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CIRURGIA UROLÓGICA

No documento Revista HCPA (páginas 64-69)

RELATO DE CASO - CARCINOMA DE CÉLULAS RENAIS EM RIM TRANSPLANTADO. Espinel JO , Koff WJ , Denicol NT , Dini LI , Henriques SG , Pimentel M , Rosito TE , . Serviço de Urologia . HCPA.

Paciente de 45 anos, feminina, branca, casada, natural e procedente de Porto Alegre. Foi submetida a transplante renal inter-vivo há 12 anos, cuja doadora foi sua mãe. Em uso de terapia imunosupressora, apresenta-se em uma consulta de rotina com quadro clínico de disúria, polaciúria e urgência miccional, sendo então suspeitado infecção do trato urinário inferior. Foram solicitados exames de urina e uma ecografia abdomino-pélvica.A paciente apresentou na consulta seguinte uma ecografia de abdome demonstrando um nódulo sólido de 0,8 centímetros em face anterior do pólo renal superior do rim transplantado. A análise do exame e do quadro clínico foram sugestivos de neoplasia renal. Foi solicitado uma ressonância magnética nuclear de abdome, a qual também demonstrou o mesmo nódulo sólido.Dado a alta suspeição de doença maligna, a paciente foi submetida a uma laparotomia exploradora, com enucleação da massa. Ao exame de congelação no transoperatório, a análise da peça foi sugestiva de neoplasia maligna.Ao exame anatomo-patológico definitivo, foi diagnosticado carcinoma renal de células claras em rim transplantado.A paciente permanece em acompanhamento no ambulatório de urologia do HCPA, recuperada da cirurgia e sem queixas.Revisando os dados da literatura, encontram-se referências a um aumento na incidência de neoplasias malignas, inclusive renais, quando se usa terapia imunossupressora por longa data. Indubitavelmente, não se trata de uma patologia comum, mas deve ser considerada em todos pacientes transplantados que apresentam exame imagético sugestivo de nódulo ou massa sólidos

CIRURGIA

ENDARTERECTOMIA DE CARÓTIDAS EM PACIENTES ASSINTOMÁTICOS.. Valiati A , Napp G , Larssen G , Wagner F , Jurach A , Stapenhorst CM , Grudtner MA , Costa LF, Pereira AH . Departamento de Cirurgia/Faculdade de Medicina/UFRGS e Serviço de Cirurgia Vascular/HCPA . HCPA - UFRGS.

Fundamentação: Ensaios clínicos randomizados têm mostrado o benefício da endarterectomia de carótidas na redução do risco AVC e óbito em pacientes com estenose severa, mesmo em pacientes assintomáticos e com baixo risco cirúrgico (ACAS. JAMA 1995;273:1421-28). Objetivos: Definir a população submetida a endarterectomia de carótidas por doença cérebro-vascular aterosclerótica extracraniana assintomática no Serviço de Cirurgia Vascular do HCPA. Verificar associação entre grau de estenose contralateral, comorbidades e ocorrência de complicações maiores (AVC e óbitos). Avaliar os resultados cirúrgicos com relação a complicações locais, sistêmicas, neurológicas e mortalidade pós-operatória. Método:

Estudo de casos retrospectivo (revisão de prontuário). Foram avaliados os 100 casos de endarterectomia de carótidas realizadas entre 1998 e 2003 em pacientes assintomáticos (sem documentação de AIT ou AVC de hemisfério cerebral correspondente à carótida em questão ou paciente com oclusão de uma das carótidas sem qualquer história de eventos isquêmicos neurológicos). Resultados: Foram avaliados 100 pacientes com estenose maior de 70% de acordo com eco Doppler e utilizando critério NASCET. Em 70 casos, havia registro da ecografia da carótida contralateral. Destes, 28 (40%) tinham estenose menor que 50%, 7 (10%), entre 50 e 69%, 24 (34,3%) superior a 70% e 11 (15,7%) oclusão da carótida contralateral. As comorbidades mais comuns foram: HAS em 82%, tabagismo (na época ou prévio) em 63%, DM2 em 61%, dislipidemia documentada em 60%, IRC em tratamento conservador 20%, DPOC em 12%. Em relação a cardiopatias, 12 apresentavam IAM há mais de 6 meses, 2 há menos de 6 meses, 31 história de angina, 11 de ICC e 34 eram assintomáticos. Em 41 casos foi usado shunt e em 16 patch. Em 77 casos não houve complicações. Houve 6 AITs, 3 AVCs isquêmicos (2 deles em pacientes com história de AVC contralateral), 1 lesão de nervo cervical, 3 hematomas cirúrgicos, 2 IRA, 1 IAM, 4 BCP (1 com sepse) e 3 óbitos (1 em paciente com AVC, 1 com IRA e 1 com BCP e sepse). O número combinado de AVC e óbitos foi de 5 casos (5%). Desses 5 pacientes, 3 tinham história prévia de AVC contralateral, porém em 2 não havia registro do grau de estenose contralateral – o que poderia se tratar até mesmo de casos de oclusão da outra carótida, o que excluiria esses pacientes da categoria assintomático. Assim, se considerados apenas os pacientes sem qualquer história prévia de evento isquêmico cerebral (82), houve apenas 1 AVC (1,2%) e 2 óbitos (2,4%). Houve 3 (7%) AVCs e 2 (4,9%) óbitos em pacientes em que foi utilizado shunt e nenhum AVC e apenas 1 (2,4%) óbito em pacientes que usaram (p=0,03 e p=0,36, respectivamente). Os pacientes que apresentaram AVC isquêmico pós-operatório tiveram 1 óbito (33,3%), contra 2 óbitos (2,1%) em pacientes sem AVC (p=0,08). Em relação às comorbidades, houve 2 (16,7%) óbitos em pacientes com DPOC e 1 (1,3%) em pacientes sem DPOC (p=0,04) Conclusões: O índice de AVC e complicações nos pacientes desta série de casos foi aceitável, considerando-se a literatura internacional. Porém, o risco de óbito e AVC combinados foi pouco acima do ideal, principalmente por complicações sistêmicas. Observou-se, também, maior risco de óbito em pacientes com DPOC. Tais resultados se justificam visto que os pacientes analisados dentro de ensaios clínicos internacionais recebem o melhor tratamento clínico possível, o que não corresponde a nossa realidade, por fatores como baixa escolaridade, falha no atendimento médico primário, dificuldade de acesso a medicações e má adesão ao tratamento.

Se forem considerados apenas os pacientes sem história de AVC ou AIT contralaterais, o índice de AVC e óbito foi abaixo do preconizado pela literatura. Houve maior risco de AVC em relação ao uso de shunt, possivelmente pelo maior grau de comprometimento da circulação cerebral em pacientes que necessitaram o uso do mesmo. Houve uma tendência a maior risco de óbito entre pacientes com AVC pós-operatório.

AVALIAÇÃO DO EFEITO DE UM CAMPO MAGNÉTICO PERMANENTE NA CICATRIZAÇÃO ÓSSEA DE FÊMURES DE RATOS. Ulbrich LM , Kenner ME , Cunha Filho JJ , Puricelli E . Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial (CIB) . HCPA - UFRGS.

Fundamentação:Atualmente, os campos eletromagnéticos são distribuídos no meio ambiente e seus efeitos estão aumentando, devido ao progressivo desenvolvimento de equipamentos elétricos. Os efeitos terapêuticos destes também têm

sido estudados. Através de pesquisas observa-se a ação destes campos interferindo em diversas funções celulares (ISHISAKA, 2000).Entretanto, poucos estudos examinaram os efeitos da estimulação através de campos eletromagnéticos em fraturas recentes (GRACE, REVELL, BROOKES, 1998). Esta modalidade terapêutica está largamente relacionada com a promoção de reparo tecidual. Possíveis mecanismos de ação de campos eletromagnéticos intermitentes para estimular a osteogênese incluem a promoção de vascularização, produção de colágeno, proliferação e diferenciação de células osteogênicas. A arquitetura molecular da matriz extracelular é um ponto crítico para o funcionamento dos tecidos conjuntivos. Do mesmo modo, para um reparo bem sucedido, deve haver apropriada síntese e organização de matriz extracelular (AARON, WANG, CIOMBOR, 1993; MATSUMOTO et al, 2000).Objetivos:Estudar a qualidade da cicatrização óssea sob efeito de um campo magnético permanente, sepultado, in vivo. Causistica:Foi criado um modelo metálico composto de duas arruelas de aço inoxidável, fixadas, cada uma, à estrutura óssea, através de parafusos de titânio comercialmente puro. Neste estudo experimental, randomizado, com grupos testes e controle, foram selecionados 24 ratos da raça Rattus novergicus albinus, cepa Wistar, divididos em cinco grupos, sendo quatro testes e um controle. Cada animal foi submetido à cirurgia para a fixação de um par de dispositivos metálicos no fêmur esquerdo, tangenciando uma cavidade cirurgicamente criada. Nos grupos testes as arruelas foram posicionadas de modo que exercessem forças de atração mútua.

Os animais foram sacrificados aos 15, 30, 45 e 60 dias pós-operatórios. As peças foram submetidas à avaliação histológica.Resultados:entre os grupos de 15 e 30 dias, a cicatrização dos grupos testes mostrou-se acelerada em relação aos controles. Aos 45 dias, ambos os grupos revelaram resultados pouco divergentes entre si. Aos 60 dias, houve marcada neoformação óssea no grupo teste, propondo um efeito de estimulação magnética continuada durante todo o período experimental. Conclusões:A liga de aço inoxidável imantada, sepultada, in vivo, foi capaz de estimular e acelerar o processo de cicatrização óssea.

FATORES PROGNÓSTICOS DE SIGNIFICÂNCIA CLÍNICA EM PACIENTES COM METÁSTASES HEPÁTICAS DE TUMORES COLORRETAIS. Espinel JO , Berger A , Lima C , Kochenborger C , Bevilacqua F , Contu PC , Contu SS , Lima FC, Jurach MT , Moreira LF . Programa de Pos-graduacao em Medicina: Cirurgia . HCPA - UFRGS.

Metástases de tumores primários colorretais são relativamente freqüentes e mais de um terço dos pacientes com tumores colorretais tendem a desenvolver metástases hepáticas. Embora muitos desses pacientes apresentem-se com tumores irressecáveis ao diagnóstico, estima-se que aproximadamente 5 a 10% destes pacientes são potencialmente curáveis pela ressecção das lesões hepáticas. Vários estudos retrospectivos recentes têm evidenciado que a ressecção hepática é a única alternativa com chances de prolongar a sobrevida dos pacientes ou mesmo curar a doença. Assim, ressecção cirúrgica combinada ou não com outros tratamentos adjuvantes, tornou-se a primeira escolha para câncer colorretal metastático, e o objetivo deste estudo é o de abordar as principais características clínico-patológicas dos pacientes com metástases, as indicações e os benefícios da ressecção e os principais elementos implicados nas ressecções de grande porte (hepatectomias e trisegmentectomias). A experiência dos autores com este tipo de ressecção será apresentada e discutida em relação as melhorias nos métodos de detecção, de localização, e de diagnóstico, e avanços nos cuidados operatórios e peri-operatórios, com a consequente diminuição das taxas de morbidade e mortalidade para este tipo de lesão.

VALOR PROGNÓSTICO DA ANÁLISE DIGITAL EM BIÓPSIA DE RETO. Lorenzim W , Kochenborger C , Rosito MA , Contu PC , Amaral R , Silva VD , Prolla JC , Moreira LF . . HCPA.

Fundamentação:O câncer colorretal é um tumor maligno freqüente no mundo ocidental. É o terceiro em freqüência e o segundo em mortalidade nos países desenvolvidos. No Brasil está entre as seis neoplasias mais encontradas e a quinta em mortalidade. Dos tumores colorretais, aproximadamente 40% estão localizados no reto. A sobrevida em cinco anos do câncer de reto é de 40% a 50%. Os fatores de prognóstico do câncer de reto utilizáveis na prática clínica corrente são baseados nos critérios de avaliação clínico-patológicos. A avaliação das alterações morfométricas e densimétricas nas neoplasias malignas tem, recentemente, sido estudadas e avaliadas através da análise de imagem digital, e demonstrado possibilidades de utilização diagnóstica e prognóstica. A assinatura digital é um histograma representativo de conjuntos de características de textura da cromatina do núcleo celular, obtida através da imagem computadorizada.Objetivos:caracterizar dos núcleos celulares neoplásicos no adenocarcinoma primário de reto pelo método da assinatura digital e verificar o valor prognóstico das alterações nucleares da textura da cromatina nuclear em análise comparativa entre os casos e as respectivas biópsias previamente obtidas por colonoscopiaCausistica:Foram avaliados, pelo método de assinatura nuclear digital, 51 casos (e respectivas biópsias retais) de pacientes operados no Hospital de Clínicas de Porto Alegre entre 1988 e 1996 e submetidos à ressecção do adenocarcinoma primário de reto, com seguimento de cinco anos pós-operatório, ou até o óbito antes deste período, determinado pela doença, e; 22 casos de biópsias normais de reto de pacientes submetidos a procedimentos endoscópicos, para controle do método da assinatura digital. A partir dos blocos de parafina dos espécimes estocados no Serviço de Patologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, foram realizadas lâminas coradas com Hematoxilina e Eosina e selecionados os núcleos dos adenocarcinomas de reto e núcleos das respectivas biópsias, bem como, núcleos dos casos-controles da assinatura digital.Resultados:De cada núcleo foram verificadas 93 características nucleares, sendo que nas 11 características cariométricas que ofereceram melhor discriminação entre as categorias diagósticas estudadas, foi realizada a verificação da textura da cromatina nuclear, que originaram os histogramas representativos de cada núcleo ou conjunto de núcleos dos grupos ou subgrupos estudados, também no estadiamento modificado de Dukes, as quais deram origem as assinaturas digitais correspondentes. Foram verificadas as assinaturas nucleares, assinaturas de padrão histológico ou de lesões e a distribuição da Densidade Óptica Total. Houve diferença significativa das 11 características entre o grupo normal e do adenocarcinoma de reto, com maior significância para três delas, a Área, a Densidade Óptica Total e a Granularidade nuclear. Foi possível a caracterização do adenocarcinoma de reto, que apresentou assinaturas digitais específicas. A correlação com os resultados das biópsias está em andamento e os resultados parciais serão apresentados junto com a metodologia desenvolvida.Conclusões:

AVALIACÃO IMUNOHISTOQUIMICA DA CICLOOXIGENASE-2 NOS ADENOMAS DE CÓLON E RETO: RELATO INICIAL. Berger A , Lorenzi W , Lima C, Espinel JO , Rosa AS , Banbilla E , Moreira LF . Programa de Pos-graduacao em Medicina: Cirurgia . HCPA - UFRGS.

Fundamentação:Objetivos:Avaliar a expressão da ciclooxigenase-2 nas lesões adenomatosas de cólon e reto em nosso meio.Causistica:Foram avaliados 30 espécimes de adenomas de cólon e reto. O material foi obtido através de ressecções endoscópicas bem como através de procedimento cirúrgico. Após o diagnóstico por hematoxilina-eosina, realizou-se a avaliação imunoistoquimica da lâminas pelo método ABC e usou-se como ponto de corte 10% das células positivas. Além da imunoistoquimica foram avaliados tipo histológico, grau de displasia e diâmetro das lesões.Resultados:A positividade para a presença de cox-2 foi de 27% para adenomas tubulares e 40% para adenomas vilosos, embora tenha se encontrado diferença entre os grupos ela não foi estatisticamente significante. O diâmetro da lesões bem como o grau de displasia também não demostraram resultados estatisticamente significantes, porém com uma tendência de aumentar a expressão da COX-2 com o aumento do tamanho da lesão.Conclusões:Embora o estudo ora realizado não indique diferença estatística entre os grupos, evidencia que a continuidade do mesmo pode mostrar resultados positivos com o aumento da amostra estudada.

EXPRESSÃO IMUNOHISTOQUÍMICA DE HER-2/NEU E EGFR NA MUCOSA GÁSTRICA DE . Krokenborg C , Rosa AS , Berger A , Lima C , Lorenzi W , Bevilacqua F , Lima FC , Moreira LF . Programa de Pos-graduacao em Medicina: Cirurgia . HCPA - UFRGS.

Fundamentação:HER-2/neu e EGFR têm sido estudados em diversos tumores e parecem estar associados, na maioria das vezes, a pior prognóstico.Apesar do aprimoramento da técnica cirúrgica e da utilização de tratamentos multimodais, o câncer gástrico, em geral, ainda permanece com mau prognóstico. A compreensão da estrutura e função dos genes associados ao câncer gástrico é fundamental para o estabelecimento de métodos para o diagnóstico tumoral antes de sua invasão e disseminação, para o descobrimento de novos tratamentos e para a monitorização da eficácia de intervenções terapêuticas e preventivas . Diversos estudos têm sido realizados recentemente com a intenção de associar os oncogenes identificados com os diferentes tipos de tumores, possibilitando a utilização dos primeiros na identificação de indivíduos de risco, no diagnóstico precoce e na avaliação do prognóstico. Em vários tumores humanos sólidos e leucemias, o estudo molecular de espécimes clínicos já é realizado de rotina e tem ajudado no manejo dos pacientes. HER-2/neu tem sido intensamente estudado em carcinoma de mama. No entanto, este oncogene também está hiper-expresso em outros tumores como adenocarcinomas do trato gastrointestinal, carcinoma de ovário (33), glioblastoma multiforme (34) e carcinoma de pulmão (35, 36). Sabe-se que as alterações de HER-2/neu estão associadas a pior prognóstico do adenocarcinoma de estômago (37). Porém ainda é reduzido o número de estudos relacionando HER-2/neu ao carcinoma gástrico, e praticamente inexistem estudos que associem a expressão do EGFR, importante efetor do HER-2/neu, ao câncer gástrico.Objetivos:determinar a prevalência da expressão imunohistoquímica de HER-2/neu e EGFR na mucosa gástrica de pacientes com adenocarcinoma de estômago, e secundariamente relacionar as alterações de expressão de HER-2/neu e EGFR com os tipos histológicos (intestinal e difuso), com o grau de diferenciação celular do tumor, com o estadiamento e prognóstico da doença. Causistica:Resultados:Este projeto atualmente se encontra em andamento e os resultados preliminares serão apresentados.Conclusões:

ENDARTERECTOMIA DE CARÓTIDAS EM PACIENTES SINTOMÁTICOS. Valiati AA , Napp G , Larssen G , Wagner F , Jurach A , Stapenhorst CM , Grudtner MA , Costa LF Pereira AH . Departamento de Cirurgia/Faculdade de Medicina/UFRGS e Serviço de Cirurgia Vascular/HCPA . HCPA - UFRGS.

Fundamentação: A doença cerebrovascular está entre os maiores problemas de saúde no mundo, sendo a 3ª causa de morte nos EUA e a causa mais comum de incapacidade entre os sobreviventes. Ensaios clínicos randomizados têm mostrado o benefício da endarterectomia de artéria carótida na redução do risco AVC e óbito em pacientes com estenose sintomática moderada a severa (NASCET. NEJM 1991;325:445-53). Objetivos: Definir a população submetida a endarterectomia de carótidas por doença cérebro-vascular aterosclerótica extracraniana sintomática em relação a gravidade da estenose e presença de comorbidades. Verificar associação entre o grau de estenose ipsi e contralateral e complicações maiores (AVC e óbitos). Avaliar os resultados do procedimento com relação a complicações e mortalidade pós-operatórias. Método: Estudo de casos retrospectivo (revisão de prontuário). Foram avaliados os 165 casos de endarterectomia de carótidas realizadas em pacientes sintomáticos (AIT ou AVC ipsilaterais), de 1998 e 2003. Resultados: Em 155 casos, havia registro da estenose ipsilateral. Destes, 11 (7%) apresentavam estenose na faixa de 50 a 69% e 144 (93%) tinham estenose maior que 70%

(ecodoppler utilizando critério NASCET). Em 121, havia registro da estenose contralateral. Destes, 51 (42,2%) apresentavam estenose menor que 50%, 18 (14,8%), entre 50 e 69%, 39 (32,2%) superior a 70% e 13 (10,7%) oclusão da carótida contralateral. As comorbidades mais comuns foram: HAS em 135 (81,8%), história de tabagismo em 107 (64,8%), DM em 61 (37,2%), DPOC em 17 (10,3%), IRC em tratamento conservador em 17 (10,3%), dislipidemia em 80 (48,5%). Em relação a cardiopatias, 79 (47,7%) eram assintomáticos, 16 (9,6%) tinham IAM há mais de 6 meses, 2 (1,21%) há menos de 6 meses, 41 (24,8%) história de angina e 18 (10,9%) de ICC. Em 75 (45,4%) foi usado shunt e em 29 (17,5%) patch.

Em 126 (76,4%) não houve complicações. Ocorreram complicações menores em 19 (11%). Houve 1 AIT (0,6%), 10 AVCs isquêmicos (6,1%), sendo 4 fatais, 1 lesão de nervo cervical (0,6%), 10 hematomas cirúrgicos (6,06%), 2 IRA (1,21%), 1 IAM (0,6%), 1 EAP (0,6%), 3 BCP (1 com óbito) e 4 óbitos (2,4%), todos após AVCs. O número combinado de AVC e óbitos foi de 10 casos (6,1%). Em relação à estenose ipsilateral (155 com dados disponíveis), não houve AVC ou óbitos para estenose entre 50 e 69%, e nos casos com estenose>70% houve 10 AVCs (6,9%) e 4 óbitos (2,7%) (p=0,46 e p=0,74, respectivamente). Em relação à estenose contralateral (121 com dados disponíveis), houve 1 AVC (4,2%) em pacientes com estenose < 50%, 1 (5,5%) na faixa de 50% a 69%, 4 (10,25%) em maior que 70% e 4 (30,7%) com oclusão (p=0,01).

Houve 2 (5,1%) óbitos em pacientes com estenose contralateral maior que 70% e 2 (15,4%) em pacientes com oclusão (p=0,06). Houve 4 (4,7%) AVCs e 1 (1,2%) óbito em pacientes em que não foi utilizado shunt e 6 (7,6%) AVC e 4 (5,1%) óbitos em pacientes em que foi utilizado (p=0,32 e p=0,12, respectivamente). Pacientes com AVC pós-operatório tiveram 4 óbitos (40%), contra nenhum em pacientes sem AVC (p<0,001). Conclusões: O número de AVC, óbitos e complicações pós-

operatórias foi aceitável, considerando-se a literatura internacional. Isso justifica a manutenção do protocolo atualmente em vigor. Embora poucos pacientes com estenose moderada (entre 50 e 70%) tenham sido submetidos a cirurgia, não houve complicações maiores (AVC ou óbitos), podendo-se considerar essa indicação para pacientes com risco aceitável. Houve diferença em relação ao grau de estenose contralateral e o risco de AVC, principalmente para pacientes com oclusão. Não houve diferença no risco de AVC ou óbito em relação ao uso de patch ou shunt, justificando a manutenção do seu uso seletivo. Houve maior risco de óbito entre pacientes com AVC pós-operatório.

EXPRESSÕES GÊNICAS E FATORES DE RISCO PARA O CARCINOMA EPIDERMÓIDE ESOFÁGICO. Rosa AS , Lima C , Espinel JO , Contu SS , Bevilacqua F , Fagundes RB , Moreira LF . Programa de Pos-graduacao em Medicina: Cirurgia . HCPA - UFRGS.

Fundamentação:Os genes p53 e Rb pertencem à família dos genes supressores tumorais e atuam na regulação da transcrição. Quando há perda de ambos os alelos, estes genes ou suas proteínas tornam-se inativos, permitindo alterações malignas. Objetivos:Verificar a prevalência da alteração da expressão ou perda da expressão imnohistoquímica das proteínas p53 e Rb respectivamente, na mucosa esofágica de pacientes sob risco para o carcinoma epidermóide do esôfago e relacionás-las com os principais fatores de risco para este tumor. Causistica:Foram estudados 170 pacientes internados na Unidade de Dependentes Químicos do Hospital Psiquiátrico da Universidade Federal de Santa Maria e pacientes em tratamento nos chamados "grupos de apoio" a alcoolistas da cidade de Santa Maria e 20 controles através de reação imunohistoquímica utilizando anticorpo monoclonal anti-p53 e anti-pRb em amostras teciduais fixadas em formalina e armazenadas em parafina. Resultados:A expressão imunohistoquímica de p53 foi encontrada em 31 (17%) dos 190 casos estudados e em 37 (19%) casos houve perda da expressão imunohistoquímica da proteína pRb, determinando uma prevalência de na amostra estudada. Não houve associação estatisticamente significativa entre a expressão de p53 e pRb e as variáveis idade, raça, consumo de álcool e tabaco e cromoendoscopia. Foi observada uma associação significativa com a ocorrência de câncer na família e achados histológicos,Conclusões:A associação significativa da ocorrência de câncer na família e achados histológicos, sugere a necessidade de maior vigilância dos indivíduos sob risco para o carcinoma do esôfago.

EXPRESSÕES GÊNICAS COMBINADAS PERMITEM DETERMINAR SUB-GRUPOS DE MAIOR RISCO NA PATOGÊNESE DO CARCINOMA EPIDERMÓIDE ESOFÁGICO. Rosa AS , Espinel JO , Berger A , Contu SS , Bevilacqua F , Fagundes RB , Moreira LF . Programa de Pos-graduacao em Medicina: Cirurgia . HCPA - UFRGS.

Fundamentação:Recentemente, estudos em biologia molecular têm sido realizados com o intuito de elucidar a patogênese do carcinoma de esôfago. Os fatores que regulam o ciclo celular e influenciam no crescimento têm demonstrado resultados promissores. Os genes p53 e Rb pertencem à família dos genes supressores tumorais e atuam na regulação da transcrição.

Quando há perda de ambos os alelos, estes genes ou suas proteínas tornam-se inativos, permitindo alterações malignas.Objetivos:verificar a prevalência da alteração da expressão ou perda da expressão imnohistoquímica das proteínas p53 e Rb respectivamente, na mucosa esofágica de pacientes sob risco para o carcinoma epidermóide do esôfago e relacionás-las com as alterações histológicas e áreas lugol negativas.Causistica:Foram estudados 170 pacientes internados na Unidade de Dependentes Químicos do Hospital Psiquiátrico da Universidade Federal de Santa Maria e pacientes em tratamento nos chamados "grupos de apoio" a alcoolistas da cidade de Santa Maria e 20 controles através de reação imunohistoquímica utilizando anticorpo monoclonal anti-p53 e anti-pRb em amostras teciduais fixadas em formalina e armazenadas em parafina.Resultados:A expressão imunohistoquímica de p53 foi encontrada em 31 (17%) dos 190 casos estudados e sua freqüência aumentou com a gravidade das lesões histológicas. Em 37 casos houve perda da expressão imunohistoquímica da proteína pRb, determinando uma prevalência de 19,4% na amostra estudada. Foi observada uma associação significativa com a expressão alterada destas proteínas e os achados histológicos.Conclusões:Estes resultados demonstraram uma influência da proteína p53 e pRb na evolução da carcinogênese esofágica.

INFLUÊNCIA DO PONTO DE CORTE DA EXPRESSÃO DO P53 NOS DESFECHOS CLÍNICO-PATOLÓGICOS DO CARCINOMA DE RETO. Jurach MT , Espinel JO , Rosa AS , Berger A , Lima C , Lorenzi W , Meurer L , Moreira LF . Programa de Pos-graduacao em Medicina: Cirurgia . HCPA - UFRGS.

Fundamentação:Recentemente, têm sido realizados diversos estudos em biologia molecular objetivando a identificação de novos parâmetros prognósticos no adenocarcnima de reto. Dentre eles, os fatores que regulam o ciclo celular e influenciam no crescimento e mecanismo de apoptose têm demonstrado resultados promissores. O p53, um gene supressor, tem como principal função controlar pontos de checagem do ciclo celular; promover o reparo do DNA. A expressão alterada desta proteína é detectada em 30 a 70% dos tumores de reto e pode estar relacionada a mau prognóstico.

Objetivos:Correlacionar p53 com variáveis clínico-patológicas do adenocarcinoma de reto e sobrevida em diferentes níveis de expressão na tentativa de determinar o melhor ponto de corte para esta expressãoCausistica:Foram estudados 83 casos de pacientes operados no Hospital de Clínicas de Porto Alegre entre 1985 e 1997 através de reação imunohistoquímica utilizando anticorpo monoclonal Pab-1801 em amostras teciduais fixadas em formalina e armazenadas em parafinaResultados:Um total de 44(53%) casos demonstrou expressão imunohistoquímica da proteína com um ponto de corte de 5% e 36 (43,4%) casos, com um ponto de corte de 20%. Não houve associação estatisticamente significativa entre a expressão de p53 e as variáveis idade, gênero, localização, tamanho do tumor e comprometimento circunferencial ao ponto de corte de 5%. No entanto, associação entre p53 e sobrevida no ponto de corte de 20%, claramente indicou um pior prognóstico nos pacientes com p53 positivos. Na análise multivariada em relação à sobrevida, o p53 teve poder prognóstico independente em relação as variáveis classificação Astler-Coller e grau de diferenciação histológica. Conclusões:A espressão da proteína p53 mostrou ter valor progóstico independente em relação classificação Astler-Coller e grau de diferenciação histológica.

No documento Revista HCPA (páginas 64-69)