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ENFERMAGEM - Tecnologia do Cuidado

No documento 22 a 26 de outubro de 2018 (páginas 170-179)

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Correspondência entre os diagnósticos de enfermagem da nanda-international e os indicadores críticos do Sistema de Classificação de Pacientes de Perroca

Marina Raffin Buffon, Thiane Mergen, Denise Tolfo Silveira, Miriam de Abreu Almeida, Amália de Fátima Lucena - HCPA

Introdução: A partir da aplicação do Processo de Enfermagem (PE), verifica-se a importância de empregar termos que sejam reconhecidos internacionalmente para proporcionar benefícios à forma de trabalho dos profissionais da enfermagem, influenciando positivamente na prática clínica e na tomada de decisões sobre o cuidado profissional. Os termos padronizados na enfermagem compõem sistemas de classificação para descrever os elementos de sua prática, ou seja, o diagnóstico, intervenção e resultado de enfermagem. Além dos sistemas de classificação de linguagem padronizada de enfermagem, também se verifica outros instrumentos que visam auxiliar o gerenciamento do trabalho da enfermagem. Um destes é o Sistema de Classificação de Pacientes (SCP), que possibilita identificar e classificar os pacientes em categorias de cuidado com o objetivo de verificar a complexidade assistencial e assim verificar a carga de trabalho da equipe de enfermagem. Objetivo: Analisar a correspondência entre as áreas de cuidado e os indicadores críticos que compõem o Sistema de Classificação de Pacientes de Perroca com os diagnósticos de enfermagem da NANDA-I. Metodologia: Estudo exploratório descritivo de mapeamento cruzado, realizado em duas unidades cirúrgicas e duas unidades clínicas do Hospital de Clinicas de Porto Alegre (HCPA) nos meses de agosto, outubro e dezembro de 2017. A coleta de dados foi retrospectiva em registros informatizados dos prontuários de pacientes adultos, em busca de diagnósticos de enfermagem, bem como no banco de dados do SCP de Perroca da instituição. Os dados foram analisados por meio da estatística descritiva e com base nos achados do mapeamento cruzado. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do HCPA (17-0470). Resultados: verificou-se que a maior parte dos leitos das unidades de internação foram categorizados como cuidados semi-intensivos e a maioria dos DE abertos para os pacientes nas unidades de estudo possuíam semelhança com diagnósticos de enfermagem elencados para pacientes de UTI. Os DE encontrados foram mapeados em pelo menos uma área de cuidado SCP de Perroca, verificando assim a correspondência entre ambos. Conclusão: Existe correspondência entre as áreas de cuidado e os indicadores críticos do SCP de Perroca com os diagnósticos de enfermagem. Assim, é possível concluir que a partir dos diagnósticos de enfermagem é possível verificar o perfil de complexidade dos pacientes que internam em uma determinada unidade hospitalar. Unitermos: Processo de enfermagem; Diagnósticos de enfermagem; Sistema de Classificação de Pacientes de Perroca.

P1089

Adaptação do leito clínico para leito psiquiátrico em uma unidade de internação clínica

Marina Junges, Aline Maria Mello, Marli Elisabete Machado, Marli Schwambach de Vega, Vittória Zarpelão de Matos, Bruna Laís de Oliveira Lima - HCPA

Os leitos psiquiátricos são destinados a pacientes que se encontram em surtos psicóticos, com distúrbios alimentares, e/ou transtornos comportamentais, como agitação psicomotora, auto-mutilação, heteroagressividade e risco de suicídio, entre outras complicações relacionadas à saúde mental, sendo importante preparar as suas instalações de maneira específica para proporcionar segurança a integridade física dos pacientes e, consequentemente, da equipe assistencial. Segundo o Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP), a organização do ambiente é fundamental para diminuir os riscos à vida e aumentar a segurança durante o atendimento desses pacientes. Relatar a adaptação na transição de leito clínico para psiquiátrico em uma unidade de internação de um Hospital Universitário do sul do Brasil. Trata-se de um relato de experiência de enfermeiros na adaptação realizada para preparo de um leito psiquiátrico inserido em uma unidade de internação clínica. Todas as mudanças foram desenvolvidas com o intuito de proporcionar segurança ao paciente, tais como: janelas com grades; adaptação das fivelas da persiana em caixa com acesso restrito, elaborado pela marcenaria; retirada da alavanca das janelas; encurtamento da corda da campainha da cabeceira da cama e do banheiro, tendo até 50 cm; redução do comprimento dos fios de eletricidade da cama, televisão e ar condicionado;

retirada do suporte da cortina do box do banheiro e adaptação do chuveiro; retirada de luminárias de vidro; inclusão de espelho sem vidro, feito de película; retirada dos suportes de soro, toalhas e bolsas, dos sacos de lixo das lixeiras, do telefone e da c have do banheiro. As modificações realizadas para adaptação do leito psiquiátrico são necessárias para a segurança do paciente em surto e proteção da equipe assistencial, promovendo ambiente seguro, organizado e confortável a todos. Essas mudanças são de extrema importância e garantem a integridade física e o suporte psico-emocional dos pacientes, que se encontram em momento de extrema fragilidade, e à equipe assistencial, que garante o processo de tratamento. Unitermos: Enfermagem psiquiátrica; Segurança do paciente; Saúde mental.

P1113

Cuidados de enfermagem ao paciente com Heartmate II - dispositivo mecânico de suporte circulatório: relato de experiência

Rozemy Magda Vieira Gonçalves, Carla da Silveira Dornelles, Aline dos Santos Duarte, Rodrigo D'Avila Lauer, Elisangela Souza, Mari Angela Victoria Lourenci, Michelle Batista Ferreira - HCPA

Introdução: O Heartmate II é um dispositivo que auxilia no bombeamento do sangue e é considerado tecnologia de ponta para o tratamento da insuficiência cardíaca grave. O aparelho é implantado no coração do paciente através de uma cirurgia e auxilia a

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suprir as necessidades do organismo. O Hospital de Clínicas de Porto Alegre vem recebendo pacientes com esse dispositivo após o mesmo ser implantado no Hospital Sírio-Libanês. Logo após a recuperação cirúrgica retornam ao hospital de origem. Objetivo:

Relatar a experiência dos enfermeiros de uma unidade de internação conveniada pelo Sistema Único de Saúde quanto aos cuidados prestados aos pacientes que possuem o heartmate II. Método: Estudo descritivo qualitativo tipo relato de experiência. Resultado: Na admissão na unidade de internação o enfermeiro realiza a sistematização da assistência de enfermagem, na qual será identificada a presença do dispositivo HeartMate e os equipamentos que fazem parte do funcionamento do dispositivo. Destes materiais, estão os componentes externos que corresponde a: condutor de impulsão, as baterias externas que devem ser utilizadas quando o equipamento não estiver ligado a rede elétrica e o carregador de bateria que calibra, carrega e testa as baterias de íons de lítio.

Ainda, o controller (que controla e monitora o dispositivo), o Power Module (utilizado quando o paciente estiver dentro de um recinto, parado ou dormindo). O equipamento é verificado uma vez por turno por meio de um auto teste que chama-se self test, com duração de 20 segundos por meio da emissão dos alarmes sonoros e luminosos. Dentre os cuidados de enfermagem estão as orientações quanto à higiene corporal, que ocorrerá com o paciente conectado em baterias dentro da bolsa específica para banho. O enfermeiro realiza curativo na saída do dispositivo geralmente em região abdominal a cada 72hs ou quando necessário. A limpeza do dispositivo deve ser realizada com clorexidine aquoso. Não é permitido realizar compressões torácicas em caso de parada cardiorrespiratória. A verificação da pressão arterial média é realizada pelo enfermeiro conforme rotina da instituição por meio do dopller, com a ausculta do pulso radial com esfigmomanômetro. Conclusão: Conclui-se que o HeartMate é um dispositivo inovador que permite a manutenção da vida por meio de suporte circulatório mecânico e cabe a enfermagem obter conhecimento técnico-científico sobre as tecnologias presentes nos tratamentos dos pacientes. Unitermos: Enfermagem; Desenvolvimento tecnológico.

P1121

Cuidado interativo: assistência remota entre paciente e equipe

Rodrigo D'Avila Lauer, Marli Elisabete Machado, Elisangela Souza, Aline dos Santos Duarte, Rozemy Magda Vieira Gonçalves - HCPA

Introdução: Ao ficar internado, é normal que os níveis de ansiedade dos pacientes aumentem e que eles queiram estar em contato constante com a equipe que os atendem. Com os profissionais cada vez mais ocupados, isso nem sempre é possível, pelo menos não presencialmente, mas de maneira remota isso já é possível, fazendo com que o paciente esteja mais próximo. Tecnologias disrruptivas podem significar quebra de padrão, mudança na forma de fazer. A facilidade de se obter aplicativos de mensagens instantâneas via celular, e utilizando esta a favor da assistência, permite o contato direto e rápido com os profissionais da saúde.

Esta prática ou novo padrão de assistência, torna-se cada vez mais usual entre profissionais e pacientes. Objetivo: Descrever a observação da enfermagem sobre o contato direto do paciente via celular por aplicativo de mensagem instantânea durante o período de internação com a equipe médica e, pós alta, com médico e enfermeiro. Método: Relato de experiência realizado pelo profissional enfermeiro(a) atuante em unidade de internação adulto, a partir das experiências vivenciadas nos atendimentos aos pacientes internados em setor de internação convênio e particular de um hospital da região metropolitana de Porto Alegre. Resultados: O enfermeiro desenvolve atividades essenciais no cuidado ao paciente durante a internação hospitalar, buscando promover assistência adequada e segura. Neste estudo, visou-se discorrer sobre cuidado interativo entre médico e paciente na internação e, médico, enfermeiro e paciente no pós alta. Observou-se que o período de internação causa angústia e ansiedade ao paciente, no entanto, notou-se que quando há contato direto deste com a equipe médica via aplicativo de mensagem instantânea, isso traz efeito benéfico ao assistido, diminuindo ansiedades, medos, causando tranquilidade e segurança, possibilitando um processo de tratamento, cuidado e recuperação mais rápido, efetivo e continuado, visando à possibilidade de acompanhamento pós alta pelos profissionais da saúde. Conclusão: A quebra dos padrões usuais de assistência, através de tecnologias disrruptivas, estão tomando espaço significativo na área da saúde. Observa-se efeito benéfico e eficaz quando o paciente tem a possibilidade de ter contato direto aos profissionais da saúde, desde que estes profissionais criem mecanismos de assistência e quebra de paradigmas e conceitos, desconstruindo padrões usuais em saúde. Unitermos: Cuidado; Tecnologia; Assistência.

P1248

A estratégia de entrevista motivacional reduz a pressão arterial? – dados preliminares de um ensaio clínico randomizado

Rafael Heiling de Souza, Ravi Pereira Pimentel, Gustavo Mattes Kunrath, Luana Claudia Jacoby Silveira, Eneida Rejane Rabelo da Silva, Graziella Badin Aliti - HCPA

Introdução: A entrevista motivacional (EM) desponta como uma abordagem que evoca do paciente as motivações para fazer mudanças comportamentais e melhorar a adesão ao tratamento anti-hipertensivo. Objetivos: Avaliar o efeito da EM na redução da pressão arterial (PA) em pacientes hipertensos. Métodos: Ensaio clínico randomizado que incluiu pacientes de ambos os sexos, idade ≥18 anos, em uso de terapia anti-hipertensiva por mais de seis meses e que terminaram o seguimento de seis meses do estudo. Os participantes foram randomizados em Grupo Intervenção (GI), no qual foram aplicadas técnicas de EM e Grupo Controle (GC), com consultas de enfermagem convencionais e prescritivas. As variáveis avaliadas pela monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA) foram pressão arterial sistólica (PAS) e pressão arterial diastólica (PAD) no total, na vigília e durante o sono; no momento basal e no final do estudo, com avaliação estatística por GEE (Equações de Estimativa Generalizadas) entre GI e GC.

Resultados: Foram avaliados 60 pacientes (n= 120), 30 no GI e 30 no GC. A média de idade foi de 64±9 anos, com predomínio de mulheres (71,7%) e de pacientes brancos (71,7%). A mediana do tempo de diagnóstico de hipertensão foi de 19 (9,5-30) anos e do tempo de acompanhamento ambulatorial foi de 10 (7-20) anos. As variáveis pressóricas da MAPA são apresentadas do momento basal para o final do estudo, com análise do GEE entre GI e CG: a PAS total no GI foi de 123±14 para 119±16 mmHg e no GC de 122±14 para 123±13mmHg, sem diferença entre os grupos (P=0,12); a PAD total no GI foi de 71±8,9 para 69±9 mmHg e no GC de 71±11 para 71±10,5 mmHg, com P=0,15. A PAS da vigília, no GI, foi de 125±15 para 122±16,5 mmHg e no GC foi de 125±14,5 para 124±12 mmHg, (P=0,43); a PAD da vigília, no GI, foi de 72,5±8,5 para 70±9 mmHg e no GC foi de 72,5±11 para 73±10,5mmHg (P=0,16). A PAS do sono, no GI, foi de 117±16 para 112±18mmHg e no GC foi de 117±17 para 116,5±16mmHg (P=0,11); a PAD do sono, no GI, foi de 66±8 para 64±9,5mmHg e no GC foi de 66±12 para 67±12mmHg (P=0,16). Conclusão: As médias das pressões dos pacientes do GI apresentaram uma redução maior do momento basal para o final intragrupo, quando comparadas ao GC, mas não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos. Esperam-se resultados significativos na análise completa da amostra, pois esta estratégia representa uma tendência positiva na redução dos níveis pressóricos de pacientes hipertensos.

Unitermos: Hipertensão arterial sistêmica; Entrevista motivacional; Enfermagem.

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P1353

Cine PICC e oficinas práticas – treinamento e satisfação da equipe assistencial no cuidado e manutenção do cateter central de inserção periférica

Patrícia Bairros, Ivana Duarte Brum, Giovana Ely Flores, Sandra Leduína Alves Sanseverino, Deise Cristianetti, Cristiane Vizcaychipi, Marcos Rodrigo Garcia, Helena Becker Hissi, Eneida Rejane Rabelo da Silva - HCPA

Introdução: Os cuidados de enfermagem para a manutenção do cateter central de inserção periférica (PICC) representa uma área desafiadora para o trabalho de enfermagem nos cuidados de acessos vasculares. Para potencializar os resultados das práticas educativas e despertar o interesse dos participantes, devemos destacar a importância do uso de estratégias inovadoras como forma de aprendizagem, pois, além de fomentar o prazer e a curiosidade, difunde o conhecimento científico de forma dinâmica para todos os participantes. Para que melhores resultados sejam alcançados, métodos não convencionais de treinamentos têm sido considerados. Objetivos: Descrever uma estratégia de treinamento combinada: filme seguido de oficinas práticas; e a satisfação dos participantes em relação a abordagem utilizada. Métodos: Estudo transversal com coleta de dados prospectiva. A primeira edição do CINE-PICC foi realizada durante três dias em turnos alternados, somando 17 sessões (novembro/2017); a segunda edição (março/2018), também composta por 17 sessões seguiu o mesmo modelo. Cada sessão era composta de 10 minutos de filme e 50 minutos de oficinas práticas. Em cada sessão do cinema foram oferecidas de 30 a 40 vagas, com oferecimento de pipoca e refrigerante na entrada. Após o filme, todos foram direcionados às cinco oficinas compostas por manequins de braços adultos, pediátricos e bonecos (bebê) e diferentes cateteres PICC. Foram revisados curativo, coleta de sangue, turbilhonamento, desinfecção de hub e cuidados gerais de manutenção. Na semana seguinte os participantes receberam por email um formulário para avaliação da metodologia utilizada. Resultados: Na primeira edição do CINE PICC foram capacitados 453 profissionais, destes 92% eram da equipe de enfermagem, 61% enfermeiros, 35% técnicos e percentuais menores de outros profissionais e alunos. Na segunda edição, participaram 464 profissionais, 457 eram da equipe de enfermagem, 34% enfermeiros, e 66% técnicos. Quanto às respostas relacionadas às oficinas e metodologia, obteve-se 95% de satisfação. Os participantes sugeriram incorporar esta metodologia à matriz de capacitação da instituição, e também utilizá-la para outros temas. Conclusões: Esses resultados permitem concluir que a mudança de estratégia de treinamento do modelo tradicional para uma abordagem ativa (lúdica) de ensino atingiu um maior número de participantes, e a satisfação alcançada sugere que as expectativas da equipe assistencial foram atingidas. Unitermos: Educação;

Capacitação.

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Complicações da radioterapia em pacientes internados: diagnósticos e cuidados de enfermagem

Ivana Duarte Brum, Andréia Tanara de Carvalho, Carina Cadorin, Jessica Rosa Thiesen Cunha, Patrícia Godoy Fanton, Raquel Yurika Tanaka, Patrícia Bairros, Carla Walburga da Silva Braga, Fernanda Masiero - HCPA

Introdução: O tratamento radioterápico tem por finalidade curar ou diminuir os efeitos do câncer. É utilizada sozinha ou como adjuvante do tratamento quimioterápico e cirúrgico para hemostasia, descompressão e diminuição álgica. A radiação provoca danos progressivos e deletérios às células tumorais a medidas que são aplicadas, contudo as células saudáveis que estão na área em que o tratamento está sendo administrado sofrem as lesões da radiação, fazendo com que o paciente possa apresentar manifestações de toxicidade, como radiodermites, mucosites, eritema, fadiga, anorexia e disfagia. Diante do exposto, o enfermeiro deve planejar ações sistematizadas e inter-relacionadas, viabilizando a organização do cuidado de enfermagem para os pacientes que estão em tratamento radioterápico. Objetivos: Este trabalho teve por objetivo realizar uma revisão bibliográfica acerca do raciocínio crítico de enfermagem buscando identificar os diagnósticos e as intervenções de enfermagem para os pacientes que estão com complicações da radioterapia. Métodos: Trata-se de uma revisão bibliográfica onde foram analisados 10 artigos científicos e um livro sobre enfermagem oncológica e dois sobre diagnósticos de enfermagem. A proposta indica os principais títulos dos possíveis diagnósticos de enfermagem que são identificados em pacientes compossíveis complicações da radioterapia e o plano de cuidados de enfermagem correspondente a cada diagnóstico. Resultados: A proposta de Diagnósticos e Cuidados de Enfermagem utilizados para tratar e prevenir as complicações da radioterapia foi desenvolvida a partir dos sinais e sintomas adversos que a radioterapia pode ocasionar e é composta por seis diagnósticos, onde cinco estão alocados dentro do grupo das Necessidades Psicobiológicas (Mucosa oral prejudicada; Nutrição desequilibrada para meos do que as necessidades corporais; Risco para volume de líquidos deficientes; integridade da pele prejudicada e fadiga) e um no grupo das Necessidades Psicossociais (Ansiedade). Conclusões: Com vistas a essas complicações vemos a utilização da Sistematização da Assistência de Enfermagem em pacientes que estão realizando o tratamento radioterápico como uma metodologia que visa a individualização e especificidade do cuidado relacionado a esses pacientes. Utilizar o diagnóstico de enfermagem e traçar o plano de cuidados busca antecipar, prevenir e tratar as possíveis complicações relacionadas à radioterapia embasados em conhecimentos científicos. Unitermos: Enfermagem oncológica; Oncologia radioterápica; Radioterapia.

P1587

Trombose associada ao cateter central de inserção periférica: validação do Michigan Risk Score para uso no Brasil - um estudo multicêntrico

Eneida Rejane Rabelo da Silva, Marco Aurélio Lumertz Saffi, Marcos Rodrigo Garcia, Vânia Naomi Hirakata, Jeruza Lavanholi Neyeloff, Letícia Lopez Pedraza, Josiane França John, Eduarda Bordini Ferro, Vineet Chopra, Picc-Brazil Research Group - HCPA

Introdução: Dada a importância do risco de trombose relacionada ao cateter central de inserção periférica (PICC), largamente utilizado para terapia intravenosa de média/longa duração, um grupo de pesquisadores da Universidade de Michigan desenvolveram um escore de predição de risco de trombose. Este escore foi denominado "Michigan Risk Score" (MRS). No cenário brasileiro, não há um instrumento validado que possa predizer o risco de trombose em pacientes com PICC. Visando disponibilizar um instrumento para avaliação do risco de ocorrência de trombose no cenário brasileiro, este estudo foi planejado. Objetivo: Validar o Michigan Risk Score para uso no Brasil por meio de um estudo multicêntrico nas cinco regiões. Método: Estudo de coorte multicêntrico, condu zido pelo PICC-Brazil Research Group em 23 instituições no Brasil, localizadas nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Serão incluídos no estudo os pacientes adultos (>18 anos) admitidos nas unidades de internação clínica ou unidades de terapia intensiva que receberem PICC. Após o aceite e a assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido pelos pacientes, será aplicado o MRS. O centro coordenador do estudo fornecerá um protocolo padrão para a coleta dos dados. De acordo com o desfecho primário (diagnóstico de trombose), e por tratar-se de um estudo de desenvolvimento e validação do MRS, a amostra

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calculada totalizará 24.150 cateteres PICC. Resultados esperados: Cada instituição do estudo incluirá uma porcentagem da amostra de acordo com a capacidade operacional (número de leitos) levando em conta o número médio de inserções realizadas normalmente por mês. Este estudo tem previsão de início no segundo semestre de 2018. De acordo com o cálculo da amostra, está estimado um número de 1342 inclusões mensais realizadas por todas as instituições, perfazendo um período de coleta aproximado de 18 meses.

Conclusão: O Michigan Risk Score será validado para uso no Brasil por meio de um estudo multicêntrico nas cinco regiões do pa ís.

Os resultados deste estudo poderão auxiliar os profissionais no controle intensivo dos pacientes com risco aumentado de trombose, além de buscar uma melhor qualidade de assistência na redução de desfechos na prática clínica com mais segurança. Unitermos:

Trombose; PICC.

P1644

Metodologia de ensino em simulação clínica para alunos da graduação em enfermagem em uma universidade da região de Murcia na Espanha: relato de experiência

Ana Paula Almeida Corrêa, José Luis Díaz Agea, Laís Antunes Wilhelm, Paloma Echevarria Pérez, Adriana Catarina de Souza Oliveira, Mariur Gomes Beghetto - UFRGS

Introdução: A simulação clínica é uma metodologia muito utilizada na formação e aperfeiçoamento de acadêmicos na área da saúde, colaborando para o seu aprendizado, para o desenvolvimento de competências e prática de habilidades. Objetivo: Relatar a experiência de uma aluna de “doutorado sanduíche” no conhecimento de uma nova metodologia de ensino em simulação clínica, para acadêmicos de enfermagem, desenvolvida em uma Universidade na Espanha. Método: Trata-se de um relato experiência de uma aluna de doutorado, durante a sua estadia de “doutorado sanduíche” na Universidade Católica de Múrcia na Espanha, no período entre setembro de 2017 a janeiro de 2018. A metodologia MAES© (Metodología de Autoaprendizaje en Entornos Simulados) foi desenvolvida no ano de 2013 por professores da Universidade Católica de Múrcia e consiste num método de ensino em que o aluno é o ator do seu próprio aprendizado. Resultados: Foram acompanhadas 10 aulas da disciplina Practicum IV, em encontros semanais, para alunos do quarto ano de enfermagem. A Universidade conta com apoio de uma grande infraestrutura de um hospital de simulação, composto por diversas salas, equipadas com computadores, manequins, modelos anatômicos e equipamentos para reprodução de procedimentos e desenvolvimento de habilidades. A metodologia MAES© consiste em oito etapas: Dinâmicas Grupais; Estabelecimento de Grupos de Trabalho; Eleição de Casos; Estabelecimento de Competências; Desenho dos Cenários;

Execução da Simulação; Debriefing; e Avaliação. Num primeiro momento, os alunos eram introduzidos a uma temática em saúde por meio de vídeos e de forma voluntária escolhiam o assunto de seu interesse. Após a escolha do tema, era realizado um brainstorm no grande grupo, em que eram expostos pontos já conhecidos da temática em discussão e competências a serem adquiridas. Ao longo da semana, os alunos trabalhavam em duplas, elaborando o cenário de simulação a ser executado por outra dupla no encontro seguinte. Ao término de cada simulação, era realizado o debriefing pelo professor, que permanecia no papel de facilitador, em conjunto com os alunos. Os pontos positivos eram ressaltados nesta etapa da avaliação e os a serem melhorados trabalhados de forma conjunta com grupo. Conclusões: Foram percebidas algumas vantagens na adoção desta metodologia, os alunos tinham maior autonomia no seu aprendizado, além de manterem-se mais motivados durante as aulas. Unitermos: Simulation; Simulation training; Nursing.

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Concordância interobservadores na aplicação de um checklist de cuidados em terapia nutricional enteral Camila Camargo Oleques, Ana Paula Almeida Corrêa, Franciele Anziliero, Stella Marys Rigatti Silva, Adriana Catarina de Souza Oliveira, Luiza Figueiredo Farias, Bianca Clasen, Mariur Gomes Beghetto - UFRGS

Introdução: Assegurar uma boa concordância interobservadores é uma etapa importante em estudos clínicos, uma vez que minimiza a ocorrência de vieses relacionados à aferição na coleta de dados. Objetivo: Avaliar a concordância interobservadores na aplicação de um checklist de cuidados em Terapia Nutricional Enteral (TNE) para pacientes que fazem uso sonda nasoentérica (SNE). Método:

Trata-se da etapa que precedeu a um ensaio clínico (NCT03497221), realizado em hospital universitário de sul do Brasil. Entre jun/jul de 2017, um checklist com 25 itens relacionados a cuidados em TNE foi aplicado em duplicata, de modo independente, por uma enfermeira (padrão de referência) e por nove assistentes de pesquisa (AP), todas alunos de graduação em enfermagem. As AP foram previamente capacitadas pela enfermeira e realizaram algumas avaliações sob supervisão direta. Todas as avaliações em duplicatas ocorreram em momentos subsequentes e os pacientes e seus acompanhantes foram orientados a não emitir comentários durante as avaliações. Foi realizado teste de concordância no intuito de identificar em quais itens do checklist ocorriam as fragilidades na coleta de dados. Após, analisou-se a concordância geral entre a enfermeira e cada uma das AP. A concordância foi testada utilizando-se o software Statistical Package for the Social Sciences versão 21.0. Valores de Kappa (k) entre 0 e 0,19 foram considerados como concordância pobre; de 0,20 a 0,39 como concordância relativa; de 0,40 a 0,59 como concordância moderada;

entre 0,60 e 0,79 como concordância substancial e de 0,80 a 0,99 como concordância quase perfeita. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da Instituição (nº 16-0534). Resultados: Houve concordância quase perfeita em todos os pares de observação: AP 1 (k=0,892); AP 2 (k=0,919); AP 3 (k=0,965); AP 4 (k=0,950); AP 5 (k=0,933); AP 6 (k=0,890); AP 7 (k=0,943); AP 8 (k=0,948); AP (k=0,949). Conclusão: A concordância entre observadoras ao aplicar um checklist contendo 25 itens foi excelente, o que minimiza a ocorrência de viés de aferição nas etapas seguintes do estudo. Unitermos: Confiabilidade dos dados; Nutrição enteral.

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Relato de caso: cateter central de inserção periférica em paciente com dispositivo cardíaco eletrônico implantável em laboratório de hemodinâmica

Marina Junges, Rodrigo do Nascimento Ceratti, Joseane Andrea Kollet Augustin, Leandro Augusto Hansel, Patrícia Maurello Neves Bairros, Ivana Duarte Brum, Cristiane Vizcaychipi, Leandro Armani Scaffaro, Eneida Rejane Rabelo da Silva - HCPA

Introdução: A inserção do cateter central de inserção periférica (PICC) à beira do leito pode ser limitada no caso de pacientes com dispositivos cardíacos eletrônicos implantáveis, devido à dificuldade de progressão do cateter ou fio-guia. Nesses casos, é possível aliar diferentes tecnologias para auxiliar na orientação da inserção do PICC. A fluoroscopia é uma técnica segura e eficaz para guiar o cateter até a posição ideal. Objetivo: Descrever o relato de caso de um paciente com dispositivo cardíaco eletrônico implantável, no qual um cateter central de inserção periférica foi inserido de forma não usual. Métodos: Estudo tipo relato de caso de uma in serção de PICC guiada por fluoroscopia em um laboratório de cateterização hemodinâmica. Procedimento realizado pela equipe do PICC e

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