Responsabilidades dos Agentes Comunitários de Saúde no Cotidiano: Vivências em Oficinas de Educação em Saúde A experiência dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) em oficinas de educação em saúde em relação às suas atribuições contribuiu para observarmos seus saberes e anseios reais para a profissão.
INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA
Essas experiências influenciaram as questões teórico-práticas do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS), institucionalizado em 1991 pelo Ministério da Saúde (MS). Desenvolver um processo de reflexão sobre a responsabilidade dos agentes comunitários de saúde em relação às suas condições de trabalho.
OBJETIVOS
Objetivo Geral
O AIS foi substituído pelo Sistema Único e Descentralizado de Saúde (SUDS) em 1987, e em 1988, a nova Constituição Federal criou o Sistema Único de Saúde (SUS), adotando a descentralização como uma de suas diretrizes (MENDES, 1996). Qual o conhecimento dos Agentes Comunitários de Saúde sobre suas atribuições no dia a dia?
Objetivos Específicos
REVISÃO DE LITERATURA
Resgate Histórico da Saúde Coletiva no Brasil
Os serviços de saúde são então ampliados com um grande esforço do Governo Federal para combater as endemias rurais e proteger a maternidade e a infância. A partir da década de 1970, o chamado Movimento da Saúde passou a denunciar os efeitos do modelo econômico no Sistema de Saúde.
Atenção Primária à Saúde
Uma afirmação importante aqui é que o ACS é o elo entre a comunidade e o sistema de saúde no nível da atenção primária. A partir de 1994, quando teve início a implementação do PSF, os ACS foram naturalmente incluídos nas equipes de saúde da família (MS - Pasta/2000)'. 817/94 junto ao Ministério da Saúde para formar vinte e oito equipes de saúde da família no país (ROSA, 2001).
Conhecer os recursos técnico-científicos para o processo de controle e avaliação dos resultados do impacto das ações desenvolvidas pelas equipes de Saúde da Família; O processo seletivo deverá ser acompanhado pelo Conselho Municipal de Saúde (KSHK) como forma de garantir sua tranquilidade. O Sistema de Informação da Atenção Básica – SIAB como instrumento de trabalho da equipe de saúde da família: especificação do enfermeiro.
Políticas públicas de saúde e o agente comunitário de saúde: reflexões a partir da experiência de Florianópolis. Descentralização do financiamento e da gestão da saúde no Brasil: a implementação do sistema comum de saúde - retrospectiva 1990/1995. Dissertação de mestrado: Programa Saúde da Família - Uma nova estratégia com foco na família na perspectiva dos usuários.
O Programa de Agentes Comunitários de Saúde – PACS: e o Agente Comunitário de
Atribuições dos Agentes Comunitários de Saúde
Trabalhando com Paulo Freire
Em Jaboatão, Paulo concluiu o ensino fundamental e depois o primeiro ano do ensino médio na escola 14 de Julho, que funcionava no bairro São José e na verdade era uma extensão da escola francesa Chateaubriand, localizada na Rua da Harmonia, 150 Casa Amarela, onde lecionavam exames finais. Após esse primeiro ano do ensino médio sob orientação do professor de matemática Luiz Soares, ingressou no Colégio Oswaldo Cruz, também no Recife. Paulo Freire, orgulhoso e feliz, humilde e consciente de sua posição no mundo, vive sua vida com fé, humildade e alegria contida.
Paulo Freire é um revolucionário, com a particularidade de utilizar meios pacíficos, de fácil implementação, de baixo custo, que não sacrificam vidas e, pelo contrário, libertam pessoas, garantindo a sua dignidade essencial. Poucos sabem que Paulo Freire esteve ligado à educação artística desde o início de suas atividades educativas. Para Paulo Freire, não é possível definir uma teoria da educação sem antes definir uma teoria do homem.
Acreditamos que seja necessário, ainda que numa biografia, tecer algumas considerações sobre o “método Paulo Freire” já que é amplamente utilizado.
Educação em Saúde no PSF
Dentre as estratégias operacionais que poderiam garantir uma mudança no modelo assistencial, a Estratégia Saúde da Família (ESF) é a mais importante no sentido de propor "uma nova dinâmica para a estruturação dos serviços de saúde, bem como para a sua relação com a sociedade e entre os diferentes níveis de complexidade assistencial”. A visão de saúde que permeia essas experiências educativas populares de luta pela saúde é a mais ampla possível. Um dos momentos mais importantes para construirmos cidadania e dignidade é a introdução de conceitos de educação em saúde quando a família ou paciente procura a equipe de saúde para resolver algum problema.
Construir um momento de educação em saúde e antecipar situações que permitam à família e ao paciente compreender o processo de adoecimento e como ele pode provocar mudanças e limitações em suas vidas é um dos pontos centrais do trabalho do agente de saúde primário. Também é necessário iniciar um processo de conscientização para que a população comece a reconhecer os serviços de saúde e a compreender os diferentes níveis de complexidade, o que facilitará a implementação do próprio serviço. O programa saúde da família visa mudar o foco geral das políticas de saúde e colocar a família como objeto central de atenção no ambiente em que vive.
Pelas potencialidades desta metodologia, Vasconcelos vê nas experiências da Educação Popular uma forma de superar o fosso cultural entre os serviços de saúde e a população atendida (ALVES, p.46, 2005).
MARCO CONCEITUAL
Agente Comunitário de Saúde é uma pessoa da própria comunidade que vive a mesma vida dos seus vizinhos, ruas que prepara para orientar as famílias a cuidarem da própria saúde e também da saúde da comunidade. Para Zafiran (1990 apud BRASIL, 2003, p.11) competência profissional é “A capacidade de enfrentar situações e acontecimentos típicos de um campo profissional, com iniciativa e responsabilidade, de acordo com uma inteligência prática do que está acontecendo e com capacidade de coordenar com outro ator na mobilização de suas habilidades". Esse significado, por sua vez, implica uma reconceitualização da qualificação profissional, que deixa de ser a disponibilidade de um "estoque de conhecimento", para se tornar "capacidade de agir à luz dos acontecimentos" (ZAFIRAN, 1990 apud BRASIL, 2003, p. 11).
Responsabilidade: capacidade de responder às ações por iniciativa própria e por iniciativa das pessoas envolvidas nessas ações; Autonomia: capacidade de aprender a pensar, argumentar, defender, criticar, concluir e antecipar, mesmo quando não se tem o poder de mudar sozinho uma realidade ou normas já estabelecidas. Inteligência prática: capacidade de articular e mobilizar conhecimentos, habilidades, atitudes e valores, colocando-os em ação para atender situações do processo de trabalho.
Situações e acontecimentos típicos do campo profissional: uma série de acontecimentos que exigem responsabilidade no trabalho e uma forma individual de conhecer cada situação, situando-a em relação a ela e determinando as ações resultantes que vão além do conceito de pessoal e de seu cargo. trabalhar.
RESULTADO CONCEITUAL
Respeitamos muito o trabalho do profissional de saúde, pois é ele quem traz a realidade da comunidade para a unidade e só a partir daí, a partir desse trabalho bem feito pelos profissionais de saúde, podem ser planejadas ações, para que junto com a saúde equipe eles poderão levar a uma mudança na realidade e na qualidade de vida desta comunidade. O ACS deve ser aquela pessoa da comunidade capaz de se comunicar com a população, sabendo ouvir e sentir as necessidades básicas de saúde. Nessa ótica, vemos as ações no campo da educação em saúde como uma forte estratégia na construção de oportunidades de enfrentamento dos problemas.
Foi de extrema importância para nós, acadêmicos, podermos refletir sobre o papel do enfermeiro na educação em saúde e acreditamos que como parte desse processo educativo o profissional desenvolve suas atividades educativas com o objetivo de responder aos desafios, provocando mudanças e promover o desenvolvimento de uma consciência crítica para o exercício da cidadania. Em todos os casos, reconhecemos que os ACS poderão implementar essas ações educativas em conjunto com a equipe de saúde, mas com um objetivo maior: mudanças na saúde coletiva e na qualidade de vida da comunidade. Mas é importante compreender a educação em saúde como um processo contínuo, em que o sujeito atua sobre o objeto, assimila-o, e essa ação assimilativa transforma o objeto.
Pensamos e vivenciamos um cuidado de enfermagem dinâmico, que busca suas relações com o todo na promoção, manutenção, restituição e reabilitação da qualidade de vida do indivíduo.
RESULTADOS METODOLÓGICOS
- Local da Pesquisa
- Os Sujeitos da Pesquisa
- Registro de Dados
- Coleta de Dados
- Análise dos Dados
Esta percepção da realidade é dinâmica, ou seja, “dependendo do tempo, espaço, capacidade e/ou intenção dos observadores, os problemas identificados e a relevância que lhes é atribuída podem diferir de um observador para outro” (Horr et al. al. al. , 1999, pág. 124). Segundo os autores, a percepção da realidade depende da visão de mundo e da experiência de vida de quem percebe, e definem alguns aspectos do porquê, o que e onde perceber a realidade. O grupo cresceu coletivamente e a reflexão foi global, o que constituiu aspectos integrantes da discussão da realidade da comunidade, pois entendemos o compromisso com a mudança que permeia toda a equipe.
Organizamos o raciocínio a partir da realidade observada durante os estágios de graduação, na busca pela melhoria das condições de trabalho e do conhecimento desses profissionais tão importantes na área da saúde. As oficinas fazem parte de uma proposta que podemos considerar como um processo educativo, pois ao mesmo tempo que tomamos consciência da realidade que está exposta, refletimos sobre propostas que surgiram, e a partir daí podemos criar outra realidade construída. A primeira fase foi a observação da realidade quando os participantes são orientados a observar a realidade com o objetivo de captar os diversos aspectos que a rodeiam.
Ao observarem a realidade, os participantes expressaram suas percepções pessoais, realizaram a primeira leitura sincrética da realidade e analisaram a situação proposta, a qual foi problematizada.
CATEGORIAS E RESULTADOS
Categoria 1 – Observação da Realidade, Situação Problema, e Pontos-Chave
- O Lúdico da Realidade Identificando os Problemas
- Os Pontos-Chave da Questão
Categoria 2 - Teorização e Hipóteses de Solução
- Teorizar é preciso para conscientizar
- As Hipóteses de Solução
Reclamar ao chefe dos gestores do setor saúde, para adquirir um carro para cada Centro de Saúde. Através das hipóteses de solução do grupo 4 podemos perceber as seguintes implicações: 1ª e 2ª ações intrasetoriais, 3ª ações de saúde coletiva e ações de saúde individuais, 4ª ações internas da unidade de saúde, 5ª ações intrasetoriais, 6ª ações de saúde individuais e ações de saúde coletiva. Através das hipóteses de solução do grupo 5 podemos perceber as seguintes implicações: 1ª ações intrasetoriais, 2ª ações intersetoriais, 3ª ações intrasetoriais, ações internas da unidade de saúde, ações de saúde coletiva, 4ª ações internas da unidade de saúde, 5ª intrasetorialidade, 6ª intrasetorialidade , 7ª ações intrasetoriais, 8ª ações intrasetoriais, 9ª.
Ações individuais de saúde: chamar a atenção para o problema, por exemplo se a situação de hipertensão aumenta o número de consultas médicas, etc. Ações internas da unidade de saúde: parte administrativa, como alterações de horários, relatórios ou documentos, etc. O ACS é considerado conhecedor da população, organiza o acesso aos serviços de saúde, monitora os riscos e controla o cumprimento dos cuidados de saúde propostos.
Por isso, a existência deste funcionário na Equipa Local de Saúde tem, a nosso ver, esse papel articulador, uma vez que é prerrogativa da sua participação ser residente da comunidade onde se encontra a Unidade de Saúde. Pela convivência que os ACS têm com os moradores, a tendência é que eles tenham informações sobre a realidade local e assim criem mecanismos e articulações que os profissionais de saúde teriam dificuldade em realizar no curto prazo. MENDES, Eugênio Vilaça (org.) Círculo de Saúde: O processo social de mudança das práticas sanitárias no sistema único de saúde.