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UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ – UNIVALI

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Academic year: 2023

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NATUREZA JURÍDICA

  • P OSSE COMO UM FATO
  • P OSSE COMO UM DIREITO
  • P OSSE COMO UM FATO E UM DIREITO

BEVILÁQUIA, entre muitos, e na minha opinião com razão, entende que a posse é simplesmente um estado de facto, que a lei protege em contrapartida da riqueza, da qual é a manifestação externa. Por outro lado, diz Arnaldo Rizzardo22, em Savigny “a posse é um estado de facto, que traz efeitos e consequências no mundo jurídico.

CLASSIFICAÇÃO

  • P OSSE J USTA E P OSSE I NJUSTA
  • P OSSE DE B OA -F É E P OSSE DE M Á -F É
  • P OSSE D IRETA E P OSSE I NDIRETA
  • P OSSE N OVA E P OSSE V ELHA
  • P OSSE PARA U SO DOS I NTERDITOS E P OSSE PARA I NVOCAR A U SUCAPIÃO –

Deve também ser esclarecido que a posse de boa-fé e a posse de boa-fé não coincidem necessariamente. Também é possível que a posse de boa-fé se transforme em posse de má-fé, o que está previsto no art.

EFEITOS

  • I NTERDITOS P OSSESSÓRIOS
    • Ação de Manutenção da Posse
    • Ação de Reintegração de Posse
    • Ação de Interdito Proibitório
  • B ENFEITORIAS
    • Necessárias
    • Úteis
    • Voluptuárias
  • F RUTOS
    • Naturais
    • Artificiais
    • Civis
  • U SUCAPIÃO

Turbação é “qualquer ato que interfira no livre exercício da posse”, independentemente de haver dano ou não, ou de o perturbador ter ou não maior direito sobre a coisa. Além da devolução dos bens a que tem direito, o possuidor saqueado tem direito à reparação dos prejuízos que sofreu em consequência do saque. Destacam-se três pressupostos: a) o possuidor roubado deve ter tido uma posse anterior; b) a ocorrência de posse causada por alguém; c) perda de posse por peculato”52.

O possuidor de boa-fé terá direito à compensação por tais benfeitorias, bem como o direito de reter o seu valor. O possuidor de má-fé tem direito a ser indenizado apenas por essas benfeitorias, mas não tem direito de retenção, ou seja, de permanecer na posse para garantir o pagamento da referida indenização. O possuidor de boa-fé tem o direito de retirar essas benfeitorias, ou seja, aquelas que não são pagas e que permitem a retirada sem prejuízo da coisa, enquanto o possuidor de má-fé não tem direito.

O possuidor de boa-fé tem direito aos frutos realizados e às despesas de produção e aos custos dos frutos pendentes e colhidos, mas não tem direito aos frutos pendentes, aos frutos previamente colhidos e aos produtos; O proprietário de má-fé tem direito apenas às despesas de produção e pagamento dos frutos colhidos e percebidos, mas não tem direito a quaisquer frutos. Verifica-se, portanto, que a usucapião é uma das formas de aquisição de bens e este é o principal efeito da posse.

TEORIA POSSESSÓRIA DE SAVIGNY

Desse modo, dedicou-se à definição de posse, concebendo-a como a capacidade real e imediata de dispor fisicamente da coisa para fins de propriedade e de protegê-la da agressão de terceiros. Quanto ao animus, pensei que esta fosse a intenção do dono, desnecessária por acreditar no possuidor e ser, na realidade, o dono do bem66. Para Savigny, o corpus ou elemento material da posse caracteriza-se como a capacidade real e imediata de dispor fisicamente da coisa e de protegê-la da agressão de qualquer pessoa; o corpus não é a coisa em si, mas o poder físico da pessoa sobre a coisa; o fato externo, contrário ao fato interno. 69.

Ele acreditava, assim, que o elemento da intenção é predominante na configuração jurídica da posse, e que sem a intenção do proprietário caracteriza-se a posse, mas apenas a retenção70. Verifica-se, então, que a posse consistia para Savigny na capacidade real e imediata de dispor fisicamente da coisa com a intenção do proprietário e de defendê-la contra agressões de terceiros, como mencionado anteriormente. Assim, sendo a posse um poder imediato que uma pessoa possui para dispor fisicamente de um bem com a intenção de tê-lo para si e defendê-lo contra a agressão de qualquer pessoa, necessita dos dois elementos corpus e animus domini.

Posse de bens, quando várias pessoas, para si ou para outrem, tenham em sua posse um bem, com a finalidade de exercer o direito de propriedade. Em suma, para Savigny, posse é o poder que uma pessoa tem de dispor fisicamente de uma coisa, acompanhada da intenção de possuí-la. Resulta assim da combinação de dois elementos: a força física e a intenção de ter a coisa para si.

TEORIA POSSESSÓRIA DE IHERING

É também claro que o direito do proprietário à posse não poderia existir se o proprietário não estivesse protegido contra a privação ilegal da posse. Ihering explica ainda que o direito de reivindicar a restituição de bens contra terceiros foi posteriormente estendido ao direito romano. Ancora a divisão da propriedade em direta e indireta, permitindo a dupla propriedade, que tem uma tripla finalidade: fruição, garantia e gestão98.

As ideias de Ihering tiveram consequências de longo alcance na Alemanha, influenciando decisivamente a construção legislativa da inauguração. O Código Alemão orientou-se para o seu pensamento e sistematizou, sob inspiração da sua crítica à doutrina de Savigny, normas reguladoras da posse, o que pressupõe a sua conceptualização em termos objetivos. Nos capítulos anteriores, assim como nos parágrafos deste, procuramos explicar as teorias de posse existentes, bem como a instituição da posse.

Por um ou outro fundamento, que pode ser forçado, é que os efeitos jurídicos próprios da posse não se produzem na relação de guarda, de tal forma que não é concedido ao titular o exercício dos direitos e pretensões de posse por direito próprio. nome. Para comprovar a posse é necessária a comprovação do exercício efetivo do poder sobre a matéria e, salvo casos específicos, tal prova não pode ser feita por meio de documentos, exigindo-se, portanto, demora na prova. O segundo capítulo abordou a Teoria da Possessão de Savigny, ou seja, a Teoria da Possessão Subjetiva e a Teoria da Possessão de Ihering, ou seja, a Teoria da Possessão Objetiva.

FUNÇÃO SOCIAL

Em meados do século XX, Antonio Hernandez Gil apresentou o seu estudo sobre a posse, que considera ser vista como um fenómeno social inegável. No entanto, Hernandez Gil salienta que a opinião dos juristas alemães, apesar de seguir caminhos diferentes, sofre da mesma inadequação105. Sobre a teoria subjetiva Hernandez Gil acrescenta que “para distinguir quando há uma relação possessiva – e não apenas um arrendamento – é preciso querer ser proprietário.

Savigny acude a la propiedad como guía para el descubrimiento de los poseedores; lo ubica en el supuesto descriptivo de la norma al verlo reencarnado en el portador del animus. Al discutir la función social de la propiedad, Hernández Gil vuelve a criticar la posición de poseedor de propiedad y por ello sostiene que esta institución precede a esta última y representa una necesidad fundamental de la propiedad110. El fenómeno humano y social del uso y explotación de las cosas precede a la institucionalización representada por los derechos de propiedad privada.

No entanto, a propriedade privada é determinada […] por um número considerável de factores da estrutura socioeconómica e política, de conteúdo variável, em que a densidade social primária está presente em todos os sistemas de coexistência. Acredita-se, portanto, que o pensamento de Hernandez Gil funciona como uma nota de tensão que clama para que o outro preste o que lhe é devido. O entendimento de Hernandez Gil de que a propriedade cumpre uma função social não é unânime entre os estudiosos, pois muitos acreditam que a propriedade não tem essa função, pois não possuía essa característica quando foi inserida na ordem nacional.

ATIVIDADE ECONÔMICA

Reconhecer a função social da propriedade significa reconhecer o direito subjetivo do não proprietário de obter, através da terra, uma vida digna, garantindo um mínimo de posses, ou seja, uma existência autônoma. O próprio Saleilles distingue a sua tese das anteriores, principalmente a de Ihering, que baseia a propriedade na relação de exploração económica; aqui todo titular é possuidor, salvo disposição expressa em contrário da lei. A segunda, no outro extremo, é a teoria de Savigny, uma teoria dominante que baseia a propriedade na relação de apropriação legal e para a qual não existem possuidores, exceto aqueles que reivindicam a propriedade115.

Por fim, a terceira, num nível intermédio entre as teorias acima mencionadas, segundo Saleilles, baseia a posse na relação de apropriação económica e declara que o possuidor é alguém que, do ponto de vista dos factos, parece gozar de forma independente e ainda assim como aquele que, entre todos os outros, está numa relação de facto com as coisas, por isso é legitimamente considerado o senhor de facto das coisas116. A semelhança entre as teses de Saleilles e Ihering é, portanto, que ambos concebem a posse como uma relação real entre uma pessoa e uma coisa, mas ambos diferem em termos do conceito de corpus ou, melhor, de animus, que se aplica. àquilo que, antes de tudo, não inclui a vontade de possuir e gozar a coisa, mas a vontade de tomar posse da coisa. Mas há um contraste que é mais forte: enquanto o critério de Ihering para distinguir entre posse e posse refere-se ao direito, Saleilles encontra-o na observação dos factos sociais, ou seja, que a posse representa uma relação real suficiente para estabelecer a independência económica do possuidor. .

Portanto, é necessário refletir sobre a legitimidade da proteção patrimonial, não em homenagem ao direito de propriedade, mas como um direito que surge apenas da posse em si. Nesta teoria, os aspectos externos da posse assumem maior relevância para a identificação do possuidor, quando o elemento anímico individual é substituído pela consciência social. Saleilles acredita que “o critério para distinguir a posse da detenção é a observação dos fatos sociais; há posse quando existe uma relação de facto suficiente para estabelecer a independência económica do possuidor”123.

JURISPRUDÊNCIA

No caso dos atos de posse, não se discute a titularidade do imóvel, mas apenas a posse, que é o estado real da questão, como mostra a teoria objetiva da doutrina, teoria adotada em nosso direito civil. RECURSO CIVIL - PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE - PEDIDO DE ASSISTÊNCIA CONSORTIAL DE LITIS FEITO A NÍVEL DE RECURSO - POSSIBILIDADE - RECURSO DE RETENÇÃO DE POSSE - DECLARAÇÃO DE LIMITAÇÃO DE DEFESA POR DUPLO MOTIVO - INOCÊNCIA - POSSE DO REQUERENTE ANTERIORMENTE POR FINALIDADE ECONÔMICA EM DESTAQUE ATIE OMICA VAN DE DING - OCUPAÇÃO POR FAMÍLIAS - REGRA INTRODUZIDA - CONCESSÃO DA PROIBIÇÃO DE REINTEGRAÇÃO - PENAL AFIRMATIVA - RECURSO REJEITADO. A seguinte jurisprudência catarinense mostra que o relator utilizou para fundamentação as teorias objetiva (Ihering) e subjetiva (Savigny), demonstrando que em determinados momentos há aplicabilidade de ambas, ainda que a teoria objetiva seja utilizada pelo nosso ordenamento jurídico .

ADMINISTRAÇÃO DO BEM - PODER SOBRE AQUILO, EXERCIDO EM NOME DE OUTRO E DE ACORDO COM SUAS ORDENS E INSTRUÇÕES - RETENÇÃO ÓSSEA NÃO GERANDO OS EFEITOS JURÍDICOS DA POSSE - ARTIGO 1.198 - ARTIGO 1.198 - CIV8. RECONHECIMENTO IO - ARTIGO 267, PONTO VI E. MEDIDAS DE REINTEGRAÇÃO DE DIREITOS PRIVADOS - POSSIBILIDADE DE PROTEÇÃO DECISIONAL - SUMÁRIO 415 DO STF - DEMONSTRAÇÃO - AUSÊNCIA - TOLERÂNCIA LEAN.-. Analisando a decisão acima, verifica-se que ao tratar da servidão ostensiva, o relator utilizou a teoria objetiva.

Com o direito civil nacional que adota a Teoria Objetiva de Ihering, a posse é considerada o exercício pleno ou não de qualquer dos poderes inerentes à propriedade, conforme art. Fica claro pela decisão apresentada acima que o direito civil brasileiro adotou a teoria objetiva de Ihering, que nada mais é do que a posse tem o pleno exercício, ou não, de alguns dos poderes inerentes à propriedade. JULGAMENTO "POSSE - Preservação da posse - Hipótese em que a recorrente-réu usufruiu do imóvel em razão de sua convivência conjugal com 'de cuius', pai do réu - Existência de instrumento público outorgando procuração 'de cuius'. meramente para administração de bens, caracterizando-se assim como simples titular – arts.

Referências

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Seus objetivos são: institucional: produção de Monografia para a obtenção do Título de Bacharel em Direito pela Universidade do Vale do Itajaí, UNIVALI; geral: estudar os diversos