i
Universidade de São Paulo
Instituto de Física
CONDIÇÔES DE CONTORNO MAIS GERAIS NO
ESPALHAMENTO DE AHARONOV-BOHM DE UMA
PARTÍCULA DE DIRAC EM DUAS DIMENSÕES:
CONSERVAÇÃO DA HELICIDADE E DA SIMETRIA
DE AHARONOV-BOHM
V ANILSE DA SILVA ARAUJO
Tese de doutorado
subm.etida ao Instituto de física
da Universidade de São Paulo
Banca examinadora:
ProL Dr. Francisco Antonio Bezerra Coutinho
J'"",,,,,,,,'
14,,",
pr<a.
á4:L
ProL Dr. João Carlos Alves Barata
ProL Dr. Marcelo O.
CaminhaGomes
Prof. Dr, Henrique von Dreifus
ProL
Dr.
Amír 0, Caldeira
ORIENTADOR: ProL Dr. FRANCISCO ANTONIO BEZERR!
CO-ORIENTADOR: PrOL Dr. JOSÉ FERNANDO PEREZ
セiB@
\ '
..
\:' \
セエ・BGセG@
1São Paulo, 2000.
BNL」N|セ@ b'
セエヲッ|VAN@
i I ,
,
,
,
FICHA CATALOGRÁFICA
Preparada pelo Serviço de Biblioteca e Informação
do Instituto de Fisica da Universidade de São Paulo
Araujo, Vanilse da Silva
Condições de contorno mais gerais no espalhamento Aharonov-Bohm de uma partícula de Dirac em duas dimensões: conservação da helicidade e da simetria de Aharonov-Bohm. São Paulo, 2000.
Tese (Doutorado) - Universidade de São Paulo. Instituto de Fisica - Departamento de Física Matemática.
Orientador: Prol. Dr. Francisco Antônio Bezerra Coutinho
Área de Concentração: Física
Unitermos: 1. Eleito Aharonov-Bohm; 2. Extensões Auto-adjuntas; 3. CondiçÕes de contorno.
USP/IF/SBI-02612000
Dedico essa tese a fluemfaz parle
deminha história e
me ensina a escrevê-Ia com doçura
éconfmnça.
Aquem inspira em meu coração o amor
deDeus e a
Vidae
me fazendo olhar para
0$lírios
decampo e para as aves
docéu,
transforma os probtentllS em meros detalhes a serem sempre superados.
Aquem ilumina meu
clll1linho com ó seu sorriso eme empresta sua coragem, pondo seus braços" disposiçi1o.
Dedico a quem eu amo
:
Jeff.
"91 SONJyAOJd
Agradecimentos
Agradeço a CAPES pelo apoio financeiro.
Agradeço ao Prof. Coutinho e ao Proi Perez, pessoas que, antes de tudo,
admiro pelo indiscutível brilhantismo acadêmico.
Particularmente ao Prof. Coutinho, agradeço pela sugestão do tema, por
compartilhar seus conhecimentos, pela orientação que permitiu meu
desenvolvimento científico e também meu desenvolvimento pessoal,
impondo-me maior autoconfiança.
Agradeço ao Prof. Perez pela co-orientação, por sua positividade, pelas
discussões imprescindíveis nos vários momentos críticos desse trabalho.
Agradeço também aos Profs. Coutinho e Perez pela compreensão, pelo apoio
em diversas situações e pelo bom humor constante que sempre me contagiou.
Agradeço ao Proi Barata pelo auxílio norteador, pelas sugestões
enriqueeedoras e pela apreciação do artigo.
Agradeço a todos os meus amigos que contribuíram direta ou indiretamente e
em especial ao Prof. CavaUari e ao Proi Guidorizzi.
Agradeço a minha saudosa mãe Abigail e ao meu querido pai José pelos seus
esforços sem limites, que permitiram minha formação humana e acadêmica e
por seus testemunhos de vida, que sempre me inspiraram na busca de meus
ideais.
Agradeço ao meu amigo Tadeu por ser meu irmão muito querido e com quem
sempre pude contar.
Agradeço aos familiares do Jefferson: Dna. Ile, tia Vilma, Fabiana, César,
Andrea e André pela generosidade e pelo zelo com o qual sempre me
cercaram, pelo incentivo e pelo apoio que me deram.
Agradeço ao Jefferson, dádiva maravilhosa do Senhor em minha vida, por seu
amor, paciência e sabedoria e por estar sempre junto, abraçando com ternura e
vontade as 'nossas causas'
.
I
Resumo
)I""", tese, mostramos que a HamiltonÍana H e o operador helicidade A de uma partícula de Dirac que se movimenta em duas dimensões na presença. de um tubo de fluxo magnético infinitamente fino na. origem admitem, cada um, uma
fa.mflia de quatro parâmetros de ext<msôes auto.-adjuntas. Para cada extensão
correspondem condições de contorno a serem satisfeitas pelas auto-funções na
origem. Apesar dos operadorES
H
e A formalmente comutarem antes daespeci-ficação
das condições de contorno, para. garantirmos a conservação da helicidade, não é suficiente obtermos as mesmas condições de contorno para amboo os oper-adoteSt ou seja, não é suficient€ a determinação de um domínio comum a ambos.Mostramos que. para. <:ertas relações entre os parâmetros das extensões satisfeitas é possível a determinação dos domínios mais gerais onde ambos os operadores
H e A são allt<>-adjuntos e onde a helicidade é conservada, simultaneamente com
a preservação da simetria de Aharonov-Bohm
(if, _ '"
+
1), onde'" ê o fluxomagnetico em unjdades naturais. Nossos resultados implicam que, nem a
" !
Abstract
We show lhal bolh the Hamillonian H and lhe helicity operaoor A of aDira<:
particle moving in two dimension in the' presenee
of
an ínfinitely thin magneticflux tube adrnit each a fonr-parameter family of self-adíoint extensions. Each extension is in ooe-to.one correspondenoo wilh lhe boundary conditions (BC's) to
be satisfied by lhe eígennmctions at the origin. Allhough the actions af these two
operators commute before specification af boundary oonditions, to etlSurc
helicity
conservation ít i5 not sufficient to
take
the same BC's for both operators. We shmvエィ。Nエセ@ given certain relations between the parameters ofthe extensions lt is possible
to write down the most general domain where both operators
H
and
A are ウ・ャヲセ@adjoint with helicity coDServation and also Aharonov-Bohm symmetry ('" -4 4>+1)
preserved, where '" ia the magnet;c flux in natural units. The continuity of the dynamics is also oblalned. Our results imply lh.t neither helicity oonservation
nor Aharonov-Bohm symmetry by themselves solves lhe problem af choosing lhe
• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •
••••••
,
lndice
Introdução.,...
ィセJ • • • • • セ@ . . . "". . .1
Capítulo 2 - Os operadores
H
e A e a necessidade
de extensões autOwadjuntas... ... ... .•. •.. ... 5
2.1. Definições formais dos operadores H e aセセ .•.•.n._._...
"U__•••••••• 5-2.2. Determinação das autofunçées mais gerais para o operadorHamiltonia:na...__...n ...u . . . 9
2.3. Detenninação das auto..funções mais gerais para o operador Helícidade...n u n. . . .u . . . .U U • • • • • • U h • • U • • • • U . . . .n . . . 14
2.4. O caso Livre.•••u . . . u •••••• u ...u ••••••••• u ... u . . . .H • • • • 18
Capítulo 3 Um Método Heurístico para verificação
da necessidade de extensões autoadjuntas....•...•.. 23
Capítulo 4 O Método de von Neumann para
obtenção das extensões autoadjuntas... 26
4.1. Introdução .._ . u. . . ." " h • • * " U • • •セセ . . . .u u . , . . u . . . .セオオh . . .セ •• U ••• u •• ___• • • • • • • 26
4.2. Algumas defjnições••....セ•..••U . h• • • • • • • • • •セセ • • • • • • • • • • • • _ 21
4.3. Critério para possibilidade de extensões auw..adjuntas... 30
4.4. Técnica
dosíndices de deficiência de von Neumann para
obtenção das extensões autoadjuntas de um operador
simétricO.n .•..••...
U • • • • • • • d • • • • • • • •オオNセョ . . . ••••••• u _ ••••••*... 314.5. Relação entre as extensões autoadjuntas e as extensões de COntom.Ou... n ...H 32
4.6. Obtenção das extensões autoadjuntas para o operador
momento linear em uma dimellSão•••.••••.. _ ••...•__""•..•••n_••••セ@ 32
• • • •
••
4.7. Obtenção das extensões auto-adj1llltas para o operador
energia cinética definido em
L2(O,OO)
em uma dimensão...•.•• 35
4.8. Obtenção das extensões auto-adjuntas para O operador
energia cinética definido em
La
(-00,00) em uma dimensão.••.• 37
Capítulo 5 - Extensões auto- adjuntas a dois
parâmetros que não acoplam todas as componentes
(laus
ヲャイイエセ@ \ゥセ@ HIiャ\ゥセ •••••••••••••••• セ••••••••••••••••••••••• セ@ •••••••⦅セ@ セ@5.1. Extensões auto- adjWltas para os operadores H e A ...u 43
5.2. Extensões auto- adjuntas
parao operador
}J -Um Caso
particu1ar...オョNセオ . . . . .ョセ •••• ' . . n u . . . .ョィNセ ••uh⦅ᄋᄋョセNuu •••••••••••• 52 5.3. Condições de contorno mais gerais admissíveis para o
operador A ... n u . . . .U U H . . . .o •••• u n. . . 55
5.4. Condições de contomo e Conservação da HeJicidade... 61
5.5. Determinação das auto-funções do operador
H
que satisfazemas condições de contorno desacopladas...
n ... u ... u...
625.6. Determinação das auto-funções do operador A que satisfazem
. . .
as condições de contorno desacopladas .. u 64
5.7. DisCllSSão dos R.esnltados ... n . . . n . . . u . . . 65
5.8. Determinação da condição formal para que os operadores
. .
H e A tenham auto-f11IlÇÓ€S comuns•••u . . . u*"u . .ョセ . . . .H 66
5.9. Auto-funções simultâneas para os operadores fI e A no
domínio
D, (H,A)das condições de contorno desacopladas.•... 68
5.10. A ação do operador
Anas auto-funções
de Hdefinidas em
Capítulo 6 - Extensões auto-adjuntas mais gerais a
dois parâmetros para o operador
H
e conservação da
helicidade...
セ@.•.
u ...セ ...<O . . . .0 . . . . .セB . . . .セ@ . . . .セNNNNNNNNN@73
6.1. Detennin.açâo das condições de contorno...u . . . . . . . " . . . ." . n 73
6.2. Determinação das auto-funçées de H que satisfazem as
condiçôe... de contorno mais gerais a dois parâmetTos.._.•••••⦅セ •.. 75
Capítulo 7 - Extensões auto-adjuntas a três
parâmetros para o operador Hamiltoniana e
conservaçao da heücidade...,...
0 . . . . . . .80
WセQN@ Determinação das condições de contomo..•..•..•...•n . . . 80
7.2. Determinação das auto-funções._..._.__••... _ ..セオ •• u u •••••• 82
7.3.
Verificandose
A é
auto-adjunto no domínioJYo.w••
(H,A)
encontradO•..•_ h• • •uセ . . . U . . . .U • • • •uu.,. ••••••••_n ••• オセNオオ . . . 87
7.4. Exemplo: Uma extensão particular a. três parâmetrosu•....•...• 91
7.5. Verificando se o operador A é auto-adjuntó no donúnio
lY,
o
セ(H A).••.
h • • U . . . . .オNョセ . .u u H • • • • • • • • • u . . . U • • • H • • • • •U h " * • • • •セN@93
.(' , 4 1
Capítulo 8 - Extensões auto-adjunta mais gerais a
quatro parâmetros para o operador
H
e conservação
da helicidade...
LNセ@...
セNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNN@96
8.1. Determinação das condiçôes de contorno mais gerais com
quatro parâmetros para o operador Hamiltoniana...
nn...
968.2. Determinação das auto-funçées de H que satisfazem as
condições de contorno mais gerais com quatro pa.rãmetros..オセ@ 98
8.3. Verificando se A é auto-adjunto no domínio mais geral
Capítulo 9 - Simetria de Aharouov-Bohm e
conservação da helicidade..
オセオセオ ...セ@ ...セ@ •••• a . . . •• u107
Capítulo 10 - Determinação das condições de
contorno a partir de um procedimento limite... 125
10.1. Introdução - Procedimento Limite.:...•..•••••...••••. 125
10.2. 1'vlodelo do 'l.\Jbo de
fャオクッセセ...
u . . . n • • • • • •127
10.3. Processo limite para a obtenção de todas as extensões a mn
parântetro...n n n . n . . . .u u ...4 . . . U • • • •U . U • • • • • •U u. . . u . 133Capítwo 11 - COnclusães... 136
Apêndice A -
...
uu, •• " ... ... _138
Apêndice B - ...
n . . .140
Apêndice C
- ...,...,...,... 143
Apêndice D - ...
セBG..."'...
セ....
セ...
セ..."'.."'... 145
•
,I
Capítulo 1
Introdução
'I
o
problema de urna partícula de Dirac que se move num plano na presença.1
I de um tubo de fluxo magnético infinitamente fino na origem aparece em vários
problemas diferentes em física teórica. Originalmente, esse problema apareceu na
discussão do efeito Abaronov-Bohm [15,16J e de sua variante, o efeito
Aharonov-Casher 117J, Aparece também no estudo da interação da matéria com cordas
cósmicas [1820J. No limite não relativístico, o problema de uma partícula em
duas dimensões na presença de um tubo de fluxo magnético aparece no estudo da
supercondutividade a altas temperaturas críticas [21J.
O problema de uma partícula de Dirac de massa m
>
O,que se move num
plano na presença de uma linha de fluxo magnético na origem, já foi considerado na literatura por vários autoresI1 7,16,22).
Foi mostrado pela primeira vez por Ph. de Sousa Gerbertl3J que, diferente-mente do caso de uma partícula de Dirac livre em duas dimensões, a introdução da linha de fluxo magnético na origem torna o problema de determinação das autofunções do operador hamiltoniana bem mais complicado. Isto porque, o op-erador hamiltoniana passa a requerer, para sua completa determinação como um operador autoadjunto, a especificação de condições de contorno a serem satisfeitas pelas funções de onda na origem[1,2,31.
No entanto, tecnicamente falando, o problema de determinação das condições de contorno admissíveis
é
idêntico ao problema de determinação das extensões autoadjuntas para um operador simétrico definido num domínio denso e fechado. Assim, o autor Sousa Gerbert encontrou uma famma de extensões autoadjuntas para o operador hamiltoniana{31. Posteriormente, os autores F. A. B. Coutinho e J. Fernando Perez[l] demonstraram que o operador hamiltoniana admite uma família de extensões autoadjuntas a quatro parâmetros e encontraram as ex-tensões autoadjuntas a dois parâmetros para o operador hamiltoniana, com a restrição de que esse operador continuasse possível de ser decomposto em dois op-eradores desacoplados atuando em espinores de duas componentes. Desse modo aparece uma indeterminação na escolha das condições de contorno, sendo possíveis várias dinâmicas diferentes. Surge, então, naturalmente a questão de se saber qual dinâmica é a "fisicamente correta" .Foi sugerido por Hagen15,61que a dinâmica "fisicamente correta" seria aquela
raio
R
>
O (onde o campo magnéticoH
é dado por uma função do tipo delta de casca)) removendo-se assim a ambiguidade e depois tomando-se o limiteR
.-
O no fiual dos cálculos. Essé procedimento também é utilizado nos cálculos das referências [2], [4], [5], [6] o[7].
A13
dinâmicas assim obtidasi2,4-1! conservam todaselas a hellcidade e segundo Hagen) seriam as fisicamente corretas.
Poderímos pensar na conservação da helicidadc como sendo a motivação física para a escolha das condições de contorno dentre as possíveis, removendo assim
a.
indeterminação existente.Os
autores F. A. Coutinho eJ.
Fernando Perez no artigo da referência [1) concluem que existe mais de uma dinâmica possível que preserva a helicidade (na verdade uma fanu1ia de extensões auto-adjuntas que não acoplam as quatro componentes das funções de onda). De modo que a conservação da helicidade eão removeria a indet.erminação na escolha das condições de contorno.Na verdade, como discutiremos nessa tese, algumas das afirmações feitas na referência
[1]
não estão corretas. Surpreendentemente, apenas a comutação for-mal entre os operadores ha.miltoniana e helicidade e a definição de um dominio comum onde ambos são operadores auto-adjuntos não é suficiente para garantir a comutação efetiva entre esses operadores ea.
consequente obtenção deauto-funções
comuns. De fato, é possível a conservação da helicidade1 apenas para certas ez!;ensões 。オエッセ。、ェオョエ。ウ@ a lUU (ou dois) parâmetros que não acoplam asquatro componentes, como veremos nessa, tese,
Outra importante simetria que aparece nesse problema é
a.
simetria deAharonov-bッィイョセアオ・@
consiste na invariância do operador hamiltoniana através
datransformação
4> -+tfo+l,
ondetPéofluxomagnético. Ascondiçõesdecontorno que aparecem nas referências [2[, [4J, [5), [6] e17],
embora conservem a helicidade, violam a simetria de Aharonov-Bohm.Na referência [2) foi demonstrado que
é
possível através de \lUW. interpolação reestabeleceI' a simetria de Aharonov-Bohm, mas) nesse caso, não é mais possívela.
conservação da helicidade. Assim, não aparece na literatura dinâmicas onde ambas as simetrias sejam preservadas.Nesse trabalho, encontramos as extensões auto-adjuntas mais gerais a quatro parâmetros para o operador ィ。ュゥャエッョゥ。オセ@ essas) que acoplam as quatro compo-nentes das funç-ões de onda, que permitem várias dinâmicas diferentes onde ambas as simetrias: conservação da helicidade e Aharonov-Bohm} são preservadas,
eada mu desses operadores e verificamos através da análise dessas auto-Junções a nece5sidade de extensões auto-adjuntas para H e A quando
v
=n
+
<p(n
é
o momento angular orbital e '"é
o fluxo magnético) está. no intervalo /I: ]-1,0[.NQ Capítulo 3, apresentamos um método heurístico para se verificar a ne-cessidade de extensões auto-adjuntas para H e
Al
que -consiste em se analisar a divergência e considerar os termos domina.ntes nas equaçõe; diferenciais que definem asações
dos operadores H e A.No Capítulo 4; revisamos alguns dos principais resultados da teoria de von n・オセ@
maun das extensões auto-adjuntas e apresentamos dois exemplos, onde aplicamos a técnica dos índices de deficiência para obtermos as extensões auto-adjuntas. O primeiro exemplo mais Simples
é
do operador momento linear definido emL2(O.1).
O
segundo exemploé
o do operador energia cinética. definido emL2(
-(0) 00), cu-jas extensões auto-adjuntas já. foram obtidas na literaturals,13,141. Demonstramos que a técníca que utilizamos para obtermos as extensões auto-adjuntas é capaz de reproduzir os mesmos resultados das referências [8], [13] e [14].No Capítulo 5, passamos ao problema de determinação das extensões auto-adjuntas para os operadores H e A) e nos concentramos no caso particular tratado na referência [1], de extensões auto.adjllntas
a.
dois parâmetros que não acoplam as quatro. componentes das funções de onda. Mostramos que apesar dos oper-adores H e A comutarem formalmentel a definição de um domínio comum. ondeambos são auto-adjuntos} não garante a comutação efetiva dessas operadores como erroneamente se afirmou na referência [1]. Isso ocorre porque a imposi;;.ão da
con-servação da hclicidade pode ser obt,jda a partir de uma condição formal que só
é
satisfeita para certos valor€S dos parâmetros da extensão. Assim) na verdade, a comutação efetiva de,sses operadores e a conseqüente obtenção de auto-funç'ões comuns só ocorre para certas e.xteDSÕeS particulares. As auto-funÇÕ€s oorrnms são encontradas nesse caso e mostrnmos que elas incluem as auto-funçõoo obtidas nas referências [2], [4], [51. [6] e [7].No Capítulo 61 obt<mlOS asexteDSÕes auto-adjuntas mais gerais a dois ー。イ¬ュ・エイッNセL@
essas que acoplam todas as componentes das funções de onda. Verificamos que essas extensões não conduzem a novos rooultados para as auto-funçães, ou seja., não obtemos auto-funÇÕ€s diferentes das já encontradas no Capítulo 5.
No Capítulo 7, procedemos a extensões auto-adjuntas a três parâmetros para o operador H e nesse caso verificamos que
é
possível a conservação da heHcidade, se certas relações entre os parâmetros da extensão forem satisfeitas.Sendo
possível, assim, a definição de um domínio comum onde ambos os operadoresH
e A são auto-adjuntos e a helicídadeé
conservada.No Capítulo 8, procedemos a extensão 。オセ。、ェオョエ。 mais geral a quatro parâmetros
que inclui todas as condições de contorno apresentadas na literatura!I-7j e カ・イゥヲゥセ@
carnos que são possíveis várias dinâmicas onde a helicidade
ê
conservada se certas relações entre OS parâmetros da extensão são satisfeitas.No Capitulo 9, mostramos que as oondiçôffi de contorno do Capítulo 8 (as condições de contorno do Capítulo 8 obviamente, por serem as mais gerais, incluem as do Capítulo 7), além de prffiervarem a helicidade, preservam também a simetria
de aィ。イッョッカセbッィュL@ o que não se conseguia através das dinâmicas que aparecem
nas referências [1) a
(7].
Mostramos que, para certas fficolhas do intervalo de variação dos parâmetros da extensão,é
possível assegurar a simetria de Aharonov-Bobm, através de uma interpolação.No Capítulo 10, revisamos os cálculos e resultados da referência [2J e discutimos
e comparamos os nosso..<:j resultados com os resultados anteriorm que aparecem nas
referências
[2J
a[7J.
No Capítulo 11, apresentálIlos nossas conclusõffi.
No Apêndice A, che:camos explicitaInente a comutação formal entre os op-eradores H e A. No Apêndice B, vermcamos a relação de comut.ação entre os
operadores
H
eJ"
(momento angular total). No Apêndice C, verificamos arelação de comutação entre os operadores A e
Jz.
No Apêndice D. discutimos e comparamos fi_OS resultados com os resultados das referências[5], [6J 0[7J.
NoCapítulo 2
Os operadores
H
e
A
e a necessidade de extensões
auto-adjuntas.
2.1. Definições Formais dos Operadores
He A.
O operador hamiltoniana. para uma partícula de Dirac de massa m
> O,
em duasdimensões na presença delllli tubo de íiuxo magnético infinitamente fino na origem
é
formalmente dadoporl
',>!:H =
1f.7l
+
13m,
(2.1.1)onde:
7i'
=(Px
+
セaNLーL@
+
セaLI@
(2.1.2)
e:
71
= (Ó'J, Q2L
(2.1.3)
onde uma possível escolha das matrizes de Dirac
é:
["1
O
:. l,
(2.1.4)
0"1=
(12
O
1
(2.1.5)0::2 = [
O
ClZe:
O
(2.1.6)
fJ=[I7'
O
-0'31
'sendo 11}, 112 e (13 as ma.trizes de PanH .
....
O potencial vetor
A
da equação (2,1.2), está. relacionado com O campo magnéticoH
at.rà.vés da equação:-;t ...
N=\7i\A.
(2.1.7)
Utilizando o gauge o Coulomb) o potencial vetor é dado por:
A
= "-", e(-y
r2'r2=-)
(2.1.8)
I
onde 4> é o fluxo magnético.
De modo que;
H
=セ
A
A
=[2;"]
\ーVセャM[[N@
(2.1.9)
Podemos notar que o hamiltoniana definida pela equação (2. LI) pode ser decomposta em dois operadores atuando em espinores de duas componentes:
Il = -:;t.
if
+
SffiD"3,(2.1.10)
onde:
a'
=
(0"li"')
(2.1.11)
e:
s=±l.
(2.1.12)
As duas: escollia.'3 de s levara a reprooentações não equivalentes das matrizes de
Dirac. No limite não relath,rístico para s = +1 apenas a componente superior do
espinor de duas componentes sobrevive, descrevendo uma partícula de Schrõdinger
de spin セ 1 enquanto para I)
=
-11 apenas a componente inferior do espinor de duascomponentes sobrevive descrevendo uma partícula de Sclrrôdinger de spin セセN@
Usando a representação de espinores de quatro oomponentes, podemos definir
o operador helicidade, que dá fi. projeção do momento
1t
=jt
+
セ
A,
na direçãodo spin1 como sendo:
onde E é o operador de: apin:
-+
E
=(E"E,),
(2.1.14)onde:
E1 = [ O 0"1 ] (2.1.15)
0"1
O '
E,
= [O
(2.1.16)
0",
i]·
Os
dois operadores H e A, definidos respectivamente pelas equações (2.1.1) e(2.1.13), comutam formalmente como se pode verificar. Veja o Apêndice A. No
entanto, essa »comutação formal )l dos operadores não garante a possibilidade de
magonalizru;âo simultânea dos mesmos e a conseqüente obtenção de auto-funções
comuIlS.
Em
outras palavras, a comutação formal unicamente não garante aconservação da helicidade para qualquer dinâmica dada por H.
Conforme ficará claro mais 。、ゥ。ョエ・セ@ o problema reside no fato de os operadores
H e A não serem essencialmente auto-ajuntos para todo valor do fluxo magnético
4>,
havendo a necessidade de se especificar as condições de contorno a seremsat-isfeitas pelas suas auto-funt;ões na origem. uma vez que1 para certos valores do
fluxo </>, não é possível a imposição usual de regularidade na origem.
Será bastante útil na soluçiíD do problema de condições de contorno de A,
notar que existe
um.a.
transformação unitária UI dada por:1
[I
-io-,)
(2.1.17)
U =
v'2
I ;0"3 'que conecta os dois operadores H e A, definidos respectivamente pelas equa.çõffi
(2.1.1) e (2.1.13):
A= U(H _f3m)U-l (2.1.18)
Esse fato decorre imediatamente da equação abaixo:
UajU-1
=
lej j = 1,2. (2.1.19)A equivalência unitúria da. equação (2.1.18) deixará o problema de derer-minaç.ã.o de condições de contorno de A muito parecido com o problema de
deter-minação das condições de contorno para.
H,
como veremos no Capítulo 5."
É
importante também notar que o operador momento angular total:E,
J, セBR@
+
I"
(2,1.20)onde:
"3
O)
(2,1.21)セS@
=
(
O U3 e:ll$ = XPy - YP:&, (2,1.22)
comuta formalmente com os operadores H e
A)
isto é:[H, J,]
=
[A,
J,]
=
O
(2,1.23) No Apêndke B estão demonstradas as relações de comutação:[H,l,]
=-i(ã
AP'
+
セセ
ã,'1')
(2,1.24)
e:GHセ@ '"'" e rjJ セ -+
[H S 1 3] = % a: A p
+
セZ_@ ti. T ), (2,1.25)que estão de acordo com a equaçllo (2,1.23) para a hanútoniana. No Apêndice C
estão demonstradas as relações de comutação:
'(--> -+
e
q,
--> -+[A
, , I ] = -, E A P+ -,
E, r )(2,1.26)
cr
e:
[A,S,]
=í(1'1 Ap'
+
セセ
1'1,'1'),
(U,27)
que produzem o resultado da equação (2,1.23) para a helicidado,O problema das extensões auto-adjurrtas para o operador II fui pela primeira
vez considerado por Sousa Gerbert1S1 e posteriormente por F. A. Coutinho e J.
Fernando Perezll,21.
Esses
autores encontraram uma família de extensõesauto-adjuntas a um parâmetro (Sousa Gerbertl3J ) e a dois parâmetros (F, A, Coutinho
e J. Fernando Pere'z;l1J) para. o hamíltoniana com a. restrição de que este operador
continuasse possível de ser decomposto em dois operadort',;;S desacoplados., atuando em espinores de duas 」ッューッョセjQエ・ウN@ Assim há uma indeterminação na escolha das
(:OOrulS'ÔeS de contorno, sendo possíveis várias dinâmicas.
No entanto, para começarmos a entender esse problema, precisamos antes de
mais nada) escrevermos a equa.ção radial de auto-valores para H e A. Na Seção
2.3. estudaremos o caso do operador H e na Seção 2.4 o caso do operador A.
2.2# Determinação das auto-funçõcs mais gerais para o operador
Hamil-toniana.
Estamos interessados, agora, em resolver o problema de auto..valores para o
oper-ador ィ。ャョゥャエッョゥ。ョセ@ isto é:
H1/>±
=
±
IEI7/>±
(2.2.1)
Usando a equação (2.1.1) e as definiçlies das equações (2.1.2) a (2.1.6),
a.
equação acima pode ser escrita como:
{-+-+ Q \
H7/>,.
=I ".
(7+
"3m
-> -> )7/>,.
=jEI7/>±
(2.2.2)\ O 'iT • a - a3m
A fim de explorarmos a invariância rotacional do hmniltoníana (equação (2.2.23)),
->
dada nossa escolha para o potencial vetor A da €:Cluação (2.1.8), vamos utilizar
as equações de transfonnação para coordenadas polares:
x = r COS (;)1
(2.2.3)
y=rsin8
1 (2.2.4)que implicam:
sinO
Ôz- = coa Bar - --f).
(2.2.5)
r
f}y
=
sin8f},+
cosO& •.(2.2.6)
rAssim podemos escrever a «Iuação
(2.2.2)
como sendo:m
H.!. 'f'z
= (
7i.+
O "3O
)
t,(2.2.7)
1t _ í1am 'If ±l
onde:
_
7i.- ( iII O i
-lo
(or+,8o)
-W . セゥd@ (" ur -O
;uo
i") \
) .
(2.2.8)
Podemos tentar uma separação de variáveis do tipo:
1/1",
(r) =(
rfil
(r) oin'1/1'
(r)
em"1/11
(r) e in'rfil
(r) oin")
. (2.2.9)
Substituindo
a
«Iuação (2.2.9) na «Inação(2.2.7),
concluimos que:n' = n+ 1.
(2.2.10)
Sendo assim, podemos pensar em duas possibilidades para as auto-funções da «Iuação (2.2.9):
rfi1
(r) )rfi",
(T)
=
1/11
(r) aiO mO . (2.2.11)1/Jl
(r)
e
(
rfi1(r)
e"
ou:
1/12
(r) e" )
, Qヲ[セ@ (r) in8
1/1±
(c) =1/1];
(r)
・セゥo@e.
(2.2.12)(
QOQセ@ (r)
A função de onda da «Iuru;.ão (2.2.11) acima tem momento angular total igual
a
n
+ セ@
(n
é o momento angular orbital) como pode ser facilmentecnecado
se: usarmos coordenadas polares para escrevermos o operadorJ.;
dado pela equação(2.1.20) como sendo:
I
IA função de onda da eqnação (2.1.12) tem momento angular total igual a ョMセL@ onde
n
é o momento angular orbital.É daro que podemos obter o mesmo valor
para o momento angular total da equação (2.2.12) fazendo n --+ n -1 na equação (2.2.11).; I
Usando a separaç.ão de variáveis da equação (2.2.11), sem perda de generali-dade, obtemos a seguinte equação radial de auto-valores deH:
H(r)w±(r)
= (
h(r);
"3m
h(r)
O173m)
",,,,(r)
=±
IElw±(r) ,
(2.2.14)
onde:
hr=(
O_i(i1,+V;l))
(2.2.15)
()
-i
(ô.-;:)
Oonde introduzimos a definição:
v=n+4>.
(2.2.16)
Vamos definir:
"<pl(r) )
(2.2.17)1/1±(r)
=
( .B<p!(r) ,
onde セセRHイI@ são espinores de duas componentes e a: e {3 são duas constantes que regulam as proporções das componentes superior e inferior. Assim} o problema. de
auto-funçiies da equação (2.2.14) fica eqluvalente a resolver o seguinte problema de àuto-funÇÕ€S:
(h(r) +su,m) 44(r) =
±
lEI
44(r) , (2.2.18)onde para s = +1, estaremos resolvendo o problema de determinação de
4-1
epara s
=
-I, o problema de determinação dei\l-Vamos escrever:
. (
ui(r»)
,
j = 1,2. (2.2.19)イO^セHイI@
=セHイI@
Daqui em diante, nos referiremos ao operador H (r)da equação (2.2.14) denotand<r
o simplesmente por H. Substituindo as equações (2.2.15) e (2.2.19) na equação
(2.2.18), temos:
ms
-; (li,
+
"r)
I (
ui
)
=
±
lEI
(
セA@
) ,
(2.2.20)(
MゥHャゥtMセI@
-msJv1
_
de onde vem que:
.
tt'± =
±
IEI-
-i ms (,Ô,
+
- r -v+
1) .
'Ix
(2.2.21)
e:
.
-,
tfl:l:='Ir.'U.
(
。GャBM[オセN@,,).
(2.2.22)
Substituindo a equação (2.2.22) na equação (2.2.21) temOs:
2 [1<7 (
v'
\) .
(2.2.23)(
a"
+
kr
+
1 -(kr)')
tt'± = 0,onde introduzimos a definição:
k=VE'-m
2•(2.2.24)
A solução da equação (2.2.23) é do tipo:
オセjォイI@ =
Lv(kr)
+
c",Lv(kr).
(2.2.25)
Lembrando que a componente inferior
(v±)
está conectada com a superior(",,) através da equação (2.2.22) (fato crucial na solução do problema) e usando as fórmulas de recorrência da referência [10]:
d v
-d
Jv(o;)
= Jv-
1("') - ··J.(x) (2.2.26)'" o;
d /I
-dJ.(x) = -Jv+l(x) + -J.(x) , (2.2.27)
temos que:
. -ík
vl,(kr)
=±IEI
+ms
HlNセLHォイI@ - c±J.+,(kr» (2.2.28)Os
resultados da equaçií<s (2.2.25) e (2.2.27) permite.Dl escrever as auto-funções da equação (2.2.19) como sendo:L.(kr)
+
c±J.(kr) \(2.2.29)
\ーセHォイI@
= ( ±JEI+m -Ik(J.
- -,(I<r) , - c±J.+,(kr)) ) e:L.(kr)
+
4J.(kr) )(2.2.30)
<p'j,(kr)
= (セゥォ@
(J_.-,(kr)
-
d±J.+,(kr» .±IBI-m
De modo que as auto-funções (de quatro componentes) de II da equação
(2.2.14)
são:",(L.(kr)
+
c±J.(kr))1
..p± (kr) = Ct ±IE;;m (L._,(kr) - c±J'+l(kr»
(2.2.31)
f3(L.(kr)
+
d±J.(kr»(
f3
±I"i
k m(J_'_l(kr) -
d±Jv+l(kr»Considerando a forma das soluções para as auto-funções de II da equação acima e lembrando do <.:omportamento na. origem das fun,:ões de Bessel !10):
1
(2.2.32)
jNHクIセイHャKカI@
(X)'
2' '
vemos que para 1/
=
n+
4> Oe para. 11 セ@ -1, apenas as soluções regularC5 na origem são adm.issíveis, pois nesses casos as soluções singWar€S na. origem são não normalizá.veis na vizinhança da origem.Entretanto, para O caso
-1
<
11<
oセ@ é impossível impor a regularidade na.origem simultaneamente para todas as componentes da função, havendo assim uma indeterminação na escolha das condições de contOrno (note que isso acontece devido a reJação da equação (2.2.21) entre as componentes superior e inferior do espinor de auto-funçi)es de
lI).
Nesse caso a solução singularna.
origem énormalizávcl na vIzinhança da origem. Sendo assim
possíveis extensõesauto-adjuntas para o hamiltowana no caso em que -1
<
li<
O11,2,S1.Para todo valor não inteiro
do
fluxo 4>., há exatamente um valor den
(quecorrcsponde: a urna onda parcial):
n=
-[;lJ
-1,(2.2.33)
onde
[q)]
reprerenta. o maior inteiro menor ou igualtP,
tal que li = n+
ti> está nointervalo crítico
J-1,0[.
RセSN@
Determinação das auto-funções mais gerais para o
operadorHeli-cidade.
Estamos interessados agora em resolver o problema de auto-valores para o oper-ador helicídade) isto
é:
';
A'i'±
= ±
jÀI'i'± .
(2.3.1)
Usando a equação
(2.1.13)
da definição formal do operadorA •
lembrandoda equivalência tlIÚtárla da. equação (2.1.18), podemos escrever o operador A em coordenadas polares como sendo dado por:
(2.3.2)
A=(01í)
1í
O 'onde
1í
é
dadocomo
na equação(2.2.8)
da seção anterior. Usando a mesmaseparação de variáveis da equação (2.2.11), obtemos a seg>únte equw;ão radial de auto-rançiies para A:
j
A (r) 'Í'± (r) = [ h
セイI@
hr)
1
",±
(r) =±
IÃI
1/J±
(r) ,(2.3.3)
onde h (r) está definido na equação (2.2.15). Daqui em díante, frequentemente
nos referiremos ao operador A (r) denotando-o por A.
Para. encontrarmos as a.uto-funçães de A vamos escrever os espiuores
'I/J±
(r) dequatro componentm que representam as auto-funções a serem encontradas corno sendo:
1/J±
(r) = ( ",\,I (r) )(2.3.4)
1/J
f
l (r) ,de modo que a equação (2.3.3) implique nas seguintes relaçÕés entre as compo-nentes superior
1/;;
e inferior セQZ@h (r) "';,:')
(7)
=
1"1
N[[セI@
(r) (2.3.5)h (r)
.;;':1,)
(r) =±
1"1
.;;'f)
(r)(2.3.6)
Substituindo a equação(2.3.6)
na equação(2.3.5)
011 vice-versa,obtemos
que:/t' HイI[G[セ@
(7)
=
,,'1/4
(7)
j=
1,2.(2.3.7)
Assim,para
resolvermos o problcJlla de auto-funçÕés daoquação(2.3.3)
vamos antes raselver o problema de auto-funções de duas componentes da equação (2.3.7) acima.Usando o resultado da equação (2.2.15) podemos escrever o oporador h' como sendo o seguinte operador diagonal:
/t'
(r)
= (
a;
+
セ。L@
- :.;
O
\
(2.3.8)O 82
+
la _ (lJ+l)2I
r .. 1" ..2 I
onde v = n
+4>.
De modo que, escrevendo as funções de onda da equação (2.3.7) sob a forma:
.I.i 'f'± () (
BセHWI@
)
. 1 2
(2.3.9)
T = カセ@
(r)
)
J = セ@e uaando o resultado da equação (2.3.8)
adroa,
temos:_
l
/ 2 1 ' "8,
+
;:8, - "
O
) ( 'LLセHイI@_;.'
( 'オセ@(7)
(2.3.10)O
&;+
セFL@
_(":;ti
v1
(r) ) -
v1
(r) ) . Da equação adma surgem as equações desacopladaspara ui
evi
(7):(&;
+
セFL@
-
セI@
ui
(r) = ->.'u;' (r)(2.3.11)
e:1 (v + 1 · .
cujas soluções mais gerais são do tipo:
オセ@ (Ar) = J_,(AT)
+
a±J,(Ar) (2.3.13) e:vi
(Ar)=
L'_l (Ar)+
b,j'+I(AT) (2.3.14)Assim os espinOTeS
1/4
(anto-funções do operador h'(T))
têm a forma:.
'1f4
(Ar)
=
(L,(>,r)
Lv_I(Ãr) +b*J.,..I(Ar)
+
a±J,(ÁT) ) j=
1,2. (2.3.15)Para encontrarmos, agora, as auto-funçêes do operador AI devemos impor
que os espinores da equação (2.3.15) obedeçam às equações (2.3.5) e (2.3.6) que
relacionam as componenoo> superíor MNーセス@
e
inferior GiェjセI@ do ffipinor de quatro com-ponentes de 。オエッMヲオャャセ・ウ@ de A.Assim tomando "';) (Ar) como sendo dado pela equação (2.3.15), as equações (2.3.5) e
(2.3.6)
fornecem:"F)
(Ã )- ( 'fi (bxJ, (AT) -L,{Ár»
I
x r -
'fí{Lv_,(ilr)
_
a±J'+l(ÀT)) /(2.3.16)
.
I
I
1
A
expressão da equação (2.3.16) acima foi encontrada usando os resultadosdas equações (2.2.26) e (2.2.27). Assim, as aut<rfunções de A quando tomamos 'I/>'fl como na equação (2.3.15) c
'1/>':;)
como na equação (2.3.16) podem ser escritascomo sendo:
(
L,(Àr)+a*J,(Àr)
)
J_,_,(Àr) - bxJ,+,(Ar)
'l/>xl"l (Ar) = 'fi (b±J,{!lr) _ L,{Àr)) .
'fi (J_, .. ,(!lT) -o±J'+l(!lT))
I
i
I
'Irocando GiェiセI@ por
'IjI'fl
na equação(2.3.17)
(ou seja, tomando'IjI'fl
como sendo dado por (2.3.15)), respeitando as condições das equações (2.3.5) e(2.3.6)
(que garantem que as funções obtidas são auto-funções do operadorAJ,
temos as seguintes auto-funções de A:I
,
'Fi(b'",J.().1')
-
Lv(Á1'))
1
GiェiセpGQ@
(Á1')
= 'Fi(Lv-t().1') -,o"JV+1(>'1'»)
.
(2.3.18)
Lv(J.,1') +o±Jv(Ár)
(
L'_I
(Á1')
+
b'+.Jv+l
(À1')
Assim existem quatro auto-funÇÕ€S do operador A: duas com auto-valor
po.'5-itívo
+ IÁI
e duas com auto-valor negativo-IÁI,
dadas pelas equações (2.3.17) e(2.3.18)
acima.Analisando li forma das soluções para as auto-funções de A das equações acima elembrando do comportamento na origem das funções deB"",el dada pela equação
(2.2.32)
vemos que parav
=
n+t!>
2
O
e parav::;
-1,
apenas as soluções regularesna. origem são admissíveis, pois nesses casos, as componentes singulares na origem são não localmente normalizáveis na vizinhança da origem.
No entanto, para o caso -1
<
1/<
O,é
impossível impor a. condição deregu-laridade simultaneamente para todas as componentes, havendo assim uma.
inde-terminação na escolha
das
condições de contorno (note que isso acontece devidoàs relaç-ões
das equações (2.3.5)
e(2.3.6)
entreas componentes
superior Giェiセャ@(r)
e inferior'IjI'fl
(r) doespinor de
。オエッMヲオョセ・ウ@ deA).
As soluções singularesna
origem são normalizáveis na vizinhança da origem no ('.aso em que v :J - 1,O{. Sendo, assim pOSb"Íveis extensões auto-adjuntas para a helicidade (ou seja,
pode-mos tomar diferentes auto-funções que correspondem a difenmtes proporções entre
,
as so/uçõfJ$ regular e singular).I
Isso
é o mESmo que ocorre para o operador hamiltoniana, descrito na seção!
anterior. Da m€5ma forma que naquele caso, teremos que, para todo valor nãointeiro do fluxo magnético
tJ;,
haverá exatamente um valor de n (que corresponde a uma onda parcial) n=
-[t!>1-1,
tal que v está no intervalo crítico ]-1,0[. NesseIntervalo os operadores H e A não estão bem defrnidos, havendo a necessídade
de especificação das condições
de
contorno na origem a S€reàl satisfeitas pelasauto-funções de H e de A, " que é equívalente ao problema de determinação das
extensões auto.adjuntas pará esses operadoroo!1,2.31.
Nesse trabalho) estamos interessados ®1 definir os operado[e:; H e A em
i
I
donúnios (COffi\UlS a ambos) tais que eles sejam auto-adjuntos e que a helicidade
seja uma quantidade eonservada
Lembremo-nos de que esse problema não poos:ui solução trivial imediata) uma vez que1 conforme dissemos anteriormente na
Seção
2.1, apenasa.
comutaçãofor-mal entre os operadores
H
e A não garante a conservação da heliddade econse-quentemente não implica na obtenção de auto-funçães simultâneas. (para H e A)
para toda dinâmica definida por H através de algum conjunto de condições de contorno.
Nos próximos capítulos procederemos a extensões áuto-adjuntas para os oper-adores H e
A
e investigaremos a possibilidade de obtenção de auto-funções comuns para essas extensÕffi.No entanto, antes de considerarmos o problema das extensões auto-adjuntas
para. H e A no caso da partícula de Dira<.: em duas dime!l.SÕ€S sujeita a uma
linha de fluxo magnético na origem, vamos considerar o caso mais simples de uma
partícula livre ('" =
O)
em duas dimensões. Na pr6xima seção vamos investigar apossibilldade de conservação da helicídade para esse caso mais simples.
2.4. O Caso Livre.
Consideraremos nessa. seção o problema de uma partícula de Dirac livre em duas dimensões. Nesse caso o operador hanriltoniana.
é
<ssencialmente auto-adjunto e suas auto-funções sâo sempre regulares na origem.Inicialmente vamos encontrar quais são essas auto-funções mais gerais e a seguir verificar, a partir dessas auto-fimções encontradas, que é possível obter auto-funçães simultâneas para os operadores hamiltoniana e helicidade.
Assim, vamos agora considerar a セオ。 ̄ッ@ radial de auto-fuuçóes de H, que
pode ser obtida fazendo-se
ifJ
= Ona equação (2.2.14):H(r)1/J±(T)
=
±
!E!1/J±(T)
(2.4.1)
onde:
H(r) = ( h(r)
セHjウュ@
o
I,
h(T) -lTsm !
(2.4.2)
com:
_;
(a,
+
GセGI@
\
(2.4.3)
..!
,onde I é o número inteiro associado a onda parcial "I l) ,
Vamos escrever as auto-funções
>p",(r)
sob" forma:4>(1) )
(2.4.4)
>P±
=
(セ@ T^セI@
com TjセスNHRI@ sendo espinores de duas componentes e ct c
{3
sendo duas constantes para um certo valor fixo da energia. Assim, o problema de determinação deauto-funções da equação (2.4.1) fica equivalente ao seguinte problema de determinação
de auto-funçães de duas componentes::
HィKoGjュウIセ]ᄆieiセ@
,
j = 1,2) (2.4.5)onde para s = +1, estaremos resolvendo o problema. de determinâção de イェjセI@ e
para $: = -1, estaremos resolvendo o problema de determinação de 4;r;.),
Definlndo:
. (u!.)
(2.4.6)
<Ii'±
=v7t
e usando a equação (2.4.3), a equação (2.4.5) se torna:
.
ms,
-i(ô,
+
';:1) )
(ui
I
=
±
lEI (
ui )
(2.4.7)(
-«8r-;)
-msセ@
/セ@
Da equação (2.4.7) acima vem que:
. (
I.H).
.
m.sui -;
I
ô,
+ -
v'± =±
lEI
ui
(2.4.8)
!
\ T,
( I)' .
-;
セL@-;
ui -
msv'±
=±
lEI
v'"
i(2.4.9)
de onde tiramos:(1+1)'
(2.4.10)u'±
.=
-'-lEI
-i_
fiSar
+
-r-' v'",
e:
. -i (
I)'
(2.4.11)
v'± =
±IEI +ms
8r
-;:
u'±
Substituindo a equação (2.4.11) na equação (2.4.10), obtemos a seguinte equação
para セHtIZ@
• 1
(
1')\;
.
(
&.,+;:8.,+ 1-
(kr)'
IQイᄆ]ᄆieャオセ@,
(2.4.12)onde introduzimos a definiç.ão:
k =
vEi'
--
m.".
(2.4.13)A solução mais gerai da equação (2.4.12) para I inteiro é:
セ
=
J, (kr). (2.4.14)Lernbremo-noo que
L,
=
(_)1J,. Substituindo o resultado da equação (2.4.14)acima na equação (2.4.11)1 a qual relaciona as componentes inferior (vi) e superior
HセIL@ temos:
vi±
= 'ik (2.4.15)±
lEI
+
ms
J'H
(kr)onde usamos o resultado da equação (2.2.26).
Substituindo os resultados das equações (2.4.14) e (2.4.15) na equação (2.4.6)
encontramos para s =
+1
afunção
」pセI@ e para s = -1 a função セセI@ como sendoiguais a:
(1) ( JI (kr) )
(2.4.16) q,±(,) =
ᄆLセヲKュ
J'H (kr).:
q,(') _ ( J,
(kr)
)
(2.4.17)±(i') - iÃ!
±IEI-m JI+1 (kr) .
D. modo que a equação (2.4.4) para as auto-funçães mais gerais de quatro
componentes do operador H
(r»)
pode ser escrit.a como:uJI(kr)
1
r
>/!*
(kr) ="±IÊ;.,.m
Jl+l(kr)
(2.4.18)セjiHォイI@ .
Vejamos agora se conseguimos encontrar 8.11to-funções simultâneas para os operadores
H
e A para algum valor dos coeficientesa
e {3 que regulam respectíva-mente as proporções das componentes superior e inferior. Para isso vamos impor que:A
1/1±
=
>'1/1""
(2.4.19)Lembrando (veja equeqão (2,3,3)) que A pode ser escrito como:
a]Hセ@
n
e usando a equação (2.4.4), a equação (2.4.19) acima pode ser escríta como:
( Oh)
(a
,,(ll)
(a
",11))
(2.4.20)
h O
fi
BGセI@
=
>.
fiBLセャ@
de onde vem que:
Hjィ\ヲ^セI@
=
^N。BLセI@ (2.4.21)。ィ\ヲ^セI@ = ILヲjBLセI@ , (2,4,22)
Devido
à
equação (2.4.5), as equações (2.4.21) e (2.4.22) acima podem serescritas
comosendo:
fi (±
lEI
+
173m)
BGセI@
=
^NHjサBLセI@
(2.4,23)a{±
IEI-
173m)
BGセI@
=ILヲjBLセャ@
(2.4,24)As
equações acima fornocem o sistema:,8
(±
lEI
+
m)
=
>.a
(2.4.25),,(±
IEI-
m)=
Afi (2.4.26)A condição de existência de soluções (a e (J) para o sístema acima fornece:
À=±VE'
m2=±k
(2,4,27)que são os auoo..va]ores da he1icidade.
Para ,.\ = Kォセ@ temos a seguinte relação entre os coeficientES Q e f3:
k
(2.4.28)
{3 =7±"IE"1-;-+
セュ
O<e para À = -k, temos:
-k
(2.4..29)
{3=±IEI+ml>·
Assim, tomando" e
{3como nas equações (2.4.28) e (2.4.29), obtemos as
allto-funçõe8
simultâneas deH
e
Acomo
sendoas seguintes:
.li
(kr)
1
IEr':."Jl+l
(kr)1/>iEI,H (kr) =
±_k_J
(kr) ,(2.4.30)
[
IEI+m 1±i
J
I+1 (kr)( J,(kr)
.
_
ie■セュ
J
I+!C"r)
(2.4.31)
1/.>-IE!,±dkr)
-l
_k_'
(k)1
.
TIE1-rn "l r
±í
J
I+! (kr)Vemos, então, que para o caso livre Hセ@ =
O),
como os operadores H eA
Capítulo 3
Um Método Heurístico para verificação da necessidade
de extensões auto-adjuntas.
No capítulo anterior verificamos, através da análise das auto..funções dos operadores hamiltoniana (dada pela equação (2.2.31» e das auto.funções do op-erador helicídade (dadas pelas equações (2.3.17). (2.3.18», que não são possíveis soluções singulares para
v
= n+
4;>
O ev
:::;
-1, uma vez que essas soluçõesnão são integráveis na vizinhança. da origem nesses casos. Para -1
<
v<
O,verificamos que as soluções singulares são localmente normaJizá.veis na vizinhança da origem, sendo impossível, ll63SC caso, impor a regularidade na origem
simul-taneamente para as componentes superior e inferior do espinor de auto-funçães de H (e de A). Assim concluímos que para -1
<
v
<
Osão possíveis extensões auto.adjllntas para H e para A que podem ser obtidas pelo método dos índices de deficiência., que apresentaremos no Capítulo 4.No entanto,
é
bastante instrutivo notar que podemos chegar a essa mesmaconclusão, quanto à possibilidade de extensões auto-adjuntas, sem precisar obter
as auto-funções de H e de A, para só então analisar os intervalos de v para os
quais as soluções singulares na origem são admissíveis.
Podemos obter o intervalo de
v
para o qual são possíveis extensões auto-adjuntas para H e A através de um método heurístico bastante simples que con-siste em se fazer a análise do comportamento da equação diferencial paro as com-pr.mentes superior e inferior do espinor de (Luto-junções na 1Jizinhança da ッイゥァセ@considerando apenas os termos dominantes
da
equações diferenciáis fJUflndo r f'VO.
A equação diferencial para. a componente superior do espinor de auto-funçõe:s de H, conforme mostra a equação (2.2.23) tem a forma:
rt'v.
1du (v'
,)
セKMMM - - k
u=O
(3.1)r 2 dr2 r dr
A equação diferencial para a componente superior do espinor de auto-funÇÕC8 de A, conforme a equação (2.3.11),
é
da forma:rt'u
+
セ
du _ (", _>.,)
u =O
(3.2)r2
dr2 r dr
Considerando apt",nas os termos dominantes nas duas diferenciais acima quando
r rv O temos a seguinte equação diferencial para as componente; superior das auto-funções tanto de H quanto de A:
d2u 1d:u v2
-+----u=o
dr'Z r dr r2(3.3)
Thntando uma solução particular para a equação
(3.3)
acima, da forma:u(r) = era, (3.4)
onde Q é uma constante a ser determinada1 concluímos que:
U'
=
±v.
(3.5)
Esse resultado mostra que deve haver
dIJÍS
tipos de solução para as equaçôes diferenciais(3.1)
e(3.2)
com comportamento na origem distintos.Existe uma solução regular, que na origem se comporta como TV para. v
>
OOu coro r-V se v
<
O. Existe também uma solução singular na origem, que secomporta (na vizinhança da origem) como r-li para 1/
>
Oou com r ll para v<
O.Vamos analisar agora. as equações diferenciais para. as componentes inferiores
dos espinores de auto-funçõoo: de H e de A.
Note que as equações (2.2.4) e (2.2.22) mostram que a equaçoo diferencial para as componentes inferio.res da auto--ftmç-.ões de H tem a forma:
d"v
Kセ、カ@
_
({v+
1)2 _k2) v
=
O.
(3.6)dr2 rdr \ r2
Do
mesmo modo a equação diferencial para a componente inferior do espinor de auto-funções de A, conforme a equação(2.3.12).
é:d"v
Kセ、カ@
_
(V+l)'
-Á'lv=O.
(3.7)
dr2 rdr \ 1'2 J
Considerando novamente apenas os termos dúminan.tes das duas equações diferenciais na vizinhança da origem e tentando uma solução do tipo 1'", oon-cluimos que:
a
=
±(v+
1).(3.8)
, . I
I
I
Resta saber agora se &<) soluções singulares na origem são admissíveis para
algum intervalo de vセ@ ou seja, se são de quadrado integrável na vizinhança da
origem para certos カ。ャッイセ@ de
v.
Lembrando que estamos tratando de um problema em duas dimensões temos
que, portant.o, soluções do típo r 8 são admissíve.is (integráveis na origem) s6 se
2P+1>-l.
Assim
a.
análise da. possibilidade de soluções singulares integráveis na. origempara as componentes superior e inferior nos
leva.
à.
conclusão que, para 11->
O
ev
:5
-I, as soluções singulares não são admissíveis,De
modo que, para v>
O ev セ@ -1 os operadores H e A são essencialmente auto-adjuntos ! não requerendo
nem admitindo outras exte.DSÕes (havendo apenas uma. única extensão possível ),
Para -1
<
v<
0, além das soluções regulares são possíveis também as soluçõessingulares que são normalizáveis na origem. De modo que são possfveis
difer-entes ex!e1UiÕes auto-aájuntM (na verdade famílias a quaf:ro parâmetro., de "'"
temões) paro os operoáores hamiltoniana H e helicidade A para -1
<
v<
0, quecorrespondem, de fato, às várias soluções possíveis onde são tomadas diferentes
proporções entre as so/:uçiJe.<; regular