através de relatório anual de empresas e informações adicionais em companhias especializadas em fornecer informações financeiras.
serão fabricados ou os serviços prestados, ou ainda, o local onde será centralizada a administração do empreendimento. Na localização, todos os detalhes, por menores que sejam, devem ser considerados, pois mesmo os pequenos detalhes, quando passam despercebidos, podem trazer sérias desvantagens. Por exemplo: a facilidade de acesso para os fornecedores ou a existência de um estacionamento para os clientes.
Segundo Gaither e Frazier (2005, p. 179) a decisão quanto à localização das instalações requer tempo e custo para avaliar a melhor alternativa de localização. Estes autores ainda afirmam que não existe uma localização perfeita, mas sim diversas boas localizações. Geralmente, cada local apresenta pontos fortes e fracos, sendo que a decisão é tomada após a ponderação das potencialidades e fragilidades de cada opção.
Sobre localização, Dornelas (2001, p. 128) expõe que, apesar de ser vista como uma estratégia de marketing de um plano de negócio, a localização, na maioria das vezes diferencia os serviços oferecidos pela empresa em relação a concorrência. A infra-estrutura da empresa também é um fator a ser considerado no plano de negócio, pois muitas empresas podem ter uma excelente infra- estrutura, independente de onde estejam localizadas. De acordo com o autor, é importante ressaltar que as informações relacionadas ao valor do aluguel devem ser transportadas para a seção financeira do plano de negócio, mais precisamente, para as projeções do fluxo de caixa. Caso o imóvel seja da empresa, seu valor deverá constar no balanço patrimonial.
Para melhor localizar seu futuro empreendimento, o empreendedor deve determinar, através de pesquisas realizadas, em que região está localizado seu mercado-alvo e, então, posicionar-se de modo a disponibilizar a seus clientes acesso rápido e fácil, obtendo vantagem competitiva sobre seus competidores.
Entretanto, tão importante quanto a estratégia de localização, que por sua vez pode agregar valor ao produto, o plano de desenvolvimento do projeto também é necessário no plano de negócio.
2.8.2 Plano de Desenvolvimento do Projeto
Conforme Slack et al (1997, p. 144), o objeto de desenvolver e projetar produtos e serviços tem por objetivo maior atender aos consumidores,
satisfazendo suas necessidades e expectativas. Ao atender a esses critérios, a organização, por sua vez, estará aumentando sua competitividade de mercado.
Observa-se, então, que o projeto de serviços ou produtos começa e termina focalizado nas necessidades do consumidor, sendo que, primeiro, através das estratégias de marketing, a empresa poderá reunir informações que servirão de base para a compreensão das necessidades de mercado sobre determinado produto ou serviços.
Para Moreira (1996, p. 229), novas idéias para a criação de novos produtos, geralmente, são adquiridas através de duas fontes: o mercado, que é o caso da necessidade do consumidor, e da tecnologia disponível para o seu desenvolvimento. Segundo o autor, a seleção das idéias para novos produtos, surgem através de três critérios: possibilidade e facilidade de desenvolvimento do produto, aceitação e possível sucesso no mercado e o retorno financeiro esperado. Ainda segundo o autor, esses critérios podem ser combinados de maneira a proporcionar uma avaliação quantitativa da idéia de um novo produto ou serviço.
Assim sendo, em relação ao plano de desenvolvimento do produto, pode- se perceber que existem três fatores determinantes para a criação de novos produtos ou serviços. Portanto, além de novas idéias, é necessário que haja tecnologia, aceitação do produto pelos consumidores e o retorno financeiro projetado.
Ao analisar o plano operacional, pode-se perceber que os processos envolvidos na fabricação de um produto variam desde a localização até os recursos humanos necessários para este processo. Desse modo, a próxima seção apresentada será o plano de RH.
2.8.3 Plano de Recursos Humanos
No Plano de Recursos Humanos (RH), segundo Dornelas (2001, p.101), deve-se apresentar os planos de desenvolvimento e treinamento de pessoal da empresa, quais suas metas de treinamento associadas às ações do plano operacional e as metas de treinamento estratégico. Nesta seção do plano de negócios, também deve ser apresentado o nível educacional e a experiência dos
executivos, gerentes e funcionários operacionais, demonstrando os esforços da empresa na formação de seu pessoal.
"Os investidores normalmente investem em pessoas, que são o principal ativo das empresas nascentes. E quanto mais capacitadas em técnicas de gestão e experientes estas pessoas são, melhores as chances de a empresa conseguir o capital solicitado." (DORNELAS, 2001, p. 127).
O planejamento de recursos humanos, de acordo com Chiavenato (1991, p. 27), é o processo de decisão em relação aos recursos humanos necessários para alcançar as metas organizacionais no prazo determinado. “Trata-se de antecipar qual a força de trabalho e os talentos humanos necessários para a realização de ação organizacional futura”. O autor salienta ainda que, muitas vezes, o planejamento de recursos humanos nas organizações é feito pelo departamento de RH, desse modo, torna-se extremamente importante antecipar sua qualidade e quantidade necessária à organização. O autor prossegue apontando que, na maioria das empresas industriais, o processo de mão-de-obra é desenvolvido no nível operacional, a curto e médio prazo, através do setor responsável pelo planejamento e controle da produção. Enquanto no setor operacional é dada ênfase à mão-de-obra direta, a fim de que se cumpram as metas de produção, o RH elabora critérios de racionalidade técnica e abordagem qualitativa.
Em relação ao plano de recursos humanos, pode-se concluir que, para que haja desenvolvimento tecnológico da empresa, é necessário que se cumpram algumas etapas de capacitação e aperfeiçoamento dos profissionais, tornando-os capazes de responder com rapidez às exigências do mercado. O aperfeiçoamento adquirido através de treinamento e programas de conscientização visa efetivar a participação dos recursos humanos na produção da qualidade.
A próxima seção a ser abordada é o plano financeiro, que é uma das partes mais importantes de um plano de negócio, pois exibi em números tudo que foi escrito no plano.