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universidade do vale do itajaí – univali

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Academic year: 2023

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DO CRIME

Para uma boa compreensão deste trabalho de investigação é importante saber o que é o crime e esta análise será realizada apenas no âmbito das ciências da justiça criminal. O estudo jurídico do crime é um trabalho de dogmática penal, cabendo ao advogado analisá-lo e examiná-lo à luz do direito penal positivo, que consiste no direito penal escrito e outras fontes secundárias.

DO CONCEITO FORMAL

Na teoria penal, fica claro que uma das primeiras conceituações do crime limitou-se ao seu aspecto puramente formal. Para Noronha (2008, p. 96) esta concepção tem como referência o direito e para isso: “O crime é um fato individual que o viola, é a conduta humana que viola o direito penal”.

DO CONCEITO MATERIAL

Noronha (2003, p. 97) explica que, sob esse ponto de vista, “(..) crime é o ato humano que prejudica ou põe em perigo um recurso jurídico protegido pela lei penal”. Entende-se, portanto, que o comportamento humano que prejudique ou ponha em perigo um bem jurídico protegido por lei será definido como ato criminoso.

DO CONCEITO ANALÍTICO

  • Concepção tripartida
  • Concepção bipartida

O crime existe em si porque é um fato típico e antijurídico, e a culpabilidade não inclui dolo ou culpa no sentido estrito da palavra, mas apenas a reprovabilidade ou repreensibilidade da conduta. Portanto, a teoria finalista é aquela que prescreve que o crime existe em si, visto que é um fato típico e antijurídico.

DO FATO TÍPICO

  • Da conduta
    • A teoria causalista
    • Teoria finalista
    • Teoria Social da ação
  • Do resultado
  • Da relação de causalidade
  • Tipicidade

Para compreender adequadamente a conduta, é importante observar o disposto no artigo 13 do Código Penal Brasileiro, ali disposto. Para ela, trata-se da relevância social do comportamento que caracteriza cada fato jurídico, e não do crime em si. No que diz respeito à teoria da ação social, ela reside na dificuldade de conceituar a relevância social do comportamento num sentido avaliativo.

Encontramos o mesmo sentido em Jesus (2003, p. 244) quando diz “o resultado do comportamento é o dano ou o risco de dano a um interesse protegido pela lei penal”. Teles (2004, p. 195), ao tratar da mesma polêmica, ao final de sua afirmação, colocando-se ao lado da teoria naturalista, deriva o seguinte conceito: “O resultado, portanto, não é o dano ou o risco de protege-se o dano ao bem jurídico-penal, mas a modificação do mundo externo, o efeito concreto, o acontecimento natural, a consequência resultante do comportamento voluntário final do homem.” Teles (2004, p.197), ao conceber a relação de causalidade ou nexo causal, diz que: “nos fatos definidos como crime em que, além do comportamento, é exigida a produção de um resultado, é imprescindível que existe uma relação causal entre o comportamento humano e a consequência, de modo a atribuir o comportamento ao agente.

ANTIJURIDICIDADE

Assim, por um lado, estamos a lidar com o comportamento na prática e, por outro lado, com a forma jurídica do crime, tal como estabelecida no direito penal. Portanto, para completar a investigação sobre a conduta, desfecho, nexo causal e natureza típica, concluiu-se que para que haja crime em nosso ordenamento jurídico é necessário que, em conjunto, o fato típico seja somado ao crime . antilegalidade, tema que discutiremos agora. É a relação de antagonismo ou contradição que se estabelece entre o fato típico e o ordenamento jurídico, mas é necessário que o comportamento seja ilegal para que esteja sujeito à censura do ordenamento jurídico.

Reduz-se a um julgamento, a uma avaliação do comportamento humano, uma vez que o direito penal nada mais é do que um complexo de normas que protegem e protegem exigências ético-sociais. Se não houver condição de violação da lei, nenhuma conduta poderá ser considerada criminosa nos termos do Direito Penal positivo. Mas, “sem esta condição de contravenção à lei, nenhuma conduta humana pode ser considerada criminosa, do ponto de vista do direito penal positivo.

CULPABILIDADE

O sistema processual também permite a investigação de corpus delicti, contida no art.158 do CPP. Este responderá pelo crime a que se refere o artigo 124 do Código Penal, e quem praticar manobras abortivas estará sujeito a pena mais severa. O Código Penal Brasileiro também permite o exercício do aborto sentimental ou humanitário, descrito no inciso II do Art.128.

O inciso II do art.128 aplica-se em razão de gravidez resultante de atentado ao pudor. A indenização que a mulher estuprada merecia do legislador também é merecida pela vítima de atentado ao pudor (art.214). O princípio da dignidade humana deve ser objecto de uma interpretação pluralista que permita a sua implementação de acordo com as necessidades reais e concretas da pessoa humana e não apenas com base num plano puramente abstracto.

CONCEITO

É a morte do óvulo (até três semanas de gravidez), do embrião (de três semanas a três meses) ou do feto (após os três meses), o que não implica necessariamente a sua expulsão. Diz-se que é natural quando a expulsão do feto se deve a problemas de saúde da gestante, sem que seja proveniente de força externa. O crime pressupõe continuidade da gravidez, sendo imprescindível que o feto esteja vivo, ou seja, a morte do feto deve ser decorrente da manobra abortiva.

A placenta sai então da parede uterina, onde vários vasos sanguíneos se rompem. Consiste também na aspiração para retirada de possíveis membros fetais ainda remanescentes no útero materno. Sempre intencional1, é a vontade livre e consciente interromper uma gravidez e provocar a morte do feto ou pelo menos assumir que isso trará esses resultados.

ABORTO CRIMINOSO

  • Auto-aborto e Consentimento no Aborto
  • Aborto provocado sem o consentimento da gestante
  • Aborto Consensual
  • Aborto Qualificado
  • Aborto Eugênico
  • Aborto Social e Aborto Honoris Causa
  • Aborto Legal

124, desde que participe apenas de forma moral, se ultrapassar essa atividade, entrando em execução, responde conforme as penas do artigo 125 ou 126, dependendo da existência ou não de consentimento. Na órbita externa – relações internacionais – prevalecem os direitos humanos (artigo 4º, inciso II da CRFB15). 1º da Constituição Federal da Alemanha, primeira parte: o conteúdo do texto original é o seguinte: “Art. 1) Die Wurde des Menschen é inatacável.

Fica, portanto, claro que o Princípio da Dignidade Humana tem uma força normativa imediata, decorrente de todas as outras garantias e direitos do indivíduo. Tomando como referência o exposto, fica claro que o Princípio da Dignidade Humana impõe limitações ao Estado em sua atuação. Discutiu-se então o princípio da dignidade humana, relacionando-o à situação da gestante com feto sem hemorragia cerebral.

INTRODUÇÃO

Os médicos podem eventualmente dizer que uma criança anencefálica não pode ver, ouvir ou sentir dor, que pode ser comparada a um vegetal.

MORTE ENCEFÁLICA

É importante notar que a melhor expressão para definir a cessação das atividades cerebrais tem sido morte encefálica, pois é mais inclusiva do que o termo morte encefálica, embora muitas legislações tenham escolhido este. A legislação brasileira deixou que a definição de morte encefálica fosse dada pelos médicos, deixando a lei sozinha para desenvolver regras relativas ao transplante de órgãos e tecidos. 1° A morte encefálica será caracterizada pela realização de exames clínicos e complementares em intervalos de tempo variáveis, adequados a determinadas faixas etárias.

Os dados clínicos e complementares observados na caracterização da morte encefálica deverão ser registrados no “formulário de declaração de morte encefálica” anexo a esta resolução. 6º da referida decisão, ficam estabelecidos os critérios para o diagnóstico de morte encefálica, a saber: ausência de atividade elétrica cerebral ou, ausência de atividade metabólica cerebral ou, ausência de perfusão sanguínea cerebral. A incerteza fica ainda maior quando passamos a analisar as normas de autorização para doação de órgãos pelo CFM (Conselho Federal de Medicina), no que diz respeito aos critérios que se referem à morte encefálica.

DO PRINCÍPIO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA

De acordo com a ordem nacional vigente, pode-se deduzir do Princípio da Dignidade da Pessoa Humana, que está gravado no cerne da Carta Magna, que não deve haver opressão moral para quem necessita de alguma coisa. O Princípio da Dignidade da Pessoa Humana estabelece limites à acção estatal, com o objectivo de evitar que as autoridades públicas violem a dignidade pessoal, mas também implica (numa perspectiva que poderia ser chamada de programática ou impositiva, mas sem portanto desprovida de plena eficácia) que o Estado deve ter como objetivo permanente a proteção, a promoção e a realização concreta de uma vida digna para todos. A dignidade da pessoa humana não só constitui uma garantia negativa de que a pessoa não será alvo de insultos ou humilhações, mas implica também, num sentido positivo, o pleno desenvolvimento da personalidade de cada indivíduo.

Nessa linha, Carmem Lúcia Antunes da Rocha (1999, p. 34) argumenta que o princípio da dignidade humana “vincula e obriga todas as ações políticas públicas”. Seguindo esse raciocínio, nota-se também que “a implementação do programa normativo do Princípio da Dignidade Humana é responsável pela construção de uma ordem jurídica que atenda aos requisitos do Princípio”. Na lição de Jesús Pérez González isso é mencionado: Ou seja - aqui a dignidade é considerada uma tarefa - o princípio da dignidade da pessoa humana impõe ao Estado, além do dever de respeito e proteção, a obrigação de promover de circunstâncias que lhes permitem e os impedem de viver uma vida digna.

A DIGNIDADE DA GESTANTE NO CASO DA ANENCEFALIA

Um juiz, diante de um pedido de interrupção da gravidez no caso de anencefalia, não pode decidir aceitar o pedido na ausência de disposição legal. A rigor, há quem se oponha à interrupção da gravidez nos casos de anencefalia, pois é contra legem qualquer caso que não se enquadre no disposto no artigo 128 e seus incisos. Nesta declaração, importa sublinhar que o direito à vida é absoluto e evita que entre em conflito com outros direitos, princípios e garantias fundamentais, como a dignidade humana e os direitos das mulheres grávidas.

Mas a situação muda quando se trata de um pedido de interrupção da gravidez de um feto com síndrome de Down. Cada vez que circula uma ação solicitando autorização para interromper uma gravidez, imediatamente surge polêmica em torno do assunto. Após esta breve consideração, cabe destacar que a polêmica não se esgota apenas no que diz respeito ao significado dessa modalidade de interrupção da gravidez, que é classificada como aborto.

Se o hermeneute aderir ao disposto no Código Penal, a única conclusão possível é a de que é impossível deferir qualquer pedido de interrupção da gravidez, exceto aqueles para os quais o art. Ao final, voltamos à hipótese básica para verificar se a tese da defesa da dignidade da gestante com feto anencéfalo ou do direito à vida do feto deveria prevalecer, ainda que de forma transitória.

Referências

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