões entre designers para análise das interfaces e adequação à identidade institucional e a padrões visuais atuais; 2. en contros entre designers e analistas de TICs para adequação das mudanças de design em observância a especificações de linguagens para desenvolvimento web; 3. pesquisa de referências em outras instituições de renome da área da saúde e análise comparativa entre interfaces web; 4. estudos de elementos visuais constitutivos para as novas interfaces; 5. análise de métricas de acesso para privilegiar destaques em áreas de melhor visibilidade; 6. adequação das recomendações de acessibilidade utilizando os padrões do Modelo de Acessibilidade em Governo Eletrônico (eMAG) e as Web Content Accessibility Guidelines (WCAG 2.0). 7. projeto de telas do site e viabilização junto a equipe de TICs; e 8. finalização, envio de elementos e pré-definições de design à equipe de TICs para implementação das novas interfaces no ambiente de desenvolvimento web do HCPA. Resultados: Interfaces gráficas com linguagem visual adequada aos padrões institucionais e referências em design da atualidade. Adequação de métricas de conteúdos mais procurados em áreas de destaque. Atualização das TICs à linguagens e padrões web atuais, resultando em maior compatibilidade, integração com uma variedade maior de dispositivos de acesso e segurança. Maior facilidade de acesso e usabilidade e, consequentemente, uma experiência de navegação mais eficiente. Conclusão: A reformulação do design e atualização das TICs do site institucional e intranet do HCPA proporcionou interfaces mais simples, precisas e atrativas, o que melhorou a experiência do usuário, agilizando e facilitando a navegação nas plataformas web do HCPA, interfaces de alta complexidade e com grande volume de informações. Unitermos: Comunicação digital; Design gráfico; Tecnologias de informação e comunicação.

P1155

Sustentabilidade de eventos técnico-científicos em um hospital público e universitário Querlei Scremin, Elisa Kopplin Ferraretto - HCPA

Introdução: Os eventos técnico-científicos promovidos pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) são considerados ações estratégicas de comunicação, colaborando com a consolidação da imagem de hospital de excelência e referência em assistência, ensino e pesquisa. Este relato de experiência demonstra como os eventos passaram também a contribuir para a sustentabilidade do hospital, sem prejuízo a seus objetivos estratégicos nem ao grau de satisfação dos respectivos coordenadores. Objetivos: Evidenciar que eventos técnico-científicos podem ser autossustentáveis e gerar receitas, preservando seus objetivos estratégicos e sua qualidade. Métodos: Em 2015, a Coordenadoria de Comunicação (CCom) realizou levantamento dos resultados financeiros dos eventos realizados no HCPA desde 2012, constatando a oportunidade de qualificar a gestão dos eventos, com otimização do uso dos recursos e dos resultados e geração de receitas para o hospital. O trabalho conjunto com a Coordenadoria Financeira resultou na definição de taxas de uso do anfiteatro e do auditório e custos do trabalho de planejamento e execução desenvolvido pela CCom.

O piloto foi realizado no segundo semestre de 2015, com três eventos, e em 2016, com 7. A partir de 2017, a prática estendeu-se a todos os eventos que possuem captação de receitas (patrocínios e/ou inscrições). O temor de que esta cobrança inviabilizasse financeiramente os eventos não se confirmou. Pelo contrário, com a gestão intensificada pela CCom, ao longo da série históric a os eventos tiveram 100% de suas despesas cobertas com as receitas. Resultados: No 2º semestre de 2015, a taxa foi aplicada em 3 dos 22 eventos; em 2016, foram promovidos 24 e destes, 7 pagaram a taxa; em 2017, a taxa foi aplicada em todos os 29 eventos.

Nos três anos, todos os custos dos eventos foram 100% pagos com as receitas. No período, o grau de satisfação dos coordenadores com a organização de eventos foi, sequencialmente, de 94%, 98% e 93%. Conclusões: Foi implantada uma mudança de conceito na gestão de eventos do HCPA. A instituição, que antes aportava recursos para tais atividades, não só eliminou este custo como passou a cobrir as despesas envolvidas. O planejamento dos eventos com foco na sustentabilidade possibilitou a otimização de recursos inclusive para os coordenadores de eventos, que seguiram obtendo equilíbrio financeiro e demonstrando satisfação com o processo e os resultados. Unitermos: Comunicação e eventos; Sustentabilidade; Mudança de conceito.

P1178

Engajamento em eventos promovidos pelo HCPA por meio do facebook Camila Caroline Barths, Ana Paula Lapenta Folletto - HCPA

Apresentação: nas organizações, o desenvolvimento de ações de comunicação para o ambiente digital é uma estratégia de relacionamento que pode atingir resultados positivos, pois o uso destas mídias possibilita aproximação e relação com os públicos de forma instantânea. O Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) possui perfil institucional em redes sociais desde 2012 e mantém estratégias para melhor utilizar estes canais. Buscando reforçar a boa imagem institucional e a adesão do público aos eventos promovidos pelo HCPA, iniciou-se uma estratégia de divulgação no Facebook, rede com maior número de seguidores do hospital, na qual os eventos são publicados desde o “Agende-se” até a cobertura jornalística pós-evento. Objetivos: comparar o número de pessoas interessadas nos eventos com o número de pessoas efetivamente inscritas e relatar como o engajamento dos seguidores do perfil do HCPA no Facebook potencializa a divulgação dos eventos neste ambiente. Métodos: pesquisa bibliográfica e análise de conteúdo. A coleta de dados foi realizada nas publicações entre janeiro e maio de 2018 a respeito dos eventos realizados de março a maio do mesmo ano. Resultados: nos eventos analisados, os inscritos somam em média 20% dos que demonstraram interesse pelo Facebook. Este dado passa a contribuir para alinhar as estratégias dos eventos e prever o número provável de participantes efetivos. Jornada de Diabetes - Interessados: 5,4 mil / Inscritos: 368 (6,8%) / Alcance: 201 mil. Fronteiras da Urologia - Interessados:

303 / Inscritos: 110 (36,3%) / Alcance: 15 mil. Jornada de Geriatria e Gerontologia - Interessados: 1,2 mil / Inscritos: 204 (17%) / Alcance: 51 mil. Semana de Enfermagem - Interessados: 1,8 mil / Inscritos: 506 (28,1%) / Alcance: 65 mil. Além do Currículo - Interessados: 3,7 mil / Inscritos: 406 (10,9%) / Alcance: 116 mil. Simpósio Jorge Gross e Mirela Azevedo - Interessados: 651 / Inscritos: 151 (23,1%) / Alcance: 25 mil. Conclusões: Cada novo evento criado no Facebook atrai pessoas a partir dos seguidores do perfil institucional e de seu engajamento, marcando outras pessoas, curtindo e compartilhando as postagens. Assim, o universo total de pessoas alcançadas reflete-se em um número significativo de inscritos em cada evento, representando o engajamento do público e reforçando a marca do HCPA no ambiente digital. Unitermos: Comunicação; Eventos; Redes sociais.

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P1182

Registro civil e reprodução humana assistida: um estudo transversal sobre a eficácia do provimento N°.

52/2016 do Conselho Nacional de Justiça no Estado do Rio Grande do Sul

Diego Pereira Viégas, Gabriela Fernandez de Medeiros, Jessyca Ramos Pereira, Leonardo Stoll de Morais - UCPel

Introdução: No Brasil, apesar da promoção de acesso da RHA no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), os efeitos jurídicos do seu uso são regulados de forma escassa. O próprio registro civil da criança concebida por RHA, por falta de previsão legal específica, necessita de tutela judicial. Nesse sentido, o Conselho Nacional de Justiça editou o Provimento n°52/2016, visando uniformizar estes registros. Objetivo: verificar a efetividade do Provimento n°52/2016 do CNJ enquanto instrumento normativo que regula o registro civil das pessoas concebidas por meio das técnicas de RHA. Método: Trata-se de estudo transversal do tipo Survey direcionado aos oficiais registradores do Rio Grande do Sul, com a finalidade de observar a posição desse grupo sobre a eficácia do Provimento 52/2016 do CNJ. Para coleta de dados foi utilizado formulário on-line com quatro questões fechadas: Há demanda registral de filhos havidos por Reprodução Assistida neste cartório? Caso positivo, com que frequência e média mensal? Quando há demanda, qual o procedimento adotado para o registro? Em caso de registro, é observado a Provimento 52/2016 do CNJ?

Resultados: Foram enviados 124 convites eletrônicos aos Cartórios de Pessoas Naturais. Desses, apenas 25% (n=23) participaram.

Quanto à demanda registral de filhos havidos por RHA, 8,7% (n=02) responderam haver demanda, enquanto 91,3% (n=21) responderam não haver demanda. Em relação à frequência destes registros, dos 8,7% (n=02) cartórios que possuem demanda desta natureza, um informou que recebe até dois pedidos mensais, enquanto o outro relatou um registro mensal. No que se refere ao procedimento, 61% (n=14) dos participantes declararam conhecê-lo por ocasião do registro. Desses, 71,4% (n=10) informam que o registro civil é realizado de forma administrativa. Diferentemente, os demais responderam que o solicitante deve encaminhar o pedido ao poder judiciário ou devem ser adotadas outras medidas. Quanto à aplicação do Provimento, mais da metade dos participantes responderam à questão (n=15), desses 93,7% (n= 14) declararam observar o documento normativo de forma integral.

Conclusão: Os resultados obtidos no presente estudo indicam que a maioria dos oficiais registradores declaram observar na íntegra as instruções contidas no Provimento 52/2016 do CNJ, mesmo existindo baixa demanda por registros dessa natureza. Isso traduz um avanço em termos de direito ao registro civil, melhor interesse da criança, direitos de filiação e reprodutivos. Unitermos:

Reprodução humana assistida (Rha); Provimento N° 52/2016 CNJ; Fertilização In Vitro (FIV).

P1227

A judicialização do acesso às técnicas fertilização in vitro no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul Diego Pereira Viégas, Gabriela Fernandez De Medeiros, Jessyca Ramos Pereira, Leonardo Stoll de Morais - UCPel

Introdução: No Brasil, por questões políticas e econômicas, existe uma baixa efetividade de acesso às tecnologias de reprodução humana assistida. Esse fato ocasiona um debate contínuo sobre a judicialização nos tribunais brasileiros dos procedimentos de fertilização in vitro (FIV). Objetivo: verificar os critérios utilizados pelos desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ/RS) para o reconhecer ou não o acesso gratuito às técnicas de FIV. Método: A partir da revisão sistemática da jurisprudência, buscou-se casos no site oficial do TJ/RS, como descritor: “fertilização in vitro”. A pesquisa foi realizada retrospectivamente no mês de agosto de 2017. Os dados obtidos foram interpretados por meio da análise de conteúdo proposta por Bardin. Resultados: localizou-se o número total de 55 decisões, sendo 51 delas oriundas de recurso de apelação e 04 (quatro) de reexames necessários. Dos 55 casos analisados, 49 referem-se ao acesso das partes à FIV no âmbito do SUS, sendo que em 32 pediu-se o acesso integral ao procedimento e em 17 solicitou-se o acesso gratuito de medicamentos nos tratamentos de reprodução assistida. Do número total de dados obtidos, apenas 04 (quatro) decisões dizem respeito ao acesso das partes à FIV em coberturas contratuais de planos privados de saúde; nas outras 02(duas) decisões restantes, abordou-se o dano moral e os direitos de filiação decorrente do uso de FIV. Dos 53 casos relacionados ao tema de pesquisa, 37 foram improvidos; 15 foram providos e 01 (um) foi julgado prejudicado pelo tribunal. Os principais motivos para negar os pedidos das partes, são: (a) a compreensão de que à FIV não constitui bem jurídico tutelado pelo direito à saúde, não sendo dever do Estado promover políticas públicas dessa demanda (n=19);

(b) que não se justifica quebra da ordem de atendimento do SUS, quando não há risco de morte (n=18). Já os motivos para conceder o pedido das partes são: (a) constitui dever do estado garantir acesso aos direitos reprodutivos das partes (n=12); (b) o Estado deve garantir acesso à FIV, mas esse acesso deve se dar dentro dos limites orçamentários do SUS (n=3). Conclusão: os resultados revelam que na maioria dos casos os magistrados do TJ/RS negam o custeio da FIV pelo setor público, a partir do entendimento equivocado de que saúde significa ausência de doença. Tal posição, está desassociadada perspectiva adotada sobre a matéria pela Organização Mundial de Saúde e pela Corte Interamericana de Direitos Humanos. Unitermos: Fertilização In Vitro (FIV); Reprodução humana assistida (RHA); Acesso aos direitos reprodutivos.

P1469

Cláusulas abusivas em contratos de planos e seguros privados de assistência à saúde: uma análise jurisprudencial do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul

Jessyca Ramos Pereira, Diego Pereira Viégas, Gabriela Fernandez de Medeiros, Leonardo Stoll de Morais - UCPel

Introdução: os planos e seguros privados de assistência à saúde são regulamentados pela Lei 9.656/1998 e são estatuídos por m eio de contratos de consumo, cabendo ao poder judiciário resolver eventuais abusividades. Objetivo: analisar como o Tribunal Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) declara a nulidade de cláusulas abusivas de contratos de saúde suplementar. Método: realizou-se uma revisão jurisprudencial no site do TJRS, retrospectivamente em dezembro de 2017, utilizando os descritores: “abusividade”,

“contratos de seguro saúde” e “contratos de assistência à saúde”, com limitação temporal de 20/01/2017 a 20/07/2017. Os dados foram avaliados de forma qualitativa. Resultados: foram localizadas 21 decisões. Desse número total, 12 casos dizem respeito à reajuste por faixa etária; 04 (quatro) de reajuste anual; 03 (três) de reajuste mensal; 02 (dois) rescisão unilateral de contrato; 01 (uma) de reajuste por sinistralidade de plano coletivo; 01 (um) de reajuste de plano coletivo para plano individual; 01 (um) de negativa de cobertura de cirurgia, em razão de doença preexistente; 01 (um) de negativa de cobertura de exame. Em relação ao polo ativo, os processos são formados na integralidade por pessoa física e consumidora, sendo que somente em 01 (um) há pessoa jurídica. Dos casos analisados, 12 foram favoráveis à parte vulnerável da relação, sendo concedido o pedido de revisão contratual, normalmente por reajuste de cláusula de mensalidade por faixa etária (n=8). Além disso, verificou-se que o tribunal utiliza três critérios decisórios: o legal, o da razoabilidade e critério protetivo. Em particular, na maioria das decisões o tribunal utilizou estritamente a lei e resoluções normativas da ANS. Já, os critérios da razoabilidade e o protetivo, foram utilizados quando não

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aplicável a legislação especial nos “contratos antigos”, sendo utilizados, principalmente a boa-fé objetiva prevista no Código de Defesa do Consumidor. Conclusão: os casos julgados pelo TJ/RS, envolvendo abusividade de cláusulas de contrato de saúde, estão relacionados a questões econômicas, normalmente direcionados para resolver reajustes de preço fixados nos contratos. Igualmente, pode-se perceber que o tribunal não produz decisões variantes que acarretam insegurança jurídica aos usuários de planos de saúde, pois utiliza o critério legal para resolver a maioria dos casos. Unitermos: Direito à saúde; Direito do consumidor; Cláusula abusiva.

P1546

Alteração do registro civil por pessoa transexual: uma análise jurisprudencial do Superior Tribunal de Justiça Gabriela Fernandez de Medeiros, Diego Pereira Viégas, Jessyca Ramos Pereira, Leonardo Stoll de Morais - UCPel

Introdução: O direito ao nome é bem da personalidade humana e tem por função básica a individualização e a identificação da pessoa natural. Ocorre que a questão da aquisição do nome individual não é simples, principalmente quando associada à reivindicação da alteração do registro civil de pessoa transexual. Objetivo: avaliar quais os requisitos exigidos para modificação do prenome de pessoa transexual no registro civil, em casos julgados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Método: realizou-se uma pesquisa jurisprudencial no site oficial do STJ, a partir dos descritores: “alteração de registro civil” e “transexual”. A pesquisa foi realizada retrospectivamente no mês de julho de 2018. Os dados empíricos foram analisados de forma qualitativa, a fim de obter os posicionamentos de cada ministro. Resultados: foram localizados 28 documentos. Desses, 04 (quatro) são acórdãos, 21 são decisões monocráticas e 03 (três) são informativos de jurisprudência. Sobre a qualificação das partes, verifica-se 100% dos requerentes são biologicamente do sexo masculino e visam alterarem o seu prenome ao seu gênero feminino. Na análise da totalidade das decisões encontradas, identifica-se que em 32% (n=7) dos casos os ministros determinam que para modificação do prenome há a necessidade de ser comprovada a cirurgia de transgenitalização. Em contraste, em 36% (n=8) das decisões os ministros compreendem que não há a necessidade de intervenção cirúrgica. Já em 32% (n=7) dos casos não há menção sobre o tópico, sendo concedido o pedido de alteração. Outro dado relevante, é que em 64% (n=14) das decisões é determinado que seja feita nota à margem do registro, notificando que a alteração se deu por determinação judicial. Conclusão: o Superior Tribunal de Justiça não oferece segurança jurídica às pessoas transexuais, visto que os posicionamentos dos ministros variam. Alguns compreendem que a transexualidade é uma patologia, sendo a cirurgia de redesignação de sexo o tratamento recomendado que legitima o direito subjetivo de alteração do registro civil. Outros concedem o pedido, independente de intervenção cirúrgica. Porém, em nenhum dos casos há menção de que o princípio do livre desenvolvimento da personalidade humana garante a cada pessoa escolher autonomamente sua identidade de gênero, e por esse motivo todos devem ser reconhecidos por quem se é. Desta forma, as posições do STJ, contribuem para discriminação injusta desse grupo minoritário. Unitermos: Pessoa transexual; Direito à alteração do prenome; Direitos da personalidade.

P1674

Perfil de acidentes em relação ao traçado, pavimentação e modelo da via, no Estado do Rio Grande do Sul entre os anos de 2012 e 2016

Gustavo Gaynett Leturiondo, Vanessa Loss Volpatto, Vinícius Serafini Roglio, Juliana Nichterwitz Scherer, Flavio Pechansky - HCPA

Introdução: Sabe-se que três fatores influenciam diretamente na ocorrência de acidentes, sendo estes: as estradas, os condutores e os veículos. No que se refere ao planejamento de estradas, estas podem ser planejadas, desenhadas e dimensionadas a fim de melhorar as suas características tendo como reflexo a diminuição de acidentes. Identificar características que tornem as vias mais seguras pode ser um fator relevante para reduzir os riscos de colisões de trânsito e implementar ações preventivas. Objetivo: Avaliar o perfil de acidentes conforme o traçado, a pavimentação e o modelo da via, no estado do Rio Grande do Sul. Método: Foram analisados 56.454 casos de colisões retirados do banco Unidas, reportado pela PRF entre os anos de 2012 e 2016. Associações foram investigadas por estimação de razões de prevalência, através de um modelo de regressão de Poisson com variância robusta.

Trata-se de uma análise de dados secundários oriunda de um estudo transversal. Foram avaliados o tipo de traçado da via (retas, curvas ou cruzamentos), situação de pavimentação (urbana ou rural) e modelo de via (simples, duplas ou múltiplas) com a ocorrência ou não de vítimas. Resultados: Da amostra, 33,3% (n=18.816) das colisões apresentaram vítimas, enquanto 66,7%

(n=37.639) não. A prevalência de acidentes com vítimas é 16,7% maior em traçados curvos e 5,9% maior em traçados de reta, quando comparados aos cruzamentos (GC: 18%, GR: 70,9%, RP=1,167; C:11,1%, RP=1,059). Quando considerado o modelo de via, essa prevalência se torna 59,5% maior em pistas simples e 16,6% maior em pistas duplas, em relação às múltiplas (PS: 61,4%, PD: 29,1%, RP=1,59; PM: 9,6%, RP=1,16). A prevalência de acidentes com vítimas é 4,7% maior em estradas rurais em contraponto com urbanas (R: 42,5%, U: 57,5%, RP=1,047). Discussão: As curvas são responsáveis pelas mudanças de sentido nos traçados das vias, contudo implicam em maiores índices de acidentes. Fatores como raios de curvatura mais seguros juntamente com uma superelevação mais adequada, podem amenizar essas condições. Quando duplicamos ou até mesmo multiplicamos pistas, viabilizamos que ultrapassagens indevidas sejam feitas, fator que pode ser determinante na diminuição dos acidentes em pistas simples. Majoritariamente, pistas urbanas são pavimentadas, o que implica em uma melhor condição de rodagem para os veículos, diferentemente das vias rurais que quase que em exclusividade não são, podendo dar significância aos maiores números de acidentes. Unitermos: Trânsito; Estradas; Colisões.

P1702

Relações entre a comunicação e a política nacional de humanização em hospitais universitários públicos Camila Caroline Barths, Karla Maria Müller - UFRGS

Apresentação: considera-se que as ações estratégicas de comunicação organizacional em instituições de saúde podem transformar os relacionamentos estabelecidos neste contexto. Desta forma, o estudo propõe demonstrar como a comunicação está inserida na Política Nacional de Humanização (PNH) e como estão evidenciados nos documentos de gestão dos Hospitais Universitários Públicos (HU’s). Os documentos, neste caso, são formas de determinar ações nas organizações e representam as falas oficiais.

Para realizar a pesquisa, transita-se pelos temas que integram a comunicação organizacional, como relacionamento, gestão, contexto sociocultural e o poder simbólico. Objetivos: identificar como a comunicação é acionada na PNH, verificar se os documentos de gestão dos HU’s demonstram relação com da PNH com a comunicação e se existe algum tipo de concretização da Política. Métodos: análise documental da PNH e dos documentos de gestão de Hospitais Universitários Públicos em planejamentos e relatórios de cinco HU’s do Brasil, um em cada região, com recorte das informações que possuíam relação com os temas.

No documento 22 a 26 de outubro de 2018 (páginas 74-78)