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diálogos com Henri A.Giroux

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Academic year: 2023

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No primeiro capítulo apresentamos a história da educação rural e identificamos alguns estudos voltados ao ensino de ciências. Apresentamos também neste capítulo a produção alucinante de trabalhos científicos no ensino de ciências rurais.

Por uma Política de Educação do Campo

5 Seminário Nacional “Pela Educação do Campo”, realizado em Brasília, de 26 a 29 de novembro de 2002. Ao final do governo Lula, a educação do campo foi incluída como modalidade educacional pela Resolução CNE/CEB nº.

A Educação do Campo e o Ensino de Ciências no Brasil: produção de trabalhos científicos

Daiane Netto e Schultz (2017) também realizaram uma revisão de literatura sobre Educação do Campo. Os dois trabalhos localizados na Revista Brasileira de Educação do Campo (RBEC) foram de Silva et al.

Tabela 1 - Produção Científica apresentada nas quatro revistas analisadas.
Tabela 1 - Produção Científica apresentada nas quatro revistas analisadas.

As especificidades da pedagogia do MST: o ensino de Ciências nas escolas de

Outra matriz presente na educação do MST é a Educação Cultural, que decorre do modo de vida dos agricultores. Na escola do MST o conhecimento é construído a partir de uma necessidade concreta de aprender alguma “coisa”.

DIÁLOGOS ENTRE A PEDAGOGIA CRÍTICA DE HENRY A

Algumas considerações da proposta de SE

  • Considerações sobre a SE e sua origem na Unijuí
  • O desenvolvimento da SE no GPeCFEC: SEs desenvolvidas a partir de escolhas de temas

Contudo, acreditamos que os PCN, apesar de destacarem os termos citados, não mencionam explicitamente suas definições e em que se baseiam (SILVA et al., 2019). Dessa forma, a ES visa “trazer reflexões sobre questões sociais, culturais e econômicas para o cotidiano da sala de aula” (FRISON et al., 2007, p. 341). A partir das experiências dos alunos e por meio do diálogo, é possível investigar em profundidade diversas questões que possibilitarão a compreensão e revisão de palavras que gradativamente apresentam novos significados aos alunos (MALDANER; ZANON, 2004; FRISON et al., 2007; SANGIOGO et al., 2013).

Nesse aspecto, concordamos com a afirmação de Frison et al. 2007), que não é mais possível pensar uma educação que permitisse a exclusão dos alunos da participação no desenvolvimento do currículo escolar. A AE começou a ser pensada e desenvolvida em 2000 no âmbito do Grupo Interdepartamental de Pesquisa em Educação em Ciências (GIPEC) da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ) como proposta de reconfiguração do currículo que leva em consideração as experiências dos alunos, a promoção e avaliação das relações sociais (MALDANER; ZANON, 2004; AUTH, 2002; FRISON et al., 2007; SANGIOGO et al., 2013; HALMENSCHLAGER, 2014). Segundo Auth (2002), a AE corresponde a um plano básico de gestão do desenvolvimento da aprendizagem dos alunos, a partir de uma situação concreta e de vivência, de forma que permita também a atuação interdisciplinar.

A problematização é a primeira etapa em que serão buscadas e explicadas as primeiras ideias dos alunos sobre um determinado problema.

A pedagogia crítica de Henry A. Giroux

Ou seja, uma escola capaz de oferecer um grande número de espaços pedagógicos para um movimento social democrático que os grupos subalternos e de resistência possam engajar para criar formas de emancipação do conhecimento e das relações sociais. Para o autor, o professor como intelectual avalia a atividade pedagógica como trabalho intelectual, explica quais condições materiais são importantes para o desenvolvimento do trabalho intelectual e ajuda a revelar as formas de ideologias dominantes que permeiam e legitimam o trabalho pedagógico. Em suma, isto significa tratar os professores como actores reflexivos e críticos que questionam as condições ideológicas e económicas.

No que diz respeito a tornar a política mais pedagógica, Giroux (1987) argumenta que os professores, como intelectuais transformadores, devem utilizar formas de pedagogia que permitam que os alunos sejam considerados sujeitos críticos, capazes de problematizar o conhecimento a partir de um diálogo crítico emancipatório. Segundo Giroux (1987), os educadores, enquanto intelectuais críticos, pensam de forma diferente das instituições e formas de pensamento atuais, mas não se veem ligados a uma formação social específica, o que significa que estão isentos de uma função social de natureza explicitamente política. . natureza.. Ao defender esta categoria, o autor argumenta que nesta perspectiva existe a possibilidade de unir a linguagem do discurso com a linguagem das possibilidades, o que significa que os professores que se enquadram nesta categoria são capazes de promover mudanças e serem capazes de falar enfrentar as mais diversas formas de injustiça política, fatores sociais e econômicos que estão presentes dentro e fora da escola.

Isso significa compreender que diferentes formas de produção teórica ocorrem no espaço escolar e, portanto, não podem ser vistas apenas como locais onde essas teorias serão desenvolvidas (GIROUX, 1987).

Para tanto, é necessário que o educador, como intelectual transformador, compreenda a teoria educacional crítica em que se baseia e, além disso, compreenda as relações de poder presentes nos currículos formais e ocultos, reconhecendo que o conhecimento da escola não pode ser transmitido, mas construído a partir de um processo de seleção e exclusão (GIROUX, 1987). Essa habilidade não pode ser desenvolvida em um contexto educacional que não valorize as experiências dos alunos. Para Giroux e Simon (2011), as experiências dos alunos são os conhecimentos que estão presentes nas comunidades, nas formas populares de expressão onde os alunos atribuem significados.

O mesmo autor destaca que os programas de formação de professores do MST visam construir uma identidade docente crítica e comprometida com a justiça social. A relação entre professores do ensino primário e professores universitários rompe-se com a visão hierárquica em que o conhecimento vem de cima para baixo, como se os primeiros fossem simplesmente implementadores de teorias produzidas na Academia. No âmbito do GPeCFEC, a formação contínua de professores tem priorizado as características presentes no SN, tendo em conta o contexto em que a escola está inserida, o envolvimento e as experiências dos professores.

Nesse sentido, compartilhamos uma visão em que conhecimentos e competências são socializados a partir das experiências vivenciadas no contexto dos participantes, rompendo com a visão criticada por Giroux (1997) em que os programas de formação são desenhados por professores universitários para serem implementados dentro enquadramento das escolas básicas.

O DESENVOLVIMENTO DO CURSO: reflexões acerca da soberania

  • Características da pesquisa
  • Contexto da pesquisa
  • Sujeitos da pesquisa
  • Etapas da pesquisa
    • Análise documental
    • Entrevistas semiestruturadas
    • Questionários
    • Videogravação
  • O planejamento do curso
  • O desenvolvimento do curso
  • Análise dos dados

Na primeira fase, investigamos através de uma conversa com o diretor da escola e o coordenador os problemas mais importantes da comunidade local, que poderiam ser resolvidos num curso de formação com os professores. Realizamos também entrevistas semiestruturadas com o diretor e coordenador, análise do Pædagogisk Politisk Projekt (OPP) e questionários com perguntas abertas com os professores do Centro. Na segunda fase, desenvolvemos o processo de formação com os professores do centro, e após o curso realizamos entrevistas semiestruturadas com três professores que participaram do curso.

Esta atividade permitiu trabalhar o valor nutricional dos alimentos e conscientizar os cursistas de que quanto mais o alimento é processado, mais ele perde seu valor nutricional. Após a discussão dos textos, dividimos os cursistas em duplas, totalizando três grupos para a realização dos experimentos. As respostas foram compartilhadas em coletivo e depois retomamos a pergunta original do primeiro dia de curso.

Concluímos, portanto, com uma avaliação escrita (Anexo D) sobre o desenvolvimento do curso pelos participantes e com agradecimentos.

Figura 1 - Assentamento Terra à Vista.
Figura 1 - Assentamento Terra à Vista.

FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO MST: O QUE A PESQUISA

Formação continuada de professores por meio da SE: possíveis reflexões sobre a realidade

No nível estadual, a formação ocorre por meio da coordenação entre assentamentos e acampamentos. Para tanto, a formação continuada dentro da escola permite o desenvolvimento profissional nessa direção ideológica, como a formação desenvolvida por meio da SE, pois tem procurado avaliar os temas do contexto social e valorizar experiências elevadas (FRISON et al., 2007; VIERA et al., 2016; SANTOS et al., 2016). A AE apresentou-se como uma oportunidade para desenvolver a proposta educativa do MST por meio da formação continuada, pois, segundo Maldaner e Zanon (2004), ensinar e formar a partir da AE significa avaliar o papel social da escola, contribuindo para um ensino que vai além da paredes da escola, como podemos perceber nos depoimentos a seguir.

A partir das falas acima, podemos concluir que, ao longo do curso, os professores conseguiram melhorar a valorização do contexto em suas aulas por meio de atividades que favorecem o estabelecimento de relações entre as experiências dos alunos e o conhecimento científico. Percebemos através dos fragmentos que o modo de vida dos assentados é significativo para o processo educativo. Além disso, o PPP afirma que a matriz curricular da escola se baseia na tematização da realidade e na problematização do contexto escolar.

Além disso, “[..] os educadores radicais devem compreender o poder como um conjunto concreto de práticas que produzem formas sociais através das quais são construídas diferentes experiências e modos de subjetividade” (GIROUX, 2003, p. 173).

A formação continuada e o ensino de ciências: possíveis caminhos para superar o currículo

Por meio de nossas análises, percebemos que existe uma relação entre o que está sendo trabalhado no conteúdo da aula e a prática que os alunos vivenciam no assentamento, como podemos perceber nas falas de P¹, P6 e P4 abaixo. Além disso, afirma que os alunos aprendem com mais facilidade por meio dessa associação entre teoria e prática. Assim, através dos depoimentos notamos que a escola atende parcialmente às exigências da SEMED e da legislação nacional, mas tem autonomia para desenvolver a proposta educacional do MST.

A partir das afirmações anteriores, podemos concluir sobre o trabalho interdisciplinar e coletivo, que é um dos eixos articuladores do currículo contido no PPP do Centro, conforme exposto a seguir. Pela análise, constatamos que o centro PPP busca conectar o currículo com aspectos políticos, sociais e culturais, com o objetivo de criar um sujeito crítico que lute pela emancipação social, como pode ser visto no trecho abaixo. Assim, segundo Vieira (2017), a interdisciplinaridade surge por meio da reconfiguração do currículo de ciências, que possibilita a integração de diferentes áreas.

Além disso, sob esse ponto de vista, é possível estabelecer uma relação de troca de experiências, por meio da integração entre teoria e prática.

As concepções dos sujeitos formantes: a soberania alimentar como um

Desafios e perspectivas na formação de educadores: reflexões a partir do curso de Licenciatura em Educação do Campo desenvolvido na FAE/UFMG. Formação contínua de professores rurais: um breve panorama da rede de educação para a diversidade. A realidade rural e os desafios da formação de professores na educação básica na perspectiva dos movimentos sociais.

Situação de estudo: o processo de significação por meio de pesquisas em grupos interinstitucionais.Ijuí: Ed Educação rural: uma revisão sistemática. http://sinop.unemat.br/projetos/revista/index.php/educacao/article/view/2683. In: V. Seminário Nacional Interdisciplinar de Experiências Educacionais, p. php.unioeste.br/eventos/senieeseminario/anais/Eixo3/O_ENSINO_DE_CIENCIAS_NA_ED UCACAO_DO_CAMPO_UMA_PESQUISA_EM_DISSERTACOES_E_TESES.pdf. Articulações entre educação rural e ensino de ciências e matemática presentes na literatura: uma revisão inicial.

Contribuições da abordagem temática freireana para o ensino de ciências em uma escola rural de Iguaí/BA. Ensino de ciências na Escola do Campo em Alternância: o caso de uma escola do município de Terra Nova do Norte em Mato Grosso. Política e financiamento da educação rural no governo Dilma Roussef: revisão do Programa Nacional de Educação Rural – PRONACAMPO.

Imagem

Tabela 1 - Produção Científica apresentada nas quatro revistas analisadas.
Tabela 2 - Trabalhos direcionados ao ensino de Ciências publicados em revistas da Educação  do Campo
Figura 1 - Assentamento Terra à Vista.
Figura 2 - Centro Integrado Florestan Fernandes.
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Referências

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