Se desejar conhecer a lenda da erva-mate entre no site:
http://www.rosanevolpatto.trd.br/lendaervamate.html
Atividade
Atende ao Objetivo 2
2. O Paraná possui um grande e diversifi cado patrimônio cultural, que inclui bens naturais, materiais e imateriais. Aponte um bem paranaense, entre os exemplos citados nesta aula, cujas caracte- rísticas permitam que seja enquadrado simultaneamente nesse três tipos de classifi cação, justifi cando.
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Quando os espanhóis e portugueses chegaram à região Sul do Brasil conheceram a bebida chamada cáa, que os índios guaranis preparavam com as folhas de uma árvore e serviam em cabaças, de onde era sorvida por meio de canudo de taquara. Era a erva-mate – planta da família das aquifoliáceas, originária da região subtropical da América do Sul –, que caiu no gosto dos es- panhóis. O nome mate vem do quíchua mati, que signifi ca cuia, em referência ao próprio recipiente onde era bebido, e a lenda do mate mantém-se como importante relato oral indígena que faz parte do imaginário da região.
Resposta Comentada O Parque Histórico do Mate é um patrimônio paranaense que pode ser qualifi cado como bem cultural integrado, sendo uma reserva natural, que ocupa 31,7 hectares de imensa área verde, com vegetação nativa e lago; um patrimônio material, histórico e arquitetônico, represen- tado pelo prédio do Museu, que foi resultado da restauração de um antigo Engenho de Mate datado da metade do século XIX cujo acervo reúne objetos relacionados ao processo de produção da erva-mate;
e um patrimônio imaterial, pela preservação dos fazeres e saberes que envolvem o processamento e a produção da erva-mate.
Conclusão
O patrimônio cultural de Santa Catarina envolve diversos conjuntos históricos preservados, o que inclui arquitetura de in- fl uência portuguesa, casas em estilo enxaimel, construídas pelos imigrantes alemães, e casarões em madeira, trazidos pelos italia- nos. Além desses bens materiais, o patrimônio catarinense ainda reúne tradições, hábitos e costumes introduzidos por coloniza- dores e imigrantes. Desse rico legado imaterial fazem parte os Ro- teiros Nacionais de Imigração, iniciativa do IPHAN/MinC, que ob- jetiva valorizar a memória desse panorama multicultural que forma a identidade brasileira.
O Paraná, por sua vez, possui um extenso rol de bens mate- riais – que inclui, a exemplo de Santa Catarina, referências trazidas por imigrantes europeus – e, ainda, um enorme patrimônio natu- ral, representado por diversos parques nacionais, entre os quais se destaca o Parque Nacional do Iguaçu, reconhecido pela Unesco como Patrimônio da Humanidade. Já a centenária Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá representa um bem material que cruza a Serra do Mar, permitindo observar de perto essa grande riqueza ambiental. Santa Catarina e Paraná dividem, assim, aspectos cul- turais e naturais semelhantes, com forte participação de imigran- tes europeus e de ecossistemas associados, nos quais se desta- cam as matas de araucárias (Araucaria angustifolia), árvore conhe- cida como pinheiro-do-paraná ou pinheiro-brasileiro.
Resposta Comentada As semelhanças culturais entre esses dois estados decorrem do com- partilhamento de infl uências da colonização portuguesa, alemã e italiana, fazendo com que o patrimônio de ambos refl ita as tradições e os costumes de colonizadores e imigrantes, reinterpretados a par- tir das condições locais. O patrimônio natural dos dois estados apre- senta, também, algumas correlações e ecossistemas associados, como, por exemplo, as matas de araucárias.
Resumo
Os estados do Paraná e de Santa Catarina, ao lado do Rio Grande do Sul, tiveram a ocupação de seu território disputada por espanhóis e portugueses, que visavam colonizar, em nome de seus respectivos reinos, as novas terras do Rio da Prata.
Todos os três estados receberam imigrantes, principalmente alemães e italianos, que somaram suas referências culturais às ibéricas, indígenas e negras. Foi, entretanto, o grande co- mércio de muares e eqüinos – que eram tocados pela estrada Viamão-Sorocaba, do Rio Grande do Sul até São Paulo, onde eram comercializados – que desempenhou papel determinante no desenvolvimento da região. Nas paradas de descanso do caminho das tropas, foram sendo criadas diversas cidades que
Atividade Final
Atende ao Objetivo 3
Explique os motivos que levam Santa Catarina e Paraná a serem considerados como estados que comungam semelhanças em re- lação ao patrimônio cultural.
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hoje guardam preciosos testemunhos da formação cultural e da memória desses estados. Com o declínio da mineração das Minas Gerais ocorreu uma crise no comércio de gado que resultou no esvaziamento progressivo da região. Uma política imperial, na segunda metade do século XIX, incentivou a imi- gração para reocupar a área, estimulando o desenvolvimento da agricultura. A partir de então, chegaram imigrantes açoria- nos, alemães, italianos, poloneses, cujos costumes mesclados à cultura indígena e negra dariam forma às culturas dos esta- dos da região Sul do Brasil.
Os governos desses três Estados empenham-se atualmente em incentivar o ensino das línguas alemã e italiana nas escolas públicas, além do inglês, na intenção de incrementar as rela- ções comerciais e culturais com Itália e Alemanha.
9 O patrimônio cultural e artístico brasileiro – região Centro-Oeste: estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e o Distrito Federal
Meta da aula
Apresentar o patrimônio cultural da região Centro-Oeste, formada pelos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás (e o Distrito Federal, Brasília), analisando as características principais dos patrimônios natural, material e imaterial de cada uma dessas quatro unidades da Federa- ção, suas infl uências e transformações.
Objetivos
Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta aula, você seja capaz de:
identifi car e classifi car os patrimônios de cada estado na região, justifi cando sua importância;
reconhecer a especial importância das manifestações de cunho imaterial como expressão e reafi rmação de identidade para as comunidades da região;
identifi car e justifi car qual o tipo de patrimônio que corre maior risco dentro do cenário de rápido desenvol- vimento do agronegócio e da industrialização na região Centro-Oeste.
Pré-requisitos
Para que esta aula seja mais facilmente absorvida, é necessário o domínio do conteúdo das Aulas 3 (As Cidades Históricas Brasileiras) e 5 (Patrimônio Natural).
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Introdução
Formada pelos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás (e o Distrito Federal, Brasília), a região Centro-Oeste possui uma área de cerca de 1.610.000 km2, localizando-se no imenso Planalto Central brasileiro. Seus terrenos antigos e erodidos re- sultaram em chapadões e em depressões que, na região a oeste do estado do Mato Grosso do Sul e a sudoeste do estado do Mato Grosso, formam o Pantanal Mato-grossense. A altitude da região não ultrapassa os mil metros, dividindo-se em Planalto Central, Planalto Meridional e Planície do Pantanal, que é cortada pelo rio Paraguai e sujeita a alagamentos durante o período das chuvas de verão. Com esse fornecimento abundante de água e com o auxílio do clima semi-úmido, a fl ora e a fauna do Pantanal apresentam grande variação e riqueza.
No Planalto Central, formado por rochas cristalinas, são comuns as chapadas, que aparecem em grande parte da região. Já a Planície do Pantanal constitui-se em uma área de baixa altitude, variando em torno de 100 metros, facilitando sua constante inun- dação pelo rio Paraguai e afl uentes, o que só não acontece na região das cordilheiras, onde ocorrem elevações no terreno.
O Planalto Meridional, na parte sul da região, apresenta os solos mais férteis, conhecidos como terra-roxa, e que aparecem no sul de Goiás e em Mato Grosso do Sul.
O clima da região é tropical, apresentando temperaturas quentes com verões chuvosos e invernos secos, sendo a Planície do Pantanal uma das áreas mais quentes da América do Sul. Na parte que pertence à região amazônica, o clima é equatorial, podendo, entretanto, ocorrer declínio de temperatura, conhecido como friagem, resultante da penetração de uma massa polar no vale formado pelo rio Paraguai, da parte oeste dos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A região é cortada por bacias hidrográfi cas como a Bacia Amazônica, a do Tocantins-Araguaia e a Platina, com destaque para os rios Cuiabá e Paraguai.
A ocupação da região Centro-Oeste teve início a partir dos cami- nhos abertos pelos bandeirantes durante os séculos XVII e XVIII ao desbravarem o interior do país em busca de minérios e de índios para escravizar. Na história recente, a transferência da capital do país do Rio de Janeiro para Brasília, em 1960, foi outro fator que afetou de forma dramática o crescimento da região, que recebeu grandes levas de migrantes de diversas partes do país em busca de terras mais baratas e de novas perspectivas de progresso pela proximidade do Distrito Federal. A urbanização que se seguiu não fez diminuir a presença de tribos indígenas, que até hoje habitam as reservas naturais da região, como o Parque Indígena do Xingu, com cerca de vinte tribos, o Parque Indígena do Araguaia – na Ilha do Bananal – e as reservas indígenas dos xavantes e pare- cis, ainda que esses continuem a enfrentar invasões de suas terras por garimpeiros, madeireiros, pecuaristas e agricultores.
A proximidade dessas áreas selvagens – algumas delas autên- ticos santuários ecológicos – com modernos centros urbanos, como a cidade de Brasília, faz da região Centro-Oeste um pólo turístico em pleno desenvolvimento, com ênfase nos visitantes que buscam os atrativos de seu rico patrimônio natural.