PRÁTICA
6.7 Depois da Conferência de Imprensa
·Por fim, o assessor não se esquece de, acima de tudo, está a representar um assessorado (geralmente, uma organização). A forma como fala, aqui- lo que diz, e como age, tudo isso representa a organização assessorada.
Isso inclui vestir-se com sobriedade e formalidade: barba aparada, cabelo penteado e roupa engomada. Uma boa aparência inspira confiança!
Se o leitor desejar aprender dicas de comunicação em público pode recorrer, gratuitamente, ao Técnica Retórica – um blog para oradores (http://tecnicare- torica.blogspot.com/).
Alternativamente, o assessor de imprensa que deseje melhorar as suas com- petências comunicativas pode inscrever-se no curso online “Como Proferir um Discurso em 3 Tempos!” (http://bit.ly/ProferirDiscurso)1.
Por fim, o assessor de imprensa confere a assiduidade dos jornalistas e fará uma análise do evento tomando nota dos aspetos que correram bem e daqueles que devem ser melhorados.
O uso de blogs ou do Twitter para sumariar a conferência de imprensa deve, também, ser considerado, bem como uma transcrição (integral ou parcial) da Declaração colocada online no site da organização.
É essencial que o assessor faça chegar essa transcrição aos jornalistas que foram inicialmente contactados, e que podem ter interesse, mas não es- tiveram presentes.
Por fim, o assessor de imprensa confere a assiduidade dos jornalistas e fará uma análise do evento tomando nota dos aspetos que correram bem e da- queles que devem ser melhorados.
Depois da conferência de imprensa, ele começa a preparar a tarefa seguinte: o clipping.
Perguntas para refletir:
1. Como se organiza a sala da conferência de imprensa?
2. A primeira coisa a fazer depois da conferência de im- prensa é fazer o follow up. Concorda? Porquê?
3. Em que consiste a Acreditação?
CLIPPING
Não basta ao assessor produzir comunicados de impren- sa. Ele deve, igualmente, contabilizar que comunicados de imprensa deram origem a notícias nos Media.
O clipping ou recortes de imprensa, é a ferramenta que indica ao assessor a sua taxa de sucesso de con- versão de comunicados de imprensa em notícias, e as classifica de acordo com diferentes critérios, desde di- mensão até ao tom.
Ele é o resultado do laborioso trabalho de Assessoria de Imprensa e constitui a forma mais óbvia do assessorado avaliar a qualidade e sucesso da Assessoria de Imprensa.
Naturalmente, o clipping não é o único critério para a avaliar mas é, seguramente, um dos principais, e pelo qual o assessor justifica a sua profissão e valor.
A palavra inglesa “clipping” vem do verbo “to clip” ou cortar, e remonta aos trabalhos rurais de tosquia de ovelhas e poda de árvores. No caso da Assessoria de Imprensa, o assessor exerce uma espécie de poda do manancial de notícias, cortando aquelas que lhe in- teressam e retirando-as no jornal ou revista para as colocar num acervo especial a ser enviado ao assesso- rado. É por isso um elemento central do processo de gestão de informação.
O clipping é importantíssimo para legitimar a Assessoria de Imprensa e provar os efeitos positivos do seu traba- lho na imagem pública do assessorado. De facto, se o assessorado investe regularmente nesta área, ele vai querer uma confirmação de que não está a desperdiçar recursos. Através do clipping, o assessor demonstra ca-
Capítulo VII
tegoricamente os resultados dos seus esforços por intermédio da visibilidade mediática alcançada. Com uma função tão primordial, não deixa de espan- tar que o clipping não mereça muita atenção por parte dos assessorados.
O cllipping é definido como o processo de pesquisa, seleção, classificação e catalogação de todos os textos de carácter jornalístico (notícias, repor- tagens, entrevistas, colunas de opinião) em que o nome do assessorado é mencionado direta ou indiretamente no conjunto alargado de títulos de Imprensa (imprensa escrita, rádio, televisão, internet), sejam eles de âmbito nacional ou internacional.
Consiste no monitoramento das notícias acerca do assessorado e é cons- tituído por uma coleção de peças jornalísticas organizadas por ordem cronológica, bem como por um relatório onde essa informação é analisada com vista a produzir um conhecimento aprofundado do perfil mediático do assessorado e orientar futuras iniciativas da Assessoria de Imprensa.
Ao processo de constituir um acervo de notícias do assessorado dá-se o nome de clipagem (termo especialmente usado no Brasil).
Existem assessorados que pedem que o clipping respeite não apenas as no- tícias sobre si próprio, como também todas as notícias sobre determinado assunto que lhe interesse, incluindo o mercado onde operam e as principais empresas com as quais compete.
É de salientar que, embora no séc. XX o clipping dissesse respeito a recortes de notícias de jornais e revistas, atualmente ele abrange outros meios de co- municação incluindo a rádio, a televisão e a Internet. É devido à sua história que o clipping é também conhecido por “recortes de imprensa” ainda que se possa gravar as peças noticiosas de rádio e televisão e incluí-las no clipping.
Existem duas formas de produzir a clipagem:
Com efeito, os dias em que o assessor comprava diariamente todos os jor- nais e revistas e, meticulosa e pacientemente, lia as publicações à procura da mais leve referência ao seu assessorado, já passaram. A forma manual de clipping inclui identificar as notícias sobre o assessorado, recortá-las e colá-las numa ficha de clipping. Nos Media como a imprensa online implica copiar o conteúdo e colá-la no novo ficheiro.
A forma manual de clipping envolve muitas horas de leitura dos jornais sem ter a certeza que essas horas se traduzam em notícias a ser incluídas no clipping. Não há, portanto, garantia de produtividade. Haverá dias onde a imprensa não cita o assessorado e, no entanto, cabe ao assessor perscrutar atentamente, todos os dias, a Imprensa à procura de eventuais referên- cias. A clipagem manual não é, pois, muito eficiente e envolve um grande dispêndio de tempo.
Atualmente, a clipagem manual está a ser progressivamente abandonada a favor da clipagem eletrónica (e-clipping).
Existem serviços comerciais de clipping que, automática e instantaneamen- te, entregam ao assessor um vasto conjunto de peças jornalísticas a partir da análise de milhares de títulos periódicos.
No clipping eletrónico, basta ao assessor ligar-se à plataforma de clipping e imediatamente acede a todas as notícias publicadas sobre o seu asses- sorado. Os dias de leitura exaustiva da Imprensa já lá vão uma vez que, agora, existem sistemas computadorizados e algoritmos que perscrutam quantidades infinitas de informação e que entregam ao assessor uma ficha de clipping completa.
Não há razão para perder tempo em pesquisas manuais em busca de notícias nos Media que podem nunca chegar. A clipagem eletrónica é fundamental para optimizar o trabalho do assessor.
A nova rotina do assessor já não é tanto ler os títulos de imprensa, mas aceder ao seu email e encontrar, de manhã cedo, os resultados diários de e-clipping. Esta é uma ferramenta muito poderosa que permite uma maior eficiência e produtividade do trabalhado do assessor que deixa de perder tempo a analisar a Imprensa. Através de filtros extensos e pormenorizados, o e-clipping é até capaz de registar, sem esforço, todas as notícias (em papel, online, na rádio, ou na televisão) sobre o assessorado.
Não há razão para perder tempo em pesquisas manuais em busca de notícias nos Media que podem nunca chegar. A clipagem eletrónica é fundamental para otimizar o trabalho do assessor e deixar-lhe mais tempo para cultivar o seu relacionamento com os jornalistas.
Os principais atributos do e-clipping são, pois, a instantaneidade, confiabili- dade e capacidade de distribuição rápida das notícias. Ele é um aliado vital para a rápida gestão da informação e para a tomada de decisões e definição de estratégias em Assessoria de Imprensa.
E é a maneira mais rápida e completa do assessor ficar atualizado diaria- mente de tudo o que é publicados nos órgãos de comunicação social (desde os maiores e mais importantes, até aos mais pequenos, desde os Media in- ternacionais aos Media regionais).