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Universidade do Estado do Rio de Janeiro - BDTD/UERJ

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Academic year: 2023

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O objetivo principal da pesquisa foi compreender o que os refugiados haitianos, egressos do Curso de Língua Portuguesa e Cultura Brasileira para Imigrantes – CLPCBI, oferecido no âmbito do IFMT, sabem sobre Direitos Humanos. Este objetivo desdobrou-se nos seguintes objetivos específicos: expor os debates sobre a questão dos refugiados haitianos no Brasil à luz dos princípios relativos aos direitos humanos; Iniciamos o trabalho com uma pergunta: Diante da crise migratória, como foi o acesso aos Direitos Humanos dos refugiados haitianos em Cuiabá?

O estudo problematizou especificamente a perspectiva de acesso aos Direitos Humanos – DH – por um grupo de imigrantes haitianos, egressos do Curso de Língua Portuguesa e Cultura Brasileira para Imigrantes – CLPCBI. Desta forma, a defesa persistente do envolvimento na educação para que os direitos humanos não sejam desinteressados.

Figura 1 – Cartazes de Divulgação do Curso CLPCBI
Figura 1 – Cartazes de Divulgação do Curso CLPCBI

Dos Direitos Humanos: direitos dos refugiados e a política migratória

Dito isto, é necessário esclarecer que existe uma breve distinção entre direitos fundamentais e direitos humanos. No entanto, embora rodeados de paradoxos e coerências, consensos e dissidências, os Direitos Humanos continuaram a atravessar fronteiras até aos nossos dias. A palestra foi resultado de uma conferência no Instituto Internacional de Direitos Humanos em Estrasburgo (França).

Legislação e política migratória brasileira: cidadania no contexto

A Convenção sabiamente não define raça, etnia ou casta, mas define a discriminação racial nos seguintes termos: Qualquer distinção, exclusão ou preferência baseada na raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica que se destine a anular ou prejudicar o reconhecimento, o gozo ou exercício dos direitos humanos e das liberdades fundamentais em pé de igualdade. Na verdade, este é um desafio central para a sociedade, especialmente nos países latino-americanos, caracterizado por um contexto de violações dos direitos humanos, de segurança jurídica, de instabilidade do Estado democrático e de violações dos direitos fundamentais que visam garantir a sobrevivência, o bem-estar dos imigrantes e seus nacionais. A desigualdade económica, social, educacional e cultural evidente no século XXI é o resultado de um processo de ditaduras e golpes de Estado da classe dominante, a fim de preservar os seus privilégios.

Ao longo do século XX convivemos durante mais de um terço dele com ditaduras e fomos submetidos a repetidos golpes institucionais como mecanismos para impedir o progresso das lutas populares e da classe trabalhadora na busca por direitos básicos de acesso à terra, alimentação, moradia, saúde, educação e cultura. Com o início do processo de redemocratização no final da década de 80 e a sua consolidação na década de 90, o país ingressou em regimes internacionais e regionais de proteção dos direitos humanos, incluindo o sistema da ONU para refugiados. Esta adesão ocorreu num clima de reação ao legado da ditadura militar, confirmando o espírito constitucional de 1988 que estabeleceu o asilo político como o princípio que rege as relações internacionais do país, bem como a difusão dos direitos humanos" (MILESI e CLARET, 2012, pág. 38).

30, a lei estabelece que a política migratória brasileira é regida pelos princípios da universalidade, indivisibilidade e interdependência dos direitos humanos; rejeição e prevenção da xenofobia, do racismo e de qualquer forma de discriminação, além da não criminalização da migração; bem como: a não discriminação em função dos critérios ou procedimentos pelos quais a pessoa foi admitida em território nacional; promoção da entrada regular e regularização de documentos, acolhimento humanitário e igualdade de tratamento e oportunidades para migrantes e suas famílias, etc. Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos na Assembleia Nacional Constituinte para instaurar um Estado democrático, destinado a garantir o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores que são os valores mais elevados de uma sociedade fraterna, pluralista e de mente aberta, baseada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a resolução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO PARA O REPÚBLICA FEDERAL DO BRASIL (BRASIL, 1988) . Seu artigo 5º, impregnado de preceitos dos direitos internacionais, preconiza a igualdade de todos perante a lei, sem distinção de qualquer espécie, e garante aos brasileiros e estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à segurança. propriedade, nos seguintes termos: Além dos direitos e deveres individuais e coletivos, é definida como direitos sociais educação, saúde, alimentação, trabalho, moradia, lazer, segurança, seguridade social, proteção à maternidade e à infância, ajuda aos desamparados (CF, art. 6º).

Como se verifica na Constituição em muitos dos seus artigos, elencados nos respetivos parágrafos e incisos, ela define de forma eficaz e mais concreta o pleno gozo dos direitos fundamentais e, ao fazê-lo, incentiva o exercício da nossa cidadania.

Figura 2 - Extrato de solicitação de refúgio ao Brasil em 2019
Figura 2 - Extrato de solicitação de refúgio ao Brasil em 2019

Da independência aos dias atuais: Haiti e Brasil – aproximações

1 AC, é uma população indígena do grupo Taino (Arawak) que era composta por cerca de 200 a 300 mil índios, que chamavam o lugar de Haiti, que significa montanhoso e tem o primeiro marco na história do Haiti assim ocorrido com a Europa expedição e a conquista do navegador Cristóvão Colombo em 1492, e assim como no Brasil, o processo de colonização começou investindo no povo. É importante destacar que não se tratava de uma monocultura, “além do açúcar, também se produzia café, índigo, cacau, algodão e outros alimentos” com lucros sempre contaminados pelo processo de exploração do trabalho escravo. Reduzir o sentido da abolição a um gesto de “boa vontade” ou “doação”, empreendido pela Princesa na ausência do Imperador, representa a ocultação de uma parte importante da história do Brasil, construída por homens e mulheres, negros e brancos, liderando aos mais diversos arranjos sociais, que trabalharam de diferentes maneiras para acabar com um sistema escravista estruturado para manter uma parte significativa da sociedade à margem.

A maioria negra, sempre no controle da liderança, ocasionalmente clamava pela insurreição ou se via em confronto ou fuga, incentivando a formação ou participação de quilombos já formados. Onde uma base constituída por uma massa de pobres marginalizados apoia uma cúpula constituída por uma minoria excludente resultante da desordem na formação económica e social deste país. Por outro lado, é uma sociedade que tem a crise como motor na sua estrutura.

Note-se que esta não é uma reflexão pré-facial, mas sim uma experiência de prática e luta militante, face à realidade globalizada de segregação, exclusão e concentração de rendimentos, que hoje não é nova. O Índice de Desenvolvimento Humano mede o progresso de uma nação com base em três dimensões: rendimento, saúde e educação. Daí a importância da reflexão crítica sobre as ideias dominantes de ontem e de hoje; já que o presente não pode ser explicado sem o passado.

Ao final desta discussão, quando propomos um debate sobre a formação da América Latina; Arriscaria uma última e intrigante questão sobre a nossa formação como povo dominado e dependente; a busca por uma teoria própria que explicasse: de onde viemos.

Figura 4 - Panorama do tráfico de escravos, oriundo da África – (1500-1900)
Figura 4 - Panorama do tráfico de escravos, oriundo da África – (1500-1900)

Panorama migratório

Ainda segundo o Ipea, a América Latina e o Caribe abrigam um dos menores números de pessoas em situação de refugiados no mundo. Além disso, havia mais de 6 milhões de pessoas deslocadas internamente (Pedis) no país, incluindo aquelas em situação semelhante. Quarto, ele lembrou, chorou e pediu aos céus que não vissem mais corpos civis. Aqueles que viram disseram que não se comoveram.

Os dados obtidos na pesquisa foram coletados entre dezembro de 2019 e maio de 2020 na cidade de Cuiabá no estado de Mato Grosso. A área urbana de Mato Grosso mede 519,7 km2, o que coloca o país em 11º lugar na lista dos países com maior área urbana. Segundo o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizado em 201023, Mato Grosso possui 3.035.122 habitantes, o que representa 1,59% da população brasileira.

Mato Grosso é um estado de proporções gigantescas com diversas regiões desabitadas, o que afeta diretamente o valor da densidade demográfica, que é de 3,3 habitantes por km2. Trata-se do estado de Mato Grosso, cuja capital Cuiabá apoia o campus Cuiabá Bela Vista, um dos 14 campi que compõem o IFMT, localizado no bairro Bela Vista, na capital do estado de MT. 11.892, durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Educação Fernando Haddad, por meio da integração do Centro Federal de Educação Tecnológica de Mato Grosso, do Centro Federal de Educação Tecnológica de Cuiabá e da Escola Técnica Agrícola Federal de Cáceres.

Nesse período funcionou como extensão do Centro Federal de Educação Tecnológica de Mato Grosso (CEFET-MT), que passou a ser denominado campus com a lei de criação do instituto, Lei nº. 11.892, de 29 de setembro de 2008.

Figura 6 – Infográfico de Dados sobre Refúgio
Figura 6 – Infográfico de Dados sobre Refúgio

Do ponto de encontro com os sujeitos da pesquisa

É claro que permitir aos refugiados o acesso à escola e, portanto, a aprendizagem ou melhor compreensão da língua portuguesa e da cultura brasileira promove uma maior oportunidade de acesso aos Direitos Humanos. Esta situação relatada pelo autor evidencia um problema de acesso a um dos direitos humanos básicos, o direito à educação. As respostas acima confirmam a afirmação de que os haitianos sabem o que são os direitos humanos e citam aqueles que fazem mais sentido para viver com dignidade.

Podemos dizer que as perguntas sobre o que sabem sobre direitos humanos foram significativas para os haitianos porque Bakhtin passou a mencionar “senso”, que é a resposta a uma pergunta. Podemos dizer que foi significativo para os refugiados haitianos responder a esta pergunta, uma vez que esta actualiza o significado dos direitos humanos através das condições de vida. Como pode ser observado, os dados tanto do gráfico da nuvem digital de palavras (Gráfico 8) quanto do gráfico de similaridade indicam que os respondentes possuem conhecimento sobre direitos humanos.

De acordo com informações eletrônicas da agência Senado, em fevereiro de 2020, em fevereiro de 2020, a Comissão de Direitos Humanos - CDH do Senado Federal esteve em audiência pública com a presença do funcionário do ACNUR no Brasil e outras autoridades relacionadas para discutir a situação de imigrantes no país. Este estudo problematizou o acesso aos direitos humanos dos refugiados haitianos na cidade de Cuiabá-MT à luz da crise migratória, tendo como objetivo principal compreender o que sabem os refugiados haitianos egressos do Curso de Língua Portuguesa e Cultura Brasileira para Imigrantes - CLPCBI. sobre direitos humanos. Acreditamos que o termo direitos humanos adquire muitos significados de acordo com os interesses dos grupos sociais que o expressam.

Chamamos a atenção para a importância de implementar e/ou implementar eficazmente a educação em direitos humanos para incentivar esta prática em benefício de uma sociedade menos injusta e mais diversificada. Direitos Humanos São aquelas liberdades e garantias que, de acordo com os valores contemporâneos aceitos, todo ser humano deveria poder reivindicar como seus “direitos” na sociedade em que vive. Padrões éticos aplicáveis ​​a todos os intervenientes humanitários, baseados nos direitos humanos internacionais e no direito humanitário, e comprometidos com a integridade das ações humanitárias.

Tabela 1 – Perfil de egressos haitianos matriculados em 2016 - por gênero
Tabela 1 – Perfil de egressos haitianos matriculados em 2016 - por gênero

Procedimento de pesquisa e da aproximação com o material empírico

Resultado do levantamento de dados da pesquisa

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Figura 1 – Cartazes de Divulgação do Curso CLPCBI
Figura 2 - Extrato de solicitação de refúgio ao Brasil em 2019
Figura 3 - Mapa da República do Haiti
Figura 4 - Panorama do tráfico de escravos, oriundo da África – (1500-1900)
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Referências

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