O tema da pesquisa foi a condição de subalternidade das mulheres beneficiárias do Bolsa Família e que têm filhos matriculados na rede pública de ensino. O objetivo geral foi analisar cinco dimensões que constituem a condição de subalternidade das mulheres nativas e migrantes beneficiárias do Bolsa Família no município escolhido para o estudo.
OBJETIVOS
Objetivo geral
Objetivos específicos
MARCO CONCEITUAL
Subalternidade
A partir do momento em que os grupos subalternos se reúnem espontaneamente dentro do grupo que representam, é portanto possível mudar a sua base política de massas. Para Green (2016), Gramsci idealizou isso a partir do momento em que grupos subordinados criaram uma nova “visão de mundo” baseada em um novo “senso comum”.
Subalternidade em mulheres
Nesta concepção, as mulheres fora do mercado de trabalho eram protegidas por serem naturalmente bonitas. Enquanto as mulheres são movidas por paixões e sentimentos, os homens possuem a carga intelectual necessária para compreender o mundo (ANDRADE, 2015).
MARCO CONTEXTUAL
Sociedade patriarcal, de tradição escravocrata, com ênfase em mulheres como chefes
Para as mulheres que trabalhavam informalmente, observou-se que elas ganhavam 41,7% do salário de uma mulher que tinha emprego formal. As mulheres negras ou pardas que cuidavam de crianças até aos 14 anos representam 64% das mulheres chefes de família que vivem com menos de 5,50 dólares por pessoa.
MARCO TEÓRICO
Pobreza e fome
Embora até recentemente considerada um fenómeno natural, a fome estaria à mercê de um mercado auto-regulado, ou seja, “a situação macroeconómica - ou por outras palavras, o estado da economia mundial - sobredetermina a luta contra a fome” ( ZIEGLER, 2013, p. 81). Segundo Carvalho, Luz e Prado (2011), o homem deve comer – enfatiza-se “comer”, pois não basta comer ou alimentar alguma coisa; é necessário comer.
Políticas públicas para alimentação
Após a acusação de Collor, o governo Itamar Franco criou o Conselho Nacional de Segurança Alimentar (CONSEA), que teve como patrono Josué de Castro. Vale ressaltar que, no discurso de posse do presidente Lula, Josué de Castro foi lembrado.
Nutrição no Brasil
Seria justo, portanto, que o Estado enviasse merenda escolar para escolas privadas onde estudam crianças da classe dominante, enquanto 60% da população brasileira não tem alimentação suficiente (SAFFIOTI, 2001). Josué de Castro criou o Serviço Técnico de Alimentos (STAN) que esteve sob sua direção entre 1942 e 1944, e em 1944 criou a revista científica Arquivos Brasileiros de.
Programa Bolsa Família
Os PTRs têm seu início na década de 1990 com a criação do Programa Comunitário Solidário, idealizado pelo Decreto nº. O PBF pode ser uma forma de alcançar a autonomia desejada pelas beneficiárias do sexo feminino, pois as condições do programa parecem promover a responsabilidade.
Políticas sociais, as mulheres e a família
Segundo Saffioti (2001), as mulheres precisavam da criação de leis específicas para que tivessem igualdade perante os homens, devido à sua situação discriminatória. Sabe-se que, de fato, as mulheres eram julgadas como sujeitos dependentes, estranhas ao conhecimento e dominadas.
Movimentos migracionais
Além de serem tratadas como objeto, as mulheres tinham que desempenhar o seu papel de subordinadas aos chefes de família. O exercício dos direitos previstos na Constituição de 1988 e no Código Civil de 2002 constituem uma melhoria em relação à legislação anterior, com ênfase na protecção e igualdade das mulheres. A possibilidade de independência financeira e social, melhores condições de vida para si e para seus familiares é um grande atrativo para que as mulheres deixem suas terras de origem e busquem oportunidades em outros lugares e países (MARTINS; VEDOVATO, 2017).
Um ponto importante que deve ser considerado provocador para a migração entre as mulheres é a necessidade de elas sustentarem economicamente suas famílias, especialmente aquelas com arranjos monoparentais, o que caracteriza a “feminização da pobreza” (DUTRA, 2013, p. 180). As mulheres migrantes do Nordeste ganhavam muito menos que os homens não migrantes do Sudeste.
Bioética da Proteção e Bioética de Inspiração Feminista: alguns apontamentos
Entre as décadas de 1970 e 1990, a bioética foi tema de acalorados debates acadêmicos, especialmente sobre “sua relevância teórica e legitimidade prática” (SCHRAMM, 1996, p. 130). Em seu discurso, Berlinguer argumentou que o foco nos processos humanos, em seus mais diversos contextos, parecia enfatizar não “os frequentes problemas morais e científicos que envolvem milhões e até bilhões de pessoas”, mas “os casos de situações-limite”, ou seja, , os problemas que interessavam “aos especialistas e ainda mais nas orientações fornecidas através da informação”, naquele momento histórico, a segunda metade do século XX. A bioética latino-americana aproxima-se no aparente consenso sobre a necessidade “de desenvolver um debate pluralista sobre o papel da ética nas sociedades democráticas” (LEON CORREA, 2008, p. 1.079).
Em suma, a bioética pode ser pensada como um meio prático de proteger os seres vivos e as entidades contra ameaças que podem prejudicar irrevogavelmente a sua existência, além de ser um meio de “segunda ordem” de compreensão da moralidade e dos seus conflitos, imanentes ao homem. auto. viver juntos". Ou seja, a mera potencialidade inscrita no conceito de vulnerabilidade não pode logicamente ser confundida com o que chamamos de "vulnerabilidade", em conformidade com uma distinção já estabelecida por Aristóteles entre potência e ação (SCHRAMM, 2006, p. 191). ).
MARCO METODOLÓGICO
- Primeiros caminhos e campo de pesquisa
- Coleta de dados
- Instrumentos
- Análise dos dados
A coleta de dados foi feita individualmente, em etapa única, com cada participante, por meio de entrevista semiestruturada. Embora pensássemos ter construído o instrumento utilizando uma linguagem simples, alguns dos grupos participantes não compreenderam bem algumas das questões. O que inicialmente seria uma busca isolada através de cada dimensão constitutiva da subalternidade revelou-se mais complexo do que inicialmente previsto.
A palavra não dita, ou melhor dizendo, falada através da linguagem corporal, foi muito importante para compreender as contradições em que vivem e estão essas mulheres, enquanto seres históricos que se apresentam. Esses comportamentos formados vêm desde a infância e são aprendidos por meio de sinais e significados, interpretações e reflexões.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Categoria: Escravidão moral
Por serem marcados pelos rituais do grupo, sejam eles religiosos, filosóficos ou morais, dentro do grupo, tornam-se alvos moralmente vulneráveis de sentimentos dicotômicos daqueles que os rodeiam: alguns lutam para superar a discriminação e se enquadrarem no grupo, outros consideram o ódio um forma de justificar a posição irritante em que se encontram os vulneráveis moralmente (SANCHES; MANNES; CUNHA, 2018). Os novos quilombos dos tempos modernos não são espaços de resistência como no passado, mas sim um lugar onde os escravos morais se reúnem e muitas vezes se reúnem para levar uma vida subordinada e excluída. É assim que surgem as nossas políticas sociais, em solo neoliberal, alimentadas pela sociedade de marcas que somos, pelo ethos em que vivemos.
Eu disse [..] à menina: “Tenho carta de condução limpa porque no campo não dão muitas oportunidades às mulheres. O esforço para unir as dimensões em unidade com a sociedade em que vivem nossos Dandaras reflete a razoabilidade necessária que exige um estudo com abordagem bioética, apesar do entendimento de que a soma das partes não representa o todo.
Contexto do estudo
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social (BRASIL, quatro mil quatrocentas e setenta e uma) as famílias estão inseridas no CadÚnico de Navegantes, sendo que 3.900 (três mil e novecentas) famílias atualizaram seu cadastro nos últimos dois anos. . Das famílias cadastradas no CadÚnico do município, são 1.756 (mil setecentas e cinquenta e seis) que possuem renda per capita igual ou inferior a R$ 89. A faixa etária predominante no CadÚnico é entre 7 e 15 anos, com um total de 2.981 benefícios pagos em novembro de 2019 (Figura 6).
O aumento de pessoas autodeclaradas pardas cadastradas no CadÚnico pode significar o aumento de pessoas de outras regiões brasileiras que se deslocam para Navegantes em busca de oportunidades de trabalho e de uma nova vida. Esse panorama reforça os dados que mostram que as mulheres são predominantemente beneficiárias de programas sociais, como evidenciado pelo CadÚnico no estado de Santa Catarina (Figura 10).
Caracterização das participantes
Na sua casa moram seis pessoas, incluindo um companheiro que tem problemas nas costas e não consegue encontrar trabalho. Mirian, pernambucana, 48 anos, mãe de quatro filhos, vendedora de catálogo de cosméticos. Em sua casa moram cinco pessoas, incluindo um companheiro que trabalha como segurança.
Maria Joana, 44 anos, mãe de dois filhos, trabalha na construção civil como finalizadora. Isso indica que mesmo num momento em que podiam fantasiar com um nome aleatório, o início da entrevista já era marcado pelo forte vínculo entre os entrevistados e seus familiares.
Dimensões constitutivas da subalternidade
Eu fui lá e lutei e falei muito para a mulher: “Ah, não posso fazer nada”. Eu disse: "Ah, não vai. Ela disse: "Ah, a posição era para escamas de peixe." Ela pegou e disse: "Não, mas se aparecer.." Eu disse: "Porque você disse que eu estava não é bom para a balança, não tem mais nada?" Então ela pegou e disse: "Não, se surgir alguma coisa neste momento para limpar o chão, poderíamos ligar para você." Você entende. Você vai esperar que eu tenha cinquenta filhos para operar?” “Não, mas você é muito jovem.” Eu disse: “Sou muito jovem, mas veja todos os filhos que tenho.
Ah, mas como você mora?” “Eu vivo, oh”, eu disse a ela, “eu vivo com a ajuda de Deus e dos vizinhos que me apoiam”. E realmente, minha cunhada me deu coisas, me ajudou, sabe. Aí eu falei: “Ei, você ouviu que o Bolsonaro vai cortar o Bolsa Família?” Aí ela pegou e me disse: “Já ouvi, esse boato já chegou aqui”. Mas aí eu falei: “Mas é verdade, você já recebeu esse mês?” Então ela disse: “Eu recebi”.
Construindo caminhos
Disponível em: https://radis.ensp.fiocruz.br/index.php/home/reportagem/a-peleja-para-nao-cruzar-a-linha. O Mundo da Saúde, São Paulo, v. Disponível em: http://www.saocamilo-. sp.br/pdf/mundo_saude/53/02_espirito_e_bioetica.pdf. Revista Brasileira de Bioética, Brasília, v. Disponível em: http://revistabioetica.cfm.org.br/index.php/revista_bioetica/article/view/52.
Ciência e Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-. Disponível em: https://www.nsctotal.com.br/colunistas/anderson-silva/desapropriacao-para-ampliacao-do-aeroporto-de-navegantes-mobiliza-pm. Desconstruindo armadilhas de gênero: Reflexões sobre família e cuidado na política de assistência social. http://www.feminismos.neim.ufba.br/index.php/revista/article/view/310/181.
Dostopno na: http://www.navegantes.sc.gov.br/noticia/12522/fiscalizao- notifica-obras-irregulares-na-meia-praia.