O fenômeno do subdesenvolvimento nos países de á-rea continental, como o Brasil, apresenta-se com extraordi-nária variedade de aspectos. Se aplicássemos a classifica-ção de Wageman às várias regiões do Brasil, certamente se e§ gotaria o famoso esquema: temos desde zonas
supercapitalis-tas, como São Paulo e o Distrito Federal, até zonas acapit~
listas, como certas partes de Mato Grosso e Amazon~s. Essa diversidade de graus de subdesenvolvimento, que chega a ex-tremos de sUQ-ocupação da própria terra, comunica ao plane-jamento regional importância suprema. As providências que
cumpre adotar, a fim de acelerar a marcha de umas regiões e regular a de outras, também variam quase de Estado para Es-tado. Está se formando no Brasil, sob a pressão dêsse con-glomerado de problemas coletivos, uma consciência da neces-sidade do planejamento.
Por fôrça de mandamentos constitucionais, em cer-tos casos, ou para levar a efeito iniciativas ,avu.lsas, em ol,! tros, o govêrno federal tem em marcha, no momento, vários PI'Q jetos de desenvolvimento econômico regional, alguns dêles, como o Plano de Valorização Econômica da Amazônia, com re-percussões sôbre vastas áreas do território nacional. Tra-~a-se em certos casos, de programas iniciados há mais de 30 anos e mantidos ininterruptamente desde então, como o das O-bras Contra a Sêca. Além do govêrno federal, os Estados do Rio Grande do Sul, de Minas Gerais e de Santa Catarina, en-tre outros, estão executando ou em vias de iniciar progra-mas de planejamento regional, c~m o objetivo de aumentar meios de transporte e a produção de energia elétrica. Ou-tros Estados já lançaram ou estão em entendimentos para la~
çar, conjuntam'ente, projetos de desenvolvimento econômico de regiões que lhes são comuns, como o Vale da Paraíba e o Va-le do Paraná-Uruguai.
- 2
-conjunto aqu~le em cUJa elaboraç~o se levam em canta todos os fatôres essenciais a um programa de desenvolvimento eco-nom1CO: as mudanças técnicas, a modificaç~o dos hábitos, pr~
ticas e ~étodos de trabalho das populações interessadas, os recursos técnicos e financeiros, o escalonamento das ativi-dades no tempo e sua distribuição 110 espaço etc.
No momento em que começam a surgir, no Brasil, e§ forços de planejamento Iegional de envergadura, é forçoso aI;! mentar o nómero de técl1icos brasileiros capazes de partici-par na elaboração dos planos já em curso, ou em véspera de
lançamento. Cumpre, sobretudo, familiarizar os altos func! onários de órgãos póLlicos com as técnicas de planejamento ~ provadas alhures, bem assim com as idéias emergentes no caID po da administração. Não será demais repetir: planejamento é uma tarefa eminer,temente administrativa.
Um dos meios de consecuçao de tal objetivo,é, sem dóviJa, a realização de cursos especIficos sôbre a matéria, cursos que incluam não apenas a teoria e a prática de plan~ jamento, senão também as disciplinas mais afins, como, por exemplo, antropologia cultural, geografia econômica etc. P~ ra ma10r eficiência de tais cursos e perfeita conjunçãodat~
oria com a prática, parece indicado que êles se ministrem no próprio meio em que se pretende operar,proporcionando assim aos estudantes uma oportunidade de ver como as noções e co-nhecimentos adquiridos se articulam, ou não, com a realida-de.
A Superintendência do Plano de Valorização Econô-mica da Amazônia (SPVEA) e a Fundação Getólio Vargas criaram, por meio de acôrdo celebrado em 1955, as condições necessá-rias para a realiiação de um curso dêsse tipo. Com efeito, sob os auspícios conjuntos dessas duas entidades, a Escola Brasileira de Administração Póblica organizou e iniciou, em setembro de 1955, o Curso de Planejamento Regional de Belém do Pará, o qual tem como centro de interêsse e fonte de exem
pIos o programa de trabalho da SPVEA.
do Govêrn0 do Estado do Pará, Prefei tura Municipal de Belém, Banco N&clonal do Desenvolvimento Econ8mico, Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Goiás, Banco de Crédito da Amazônia, Serviço Especial de Saúde Pública (SESP), TerritQ rio do Amapá, Primeira Zona Aérea, Oitava Região Militar, Serviço de Navegação do Amazonas e Administração do Pôrto do Pará (SNAPP), submetidos hs provas de seleção, 38 foram àpr2 vados e, em consequência, matriculados no Curso.
O primeiro dêsse tipo no Brasil e, ao que supomos, no mundo, o Curso visa, especIficamente, a transmitir as i-déias principais e informaç5es recentes sabre planejamento, administração e valorização dos recursos naturais, sociais, econ8micos e humanos de urna região. Os métodos de ensino ~ dotados no Curso incluem conferências, sem1nários, discus-s5es em grupo, análises de casos, excurdiscus-s5es, pesquisas indi viduais e em equipes, pelo que se exigiu tempo integral de professôres, estudantes e funcionários. O material de lei-tura e os casos para estudo, preparados pela EBAP e seleci2 nados de várias origens, destinam-se a proporcionar aos
in-teressados as mais autorizadas fontes de consulta, exoneraU do-os, assim, da necessidade de procurarem a documentaçâo pertinente h matéria.
Dentre os projetos de desenvolvimento regional, nacionais e estrangeiros, que a Escola examinou para seleci onar os mais expressivos, cabe indicar os constantes da li§ ta abaixo. Sôbre cada um dêsses proj etos, se preparou um c~ so, empregando-se "caso" no sentido moderno em que é usado nos programas de ensino e pesquisa.
O plano inicial de monografias compreendia 25 pr2 jetos. As dificuldades de execução, porém, fizeram que a E§ cola os reduzissem a 20: 1) Autoridad de Tierras; 2) Ban-co de Crédi~o da Amazônia; 3) Banco Nacional do Desenvolvi menta Econômico; 4) Centrais Elétricas de Minas Gerais; 5) Comissão Estadual '~e Energia Elétrica do Rio Grande do Sul; 6) Comissão Vale d0 São Francisco; 7) Companhia Siderúrgica Nacional; 8) Comp'nhia Vale do Rio Doce; 9) CangaBelga
0 4 0
-bras de Saneamento; 15) Eletrobrás; 16) Hidro~Elétrica do São Franc.isco; 17) Plano Hidrelétrico de Brokopongo; 18) Pi!! no do Carvão Nacional; 19) Superintendência do Plano de Va-lorização Econômica da Amazônia; 20) Tennessee Valley Au thori ty.
Ao empreender a tare·fa, aparen temen te simples, de preparar os históricos (casos) dos projetos de desenvolvime~
to econômico e regional, escolhidos para constituir a docu -mentação viva do Curso, longe estava a EBAP de antever as di ficuldades, quase invencíveis, com que teve que se defron-tar. O principal obstáculo, e que em certas ocaS1oes assu. miu agudeza desesperadora, foi a escassez de pessoal com ca-pacidade para fazer o levantamento dos fatos, digerir a docy mentação levantada, analisá-la e concatená-la de forma
lógi-ca. A maioria das pessoas capazes de semelhante tarefa en -contra·s~ completamente absorvidas pelas funções que já e-xercem. Em 90% dos casos, houve necessidade de transferir a mesma tarefa a um segundo, a um terceiro, a um quarto, a um quinto e até mesmo a um sexto colaborador, ou porque o prazo para entrega dos trabalhos não pudera ser cumprido, ou porque o padr;o técnico desejado pp.la Escola não fôra atingido. A despeito de tais esforços, a Esr.ola reconhece que nem sempre atingiu o ambicionado grau de excelência técnica. Outra di-ficuldade consistiu na ausência de informações e na resistêQ cia de alguns dos órgãos pertinentes em fornecer ou criticar tais informações. Salvo em três casos, entendimentos pesso-ais, cartas, telegramas e telefonemas ou não bastaram para veu cer essa dificuldade, ou produziram efeitos medíocres.
A despeito de tudo, perseverou a Escola na tarefa de elaborar esta série de casos, a fim de não frustrar o obj~ ti vo de proporcionar, aos alunos, informações reai s sôbre pl ~
nejamento regional, colhidas na intimidade de experiênciascop cretas. Parecia-nos que as di feren tes si tuações estudadas ne§ ta série de históricos permitiriam aos alunos diagnosticar as instâncias de planejamento patológico, os erros de origem, a
ausência de coordenação en tre pLanej amen to e execução, a de.s continuidade administrativa, assim como também identificar as situações institucionalmente sãs, em que ao lado de planeja-mento ortodoxo existe execução ordenada.
1n-clui os nomes dos que participaram mais ativamente. Seriadi f{cil determinar o grau de participação de cada colabora-dor. O concurso de alguns limitou-se às primeiras tentati-vas de reunião dos' fatos, tentatitentati-vas que, pelasdificulda-des já apontadas, nem sempre foram levadas a bom têrmo. Oy tros, além do levantamento dos fatos, aceitaram a responsa-bilidade de rascunhar os anteprojetos; outros participaram na crítica e revisão; outros, na revisão de revisões. Dois nomes merecem destaque especial; o de Marialice Moura Pes-soa, professôra de Antropologia Cultural (EBAP), que chefi-ou o grupo de pesquisadores; e o de Arnaldo Pessoa, profes-sor de Introdução à Administração Pública (EBAP) que, leva~
do a dedicação ao extremo, acumulou, com as obrigações de sua cadeira, a tarefa de rever a maioria dos trabalhos.
A EBAP contraiu uma dívida de gratidão com os prQ fessôres e técnicos de seu quadro e de outras organizações, os qua~s concorreram, uns mais, outros menos, todos certa-mente de boa vontade, para a realização da tarefa, que cus-tou longos meses de labor, muitas canseiras e exigiu devot! mento sem igual por parte de alguns.
Rio de Janeiro, novembro de 1955
6
-Lista dos participantes na elaboração desta série de monografias:
Pesquisadores e Redatores: Antônio Gui.ar~es, Ary Guerra Qu i n te II a, C I i a M. D' A L bu qu e r
-que, Dulce A. Gallo, Florindo Villa-llvarez, Iber~ de Souza Cardoso, Jayme Cunha, José Rodrigues Senna, Juvenal Osório
Gomes, Lucy Marques de Souza, Luiz Fernando Fontenelle, Ma-rietta Campos, Pierre Van der Meiren, S;rgio Queiroz Duar-te, Sophia Lachs, J. Timo theo da Cos ta e Zi lah V. Teixeira.
Críticos: Alfred Davidson, Antônio Guimaries, Arnaldo
Pes-soa, Benedicto Silva, Carlos Castelo Branco, Ceu-rio de Oliveira, Florindo Villa-llvarez, Geraldo Wilson Nu-nan, Jayme Cunha, Jesus Soares Pereira, Joao Guilherme Ara·
gão, Marialice Moura Pessoa, Noé de Freitas e Ottolmy Strauch e a Companhia Siderúrgica Nacional e o Departamen
-to Nacional de Obras de Saneamen-to.
Revisores: Aédo de Carvoliva, Anna Botelho Benjamim, Antô-nio GULmaries, Arnaldo Pessoa, Augusto Martins Bahiense, Benedicto Silva, Diogo Lordello de Mello, José Mg
ria Arantes, Jesus Soares Pereira, Juvenal Osório Gomes, Pe-dro Maia Filho e Sophia Lachs.
* ***
tematizar sÔbre o
PLA~jODh OBillI.J E K.UIPAil.UiIfO.;)
oParticiparam na sua ela boração as seguintes pe.§.
soas:
Pesquisa e H.edação - Cléa
hoD'Albuquerque
Critica - Antônio GuiI.:larães
Arnaldo Pessoa
Benedicto Silva
Harialice i-loura Pessoa
Revisão
- Aedo de Carvoliva
,
I - O PLANO ESPECIAL DE OBRAS PÚBLICAS E
APAREIlIAMENTO DE DEFESA i-tACIONAL
Com
a instituição do Plano de Obras PÚblicas eAparelhamento Nacional (1), o Govêrno do Brasil procurou
a-dotar pela primeira vez
um
programa geral, único, definan-ciamento dae obras pÚblicas e de outros empreendimentos de
sua oompetência. O Plano visaria a "promover a criação de
indústrias básicas, com a siderurgia e out ra s, e a
execu-ção de obras públicas, bem como prover a defesa n:lcional ms
elementos necessários
à
ordem eà
segurança do pais". A iniciativa gpvernamental foi, em grande parte, sobretudo,
cau-sada pela situação internacional de então, que prenunciavao
desencadeamento de UDl9- segunda grame guerra, tomando im-perativo providências especiais no campo econômico financei
ro.
A execução do Plano Cl.8taria, pelas estimati'
-vas então feitas, a importância de
3
000 000 000$000 (trêsmilhões de contos de réiS), para um perÍodo de cinco anos
e a ser aplica.da mediAnte crécU,tos especiais abertos pela
"quinta parte" ("obras") do Orçamento da República. Ao
mes-mo tElllpO, o Decreto-lei estabeleceu que as despesas
conse-qHen1Bs co ITer:l,.am
"ã
conta de recursos próprios, sempreju1-zo, portanto, do eouil!brio das receitas e despesas
públi-cas", de fo
ma
que formou, também, UDl9- recei. ta especialra o Plano, procedente de:
- taxas, c riadas ou a serem criadas, sôbre
op~-raqoes camhiais;
- lucros das. operações bancária s em que o
Te-souro tivesse co-participação;
- produto das cambiais, provenientes do
ouro
metálico~
já adquirido e a adquirir, que
ex-cedesse a
28
toneladas e fôsse remetido para
o·exteri()r;
- produto de ouaisquer operações de crédito r,!
alizadns para o fim especipl de oue tratava
o decreto-lei, exclusive emissão de papel-m2
eda;
- juros da conta especial aberta no Banco
do
Brasil para a centralização dos recursos pr,!
vistos no decreto-lei criador do Plano;
- saldo porventura verificado com a
execu~ão d:>Plano no exercício anterior.
tsses recursos seriam arrecadados pelo Ministi
rio da Fazenda e depositados no Banco do Brasil, em conta
~pecial, Que se movimentaria sob a responsabilidade do
titu-lar daquêle ministério.
Talvez seja oportuno mencionar alguns aspectos
da administração da receita e da despesa do Plano Especial·
de Obras PÚblicas e de Aparelhamento da Defesa Nacional,
~- 9
~quando se criou seu sucesscç o Plano de Obras e
Equipamen-tos ..
Cabia ao Ministério da Fazenda, então,por sua
Comissão de Orçamento, elaborar a proposta orçamentária
ge-ral do Govêrno da União. Com a criação do Plano Especial,a
Comissão passou a elaborar um orçamento paralelo para o me~
mo, no qual. se inc1uiam tÔdas as obras aprovadas pelo Presi
dente da RepÚblica. A distribuição das verbas aos
diferen-~
,
-
,
tes ministerios e orgaos encarregados de executar as varias
partes do Plano, era-feita através do Tribunal de Contas,s~
gundo tabelas fornecidas pelo Ministério da Fazenda .. As ope
rações de receita e despesa do Plano eram demonstradas pela
,
..
Contadoria Geral da Republica em balanço a parte,
incorpo-,
rando-se, porem, seus resultados ao balanço patrimonial da
União.
As fontes de receita para o Plano Especial, a,!
sim como af:fXação das despesas afetas ao mesmo Plano,
figu-ravam em orçamento especial, mas as verbas eram
distribu1-das como o são quaisquer outras, o que vale dizer que se s~
guia o Código de Contabilidade.. (2)
Segundo êste, a distribuição de verbas fixadas
,
,
O Codigo de Contabilidade, aprovado pelo Decreto numero 15
783
de8
de nOVEmbro de 1922, estabelece os princi-pios dentro dos quais se processarão os ne~ócios finan-ceiros (receitae
despesa) do Estado.. O Codigo de Con-A • f tabi1idade tem um regulamento que amplia essesno orçamento para despesa não
é
registrada automàticamentepor seu montante no Tribunal de Contas. O Tribunal de
Con-tas faz apenas um lançamento, em seus registros, das verbas
..
,
consignadas a despesa orçamentaria.
Quando se trata, por exemplo, de caltratos com
empresas particulares para execução de obras pÚblicas, tais
obras não poderão ser executadas antes do registro no Tribu
, A _
nal de Contas, oue se pronunciara.sobre a perfeiçao do ato,
isto
é,
se ao contrado antecedeu a concorrência, processo ,por si só, demorado.
Terminado o exercício financeiro, há um
perfo-do adicional, de }2 a 31 de janeiro (já dentro de novo exe~ creio, portanto), para a continuação do pagamento d~s desp.!!!
sas empenhadas, isto
é,
registradas no TrHunal de Contas,com tôdas as exigências legais. Contudo, êste pagamento ,só
será considerado devido, se tais empenhos tiverem sido
re-gistl'f'!dos até 15 de janeiro. Estas despesas recebem o nome
de "restos apagar", são despesas nao efetuadas, mas cujo
numerário se encont ra depositado. As despesas não registl"!.
das no Tribunal de Contas até 15 de janeiro são denominadas
"exerc{cias findos" e absorvidas pelo balanço geral do
orça-mento:
Os flrestos a pagar" são fàcilmente liqYrl.dados
pela receita do orçamento encerrado, pois o dinheiro correA
pondente está Em depósito. Mas, no caso de despesas arrola
se 11 se
-rá possível por meio de dotações consignadas em orçamento
futur,9, processo moroso para reconhecimento da divida e sua
liquidação. Por causa do registro prévio, as verbas sao
distribuídas com grande atraso; às vêzes, são recebidas no
fim do primeiro sEmestre, quantias destiM.das a obras que ~
veriam ter tido iníei. o no princípio do mesmo.
o
Decreto-lei que instituiu o Plano, dando-lhe caráter de lei especial, a vigorar por cinco anos ,admitiu oregistro por total das verbas destinadas a seu custeio. Os
t ...
gastos parciais eram distribu1dos de acordo com as tabelas
discriminstivas feitas pelo Ministério da Fazenda, e seu
registro ere. feito...,!! posteriori.
A distribuição era rápida, portanto as verbas
destinadas anualmente a:> Plano eram incluÍdas sob a rubrica
rtrestos apagar", fugindo elas, por isso à possibilidade ,
considerada altamente prejudicial
à
execução das obraspro-postas, de cair em na categoria "exercícios findos". Um
re-gime contábil menos rÍgido que concorreu para o êxito do
Plano.
Importante aspecto a ser destacado ainda, do
decreto-lei n2 1 058 é o do
§
22 do artigo4
2 : "OsMinisté-rios não poderão, dentro da quota anual que lhes rôr
atri-buÍda' dispender mais de 10% com despesas de pessoal".
Ve-rifica-se o cuidado do legislador em procurar impedir
fôs-sem malbaratados os recursos do Plano na criação de
foi feita, além de arbitrária, era óbice à flexibilid~de,no
,
-terreno financeiro,. que se dava a execuçao das obras . •
A mão-de-obra, evidentemente, é sempre supe~
or àquela taxa fixada, e a conseqüência necessária terá
si-do imperativamente, ou o pagamento si-do excesso pelas verbas
do orçamento ordinário ou alguma modalidade de
~ilização
:i!!
prÓpria de créditos. Aliás, ao que tmo faz crer, respeit!
da estritamente a percentagem, inexeqMvel se tornaria, se
não tôdas, pelo menos a quase totalidade das obras.
o
Presidente da República, ao em ejo do esgot!,A ,
mento do prazo de vigencia do Plano Especial de Obras PUbli
cas e Aparelhamento. da Defesa Nacional, determinou ao Mini~
tério da Fazenda procedesse aos necessários estudos para a
instituição de um novo Plano de Obras, para vigorar por
mais cinco anos, a partir de 1944 (3). A oportunidade foi otimamente aproveitada, especialmente para a análise e
cri-tica do plano oue expirava. A aplicação do Plano Especial,
durante cinco anos, provou Que o sistema por ê1e estabeleci
do se mostrarp. ~ntajoso, recomendando-se, por isso, a con-tinuação da prPtica. As principais vantagens observadas se
(3) A análise que se segue foi condensada do Relatório nQ
517, de 13-12-43, apresentado pela Comissão de Orçamen-to do Ministério da Fazenda ao respectivo Ministro onde se faziam sugestões sôbre financiamento e com.role de obra s pública s. ~ste relatório informou a Exposição de Motivos nQ 2 733, de#15-12-43, do Ministro da Fazenda
ao Presidente da Republica, aprovada pelo Presidente a
13
-referiam aos critérios orçamentários decorrentes, que
con-sistiramj do modo principal. no estabelecimento de um siste
ma contábil uniforme e mais apropi~adoj propiciando que
es-tudos posteriores pudessem vir a indicar um regime definiti,
vo e, concomitantemente, afastaram as obrus públicas da
ri-gidêz do principio da anualidade~ em não poucos casos
acor-rentando obras, para seu at endimento j a métodos de
realiza-ção opostos
às
exigências das técnicas de engenharia.o
exame da execução do Plano Especial, por ou-tro lados deixou também claro que, se proveitosa fôra aex-periência, mais útil ainda seria o processo de planejamento
financeiro, se fôssem feitas ce~as alterações no mesmo.
Tais alterações incidiram sÔbre;
- a planificação conjunta de tôdas as obras pú
blicas civis, substituindo I)S planos isolados e esparsos epe
se coordenavam e ingressavam no Plano ~special em virtudeda
a pro'vaçao pelo President e da IlepÚblica;
~ a separação das obras públicas civis das de carater milit'l r, ligadas ao esfôrço de guerra.;
- o tratamento especifico dos investimentos ~
'[8. a defesa ns cionals em virtude do Estado de Beligerância
em que se encontrava o palss a partir de agôsto de
1943;
- a unificaqão da Verba
5,
"Obras" j do orçamento ordinário, com as verbas do Plano, para o custeio das
- a adoção de sistema contábil especial para
as verba s do novo plano.
A-Planificação em amplitude Nacional
o
Plano Especial incluÍa investimentos a que nao faltaram o necessário estudo Quantoà
oportunid2de,ex-tensão ou localização. Mas não est"vam subordinadas as
o-bras a wn planejé'mento préviO, amplo e total, do qual os em
preendimentos fôesem apenas programas parciais. Um plano
de obras pÚblicas p9ra o pais, teria de supor um conjunto
de projetos, racionalmente entrelaçados, e não realizações
dêsse ou daquele Ministério, desmEmbradas do planejamento
geral.
Como as obras públicas federais deveriam abra!!,
, A A
ger todo o territorio nacional e influir sobre toda a est~
tura econÔmico-social do pais, teri<Jllelas de ser tot;almente
planificadas - o que determinaria se sobrepuzesse o planej!
mento nacional aos planejamentos parciais dos órgãos da
ad-ministração federal.
De acôrdo com a técnica de planificação, a ex,!
-
"-cuçao de Qualquer obra publica e realizada em funçao do p~ no geral em Que se integra. Assim, qualquer rodovia nova,
,
qualquer novo ramal ferrovia rio, deve constituir um
proble-ma parcial, situ~do dentro do problema geral,res~ltante das necessidpdes comprovadas de saneamento, çolonização,
15
-Qu:l.ndo se planifica economia privada,
interfe-re-s e sôbre a inicia ti va individual e a li n-e
concorr~nc
ia • Mas, quando se trata da economia pública, ficam excluÍdosêstes inconvenientes. O Estado visa a fins gerais em tôdas
as suas atividades, sem se subordinar ao lucro e ao êxito
i
mediato.Dêste modo, para um novo Plano, far-se-ia a
planificação de tÔdas as obras pÚblicas civis federais, que
passariam a ser encaradas no âmbito nacional; as
necessida-des locais seriam estudadas em função das necessidanecessida-des
re-gionais, e estas, em função das nacionais.
Examinou-se, na transição do plano antigo, que
se extinguia, para o novo plano, com especial destaque, o
problema dos edifícios públicos.
:&n relação a tais obras, o nais importante
se-ria a fixação do regime de prioridades, para efetivação do
principio da "realização do mais necessário, entre tudo que
é
necessário", através de órgão especÍfico.Obras civis e obras militares
Embora se observe a existência de laços de ve~ dadeiro entrosamento entre as obras civis e as militares
,
nem sempre êste interrelacionamento se apresenta no
senti-do inverso, isto
é,
entre as obras militares e as civis.Di~tinguem-se umas das outras especialmente pelas finalidade s
aten-~
der ao sentido assistencial, ao bem-estpr social, a
segu-rança interna, as militares não se apresentElm tão
imediata-mente vinculadas aos mesmos propÓsitos, eis que seu escopo
é
a salvaguarda da soberania nacional. As obras mi1itare~quando necessitam ser erguidas, se prendem apenas aos
dita-mes da estratégia, podendo outros resultados delas advirem,
como meras conseqftências.
Para que o estado de beligerânc:iP. em que se
encontrava o pais, desde agôsto de
1943,
não viesse influirdesproporcionalmente sôbre as receitas do novo plano, abso!:
vendo a melhor parte dos recursos nas obras de defesa naci.Q
nal; para respeitar o tradicional destaque Que sempre
tive-ram, na administração pública, as despesas militares; e
pa-ra _ assegupa-rar mior liberdade de movimentos do Estado na exe
-
(cuçao de obras militares, foram elas exclUldas do orçamento
especial, passando a ser custeadas por créditos extraordin~
rios.
A exclusão das obras militares do novo plano,
permitiriam atendê-las com recursos especiais, não só do
próprio Tesouro Nacional, como também atrDvés dos que
ad-viessem da "Lei de Finpréstimos e Arrendament-os" ,adotada na
pOlitica de guerra dos Estados Unidos. Graças, ainda, ao
planejamento isolado das obrp.s militares, m~nter-se-ia o c~
P A .
rater de emergencia e sigilo, exigidos pela guerra.
Por isso foram separados dois grupos de obras:
17
-Nota-se, todavia, que apesar da validade
abso-luta das razões que detenninaram a separação das duas
espé-cies de obras, o Plano resultante das teorias emergentes da
aplicação delas, incluiu verbas para os ministérios
milita-res, çuja utilização se faria em obras não integrantes do ,.
esforço de guerra.
Investimento s para a defesa Nacional
,
O Plano Especial tinha em mira atender as
o-bras pÚblicas e empt"eendimentos que visassem ao aparelhamen
to da defesa nacional, inclusive instalações e exploração
,
,4e industrias basicas. No entanto, o Plano Especial
come-çou a ser executado no perÍodo de pré-guerra
(1939)
e se r~alizou, em parte, depois de o Brasil ter sido levado ao CO!!
flito mundial, pois:tenninou em
1943.
Exatamente por infl}!ência dêstes fatôres poÚticos, o programa de ap9.relhamento
da defesa nacional loi aten::lido quase int eiramente, porqua!!
to o total de créditos distribuídos para tal fim
correspon-deu a cêrca de
64%
dos recursos do Plano, além dos créditosextraordinários concedidos para a mesma finalidade.
No momento em que se procedia a estudos para .2.
laboração de um novo plano q6.inqilenal - o Plano de Obras e
Equipamentos - loi necessário considerar o estado de beli~
rância em oue se encontrava o
pais..
As despesas com osmi-,
,nisterios militares, relativas a defesa nacional,
precisa-.
-,
pro-posto que os créditos relativos ao atendimento da defesa
Il!
cional, como sejam as despesas militares realizadas
pelos
Ministérios
daGuerra, Marinha e Aeronáutica, e aquisição de
material bélico e aparelhamento de defesa feitos pelo
Mini~tério da Fazenda, fôssem atendidos por meio de créditos
ex-traordinários, não constando portanto das despesas a serem
realizadas pelo novo plano.
o
custeio das obras civis
A falta de um planejamento gerRl, em bases
na-cionAis, cada órgão da administração pública fêz o seu
pla-nejamento especifico, a ser custeado pelo Plano Especial,r,!
lativo a execução de obras públicAs.
Obtiveram estas obres, através do Plano Especi
al, créditos para executá-las que,
pr~ticamente,consistiam
em refôrço das dotações que constavam do orçamento
ordiná-rio, para o mesmo fim, pois a verba
5
(orçamentária)
refe-rente a
11Obra
Sll ,continuou a constar do orçamento ordinário,
na vigência do Plano Especial, para custear uma série
de
obras que seriam executadas, também, por conta das dotações
do Plano Especial.
Ao prescreverem-se diretrizes para novo plano
qftinqftenal, foi sugerido que as quantias previstas no plano
futuro, para indústrias básicas e obras públicas civis,
fô~,
sem reunida s as dotações da verba
5 -
"Obras", do orçamento
orçamen 19 orçamen
-,
to especial, paralelo ao orçamento ordinario.
Deixaria de aparecer, então, no orçamento ordi
ná-,
rio a verba "Obras", e ao plano mci onal para obras publicas
civis (em lugar de planos parciais a cargo de cada
ministé-rio) aplicar-se-iam os recursos financeiros englobando ave!
ba
5
e as receitas destinadas ao novo plano em um orçamentoespecial, que custearia, com exclusividade, as obras
discri-minadas anualmente. .\grupar-se-iam tÔdas as receitas do n2
vo plano em um s~ conjunto, que abral'l?;eria tôdas as obras
,
publicas, inclusive as que vinham sendo dotadas pelo orçame.n
,
to ordinario.
o
orçamento para obras pÚblicas, assim consti-tuÍdo, substituiria oom 'Vantagem o do Plano Especial. Em pr!.,
meiro lugar, excluindo o custeio das obras publicas do
orça-,
...DEnto ordinario, este passaria a demonstrar, apems, as
des--
,
pesas de custeio da administraçao publica, e estas despesas
poderiam ser atendidas dentro das limites da receita norlIBl.
Em segundo lugar, como a-s obras pÚh1'lcas constituem inversão
de capital que materia.J.nente enriquece o patrimÔnio público,
muitas sendo de caráter reprodutivo (a siderurgia, por
exem-pIo), sua realização poderia ser custeada por meio de
opera-çÕes de crédito.
Sistem contábil especial para o novo Plano
As dificuldades surgidas para emprego, em tEmPO
útil, das dotaçÕeS orçamentárias (como foi explicado quando
riam anuladas pela aceitação do orçamento por projeto ,em
lu-gar do orçamento por exercício financeiro, conservado quando
da aplicação do primei ro plano q11i.nq'ttenal.
No orçamento por projeto, as quantias previstas
para cada ano, aplicáveis em projetos aprovados, são consid,!
radas devidas e indiscutíveiS, como o são as prestações
con-tratuais.
(4)
Os orçamentos. dos exercícios seguintes são auto
m.àticamente onerados das quantias que o projeto prevê para
cada ano e aparecem sob a rubrica de "Restos a pagar fi •
Para esclarecer, cem um exemplo, tomemos o da
construção de una rodovia para ser executada. em cinco anos •
Seria calculada em um custo q~ se dividiria em cinco parc~
las anuais, a serem fixadas de inÍcio. Estas parcelas
teri-am de gozar de inscrição automática no plano financeiro, da
primeira até a última. (desde que
não
houvesse revisão doprojeto inicial) sob pena de destruir-se todo o plano
elabo-rado o POderfams, também, tomar por exemplo o de um
comple-xo de obras heterogêneas, mas constituindo um projeto autôn2
mo, como seja o conjunto de obras contra as sêcas do
Nordes-te. Obra d~sse vulto importa na construção de açudes, estr,!!
das, canais de irrigação e trabalhos de colonização.
2l
--se-ia precisar, portantoj dentro de um plano qt1i nqftenal j
que no prireiro ano rôssem atacadas a construção de rodovias
e açudes; no segundo, iniciar-se~ia a colonização, além das
iniciais; no terceiro, surgi ria a irrigação, no quarto,
pro-vàvelmente, os açudes
já
estarianconstru:Ídos e não constariado orçamert> dotação para esta obra, nas apenas para continu!,
rem os trabalhos de irrigação; no quinto ano, o projeto pod!
ria não incluir mais nem rodovias, nan açudes, mas sômente os
trabalhos de irrigação e colonização. As obras surgiriam c2,
mo que dependentes umas das outras, e as dotações das obras
iniciadas depois do primeiro ano até o último, precisariam de
inscrição automática nos orçamentos anuais. Reduzir, por
e-N # _
xanplo, a dotaçao necessaria para colonizaçao, no segundo
a-no, ou para irrigação, no tercei ro, poderia significar a
destruição do plano,.: concehtdo oomo um grupo de serviços que
só deveriam ser executados em conjunto. Não se poderia
dis-cutir, cada ano, as dotaçÕes para cada obra do conjuntooElas
teriam de ser entregues, anualmerte, conforme previa o p1.ano
que as org:mizou.
II - O PIANO DE OBRAS E FgJIP AMENTOS
Institu1do pelo Decreto-lei na
6 144,
de29-12-43,
o Plano de Obras e Equipamentos teria por objetivopro-graIIBr a execução de obras pÚblicas e o equipamento da
admi-nistração; vigoraria durante cinco anos, a êle destitl9.ndo-se
a importância global de cinco bilhões de cruzeiros,
A receita do Plano de Obras e Equipamentos con!!,
tituir-se-ia dos seguintes recursos:
- taxa sôbre operaçÕeS canbiais;
- lucro das ope raçÕes bancárias em que o
Tesou-ro tivesse co-participação;
- produto de cambiais provenientes do ouro reme
tido p:!. ra o exterior;
- juros de contas especiais, abertas no Banco
do Brasil S.A. para centralização dos recursos previstos
pa-ra
o prÓprio Plano, ban como os do Plano anterior, substi tu:Ído;
- dividendos de capitais da União empregados em
sociedades de economia mista e autarquias de exploração
co-mercial ou iniustrial;
- #
- produto de operaçoes de credito;
- outras rendas que even tualJIente lhe fôssem ~
tri buÍdas •
Ficaria a cargo da Comissão de Orçamento do
Mi-nistério da Fazenda organizar as tabelas discrimina. ti vas, de
acôrdo com as quais o Tribunal de Contas faria a
distribui-ção, aos Ministérios, dos créditos a serem aplicados na
exe-cução do Plano de Obras e Equipamentos.
O financiameIto do Plano de Obras e
Equipamen-,
tos seria estudado em conjunto com o orçamento ordinario ,sob
a orientação daquela Comissão, com a qual os órgãos de pla~
23
-A ordem de prioridade da realização de obras e
aquisição de equipamentos seria indicada por especialistas ,
capazes de abranger todo o sistema nacional, indicando,
en-tre todos os serviços que o plano geral visasse a efetivar,
, f
quais os menos necessarios e, portanto, suscet1 vei s de ser
lrterrompidos. Esta complexa operação ficou a cargo da Comis
são de Orçanento do Ministério da Fazen::la até abril de
1945,
quando passou
à
oompetência do DASP.A ordem de execução seria dada pela aprovação do
Presidente dà RepÚblica, anualmette,
à
aplicação dosrecur-sos, e no decorrer do exerci-cio, pelD regime de destaques.
Os recursos que oomporiam a receita do Plano de
Obras -e Equipamentos 'Senam '«l"l"'ecadados pelo Ministério da
Fazenda e centralizados em conta especial no Banro do Brasil,
a ser movinentada exclusivamente pelo Ministro da Fazenda
Quando rôssem celebrados contratos de valor superior a um
Dlilhão de cruzeirOs ,pa~'t"ealizal" despesas por conta do Pla
no, tais contratos ,fi<:a.rialB sujeitos a registro préviO pelo
Tribunal de Contas. Mas atroa quando o registro rôsse
nega-do o Presidente da RepÚblica poderia mandar executá-los, se
o bem público ou o interesse da administração o reclamasse.
-
,
-A comprovaçao primaria das despesas de execuçao
do Plano seria feita perante os Ministros e dirigentes de
órgãos subordinados
à
Presidência da República, e depois deexaminadas e julgadas seriam objeto de circunstanciado
tste, coordenaria todos os relatórios, para submetê-los
à
consideração do Presidente da RepÚblica, fazendo-os
acompa--
,
nhar do parecer da Comissao de Orçamento. Ate 30 de
setem-,
. ,
,
bro, o Presidente da Republica, atraves do Ministerio da
Fa-#
zenda, apresentaria ao Tribunal de Contas re1atorio das
ope-... , A I
raçoes realizadas no exercicio anterior, para que aquele
or-gão procedesse ao exame do mesmo. Neste relatório estariam
incluÍdas as prestaçÕes de contas referentes a contratos ma,!!
#
dados executar pelo Presidente da Republica, mesmo quando n~
gado o registro prévio pe10 Tribunal de Contas, para que
ês-te órgão pudesse examiná-los.
O Plano de Obras e Equipamentos teria um
Orça-, #
mento a parte do ordinario, e as ordens de pagamento
expe--didas por conta das dotaçÕeS J quando não utilizadas dentro do
exercicio seguinte. Também se in:1uiriam sob esta rubrica as
# ,
despesas autorizadas pelo Presidente da Republica ate 15 de
janeiro seguinte.
em face dos
Presidente
O Tribunal de Contas examinaria essas despesas,
elementos para êste fim contidos no relatório do
,
da Repub1ica.
À Contadoria Geral da RepÚblica caberia aprese,!!
tar, ao fim de cada exercício financeiro, o balanço do
orça-mento ordinário e, também, do orçamento do Plano, cujos
25
-III - EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA 00 PLANO DE OBBAS E
E-QUIPAMENrOS
A execução orçamentária em f unção do Plano de
Obras e Equipamentos conservou, com pequenas alterações
pe-culiares ~ as mesmas caracterlsti cas teóricas da execução do
orçam:lnto ordinário. Os atos de realização da receita
pre-,
vista e de investimentos pre-determinados, com a
correspon-dente co ntabili zação dos seus elementos, necessàriamente
fo-ram levados a efeito. O fluxo e o refluxo de va10res monetá
rios, como em todo o sistema brasileiro, e com mais razão
a-ima, não se prendia
à
ficção do Tesouro Nacional,efetivande,
-se atraves do banqueiro ratural do Estado, o Banco do
Bra-sil. Ao mesmo tempo se mantinha o registro centralizado na
Contadoria Geral da RepÚblica, e o julgam:lnto da aplicação
dos recursos competia ao Tribunal de Contas.
O Plano de Obras e Equipamentos vigorou durante
t ' ,
os exercl.cios de
1944, 45
e46,
semo que, neste ultimo ano,foi determinado que as despesas com sua execução fôssem
to-talmente feitas dentro do exerc1cio financeiro, pois o Plano
seria extinto a partir de
1947.
Temos assim, no primei ro ano de vigência do PIa
no, um acréscimo da receita correspondente a
04 270
000000,0,
de 'restos a pagar" dp Plano Especial, que entraram como re-ceita, pelo fato dos contratos a que se destinavam terem
si-do cancelasi-dos
(5)
Para 1944, foi o seguinte o quadro de execução:
Receita estimada Receita obtida Receita efetiva-mente aplicada
Cr$
Cr$
Cr$
1 000 000 000,00
944
850 439,70 948 502 189,10Da receita efetivamente apli cada
tR$
7':8173385,30foram gastos em espéciê e
crt
219 328 802,80 foramescri-turados como "restos a pagar".
Em relação ao exercício do ano de 1945, não é
possive1 que se arme quadro correspondente
à
execuçãoorça-mentária porque embora se saiba haver sido a receita obtida
(Cr$ 651 163 741,10) muito aquém da estimada ...••.•
(Cr$ 1 000 000 000,00), não foram publicadas informações a
respeito da receita efetivamente aplicada.
Se em 1945 a receita de pouco ultrapassou os
65% da previsão,
em
1946 mais se acentuaria o decÚnio d:> p~no, para, afinal, em 1947 verificar-se sua extinção. A
re-cei ta do ano de 1946 não alcançou siquer os 2Of,.
,
E que o recurso de ma.:icr produtividade com que
contava o Plano (a taxa sôbre operações cambiais), foi
dimi-nuÍdo por fôrça do Decreto-lei ~ 9 025, de 27 de fevereiro
ju 27 ju
-lho de 1946 (6).
Temos então que, no 112 semestre de 1946,a
prin-cipalfonte de renda do Plano ficou seriamente comprometida,
e, a partir do 2Q semestre do mesmo ano, dei:xou de existir. Pode-se comparar o que foi dito com o quadro de recei ta do
Plano, em ane:xo, cujas cifras foram 00 lhidas do balanço da
Contadoria Geral da RepÚblica.
Para 1946, foi o seguinte o auadro de execução:
Receita estimada
Cr$
1 000 000 000,00
Receita obtida
Cr$
177 6tn.
339,20Receita aplicada
Cr$
f!72 213 080,40
Da receita efeti. vamente aplicada,Q4 774779 :t6,50
foram gasto s em espéci e e
crt
97 433 513,90 foram es cri tura-dos em "restos a pagarll •
VERBAS DESTINADAS À EXECUÇÃO DO PLANO DE OBRAS E EQUIPAlENTOS
Exercicio de 1944
(Decreto-lei
nP 6
145, de 29-l2-43)RECEITA
Cr$
1 - Taxa sôbre ope~çÕes cambiais
...
300 000 000,002 - Lucro das operações bancárias em que o
Tesouro tenha co-participação
...
150 000 000,003 - Produto de cambiais provenientes do ouro
remetido ao exterior •••••••••••••••••••
4 - Juros das contas do Plano no Banco do
Brasil ... 30 ()()() 000,00
5 - Dividendos de capitais da União
emprega-.dos em sociedade de: economia mista e
au-tarquias de exploração comercial e
in-dustrial ... 50 000 000,00
-
~6 -
Produto de operaçoes de credito •••••.•• 200000000,00
7 -
Saldos que foram apurados em balanços ••8 -
Eventuais •••••••...•••.•••••••••••270
000 000,00TOTAL DA RECEITA ••.••...••..•••.••• 1 000 000 000,00
, # '" ..",
Paragrafo unico - A rubrica ''Eventuais'' serao levadas as
im-portâncias de "Restos a pagar" ~ provenientes da execução do
Plano Especial, as quais, por motivo de cancelamento de
con-tratos, foram mamadas assim escriturar pelo Ministro da
Fa-zenda.
O ?-anistro da Fazenda foi autorizado, por êste
fizessem necessárias, até o limite de Cr$ 200 000 000,00 (d,!!
zentos milhões de cruzeiros).
RECEITA 00 PLANO DE OBRAS E EQUIPAMENTOS EFE'l'IVAMFNTE OBTIDA
,
FEro BANCO 00 BRASIL PARA O EXERCICIO DE
1944
1 - Taxasôbre operações cambiais •••••••••
...
..
2 - lucro s das operaçoes bancari as em que
o Tesouro tenha co-participação
3 -
Produto de cambiais provenientes do ou-ro remetido ao exterior •••••••••.•••••4 -
Juros de conta do Plano no Banco do Bra.
-si1 ... e e Co ~ • • • Q • o o • • o • • • • Q
5 -
Dividendos de capitais da União empreg~dos em sociedades de economia mista e
autarquias de exploração comercial e in
dust rial () .. o • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • o • • o o
6 -
Produto de operações de crédito •••• o • •7 - Saldos que forem apurados em balanços .
8 - Event\l8.i 5 • • • • • • • • • • • • • • • o • • e e o • • o • • c o •
TOTAL • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • e . $ • • • OO
Cr$
555 755 766,70
68 044 151,90
22 872
980,90
16
744
200,00281 433 34Q,20
A DESPESA 00 PLANO DE OBRAS E EQUIPAMENTOS, NO EXERCÍCIO DE
,
-
,
~, E FIXADA EM UM BILHAO DE CRUZEIROS E OBEDECERA A
SE-GUINTE DISTRIBUIÇÃO:
1 - Departamento Administrativo do Serviço
,
.Pub li co . e _ • • • • • • • • • • • • • • • • • o • • • • • • • • •
2 - Conselho Nacional de PetrÓleo ••••••••
,
.
'3 -
Minister10 da Aeronautica...
4 -
Ministério da Agricultura...
5 -
Ministério da Educação e Saúde •••••••6 -
y~nistério da Fazenda •••••..••...••••7 -
Ministério da Guerra •••••••••....••A.
8 -
Ministério da Justiça e NegóciosInte-r1.0res ... .
9 -
Ministério da Marinha ••••••.•••••••••O - Ministério das Relações Exteriores •••
1 - Ministério do Trabalho, Indústria e C~
,
crt
200 000,00
15 000 000,00
90 000 000,00
83 212 210,00
113 461 589,00
10 865 000,00
81. 400 000,00
31 524 778,00
15 220 000,00
3 500 000,00
merci o ...•...•.• 1 500 000,00
2 - Ministério da Viação e Obras PÚb licas. 554 116 423,00
31
-D;ESPESA EFETIVAMF.NTE REALIZADA PAR.~ EXF..cuÇÃO DO PLANe EM
1944
ÓRGÃOS DO EXECUTIVO
1 - D.A.S.P.
2 - C.No
Petróleo
,
3 -
MoAeronautica
4 -
M. Agricultura
5 -
M.E. e Saúde6 -
MoFazenda
7 -
M. Guerra8 -
Justiça
9 - M. Marinha
O - M. Relo Exteriores
1 -
MoTrabalho
PAGOS
Cr$
1 250 000,00
89
033 629,10
44 216 543,60
25 580 864,70
3 572 909,60
66
230 692,20
15 585 686,60
15
219 929,40
~69
681,40
1 500,00
RESTOS A
PAGARCr$
13 750 000,00
966 370,90
35 091 220,70
46 305 5%,20
6 407 982,40
15 169 307,80
15 935 139,10
2 576 204,00
2 - l-f.V.O. PÚblicas
466 li3 449,70
82 926 990,80
TOTAL: ••••.••••••••••••
729 173 386,30
219 328 802,90
EXERCÍCIO DE 1945
(Decreto-lei nQ
7
213, de 30 de dezembro de 1944)RECEITA
1 - Taxa sôbre ope raçÕes camiais
...
-
,
2 - Lucro das operaçoes bancarias em que o
Tesouro tenha co-participação •••••.••
3 -
Produto das cambiais provenientes de ouro remetido ao exterior ••.•.•....••4 -
Juros das contas do Plano no Banco doBresil ... .
5 -
Dividendos de capitais da Uniãoempre-gados em sociedades de economia mista
e autarquias de exploração comercial e
industrt alo ... .
6 -
Produto de operações de credito ••.•••7 -
Saldos que foram apurados em balanços.Cr$
300 000 000,00
150 000 000,00
30 000 000,00
50 000 000,00
200 000 000,00
8 - Eventuais ••.••..••...••••• 270 000 000,00
TOTAL DA RECEITA: •••••••••••••••••••• 1 000 000 000,00
O Ministro da Fazenda foi autorizado, por ~ste
mesmo decreto-lei, a promover as operaçÕes de c
ré
di to qué sefizessem necessárias, até o limite de Cr$ 200 000 000,00 (dE,
= 33
-RECEITA DO PLANO DE OBR!J.S E EQUIPA~~'l'OS EFETIVAMENTE OBTIDA
PELO BANCO DO BRASIL PARA O EXERCÍCIO DE 1945
Cr$
1 - Taxa sôbre operações cambiais ••
c...
627 034 779,10 2 - Lucros das operações bancáriaso Tesouro tenha co-participação
em que
3 -
Produto de cambiais provenientes doou-ro remetido para o exterior ••••••..• c.
4 -
Juros da conta do Plano no Banco do Bra911 ... 0 • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 0
5 -
Di vi dendos de capitais da União empre~dos em sociedades de economia mista e
autarquias de exploração correrei al e iQ
d ustrl. aI ... .
-
,
6 -
Produto de operaçoes de credi to •••••.•7 -
Saldos que forem apurados em balanços.4
922 846,308
359 8OO~OO8 -
Eventuais •••••...••..•.•.•••.•.•.••o..
651 163 741,10A DESPESA DO PLANO DE OBRAS E El1IPAMENTOS, 00 EXERCÍCIO DE
1945, À FIXADA EM UM BILHÃO DE CRUZEIROS E OBEDECERÁ A
SE-GuINTE DISTRIBUIÇÃO
1 - Departamento Administrativo do Serviço
,
Publioo ... 0 • • • • • • • • • • • •
2 - Conselho Naciorol de PetrÓleo ••.••••.
,
,
3 -
Ministerio da Aeronautica •••••.••••••4 -
Ministério da Agricultura •••••..••.••5 -
Ministério da Educação e Saúde •••••••6 -
Ministério da Fazenda ••••••••••••••••7 -
Ministério da Guerra •••••.•••.•••••.•8 -
Ministério da Justiça e NegÓciosInte-.
nores ... o • o • o • • • !t • • • • • • • • • • • • • •
9 - Ministério da Marinha ••.••••••.•..•.•
o -
Ministério das RelaçÕeS Exteriores ••• 1 - Ministério do Trabalho, IndÚstria e C,2,
mercio ... .
2 - Ministério da Viação e Obras PÚblicas.
TOl'AL DA DESPESA: ••••••••••••••••••••
Cr$
200 000,00
15 000 000,00
90 000 000,00
74 096 536,00
61 976 392,00
6
865 000,0076 000 000,00
60 000 000,00
15 f!t5 000,00
5 375 000,00
6
512 000,00588 099
119,0035
-EXERCÍCIO DE 1946
(Decreto-lei rP 8 497, de 29 de dezembro de 1945)
RECEITA
Cr$
1 - Taxa sôbre operações cambiais •• 0 0 • • • • • 300 000 000,00
2 - Lucro das operações bancárias em que o
Tesouro tenha co-participação •••...• 150 000 000,00
3 -
Produto de cambiais provenientes do ou-ro remetido para o exterior •••.•...•4 -
Juros das contas do Plano no Banco doBrasi 1 ... .
5 -
Dividendos de capitais da União empreg!; dos em sociedades de economia mista e autarquias de exploração comercial e
in-dust rlal ... .
6 -
Produto de operações de credito •••....7 -
Saldo que foram apurados em balanços ••8 -
Eventuais • • • • • • • • • • • • • • • 'O • • • • • • • • • • • • •30 000 000,00
50
000
000,00200 OO'J 000,00
270 000 000,00
TOTAL DA REC~TA ••••••••...•.••..•.• 1 000 000 000,00
O Ministro da Fazenda foi autorizado, por êste
mesmo decreto-lei, a pronover as ope rações de crédi to que se
fizessem necessários até o limite de Cr$ 200 000 010,00
RECEITA 00 PLANO DE OBRAS E E2UIPAMENl'OS EFETIV AMENTE OBTIDA
PELO BANCO DO BRASIL PARA O EXERCÍCIO DE
1946
Cr$
1 - Taxa sôbre operaçÕes cambiais
119 899 251,80
-
,
2 - Lucros de operaçoes bancarias em que o
Tesouro tenha co-participação
15 324 958,30
3 -
Produto de cambiais provenie ntes doou-ro remetido ao exterior o • • • • • • • • • o • • • • o
4 - Juros da conta do Plano no Banco do
Bra-sil ...•...••••.•••••••
16 656 405,90
5 -
Dividendos de capitais da União emprega-dos em sociedades de economia mista e autarquias de exploração comercial e indu!!
tria18··· ... 0
6 -
Produto de operações de crédito •••.••.•7 - Saldos que fo rem apurado s em balanços .•
6 874 620,00
8 -
Eventuais ••••••••••••..•.•..•.•••••.••• 18926
103,20I
\
i,
\
~
37
-A DESPES-A DO PL-ANO DE OBR-AS E EQUIPAf~"TOS, NO EXERCÍCIO DE
19463 FIXADA EM UM BILHÃO DE CRU7.E!ROS E OBEDECERÁ A
SEGUIN-TE DISTRIBUIÇÃO:
1 - Departamento Administrativo do Serviço
PÚb li co ... .. o • • 00 • o • • • • • • • • • • . . . .
,
2 - Conselho Nacional de Petroleo •••••.••
,
,
3 -
Ministerio da Aeronautica o • • • • • • • • • I) o,
4 -
Ministerio da Agricultura,
- ,
5 -
Yánisterio da Educaçao e Saude •••••••6 -
Ministério da Fazenda •••••.•...••.•7 -
Ministério da Guerra •• , .•.•....••••••, ~
8 -
Ministerio da Just.iça e Negocios1n-te ri ore s ... fi Co o Co fi • e o • o fi fi fi o
9 -
Ministério daMarinha ••••...•. , •.••
,
-O - Ministerio das Relaçoes Exteriores •••
,
;1 - Ministerio do Trabalho, Irrlustria e C,2
,
.
merc1.0 •• o • • • • • • • ! • • • • • • • C!' fi e o • !!' • • li • • • •
2 - Ministério da Viação e Obras PÚblicas.
Cr$
500 000,00
15 000 000,00
90 000 000,00
74 663 303,00
60 458 697,00
7 000 000,,00
76 000 000,00
60 000 000,00
16 000 000,00
5
375 OOO~OO7
000 000,00588
000 000,00DEsPESA EFETUADA PARA EXECUÇÃO 00 PLAOO EM 1946
6rgãos do Executivo
P a g o sRestos a pagar
1 -
D.A.S.P.
2 - C.N.
Petróleo
15 000 000,ao
,
.
3 -
M. Aeronaut1ca
86 192 683,00,
30 267 493,20 22 807 285,50 4 - M.E.
e Saude
5 -
M. Fazenda
1 300 198,70 3 717 760,006 -
M. Guerra
65 028 546,90 641 108,907 -
M. Justiça
14 180 486 ,80 25 799 668,108 - M. Marinh3. 15 631 930,60 354 968,70
9 - M.
Agri cult ura
42 410 346,60 2 293 118,40O -
M.ReI. Exteriores
2 454 082,20 618 733,801 -
M. Trabalho
2 500 000,00 3 627 386,002 - M.V.O.
Públicas
499 813 798,50 37 573 484,50TOTAL: .0 •••••••••• 774 779 566,50 97 433 513,90
TOTAL GERAL: ••...•...•••...••
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872 213 080,40I
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EXECUÇÃO 00 PIAOO DE OBRAS E EQUIPAMENTOS
RECEITA
ARRECADADA
191.,.4
1945
1946
Receita orçada por ano
RECEITA
APLICADA
OeSpe$a total
D.A.S.P,
Conselho Nacional
do Petr6leo
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Aeronáutica
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Agr icultura
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Guerra ,('\;,~,', ,:)',,':' :; ~.'': ." :".: ;;r.-:c ::';;' ,.:" J Ministlrio da Justi- I
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Marinha
Minlsté'io das Rela-çóes [der i ores
Minist4,io do
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Fazenda
. Ministério da Guerra
M i n i st"da Just
i-c;a e Neg. I n ter iores Ministerio da Marinha
Minist. das ReI
a-coes Exteriores
Minist. do Tra-balho, Indústria
e Comere io
Ministoda via'8o
e Obras PlÁbl icas
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