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O Ciberespaço é um ambiente virtual, que possibilita o uso das novas tecnologias digitais de comunicação. O seu uso se dá por meio de computadores, redes, cabos, sistemas, etc. Segundo Lévy (1999, p. 17), ele é "o novo meio de comunicação que surge da interconexão mundial de computadores". Sendo assim, pode-se dizer que o ciberespaço é tudo aquilo que se comunica através de uma rede de computadores ou sistemas, é o ambiente onde se encontram todas as ferramentas de comunicação digital.

Um ambiente virtual onde se encontram inúmeros dados que estão em constante movimento, e que podem se comunicar entre si, se modificarem ou mesmo se excluir. É o que sugerem Monteiro, Carelli e Pickler, em 2008 (p. 2), quando dizem que o ciberespaço é "um ambiente inconstante e virtual, no qual os dados se encontram em interminável movimento‖. Devido a esse constante movimento de dados, o ciberespaço, se torna um ambiente perigoso, que deve ser utilizado com segurança e cautela, pois uma vez que dados decodificados são espalhados, podem ser alterados, ou mesmo utilizados de maneira errada. Já para Gibson, o ciberespaço é:

Uma alucinação consensual vivida diariamente por bilhões de operadores autorizados, em todas as nações, por crianças aprendendo altos conceitos matemáticos... Uma representação gráfica de dados abstraídos dos bancos

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de dados de todos os computadores do sistema humano. Uma complexidade impensável. Linhas de luz abrangendo o não espaço da mente; nebulosas e constelações infindáveis de dados. Como marés de luzes da cidade. (GIBSON 2003, p.68).

Ele traz um breve resumo a respeito do ciberespaço, de forma abrangente e complexa, mas que quer dizer que esse ambiente é utilizado por qualquer pessoa, e várias delas ao mesmo tempo, fazendo várias atividades e buscas simultaneamente, e que os dados circulam a todo instante dentro deste espaço.

O que nos mostra que dentre algumas características do ciberespaço, temos a interatividade e a quebra de barreira do espaço e tempo. Pois segundo o próprio Gibson, o espaço e tempo virtual tornam-se realidade no âmbito multissensorial, a partir do avanço dos instrumentos de interatividade baseados no conceito de realidade virtual, possibilitando a comunicação interpessoal nos ambientes virtuais.

A interatividade juntamente com a quebra de barreiras do espaço e tempo são fundamentais na execução deste trabalho, pois é a partir delas que artistas hoje podem estar presentes virtualmente, interagindo com seu público através das ferramentas de comunicação.

Além disso, hoje é possível também lançar músicas, álbuns e clipes através destas plataformas virtuais, como também tem se tornado possível à realização de show de artistas que não estão mais entre nós, como a banda ―Queen‖ fez através da realidade virtual, com a presença do vocalista Freddie Mercury. O "VR The Champions‖ foi uma experiência imersiva na qual os espectadores puderam conferir o show da banda em 360 graus, que foi gravado em 2016 no Palau Sant Jord, em Barcelona.

Para entender mais é preciso falar sobre a cibercultura, que é a cultura contemporânea onde as tecnologias são o grande marco. Ela surgiu nos anos 70, juntamente com a convergência tecnológica e o estabelecimento do PC. Para entender um pouco melhor sobre ela e a liberação do pólo de emissão, André Lemos nos traz uma base para entender um pouco de ambas, ele diz que:

A cibercultura instaura uma estrutura midiática impar, na qual, pela primeira vez, qualquer individuo pode produzir e publicar informações em tempo real, sob diversos formatos e modulações, adicionar e colaborar em rede com outros, reconfigurando a indústria cultural (―massiva‖). Os exemplos são numerosos, planetários e em crescimento geométrico: blogs, podcasts, peer to peer, softwares livres, softwares sociais, arte eletrônica... Trata-se de

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crescente troca e processos de compartilhamentos de diversos elementos da cultura a partir das possibilidades abertas pelas tecnologias eletrônico- digitais e pelas redes telemáticas contemporâneas. (LEMOS, 2009, p.39)

Ele nos diz que: ―essa é a primeira característica da cultura digital ―pós- massiva‖, onde hoje o antigo receptor, se torna agora também emissor, produzindo e emitindo em vários formatos midiáticos, e de forma livre a sua própria informação‖. O que antes era de certa forma restrito, pois a havia um controle do pólo de emissão, e apenas revistas, canais de TV, rádio e outros meios eram os emissores. Hoje já não há um controle total, isso cria uma infinidade de possibilidades, onde se pode emitir sua informação através de blogs, podcasts e outras inúmeras ferramentas que existem, além dos dispositivos móveis, que através deles podem ser trocadas diversas informações através de imagens, textos e áudios em tempo real.

Além disso, como foi dito anteriormente, para os músicos essas novas possibilidades de início foi um desafio, mas ao decorrer do tempo se tornou algo indispensável, pois hoje eles conseguem se comunicar em tempo real com o seu público e pode até conversar com eles, seus álbuns e músicas não precisam mais esperar chegar às prateleiras das lojas para saber se foi aceito, hoje há acessos instantâneos nas músicas através de plataformas com serviço de streamings de músicas, onde você pode ter milhares de acessos em segundos.

Tudo isto que foi dito nos direciona para a Convergência Midiática, que traduz as formas de relacionamento do público com os meios de comunicação. O autor Henry Jenkins (2008, p.43), em seu livro Cultura da Convergência nos diz que: ―A convergência altera a lógica pela qual a indústria midiática opera e pela qual os consumidores processam a notícia e o entretenimento. Lembrem-se disto, a convergência refere-se a um processo, não a um ponto final‖. Ou seja, as pessoas não só migraram para o mundo virtual, elas mudaram também o seu perfil de consumidor, suas atitudes e comportamentos já não são mais daquele antigo receptor das mídias tradicionais, hoje eles são participativos. Isso não quer dizer que as mídias tradicionais serão substituídas, mas que elas precisam existir também no ambiente virtual, e se adequar a este novo perfil do público, e também se atualizar das novas ferramentas, plataformas. Esse novo retrato do consumidor, além de ativos, eles são migratórios, estão sempre buscando novos meios de comunicação,

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novas plataformas e experiências, então é preciso estar sempre caminhando junto a estes, buscando novidades e se adequando a elas.

Usando os artistas como exemplo disto, podemos hoje observar que eles tiveram de se adequar a diversas plataformas de música, streaming, e até mesmo dentro das redes sociais. Onde antes eles não precisavam estar 24h produzindo conteúdo para o Instagram, hoje, eles precisam estar presentes, interagir com o público, para não cair no esquecimento ou perder fãs e seguidores, o que hoje é como perder dinheiro. Para entender um pouco mais como se tornou possível o uso destas estratégias e das Redes Sociais como negócio, será falado sobre o Marketing Digital.

No documento diálogos científicos em publicidade (páginas 38-41)