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UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAI

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Academic year: 2023

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Seu objetivo geral é identificar e analisar políticas públicas voltadas à problemática dos resíduos sólidos urbanos em Balneário Camboriú (SC), com foco no papel e nas condições sociais dos catadores de lixo deste município. Por fim, investigamos as representações sociais de gestores públicos e privados sobre a gestão de resíduos sólidos no município, destacando suas ideias sobre a cidade e o papel dos catadores ambulantes nesse processo.

LIXO OU RESÍDUOS SÓLIDOS: questões conceituais

Dessa forma, a geração de resíduos sólidos poderia ser reduzida desde a produção das embalagens até a destinação final adequada. Segundo o Ministério Público, o Estado de Santa Catarina sancionou a Lei Estadual n.º sobre Política Estadual de Resíduos Sólidos em 2005.

A GERAÇÃO DOS RESÍDUOS

Ou o que sobra pode ser lixo ou também pode ser chamado de lixo. Segundo Magera (2003, p. 39), “as estimativas apontam para um cenário global alarmante”, uma vez que vivem no planeta mais de seis bilhões de habitantes, concentrados principalmente nos centros urbanos, e produzem diariamente aproximadamente três bilhões de quilos de resíduos.

O TRATAMENTO DOS RESÍDUOS

Coleta seletiva: consiste na separação dos resíduos na própria fonte de geração dos materiais que podem ser valorizados. A coleta seletiva também coleta resíduos de saúde e materiais infectantes, utilizando veículos especiais e com frequência determinada de acordo com a necessidade das instituições.

AS QUESTÕES SOCIOAMBIENTAIS NA ATUALIDADE E A PROBLEMÁTICA

Percebe-se, num contexto histórico, que movimentos sociais em defesa do meio ambiente surgiram em vários lugares do mundo desde a década de 1970. Cinco dimensões da sustentabilidade, apresentadas a seguir em forma de matriz, fazem parte dos seis temas estratégicos elaborados a partir de debates governamentais, cujo documento completo pode ser acessado no site do Ministério do Meio Ambiente.

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL OU SOCIEDADES SUSTENTÁVEIS

A conscientização parcial das questões ambientais só ocorreu dentro de uma perspectiva tecnocrática e, na realidade, o seu esclarecimento. Estes grandes impasses levam-nos a refletir sobre a diversidade e a complexidade de uma sociedade sustentável em todas as suas dimensões interdependentes: ecológica, social, política, económica.

DESAFIOS URBANOS: políticas públicas de “saneamento ambiental”

Na perspectiva da “cidade da desigualdade”, Quirino (1990, p. 25) cita algumas formulações de Marx, sobre as relações sociais e as relações entre as pessoas e a natureza que se transformam em “relações do homem com o mundo mercantilizado”. Por fim, na perspectiva da cidade dos resíduos, “a cidade como produto da ação humana em constante mudança aparece aos seus analistas como um emaranhado de ações que se sobrepõem, se misturam e dificultam a compreensão”.

PARTICIPAÇÃO CIDADÃ E AS ORGANIZAÇÕES DOS CATADORES

O autor, trabalhando com duas associações de catadores de Florianópolis, enfatiza a importância dessas associações como “alternativa de geração de trabalho e renda” diante disso. O Movimento Nacional dos Catadores13 surgiu em meados de 1999, como resultado do I Encontro Nacional dos Catadores de Papel.

O perfil socioeconômico dos entrevistados foi traçado por meio de entrevistas e dados do IBGE e da prefeitura local. Vale ressaltar que, segundo Minayo (2000), na entrevista semiestruturada, ou seja, baseada em um roteiro pré-fixado, o entrevistado tem a oportunidade de discutir o tema proposto sem respostas ou condições rigidamente pré-determinadas pelo entrevistador. Foram entrevistados os representantes dos órgãos públicos responsáveis ​​pela gestão de resíduos: o gerente regional da empresa Engepasa Ambiental, empresa que realiza limpeza pública, coleta e destinação final de resíduos; Também foram entrevistados dois educadores ambientais e o Ministro do Meio Ambiente (SEMAN) responsável pelos projetos ambientais e pela avaliação desses projetos.

Como complemento às entrevistas, também foi utilizada a observação direta, porém limitada aos locais de coleta e retirada de lixo do município e aos locais onde residem os catadores.

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Nesse mesmo ano, o projeto passou a se chamar "Projeto Terra Limpa na Onda da Coleta Seletiva". A partir dessas atividades, a Secretaria de Meio Ambiente sistematizou a coleta periódica, por meio de caminhão de coleta seletiva. Existe um roteiro de coleta seletiva mostrando os dias da semana e as rotas onde os resíduos recicláveis ​​são coletados de acordo com a Secretaria de Meio Ambiente de Balneário Camboriú.

Os roteiros são distribuídos periodicamente para que a população seja informada sobre os dias de coleta selecionados (Anexo B).

O PERFIL SOCIAL DOS ENTREVISTADOS

Mas entre os meus entrevistados, um deles tem ensino médio completo, formação técnica e trabalhou durante vinte anos em empresas de autopeças em São Paulo; uma delas, enfermeira, trabalhou vários anos no hospital municipal. Assim como eles, todos, com exceção de um deles, um menino de treze anos, antes de se tornarem catadores, trabalharam em diversas áreas, atuaram como: pintor, pedreiro, catador, empregada doméstica, zelador, caminhoneiro, porteiro , açougueiro, vendedor, técnico de autopeças. Porém, não é só neste município que ainda vemos diariamente crianças trabalhando nas ruas das cidades brasileiras.

A entrevistada enfermeira e cobradora há 10 anos em Balneário Camboriú, ganha mais como cobradora do que ganhava muito mais no hospital onde trabalhava.

ENTRE O ESTIGMA SOCIAL E A AUTOVALORIZAÇÃO: ser “lixeiro” ou

Com tudo isso, os acumuladores daqui que trabalham para viver, para sustentar a família, ficaram muito mal marcados. Entre os catadores com quem conversei, o preconceito das pessoas pode ser percebido nas atitudes e nas palavras de quem fala diretamente com elas. Morávamos em San Martín (prédio central), numa kitinette, um pouco mais barata, mas quando ele começou a trabalhar como catador tivemos que sair por causa disso", os catadores são "catalogados" como vagabundos, ladrões e isso não é o caso. .

Já Juncá (2001) observa o que os próprios catadores comentam quando expressam suas crenças sobre quem realmente são e o que fazem, recusando-se a aceitar os estigmas impostos pela sociedade: “Não tenho vergonha de ser colecionador, vergonha é roubo.”

TEMPOS E ESPAÇOS PREFERENCIAIS DE COLETA

Quando chega alguém que não conhecemos, dizemos: "Cara, o que você está fazendo na minha rua?" (colecionador de 33 anos). No meu bairro as pessoas já me conhecem e até deixam coisas no meu carrinho estacionado em casa. São uns 10, lá na Rua Síria tenho dois clientes, três na Rua Suíça, dois na Jamaica, tenho muitos, tem dias que a gente nem percebe (votando aos 65).

Nosso bairro hoje está muito mais cuidado, as pessoas não brincam mais no chão porque a Prefeitura multa. (coletor de 57 anos).

A LIVRE CONCORRÊNCIA NA DISPUTA PELO ESPAÇO DA COLETA

Levei tudo que pude, inclusive Panetoni, morro acima, todas as coisas diferentes de Natal que fiz para ele. Como agora eu falei para vocês que tenho que ir para uma casa perto de Casas Bahia às 15h, o material já está me esperando lá. Agora, quando viajo, digo a 'eles' que podem doar coisas até que eu 'chegue', posso dá-las a outra pessoa.

Então tinha uma janela que eu abria e levava o lixo lá fora, tirava o que me era útil, tirava os tambores, tirava, voltava e despejava água, limpava tudo no quartinho e fechava.

O PROCESSO E OS MEIOS DE TRABALHO

Por isso, conhecendo o trajeto da coleta seletiva, os catadores dizem esperar que um caminhão da Engepasa faça a coleta do material reciclável. O espaço amplo e bem organizado de suas casas permite que dois casais entre os catadores entrevistados armazenem grande quantidade de materiais reciclados. Porque quando o material está limpo e separado, os zeladores recolhem o material, e depois os catadores ficam sem ele, o que não acontece quando os resíduos são misturados.

Quando chego na casa de alguém vejo coisas que não vou usar, ainda trago e separo aqui em casa (colecionador de 57 anos).

A COMERCIALIZAÇÃO E O DESTINO DOS RECICLÁVEIS

Só ganha os donos dos armazéns, eles são como uma gangue, eu acho, porque são três ou quatro aqui em Balneário e eles obrigam a vender no preço que eles querem. Eles pagam o que querem e se você não quer vender e ir para outros, eles também são como uma máfia, eles combinam. Só quem ganha são os donos dos armazéns, eles são como uma gangue, eu acho, porque tem três ou quatro armazéns aqui em Balneário e eles obrigam a vender no preço que eles querem.

Além de ocupar espaço aqui, é matéria-prima que não é mais retirada da natureza.

QUALIDADE DE VIDA: condições de saúde e possibilidades de lazer

Eu teria que tirar pelo menos uma semana de folga, mas se eu não trabalhar, se parar uma semana, não temos como ganhar a vida. A jornada de trabalho, segundo os entrevistados, dura doze, quatorze horas ou mais, todos os dias, geralmente de segunda a segunda. Em geral a gente sabe que horas chega o lixeiro e a gente sai antes, mas não dá hora, de manhã, de tarde, de noite e de madrugada.

Eu não tomo comida, se eu tomar rango eu fico com preguiça, não consigo comer, então tomo café ou uma coca-cola.

CUIDADOS COM O LIXO, LOCAIS DE MORADIA E SERVIÇOS PÚBLICOS

Por isso houve certa resistência no início da Coleta Seletiva: “muitos disseram que não. Local indicado pela Prefeitura para descarte do material de coleta seletiva coletado pela Engepasa Ambiental. Ampliar a coleta seletiva de domicílios com a participação dos alunos monitores da 4ª Avenida (alunos do PEART).

O caminhão de coleta seletiva da SEMAM continua coletando em empresas, hotéis e postos de gasolina.

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AS REPRESENTAÇÕES DA ENGEPASA

Segundo pesquisas e também em programas de rádios locais, há reclamações sobre o valor das taxas cobradas pela limpeza urbana, segundo o responsável da empresa, “as pessoas acham caro”. Segundo o gerente regional, a Engepasa mantém contato constante com a população e os motoristas são orientados a reportar qualquer problema ou problema. Segundo o referido gerente, caso haja algum problema, um fiscal é enviado ao local para conversar e orientar as pessoas.

Segundo o referido interlocutor, a necessidade de colocar mais um caminhão nas ruas para coleta seletiva é um avanço que pode ser atribuído às campanhas de rádio e jornal e ao projeto de educação ambiental desenvolvido no município, bem como a outros projetos desenvolvidos pela SEMAN.

O AUTO-RETRATO DO DESEMPENHO DA SEMAN E SUAS REPRESENTAÇÕES

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Acateli -Todas as sacolas coletadas pela rota de coleta seletiva vão para a usina de reciclagem Acateli, em Várzea do Ranchinho. Entrega de adesivo de participação na coleta seletiva – folder com informações sobre resíduos orgânicos e inorgânicos, cadastro de casas. Após essas ações (visitas), o veículo mecanizado de coleta seletiva da SEMAM passou a coletar periodicamente os resíduos recicláveis ​​dessas comunidades.

Visitas às escolas do município por educadores da SEMAM, com distribuição de folders para divulgação da coleta seletiva. Palestra em apartamentos próprios sobre recrutamento seletivo de funcionários da SEMAM. distribuição de material informativo, folder, antologia). A rota de coleta seletiva mecanizada é utilizada pela associação para vender materiais e buscar doações de materiais recicláveis.

Referências

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