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Construção do Modelo Genérico para a SD-App

3 SD-AppED: CONSTRUÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO A PARTIR DE UM MODELO GENÉRICO

Esta Parte apresenta uma proposta de Modelo Genérico para a Construção de uma SD específica para o uso de aplicativos móveis como recurso didático chamada de SD-App. O objetivo desse Modelo Genérico é auxiliar o professor a construir e implementar a SD-App, com base nos procedimentos descritos em cada etapa sugerida. Esse Modelo Genérico para Construção de SD-App, deverá atender às demandas/restrições do professor, independente da área de atuação ou nível de ensino.

Também apresenta a construção da SD-AppED, proposta pela autora, com base nas orientações do Modelo Genérico. Essa SD-App foi construída para ser aplicada na Disciplina de Eletrônica Digital do curso superior de tecnologia de telecomunicações, sendo então chamada de SD-AppED.

Figura 3 - Modelo Genérico para a Construção da SD-App Fonte: Própria.

As etapas do Modelo Genérico para Construção da SD-App, visto na Figura 3, estão descritos a seguir.

I) Análise de Viabilidade

O docente, antes de utilizar um aplicativo móvel em sala de aula, deve verificar se existem condições básicas para a realização desse procedimento. Nesse sentido, essa primeira etapa sugere que seja verificada a existência de condições favoráveis que viabilize a implementação do uso de aplicativos móveis em sala de aula, a partir de um dispositivo móvel como notebook, ultrabook, tablet, PDA (Personal Digital Assistants - Assistente Pessoal Digital, palmtop), smartphone, entre outros. Para esse diagnóstico, as análises serão direcionadas tanto para os alunos quanto para o ambiente de ensino.

No que se refere aos alunos, deverá ser verificada a quantidade de discentes que possuem o dispositivo que o professor deseja utilizar como instrumento de acesso ao aplicativo. Além disso, também devem ser levados em conta as características dos dispositivos como sistema operacional e acesso à internet. A quantidade do dispositivo mostrará ao professor se é possível utilizar esse instrumento ou não. Já as características do dispositivo, irá influenciar no tipo de aplicativo móvel que ele vai usar, visto que alguns sistemas operacionais possuem algumas restrições com determinadas lojas virtuais.

Já em relação ao ambiente de ensino, deve ser verificado se ele possui infraestrutura adequada para o uso da ferramenta. Nesse caso, o professor interessado em usar o aplicativo deverá verificar três pontos junto à escola. O primeiro ponto é se a escola autoriza o uso do dispositivo móvel desejado em sala de aula. O segundo ponto, caso o professor queira utilizar dispositivos móveis da própria instituição de ensino, é se ela possui esses dispositivos em quantidade suficiente para

atender a esse grupo de alunos. Por último, considerando que os aplicativos são baixados da internet, esse terceiro ponto verifica se a escola possui acesso à internet e se a disponibiliza para os alunos.

A Figura 4 ilustra a Análise de Viabilidade com imagens que representam as ações realizadas nesta etapa, como a pesquisa sobre a infraestrutura do ambiente de ensino e os tipos de dispositivos móveis dos alunos.

Figura 4 – Ilustração da Análise de Viabilidade Fonte: Própria.

As imagens ilustradas na Figura 4 destacam a pesquisa sobre os tipos de dispositivos móveis e seus sistemas operacionais, a verificação a respeito do sinal de internet disponível para os alunos e a liberação do uso de dispositivos móveis na instituição.

II) Pesquisa de Aplicativos Móveis

A escolha do aplicativo que será utilizado em sala de aula deve considerar as demandas do professor e da disciplina, assim como as restrições dos alunos. Dessa forma, deve ser feito um levantamento sobre os aplicativos móveis que contemplem os conteúdos da disciplina escolhida, de maneira clara e objetiva. Também deverá ser considerado o perfil dos estudantes que utilizarão os aplicativos, a fim de escolher, por exemplo, se é viável utilizar um aplicativo em inglês ou não.

Nessa pesquisa, sugere-se ainda que se faça busca por aplicativos livres de custo para o aluno e/ou para a instituição. Esse procedimento tem o objetivo de viabilizar o uso de aplicativos móveis em instituições públicas de ensino.

Ainda durante a etapa de pesquisa de aplicativos, deve-se testar os aplicativos selecionados antes de introduzi-los em aula, pois alguns podem conter problemas técnicos que impeçam sua utilização.

A pesquisa sobre aplicativos móveis voltados ao ensino pode ser feita na base de dados de lojas virtuais, como App Store e Play Store. Essas lojas virtuais oferecem aplicativos móveis para o sistema operacional iOS e Android, respectivamente.

A seguir, as imagens exibidas na Figura 5 representam as ações realizadas na etapa de Pesquisa de Aplicativos Móveis.

Figura 5 – Ilustração da Pesquisa de Aplicativos Móveis Fonte: Própria.

Na Figura 5 é possível identificar ações de seleção e descarte de aplicativos móveis. Essas ações se realizam após pesquisas feitas em bases de dados adequadas, considerando o perfil de alunos, seus dispositivos móveis e a ementa da disciplina.

III) Planejamento da Aula

No planejamento da aula, o professor deverá escolher qual/quais conteúdo (s) deverão ser abordados com o auxílio do aplicativo móvel, na sua disciplina. Para isso, o docente precisa analisar, previamente, todo conteúdo programático da disciplina em questão, separar os conteúdos que precisam ser abordados através de aplicativos e relacioná-los com os aplicativos pesquisados.

Esses procedimentos, durante o planejamento da aula, garantirão que conceitos abstratos sejam prioridades no momento de se utilizar o aplicativo. Além disso, conceitos que devem ser elucidados por meio de práticas ou experimentos também deverão ser priorizados.

A Figura 6 ilustra as ações do docente durante a etapa de Planejamento de Aula.

Figura 6 – Ilustração do Planejamento de aula Fonte: Própria.

Na Figura 6 identifica-se o planejamento da aula realizado pelo professor, tendo como base: o currículo da disciplina; a principal ferramenta didática a ser utilizada (aplicativo móvel); os conceitos a serem explanados por meio do aplicativo; os recursos didáticos auxiliares (apostila, Power Point, livros, etc.); e o instrumento de acesso aos aplicativos (dispositivo móvel).

IV) Construção da SD-App

Para construir uma SD-App o professor deve considerar a carga horária da disciplina, os conteúdos abordados por ela e a ordem em que esses conteúdos se apresentam na ementa. Também deverá ser analisada a complexidade e extensão de cada conteúdo, além da seleção dos conteúdos indicados para utilizar aplicativos móveis como recurso didático.

A carga horária da disciplina influenciará na divisão da SD-App, que poderá ser chamada de etapas, passos ou módulos. Além disso, esse tempo também irá influenciar na duração dessas divisões. Desse modo, quanto mais extensa a carga horária, maior o número de divisões ou mais extensa será a duração dessa divisão.

A ordem dos conteúdos deve ser respeitada no momento de montar a estrutura da SD-App, pois algumas disciplinas, principalmente as técnicas e tecnológicas, costumam apresentar conteúdos sequenciais, que dependem de um conceito explanado anteriormente para ser compreendido.

A complexidade e a extensão do conteúdo também devem ser levadas em conta, pois essas características irão definir a duração das divisões da SD-App por necessitar de mais tempo para explanação dos conteúdos.

A seleção dos conteúdos que necessita de uma abordagem por meio de aplicativos móveis, realizada na etapa de planejamento, irá definir em quais divisões os aplicativos serão alocados.

Observando todas as considerações para a construção SD-App, o docente obterá uma SD-App que poderá ser aplicada em diferentes disciplinas e em qualquer nível de ensino.

As imagens mostradas na Figura 7 ilustram a etapa de Construção da SD-App, considerando o tempo de aula da disciplina e os conteúdos a serem trabalhados.

Figura 7 – Ilustração da Construção da SD-App Fonte: Própria.

Durante a construção da SD-App, o docente deve levar em consideração: a) carga horária da disciplina, b) tempo de aula e c) complexidade dos conteúdos para montar os módulos que compõem a SD-App.

V) Implementação da SD-App em Sala de Aula

Nesta etapa o professor deverá utilizar a SD-App em sala de aula. Para isso, ele deverá apresentar previamente o plano de aula para os alunos e falar da metodologia a ser utilizada.

Ainda nesta etapa, como se trata de uma SD específica para o uso de aplicativos móveis em sala de aula, é necessário que o docente adote alguns procedimentos nas primeiras aulas. Sugere-se que essas ações sejam realizadas nos

dois primeiros encontros/aulas, tais como: apresentação do aplicativo; instalação do aplicativo móvel nos dispositivos dos alunos; teste de funcionamento do aplicativo de acordo com as instruções passadas pelo professor; desenvolvimento do conteúdo que será trabalhado em sala de aula, com a nova ferramenta.

Para o procedimento de instalação, o professor deverá instruir os alunos a respeito da instalação do aplicativo móvel que será usado na aula, passando todas as informações necessárias para esse procedimento e sinalizando quais dispositivos serão utilizados como ferramenta de acesso. Na impossibilidade de alguns alunos baixarem o aplicativo em aula, caberá ao professor fornecer informações para que eles possam instalar o aplicativo fora do ambiente de ensino. Isso deverá ser feito com antecedência, pois todos os alunos deverão testar o aplicativo em aula e no mesmo dia.

Para testar o aplicativo, o professor fornecerá instruções em sala, além de verificar, junto aos alunos, se ele está funcionando adequadamente. Caso tenha sido observado algum problema, o professor poderá orientar o aluno a reinstalar o aplicativo.

Uma vez que o aplicativo móvel esteja funcionando adequadamente, o professor apresentará essa ferramenta, relacionando-a com os conteúdos que serão trabalhados. Com isso, pretende-se despertar a curiosidade dos alunos a respeito do conteúdo teórico e sobre o recurso didático a ser utilizado, cabendo ao professor decidir se utiliza o aplicativo durante ou depois da abordagem teórica do conteúdo.

Dentre os procedimentos sugeridos no Modelo Genérico para Construção de SD-App, as três primeiras etapas são comuns a qualquer disciplina, caso o professor tenha interesse em utilizar aplicativos móveis como ferramenta de auxílio na aprendizagem. A partir das duas últimas etapas, a SD-App é construída e implementada, considerando as características e demandas da disciplina escolhida.

A Figura 8 representa as ações executadas durante a etapa de Implementação da SD-App.

Figura 8 - Ilustração da Implementação da SD-App em Sala de Aula Fonte: Própria.

As imagens da Figura 8 lembram que durante a implementação da SD-App em sala de aula, o docente deve realizar ações como: a) apresentar o conteúdo e os aplicativos para os alunos; b) instalar e testar os aplicativos junto aos estudantes; c) descrever as atividades e a metodologia que será utilizada em sala de aula; seguir o planejamento pedagógico da SD-App durante as aulas da disciplina.