Modelos resultantes da relação entre políticas micro e macro, locais e globais no processo de produção e contestação, na forma de mobilizações de intenções e influências com o ensino do conhecimento e do conhecimento na implementação de políticas de TI na educação nas escolas. Compreender os conhecimentos e percepções dos professores nas relações que estabelecem com os instrumentos de ensino e aprendizagem. Analisar saberes docentes e saberes no uso do computador no ensino, identificando as exigências do ensino com tecnologias digitais na educação.
Influência Internacional na produção de políticas e programas em Informática e Educação
Dentre essas reuniões, destaca-se o projeto educacional para a América Latina e o Caribe - PROMEDLAC, no qual os ministros da educação e da economia de toda a região enfatizam que a educação como fator de desenvolvimento está se tornando agora um elemento estratégico da competitividade internacional e da formação de profissionais qualificados para diversos setores do mercado. Nesse contexto, pressupõe-se que a política de TI na/e na educação teve sua orientação na relação entre as políticas estaduais, as políticas educacionais e as políticas de TI no país. Esse pensamento de romper o espaço privado da sala de aula em nome da ampliação do acesso ao conhecimento e ao mercado por meio da tecnologia nos obriga a repensar os programas de inclusão digital55 do Ministério da Educação e sua implementação nas escolas.
Este tom redentor da educação para reduzir a desigualdade tem inspirado programas de inclusão digital em nome de uma maior mobilidade social, da procura económica, na formação de trabalhadores flexíveis e transferidores de conhecimento. A combinação destas políticas do bloco económico do Norte representada pelo Banco Mundial contrasta com as políticas educacionais do bloco sul-americano. 56 Movimento dos países da América do Sul e das Caraíbas rumo à integração política e económica, liderando estratégias de combate à pobreza e ao desenvolvimento económico, como resistência às políticas do Norte.
Porém, nesta correlação de força e influência, o Brasil é considerado entre os membros do Mercosul como uma potência intermediária, com dimensão diplomática, entre as políticas dos países do Norte e do Sul, o que pode sentir seus reflexos na ênfase social proposta. e agora a economia da educação. Programas de inclusão social envolvendo ministérios, departamentos e bancos têm sido a resposta do Brasil às políticas internacionais de educação e tecnologia.
Trajetória e dinâmica da chegada da informática às escolas
Período em que foram produzidas normas e diretrizes para a área de tecnologia da informação educacional pelo ISHM, na Comissão de Educação Especial. O I Seminário Nacional de Informática na Educação (1981), na Universidade de Brasília, patrocinado conjuntamente pela SEI, MEC e CNPq60, foi o espaço privilegiado no cenário político para discutir diretrizes para uma política tecnológica nacional, diante das pressões políticas internacional para a introdução da tecnologia da informação na educação. Esses centros de pesquisa na área de tecnologia da informação e educação continuam pesquisas nesta área até hoje.
Desde a década de 1990, os Simpósios Brasileiros de Tecnologia da Informação na Educação - SBIE - acolhem encontros sobre tecnologia da informação e educação. 64 O Simpósio Brasileiro de Informática na Educação (SBIE) é um evento anual promovido pela Comissão Especial de Informática na Educação (CEIE) da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). As autoridades públicas incentivarão o desenvolvimento e a implementação de programas de ensino à distância em todos os níveis e tipos de ensino e educação superior.
Esta situação pode indicar uma negociação sobre tecnologia da informação na educação, que ainda não foi esgotada nas comissões de educação básica. Os programas de “inclusão” digital na educação envolvem o Ministério das Comunicações, da Educação e outros, através das secretarias ministeriais.
Os Programas Federais de Inclusão Digital nas Escolas
PROINFO
O PROINFO nasceu de discussões decorrentes da necessidade de formação de professores, incluindo a aprendizagem dos alunos, bem como de discussões contínuas de professores do ensino superior e centros de influência política em tecnologia da informação na educação. As ações do programa têm sido desenvolvidas pelo Instituto de Educação a Distância – SEED, pelo Instituto de Infraestrutura Tecnológica – DITEC, em colaboração com os órgãos beneficiários. É um programa educativo que tem como objetivo promover o uso educativo da tecnologia da informação na rede pública de ensino básico.
Nestes processos de coordenação, a União regula a distribuição de computadores, utilizando os seguintes critérios: população estudantil por escola, infra-estruturas disponibilizadas pela direcção escolar e educativa e influência política. O Programa Nacional de Tecnologia Educacional – ProInfo, implementado no âmbito do Ministério da Educação, tem como objetivo promover o uso pedagógico das tecnologias de informação e comunicação nas redes públicas de educação básica. O programa é composto por três séries de ações, a saber: . a) Implementação de ambientes tecnológicos equipados com computadores e recursos digitais nas escolas públicas do ensino básico; .. b) Capacitação de professores, gestores e demais agentes educacionais para o uso pedagógico das tecnologias nas escolas e inclusão digital; .. c) A oferta de conteúdos, soluções e sistemas de informação educacionais multimídia e digitais disponibilizados pela SEED-MEC.
Na proposta do PROINFO (2007a), o acompanhamento docente é de responsabilidade dos centros de tecnologia educacional – NTEs, que muitas vezes não existem nas redes municipais por vontade política ou pela ausência de multiplicadores com formação pós-graduada, habilidades e competências em tecnologias. digitais na educação. Nos centros, multiplicadores monitoram e oferecem cursos, em sua maioria modulares, presenciais, e esses órgãos discutem atualmente a possibilidade de cursos a distância oferecidos em parceria com o MEC, a Universidade Aberta do Brasil e instituições de ensino superior credenciadas. .
PROUCA
Portanto, o programa fala de um “desafio à pedagogia tradicional”, pois implica uma mudança de percepção e posicionamento do papel da educação e do professor nesta nova realidade. Para o Massachusetts Institute of Technology – MIT, esta posição refere-se à sua missão quando explica como. Com a visão de que os computadores transformariam a educação, o fundador do Media Lab do Massachusetts Institute of Technology, o pesquisador Nicholas Negroponte68, apresentou em fevereiro de 2011, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, o projeto para distribuir laptops de US$ 100 para alunos do ensino fundamental. nos países em desenvolvimento.
Educacional - RECOMPE para escolas públicas de educação básica das redes estadual, distrital federal e municipal, juntamente com a resolução CD/FNDE nº. 17, para habilitação desses órgãos ao Programa, com base no intervalo de matrículas calculado pelo Censo Escolar realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - INEP. Como o Programa é muito novo, estão sendo realizadas pesquisas avaliando seu processo e política de implementação, bem como sua utilização pedagógica nas escolas. A cidade de Garanhuns, em Pernambuco, pertence ao grupo 2, na divisão regional do país do Programa.
Na reunião com os multiplicadores, todos ficaram entusiasmados com a proposta de treinamento e acompanhamento do programa. Atualmente, o Ministério da Educação trabalha na construção de perfis das escolas, professores e alunos alvo desses instrumentos, investindo no conhecimento sobre as dimensões que podem facilitar ou dificultar a implementação e os objetivos dos programas.
Cidades Digitais
Sendo um “Programa de Inclusão Digital”, pretende-se proporcionar à população o acesso às tecnologias de informação e comunicação, no âmbito de uma política de “literacia digital”. O processo de implementação do projeto começou com a escolha da cidade, a seleção das escolas, com reuniões para discussões, negociações e acordos entre os governos federal e municipal, para definir quais escolas receberiam os computadores e assim a chegada de todos os materiais adquirido pelo Ministério das Comunicações. O Programa Cidades Digitais do Ministério das Comunicações, portanto, ao chegar a Garanhuns em 2007, teve como objetivo estabelecer uma nova cultura de democratização e participação nos processos de educação e gestão escolar, por meio da “inclusão digital dos atores educacionais com a implementação de um Telemática Municipal – e rede midiática na educação” (SETTE & ANGEIRAS, 2007, p.06).
Uma das atribuições da Diretoria Municipal de Educação, no Projeto Garanhuns Digital, era coordenar a implementação de Projetos Pedagógicos e Comunitários, com o objetivo de socializar o acesso à tecnologia. O texto do Projeto Garanhuns Digital (2007), apresentado pela Secretaria Municipal de Educação, com o auxílio da Prefeitura do Recife, apresenta as três bases de responsabilidade política na implementação do Projeto, a saber: a sociedade, a comunidade escolar e O secretariado. A participação do setor de educação a distância – EAD, da cidade do Recife, teve como ideia chave a troca de conhecimento entre as Diretorias Educacionais de Garanhuns e Recife e, como interesse, a realização de trabalhos de formação em serviço com professores. da rede municipal de Garanhuns.
Este projeto, denominado Garanhuns Digital, faz parte de uma agenda federal com propostas desenvolvidas entre universidades e escolas, instituições públicas e privadas, como propostas em documentos legais na área de comunicação e educação, que o discurso colaborativo entre sistemas de ensino e empresas que podem contribuir para o processo de “inclusão digital”, entendido no macrodiscurso, muitas vezes oculto, de preparação para o mercado de trabalho e para o desenvolvimento económico e tecnológico da região. Ao longo das políticas de educação e de informática na educação e seus programas, ficou claro o seu paralelismo, a ligação entre o ensino superior e básico e os objetivos da implementação de computadores nas escolas públicas, no sentido da apropriação do conhecimento sobre a máquina e seus usos para inclusão digital.
A IMPLANTAÇÃO DAS TECNOLOGIAS DIGITAIS NAS ESCOLAS
Na primeira situação, os professores disseram que: “Existem laboratórios, como esse aqui na escola, mas não funcionam. Os professores mediaram o conflito ao lidar com o uso do computador numa reação entre engajamento, resistência e oposição. Os dirigentes escolares parecem ignorar as dificuldades que os professores enfrentam em combinar conhecimentos técnicos e didáticos com a utilização de computadores.
O uso de computadores no ensino tem suscitado a discussão sobre o que os professores sabem e o que aprendem para desempenhar sua função docente em uma sala de aula automatizada. Os professores estabeleceram conexões entre o conhecimento do seu reservatório, o conhecimento contemporâneo e o dos seus interlocutores, ao ensinar com as TIC. Os professores observaram que “esperam trazer para a sala de aula o que já sabem em tecnologia da informação.
Foi interagindo (CALDEIRA, 1995) que os professores construíram formas de atualizar seu repertório de saberes e saberes docentes. Esses tipos de conhecimento que Silva (2005) aborda e que os professores desejam quando se deparam com instrumentos de ensino referem-se ao significado do instrumento. A relação que os professores estabelecem com os seus saberes e o mundo do trabalho pode ser contraditória.
São questões que preocupam os professores sobre os desafios que a experiência com artefatos computacionais trouxe para o ensino-aprendizagem.