Dissertação (Mestrado em Ciências do Exercício e do Esporte) – Instituto de Ciências do Exercício e do Esporte, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2021. A rede Cenesp apoia o programa de descoberta de talentos esportivos (Secretaria Especial de Esporte do BRASIL; GAYA, 2005) .
Campo Esportivo
- Estado e Esporte
- Fenômeno Social – Concepções econômicas e políticas
- Esporte e Descoberta de Talentos
- Talento esportivo
- Detecção, seleção e promoção de talentos
- Métodos e teorias para detecção de talentos
- Dermatoglifia
- Cineantropometria
Dessa forma, secretarias e ministérios específicos para o esporte e seu desenvolvimento foram estabelecidos por diversos países (HOULIHAN, 2001; CARVALHO, 2013). Com o crescimento dos esportes e dos eventos esportivos, na busca pelo desempenho, tornou-se necessário analisar o treinamento esportivo e a descoberta de talentos sob outros ângulos, principalmente com o objetivo de aprimorar as habilidades específicas de cada atleta.
Esporte e Políticas Públicas
Políticas Públicas
Políticas públicas são deliberações que incluem questões amplas de políticas públicas destinadas a levar alegria à comunidade. No entanto, é certo que existe uma integração das políticas públicas para responder às necessidades que são coordenadas e selecionadas nomeadamente através dos esforços governamentais: “As políticas públicas influenciam e são influenciadas por valores e ideais que moldam a relação entre o Estado e a sociedade orientam ”(AMABLE, 2012, p. 390).
Políticas Públicas de Esporte no Brasil
- O Decreto Lei 3199/41
- A primeira Lei para o Esporte
- Lei Agnelo-Piva
- Programa “Bolsa- Atleta”
- Lei de Incentivo ao Esporte ou Lei de Incentivo Fiscal
- Segundo Tempo
- Estação Cidadania
Dessa forma, não houve um planejamento do esporte como direito social, mas sim um discurso de promoção social por meio do esporte. A Lei de Incentivo ao Esporte é uma lei que permite o investimento em projetos esportivos e paradesportivos por pessoas físicas ou jurídicas por meio da dedução do imposto de renda devido.
O que faz de uma nação uma potência olímpica?
O Macro é caracterizado por determinantes como fatores culturais, sistemas políticos, doping, naturalização de atletas, entre outros; no Micro são apresentados os fatores que influenciam o desempenho individual do atleta, ou seja, genética e aspectos pessoais, como família e meio ambiente; enquanto no nível Meso são levados em consideração fatores relacionados à política esportiva que podem promover o desempenho dos atletas. aumentará, dependendo da eficácia das suas políticas e investimentos para o desporto de elite”. Os resultados do estudo mostram que no Brasil, desde o início da história esportiva do país, os investimentos têm sido destinados com maior ênfase aos esportes de elite. Com base em pesquisas comparativas internacionais, pode-se deduzir que o esporte de elite no Brasil precisa gerir projetos e programas em nível nacional, tanto para monitoramento quanto para avaliação, para que desta forma haja a possibilidade de serem replicados entre as regiões do país. país (MEIRA; BASTOS, 2016).
Um programa que pode ser destacado como meio de apoio financeiro é o Bolsa-Atleta. Quanto à existência de programas de formação de treinadores, não existiam do ME ou da Secretaria Especial do Desporto este tipo de iniciativa, mas existem vários programas que apoiam o desenvolvimento do desporto de alto rendimento propriamente dito. Assim, revelar a origem dos atletas olímpicos brasileiros participantes dos Jogos Olímpicos de 2020, por meio de análise documental, documentos oficiais referentes às convocações dos atletas e outros sites que permitam, por meio de cruzamento de dados, investigar essa origem.
O Programa de Inteligência Esportiva (IE) desenvolveu um banco de dados (big data), estruturado na forma de um grande conjunto de registros sobre esportes de alto rendimento no Brasil. Esta seção apresenta os dados encontrados sobre a iniciação esportiva dos atletas olímpicos brasileiros participantes dos Jogos Olímpicos Londres 2012, Rio 2016 e Tóquio 2020, bem como as informações coletadas no Bolsa Atleta no banco de dados do Programa de Inteligência Esportiva desenvolvido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Paraná, em colaboração com a Secretaria Nacional do Esporte de Alto Rendimento do Ministério da Cidadania. Inicialmente serão apresentadas informações sobre a iniciação esportiva dos atletas brasileiros, além do lugar que domina como “celeiro” de cada modalidade, para posteriormente apresentar dados a serem discutidos em relação ao programa Bolsa Atleta e a influência que ele exerce. ordem pública.
Iniciação esportiva dos atletas olímpicos brasileiros
Com tal amostra não foi possível encontrar dados concretos sobre o início da prática esportiva de 52 atletas, ou seja, 5%. Além disso, entre as vagas nas duas edições estava a categoria “Outros”, que corresponde à parcela de atletas que puderam ter contato com o esporte por meio de provas de corrida de rua. Infelizmente não foi possível encontrar informações sobre a iniciação esportiva de 26% dos atletas de Tóquio devido a problemas de comunicação com a Confederação Brasileira de Atletismo, além da falta de informações sobre esse tema nos sites.
De acordo com os dados apurados para o início esportivo dos atletas brasileiros de ciclismo, a categoria “Outros” esteve presente em três ciclos olímpicos. Além disso, uma escola particular de Ribeirão Preto, COC, possibilitou o início da prática esportiva de uma das atletas da seleção brasileira de ginástica. Um dos atletas participantes das edições Londres e Rio começou a se exercitar por meio de um projeto da Secretaria de Esportes do Distrito Federal.
O taekwondo brasileiro é apresentado como uma modalidade em que atletas vêm de diversas instituições; Porém, um fato que chamou a atenção foi o surgimento de Projetos Sociais na equipe participante dos Jogos Rio 2016, pois somente nesta edição esses países possibilitaram o início da modalidade aos atletas desta modalidade. Outro local que tornou o Taekwondo possível foi a Diego TKD Team Academy, localizada em Itaboraí, região metropolitana do Rio de Janeiro. Apenas um dos atletas participantes de Tóquio 2021 indicou a corrida como principal modalidade de exercício do Triatlo.
O clube de futebol Fluminense é citado como um dos locais que possibilitou o início dos atletas neste esporte olímpico, assim como o centro de treinamento de Vila Velha, que teve importante papel na prática esportiva, que na categoria “Outros” está listado . Entre os locais que possibilitaram o início da prática do esporte, podemos citar o Mackenzie Clube de Minas Gerais; o Colégio Marista de Maceió;
Programa Bolsa-Atleta
Atletismo
Destacamos que em 2012 participaram na modalidade 36 atletas, dos quais apenas dois foram premiados em 2009 e dois em 2010, ou seja, apenas 6% dos atletas londrinos os receberam. Houve um aumento significativo no número de bolsas em 2011, com quinze benefícios concedidos, atingindo a marca de 42%, assim como em 2012, quando trinta dos participantes receberam apoio do programa (83% da delegação da modalidade). Durante a preparação para os Jogos Rio 2016 já pudemos observar um aumento nos investimentos diretos em atletas, em comparação ao ciclo anterior. Vale destacar que esta edição olímpica teve recorde de convocação para a modalidade, com 67 competidores.
Badminton
Basquete
Boxe
Canoagem
Percebe-se que, no ciclo anterior, nos últimos anos em que as bolsas chegaram aos atletas, a maioria deles estava na categoria Pódio, fato que confirma a manutenção dos resultados da modalidade, já que os atletas que receberam bolsas receberam nesta categoria. também medalhado nos Jogos de Tóquio.
Ciclismo
Esgrima
Futebol
O ciclo Tóquio 2020 não teve bolsas no ano olímpico, mas mais de 45% dos atletas foram beneficiados nos outros três anos.
Ginástica Artística
A Ginástica Brasileira de Trampolim participou entre as três provas olímpicas analisadas neste estudo e apenas um representante da modalidade nos Jogos Rio 2016, que foi contemplado pelo programa Bolsa Atleta de 2013 a 2015, não recebendo apoio financeiro no ano em que recebeu Local dos Jogos Olímpicos. Em Londres competiu apenas a seleção feminina, composta por quatorze atletas, que em nenhum dos anos do ciclo olímpico foram integralmente cobertas pela Bolsa Atleta. A maior parte da seleção brasileira de judô pôde contar com o Bolsa Atleta durante todos os anos do ciclo de Tóquio, com baixas contribuições no primeiro e no último ano, com 62% ou 8 atletas contemplados.
Bolsa Atleta dá início ao ciclo londrino em favor de um dos atletas; em 2010 nenhum concorrente foi premiado com bolsa, mas em 2011 e 2012 ambos os concorrentes foram premiados. Em Londres, o competidor brasileiro recebeu o apoio financeiro do Bolsa Atleta durante todo o ciclo, assim como os dois atletas que participaram do Rio 2016. O Remo do Brasil esteve presente nos jogos Londres 2012, Rio 2016 e Tóquio 2021, o que permitiu a arrecadação de informações do programa Bolsa Atleta referentes a três edições olímpicas.
Em Tóquio, o remo brasileiro foi representado por um atleta, que caiu na Bolsa Atleta nos três primeiros anos do ciclo olímpico e não a recebeu apenas em 2020. Em Tóquio, três atletas representaram o Brasil e, em todos os anos do ciclo olímpico, dois atletas foram beneficiários do Bolsa Atleta. Além disso, o número de bolsas não foi tão grande: em 2018 e 2019, beneficiaram 50% do time de tênis, sendo o maior percentual de beneficiários do Bolsa Atleta em 2017: 67%.
Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2021-07/bolsa-atleta-contempla-80-da-delegacao-brasileira-em-toquio. Políticas públicas para o esporte: o programa de bolsas atléticas e sua abrangência na base do handebol no Brasil.
Ginástica Rítmica
Ginástica de Trampolim
Golfe
Handebol
Hipismo
Hóquei sobre Grama
Judô
Levantamento de Peso
Luta Olímpica
Maratonas Aquáticas
Nado Artístico
Natação
Pentatlo Moderno
Polo Aquático
Remo
Rugby 7
Saltos Ornamentais
Skate
Surfe
Taekwondo
Tênis
Tênis de Mesa
Tiro com Arco
Tiro Esportivo
Triatlo
Vela
Vôlei
Porém, sabe-se que a maioria das escolas brasileiras não possui infraestrutura suficiente para a prática esportiva, o que dificulta a implementação do espaço escolar não formal como local de descoberta sistematizada de talentos. A baixa importância desta instituição no cenário olímpico brasileiro pode ser explicada pelo distanciamento cultural entre a escola e o alto rendimento no país, diferentemente de outras nações que utilizam o ambiente escolar como principal meio de descoberta de talentos. Porém, mesmo com todos esses problemas, o projeto Jogos Escolares da Juventude, atualmente Jogos da Juventude, desenvolvido pelo COB, com o objetivo de promover o desenvolvimento do esporte de base, tem possibilitado que atletas de modalidades mais populares no ambiente escolar, como handebol, vôlei e atletismo, são notados, criando oportunidades para identificar talentos.
As academias/escolas têm permitido a prática dessas modalidades pela maioria dos atletas de futebol, ginástica, natação e luta livre, provavelmente pelo fato de possuírem mais estrutura voltada especificamente para o ensino das modalidades, focando assim na descoberta de talentos. Disponível em: https://www.gov.br/pt-br/noticias/cultura-artes-historia-e-sports/2021/07/brasil-estreia-com-vitoria-no-badminton-nas-olimpiadas-de -Tóquio. Disponível em: http://arquivo.esporte.gov.br/index.php/institucional/esporte-educacao-lazer-e-inclusao-social/ Segundo-tempo.
Disponível em: https://www.cob.org.br/pt/cob/time-brasil/brasil-nos-jogos/participacoes. Disponível em: https://oglobo.globo.com/sports/rio-2016-maria-lenk-1-brasileira-participar-dos-jogos-olimpicos-17828942. Análise de referências cineantropométricas de atletas de voleibol masculino envolvidos em processos de promoção de talentos.