Além dos exemplos citados, a ferramenta de Web Analytics, permite relatórios em tempo real, painéis de controle, monitoramento e organização de KPIs, conhecimento dos caminhos que os visitantes percorrem no site, análise dos sistemas utilizados em computadores e celulares para navegação na internet, compreensão do comportamento do visitante, avalia o impacto das mídias sociais sobre as métricas que estão sendo analisadas, relatórios de quais redes sociais dão origem a visitantes engajados, além de apresentar o que, e onde, os visitantes estão compartilhando e, por fim, ferramentas de publicidade, que trazem relatórios sobre a contribuição das publicidades, tornando os mecanismos de busca mais eficientes (GOOGLE ANALYTICS, 2014).
Bhatnagar (2009) apresenta que os dados de "tráfego de referência" e "segmentação geográfica" são indicadores importantes para decidir sobre a eficácia das parcerias e determinar onde as parcerias adicionais podem ser feitas. A autora complementa que informações referentes às cidades que acessam o site, podem ser utilizadas para conseguir parceiros regionais. O poder da análise da web é revelar o enorme volume de dados desconhecidos. Por exemplo, o volume do tráfego proveniente de smartphones e navegadores, alerta para um provável público, portanto a empresa deverá adaptar a oferta dos seus serviços por meio de dispositivos móveis de maneira que eles melhor possam visualizar (BHATNAGAR, 2009).
Essas ferramentas podem permitir a aprendizagem, facilitando a aquisição, armazenamento e compartilhamento de informações. Argote (2013) afirma que pesquisas sobre ferramentas e aprendizagem organizacional tem se concentrado principalmente em tecnologia da informação ou sistemas de gestão de conhecimento. O que reforça e complementa a importância desse estudo.
vantagem competitiva, porém não existe uma explicação do como ocorre esse processo de vantagem.
Albertin e Albertin (2008) afirmam que não existe metodologia, indicadores ou métricas para verificar a relação entre o uso de TI e o desempenho organizacional. A proposta desse trabalho é usar as dimensões da capacidade absortiva para verificar a relação entre o uso do TI e a criação de valor. Além de a teoria do BI2.0 poder contribuir para a CA, pois a teoria da Capacidade Absortiva trabalha com conhecimentos que já ocorreram e o BI2.0 trará a contribuição do conhecimento dinâmico que ocorre em tempo real.
O modelo utilizado para compreender a capacidade absortiva (CA) foi baseado na teoria de Zahra e George (2002). Como explicado no subcapítulo 2.1.1.1 Dimensões da Capacidade Absortiva esse modelo foi escolhido pelo mesmo motivo exposto por Camisón e Forés (2009) que o uso de dois grandes blocos de escalas, a potencial e a realizada, gera uma melhor e mais fácil compreensão de todo o processo de CA. Zahra e George (2002) classificaram em quatro dimensões, que foram separadas em dois componentes/ escalas:
capacidade de absorção potencial (aquisição e assimilação) e capacidade de absorção realizada (transformação e aplicação/exploração). Para os autores, a capacidade absortiva realizada (transformação e aplicação/exploração) é a principal fonte de inovação e sustentação de vantagem competitiva, porém a renovação de estoques de conhecimento e a assimilação são essenciais para evitar armadilhas de competências.
Na teoria da CA os autores Zahra e George (2002) afirmam que empresas com alta capacidade absortiva conseguem uma sustentação de vantagem competitiva. Porém, devido à dificuldade de se medir a vantagem competitiva este estudo se propõe a compreender a criação de valor que as ferramentas de BI 2.0 podem trazer para as organizações. O modelo utilizado para entender a criação de valor será o de Teece e Al-Aali (2011).
Teece e Al-Aali (2011) apresentam três etapas do processo de renovação contínua das atividades e ajustes necessários na organização. A primeira etapa é de identificação e avaliação de uma oportunidade (sensor). Segundo, mobilização de recursos para abordar uma oportunidade e capturar valor (apreensão). Por fim, a última etapa que é de transformação.
Essas etapas são necessárias se a empresa estiver inserida em ambientes de grande mudança e de alta tecnologia, o que vale ressaltar é que algumas empresas serão melhores que outras em cada uma dessas etapas. As etapas utilizadas nesse estudo serão de apreensão e transformação para compreender a criação e a captura de valor pelas organizações.
Na criação de valor na etapa apreensão as empresas podem conseguir disciplina de investimento, maior compromisso com a pesquisa e desenvolvimento, criar novas
competências ou realizar novas combinações. Na etapa transformação consegue fazer novas recombinações (TEECE; AL-AALI, 2011).
Na captação de valor na etapa apreensão, as empresas podem conseguir maior qualificação de propriedade intelectual e de execução, implantação de novos modelos de negócio, alavancar ativos complementares e mais investimentos em instalações de produção.
Na etapa transformação podem gerenciar melhor as ameaças, aperfeiçoar o modelo de negócios e o desenvolvimento de novos complementos (TEECE; AL-AALI, 2011).
Esse modelo teórico de análise está mais bem apresentado na Figura 8:
Figura 8 - Modelo Teórico de Análise
Fonte: Elaborado pela autora (2014)
A intenção de criação desse modelo é para conseguir responder aos objetivos desta investigação, em complementação aos passos da metodologia de pesquisa. O modelo, conforme já proposto será a base conceitual para adaptação do roteiro da entrevista e também para análise dos dados que será apresentado no subcapítulo da metodologia: 3.3.1 Elaboração do Instrumento de pesquisa.
3 METODOLOGIA
Uma vez delimitado o tema da pesquisa, a definição do problema e objetivos, é necessário definir o método que viabilizou o processo de coleta e de análise dos dados (LIMA, 2004). Segundo Martins e Theóphilo (2009), o objetivo da metodologia é buscar o melhor procedimento e a melhor técnica de pesquisa. Os autores complementam que é o caminho para chegar a determinado fim ou objetivo.
Este capítulo tem a finalidade de apresentar os procedimentos metodológicos adotados na pesquisa, com o propósito de alcançar os objetivos propostos no primeiro capítulo. Foi apresentado o delineamento da pesquisa, o método de elaboração do instrumento de pesquisa, seleção das unidades de análise, pré-teste do instrumento de pesquisa, coleta de dados e por fim a técnica utilizada para interpretação e compreensão dos dados.