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EDUCAÇÃO EM SAÚDE

No documento 22 a 26 de outubro de 2018 (páginas 90-103)

Clin Biomed Res 2018; 38 (Supl.) 90

Objetivo: Avaliar a expressão de receptores de FGF1 e FGF2 em biópsias de feridas cutâneas após a terapia com células tronco mesenquimais adipoderivadas. Metodologia: Camundongos C57Bl/6 foram divididos em 2 grupos: Grupo I Controle n= 9 (40ul Nacl ao redor da ferida) e Grupo II, n = 6 (duas doses, dose = 1X106 células em 40ul NaCl injetadas ao redor da ferida) no 3º e 5º após indução da lesão. A biópsia foi realizada 7 dias após a indução. Foram usados anticorpos primários FGFR2 e FGFR1 e as quantificações da expressão das proteínas foram realizadas através do software Image J. A intensidade final de DAB foi calculada de acordo com a fórmula f = 255 - i, onde: f = intensidade final de DAB e i = intensidade DAB obtida pelo software. A intensidade final variou de 255 (branco, sem expressão) até 0 (marrom escuro muita expressão). Resultados: A expressão do receptor FGFR1 não foi diferente entre os grupos estudados GI 29,14 ± 16 e GII 39,24± 81. Da mesma forma a expressão de FGFR2 também não diferiu entre os grupos estudados. GI 26,4 ± 11,02 e GII 23,5 ± 5,34. (P < .0001). Discussão e Conclusão: A terapia com as ADSC promoveu a melhora na cicatrização de feridas por meio da proliferação celular e angiogênese (resultados prévios), porém parece que as quantidades de FGR1 e FGR2 no tecido lesado não é alterado com a terapia celular, na dose e no tempo avaliado. Outros estudos do grupo estão em andamento para avaliação de mecanismos de otimização de cicatrização de feridas agudas tratadas com terapia celular. Unitermos: Cicatrização; FGF; Células mesenquimais.

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A educação permanente em saúde como norteadora de um curso de educação a distância Joseane Stahl Silveira - HCPA

Na saúde questiona-se a qualidade do ensino da formação de seus trabalhadores, propondo mudanças nas práticas pedagógicas.

Para auxiliar neste desafio, duas soluções vem sendo utilizadas: a Educação Permanente em Saúde e a Educação à Distância (EAD). A Política de Educação Permanente em Saúde (PEPS) é preconizada pelo Ministério da Saúde, como norteadora da educação para os trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS). Seu objetivo é problematizar a gestão do trabalho, contribuindo assim na melhoria dos processos da assistência. A EAD é uma importante estratégia educacional, por facilitar o acesso ao conhecimento, em diversos locais e espaços, sendo um democratizador da educação. Na área da saúde, a EAD também vem consolidando-se como uma estratégica para as ações educativas. Porém, a maioria dos cursos EAD são realizados de forma auto instrucional, com poucas atividades reflexivas e interações dos sujeitos participantes da ação. É importante então identificar a possibilidade de aproximação dos cursos EAD da PEPS, conforme proposta do Ministério da Saúde. Para isso, foi realizada uma revisão bibliográfica, dos conceitos de PEPS e de EAD, relacionando suas possibilidades de integração. Foi possível verificar então que a utilização do ensino em EAD deve ser pensada dentro da proposta de Educação Permanente em Saúde, para produzir aprendizagem significativa e não apenas mera reprodução de conteúdos. As possibilidades metodológicas que a EAD oferece, dentro da perspectiva construtivista, trazem ferramentas que possibilitam interação e construção do conhecimento, podendo contribuir com a Educação Permanente em Saúde. É importante destacar a característica integrativa e colaborativa da EAD, que possibilita a reflexão e problematização entre os diversos agentes envolvidos na assistência. Porém, cabe analisarmos também as barreiras que os profissionais ainda enfrentam no acesso a EAD. Ou seja, a EAD pode ser um grande aliado da Educação Permanente em Saúde, unido a outras ações educativas e sem deixar de lado a presencialidade e outras metodologias de aprendizagem, potencializando a Educação Permanente com os aportes tecnológicos da EAD. Podemos concluir que a aproximação entre Educação Permanente em Saúde e a Educação a Distância é possível e pode contribuir com os objetivos educacionais a serem alcançados, desde que embasada em uma metodologia problematizadora da realidade do indivíduo e que utilize as ferramentas de maneira adequada. Unitermos: Educação permanente em saúde; Educação a distância.

P1040

Jogo sério para o ensino de anatomia baseado em imagens radiográficas Ismael Krüger Pescke, Tatiana Montanari - UFRGS

Os nativos digitais (crianças e jovens nascidos na era digital) estão cercados pela fluidez tecnológica, e o ensino, ao incorporar esses recursos, promove o interesse dos alunos e torna possível a estruturação de ideias e conteúdos em uma abordagem lúdica, fomentando a aprendizagem. Um jogo virtual sobre o esqueleto foi criado para aprimorar as aulas de anatomia nas disciplinas de Ciências e de Biologia. O jogo foi criado com o software Adobe Captivate, imagens radiográficas e ilustrações; a navegação exibe menus com o nome dos ossos (itens) ao lado das radiografias (figuras), e, ao passar o mouse sobre um item, este ganha destaque na figura (mouseover); foram incluídas atividades de quebra-cabeças, exercícios de relacionar colunas e perguntas de múltipla escolha como método avaliativo e audiodescrição que integra a acessibilidade. O jogo Raio-X foi publicado no Espaço kids do Museu virtual do corpo humano (http://www.ufrgs.br/museuvirtual/jogos). Ele permite a visualização do interior do corpo humano de forma interativa através de radiografias da coluna vertebral, da caixa torácica e dos membros. Ao abordar questões de saúde relevantes ao cotidiano infantil, propõe o debate e serve como prevenção: relaciona os maus hábitos, como o uso de mochila pesada ou a má postura, com patologias clínicas da coluna vertebral, e traz o tema de queda e fratura na terceira idade, já que 30% dos idosos sofrem quedas uma vez ao ano no Brasil e aproximadamente metade geram fraturas que reduzem a qualidade de vida, incapacitam ou resultam em morbimortalidade. Ao final do jogo, o desempenho nas atividades e exercícios é atestado pela pontuação obtida, como forma de validação da aprendizagem. O conhecimento é construído através da interação do sujeito com o objeto de aprendizagem e esse processo é amplificado com o uso de jogos sérios, porque eles geram reflexões, diálogo e pensamento crítico.

O jogo Raio-X é uma ferramenta pedagógica digital desenvolvida para suplementar a aprendizagem de anatomia no ensino de Ciências e de Biologia, visando a sua qualificação. Espera-se contribuir para a compreensão do corpo humano através das imagens reais que demonstram a forma e a distribuição das estruturas no interior do organismo; gerar o envolvimento necessário para o processo de ensino-aprendizagem pelos menus interativos e recursos lúdicos, e, ao retratar situações reais que transpõem a esfera do jogo, despertar a reflexão e o senso crítico e ampliar o diálogo com ações preventivas. Unitermos: Corpo humano; Jogo educacional; Ensino digital.

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Personificação das células em jogos sérios para o ensino dos sistemas digestório e respiratório Ismael Krüger Pescke, Tatiana Montanari, Eliane de Oliveira Borges - UFRGS

A educação que inclui a tecnologia desperta o interesse dos alunos e beneficia o ensino. Os jogos educativos digitais são envolventes e promovem a reflexão, o diálogo e o senso crítico e fomentam a aprendizagem de maneira lúdica. Foram criados dois jogos sérios para promover o ensino dos sistemas respiratório e digestório nas disciplinas de Ciências e Biologia. Os jogos foram elaborados com os softwares Adobe Captivate, After effects, Illustrator e Photoshop, animações e fotomicrografias dos órgãos, efeitos sonoros, audiodescrição e atividades interativas. Os jogos foram publicados no Espaço kids do Museu virtual do corpo humano (www.ufrgs.br/museuvirtual/jogos). Em “Varrendo a poeira, o sistema respiratório”, a célula caliciforme e a célula ciliada do epitélio assumem forma infantil: uma menina com baldes de sabão, simulando sua função de produzir e secretar muco, e um menino de cabelo arrepiado, que varre o muco com as partículas de poeira; o prejuízo causado pelo cigarro é mostrado em animação, onde as personagens-célula são atingidas pela fumaça e impedidas de realizar suas funções. Em “Floresta Mágica, um jogo sobre digestão”, o jogador adentra a caverna em busca da poção mágica, realizada pelas bruxas Oxíntica e Zimogênica com ácido clorídrico e enzimas, uma alusão às células do estômago produtoras do suco gástrico; ele percorre caminhos pela floresta até encontrar a saída, remetendo ao trajeto nos intestinos com suas projeções absortivas. Para avançar nos jogos, o aluno realiza atividades interativas e exercícios sobre o conteúdo. Os jogos sérios produzidos são ferramentas pedagógicas para o ensino do corpo humano no nível fundamental ou médio. As personagens-célula transpõem o ambiente virtual: aspectos físicos e cores remetem à morfologia celular, e a utilização de utensílios domésticos, às funções e processos; incluir esses elementos é uma estratégia para estimular a assimilação do conteúdo de maneira inusitada. Os diferentes estímulos (visuais e sonoros) favorecem a

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retenção da memória de longo prazo. A audiodescrição amplia a acessibilidade. O tabagismo é tema oportuno, devido as suas consequências: é a maior causa de câncer no pulmão. Com o desenvolvimento desses jogos, almeja-se contribuir na correta estruturação sobre o corpo humano, visando a qualificação do processo de ensino-aprendizagem em sala de aula. Ao propor questões pertinentes à saúde pública, pretende-se colaborar com as ações preventivas e incentivar o pensamento crítico. Unitermos:

Jogo educacional; Corpo humano; Ensino digital.

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A importância da inserção cultural para um usuário da saúde mental Carmela Slavutzky, Ana Lúcia Valdez Poletto - GHC

Este estudo nasceu da vontade de escrever sobre a relação da cultura com a saúde e de lugares de produção arte de cultura.

Descrever como estes elementos podem contribuir com maior autonomia na vida de usuários de saúde mental. O objetivo geral da pesquisa foi investigar se a inserção em atividades culturais pode contribuir para produzir autonomia no usuário de saúde mental. Os objetivos específicos foram identificar qual o percurso/inserção do usuário em atividades culturais, desde seu ingresso no Caps AD;

identificar se mudanças/movimentos relacionados às atividades culturais (caso elas tenham ocorrido) auxiliaram na promoção de maior autonomia do usuário. O estudo utilizou-se da abordagem qualitativa a partir de entrevistas semiestruturadas, em que o usuário contou sobre a experiência do processo de seu tratamento relacionado à sua inserção cultural e social. Ele participa de diversas atividades culturais e políticas. Foram realizados três encontros em diferentes locais da Zona Norte de Porto Alegre, região de fácil acesso ao usuário. As entrevistas foram filmadas após consentimento do usuário mediante a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, o qual ele leu em sua íntegra. O projeto teve sua aprovação no CEP com o número 15316. As conversas com o usuário foram categorizadas por assunto e analisadas para pensar se a cultura fora um dispositivo de autonomia para o mesmo e como ele pensava que essas atividades culturais tinham auxiliado no seu tratamento. As categorias anali sadas no estudo foram: Saúde Mental e Singularidades; Locais de Circulação e Redes; Arte, Cultura e Autonomia .Ao final, foram distribuídos os trechos do texto pelas categorizações, sendo realizada a leitura dialogada com o texto das entrevistas e, posteriormente, procedeu-se a identificação dos trechos selecionados para o registro e sua análise. O presente estudo apontou que a Rede de Cuidado em Saúde e Cultura foram fundamentais na trajetória do paciente. Nos encontros com o usuário pode-se identificar o quanto a rede intersetorial envolvendo cultura e saúde contribuíram em seu processo de empoderamento e em seu desenvolvimento como um todo. Destacamos da importância de que mais locais de cultura e saúde sejam ofertados na cidade. Isso com o propósito de que mais pessoas possam ser acolhidas por outra perspectiva, de promoção de vida, arte e cultura na saúde e com a saúde. Assim como mais redes que envolvam arte e cultura no tratamento em saúde mental. Unitermos: Saúde mental; Cultura; Clínica ampliada.

P1076

Desafios enfrentados na cessação do tabagismo Fernanda Guarilha Boni, Isabel Cristina Echer - UFRGS

INTRODUÇÃO: Atualmente, 15% da população brasileira faz uso do tabaco, em nível mundial acredita-se que um terço da população seja fumante. Além disso, o tabagismo consta na Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde justificando a necessidade de discutir e compreender o tabagismo como um grave problema de saúde pública. A restrição do uso do tabaco dentro do ambiente hospitalar é um fator que impulsiona os pacientes a cessarem o uso desta substância durante sua internação, porém nem sempre o processo de cessação é algo simples. OBJETIVO: Verificar a aplicabilidade na prática clínica de uma escala que mensura os desafios enfrentados pelas pessoas que desejam parar de fumar. MÉTODO: Trata-se de um estudo transversal realizado em unidades de internação clínica e cirúrgica de um hospital universitário do sul do país. A amostra foi constituída por pacientes maiores de 18 anos que estavam internados e que referiram ser tabagistas com desejo de cessar o fumo.

Aplicou-se uma escala que continham 21 circunstâncias do dia a dia enfrentadas por quem deseja parar de fumar. Cada situação poderia ser avaliada como “GRANDE DESAFIO”, “DESAFIADO MODERADO”, “PEQUENO DESAFIO” e “NÃO É UM DESAFIO”. Os dados foram coletados nos meses de agosto e setembro de 2017. Projeto aprovado por comitê de ética da instituição sob número 16-0568. RESULTADOS: Participaram do estudo 69 pacientes, sendo 55,1% do sexo masculino. As situações identificadas como grande desafio pelos participantes do estudo foram vivenciar situações estressantes (71%) e sentir fortes emoções (66,7%). Foi considerado como desafio moderado o fácil acesso a cigarros (14,5%) e o medo de não conseguir parar de fumar (15,9%). A crença de que os medicamentos para cessar o fumo não possuam resolutividade (20,4%) foi considerada como um pequeno desafio. Em contrapartida, as circunstâncias identificadas como não é um desafio foram apoio dos profissionais de saúde para parar de fumar (65,2%) e a presença do incentivo da família e dos amigos para cessar o uso do tabaco (78,3%). CONCLUSÃO: O uso de uma escala que mensura desafios enfrentados por quem deseja parar de fumar pode auxiliar a equipe na abordagem de pacientes tabagistas na prática clínica. Identificar de forma individualizada situações que dificultam a cessação, possibilita que o profissional de saúde prepare melhor o paciente para o enfrentamento dos desafios que envolvem a cessação do tabaco. Unitermos: Cessação do tabagismo; Educação em saúde.

P1085

Modelos de impressão 3D a partir de arquivos de imagens para educação e informação em genética médica Júlio César Loguercio Leite, Cristiano Kohler Silva, Ida Vanessa Doederlei Schwartz - HCPA

A realidade 3D está presente em todo ambiente médico. A utilização de Tomografia computadorizada (TC), da Ressonância Magnética (RM), e da Ultrassonografia (US) revolucionou o aparelhamento diagnóstico ao longo de sua implementação. As novas modalidades destas tecnologias cada vez mais aproximam a realidade da virtualidade das imagens. (2) Dentro deste universo surge- nos a ferramenta DICOM (Digital Image Communications in Medicine). Trata-se de um processo padrão relativo à transmissão, armazenamento e o tratamento de imagens médicas. O padrão prevê diversas modalidades de imagens médicas (TC, RM e US).

Trata-se de conjunto de informações compostas por dois itens principais: uma matriz que contem os pixels da imagem e um conjunto de meta-informações (nome do paciente, modalidade da imagem e posição da imagem no espaço). A disponibilidade de transformar estas informações em uma estrutura 3D através da impressão também é uma realidade disponível. Tratada como algo distante há algum tempo, esta tecnologia é atualmente desenvolvida em nosso meio Desenvolver habilidades na manipulação de arquivos DICOM, a partir de imagens 2D (TC, RM e US), transformando-as em arquivos 3D de extensão .stl (stereo litographic language), aceita por nosso equipamento, para a prototipagem em 3D de modelos próprios para educação e informação médica. Unitermos:

Clin Biomed Res 2018; 38 (Supl.) 93

Impressão 3D; Novas tecnologias e saúde; Educação médica.

P1217

Programa de promoção à saúde cardiovascular na escola - vida feliz, coração saudável: ensaio clínico randomizado

Mariana Alievi Mari, Paula Portal Teixeira, Lucia Campos Pellanda - UFCSPA

Introdução- A obesidade, doença multifatorial influenciada por fatores genéticos e ambientais, se tornou um problema de saúde pública e tem relação direta com o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Esta, juntamente com os demais fatores de risco, pode ser evitada, através de um estilo de vida saudável desde a infância. Neste contexto, o ambiente escolar tem papel fundam ental como transmissor do conhecimento integral em saúde, servindo de referência para a população infantil. Objetivo- Verificar aumento do conhecimento em saúde de alunos submetidos a intervenções em sala de aula, voltadas à prevenção da saúde cardiovascular.

Método– Ensaio clínico randomizado por cluster realizado em 10 escolas públicas de Frederico Westphalen, RS, BR. Estudantes do 1º ao 5º ano do ensino fundamental foram randomizados em: Grupo intervenção (GI)- com foco no programa de promoção à saúde cardiovascular; e Grupo controle (GC)- com foco no projeto pedagógico já previsto por cada escola. Os alunos foram avaliados antes e após a intervenção por questionário sócio demográfico e questionário de avaliação do conhecimento em saúde, CARDIOKIDS. A intervenção aconteceu na forma de uma capacitação para os professores, que posteriormente desenvolveram atividades teórico- práticas em sala de aula com os estudantes sobre temas relacionados à fatores de risco para doenças cardiovasculares, nutrição, saúde emocional e atividade física. Resultados- Foram avaliadas ao todo 473 crianças, com idade média de 8,53(±1,64) no GI e 8,77(±1,45) no GC. A maioria dos pais 75,7%(GI) e 76,9%(GC) moram juntos, sendo que a renda de 81,23% foi de até cinco salários mínimos. Em relação ao nível de conhecimento em saúde (CARDIOKIDS) os resultados mostraram que o GC teve médias 10,47(±0,11) antes da intervenção e 11,13(±0,09) após intervenção e no GI a média antes da intervenção foi de 10,23(±0,11) e 11,14(±0,09) após. Não houve diferença significativa entre os grupos nos diferentes momentos da avaliação (p=0,360). Houve, porém, uma diferença significativa intragrupo, ou seja, tanto o grupo controle quanto o intervenção tiveram um aumento do conhecimento em saúde (p ˂0,001). Conclusão- Foi possível verificar que a intervenção por si só não foi capaz de aumentar o conhecimento em saúde das crianças de forma significativa quando comparadas ao grupo controle. O fato de os estudantes terem sido questionados sobre fatores que podem influenciar sua saúde pode ter tido um efeito no interesse sobre o assunto. Unitermos:

Educação em saúde; Saúde escolar; Conhecimento em saúde.

P1251

Transplante de órgãos: um trabalho social e acadêmico

Caroline Machado, Amanda Henz Cappelli, Fernanda Chaves dos Santos, Gabriela Oliveira de Freitas, Gabriela Stahl, Juliana Moi Silva dos Santos, Maria Luísa Machado Assis, Nathália Volkmer, Scheila Vicente, Thiago Pereira Itaquy - UFRGS

A Liga de Transplante de Órgãos (LITROS) da UFRGS é formada por uma coordenadora e por um grupo de 27 discentes de áreas da saúde, incluindo acadêmicos de outras universidades. Esse projeto consiste no tripé ensino, pesquisa e extensão, abordando temas relacionados à doação, à captação, à alocação e ao transplante de órgãos e de tecidos. Tendo em vista que o principal objetivo é a informação, independentemente de ser para a comunidade acadêmica ou sociedade em geral, os membros da LITROS realizaram atividades em áreas de grande movimentação de pessoas, desmistificando os processos e os protocolos de doação de órgãos e tecidos, assim como da dinâmica dos transplantes em geral - quais órgãos podem ser transplantados, como funciona a doação, quem pode ser doador e quem não pode ser doador. Também é feito um trabalho quinzenal de formação interna, com aulas de especialistas de cada tema relacionado ao transplante de órgãos e organização de congressos e debates, visando obter instrução do setor acadêmico. Além disso, contamos com a ajuda das redes sociais para difundir conhecimento e os trabalhos realizados pela liga. Unitermos: Transplante; Liga; Extensão.

P1277

Liga de dermatologia UFRGS: relato de experiência de um projeto de extensão

Júlia Fagundes Fracasso, Caroline Kullmann Ribeiro, Gabriel Challub Pires, Jhonata Luiz Lino de Aquino, Renato Marchiori Bakos - UFRGS

A Liga de Dermatologia UFRGS, fundada e aceita como projeto de extensão universitária em 2015, tem como principal objetivo disponibilizar aos alunos conteúdos teóricos da especiali-dade para o aperfeiçoamento do conhecimento sobre a fisiopatologia, diagnóstico, tratamento e atualizações das doenças de pele mais prevalentes. Os eventos oferecidos aos discentes da UFRGS tem o propósito de atuar como ferramenta importante para o enriquecimento da for-mação acadêmica e de propagação do conhecimento em dermatologia. Objetivos: A Liga propõe-se a complementar o conhecimento teórico e prático adquirido durante a disci-plina formal do curso de graduação e permitir que alunos cursando diferentes semestres pos-sam aprimorar seus entendimentos e trocar experiências com profissionais da área acerca das doenças dermatológicas mais prevalentes e importantes. Sendo assim, a criação de uma Liga torna-se útil no sentido de complementar essa formação e de proporcionar um contato maior dos alunos com a especialidade. Métodos: A Liga promove encontros teóricos mensais de duração média de 1h e 30 min expostos por professores da Faculdade de Medicina UFRGS e médicos contratados dermatologistas do HCPA e, eventualmente, profissionais convidados. Além dos encontros teóricos mensais, a Liga promove o incentivo a práticas de atividades voltadas à comunidade, como campanhas para prevenção de doenças dermatológicas à exemplo de grandes campanhas nacionais como o “Dia C de Combate ao Câncer de Pele”.

O intuito de inserir os ligantes nestas atividades é torná-los mais aptos para informar a população sobre prevenção, rastreio e diagnóstico. Resultados: Em 2018, a Liga de Dermatologia da UFRGS promoveu dois encontros teóricos com os se-guintes temas:

“Update no diagnóstico de carcinomas cutâneos” e “Sífilis: a grande simulado-ra” Os temas apresentados contemplaram dermatoses de interesse geral para a comunidade médica. Os acadêmicos que compareceram às aulas puderam complementar seus conhecimen-tos dermatológicos dentro de sua formação clínica geral tanto quanto para aqueles que vis-lumbram a Dermatologia como sua futura área de atuação. Conclusões: A liga destina-se a atender à necessidade dos alunos da graduação de reconhecer as doenças mais prevalentes e a reforçar o olhar clínico para o paciente como um todo, tendo em vista que as doenças de pele seguem figurando entre as 3 principais demandas aos serviços de saúde brasileiros. Unitermos: Dermatologia; Ligas acadêmicas; Extensão universitária.

No documento 22 a 26 de outubro de 2018 (páginas 90-103)