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maria eDNA de brito - Univali

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Academic year: 2023

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A pesquisa desenvolverá temas de saberes e práticas educativas indígenas no âmbito da educação escolar indígena. Anciões, pais, mães, avós, xamãs e lideranças falam dos saberes tradicionais, e os profissionais da educação indígena falam e praticam os saberes do currículo oficial, acompanhados de formação.

HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA

Tabela 1 - Fatos que influenciaram a história da educação escolar indígena em Roraima, especialmente na comunidade do Barro, região de Surumu. A expressão ‘conhecimento educacional indígena’ visa contrastar com o conhecimento de professores que não são indígenas.

IDENTIDADE DO CAMPO DE PESQUISA

A região Surumu é uma área inserida na Terra Indígena Raposa Serra do Sol - TIRSSol, município de Pacaraima, formada por 32 comunidades. Vale esclarecer que Maloca do Barro foi escolhida por ser o centro político da Terra Indígena Raposa Serra do Sol (doravante TIRSS).

Cultura

A cultura, tomada em seu sentido etnográfico amplo, é um todo complexo que inclui conhecimentos, crenças, arte, moral, leis, costumes ou qualquer outra habilidade ou hábito adquirido pelo homem, como membro de uma sociedade (LARAIA, 2009, p. 25). ). Como explica Gersem Baniwa, embora a entrada da vida moderna na vida dos povos indígenas seja sempre avassaladora e irreversível, cada cultura interpreta esta “vida moderna”.

Tradição

Sobre os gargalos da educação diferenciada, Aracy Lopes, em relação ao povo Karipuna do Amapá, menciona que os professores não indígenas dificilmente levam em conta as especificidades culturais das famílias, classificando-as na categoria “cultas”. Os desafios que os povos indígenas enfrentam hoje exigem que os professores indígenas tenham uma atitude e um trabalho adequados e responsáveis.

Saber e saberes

O conhecimento também é dialético porque depende da oposição e oposição entre as pessoas, segundo Andery, a ação humana não é apenas determinada biologicamente, mas ocorre principalmente pela incorporação de experiências e conhecimentos produzidos e transmitidos de geração em geração; a transferência dessas experiências e conhecimentos – por meio da educação e da cultura – permite que a nova geração não retorne ao ponto de partida daquela que a precedeu (ANDERY, 1999, p. 10).

Índios ou indígenas

Imagina-se que quando os povos indígenas mudam algum aspecto do seu modo de vida, eles se tornam “cultos”, deixam de ser “autênticos” e não podem mais reivindicar terras ou outros direitos associados à sua condição de índios (BRASIL, 1998, p. 41.).

Povos indígenas

Brancos, não indígenas ou não índios

Língua indígena

Saberes indígenas

Saberes docentes

Professor: professor de latim, que significa “quem ensina”. Etimologicamente, portanto, esta palavra denota alguém que atualmente trabalha como professor; alguém que ensina. Professor: professor de latim, ōris, “aquele que faz profissão, aquilo a que se dedica, aquilo que cultiva; professor de, mestre”, da raiz de professum, supino deprofitēri. Os professores indígenas buscam seu perfil e acabam cumprindo um papel multifacetado, o que, em última análise, significa apenas um emprego para eles. Ensinar conhecimentos por si só não é suficiente para atender às necessidades educacionais da comunidade indígena, porque ensinar dentro dela não é responsabilidade de uma pessoa, é responsabilidade de todos.

24 Disponível em: https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/a-etimologia-de-mestre-de-professor-e-de-educador-de-novo/20548 - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa.

Saberes docentes indígenas

Gersem Luciano, do Povo Baniwa, do Amazonas, destaca que o papel dos professores é importante, nos últimos tempos, nos cenários local, regional e nacional. No âmbito estadual (no Amazonas), estão dois professores indígenas da região (São Gabriel da Cachoeira), o atual Secretário de Estado dos Povos Indígenas (SEIND) e o atual responsável pela Gestão da Educação Escolar Indígena (GEEI) . , da SEDUC-AM, responsável pela gestão de toda a rede de escolas indígenas do estado, que atende mais de 30% dos estudantes indígenas no Brasil (LUCIANO, 2013, p. 160). Oscar Kayabi, líder do povo Kayabi, de Mato Grosso, nomeia o professor indígena como orientador estudantil.

Currículo

Educação indígena ou educação escolar indígena

Conforme analisado na história da escolarização indígena e da educação indígena, ambos representam a fronteira entre o conhecimento tradicional e o conhecimento curricular. Encontrei títulos com conteúdos que expressavam diferentes visões sobre a escolaridade aborígine e o desafio de formar professores aborígenes. Entre as complexidades da educação indígena e da escolarização indígena, a autogestão indígena das escolas indígenas parece sinalizar autonomia e articulação de possibilidades.

Dividido em capítulos, o parecer apresenta os fundamentos da educação indígena, determina a estrutura e o funcionamento da escola indígena e propõe ações concretas para abordar a educação escolar indígena.

SITUAÇÃO PROBLEMA

As falas dos Makuxi da Maloca do Barro são premissas para a construção de um currículo e planejamento desejado pela comunidade do Barro. Em consonância com isso, falam sobre como ensinam os filhos e o que desejam que eles socializem no espaço de ensino escolar. Em 2009, a primeira conferência sobre escolarização indígena em Luizânia-GO reuniu lideranças políticas e espirituais, pais, mães, alunos, professores e representantes comunitários dos povos indígenas, que apresentaram dois pontos almejados: o sistema próprio de escolarização indígena e a implementação de Territórios Etnoeducacionais, com consentimento das comunidades locais.

Com base em reflexões instigantes, resumi o problema nas seguintes afirmações: A escolaridade dos aborígenes encontrou barreiras no processo de inscrição.

OBJETIVOS

JUSTIFICATIVA

Em 1991, quando fundamos o movimento de professores indígenas em Roraima, percebemos que muitos avanços foram conquistados, com discussões sobre a escola que temos e a escola que queremos. Estamos tentando orientar a educação no Estado de Roraima: temos lá um grupo muito consistente, com um número significativo de professores indígenas” (EM ABERTO, 1981). Outro problema, segundo o OPIRR, são os professores que ensinam a língua nativa e não são reconhecidos pelo Censo Escolar, deixando todos esses profissionais à margem do sistema INEP, responsável pelo reconhecimento dos professores como professores indígenas (FBV, 2015).

As instituições que oferecem formação de professores indígenas terão um documento científico com informações específicas sobre os saberes indígenas nas falas dos Makuxi.

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Os mais velhos, pais, mães, avós, tuxauas, lideranças, alunos e professores indígenas possuem saberes e experiências que podem produzir outros saberes no processo de pesquisa (MEDEIROS, 2005, p. 4); com o caráter de reformular e aprimorar seus próprios conhecimentos e práticas, no aspecto de produção de subjetividade e identidade. Por se tratar de um tema relacionado aos povos indígenas, complementamos o corpus com textos sobre antropologia, filosofia, educação indígena e sobre o movimento de assembleias de professores indígenas. Na tentativa de compreender a resposta a esta pesquisa, considero importante ressaltar que os professores indígenas de Maloca do Barro são crianças educadas por mais velhos, pais, mães, avós, tuxauas e lideranças, e que os saberes tradicionais indígenas fazem parte de sua existência. .

Houve atraso no calendário da Secretaria de Estado de Educação devido ao lançamento de edital de Processo Seletivo Indígena para contratação de professores indígenas como temporários.

IDENTIFICAÇÃO DOS PARTICIPANTES DA PESQUISA

Da roda de conversa

Os participantes da roda de conversa eram idosos – considerados os tomadores de decisão da comunidade. Tuxaua exerceu sua função de coordenação, permitindo que pesquisadores e integrantes da roda de conversa interagissem livremente com o grupo, ouvindo ocasionalmente os outros e relembrando atividades cotidianas. A comunidade possui tarefas contínuas, um calendário cheio de tarefas, o que acaba dificultando a atribuição de uma roda de bate-papo.

Os integrantes da roda de discussão continuaram a se manifestar sobre os conhecimentos que consideram importantes para a escola.

Da observação

Nessa perspectiva, fomos até a sala de aula da Escola Estadual Indígena Tuxaua Silvestre Messias para observar o 5º ano do Ensino Fundamental, após oito dias agendados pela gestora da escola. Na coleta de dados por meio da observação em situações de sala de aula, onde ocorre a prática e o relacionamento do professor com os alunos, considerou-se a aplicação do currículo e do planejamento. Na sala de aula faziam os exercícios, todos com cadernos, mas nem todos com livros.

Neste capítulo apresento as interpretações das informações coletadas, os dados do grupo de discussão em Maloca do Barro, os dados da observação de sala de aula na escola estadual indígena Tuxaua Silvestre Messias e o método de análise.

DADOS DA RODA DE CONVERSA

Os saberes pela língua materna indígena makuxi

A língua Makuxi foi destacada pela importância que o grupo de conversação atribuiu ao conhecimento cultural, como saber ou não falar a língua indígena. O grupo distrital apresentou através dos seus discursos conhecimentos que podem contribuir para o currículo que pretendem, ou seja, o que pretendem para o futuro dos seus filhos. Foram unânimes em expressar a sua opinião sobre a educação dos seus filhos: que aprendam as tradições e adquiram conhecimentos para a progressão profissional necessária à comunidade.

O momento da juventude ainda não está bem definido; no entanto, eles se reúnem em grupos espalhados pela sociedade e além dela.

Os saberes das culturas e costumes makuxi

Dentre todas, destacamos a afirmação da Voz 8: “Então, esperamos um estudo mais aprofundado deles (crianças). Para esta realidade encontramos a Voz do Papai Noel 13: “Então esse conhecimento indígena é discutido há muito tempo pelos nossos antepassados, ei, não sei quantos anos eles têm. A educação que existe fora da escola tem uma visão de futuro, segundo o pai/avô da Voz 13 que afirma: “Faz 8 anos que a área foi demarcada, então já faz algum tempo.

Sabendo também que os nossos mais velhos, os nossos idosos, a maioria, você sabe, o ciclo brasileiro é de setenta anos no máximo, e depois.

DADOS DA OBSERVAÇÃO

O trabalho em sala de aula não pode ignorar as necessidades da comunidade educativa para que as atividades não fiquem apenas no conhecimento mecânico. Vamos pesquisar na aldeia, senão a turma vai ficar na sala de aula. Na prática em sala de aula, pode haver material didático em andamento que se relacione especificamente com a pedagogia indígena.

Nas práticas de sala de aula, pode haver excelentes materiais didáticos específicos para a pedagogia indígena.

ANÁLISE DE DADOS

Esse é o meu sonho!” A voz 14, (pai e professor), explicou como pensava em trabalhar na escola: “podemos trabalhar segunda, terça e quarta na escola. Vi isso nas falas das vozes: Voz 3 – “Eu fala assim: a gente mora aqui na nossa tradição, trabalha na roça e faz artesanato"; Voz 4 - "Ainda trabalho na lavoura porque minha mãe me ajudou. Tenho um filho pequeno que não sabe pescar, eu tenho um filho que não sabe amamentar porque eu não ensino”; Voz 8 – “Hoje parece que tem criança que não sabe mais trançar ou trançar o cabelo.

Eu sabia, isto é, quando meu avô tecia eu vi que aprendi a tecer peneira, funda, jamaxi, umas coisinhas, fazer ralo, fazer ralo assim"; Voz 13 – “Quando você manda seu filho para a escola, acredito que todos os pais têm consciência do que irão estudar. Todos os pais devem chegar, meu filho, vamos fazer isso, isso não vai só administrar os trabalhos escolares, mas também os deveres de casa, como acontece com a criação, a plantação”; Voz 13 – “A escola tem um projeto autossustentável, ainda não é suficiente, tem que ser concluído. Então esse conhecimento é um conhecimento muito importante, mas infelizmente, com a sociedade em volta, as coisas demoram para enfraquecer a nossa cultura”; Voz 14 Pai/Professor – “Na verdade gostei da situação com as lideranças, assim que começou a questão da disputa de terras, durante a demarcação para aprovação, eles tiveram que ouvir os mais velhos, os mais velhos.

Referências

Documentos relacionados

Eu converso muito com meu irmão, nem grande, e como os alunos juntos e muito difícil assim todo entender, eu falo assim que a gente prensa né, e quando a gente tem