Um dos instrumentos políticos mais eficazes adoptados pelo Brasil na sua estratégia de diversificação das exportações no final da década de 1960 foi o financiamento das exportações. Com a crescente “privatização” dos mecanismos de financiamento às exportações no Brasil e no mundo, aumenta a importância do sistema de gestão de riscos empresariais.
Tratamento TributÆrio das Exportaıes
Contudo, para uma parcela da exportação de produtos de ciclo longo que não estão isentos de riscos comerciais e/ou políticos, a participação oficial é de grande importância. Os problemas relativos ao ICMS não se limitam ao conceito de produtos semimanufaturados e à sua tributação.
O Quadro Institucional
O Departamento de Comércio Exterior criado no governo anterior substituiu o CACEX e estava subordinado à Secretaria Nacional de Economia. No novo governo, a Secretaria Nacional de Comércio Exterior foi criada dentro do organograma do novo Ministério da Indústria, Comércio e Turismo.
Os Sistemas de Incentivo s Exportaıes no Mercosul
O SNCE estava subordinado ao Departamento Técnico de Tarifas, ao Departamento Técnico de Bolsas Comerciais e ao Departamento de Planejamento e Política Comercial. Assim, além das sucessivas mudanças na estrutura do comércio exterior no esquema organizacional da esfera econômica governamental, há uma redução na capacidade de coordenação e implementação de políticas, bem como uma dilapidação do sistema de criação e difusão de informações sobre comércio exterior.
PROPOSI˙ES: DIRE TRIZES E INSTRUMENTOS PARA UMA POL˝TICA DE PROMO˙ˆO S EXPORTA˙ES
Poltica Cambial
Portanto, o pragmatismo deve ser a regra e não se devem atribuir à taxa de câmbio funções pelas quais não seja responsável. Sem dúvida, a taxa de câmbio real tornar-se-á uma variável crítica na futura recuperação do crescimento devido à tendência descendente da balança comercial.
Financiamento e Seguro de CrØdito s Exportaıes
Neste caso, seria utilizado o know-how técnico acumulado no âmbito do governo federal, via Banco do Brasil, BACEN, BNDES/FINAME. Por exemplo, poder-se-ia trabalhar com a ideia de um fundo sediado no Banco do Brasil que seria responsável pela gestão da linha PROEX e pelos mecanismos de financiamento de seguros a serem criados.
Tratamento TributÆrio das Exportaıes
A selectividade dos mecanismos oficiais materializar-se-á na definição dos produtos elegíveis para financiamento e equalização, bem como nos critérios de concessão de seguros e garantias. Inclui aquisições realizadas por empresas de engenharia e serviços, com contratos no exterior, bem como empresas de manutenção e revisão de motores, máquinas e veículos e estaleiros;
Quadro Institucional da Poltica de Exportaªo
A proposta em pauta prevê a transformação da AEB em um Centro Brasileiro de Comércio Exterior, com Conselhos integrados. Estas fontes privadas cobririam as despesas do Centro e do sistema de promoção do comércio exterior, actualmente a cargo do Governo.
Polticas de Exportaªo no Mercosul
Nesse sentido, seria apropriado limitar as políticas de incentivo às exportações dos países do Mercosul a: (i) incentivos fiscais justificados pelo princípio de não-imposição de exportações; (ii) incentivos financeiros que garantam condições de financiamento compatíveis com as prevalecentes no mercado internacional de exportação; e possivelmente (iii) incentivos relacionados ao desenvolvimento de regiões menos desenvolvidas. Destas, a terceira linha de acção é a mais problemática por natureza, não estritamente em relação às exportações, mas porque os incentivos à exportação estão ligados a conjuntos mais amplos de incentivos ao desenvolvimento regional.
Instrumentos Nªo-TarifÆrios de Proteªo
Mecanismo de financiamento (fundo comum ou agência multinacional) - Min.Fazenda, MICT, BACEN, CMN, bancos comerciais e correspondentes. Os indicadores para monitorizar o impacto da política de promoção das exportações na competitividade sistémica dizem respeito à política cambial, à fiscalidade e ao sistema de financiamento e seguro de crédito à exportação.
TEND˚NCIAS INTERNACIONAIS: A POL˝TICA DE EXPORTA˙ˆO EM PA˝SES SELECIONADOS
Os Sistemas de Financiamento s Exportaıes na OCDE
Em nenhum dos países analisados existe crédito direto a exportadores ou importadores, em operações de médio prazo.2. Na Alemanha, o KFW, que é a agência de crédito oficial alemã, oferece créditos aos fornecedores para determinados bens de capital destinados a países em desenvolvimento. Contudo, será examinado mais tarde que a concorrência nos créditos de longo prazo intensificou a utilização de créditos mistos ou de ajuda associada por agências oficiais de crédito à exportação nos países desenvolvidos.
A prestação de seguros e garantias bancárias é também uma forma importante de apoio governamental ao financiamento das exportações nos países desenvolvidos.
DIAGNSTICO DA POL˝TICA BRASILEIRA DE EXPORTA˙ES
Antecedentes
Se a política de comércio exterior esteve subordinada à estratégia de substituição de importações nas décadas de 50 e 70, ela começou a ser implementada integralmente na primeira metade da década de 80 de acordo com a prioridade dada - na gestão económica - ao equilíbrio externo. Do ponto de vista da política de comércio externo, esta mudança de prioridade traduziu-se numa mudança na subordinação desta política: a partir de então, foram os objectivos de combate à inflação interna - e não os de ajustamento externo - que determinaram o rumo. política de comércio exterior. O grau de incerteza económica e institucional aumentou significativamente e a deterioração do instrumento cambial como mecanismo de política de exportações materializou-se na crescente sobrevalorização da moeda nacional entre 1986 e 1990 e no aumento da volatilidade da taxa de câmbio real neste período.
A perda de dinamismo das exportações brasileiras de produtos industriais nos últimos anos e a reversão da tendência - observada entre 1970 e 1985 - de aumento da participação no mercado internacional de produtos brasileiros de maior valor agregado são os sintomas mais claros da falta de autonomia dos a política comercial externa e a subordinação da utilização dos seus instrumentos à lógica de outras políticas ou estratégias de ajustamento começaram a comprometer seriamente os resultados alcançados no passado.
A Poltica Cambial
Tais sintomas são a repetida tendência à sobrevalorização da moeda nacional e o aumento da volatilidade da taxa de câmbio real, especialmente a partir de 1988. Por outro lado, a própria aceleração da inflação reduz a capacidade de uma regra pós-fixação manter estabilidade. da taxa de câmbio real. Estas características positivas do regime cambial de 1991 só foram capazes de gerar um padrão de evolução da taxa de câmbio real mais aceitável e menos sujeito a desalinhamentos a partir do final de 1991.
A evolução da taxa de câmbio real no período entre Março de 1990 e Setembro de 1991, apresentada no Quadro 6, mostra que a volatilidade da taxa de câmbio diminuiu apenas durante essas fases.
Financiamento s Exportaıes
- O sistema brasileiro de financiamento s exportaıes
- O sistema de seguro de crØdito s exportaıes
A partir do final de 1988, as linhas oficiais de financiamento às exportações começaram a desaparecer, processo caracterizado pelos seguintes acontecimentos: a) outubro de 1988: esgotamento dos recursos para equalizar a Resolução 950; b) Fevereiro de 1989: suspensão de todas as linhas FINEX; No que diz respeito aos bens de capital, o retorno do estado ao financiamento às exportações se deu por meio da criação do Programa de Financiamento às Exportações de Máquinas e Equipamentos (FINAMEX), marcando a entrada do sistema BNDES/FINAME no financiamento às exportações. Por fim, com a instituição, pela Lei 8.187, de 1º de junho de 1991, do Programa de Financiamento às Exportações (PROEX), o Governo Federal definiu as novas condições para a retomada do programa de financiamento às exportações complementar ao Finamex, bem como a taxa de juros programa de equalização.
A modalidade de financiamento à exportação (Res. BACEN 1.844/91) obedece às seguintes normas de funcionamento: a) forma de financiamento: desconto em títulos emitidos por exportador brasileiro (no caso de mercadorias) e financiamento (serviços); b) prazo variável conforme Portaria DECEX 06/92, até no máximo 10 anos;
Tratamento TributÆrio das Exportaıes
- Principais instrumentos fiscais de apoio s exportaıes
- Os limites da poltica brasileira de desoneraªo fiscal s exportaıes
Em termos de incentivos, estão estipulados: (1) isenção de direitos de importação (sem prejuízo do disposto no Decreto Legislativo 37/66/art. 17), IPI, contribuição para o FINSOCIAL, frete adicional para renovação da frota mercante e IOF cobrado nas importações e exportações por empresas autorizadas (art. 10); No que diz respeito às tradings, foi mantida a garantia de concessão de incentivos fiscais à exportação previstos em lei aos produtores-vendedores que vendem mercadorias à empresa comercial exportadora com finalidade específica de exportação (Decreto-Lei 1.248/72/art 3º, confirmado pela Lei 8.402 /92). Os incentivos extintos dos programas BEFIEX e CIEX foram: a) Programas CIEX (Comissão de Incentivos à Exportação): isenção de impostos de importação e IPI sobre a importação de bens de capital destinados à implantação, expansão e recuperação de empreendimentos que possuam programa e realizem atividades de exportação obrigações (Decreto-Lei 491/69); posteriormente, a isenção foi substituída por reduções fiscais até o limite de 90% (dec. lei 1.418/75).
Os incentivos atuais são os seguintes: (1) ocorrência de alíquota de 30% de Imposto de Renda sobre lucros decorrentes da exportação de produtos manufaturados e serviços (Lei 8.034/90/art. 1º, I e II), tratando adicionalmente da Lei 7.799 /89/arte.
O Quadro Institucional
Como resultado desse forte controle do comércio exterior e dos investimentos por parte do Estado, foi criado o CEXIM dentro do Banco do Brasil, que, juntamente com o antigo SUMOC, exercia o controle, a coordenação e a implementação da política. A segunda fase começa com a Lei 5.025/65, a primeira legislação de comércio exterior com foco na organização e definição de políticas e procedimentos. O Ministério do Comércio Exterior, instituído no governo anterior, substituiu o CACEX e ficou subordinado à Secretaria Nacional de Economia.
Pelo contrário, se implementadas de forma precipitada, as mudanças introduzidas na estrutura institucional indicam uma baixa prioridade do governo para as atividades de comércio exterior.
Os Sistemas de Incentivo s Exportaıes no Mercosul
A concessão de exportação realizada por empresas comerciais traz os mesmos benefícios para as exportações do próprio fabricante: a concessão existe no Brasil, mas não foi definida em outros países do Mercosul. Aqui vale a pena focar nos incentivos relacionados aos impostos indiretos cobrados sobre os produtos exportados, pois estes representam um segmento importante das políticas de promoção de exportações dos países do Mercosul. Mesmo em termos de políticas de financiamento às exportações, existem semelhanças entre as medidas governamentais dos países do Mercosul.
Resumindo: uma comparação das políticas de promoção das exportações dos países do Mercosul revela, em geral, mais pontos em comum e características do que divergências em termos de impostos e outros incentivos gerais.
PROPOSI˙ES: DIRETRIZES E INSTRUMENTOS PARA UMA POL˝TICA DE PROMO˙ˆO S EXPORTA˙ES
Na verdade, a proposta de reconhecimento mútuo das políticas nacionais de promoção das exportações baseia-se precisamente na observação de que tais políticas, tal como estão configuradas hoje e referem-se exclusivamente a mercados fora do Mercosul, não competem entre si, nem constituem centros de tensões e fricção. Ao lado de uma política que incentiva as exportações e a gestão pragmática da taxa de câmbio real, a institucionalização de modernos instrumentos de proteção não tarifária constitui um importante fator de sustentabilidade no processo de liberalização comercial em curso no Brasil. 34; para a aplicação no Brasil de um instrumento útil para a regulação das importações: os códigos antidumping e antissubsídios e medidas compensatórias do GATT" (Naidin, 1993), incorporados à legislação nacional - de forma que praticamente transcreve os códigos do GATT - desde 1987 e posteriormente regulamentado por decretos e resoluções do então Conselho de Política Aduaneira (hoje Departamento Técnico de Alfândega, MICT).
A eventual adoção de um código de segurança reforça o argumento da necessidade de formação do órgão responsável pela sua gestão.
INDICADORES
Indicadores de Desempenho Comercial
Indicadores de Competitividade SistŒmica
ARGUMENTOS TERICOS PARA UMA POL˝TICA DE EXPORTA˙ˆO
No campo da economia internacional, o pressuposto da concorrência perfeita e da imobilidade internacional dos factores de produção resulta na conclusão de que a distribuição dos ganhos comerciais e o aumento do bem-estar nos países envolvidos são iguais. Enquanto a nova teoria do comércio internacional oferece uma certa racionalidade para a intervenção na distribuição de recursos na economia, a teoria dos mercados contestáveis11 sugere evidências de que este tipo de intervenção deve ocorrer na forma de promoção de exportações12. Uma das principais consequências da teoria dos mercados contestáveis é que a estrutura industrial seria entendida como um resultado endógeno da interação das características das técnicas de produção e das dimensões do mercado.
Outro desenvolvimento é a percepção de que as políticas de promoção industrial devem ser tais que os seus instrumentos não eliminem a ameaça potencial da concorrência.
POL˝TICA INDUSTRIAL: CLASSIFICA˙ˆO SEGUNDO OBJETIVOS E INSTRUMENTOS
Revista Brasileira de Comércio Exterior, edição especial, fev. ed.) (1986) Política Comercial Estratégica e a Nova Economia Internacional. Baixe livros sobre administração Baixe livros sobre agronomia Baixe livros sobre arquitetura Baixe livros sobre arte Baixe livros de ciência da computação Baixe livros de ciência da computação Baixe livros de ciência política
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