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Procedimento para Importação

No documento Revista dos Alunos de Administração (páginas 133-142)

NOVA ODESSA

3.2 Procedimento para Importação

O procedimento descreve as etapas necessárias para a condução dos processos de importação de insumos químicos e materiais de revenda.

O processo de importação de um determinado produto inicia-se com a confirmação do pedido de compra e estende-se até o recebimento da mercadoria, com o seu respectivo pagamento e arquivamento do processo.

Tal confirmação do pedido de compra deve estar de acordo com as necessidades de suprimentos da empresa.

Faz-se o pedido de compra internacional no sistema SAP, onde através de uma interface o mesmo migra para o sistema Softway.

Após receber a fatura comercial, compara-se o documento com o Pedido de Compra.

Enviam-se ao despachante os documentos referentes à importação, onde se dará início ao processo de desembaraço aduaneiro através do registro da DI no Siscomex.

Após o recebimento dos documentos originais e da informação sobre a chegada da mercadoria, paga-se todos os impostos devidos no ato do registro da DI no Siscomex.

Deve-se aguardar a parametrização da DI, e dependendo do Canal, as devidas providências serão tomadas.

 Canal Verde – desembaraço automático.

 Canal Amarelo – Análise documental pela RFB.

 Canal Vermelho – Análise documental e física pela RFB.

 Canal Cinza – Análise de preço (valoração aduaneira), propriedade industrial, defesa do consumidor, norma técnica e omissão ou inexistência de fato.

Após o desembaraço será emitido pela RFB o CI.

Com base na DI, deve-se emitir a Nota Fiscal de Entrada. As Notas Fiscais são enviadas via e-mail à transportadora, para programação do transporte, que é efetuado por transportadora previamente contratada e qualificada.

Para demonstrar a vantagem de utilização do Ex-tarifário de imposto, analisou-se todos os produtos que a empresa costuma importar, e conforme apresentado na imagem 1, através da ferramenta TECwin web disponibilizada pelo Portal Aduaneiras, que é o espelho da tabela TEC, identificou-se através da NCM alguns produtos que permitem a utilização de

“Ex”. Selecionaram-se dois produtos que são importados frequentemente, para detalhamento da melhoria a ser aplicada.

Imagem 1 – Print de tabela TECwin. Fonte: [8]

O método atual de controle de informações de cada produto importado pode ser observado na tabela 1. As informações são fornecidas pelo setor industrial (químicos responsáveis) e pelo setor de cadastros da empresa.

Tabela 1 – Dados importação, versão 1. Fonte: Autoria própria.

CÓDIGO NOME NCM CARACTERÍSTICAS

M012432- 000000

Produto 1 2710.19.99 Nome comercial: Produto 1; Aspecto: Líquido;

Classe: Solvente; Processo de obtenção: N.E.; CAS:

N.E.; DCB: Dietilenotriamina; Fórmula Química: N.E;

Grau pureza: >99%; Acondicionamento: Granel;

Aplicação: Indústrias várias; Cor: Levemente amarelado; Peso unitário: N.E.

F205083-681500 Produto 2 3823.19.00 Nome comercial: Produto 2; Aspecto: Líquido;

Classe: Produto orgânico para síntese; Processo de obtenção: N.E.; CAS: N.E.; DCB: Ácido graxo de coco

destilado; Fórmula Química: N.E.; Grau pureza: N.E.;

Acondicionamento: IBC plástico; Aplicação:

Indústrias várias; Cor: N.E.; Peso unitário: 1.000 kg.

Abaixo pode-se observar o cálculo dos impostos sem a aplicação do Ex-tarifário de imposto.

Produto 1:

Valor Aduaneiro - R$ = 55.433,85 + 12.461,99 + 860,00 + 70,95 = 68.826,79 II 0% - R$ = 68.826,79 * 0% = 0,00

IPI 8% - R$ = (68.826,79 + 0,00) * 8% = 5.506,14 PIS 2,1% - R$ = 68.826,79 * 2,1% = 1.445,36

COFINS 9,65% - R$ = 68.826,79 * 9,65% = 6.641,79 Taxa de Utilização do Siscomex - R$ = 214,50

AFRMM - R$ = [(12.461,99 + 860,00) * 25%] + 21,20 = 3.351,70

ICMS 18% - R$ = [(68.826,79 + 0,00 + 5.506,14 + 1.445,36 + 6.641,79 + 214,50 + 3.351,70) / (1 - 0,18)] * 18% = 18.875,03

Total de impostos - R$ = 32.468,32 Produto 2:

Valor Aduaneiro - R$ = 106.088,52 + 736,38 + 885,00 + 111,63 = 107.821,53 II 20% - R$ = 107.821,53 * 20% = 21.564,31

IPI 0% - R$ = (107.821,53 + 21.564,31) * 0% = 0,00 PIS 2,1% - R$ = 107.821,53 * 2,1% = 2.264,25

COFINS 9,65% - R$ = 107.821,53 * 9,65% = 10.404,78 Taxa de Utilização do Siscomex - R$ = 214,50

AFRMM - R$ = [(736,38 + 885,00) * 25%] + 21,20 = 426,55

ICMS 18% - R$ = [(107.821,53 + 21.564,31 + 0,00 + 2.264,25 + 10.404,78 + 214,50 + 426,55) / (1 - 0,18)] * 18% = 31.323,49

Total de impostos - R$ = 65.556,83

O despachante envia ao importador um “espelho de DI” para aprovação, onde consta o cálculo dos impostos e demais informações sobre o produto e sua procedência,

posteriormente registra-se a DI.

4 Resultados e Discussões

Na tabela 2, nota-se que através da melhoria na lista de produtos importados, inseriu- se uma coluna “EX” para identificar os produtos que possuem Ex-tarifário de imposto e também uma coluna “LI” para identificar os produtos que necessitam de licença de importação. Espera-se que a tabela seja alimentada pelo setor industrial (químicos responsáveis) em conjunto com o setor de cadastros da empresa a cada produto novo a ser importado, e que o mesmo seja analisado detalhadamente para aplicar a “Ex” se houver essa opção e se o produto se enquadrar tecnicamente nela.

Tabela 2 – Dados importação, versão 2. Fonte: Autoria própria.

CÓDIGO NOME NCM “EX” LI CARACTERÍSTICAS

M012432-000000 Produto 1 2710.19.99 01 IPI

Pré- embarque, Não automática , Órgão anuente:

ANP

Nome comercial: Produto 1;

Aspecto: Líquido; Classe:

Solvente; Processo de obtenção: N.E.; CAS: N.E.;

DCB: Dietilenotriamina;

Fórmula Química: N.E; Grau pureza: >99%;

Acondicionamento: Granel;

Aplicação: Indústrias várias;

Cor: Levemente amarelado;

Peso unitário: N.E.

F205083-681500 Produto 2 3823.19.00 001 II

- Nome comercial: Produto 2;

Aspecto: Líquido; Classe:

Produto orgânico para síntese;

Processo de obtenção: N.E.;

CAS: N.E.; DCB: Ácido graxo de coco destilado; Fórmula Química: N.E.; Grau pureza:

N.E.; Acondicionamento: IBC plástico; Aplicação: Indústrias várias; Cor: N.E.; Peso unitário:

1.000 kg.

Com o repasse da tabela 2 ao despachante, evitam-se questionamentos contínuos do mesmo, pois no momento da elaboração do “espelho de DI” o despachante saberá quais produtos terão exceções tarifárias aplicáveis e se necessitarão de LI.

Em alguns casos existe a exceção tarifária com limite de quantidade a importar, e através da LI não automática o órgão anuente pode analisar se a quantidade e demais informações estão de acordo.

A ferramenta TECwin web possibilita identificar se o produto necessita LI, sua fonte para esses dados é o Siscomex. Conforme imagem 2, deve-se acessar a aba “tratamento administrativo” e seguir pelo tratamento do produto, se o item estiver em vermelho, é necessário providenciar a LI para que o órgão anuente responsável analise a mesma. No caso do Produto 1, o tratamento se encaixa em mercadoria e por esse motivo necessitou LI pré- embarque não automática, que foi analisada pelo órgão anuente ANP. Então, solicitou-se ao despachante aduaneiro para que providenciasse o devido documento, e depois de deferido, pôde-se prosseguir com o embarque da mercadoria.

Imagem 2 – Print de tabela tratamento administrativo TECwin. Fonte: [8]

A segunda fase da análise foi feita pelo despachante em um momento anterior ao registro da DI, onde o mesmo verificou se o Ex-tarifário de imposto ainda estava em vigor e enviou ao importador um “espelho de DI” para aprovação, com a descrição do produto

perfeitamente de acordo com a descrição do “Ex”. Neste documento consta o cálculo dos impostos, considerando as alíquotas do “Ex” utilizado. Após aprovação do importador, registrou-se a DI e obteve-se o CI.

Abaixo pode-se observar o cálculo dos impostos com a aplicação do Ex-tarifário de imposto. Nota-se que através da redução da alíquota do II e/ou IPI, consequentemente tem- se uma redução no valor do ICMS.

Produto 1:

Valor Aduaneiro - R$ = 55.433,85 + 12.461,99 + 860,00 + 70,95 = 68.826,79 II 0% - R$ = 68.826,79 * 0% = 0,00

IPI 0% - R$ = (68.826,79 + 0,00) * 0% = 0,00 PIS 2,1% - R$ = 68.826,79 * 2,1% = 1.445,36

COFINS 9,65% - R$ = 68.826,79 * 9,65% = 6.641,79 Taxa de Utilização do Siscomex - R$ = 214,50

AFRMM - R$ = [(12.461,99 + 860,00) * 25%] + 21,20 = 3.351,70

ICMS 18% - R$ = [(68.826,79 + 0,00 + 0,00 + 1.445,36 + 6.641,79 + 214,50 + 3.351,70) / (1 - 0,18)] * 18% = 17.666,37

Total de impostos - R$ = 25.753,52 Produto 2:

Valor Aduaneiro - R$ = 106.088,52 + 736,38 + 885,00 + 111,63 = 107.821,53 II 2% - R$ = 107.821,53 * 2% = 2.156,43

IPI 0% - R$ = (107.821,53 + 2.156,43) * 0% = 0,00 PIS 2,1% - R$ = 107.821,53 * 2,1% = 2.264,25

COFINS 9,65% - R$ = 107.821,53 * 9,65% = 10.404,78 Taxa de Utilização do Siscomex - R$ = 214,50

AFRMM - R$ = [(736,38 + 885,00) * 25%] + 21,20 = 426,55

ICMS 18% - R$ = [(107.821,53 + 2.156,43 + 0,00 + 2.264,25 + 10.404,78 + 214,50 + 426,55) / (1 - 0,18)] * 18% = 27.063,23

Total de impostos - R$ = 41.888,69

Observou-se que a média de importação do Produto 1 é de 10 vezes ao ano e a média de importação do Produto 2 é de 9 vezes ao ano. Mantendo-se as quantidades e preços dos produtos, obteve-se a economia de R$ 67.148,00 e R$ 213.013,26 respectivamente, em um ano. Pode-se observar as quedas de valores no gráfico 1:

Gráfico 1 – Média de economia com a utilização de Ex-tarifário de imposto. Fonte: Autoria própria.

R$ 0,00 R$ 100.000,00 R$ 200.000,00 R$ 300.000,00 R$ 400.000,00 R$ 500.000,00 R$ 600.000,00 R$ 700.000,00

jan/15fev/15mar/15abr/15mai/15jun/15jul/15ago/15set/15out/15nov/15dez/15

Produto 1 Produto 2

Nota-se a redução no valor pago em impostos de aproximadamente 20% no Produto 1, e 36% no Produto 2.

5 Considerações Finais

Conclui-se que a utilização do Ex-tarifário de imposto é vantajosa para essa indústria química, pois para todos os produtos que possuem “Ex” a alteração na alíquota ad valorem dos tributos é apenas para menor.

O Ex-tarifário de imposto ocasiona a redução dos custos da importação e competitividade nas vendas com possível aumento dos lucros, pois o valor final do produto será menor. Deste modo, consegue-se estimular os setores da economia, alcançando o objetivo deste artigo.

Pelas vistas financeiras, a vantagem está em desembolsar um montante menor para registrar as declarações de importação devido à redução dos valores de impostos, isso faz com que o capital de giro torne-se maior do que se a empresa pagasse os impostos com as alíquotas normais.

Para que essa melhoria seja contínua, é necessária a constante avaliação dos produtos a cada caso de importação, para verificar se o “Ex” permanece em vigor ou se há um novo Ex-tarifário de imposto para algum outro produto.

Após analisar detalhadamente e aplicar as exceções tarifárias de imposto já disponíveis, pode-se adentrar na análise dos produtos que ainda não possuem “Ex” com o objetivo de requisitar novas desonerações tributárias.

Pode-se utilizar o conteúdo analisado neste artigo em outras indústrias do ramo de bens de capital, informática e telecomunicações.

Referências

[1] Importação. Disponível em:

<http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=5&menu=246>. Acesso em: 20 mar. 2016.

[2] MOREIRA, Daniela. Existem benefícios fiscais para empresas importadoras?

Exame, ago. 2011. Disponível em: <http://exame.abril.com.br/pme/noticias/existem- beneficios-fiscais-para-empresas-importadoras>. Acesso em: 05 mar. 2016.

[3] DALSTON, Cesar Olivier. Exceções Tarifárias: Ex-tarifário do Imposto de Importação.

1. ed. São Paulo: Lex Editora: Aduaneiras, 2005.

[4] Despacho Aduaneiro de Importação. Disponível em:

<http://www.receita.fazenda.gov.br/aduana/ProcAduExpImp/DespAduImport.htm>. Acesso em: 20 mar. 2016.

[5] FRANCISCHINI, Paulino G.; GURGEL, Floriano do Amaral. Administração de Materiais e do Patrimônio. 1. ed. São Paulo: Pioneira Thomson, 2002.

[6] TUBINO, Dalvio Ferrari. Planejamento e Controle da Produção: Teoria e Prática. 1.

ed. São Paulo: Atlas, 2007.

[7] Manual Básico de Importação. Disponível em:

<http://www.ciesp.com.br/pesquisas/manual-basico-importacao/>. Acesso em: 24 abr. 2016.

[8] TECwin. Disponível em: <

http://tecwinweb.aduaneiras.com.br/Modulos/Home/Home.aspx>. Acesso em: 07 mai. 2016.

[9] SILVA, Marco Antonio da. Estratégias para atuação em comércio exterior. São Paulo: Senac São Paulo, 2013.

[10] LI Deferida após o Embarque. Disponível em:

<http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/aduaneira/manuais/despacho-de-

importacao/topicos-1/infracoes-e-penalidades/multas-na-importacao/hipoteses/li-deferida- apos-o-embarque>. Acesso em: 14 mai. 2016.

[11] Significado de NCM. Disponível em: < http://www.significados.com.br/ncm/>. Acesso em: 14 mai. 2016.

PLANO DE NEGÓCIOS- ESTUDO DE CASO DE UMA FÁBRICA DE PASTÉIS (NÉLSON PASTÉIS) EXISTENTE NO MERCADO

Lincoln Araujo 1 João Roberto Grahl 2

RESUMO

Este artigo discute os conceitos de empreendedorismo numa fábrica de massa de pastéis, no campo da gestão administrativa. Ele analisa os custos, concorrência, localizações e os aspectos gerais para investimentos financeiros. Com essas informações, foi possível desenvolver esse plano de negócios.

Palavras chave: Custos. Investimentos. Conceitos.

ABSTRACT

This article discusses the concepts of entrepreneurship of a pastry dough factory in the field of administrative management. It analyzes the costs, competition, locations and general aspects for investments. With these informations it was possible to develop this business plan.

Keywords: Costs. Investment. Concepts.

1 Introdução

O mercado no setor é aquecido e, embora possa parecer um setor “pouco comentado”, o giro financeiro é muito alto. Para se ter uma idéia do volume financeiro da atividade, no ano de 2009 o setor gerou na economia aproximadamente 290 bilhões de reais (ABIA, 2010).

A Contribuição mostrada no texto a seguir procura evidenciar as ações para empreender a partir de desenvolvimento colocada em prática por meio dos planos do SEBRAE e pesquisa feita com proprietários da empresa NELSON PASTÉIS, desvendando as tecnologias aplicadas (Equipamentos), estratégias e recursos mobilizados para gerar o plano de negócios e verificação da situação atual da empresa.

O Objetivo desse plano é dar uma visão geral de como o negócio de massa de pastel se posiciona no mercado, quais as variáveis que mais afetam este tipo de negócio, e como se comportam (SEBRAE, 2009).

Como todo empreendimento/negócio será, através deste trabalho que vamos analisar a situação financeira desta empresa que está a 20 anos no mercado, se faz necessário saber no final deste, o que o cliente busca em particular nessa barraca/marca de pastéis que não encontra nos concorrentes e o que é feito para fidelizá-los depois de tantos anos, através de uma pesquisa de qualidade.

2 Revisão Bibliográfica

A revisão bibliográfica é a base para qualquer pesquisa científica. Acredite: algumas horas a mais na biblioteca podem poupar alguns meses de trabalho no laboratório ou a campo. Para proporcionar o avanço em um campo do conhecimento é preciso primeiro conhecer o que já foi realizado por outros pesquisadores e quais são as fronteiras do conhecimento naquela (Vianna, 2001).

Serão mostradas as informações e conceitos em teoria dos temas abordados no desenvolvimento desse plano de negócios e suas referências bibliográficas que nos darão fundamentação necessária que assegure as informações apresentadas.

O surgimento dos primeiros empreendedores no Brasil; foi devido a uma abertura maior da economia na década de 90. Porém esses novos empreendedores não detinham de conhecimentos suficientes para administrar seus negócios. Foi a partir desse surgimento do pequeno empreendedor que o SEBRAE começou a dar um suporte técnico para esses novos empreendimentos.

O movimento do empreendedorismo no Brasil começou a tomar forma na década de 1990, quando entidades como SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e Softex (Sociedade Brasileira para Exportação de Software) foram criadas. Antes disso, praticamente não se falava em empreendedorismo e em criação de pequenas empresas (DORNELAS, 2005, p.26).

É um novo momento na qual os especialistas chamaram de “a era do empreendedorismo” onde “são os empreendedores que estão eliminando barreiras comerciais, encurtando distâncias, globalizando e renovando os conceitos econômicos, criando novas relações de trabalho e novos empregos, quebrando paradigmas e gerando riqueza para a sociedade” (DORNELAS, 2005).

Os novos empreendedores precisam saber planejar suas ações e delinear as estratégias da empresa a ser criada ou em crescimento. A principal função de um plano de negócios é a de promover uma ferramenta de gestão para o planejamento e desenvolvimento inicial de um startup. (DORNELAS, 2005).

Empreendedorismo é o “processo de criar algo novo, assumindo os riscos e as recompensas”. A atividade empreendedora é essencial para a vitalidade de uma economia, pois é fonte de renda, emprego e inovação. (HISRICH; PETERS;

SHEPHERD, 2009).

“Os empreendedores são os heróis populares da moderna vida empresarial. Eles fornecem empregos, introduzem inovações e estimulam o crescimento econômico”

(LONGENECKER; MOORE; PETTY, 1998, p.3).

Este procedimento refere-se como a empresa toda é em teoria, a planta do seu novo negócio, um plano de negócios tem como principal diretriz reduzir os riscos de um empreendimento novo.

Deste modo, devem-se considerar alguns fatores para a elaboração do plano de negócios com o objetivo de se obter lucro: em qual ramo de atividade se insere, tipo de produto, localização do mercado, público alvo, concorrência, estratégias de vendas, plano de marketing, Market share, capital inicial necessário, planejamento de atividades, gestão administrativa, periodicidade para revisão do plano, assistência financeira e administrativa (FARAH; CAVALCANTI; MARCONDES, 2008).

Segundo Marconi e Lakatos (2007), a pesquisa bibliográfica é o levantamento da bibliografia publicada, em forma de livros, revistas, publicações avulsas e imprensa escrita e sua finalidade é fazer com que o pesquisador entre em contato direto com o material escrito sobre um determinado assunto, auxiliando na análise de suas pesquisas ou na manipulação de suas informações.

No documento Revista dos Alunos de Administração (páginas 133-142)