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Andre Alexey Polidoro.pdf - Univali

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Academic year: 2023

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A roda do chimarrão como ferramenta promotora de saúde na atenção básica: um artefato cultural, ético e político / André Alexey Polidoro, 2016. Todos esses serviços são garantidos por lei, cujo cumprimento deu origem ao Sistema Único de Saúde (SUS). ), com princípios como universalidade, equidade e integridade (BRASIL, 1990).

Justificativa

O início das críticas aconteceu enquanto eu trabalhava em uma unidade de saúde na periferia de uma capital. Nas unidades de saúde daquela cidade, a aquisição de eletrocardiograma, espirômetro e eletrocautério, apesar de importantes, não alterou as condições de existência das pessoas, o que demonstrou a complexidade do problema de saúde e a necessidade de uma forma diferente de pensar a saúde- processo de doença.

Objetivos da pesquisa

Por outro lado, Santos, et al (2006), entendem os grupos de promoção da saúde como instrumentos ao serviço da autonomia e do desenvolvimento contínuo dos níveis de saúde e das condições de vida. Esse movimento dialético opera no conceito de promoção da saúde, mencionado anteriormente nesta revisão de literatura, que destaca a transformação da sociedade e a determinação social do processo saúde-doença. O texto, com forte fundamento no modelo de determinação social do processo saúde-doença, ampliou a definição de saúde de todos (inclusive eu).

Ao fazê-lo, pude observar diversas programações relacionadas com o Dia das Mães, com apoio de uma igreja local e da unidade de saúde. A roda de chimarrão realizada nesta unidade de saúde encontra, portanto, na categoria de subalternidade uma explicação para a prática e sua continuidade. Cadernos Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. Autonomia como categoria central no conceito de promoção da saúde.

O projeto decorrerá com o objetivo de promover a saúde, na unidade de saúde cujos serviços utiliza.

Figura 1: ficha de cultura da primeira reunião – “incomodação”.
Figura 1: ficha de cultura da primeira reunião – “incomodação”.

Estilos de pensamento e a determinação social do processo saúde-doença 17

Atividades de grupos na atenção básica

Os trabalhos mencionados têm em comum o facto de serem dirigidos aos jovens e serem realizados fora da unidade de saúde. Longe de ser uma crítica, li isso em conexão com o panorama demonstrado por Oliveira e Wendhausen (2014) no litoral do Paraná, onde a prática de educação em saúde dos profissionais de saúde ainda ocorre de forma verticalizada, onde os autores sinalizam a necessidade de mudança na o modelo de educação. Saúde" foi escolhido devido ao grande apoio da população ao conselho local de saúde, com cerca de 30 participantes por reunião de conselho e vários outros envolvidos na Associação de Moradores.

Para subsidiar as discussões, foi lido parte do texto do relatório final da Oitava Conferência Nacional de Saúde (1986). As categorias anteriores (funções da roda de chimarrão, saúde como resistência, condições de vida, conjuntura, coletividade, dialética do oprimido e do opressor) são então realocadas como subcategorias dentro da categoria central de “subalternidade”, tal como estava presente em todos esses. a segunda e passa a ser a questão central deste trabalho, necessária ao desenho da promoção da saúde realizada através da roda de chimarrão. A questão da saúde como resiliência abordada nesta categoria de análise começa pela forma como foi concluída anteriormente: “não encolher”.

O poema mostra a relação entre cultura, ética, política, promoção da saúde e roda de chimarrão, reforçando a importância da categoria de subalternidade nesse processo.

Paulo Freire e educação popular

Antonio Gramsci

Para Monasta (2010), a mensagem central de Gramsci é que a organização da cultura está “organicamente” ligada ao poder dominante e reforça a visão marxista de que as ideias dominantes numa formação social são as ideias das classes dominantes (MESQUIDA, 2011). Na elaboração crítica do mundo deve-se enfatizar a consciência de classe e a elaboração da ideologia das classes subalternas (CARDOSO, 2005).

Roda de chimarrão

Concluindo, trata-se de um estudo com abordagem qualitativa utilizando pesquisa-ação participativa. A pesquisa foi realizada na forma de trabalho em grupo, seguindo o modelo do círculo cultural de Paulo Freire, destinado aos moradores da comunidade. A coleta de dados ocorreu em dois momentos distintos, seguindo metodologicamente os passos que Brandão (1991) chama de método de Paulo Freire (embora rejeite a nomenclatura “método”) para criar um “círculo cultural”.

O bairro

A segunda palavra, ‘trabalho’, de grande valor pragmático, foi utilizada pelos moradores locais que associaram fortemente esta atividade a queixas ou problemas de saúde, ou mesmo à incompatibilidade entre trabalho e saúde, em frases como ‘tive que parar’. (meu trabalho) para cuidar da minha saúde.” Reciclagem” foi acrescentado às palavras geradoras, dado o grande número de pessoas envolvidas nesta prática: na coleta, venda, separação e compra de materiais, com cooperativas próximas e dado que os dois pontos de separação de materiais recicláveis ​​ficam na área de unidade de saúde relevante. Finalmente encontrei a palavra “lixo”, escolhida porque durante uma das reuniões do conselho local de saúde perguntei aos cerca de trinta participantes qual seria o maior problema do bairro, a julgar pela ingenuidade de uma pequena burguesia (por exemplo em a autocrítica de Paulo Freire) que responderia que haveria falta de médicos ou de postos de saúde no local: a resposta que veio de quase todos foi “lixo e esgoto”.

As atividades em grupo: círculo e fichas de cultura

A partir daí, entendi que as novas fichas culturais deveriam ser codificadas a partir das discussões e conversas da própria roda de chimarrão, utilizando palavras e expressões que os participantes pudessem perceber como uma construção do próprio grupo. Problematizar a palavra que veio do povo significa problematizar o tema a ela referido, o que passa necessariamente pela análise da realidade, que se revela com a superação do conhecimento puramente sensível dos fatos pela sua razão de ser”. Essa fala mostra a aproximação entre pessoas que antes da roda de chimarrão não se conheciam, com histórias de vida muito diferentes, e que se conheceram, compartilharam essas histórias e companheiros, e debateram.

Funções da roda de chimarrão

Os sentimentos de amizade também ficaram evidentes na já citada frase da parte 24 à parte 4, num momento em que esta última expressou fisicamente que não estava se sentindo bem, confirmando o que foi revelado por Boguszevski (2007). Ao longo das entrevistas, outras falas também refletiram os benefícios vivenciados pelos participantes ao participar da roda de chimarrão, como oportunidade de reflexão, apoio, alívio, alegria e capacidade de “tirar o peso”. Vivendo uma vida de restrições e lutas diárias, num mundo onde “ninguém tem tempo” (parte 28), a roda de chimarrão foi uma forma de integração desses subordinados em torno de um elemento de sua cultura, observando a necessidade e a importância dos elementos culturais no liberação de subordinados (SIMIONATTO, 2009).

Saúde como resistência

Porque a gente só se reunia, não podia sair para comprar nada, aqui ainda estava cheio de água, não tinha nem o que comer. Desse modo, revelou-se a definição de saúde anteriormente expressa pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, “a capacidade de lutar contra tudo o que nos oprime” (ROCHA, 2010, p. 5). O fato de “não encolher” traz à tona a necessidade dos subordinados romperem com a influência da classe dominante, ganharem autoconsciência e se oporem em termos de visão de mundo (ABREU, 1995).

Condições de vida

Assim, em relação aos meios de produção, observo que o maior número de participantes estava entre aqueles que vendem ou venderam sua força de trabalho, especialmente no mercado informal. A opressão e as reais condições de vida foram reveladas pelos participantes nas discussões, que eu, como animador, apenas observei. Portanto, ao compreendermos as reais condições materiais de vida e durante a divulgação destas entre e pelos participantes, ocorre uma aproximação entre eles.

Conjuntura

Embora defenda o sistema de saúde gratuito e universal, o processo de tornar esse sistema atrativo para o referido participante não é o objetivo principal deste círculo, cujos diálogos e reflexões lhe permitem construir seu conceito de saúde e sua visão de um sistema de saúde em todas as discussões, e não em debates argumentativos que terminam na contradição de que existe uma pessoa certa e uma pessoa errada. Ao mesmo tempo, o entendimento de que a culpa não é de um político ou de outro, mas de todos aqueles que ocuparam o mesmo cargo, indicando a possibilidade de que não se trate de desonestidade interna, mas de manipulação por parte de quem os colocou no poder. lugar. poder. O debate torna-se, surpreendentemente, um ato ético e político, pois busca pensar o bem universal, e a discussão foi percebida como um ato político e como algo apartidário, apesar de uma das soluções sugeridas ter sido a escolha. de um representante distrital para representação na Câmara.

Figura 8: ficha de cultura da sexta reunião – “política”.
Figura 8: ficha de cultura da sexta reunião – “política”.

Coletividade

Do discurso criticando o individualismo (parte 5), há outras falas que mostram a necessidade de “olhar para os problemas dos outros” (parte 7), socializar (parte 17), aderir (parte 3), fazer a parte sua (parte 18). ). ). Essa observação nos lembra a necessidade de compreender a visão das massas, mas não de aderir a ela, pela grande possibilidade de ser uma visão ingênua, com o risco de absolutizar a ignorância das massas (FREIRE, 1987). Gramsci se interessou pela visão de mundo das classes subalternas e viu algumas qualidades nos movimentos populares, mas também destacou a divisão dos grupos subalternos entre si e a necessidade de sua união (SEMERARO, 2014b).

Dialética do oprimido e do opressor

Por outro lado, o sonho de ficar rico, ao ganhar uma famosa loteria nacional, para chegar ao nível de dominante. Contudo, ao observarmos os diálogos entre os participantes da pesquisa, encontramos o enunciado da parte 13 “não ganhamos nada, lutamos”, ao mesmo tempo que, em relação ao ‘outro’, “a assistência sustenta vagabundos” e “Hoje , as únicas pessoas que não estudam são aquelas que não querem." Quando questionados sobre quem ajudou na ação, os participantes responderam que foi para isso que doaram e que as crianças já tinham roupas e brinquedos.

Figura 9: ficha de cultura da nona reunião – “compaixão”.
Figura 9: ficha de cultura da nona reunião – “compaixão”.

Subalternidade

Isto permitiu observar que o mundo dos subalternos contém elementos culturais; adquire uma prática de saúde que determina a sua própria percepção de saúde; possui condições materiais que determinam suas condições de vida, suas práticas e sua visão de mundo; é influenciado pela situação e pela relação entre a sociedade civil e o Estado; Ao defender a determinação social do processo saúde-doença, ou seja, ao compreender que as doenças são determinadas pelo modelo social, posso discutir se a resistência expressa no conceito de saúde não é resistência ao modelo social ou de forma menos radical, à barbárie da burguesia manifestou-se de forma mais intensa nas colônias, como observou Marx (SEMERARO, 2007). Nessa perspectiva, a promoção da saúde não está isolada, mas vinculada a outros elementos da vida social, assim como a saúde está vinculada à estrutura social.

O título da pesquisa para a qual você está convidado é “RODA CHIMARRÃO COMO INSTRUMENTO DE PROMOÇÃO DA SAÚDE NA IMPLEMENTAÇÃO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA: Um Artefato Cultural, Ético e Político”, realizada pelos pesquisadores Marco Aurélio da Ros e André Alexey Polidoro, com telefone para contato número. Este projeto foi elaborado de acordo com as diretrizes e normas que regem a pesquisa com seres humanos, de acordo com a Resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde do Ministério da Saúde.

Imagem

Figura 1: ficha de cultura da primeira reunião – “incomodação”.
Figura 2: ficha de cultura da segunda reunião – “trabalho”.
Figura 3: ficha de cultura da terceira reunião – “lixo”.
Figura 4: ficha de cultura da quarta reunião – “a gente tem que se unir”.
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Referências

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