O PERFIL DOS USUÁRIOS E DOS ATENDIMENTOS DE ATENÇÃO BÁSICA NO PSF-MILTA RODRIGUES/ POA - 2003. Schneider P , TATSCH MO . Acadêmicas de Enfermagem da UFRGS. HCPA - UFRGS.Trata-se de um diagnóstico de demanda de usuários e atendimentos com a finalidade de buscar informações em saúde e identificar os problemas individuais ou coletivos relativos ao processo de saúde/doença e as ações administrativas. Buscou-se através das informações fornecidas pelos relatórios do SIAB (Sistema de Informação de Atenção Básica) que incluem cadastramento das famílias, características dos usuários, características dos domicílios, condições de saneamento, sobre crianças menores de 2 anos, gestantes, doenças crônicas, registros de atividades, procedimentos e notificações, produção da unidade de saúde e notificação de agravo e situações. Este estudo de desenho epidemiológico de caráter descritivo, realizou-se através de dados de fontes documentais dos registros locais do SIAB como os relatórios PMA2 e SSA2, elaborados pelos profissionais da equipe de saúde local. Os dados do SIAB foram organizados na forma frequencial e analisados com a elaboração de tabelas e gráficos para melhor visualização do perfil sócio-demográfico e epidemiológico da população da área de abrangência do PSF. Dentre os resultados podemos salientar um número elevado de crianças menores de 2 anos, das 143 crianças menores de 1 ano, 132 estão com vacinação em dia. Observam-se crianças desnutridas menores de 2 anos, incidência de infecções respiratórias agudas e casos de diarréia. Aproximadamente 90,6% das gestantes são acompanhadas e 73,6% têm o pré- natal iniciado no 1º trimestre, 30,2% das gestantes têm menos de 20 anos. Atualmente há 2.161 famílias cadastradas no PSF-Milta Rodrigues. Constata-se que a população em questão apresenta índices elevados de Hipertensão Arterial Sistêmica e Diabetes Melito, utilizando com freqüência e necessitando das ações de atenção básica. Esta população é bastante demandante de serviços, os quais acredita-se que devam pautar-se em diagnósticos locais para melhor resolutividade dos problemas da comunidade.
ELABORAÇÃO DE UMA ROTINA DE ENTREGA DE SERINGAS DE INSULINA EM UM CENTRO DE SAÚDE DE PORTO ALEGRE. Coelho AA , Barros RC . . Outro.
O Diabetes Mellitus (DM) é uma síndrome de etiologia múltipla, decorrente da falta de insulina e/ou da incapacidade da insulina de exercer adequadamente seus efeitos. A Sociedade Brasileira de Diabetes (2004) aponta evidências de que manter a glicemia em níveis normais ou próximos deste, leva ao desaparecimento dos sintomas e previne possíveis complicações do DM. Muitos pacientes insulinodependentes, se bem orientados e dispondo de material adequado são capazes de se responsabilizar pela manutenção do seu tratamento. Elaborar a rotina de entrega de seringas de insulina teve como objetivo otimizar e organizar a prestação deste serviço em um Centro de Saúde, para tanto, utilizou-se uma pesquisa bibliográfica como método de desenvolvimento. A população beneficiada pela implementação deste serviço são os usuários portadores de DM tipos I e II insulinodependentes que residem na área de atuação do Centro de Saúde Vila dos Comerciários (CSVC), localizado na Zona Sul de Porto Alegre. Tal população caracteriza-se pelo desconhecimento e carência de orientações a respeito de sua patologia e a forma de conduzir seu tratamento. Como resultado da elaboração desta rotina destacamos a criação de um Grupo de Diabetes, a ser realizado semanalmente no CSVC, destinado ao cadastramento dos usuários e orientações referentes a: auto-aplicação, armazenamento e descarte das seringas e frascos de insulina, e assuntos pertinentes ao diabetes. Foram encontradas algumas dificuldades na busca de referencial teórico, visto a escassez deste tipo de bibliografia, o que retardou o processo de construção deste trabalho. Contudo, criar uma rotina para entrega das seringas, além da otimização do serviço, possibilitou a qualificação da assistência de enfermagem prestada a esta população específica.
PERFIL DOS PACIENTES ATENDIDOS NA SALA DE SUTURA DO HOSPITAL DE PRONTO SOCORRO. Alves TSR , Duarte DVT , Unicovsky M , Roloff A . . Outro.
Hospital de Pronto-Socorro / EEUFRGSEste trabalho foi construído na disciplina de Enfermagem no Cuidado ao Adulto I. O objetivo do trabalho é identificar a população que busca atendimento em uma sala de sutura de um Hospital de emergência.
A epidemia de trauma carece de prevenção. De nada adianta aumentar a capacidade assistencial se não for reduzida a prevalência da doença. É fundamental considerar que, de cada 100 pacientes politraumatizados graves, 50% morrem no local do acidente e 20% morrem nos hospitais (Nazi, 1994). Portanto, a melhor forma de diminuir estes índices é adotar uma ação preventiva. O trauma é uma forma de violência social, que precisa ser modificada. Dessa forma, decidiu-se investigar a incidência de traumas na população que procura a sala de Sutura do HPS. Para tanto, foi estabelecida a seguinte questão: “Qual é o perfil dos pacientes atendidos na Sala de Sutura?” A metodologia utilizada foi através do registro dos pacientes atendidos na Sala de Sutura do HPS no período de 18 de novembro a 17 de dezembro de 2003, nas terças e quartas-feiras das 14h às 18h. Observamos que dentro da nossa amostra de 62 pacientes atendidos, 66% são do sexo masculino, 21% são crianças (de 0 à 12 anos), 18% são jovens (de 12 à 20 anos), 55% são adultos (de 21 à 59 anos) e 6% são idosos (60 anos ou mais). Das crianças, 54% são meninos, dos jovens, 91% são rapazes, dos adultos, 68% são homens e dos idosos, 75% são do sexo feminino. Aproximadamente 30% dos pacientes atendidos na Sala de Sutura procederam da Região Metropolitana de Porto Alegre, principalmente dos municípios de Alvorada, Canoas, Cachoeirinha, Charqueadas, Eldorado do Sul, Esteio, Guaíba e Viamão. Da cidade de Porto Alegre, procederam 65% dos usuários socorridos, enquanto de outros municípios do interior do Estado, 5%. Ferimentos em mãos foram os predominantes com
39% dos casos aproximdamente, envolvendo principalmente acidentes de trabalho, domésticos e outros. Em segundo lugar, ferimentos na cabeça foram os mais freqüentes com 26%, decorrentes em sua maioria de quedas e, em alguns casos, pedradas. Os mecanismos de lesão observados foram em 32% corto-contusos, 30% contusos, 20% escoriações, 16%
incisas e 3% cada em perfuro-contusos e lacero-contusos. O estágio realizado no HPS nos possibilitou identificar a população que busca atendimento em uma sala de sutura de um hospital de emergência. Observamos que grande parte do público atendido na sala de sutura do HPS é adulto, do sexo masculino, procedente de Porto Alegre e apresentando maior incidência em topografia do trauma nas mãos e como etiologia do trauma as causas diversas em primeiro lugar e os acidentes de trabalho em segundo. Além disso, verificamos que dentro da nossa amostra, os mecanismos de lesão mais encontrados foram os corto-contusos e contusos. Tendo em vista os resultados encontrados, acreditamos que as campanhas de prevenção de acidentes de transito e a orientação para o uso de equipamentos de segurança no trabalho diminuiriam em muito a quantidade de acidentes e conseqüentemente a quantidade de atendimentos no HPS.
DIAGNÓSTICO COMUNITÁRIO REALIZADO NA ÁREA DE ABRANGÊNCIA DE UM PSF EM PORTO ALEGRE. Pires PV , COSTA LS , CORSO A . Escola de Enfermagem - UFRGS . Outro.
O presente trabalho foi proposto como conclusão da Disciplina Enfermagem Comunitária da Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), sendo realizado durante o período de estágio da mesma. O diagnóstico comunitário é parte integrante do processo de enfermagem comunitária que permite a identificação dos problemas e prioridades de uma determinada comunidade, proporcionando que o reconhecimento dos problemas de saúde de uma população não seja somente centrado no clínico mas também no social e possibilitando, segundo Desclaux (1993), “uma perspectiva global e participativa”.A comunidade escolhida para o estudo foi a área referente à abrangência do PSF – Programa de Saúde da Família, onde as autoras realizaram o estágio da disciplina, juntamente com demais colegas que também foram responsáveis pelo diagnóstico. A unidade estudada conta com três equipes do PSF – cada equipe é basicamente composta por um médico, um enfermeiro, um auxiliar de enfermagem e quatro agentes comunitários de saúde, que atuam nas regiões estabelecidas pelo programa.Como o diagnóstico Comunitário não se atém à abordagem epidemiológica, valorizando também questões sócio-antropológicas, os dados foram coletados, além da busca quantitativa através do sistema de informação, se deram mediante conversas com os agentes comunitários, entrevistas com moradores antigos e líderes comunitários, visitas aos recursos e instituições e observação direta da realidade da região.Na análise de dados, estes foram divididos em diferentes classificações, como: organização política (Conselho Gestor, Conselho Distrital de Saúde), recursos sócio-econômicos (violência, pavimentação, rede de esgoto, etc.), culturais (como escolas, centros de lazer, igrejas, templos religiosos), acesso à transporte coletivo e coleta de lixo.Com a utilização do Diagnóstico Comunitário, como instrumento para o planejamento de ações de promoção de saúde, entendendo-as não somente sob o ponto de vista assistencial mas também educativo, percebemos que os serviços em questão pouco conhecem do contexto social e cultural no qual estão inseridos, uma vez que encontramos equipes fragmentadas, que articulam de forma ainda ineficiente tanto entre si como com a sua comunidade.O Processo de Enfermagem Comunitário é ainda pouco valorizado, ao nosso ver, pela enfermagem, visto que, muitas vezes, mesmo na saúde comunitária, é difícil desprender-se de uma abordagem individual, clínica e meramente técnica, no lugar de uma abordagem mais ampla, social e coletiva no atendimento às necessidades de saúde das populações, exatamente o que vem propor o Diagnóstico Comunitário.
LIONS, ENFERMAGEM E COMUNIDADE NA BUSCA PELA QUALIDADE DE VIDA. Vanzin AS , Lorenzi PDC , Zanoto F . Escola de Enfermagem UFRGS . Outro.
Fundamentação:Este trabalho consiste no relato da realização de um macroevento de saúde, em Porto Alegre, voltado à comunidade do Bairro Restinga. O evento ocorreu durante o dia 23 de maio de 2004, em parceria com a Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Lions Clube Porto Alegre - Redenção. As atividades realizadas abrangeram a diferentes faixas etárias. Segundo Neri e Vanzin a realização de macrocampanhas em saúde permite a detecção precoce de doenças crônica- degenerativas e educação para a saúde a um grande número de pessoas em um curto período de tempo.Objetivos:Nossos objetivos foram promover a saúde através da detecção precoce de hipertensão arterial sistêmica, diabete mellitus, dislipidemia e obesidade; realizar a Consulta de Enfermagem, destacando sua importância na atenção primária em saúde; realizar atividades de educação para saúde, através de grupo voltado à prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e Síndrome da Imunodeficiência Adquirida e traçar perfil epidemiológico e social da comunidade assistida. Causistica:Utilizou-se a metodologia de instrumento estruturado, com perguntas abertas e fechadas, caracterizando um estudo retrospectivo, analítico e descritivo decorrentes da aplicação do histórico de Enfermagem.Resultados:A análise de dados foi baseada em cento e dez registros, onde encontrou-se predominância de raça branca (76%) e faixa etária entre 36 e 60 anos (41%). Quanto a detecção precoce de doenças crônica-degenerativas a população apresentou-se com 33% de hipertensão arterial sistêmica e 4% com hiperglicemia. Em relação ao índice de massa corpórea, observou-se 22% dos clientes com obesidade e 33% com sobrepeso.Conclusões:Consideramos que a realização das ações de Enfermagem possibilitou-nos a detecção precoce das principais doenças crônico-degenerativas. A educação para a saúde foi possível através da Consulta de Enfermagem e de grupo de orientação para o auto cuidado.
Constatou-se a carência da população em atenção primária à saúde. Ao nosso parecer é urgente a reflexão sobre a quantidade e qualidade de profissionais enfermeiros no sistema de saúde vigente, por ser um profissional preparado para atender a clientela a partir do cuidado humanizado e com estratégias criativas de resolutividade.
OFICINAS DE EDUCAÇÃO E SAÚDE ALIADAS A CONSULTAS DE ENFERMAGEM: ESTRATÉGIA PARA PROMOÇÃO DE SAÚDE DE CRIANÇAS, ADOLESCENTES E SUAS FAMÍLIAS NA COMUNIDADE SÃO VICENTE MÁRTIR. Barth QCM , SOFIATTI V , ARDENGHI VA , MORAIS EP . . HCPA - UFRGS.
Este projeto teve sua origem no estágio das acadêmicas de Enfermagem da UFRGS na comunidade São Vicente Mártir.
Levando em consideração a necessidade de promover a saúde de crianças e adolescentes de uma instituição local, desenvolvemos esta atividade.O projeto que está em desenvolvimento, tem por objetivo realizar oficinas de educação e
saúde, envolvendo o lúdico para desenvolver temas relevantes à saúde desta comunidade. Além disso, visa incorporar a família no processo de assistência à criança e ao adolescente.A metodologias utilizadas são oficinas e dinâmicas de grupos segundo Ministério da Saúde, 2001. As consultas de enfermagem serão realizadas com os familiares, crianças e adolescentes, onde seguirão rotinas do processo de enfermagem segundo Carpenito 2000.Os resultados obtidos, até o momento, foram; o engajamento da equipe de educadores da instituição no processo de educação e saúde, integração das crianças e adolescentes nas dinâmicas (nutrição, sexualidade, uso de drogas, higiene, etc), participação de familiares nas consultas de enfermagem. Além disso, houve resolução e encaminhamentos de alguns agravos de saúde. Sendo assim, o projeto pretende auxiliar na formação de conceitos básicos de educação para saúde, atendimento a situações de risco nas famílias envolvidas, disseminação de conhecimentos úteis e necessários a saúde, e desenvolver práticas mais saudáveis entre crianças e adolescentes. Torna-se importante ressaltar que o planejamento e desenvolvimento das atividades envolvem em todas as situações a realidade da comunidade.
IDOSOS DO PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA DA VILA SÃO VICENTE DE MÁRTIR: QUEM SÃO E COMO VIVEM. Morais EP , Souza LM , Barth QCM , Gonçalves CF . . Outro.
A população brasileira vem sofrendo, em especial nos últimos 40 anos, um significativo aumento no número de idosos, principalmente pelo declínio da mortalidade e da fecundidade e pelo aumento da expectativa de vida ao nascer (TURINI et al, 2002), caracterizando uma mudança no perfil epidemiológico. Frente a isso, é cada vez mais necessária a realização de pesquisas que investiguem as condições de vida dos idosos. Este estudo tem por objetivo a caracterização sócio- demográfica da população idosa da área do Programa de Saúde da Família, da Vila São Vicente de Mártir (Porto Alegre).
Durante o estágio realizado pelos acadêmicos de Enfermagem da UFRGS, se detectou, junto à equipe, a necessidade de realizar um estudo para melhor conhecer a população idosa existente naquela área. É um estudo exploratório descritivo com abordagem quantitativa. Foram entrevistados 98 idosos. Para a coleta dos dados, utilizou-se um questionário semi- estruturado. Resultados: A média de idade dos idosos ficou em 69,5 anos; 37,8% sexo masculino; 40,8% casados, 30,6%
viúvos, 17,3% solteiros e 11,2 % divorciados; 60,2% aposentados; 49,5% tinham a renda mensal entre 1 e 3 salários mínimos; 65,3% freqüentavam instituição religiosa; 46,9% consultam com médico de rotina; 80,6% apresentam alguma patologia; 50% são hipertensos; 16,3% são diabéticos e 71,4% usam algum tipo de medicação. Com esses dados, será possível à equipe planejar um atendimento mais real, enfocando os idosos e suas condições de vida.
PRIMEIROS SOCORROS EM ACIDENTES DOMÉSTICOS: UM MANUAL DE ORIENTAÇÕES BÁSICAS. Souza LM , Saurin G: Souza JC , MOrais EP . . Outro.
Este trabalho faz parte das atividades desenvolvidas durante o estágio da disciplina Enfermagem Comunitária, realizado na Vila São Vicente de Mártir, localizada na Zona Sul de Porto Alegre. No decorrer do estágio, percebeu-se a necessidade da elaboração de um manual de orientações básicas quanto aos primeiros socorros a serem realizados frente a acidentes domésticos. O estágio ocorreu no segundo semestre de 2003. O Objetivo deste trabalho é de orientar os agentes comunitários, através de um manual, quanto as condutas a serem adotadas em situações típicas de lesões domiciliares, enfatizando, principalmente, quais atitudes – comumente usadas - que não devem ser realizadas, a fim de se evitar o agravamento da lesão. Os assuntos abordados foram: queimaduras; fraturas; intoxicação; acidentes com animais e ferimentos.
A INTEGRALIDADE DAS AÇÕES DO PROGRAMA DE SAÚDE DA MULHER EM ATENÇÃO BÁSICA. Santos BRL , Souza LM , Barth QCM , Silva CR , Paz A , Trajano L . . Outro.
Desde os anos 80, a integralidade em saúde vem sendo colocada como uma das questões centrais das políticas públicas.
Apesar do surgimento do Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM) em 1984, o caráter fragmentário dado à saúde da mulher ainda predomina nas ações de saúde. Assim, torna-se viável a realização de estudos que possibilitem a avaliação da qualidade dos serviços prestados. O objetivo da pesquisa é analisar a Integralidade das ações clinico-ginecológicas em um Centro de Saúde de Porto Alegre/Rio Grande do Sul. É um estudo exploratório descritivo quantitativo. A amostra é de 140 usuárias e 4 profissionais ginecologistas. A coleta de dados foi feita através de inventário de entrevista estruturada. O trabalho foi aprovado pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre. O resultado parcial de 30% da amostra das usuárias demonstrou a predominância de mulheres entre 21 e 45 anos que totalizaram 78% da amostra. A consulta de rotina é o principal motivo procura ao serviço com 38% de freqüência. 72% das mulheres costumam ir ao ginecologista de 1 a 2 vezes ao ano. Isto demonstra que as mulheres pesquisadas preocupam-se com sua saúde. 93% das mulheres pertencem à área de abrangência do posto. O tempo de sala de espera foi em média de 45 minutos, devido, segundo as usuárias, ao atraso dos profissionais. As consultas duram em média 7 minutos. Observou-se a não realização do exame físico em quase 100% dos casos. Somente 30% das questões básicas para uma anamnese são realizadas. Questões como sexualidade, doenças sistêmicas, aspectos preventivos e educativos são abordados em média em 20% dos casos. As principais reclamações são quanto à rapidez das consultas e a necessidade da paciente ser examinada com 69% de freqüência. Concluiu-se inicialmente, que a instituição não demonstrou afinidade com a proposta do PAISM. Assim, uma nova postura da equipe de trabalho se faz fundamental, buscando atender a mulher de forma integral.
CHÁS USADOS COM FINS TERAPÊUTICOS: UM ESTUDO COM IDOSOS. Portella V , Nunes VT . SECC . HCPA.
O estudo identificou os chás mais utilizados pelos idosos inscritos num centro de saúde de Porto Alegre com finalidades terapêuticas e o manejo dos mesmos. Ficou claro que a marcela, o boldo e a alcachofra são os chás mais utilizados entre 45 sujeitos do estudo. Os sujeitos utilizam a marcela prioritariamente para fins digestivos. O estudo constatou que as doses utilizadas por 71,42%(25) são incorretas. Dos sujeitos da amostra, 10 não faziam uso de chás.
PREVALÊNCIA DA AUTOMEDICAÇÃO ENTRE PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM DO HSA. Ludwig L , Araujo,BV , Fontana, R . Curso de Enfermagem, Departamento de Ciências da Saúde . Outro.
Fundamentação:Marques e Huston (Administração e Liderança em Enfermagem: Teoria e Aplicação 1999 (2)) afirmam que o risco de ter profissionais quimicamente viciados é 50% maior na área de enfermagem, quando comparado a outras profissões, o que se deve, ao grande número de mulheres nesta equipe. Estas seriam mais suscetíveis porque consultam médicos com maior freqüência, recebendo assim o dobro de receitas médicas do que os homens, iniciando desta forma uma dependência aos medicamentos legitimamente receitados para problemas físicos, emocionais, pessoais ou profissionais.
Bulhões (Riscos do Trabalho de Enfermagem (1998; 2)) aponta como fatores de risco associados ao uso indiscriminado de substâncias ativas para o trabalhador de enfermagem o estresse profissional, história familiar de uso de álcool ou drogas ilícitas e facilidade de acesso a estas substâncias. Objetivos:Avaliar a prevalência da automedicação entre profissionais de enfermagem em um hospital geral do interior do estado do Rio Grande do Sul e identificar as causas associadas a esta prática.Causistica:Delineamento: estudo descritivo com abordagem quanti-qualitativa.Amostra: 26 técnicos e 14 auxiliares de enfermagem, na faixa etária dos 20 aos 70 anos. Método: Os dados deste estudo foram coletados por meio de um instrumento do tipo questionário composto por perguntas abertas e fechadas e aplicado a 40 profissionais da área de enfermagem. Foi solicitado ao Comitê de Ética em Pesquisa da instituição hospitalar uma autorização para a coleta de dados e fornecido a cada participante um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.Resultados:Através da interpretação e análise dos questionários pode-se observar que 53,8% dos técnicos e 35,7% dos auxiliares se automedicam, sendo que o principal motivo que levou à utilização de medicamentos foi a cefaléia, citada por 23% dos participantes. Os medicamentos de uso mais comuns foram os analgésicos (37,8%) seguidos pelos antitérmicos (31,5%) e as principais causas apontadas como motivo para a prática foram o conhecimento sobre os medicamentos e seus efeitos, a presença de enfermidades consideradas sem importância e as dificuldades em consultar um médico. Observou-se, neste estudo que 56,5% dos participantes que utilizaram medicamentos nos últimos 4 meses não realizaram consulta médica, um indicativo de que a substituição do serviço de saúde pela prática da automedicação também ocorre no meio hospitalar.Conclusões:Os níveis de automedicação entre os profissionais de enfermagem foram superiores aos relatados na literatura para a população em geral. O fazer da equipe de enfermagem, intimamente ligado com o medicar, mostrou-se um fator motivador do uso de medicamentos, conforme o relato de alguns dos profissionais, que por estar continuamente interagindo com os medicamento, os vêem com um certa inocuidade. Ao associar fatores como idade, categoria profissional e plano de saúde com a prática da automedicação, pode-se observar que esta é mais comum nos trabalhadores com idade entre 20 e 30 anos, entre profissionais com formação técnica e que não possuem plano de saúde privado.