PARÂMETROS CLÍNICOS E METABÓLICOS DE PACIENTES COM PRÉ-ECLÂMPSIA E/OU ECLÂMPSIA HÁ PELO MENOS 10 ANOS: FATORES DE RISCO PARA DOENÇA CARDIOVASCULAR. Tavares EB , Komlós M , Canti IT , Ramos JGL , Martins-Costa SH , Capp E , Corleta HvE . Serviço de Gineco-Obstetrícia . HCPA.
Fundamentação:É controverso se pacientes com Pré-eclâmpsia/Eclâmpsia apresentam, a longo prazo, maior incidência de doença cardiovascular. Alguns estudos demonstram correlação positiva entre história de pré- eclâmpsia/eclâmpsia com o HAS. A correlação de PE/E com hipertrigliceridemia, baixo HDL-colesterol, LDL elevado, diabete mélito e hiperinsulinemia, acarretando maiores chances de desenvolver doenças cardiovasculares no futuro ainda precisa ser determinada.Objetivos:Determinar a prevalência de fatores de risco para doença cardiovascular (DCV) através da avaliação de mulheres com pré-eclâmpsia e/ou eclâmpsia em gestações ocorridas há pelo menos 10 anos no Hospital de Clínicas de Porto Alegre.Causistica:O cálculo da amostra foi realizado para que se detecte um risco relativo de 3, com nível de significância de 0,05 e poder estatístico de 80% (104 gestantes primigestas/multíparas com E ou PE e 104 gestantes normais com o mesmo perfil, normotensas que deram a luz no mesmo dia das pacientes da amostra). Foram selecionadas, através de revisão de prontuários, pacientes que apresentaram PE e/ou E (sem HAS e sem diabete mélito) e gestantes normais (grupo controle) com parto há pelo menos 10 anos no HCPA. As pacientes foram convidadas a comparecer ao HCPA e submetidas à anamnese e exame clínico-laboratorial (PA, IMC, relação cintura-quadril, glicemia de jejum e 2h após 75mg de glicose, colesterol total, triglicerídeos, HDL e LDL-colesterol). O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do HCPA e as pacientes concordaram com sua participação após leitura de termo de consentimento informado.
Resultados:Compareceram ao HCPA e concordaram em participar 54 pacientes (14 controles, C; e 40 com pré-eclâmpsia, PE). A idade média foi grupo C 37,21±3,77 anos e grupo PE 39,23 ± 7,73 anos (P = 0,356). Glicemia de jejum no controle 93,27 ±6,52 foi semelhante ao grupo PE 91,15 ±10,83 (P = 0,430). Triglicerídios (C: 105,18 ± 36,14 vs PE: 111,00 ± 82,9, P = 0,739), colesterol total (C: 200,54 ± 32,32 vs PE: 196,00 ±34,24, P = 0,691), HDL (C: 52,72 ±10,24 vs PE: 53,78 ± 12,03, P = 0,776), e LDL (C: 126,81 ± 28,77 vs PE: 120,66 ± 33,15, P = 0,157) foram semelhantes. O IMC (C: 26,12 ± 4,53 vs PE: 29,96 ± 6,13, P =0,019) e a pressão arterial diastólica (C: 71,53 ±16,25 vs PE: 82,00 ±11,86, P = 0,47) foram maiores nas pacientes com PE.Conclusões:Os dados coletados até o momento mostram um sobrepeso maior nas pacientes do grupo PE. As pacientes que tiveram pré-eclâmpsia também apresentaram maior pressão diastólica. A maior dificuldade deste projeto está sendo a localização das pacientes. Após pelo menos 10 anos muitas pacientes não são mais encontradas (perdas maiores que 80 %). Um número maior de pacientes é necessário para completar o total da amostra calculado.
ANÁLISE ETIOLÓGICA DA HIDROPSIA FETAL NÃO-IMUNE: O DIAGNÓSTICO PRÉ-NATAL. Magalhães JAA , Fritsch A , Dias RSP , Faermann R , Barrios P , Gus R , Burin M , Sanseverino MTV . Serviço de Ginecologia e Obstetrícia . HCPA.
Fundamentação:Um dos maiores desafios da Medicina Fetal é o diagnóstico etiológico e tratamento da hidropsia fetal não- imune (HFNI), que se caracteriza por aumento patológico da água corporal e intersticial do feto nas cavidades serosas ou nos tecidos moles. Sua incidência varia de um para 1700 a 3000 recém-nascidos. Apesar dos avanços no diagnóstico pré-
natal, os resultados terapêuticos não são apropriados. A mortalidade varia de 75% a 90%.Objetivos:O ojetivo do trabalho é descrever a etiologia dos casos de HFNI do Setor de Medicina Fetal do HCPA. Causistica:Foram incluídas 60 gestantes com feto único e vivo atendidas em nosso setor devido a um achado ultra-sonográfico pré-natal de HFNI entre 1989 e 2004. As pacientes foram submetidas a anamnese, ecografia obstétrica morfológica, amniocentese (com coleta de material para análise de cariótipo, rastreamento de infecções e pesquisa de erros inatos do metabolismo), pesquisa de doenças hematológicas, ecocardiografia fetal e autópsia se óbito. Todos os casos tiveram seguimento pós-natal confirmatório.Resultados:As causas encontradas foram: doenças genéticas (31%), anormalidades cardiovasculares (11%), infecção (8%), higroma cístico (7%), malformação adenomatóide cística pulmonar (3%), anomalia gênito-urinária (2%), teratoma cervical (2%), calcinose aórtica (2%), hérnia diafragmática (2%), polimalformado (2%) e idiopáticos (30%). O número de óbitos perinatais foi de, aproximadamente, 82%. Conclusões:A causa mais freqüente foi genética e, diferentemente da literatura, que mostra até 30% de causas cardíacas, em nossa análise apresentou 11%. A etiologia infecciosa, com 8% dos casos, está acima dos trabalhos revisados. Ao diagnosticar-se caso de HFNI deve-se referir a paciente a centro terciário, já que o alto índice de mortalidade mostra a gravidade desta condição e a precariedade do seu tratamento.
CARACTERÍSTICAS HISTOLÓGICAS E PRESENÇA OU NÃO DE ESPERMATOZÓIDES NA BIÓPSIA TESTICULAR CORRELACIONADAS AO PADRÃO HORMONAL DE PACIENTES AZOOSPÉRMICOS . Horn MM , SOUZA CAB , PASSOS EP , FREITAS MF . Setor de Infertilidade e Centro de Pesquisas do HCPA . HCPA.
Com o objetivo de tentar predizer o potencial de sucesso de uma fertilização in vitro em pacientes azoospérmicos, buscou-se identificar as correlações entre a histologia testicular de pacientes azoospérmicos, a presença ou não de espermatozóides na amostra retirada do testículo e as concentrações dos hormônios relacionados (testosterona, prolactina, LH e FSH). Para isto foi realizado um estudo transversal retrospectivo que analisou a integridade do epitélio seminífero de 27 pacientes azoospérmicos de origem obstrutiva (11 pacientes) e de origem não obstrutiva (16 pacientes). Os pacientes foram provenientes do ambulatório de reprodução humana do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. A idade média dos pacientes foi de 34 anos, onde a idade mínima foi de 24 e a máxima de 45. Os pacientes foram submetidos à biópsia testicular sob anestesia local com lidocaína 0,5%. As amostras foram então fracionadas em duas partes, sendo uma fixada em solução de Bouin e enviado para análise histológica no setor de patologia do mesmo hospital e o restante enviado para o laboratório de biologia da reprodução. No laboratório as amostras foram classificadas quanto ao achado de espermatozóides em três grupos: presença de espermatozóides móveis, presença de espermatozóides imóveis e ausência de espermatozóides, respectivamente 1, 2 e 3. As amostras contendo espermatozóides móveis foram congeladas em meio específico para congelação de espermatozóides. A análise histológica classificou os achados histológicos em 4 categorias conforme o máximo desenvolvimento celular atingido: 1- hialinização total do epitélio; 2- Presença apenas de células de Sertoli; 3- Presença de espermatócitos primários; 4- Presença de espermátides alongadas. A freqüência dos achados histológicos das biópsias testiculares dos 27 pacientes foram: 14,8% de hialinização, 7,4% de apenas células de Sertoli, 37% apresentando como máximo desenvolvimento espermatócitos primários e 40,7% apresentando espermátides alongadas. Quanto a presença de espermatozóides na amostra retirada no momento da biópsia e levada ao laboratório, 6 (22,2%) indivíduos apresentaram espermatozóides móveis; 10 (37,0%) indivíduos apresentaram espermatozóides imóveis e 11 (40,7%) indivíduos não apresentaram espermatozóides na amostra.Foi observado que nos pacientes azoospérmicos de origem obstrutiva, 18,2% apresentavam espermatócitos primários como máximo desenvolvimento celular e 81,8% apresentavam espermátides alongadas, sendo estas as células passíveis de utilização na fecundação in vitro. Nos pacientes com azoospermia de origem não obstrutiva a freqüência de indivíduos apresentando hialinização do epitélio foi de 25%, com apenas células de Sertoli foi de 12,5%, com espermatócitos primários 50% e apenas 12,5% apresentavam espermátides alongadas. Quanto ao achado de espermatozóides na amostra, 54,5% dos pacientes de origem obstrutiva apresentaram espermatozóides móveis e 45,5% apresentaram espermatozóides imóveis, no entanto os pacientes com origem não obstrutiva não apresentaram espermatozóides móveis na amostra e apenas 31,5% apresentaram espermatozóides imóveis.
A análise das concentrações hormonais mostrou que não houve diferença entre as concentrações de prolactina e testosterona nos grupos classificados quanto à população celular analisada na histologia. No entanto as concentrações de FSH e LH foram significativamente diferentes nos indivíduos agrupados quanto à população celular na biópsia testicular analisada por histologia. Foi ainda observado que quanto mais elevada foi a concentração de FSH, mais severo foi o dano do epitélio seminífero.
EXPRESSÃO DO P53 E DO BCL-2 NA NEOPLASIA ENDOMETRIAL. Appel M , Edelweiss MI , Almanza A . Serviço de Patologia/HCPA, Serviço de Ginecologia e Obstetricia/HCPA . HCPA - UFRGS.
Fundamentação:O CA de endometrio é o 5º tumor mais comum no brasil. Vários fatores prognosticos estão sendo investigados. NA biologia molecular, a detecção imunohistoquimica do p53 -gene supressor tumoral responsavel pela ativação da apoptose-, relaciona-se a perda de sua função. Em 15 a 25% dos CA de endometrio, sua detecção é positiva, e associa-se com outros fatores de mau prognostico.O bcl-2é um protooncogene que inibe a apoptose celular, e sua expressão aumenta em tumores em estadio inicial, se comparados a tumores de alto grau. Objetivos:-determinar o indice de expressão do p53 e do bcl-2 na neoplasia de endometrio.-correlacionar sua expressão com tipo histologico, grau de diferenciação tumoral e invasão miometrial, estadiamento e comprometimento linfonodalCausistica:Revisão de 48 casos consecutivos de ca de endometrio subetidos a cirurgia no HCPA no periodo de janeiro de 1996 a dezembro de 2001, com coleta de dados em prontuario, a fim de determinar grau histologico e estadiamento. Após a coleta de dados, foram utilizados métodos de imunohistoquimica para determinar a expressão do p53 e do bcl-2, com leitura realizada por dois patologistas em tempo não sincrônico, com positividade determinada se houvesse mais de 10% das células marcadas.Resultados:A expressão do p53 foi positiva em 19 casos (39,6%) e negativa em 29 (60,4%) dos 48 casos analisados.A expressão do bcl-2 foi positiva em 28 (58,3%) e negativa em 20 (41,7%) dos 48 casos estudados. Ao correlacionarmos com outros fatores prognosticos já conhecidos temos:-A expressão do p53 foi mais frequente em tumores
indiferenciados; em estadio mais avançado e com comprometimento linfonodal-a expressão do bcl-2 não mostrou relação estatisticamente significativa entre a frequência de sua expressão e tipo histológico, grau de diferenciação tumoral e estadiamento cirurgicoConclusões:Os estudos preliminares demonstram relação estatisticamente significativa entre o p53 e outros fatores de mau prognostico, como estadio mais avançado, comprometimento linfonodal e baixa diferenciação celular .Os estudos preliminares não demonstram associação do Bcl-2 a outros fatores prognosticos.
MODIFICAÇÃO DA TÉCNICA DE CIRURGIA COM ALÇA DE ALTA FREQÜÊNCIA NO TRATAMENTO DAS LESÕES DE ALTO GRAU DO COLO UTERINO. Tavares MB , Edelweiss MI , Rivoire WA , Capp E . DEPARTAMENTO DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA . FAMED - UFRGS.
Fundamentação:As campanhas de prevenção do câncer de colo uterino têm a função de detectar neoplasias intraepiteliais (NICs), principalmente de graus II e III. Tratamento neste estágio tem, teoricamente, uma taxa de 100 % de cura (Cox, 1999). Contudo, o câncer de colo uterino ainda se destaca, como causa de morte, no Brasil (Ministério da Saúde, 1999).
Existem grandes diferenças regionais entre os diversos estágios da doença, refletindo influência de fatores econômicos e sociais, campanhas de prevenção e tratamento de lesões pré-invasivas (Shoell, 1999). Adenocarcinoma invasivo da cérvice uterina tem aumentado de incidência, particularmente em mulheres jovens (Arends, Buckley e Wells, 1998).Dos procedimentos ambulatoriais para o tratamento de NIC II e III: cone a frio, crioterapia, laserterapia e LEEP (loop electrosurgical excision procedure) são os mais utilizados. Há controvérsias em relação a custo, segurança, facilidade de uso, complicações e potencial de permanência de células com grande carga viral (HPV - Human Papiloma Virus) (Mathevet, 1998;
Mittchel, 1999, Suh-Burgmann e cols., 2000). Crioterapia e laserterapia são métodos destrutivos locais e não produzem peça para exame histopatológico. São caros e requerem maior treinamento, existindo ainda riscos para o médico de lesões oculares e queimaduras, no caso do laser (Cox, 1999).A conização com alça de alta freqüência, que corresponde ao LEEP, foi introduzida no tratamento das neoplasias intraepiteliais de colo uterino de alto grau (II e III) há cerca de 7 anos, por Prendville (Duggan et al., 1999). Embora seja preconizado como procedimento de consultório, é preferível realizá-lo em sala cirúrgica, sendo uma alternativa rápida e segura à crioterapia e à laserterapia (Krebs et al., 1993). O tecido patológico é excisado e não destruído, permitindo, desta forma, exame histopatológico do mesmo, que indicará invasão ou não do estroma.Embora teoricamente o procedimento idealizado por Prendville deva fornecer uma peça única, semelhante ao cone obtido com a técnica tradicional, com bisturi a frio, na prática, freqüentemente isto não ocorre. Fanning e Padratzik (2002) referem que o cone fornece uma peça com aproximadamente o dobro do diâmetro e comprimento em relação ao LEEP. Na impossibilidade de se usar uma alça suficientemente grande, para retirar toda lesão em um só bloco, quando ela é maior que 2 cm no diâmetro ântero-posterior, acaba-se fragmentando o pretendido cone em várias porções. Isto dificulta para o patologista o julgamento de comprometimento ou não das margens cirúrgicas. Artefatos térmicos podem também prejudicar a avaliação das margens. As dimensões exíguas do fundo vaginal, onde se localiza o colo uterino, é o fator limitante, levando-se em conta que a alça não pode tocar nas paredes vaginais, sob pena de ocasionar lesão de bexiga, reto e até ureter, em casos extremos (Jakus e cols., 2000).Objetivos:GeralEstudar modificação da técnica de conização de colo uterino com alça de alta freqüência que propicie fornecimento de peça cirúrgica com maiores dimensões para o exame histopatológico.Específicos- Fornecer peça cirúrgica que tenha menor risco de comprometimento de margens.- Quando margens livre, a maior distância possível entre a lesão e as mesmasCausistica:Delineamento do estudoEnsaio clínico prospectivo, randomizado.População e amostraPacientes com diagnóstico de lesão de alto grau de colo uterino, atendidas no Setor de Oncologia Genital Feminina do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. As pacientes serão distribuídas aleatoriamente entre grupo 1 (LEEP modificado) e grupo 2 (LEEP convencional).Baseado na literatura (Mathevet, 1994) estima-se que até 50 % das margens endocervical e ectocervical estarão comprometidas utilizando-se a técnica de LEEP convencional. Assim, utilizando uma importância clínica de 30 % entre os grupos 1 e 2 no percentual de margens comprometidas, foi calculado um número total de 45 pacientes para cada grupo. O poder estatístico utilizado desta amostra seria de 80 % e o nível de significância de 0,05.Contudo, como a estimativa do tamanho da amostra foi baseada na literatura, ao final de 10 casos em cada grupo o tamanho da amostra será confirmado.A conização fracionada, com alça de alta freqüência, será realizada nas seguintes etapas:Grupo 11. Exposição do colo, com espéculo revestido por material isolante para eletricidade e cânula de conexão ao látex do aspirador.2. Escolha da alça adequada para o tamanho da lesão.3. Aplicação do teste de Schiller, para delimitação da lesão (quando ectocervical).4. Regulagem do aparelho de alta freqüência para a posição de corte exclusivo, em 40 W (Valley-lab) ou 60 W (Birchart).5. Secção com alça de alta freqüência das duas comissuras labiais do colo em 2 cm de profundidade, ou mais dependendo da necessidade.6.
Passagem da alça horizontalmente no sentido da comissura labial esquerda para a comissura labial direita, interessando lábio anterior e o lado posterior do colo uterino.7. Hemostasia com eletrodo de bola.8. Tingimento das margens cirúrgicas, com tinta nanquim, das duas peças obtidas: hemi-colo anterior e hemi-colo posterior, para auxiliar na orientação do patologista. As margens correspondentes a secções, nas comissuras labiais, não devem ser coradas para não serem confundidas com margens comprometidas, na eventualidade de haver lesão presente nestes locais.Grupo 2As pacientes, após randomização serão submetidas à técnica de LEEP utilizada rotineiramente.1. Exposição do colo, com espéculo revestido por material isolante para eletricidade e cânula de conexão ao látex do aspirador.2. Escolha da alça adequada para o tamanho da lesão.3. Aplicação do teste de Schiller, para delimitação da lesão (quando ectocervical).4. Regulagem do aparelho de alta freqüência para a posição de corte exclusivo, em 40 W (Valley-lab) ou 60 W (Birchart).5. Passagem da alça no sentido da comissura labial esquerda para a comissura labial direita, interessando lábio anterior e o lado posterior do colo uterino.6. Hemostasia com eletrodo de bola.Resultados:Até o momento, foram incluídas 50 pacientes (25 grupo I e 25 grupo II). A idade média foi 33, 6 ± 7, 42 e 30, 5 ± 8, 29 respectivamente. Todas as biópsias mostraram NIC II ou III. Apenas quatro pacientes do grupo I necessitaram levar pontos. Destas, uma tinha lesão em parede vaginal e necessitou intervenção imediata. No grupo I todas as peças tiveram margens livres e no grupo II uma paciente teve comprometimento de margens.Conclusões:O projeto ainda se encontra na fase de captação de pacientes e coleta de dados.
PREVENÇÃO E DETECÇÃO PRECOCE DO CÂNCER DE COLO DO ÚTERO. Naud P , Matos J , Hammes , Stuckzinski J , Brouwers K , Magno V , Crusius P , D’avila A , Campos C , Marc C , Hoblik M , Mano M , Faermann R , Castro , Jann M , Oliveira L . Serviço de Ginecologia e Obstetrícia . HCPA.
Fundamentação:O câncer de colo do útero é o mais freqüente da região genital em países em desenvolvimento. O HPV é responsável por mais de 99% desse tipo de câncer. Esse câncer é facilmente detectado nas suas formas pré-invasoras de neoplasia intra-epitelial, possibilitando sua prevenção e detecção precoce, o que viabiliza um tratamento eficaz. Seu rastreio e diagnóstico pode ser feito através de alguns métodos que se complementam, como exame especular, citopatologia (CP ou Papanicolau), colposcopia, biópsia com histologia, entre outras. Está sendo desenvolvido em nosso Hospital um estudo que compara a eficácia entre os diversos métodos citados.Objetivos:Comparar a sensibilidade e especificidade de métodos de detecção do câncer de colo do útero e HPV para aprimorar a sua prevenção e detecção. Esta é uma análise parcial, que avaliará as pacientes que tiveram, na primeira consulta, um exame de Papanicolau com atipia de células malignas de significado indeterminado (ASCUS) ou lesão intra-epitelial escamosa de baixo grau (SIL de baixo grau).Causistica:Foram avaliadas 2206 pacientes, atendidas no ambulatório de Ginecologia do HCPA entre 1999 e 2004, muitas das quais continuam em acompanhamento. As pacientes consultavam anualmente, de 6 em 6 meses ou de 3 em meses, dependendo se os exames fossem normais ou não. Caso o CP ou a inspeção fosse alterados, eram encaminhadas à colposcopia e, se detectado anormalidade, era realizada biópsia da lesão e tratamento, se necessário. Na presente análise, analisamos as pacientes que tiveram ASCUS ou SIL de baixo grau (NIC I ou condiloma plano) na primeira consulta quanto à inspeção, captura híbrida para HPV, colposcopia e biópsia.Resultados:Dentre as 2206 ácientes, 103 (4,7%) apresentaram CP com ASCUS na primeira consulta e 15 (0,7%) apresentaram SIL de baixo grau. Daquelas que tinham ASCUS, 51 (51%) tiveram inspeção alterada;
29 (28%), a captura híbrida para HPV positiva; 28 (27%), a colposcopia alterada; 9 (8,7%) apresentaram SIL de baixo grau na biópsia da lesão detectada na colposcopia e 9 (8,7%), SIL de alto grau. Das 15 pacientes que apresentaram SIL de baixo grau na primeira consulta, 8 (53%) apresentaram inspeção alterada; 9 (60%), a colposcopia anormal; 11 (73%) tiveram a captura híbrida positiva; à biópsia, 3 (20%) tinham SIL de baixo grau e 5 (33%), SIL de alto grau.Conclusões:A análise preliminar dos dados nos permite concluir que a inspeção foi o exame que mais se correlacionou com o CP. A análise estatística ainda não foi realizada, estando em construção, não permitindo afirmar quanto à sensibilidade e especificidade dos dados.
RELATO DE CASO: LINFANGIOMA DA VULVA. Naud P , Mattos J , Niederauer C , Rocha M , Magno V , Hammes L , Faermann R . Serviço de Ginecologia e Obstetrícia . HCPA.
O linfangioma, também conhecido como mesotelioma ou tumor adenomatóide, é um tumor raro do sistema linfático representado por canais linfáticos dérmicos superficiais dilatados e ectásicos. Pode ser idiopático ou adquirido. A forma idiopática é muito incomum. A forma secundária ou adquirida foi descrita após cirurgia local, radioterapia, doença de Crohn ou escrofuloderma. Pode-se demonstrar a obstrução do fluxo através de linfangiografia. A lesão pode ser circunscrita (ou capilar), cavernosa ou cística.O linfangioma da vulva é uma doença rara do sistema linfático que pode ser idiopática ou adquirida. Relatamos o caso de uma mulher de 39 anos, negra, encaminhada ao HCPA por lesão extensa em vulva. A paciente não tinha fatores de risco conhecidos. Lesão apareceu em 1990, com crescimento lento, mais intenso nos últimos dois anos. Ao exame, edema duro com múltiplas lesões escamosas exofíticas de diferentes tamanhos envolvendo toda vulva e se estendendo pelo púbis. Inspeção do colo e colposcopia normais.Três biópsias foram realizadas em diferentes porções da vulva e foi coletado citopatológico do colo do útero. O diagnóstico histológico foi de linfangioma da vulva. Citopatológico, cultura para micobactérias e donovanose e sorologia para clamídia e treponema pallidum foram negativos. Foi realizada ressecção extensa com cirurgia plástica.Em geral, as pacientes se queixam da ruptura das vesículas, com linforréia, queimação vulvar, dor e disfunção sexual. Além disso, pode ser porta de entrada para infecção e que pode levar a celulite vulvar recorrente. Em lesões crônicas pode se desenvolver hiperceratose, acantose e papilomatose na epiderme, que foi observado em nossa paciente.Clinicamente, a lesão pode ser confundida com vesículas herpéticas, hemangiomas, filariose, linfogranuloma venéreo, molusco contagioso e dermatite de contato. As lesões pode lembrar metástase para a pele de câncer cervical e tuberculose pélvica. Quando crônico, deve ser distinguido de sua forma maligna, o linfangiossarcoma, uma entidade mais comum.A biópsia é diagnóstica, revelando um canal linfático dilatado na derme papilar circundado por uma camada fina e única de células endoteliais. O manejo depende do tamanho, tipo e localização. Modalidades de tratamento incluem vaporização a laser com dióxido de carbono, cirurgia excisional, eletrocirurgia, crioterapia e escleroterapia.Apesar de não haver documentação quanto ao desenvolvimento subseqüente de linfangiossarcoma, o prognóstico é incerto. O seguimento é mandatório para tratamento precoce de recorrências.
ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO, DUPLO CEGO, CONTROLADO CONTRA PLACEBO, AVALIANDO O IMPACTO DO ESTRADIOL TRANSDÉRMICO ASSOCIADO À PROGESTERONA MICRONIZADA ORAL EM MARCADORES DE DOENÇA CARDIOVASCULAR ENTRE MULHERES PÓS-MENOPÁUSICAS COM DIABETES MELLITUS TIPO 2 . Biasuz E , Fontana G , Werle MH , Parise C , Vigo F , Lucion M , Lago S , Spritzer P , Wender MCO , Freitas F . Departamento de Ginecologia/ Faculdade de Medicina/UFRGS . HCPA.
Fundamentaçao: Doença Cardiovascular (DCV) é a causa principal de morte entre mulheres pós-menopáusicas. Fatores de risco clássicos de DCV incluem Diabetes Mellitus tipo II (DM II), Hipertensão e Dislipidemia. Fatores de risco não clássicos incluem: Proteína C Reativa de alta sensibilidade (PCRas), lipoproteína a (Lpa), e homocisteína. A literatura atual sugere efeitos opostos da Terapia de Reposição Hormonal (TRH) oral e transdérmica sobre fatores de risco clássicos e não clássicos de DCV. Nosso grupo realizou estudo piloto avaliando o uso de 50 microg/dia de 17beta estradiol em associação com progesterona micronizada 200 mg/dia 14 dias/mês. Este estudo inclui 15 mulheres pós-menopáusicas com DM II, seguidas por 12 semanas. Ao final das 12 semanas houve diminuição não significativa de 14% dos níveis da PCRas, associado com diminuição significativa de 7% dos níveis de pressão sistólica, de 10% nos níveis de homocisteína, e diminuição não significativa de 19% nos níveis de Lpa. Objetivos: Nosso objetivo atual é dar continuidade a este estudo e realizar um ensaio clínico randomizado, controlado contra placebo, com tamanho da amostra apropriado (44 pacientes) para confirmar os