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Plano de obras e equipamentos

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Academic year: 2017

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(1)

O fenômeno do subdesenvolvimento nos países de á-rea continental, como o Brasil, apresenta-se com extraordi-nária variedade de aspectos. Se aplicássemos a classifica-ção de Wageman às várias regiões do Brasil, certamente se e§ gotaria o famoso esquema: temos desde zonas

supercapitalis-tas, como São Paulo e o Distrito Federal, até zonas acapit~

listas, como certas partes de Mato Grosso e Amazon~s. Essa diversidade de graus de subdesenvolvimento, que chega a ex-tremos de sUQ-ocupação da própria terra, comunica ao plane-jamento regional importância suprema. As providências que

cumpre adotar, a fim de acelerar a marcha de umas regiões e regular a de outras, também variam quase de Estado para Es-tado. Está se formando no Brasil, sob a pressão dêsse con-glomerado de problemas coletivos, uma consciência da neces-sidade do planejamento.

Por fôrça de mandamentos constitucionais, em cer-tos casos, ou para levar a efeito iniciativas ,avu.lsas, em ol,! tros, o govêrno federal tem em marcha, no momento, vários PI'Q jetos de desenvolvimento econômico regional, alguns dêles, como o Plano de Valorização Econômica da Amazônia, com re-percussões sôbre vastas áreas do território nacional. Tra-~a-se em certos casos, de programas iniciados há mais de 30 anos e mantidos ininterruptamente desde então, como o das O-bras Contra a Sêca. Além do govêrno federal, os Estados do Rio Grande do Sul, de Minas Gerais e de Santa Catarina, en-tre outros, estão executando ou em vias de iniciar progra-mas de planejamento regional, c~m o objetivo de aumentar meios de transporte e a produção de energia elétrica. Ou-tros Estados já lançaram ou estão em entendimentos para la~

çar, conjuntam'ente, projetos de desenvolvimento econômico de regiões que lhes são comuns, como o Vale da Paraíba e o Va-le do Paraná-Uruguai.

(2)

- 2

-conjunto aqu~le em cUJa elaboraç~o se levam em canta todos os fatôres essenciais a um programa de desenvolvimento eco-nom1CO: as mudanças técnicas, a modificaç~o dos hábitos, pr~

ticas e ~étodos de trabalho das populações interessadas, os recursos técnicos e financeiros, o escalonamento das ativi-dades no tempo e sua distribuição 110 espaço etc.

No momento em que começam a surgir, no Brasil, e§ forços de planejamento Iegional de envergadura, é forçoso aI;! mentar o nómero de técl1icos brasileiros capazes de partici-par na elaboração dos planos já em curso, ou em véspera de

lançamento. Cumpre, sobretudo, familiarizar os altos func! onários de órgãos póLlicos com as técnicas de planejamento ~ provadas alhures, bem assim com as idéias emergentes no caID po da administração. Não será demais repetir: planejamento é uma tarefa eminer,temente administrativa.

Um dos meios de consecuçao de tal objetivo,é, sem dóviJa, a realização de cursos especIficos sôbre a matéria, cursos que incluam não apenas a teoria e a prática de plan~ jamento, senão também as disciplinas mais afins, como, por exemplo, antropologia cultural, geografia econômica etc. P~ ra ma10r eficiência de tais cursos e perfeita conjunçãodat~

oria com a prática, parece indicado que êles se ministrem no próprio meio em que se pretende operar,proporcionando assim aos estudantes uma oportunidade de ver como as noções e co-nhecimentos adquiridos se articulam, ou não, com a realida-de.

A Superintendência do Plano de Valorização Econô-mica da Amazônia (SPVEA) e a Fundação Getólio Vargas criaram, por meio de acôrdo celebrado em 1955, as condições necessá-rias para a realiiação de um curso dêsse tipo. Com efeito, sob os auspícios conjuntos dessas duas entidades, a Escola Brasileira de Administração Póblica organizou e iniciou, em setembro de 1955, o Curso de Planejamento Regional de Belém do Pará, o qual tem como centro de interêsse e fonte de exem

pIos o programa de trabalho da SPVEA.

(3)

do Govêrn0 do Estado do Pará, Prefei tura Municipal de Belém, Banco N&clonal do Desenvolvimento Econ8mico, Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Goiás, Banco de Crédito da Amazônia, Serviço Especial de Saúde Pública (SESP), TerritQ rio do Amapá, Primeira Zona Aérea, Oitava Região Militar, Serviço de Navegação do Amazonas e Administração do Pôrto do Pará (SNAPP), submetidos hs provas de seleção, 38 foram àpr2 vados e, em consequência, matriculados no Curso.

O primeiro dêsse tipo no Brasil e, ao que supomos, no mundo, o Curso visa, especIficamente, a transmitir as i-déias principais e informaç5es recentes sabre planejamento, administração e valorização dos recursos naturais, sociais, econ8micos e humanos de urna região. Os métodos de ensino ~ dotados no Curso incluem conferências, sem1nários, discus-s5es em grupo, análises de casos, excurdiscus-s5es, pesquisas indi viduais e em equipes, pelo que se exigiu tempo integral de professôres, estudantes e funcionários. O material de lei-tura e os casos para estudo, preparados pela EBAP e seleci2 nados de várias origens, destinam-se a proporcionar aos

in-teressados as mais autorizadas fontes de consulta, exoneraU do-os, assim, da necessidade de procurarem a documentaçâo pertinente h matéria.

Dentre os projetos de desenvolvimento regional, nacionais e estrangeiros, que a Escola examinou para seleci onar os mais expressivos, cabe indicar os constantes da li§ ta abaixo. Sôbre cada um dêsses proj etos, se preparou um c~ so, empregando-se "caso" no sentido moderno em que é usado nos programas de ensino e pesquisa.

O plano inicial de monografias compreendia 25 pr2 jetos. As dificuldades de execução, porém, fizeram que a E§ cola os reduzissem a 20: 1) Autoridad de Tierras; 2) Ban-co de Crédi~o da Amazônia; 3) Banco Nacional do Desenvolvi menta Econômico; 4) Centrais Elétricas de Minas Gerais; 5) Comissão Estadual '~e Energia Elétrica do Rio Grande do Sul; 6) Comissão Vale d0 São Francisco; 7) Companhia Siderúrgica Nacional; 8) Comp'nhia Vale do Rio Doce; 9) CangaBelga

(4)

0 4 0

-bras de Saneamento; 15) Eletrobrás; 16) Hidro~Elétrica do São Franc.isco; 17) Plano Hidrelétrico de Brokopongo; 18) Pi!! no do Carvão Nacional; 19) Superintendência do Plano de Va-lorização Econômica da Amazônia; 20) Tennessee Valley Au thori ty.

Ao empreender a tare·fa, aparen temen te simples, de preparar os históricos (casos) dos projetos de desenvolvime~

to econômico e regional, escolhidos para constituir a docu -mentação viva do Curso, longe estava a EBAP de antever as di ficuldades, quase invencíveis, com que teve que se defron-tar. O principal obstáculo, e que em certas ocaS1oes assu. miu agudeza desesperadora, foi a escassez de pessoal com ca-pacidade para fazer o levantamento dos fatos, digerir a docy mentação levantada, analisá-la e concatená-la de forma

lógi-ca. A maioria das pessoas capazes de semelhante tarefa en -contra·s~ completamente absorvidas pelas funções que já e-xercem. Em 90% dos casos, houve necessidade de transferir a mesma tarefa a um segundo, a um terceiro, a um quarto, a um quinto e até mesmo a um sexto colaborador, ou porque o prazo para entrega dos trabalhos não pudera ser cumprido, ou porque o padr;o técnico desejado pp.la Escola não fôra atingido. A despeito de tais esforços, a Esr.ola reconhece que nem sempre atingiu o ambicionado grau de excelência técnica. Outra di-ficuldade consistiu na ausência de informações e na resistêQ cia de alguns dos órgãos pertinentes em fornecer ou criticar tais informações. Salvo em três casos, entendimentos pesso-ais, cartas, telegramas e telefonemas ou não bastaram para veu cer essa dificuldade, ou produziram efeitos medíocres.

A despeito de tudo, perseverou a Escola na tarefa de elaborar esta série de casos, a fim de não frustrar o obj~ ti vo de proporcionar, aos alunos, informações reai s sôbre pl ~

nejamento regional, colhidas na intimidade de experiênciascop cretas. Parecia-nos que as di feren tes si tuações estudadas ne§ ta série de históricos permitiriam aos alunos diagnosticar as instâncias de planejamento patológico, os erros de origem, a

ausência de coordenação en tre pLanej amen to e execução, a de.s continuidade administrativa, assim como também identificar as situações institucionalmente sãs, em que ao lado de planeja-mento ortodoxo existe execução ordenada.

(5)

1n-clui os nomes dos que participaram mais ativamente. Seriadi f{cil determinar o grau de participação de cada colabora-dor. O concurso de alguns limitou-se às primeiras tentati-vas de reunião dos' fatos, tentatitentati-vas que, pelasdificulda-des já apontadas, nem sempre foram levadas a bom têrmo. Oy tros, além do levantamento dos fatos, aceitaram a responsa-bilidade de rascunhar os anteprojetos; outros participaram na crítica e revisão; outros, na revisão de revisões. Dois nomes merecem destaque especial; o de Marialice Moura Pes-soa, professôra de Antropologia Cultural (EBAP), que chefi-ou o grupo de pesquisadores; e o de Arnaldo Pessoa, profes-sor de Introdução à Administração Pública (EBAP) que, leva~

do a dedicação ao extremo, acumulou, com as obrigações de sua cadeira, a tarefa de rever a maioria dos trabalhos.

A EBAP contraiu uma dívida de gratidão com os prQ fessôres e técnicos de seu quadro e de outras organizações, os qua~s concorreram, uns mais, outros menos, todos certa-mente de boa vontade, para a realização da tarefa, que cus-tou longos meses de labor, muitas canseiras e exigiu devot! mento sem igual por parte de alguns.

Rio de Janeiro, novembro de 1955

(6)

6

-Lista dos participantes na elaboração desta série de monografias:

Pesquisadores e Redatores: Antônio Gui.ar~es, Ary Guerra Qu i n te II a, C I i a M. D' A L bu qu e r

-que, Dulce A. Gallo, Florindo Villa-llvarez, Iber~ de Souza Cardoso, Jayme Cunha, José Rodrigues Senna, Juvenal Osório

Gomes, Lucy Marques de Souza, Luiz Fernando Fontenelle, Ma-rietta Campos, Pierre Van der Meiren, S;rgio Queiroz Duar-te, Sophia Lachs, J. Timo theo da Cos ta e Zi lah V. Teixeira.

Críticos: Alfred Davidson, Antônio Guimaries, Arnaldo

Pes-soa, Benedicto Silva, Carlos Castelo Branco, Ceu-rio de Oliveira, Florindo Villa-llvarez, Geraldo Wilson Nu-nan, Jayme Cunha, Jesus Soares Pereira, Joao Guilherme Ara·

gão, Marialice Moura Pessoa, Noé de Freitas e Ottolmy Strauch e a Companhia Siderúrgica Nacional e o Departamen

-to Nacional de Obras de Saneamen-to.

Revisores: Aédo de Carvoliva, Anna Botelho Benjamim, Antô-nio GULmaries, Arnaldo Pessoa, Augusto Martins Bahiense, Benedicto Silva, Diogo Lordello de Mello, José Mg

ria Arantes, Jesus Soares Pereira, Juvenal Osório Gomes, Pe-dro Maia Filho e Sophia Lachs.

* ***

(7)

tematizar sÔbre o

PLA~jO

Dh OBillI.J E K.UIPAil.UiIfO.;)

o

Participaram na sua ela boração as seguintes pe.§.

soas:

Pesquisa e H.edação - Cléa

ho

D'Albuquerque

Critica - Antônio GuiI.:larães

Arnaldo Pessoa

Benedicto Silva

Harialice i-loura Pessoa

Revisão

- Aedo de Carvoliva

,

(8)

I - O PLANO ESPECIAL DE OBRAS PÚBLICAS E

APAREIlIAMENTO DE DEFESA i-tACIONAL

Com

a instituição do Plano de Obras PÚblicas e

Aparelhamento Nacional (1), o Govêrno do Brasil procurou

a-dotar pela primeira vez

um

programa geral, único, de

finan-ciamento dae obras pÚblicas e de outros empreendimentos de

sua oompetência. O Plano visaria a "promover a criação de

indústrias básicas, com a siderurgia e out ra s, e a

execu-ção de obras públicas, bem como prover a defesa n:lcional ms

elementos necessários

à

ordem e

à

segurança do pais". A ini

ciativa gpvernamental foi, em grande parte, sobretudo,

cau-sada pela situação internacional de então, que prenunciavao

desencadeamento de UDl9- segunda grame guerra, tomando im-perativo providências especiais no campo econômico financei

ro.

A execução do Plano Cl.8taria, pelas estimati'

-vas então feitas, a importância de

3

000 000 000$000 (três

milhões de contos de réiS), para um perÍodo de cinco anos

e a ser aplica.da mediAnte crécU,tos especiais abertos pela

"quinta parte" ("obras") do Orçamento da República. Ao

mes-mo tElllpO, o Decreto-lei estabeleceu que as despesas

conse-qHen1Bs co ITer:l,.am

conta de recursos próprios, sem

preju1-zo, portanto, do eouil!brio das receitas e despesas

públi-cas", de fo

ma

que formou, também, UDl9- recei. ta especial

(9)

ra o Plano, procedente de:

- taxas, c riadas ou a serem criadas, sôbre

op~

-raqoes camhiais;

- lucros das. operações bancária s em que o

Te-souro tivesse co-participação;

- produto das cambiais, provenientes do

ouro

metálico~

já adquirido e a adquirir, que

ex-cedesse a

28

toneladas e fôsse remetido para

o·exteri()r;

- produto de ouaisquer operações de crédito r,!

alizadns para o fim especipl de oue tratava

o decreto-lei, exclusive emissão de papel-m2

eda;

- juros da conta especial aberta no Banco

do

Brasil para a centralização dos recursos pr,!

vistos no decreto-lei criador do Plano;

- saldo porventura verificado com a

execu~ão d:>

Plano no exercício anterior.

tsses recursos seriam arrecadados pelo Ministi

rio da Fazenda e depositados no Banco do Brasil, em conta

~

pecial, Que se movimentaria sob a responsabilidade do

titu-lar daquêle ministério.

Talvez seja oportuno mencionar alguns aspectos

da administração da receita e da despesa do Plano Especial·

de Obras PÚblicas e de Aparelhamento da Defesa Nacional,

~

(10)

- 9

~

quando se criou seu sucesscç o Plano de Obras e

Equipamen-tos ..

Cabia ao Ministério da Fazenda, então,por sua

Comissão de Orçamento, elaborar a proposta orçamentária

ge-ral do Govêrno da União. Com a criação do Plano Especial,a

Comissão passou a elaborar um orçamento paralelo para o me~

mo, no qual. se inc1uiam tÔdas as obras aprovadas pelo Presi

dente da RepÚblica. A distribuição das verbas aos

diferen-~

,

-

,

tes ministerios e orgaos encarregados de executar as varias

partes do Plano, era-feita através do Tribunal de Contas,s~

gundo tabelas fornecidas pelo Ministério da Fazenda .. As ope

rações de receita e despesa do Plano eram demonstradas pela

,

..

Contadoria Geral da Republica em balanço a parte,

incorpo-,

rando-se, porem, seus resultados ao balanço patrimonial da

União.

As fontes de receita para o Plano Especial, a,!

sim como af:fXação das despesas afetas ao mesmo Plano,

figu-ravam em orçamento especial, mas as verbas eram

distribu1-das como o são quaisquer outras, o que vale dizer que se s~

guia o Código de Contabilidade.. (2)

Segundo êste, a distribuição de verbas fixadas

,

,

O Codigo de Contabilidade, aprovado pelo Decreto numero 15

783

de

8

de nOVEmbro de 1922, estabelece os princi-pios dentro dos quais se processarão os ne~ócios finan-ceiros (receita

e

despesa) do Estado.. O Codigo de Con-A f tabi1idade tem um regulamento que amplia esses

(11)

no orçamento para despesa não

é

registrada automàticamente

por seu montante no Tribunal de Contas. O Tribunal de

Con-tas faz apenas um lançamento, em seus registros, das verbas

..

,

consignadas a despesa orçamentaria.

Quando se trata, por exemplo, de caltratos com

empresas particulares para execução de obras pÚblicas, tais

obras não poderão ser executadas antes do registro no Tribu

, A _

nal de Contas, oue se pronunciara.sobre a perfeiçao do ato,

isto

é,

se ao contrado antecedeu a concorrência, processo ,

por si só, demorado.

Terminado o exercício financeiro, há um

perfo-do adicional, de }2 a 31 de janeiro (já dentro de novo exe~ creio, portanto), para a continuação do pagamento d~s desp.!!!

sas empenhadas, isto

é,

registradas no TrHunal de Contas,

com tôdas as exigências legais. Contudo, êste pagamento ,só

será considerado devido, se tais empenhos tiverem sido

re-gistl'f'!dos até 15 de janeiro. Estas despesas recebem o nome

de "restos apagar", são despesas nao efetuadas, mas cujo

numerário se encont ra depositado. As despesas não registl"!.

das no Tribunal de Contas até 15 de janeiro são denominadas

"exerc{cias findos" e absorvidas pelo balanço geral do

orça-mento:

Os flrestos a pagar" são fàcilmente liqYrl.dados

pela receita do orçamento encerrado, pois o dinheiro correA

pondente está Em depósito. Mas, no caso de despesas arrola

(12)

se 11 se

-rá possível por meio de dotações consignadas em orçamento

futur,9, processo moroso para reconhecimento da divida e sua

liquidação. Por causa do registro prévio, as verbas sao

distribuídas com grande atraso; às vêzes, são recebidas no

fim do primeiro sEmestre, quantias destiM.das a obras que ~

veriam ter tido iníei. o no princípio do mesmo.

o

Decreto-lei que instituiu o Plano, dando-lhe caráter de lei especial, a vigorar por cinco anos ,admitiu o

registro por total das verbas destinadas a seu custeio. Os

t ...

gastos parciais eram distribu1dos de acordo com as tabelas

discriminstivas feitas pelo Ministério da Fazenda, e seu

registro ere. feito...,!! posteriori.

A distribuição era rápida, portanto as verbas

destinadas anualmente a:> Plano eram incluÍdas sob a rubrica

rtrestos apagar", fugindo elas, por isso à possibilidade ,

considerada altamente prejudicial

à

execução das obras

pro-postas, de cair em na categoria "exercícios findos". Um

re-gime contábil menos rÍgido que concorreu para o êxito do

Plano.

Importante aspecto a ser destacado ainda, do

decreto-lei n2 1 058 é o do

§

22 do artigo

4

2 : "Os

Ministé-rios não poderão, dentro da quota anual que lhes rôr

atri-buÍda' dispender mais de 10% com despesas de pessoal".

Ve-rifica-se o cuidado do legislador em procurar impedir

fôs-sem malbaratados os recursos do Plano na criação de

(13)

foi feita, além de arbitrária, era óbice à flexibilid~de,no

,

-terreno financeiro,. que se dava a execuçao das obras . •

A mão-de-obra, evidentemente, é sempre supe~

or àquela taxa fixada, e a conseqüência necessária terá

si-do imperativamente, ou o pagamento si-do excesso pelas verbas

do orçamento ordinário ou alguma modalidade de

~ilização

:i!!

prÓpria de créditos. Aliás, ao que tmo faz crer, respeit!

da estritamente a percentagem, inexeqMvel se tornaria, se

não tôdas, pelo menos a quase totalidade das obras.

o

Presidente da República, ao em ejo do esgot!,

A ,

mento do prazo de vigencia do Plano Especial de Obras PUbli

cas e Aparelhamento. da Defesa Nacional, determinou ao Mini~

tério da Fazenda procedesse aos necessários estudos para a

instituição de um novo Plano de Obras, para vigorar por

mais cinco anos, a partir de 1944 (3). A oportunidade foi otimamente aproveitada, especialmente para a análise e

cri-tica do plano oue expirava. A aplicação do Plano Especial,

durante cinco anos, provou Que o sistema por ê1e estabeleci

do se mostrarp. ~ntajoso, recomendando-se, por isso, a con-tinuação da prPtica. As principais vantagens observadas se

(3) A análise que se segue foi condensada do Relatório nQ

517, de 13-12-43, apresentado pela Comissão de Orçamen-to do Ministério da Fazenda ao respectivo Ministro onde se faziam sugestões sôbre financiamento e com.role de obra s pública s. ~ste relatório informou a Exposição de Motivos nQ 2 733, de#15-12-43, do Ministro da Fazenda

ao Presidente da Republica, aprovada pelo Presidente a

(14)

13

-referiam aos critérios orçamentários decorrentes, que

con-sistiramj do modo principal. no estabelecimento de um siste

ma contábil uniforme e mais apropi~adoj propiciando que

es-tudos posteriores pudessem vir a indicar um regime definiti,

vo e, concomitantemente, afastaram as obrus públicas da

ri-gidêz do principio da anualidade~ em não poucos casos

acor-rentando obras, para seu at endimento j a métodos de

realiza-ção opostos

às

exigências das técnicas de engenharia.

o

exame da execução do Plano Especial, por ou-tro lados deixou também claro que, se proveitosa fôra a

ex-periência, mais útil ainda seria o processo de planejamento

financeiro, se fôssem feitas ce~as alterações no mesmo.

Tais alterações incidiram sÔbre;

- a planificação conjunta de tôdas as obras pú

blicas civis, substituindo I)S planos isolados e esparsos epe

se coordenavam e ingressavam no Plano ~special em virtudeda

a pro'vaçao pelo President e da IlepÚblica;

~ a separação das obras públicas civis das de carater milit'l r, ligadas ao esfôrço de guerra.;

- o tratamento especifico dos investimentos ~

'[8. a defesa ns cionals em virtude do Estado de Beligerância

em que se encontrava o palss a partir de agôsto de

1943;

- a unificaqão da Verba

5,

"Obras" j do orçamen

to ordinário, com as verbas do Plano, para o custeio das

(15)

- a adoção de sistema contábil especial para

as verba s do novo plano.

A-Planificação em amplitude Nacional

o

Plano Especial incluÍa investimentos a que nao faltaram o necessário estudo Quanto

à

oportunid2de,

ex-tensão ou localização. Mas não est"vam subordinadas as

o-bras a wn planejé'mento préviO, amplo e total, do qual os em

preendimentos fôesem apenas programas parciais. Um plano

de obras pÚblicas p9ra o pais, teria de supor um conjunto

de projetos, racionalmente entrelaçados, e não realizações

dêsse ou daquele Ministério, desmEmbradas do planejamento

geral.

Como as obras públicas federais deveriam abra!!,

, A A

ger todo o territorio nacional e influir sobre toda a est~

tura econÔmico-social do pais, teri<Jllelas de ser tot;almente

planificadas - o que determinaria se sobrepuzesse o planej!

mento nacional aos planejamentos parciais dos órgãos da

ad-ministração federal.

De acôrdo com a técnica de planificação, a ex,!

-

"

-cuçao de Qualquer obra publica e realizada em funçao do p~ no geral em Que se integra. Assim, qualquer rodovia nova,

,

qualquer novo ramal ferrovia rio, deve constituir um

proble-ma parcial, situ~do dentro do problema geral,res~ltante das necessidpdes comprovadas de saneamento, çolonização,

(16)

15

-Qu:l.ndo se planifica economia privada,

interfe-re-s e sôbre a inicia ti va individual e a li n-e

concorr~nc

ia • Mas, quando se trata da economia pública, ficam excluÍdos

êstes inconvenientes. O Estado visa a fins gerais em tôdas

as suas atividades, sem se subordinar ao lucro e ao êxito

i

mediato.

Dêste modo, para um novo Plano, far-se-ia a

planificação de tÔdas as obras pÚblicas civis federais, que

passariam a ser encaradas no âmbito nacional; as

necessida-des locais seriam estudadas em função das necessidanecessida-des

re-gionais, e estas, em função das nacionais.

Examinou-se, na transição do plano antigo, que

se extinguia, para o novo plano, com especial destaque, o

problema dos edifícios públicos.

:&n relação a tais obras, o nais importante

se-ria a fixação do regime de prioridades, para efetivação do

principio da "realização do mais necessário, entre tudo que

é

necessário", através de órgão especÍfico.

Obras civis e obras militares

Embora se observe a existência de laços de ve~ dadeiro entrosamento entre as obras civis e as militares

,

nem sempre êste interrelacionamento se apresenta no

senti-do inverso, isto

é,

entre as obras militares e as civis.Di~

tinguem-se umas das outras especialmente pelas finalidade s

(17)

aten-~

der ao sentido assistencial, ao bem-estpr social, a

segu-rança interna, as militares não se apresentElm tão

imediata-mente vinculadas aos mesmos propÓsitos, eis que seu escopo

é

a salvaguarda da soberania nacional. As obras mi1itare~

quando necessitam ser erguidas, se prendem apenas aos

dita-mes da estratégia, podendo outros resultados delas advirem,

como meras conseqftências.

Para que o estado de beligerânc:iP. em que se

encontrava o pais, desde agôsto de

1943,

não viesse influir

desproporcionalmente sôbre as receitas do novo plano, abso!:

vendo a melhor parte dos recursos nas obras de defesa naci.Q

nal; para respeitar o tradicional destaque Que sempre

tive-ram, na administração pública, as despesas militares; e

pa-ra _ assegupa-rar mior liberdade de movimentos do Estado na exe

-

(

cuçao de obras militares, foram elas exclUldas do orçamento

especial, passando a ser custeadas por créditos extraordin~

rios.

A exclusão das obras militares do novo plano,

permitiriam atendê-las com recursos especiais, não só do

próprio Tesouro Nacional, como também atrDvés dos que

ad-viessem da "Lei de Finpréstimos e Arrendament-os" ,adotada na

pOlitica de guerra dos Estados Unidos. Graças, ainda, ao

planejamento isolado das obrp.s militares, m~nter-se-ia o c~

P A .

rater de emergencia e sigilo, exigidos pela guerra.

Por isso foram separados dois grupos de obras:

(18)

17

-Nota-se, todavia, que apesar da validade

abso-luta das razões que detenninaram a separação das duas

espé-cies de obras, o Plano resultante das teorias emergentes da

aplicação delas, incluiu verbas para os ministérios

milita-res, çuja utilização se faria em obras não integrantes do ,.

esforço de guerra.

Investimento s para a defesa Nacional

,

O Plano Especial tinha em mira atender as

o-bras pÚblicas e empt"eendimentos que visassem ao aparelhamen

to da defesa nacional, inclusive instalações e exploração

,

,

4e industrias basicas. No entanto, o Plano Especial

come-çou a ser executado no perÍodo de pré-guerra

(1939)

e se r~

alizou, em parte, depois de o Brasil ter sido levado ao CO!!

flito mundial, pois:tenninou em

1943.

Exatamente por infl}!

ência dêstes fatôres poÚticos, o programa de ap9.relhamento

da defesa nacional loi aten::lido quase int eiramente, porqua!!

to o total de créditos distribuídos para tal fim

correspon-deu a cêrca de

64%

dos recursos do Plano, além dos créditos

extraordinários concedidos para a mesma finalidade.

No momento em que se procedia a estudos para .2.

laboração de um novo plano q6.inqilenal - o Plano de Obras e

Equipamentos - loi necessário considerar o estado de beli~

rância em oue se encontrava o

pais..

As despesas com os

mi-,

,

nisterios militares, relativas a defesa nacional,

precisa-.

-

,

(19)

pro-posto que os créditos relativos ao atendimento da defesa

Il!

cional, como sejam as despesas militares realizadas

pelos

Ministérios

da

Guerra, Marinha e Aeronáutica, e aquisição de

material bélico e aparelhamento de defesa feitos pelo

Mini~

tério da Fazenda, fôssem atendidos por meio de créditos

ex-traordinários, não constando portanto das despesas a serem

realizadas pelo novo plano.

o

custeio das obras civis

A falta de um planejamento gerRl, em bases

na-cionAis, cada órgão da administração pública fêz o seu

pla-nejamento especifico, a ser custeado pelo Plano Especial,r,!

lativo a execução de obras públicAs.

Obtiveram estas obres, através do Plano Especi

al, créditos para executá-las que,

pr~ticamente,

consistiam

em refôrço das dotações que constavam do orçamento

ordiná-rio, para o mesmo fim, pois a verba

5

(orçamentária)

refe-rente a

11

Obra

Sll ,

continuou a constar do orçamento ordinário,

na vigência do Plano Especial, para custear uma série

de

obras que seriam executadas, também, por conta das dotações

do Plano Especial.

Ao prescreverem-se diretrizes para novo plano

qftinqftenal, foi sugerido que as quantias previstas no plano

futuro, para indústrias básicas e obras públicas civis,

fô~

,

sem reunida s as dotações da verba

5 -

"Obras", do orçamento

(20)

orçamen 19 orçamen

-,

to especial, paralelo ao orçamento ordinario.

Deixaria de aparecer, então, no orçamento ordi

ná-,

rio a verba "Obras", e ao plano mci onal para obras publicas

civis (em lugar de planos parciais a cargo de cada

ministé-rio) aplicar-se-iam os recursos financeiros englobando ave!

ba

5

e as receitas destinadas ao novo plano em um orçamento

especial, que custearia, com exclusividade, as obras

discri-minadas anualmente. .\grupar-se-iam tÔdas as receitas do n2

vo plano em um s~ conjunto, que abral'l?;eria tôdas as obras

,

publicas, inclusive as que vinham sendo dotadas pelo orçame.n

,

to ordinario.

o

orçamento para obras pÚblicas, assim consti-tuÍdo, substituiria oom 'Vantagem o do Plano Especial. Em pr!.

,

meiro lugar, excluindo o custeio das obras publicas do

orça-,

...

DEnto ordinario, este passaria a demonstrar, apems, as

des--

,

pesas de custeio da administraçao publica, e estas despesas

poderiam ser atendidas dentro das limites da receita norlIBl.

Em segundo lugar, como a-s obras pÚh1'lcas constituem inversão

de capital que materia.J.nente enriquece o patrimÔnio público,

muitas sendo de caráter reprodutivo (a siderurgia, por

exem-pIo), sua realização poderia ser custeada por meio de

opera-çÕes de crédito.

Sistem contábil especial para o novo Plano

As dificuldades surgidas para emprego, em tEmPO

útil, das dotaçÕeS orçamentárias (como foi explicado quando

(21)

riam anuladas pela aceitação do orçamento por projeto ,em

lu-gar do orçamento por exercício financeiro, conservado quando

da aplicação do primei ro plano q11i.nq'ttenal.

No orçamento por projeto, as quantias previstas

para cada ano, aplicáveis em projetos aprovados, são consid,!

radas devidas e indiscutíveiS, como o são as prestações

con-tratuais.

(4)

Os orçamentos. dos exercícios seguintes são auto

m.àticamente onerados das quantias que o projeto prevê para

cada ano e aparecem sob a rubrica de "Restos a pagar fi •

Para esclarecer, cem um exemplo, tomemos o da

construção de una rodovia para ser executada. em cinco anos •

Seria calculada em um custo q~ se dividiria em cinco parc~

las anuais, a serem fixadas de inÍcio. Estas parcelas

teri-am de gozar de inscrição automática no plano financeiro, da

primeira até a última. (desde que

não

houvesse revisão do

projeto inicial) sob pena de destruir-se todo o plano

elabo-rado o POderfams, também, tomar por exemplo o de um

comple-xo de obras heterogêneas, mas constituindo um projeto autôn2

mo, como seja o conjunto de obras contra as sêcas do

Nordes-te. Obra d~sse vulto importa na construção de açudes, estr,!!

das, canais de irrigação e trabalhos de colonização.

(22)

2l

--se-ia precisar, portantoj dentro de um plano qt1i nqftenal j

que no prireiro ano rôssem atacadas a construção de rodovias

e açudes; no segundo, iniciar-se~ia a colonização, além das

iniciais; no terceiro, surgi ria a irrigação, no quarto,

pro-vàvelmente, os açudes

estarianconstru:Ídos e não constaria

do orçamert> dotação para esta obra, nas apenas para continu!,

rem os trabalhos de irrigação; no quinto ano, o projeto pod!

ria não incluir mais nem rodovias, nan açudes, mas sômente os

trabalhos de irrigação e colonização. As obras surgiriam c2,

mo que dependentes umas das outras, e as dotações das obras

iniciadas depois do primeiro ano até o último, precisariam de

inscrição automática nos orçamentos anuais. Reduzir, por

e-N # _

xanplo, a dotaçao necessaria para colonizaçao, no segundo

a-no, ou para irrigação, no tercei ro, poderia significar a

destruição do plano,.: concehtdo oomo um grupo de serviços que

só deveriam ser executados em conjunto. Não se poderia

dis-cutir, cada ano, as dotaçÕes para cada obra do conjuntooElas

teriam de ser entregues, anualmerte, conforme previa o p1.ano

que as org:mizou.

II - O PIANO DE OBRAS E FgJIP AMENTOS

Institu1do pelo Decreto-lei na

6 144,

de

29-12-43,

o Plano de Obras e Equipamentos teria por objetivo

pro-graIIBr a execução de obras pÚblicas e o equipamento da

admi-nistração; vigoraria durante cinco anos, a êle destitl9.ndo-se

a importância global de cinco bilhões de cruzeiros,

(23)

A receita do Plano de Obras e Equipamentos con!!,

tituir-se-ia dos seguintes recursos:

- taxa sôbre operaçÕeS canbiais;

- lucro das ope raçÕes bancárias em que o

Tesou-ro tivesse co-participação;

- produto de cambiais provenientes do ouro reme

tido p:!. ra o exterior;

- juros de contas especiais, abertas no Banco

do Brasil S.A. para centralização dos recursos previstos

pa-ra

o prÓprio Plano, ban como os do Plano anterior, substi tu:Í

do;

- dividendos de capitais da União empregados em

sociedades de economia mista e autarquias de exploração

co-mercial ou iniustrial;

- #

- produto de operaçoes de credito;

- outras rendas que even tualJIente lhe fôssem ~

tri buÍdas •

Ficaria a cargo da Comissão de Orçamento do

Mi-nistério da Fazenda organizar as tabelas discrimina. ti vas, de

acôrdo com as quais o Tribunal de Contas faria a

distribui-ção, aos Ministérios, dos créditos a serem aplicados na

exe-cução do Plano de Obras e Equipamentos.

O financiameIto do Plano de Obras e

Equipamen-,

tos seria estudado em conjunto com o orçamento ordinario ,sob

a orientação daquela Comissão, com a qual os órgãos de pla~

(24)

23

-A ordem de prioridade da realização de obras e

aquisição de equipamentos seria indicada por especialistas ,

capazes de abranger todo o sistema nacional, indicando,

en-tre todos os serviços que o plano geral visasse a efetivar,

, f

quais os menos necessarios e, portanto, suscet1 vei s de ser

lrterrompidos. Esta complexa operação ficou a cargo da Comis

são de Orçanento do Ministério da Fazen::la até abril de

1945,

quando passou

à

oompetência do DASP.

A ordem de execução seria dada pela aprovação do

Presidente dà RepÚblica, anualmette,

à

aplicação dos

recur-sos, e no decorrer do exerci-cio, pelD regime de destaques.

Os recursos que oomporiam a receita do Plano de

Obras -e Equipamentos 'Senam '«l"l"'ecadados pelo Ministério da

Fazenda e centralizados em conta especial no Banro do Brasil,

a ser movinentada exclusivamente pelo Ministro da Fazenda

Quando rôssem celebrados contratos de valor superior a um

Dlilhão de cruzeirOs ,pa~'t"ealizal" despesas por conta do Pla

no, tais contratos ,fi<:a.rialB sujeitos a registro préviO pelo

Tribunal de Contas. Mas atroa quando o registro rôsse

nega-do o Presidente da RepÚblica poderia mandar executá-los, se

o bem público ou o interesse da administração o reclamasse.

-

,

-A comprovaçao primaria das despesas de execuçao

do Plano seria feita perante os Ministros e dirigentes de

órgãos subordinados

à

Presidência da República, e depois de

examinadas e julgadas seriam objeto de circunstanciado

(25)

tste, coordenaria todos os relatórios, para submetê-los

à

consideração do Presidente da RepÚblica, fazendo-os

acompa--

,

nhar do parecer da Comissao de Orçamento. Ate 30 de

setem-,

. ,

,

bro, o Presidente da Republica, atraves do Ministerio da

Fa-#

zenda, apresentaria ao Tribunal de Contas re1atorio das

ope-... , A I

raçoes realizadas no exercicio anterior, para que aquele

or-gão procedesse ao exame do mesmo. Neste relatório estariam

incluÍdas as prestaçÕes de contas referentes a contratos ma,!!

#

dados executar pelo Presidente da Republica, mesmo quando n~

gado o registro prévio pe10 Tribunal de Contas, para que

ês-te órgão pudesse examiná-los.

O Plano de Obras e Equipamentos teria um

Orça-, #

mento a parte do ordinario, e as ordens de pagamento

expe--didas por conta das dotaçÕeS J quando não utilizadas dentro do

exercicio seguinte. Também se in:1uiriam sob esta rubrica as

# ,

despesas autorizadas pelo Presidente da Republica ate 15 de

janeiro seguinte.

em face dos

Presidente

O Tribunal de Contas examinaria essas despesas,

elementos para êste fim contidos no relatório do

,

da Repub1ica.

À Contadoria Geral da RepÚblica caberia aprese,!!

tar, ao fim de cada exercício financeiro, o balanço do

orça-mento ordinário e, também, do orçamento do Plano, cujos

(26)

25

-III - EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA 00 PLANO DE OBBAS E

E-QUIPAMENrOS

A execução orçamentária em f unção do Plano de

Obras e Equipamentos conservou, com pequenas alterações

pe-culiares ~ as mesmas caracterlsti cas teóricas da execução do

orçam:lnto ordinário. Os atos de realização da receita

pre-,

vista e de investimentos pre-determinados, com a

correspon-dente co ntabili zação dos seus elementos, necessàriamente

fo-ram levados a efeito. O fluxo e o refluxo de va10res monetá

rios, como em todo o sistema brasileiro, e com mais razão

a-ima, não se prendia

à

ficção do Tesouro Nacional,efetivande

,

-se atraves do banqueiro ratural do Estado, o Banco do

Bra-sil. Ao mesmo tempo se mantinha o registro centralizado na

Contadoria Geral da RepÚblica, e o julgam:lnto da aplicação

dos recursos competia ao Tribunal de Contas.

O Plano de Obras e Equipamentos vigorou durante

t ' ,

os exercl.cios de

1944, 45

e

46,

semo que, neste ultimo ano,

foi determinado que as despesas com sua execução fôssem

to-talmente feitas dentro do exerc1cio financeiro, pois o Plano

seria extinto a partir de

1947.

Temos assim, no primei ro ano de vigência do PIa

no, um acréscimo da receita correspondente a

04 270

000000,0,

de 'restos a pagar" dp Plano Especial, que entraram como re-ceita, pelo fato dos contratos a que se destinavam terem

si-do cancelasi-dos

(5)

(27)

Para 1944, foi o seguinte o quadro de execução:

Receita estimada Receita obtida Receita efetiva-mente aplicada

Cr$

Cr$

Cr$

1 000 000 000,00

944

850 439,70 948 502 189,10

Da receita efetivamente apli cada

tR$

7':8173385,30

foram gastos em espéciê e

crt

219 328 802,80 foram

escri-turados como "restos a pagar".

Em relação ao exercício do ano de 1945, não é

possive1 que se arme quadro correspondente

à

execução

orça-mentária porque embora se saiba haver sido a receita obtida

(Cr$ 651 163 741,10) muito aquém da estimada ...••.•

(Cr$ 1 000 000 000,00), não foram publicadas informações a

respeito da receita efetivamente aplicada.

Se em 1945 a receita de pouco ultrapassou os

65% da previsão,

em

1946 mais se acentuaria o decÚnio d:> p~

no, para, afinal, em 1947 verificar-se sua extinção. A

re-cei ta do ano de 1946 não alcançou siquer os 2Of,.

,

E que o recurso de ma.:icr produtividade com que

contava o Plano (a taxa sôbre operações cambiais), foi

dimi-nuÍdo por fôrça do Decreto-lei ~ 9 025, de 27 de fevereiro

(28)

ju 27 ju

-lho de 1946 (6).

Temos então que, no 112 semestre de 1946,a

prin-cipalfonte de renda do Plano ficou seriamente comprometida,

e, a partir do 2Q semestre do mesmo ano, dei:xou de existir. Pode-se comparar o que foi dito com o quadro de recei ta do

Plano, em ane:xo, cujas cifras foram 00 lhidas do balanço da

Contadoria Geral da RepÚblica.

Para 1946, foi o seguinte o auadro de execução:

Receita estimada

Cr$

1 000 000 000,00

Receita obtida

Cr$

177 6tn.

339,20

Receita aplicada

Cr$

f!72 213 080,40

Da receita efeti. vamente aplicada,Q4 774779 :t6,50

foram gasto s em espéci e e

crt

97 433 513,90 foram es cri t

ura-dos em "restos a pagarll •

(29)

VERBAS DESTINADAS À EXECUÇÃO DO PLANO DE OBRAS E EQUIPAlENTOS

Exercicio de 1944

(Decreto-lei

nP 6

145, de 29-l2-43)

RECEITA

Cr$

1 - Taxa sôbre ope~çÕes cambiais

...

300 000 000,00

2 - Lucro das operações bancárias em que o

Tesouro tenha co-participação

...

150 000 000,00

3 - Produto de cambiais provenientes do ouro

remetido ao exterior •••••••••••••••••••

4 - Juros das contas do Plano no Banco do

Brasil ... 30 ()()() 000,00

5 - Dividendos de capitais da União

emprega-.dos em sociedade de: economia mista e

au-tarquias de exploração comercial e

in-dustrial ... 50 000 000,00

-

~

6 -

Produto de operaçoes de credito •••••.•• 200000

000,00

7 -

Saldos que foram apurados em balanços ••

8 -

Eventuais •••••••...•••.•••••••••••

270

000 000,00

TOTAL DA RECEITA ••.••...••..•••.••• 1 000 000 000,00

, # '" ..",

Paragrafo unico - A rubrica ''Eventuais'' serao levadas as

im-portâncias de "Restos a pagar" ~ provenientes da execução do

Plano Especial, as quais, por motivo de cancelamento de

con-tratos, foram mamadas assim escriturar pelo Ministro da

Fa-zenda.

O ?-anistro da Fazenda foi autorizado, por êste

(30)

fizessem necessárias, até o limite de Cr$ 200 000 000,00 (d,!!

zentos milhões de cruzeiros).

RECEITA 00 PLANO DE OBRAS E EQUIPAMENTOS EFE'l'IVAMFNTE OBTIDA

,

FEro BANCO 00 BRASIL PARA O EXERCICIO DE

1944

1 - Taxasôbre operações cambiais •••••••••

...

..

2 - lucro s das operaçoes bancari as em que

o Tesouro tenha co-participação

3 -

Produto de cambiais provenientes do ou-ro remetido ao exterior •••••••••.•••••

4 -

Juros de conta do Plano no Banco do Bra

.

-si1 ... e e Co ~ • • • Q • o o • • o • • • • Q

5 -

Dividendos de capitais da União empreg~

dos em sociedades de economia mista e

autarquias de exploração comercial e in

dust rial () .. o • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • o • • o o

6 -

Produto de operações de crédito •••• o • •

7 - Saldos que forem apurados em balanços .

8 - Event\l8.i 5 • • • • • • • • • • • • • • • o • • e e o • • o • • c o •

TOTAL • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • e . $ • • • OO

Cr$

555 755 766,70

68 044 151,90

22 872

980,90

16

744

200,00

281 433 34Q,20

(31)

A DESPESA 00 PLANO DE OBRAS E EQUIPAMENTOS, NO EXERCÍCIO DE

,

-

,

~, E FIXADA EM UM BILHAO DE CRUZEIROS E OBEDECERA A

SE-GUINTE DISTRIBUIÇÃO:

1 - Departamento Administrativo do Serviço

,

.

Pub li co . e _ • • • • • • • • • • • • • • • • • o • • • • • • • • •

2 - Conselho Nacional de PetrÓleo ••••••••

,

.

'

3 -

Minister10 da Aeronautica

...

4 -

Ministério da Agricultura

...

5 -

Ministério da Educação e Saúde •••••••

6 -

y~nistério da Fazenda •••••..••...••••

7 -

Ministério da Guerra •••••••••....••

A.

8 -

Ministério da Justiça e Negócios

Inte-r1.0res ... .

9 -

Ministério da Marinha ••••••.•••••••••

O - Ministério das Relações Exteriores •••

1 - Ministério do Trabalho, Indústria e C~

,

crt

200 000,00

15 000 000,00

90 000 000,00

83 212 210,00

113 461 589,00

10 865 000,00

81. 400 000,00

31 524 778,00

15 220 000,00

3 500 000,00

merci o ...•...•.• 1 500 000,00

2 - Ministério da Viação e Obras PÚb licas. 554 116 423,00

(32)

31

-D;ESPESA EFETIVAMF.NTE REALIZADA PAR.~ EXF..cuÇÃO DO PLANe EM

1944

ÓRGÃOS DO EXECUTIVO

1 - D.A.S.P.

2 - C.No

Petróleo

,

3 -

Mo

Aeronautica

4 -

M. Agricultura

5 -

M.E. e Saúde

6 -

Mo

Fazenda

7 -

M. Guerra

8 -

Justiça

9 - M. Marinha

O - M. Relo Exteriores

1 -

Mo

Trabalho

PAGOS

Cr$

1 250 000,00

89

033 629,10

44 216 543,60

25 580 864,70

3 572 909,60

66

230 692,20

15 585 686,60

15

219 929

,40

~69

681,40

1 500,00

RESTOS A

PAGAR

Cr$

13 750 000,00

966 370,90

35 091 220,70

46 305 5%,20

6 407 982,40

15 169 307,80

15 935 139,10

2 576 204,00

2 - l-f.V.O. PÚblicas

466 li3 449,70

82 926 990,80

TOTAL: ••••.••••••••••••

729 173 386,30

219 328 802,90

(33)

EXERCÍCIO DE 1945

(Decreto-lei nQ

7

213, de 30 de dezembro de 1944)

RECEITA

1 - Taxa sôbre ope raçÕes camiais

...

-

,

2 - Lucro das operaçoes bancarias em que o

Tesouro tenha co-participação •••••.••

3 -

Produto das cambiais provenientes de ouro remetido ao exterior ••.•.•....••

4 -

Juros das contas do Plano no Banco do

Bresil ... .

5 -

Dividendos de capitais da União

empre-gados em sociedades de economia mista

e autarquias de exploração comercial e

industrt alo ... .

6 -

Produto de operações de credito ••.•••

7 -

Saldos que foram apurados em balanços.

Cr$

300 000 000,00

150 000 000,00

30 000 000,00

50 000 000,00

200 000 000,00

8 - Eventuais ••.••..••...••••• 270 000 000,00

TOTAL DA RECEITA: •••••••••••••••••••• 1 000 000 000,00

O Ministro da Fazenda foi autorizado, por ~ste

mesmo decreto-lei, a promover as operaçÕes de c

di to qué se

fizessem necessárias, até o limite de Cr$ 200 000 000,00 (dE,

(34)

= 33

-RECEITA DO PLANO DE OBR!J.S E EQUIPA~~'l'OS EFETIVAMENTE OBTIDA

PELO BANCO DO BRASIL PARA O EXERCÍCIO DE 1945

Cr$

1 - Taxa sôbre operações cambiais ••

c...

627 034 779,10 2 - Lucros das operações bancárias

o Tesouro tenha co-participação

em que

3 -

Produto de cambiais provenientes do

ou-ro remetido para o exterior ••••••..• c.

4 -

Juros da conta do Plano no Banco do Bra

911 ... 0 • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 0

5 -

Di vi dendos de capitais da União empre~

dos em sociedades de economia mista e

autarquias de exploração correrei al e iQ

d ustrl. aI ... .

-

,

6 -

Produto de operaçoes de credi to •••••.•

7 -

Saldos que forem apurados em balanços.

4

922 846,30

8

359 8OO~OO

8 -

Eventuais •••••...••..•.•.•••.•.•.••

o..

651 163 741,10

(35)

A DESPESA DO PLANO DE OBRAS E El1IPAMENTOS, 00 EXERCÍCIO DE

1945, À FIXADA EM UM BILHÃO DE CRUZEIROS E OBEDECERÁ A

SE-GuINTE DISTRIBUIÇÃO

1 - Departamento Administrativo do Serviço

,

Publioo ... 0 • • • • • • • • • • • •

2 - Conselho Naciorol de PetrÓleo ••.••••.

,

,

3 -

Ministerio da Aeronautica •••••.••••••

4 -

Ministério da Agricultura •••••..••.••

5 -

Ministério da Educação e Saúde •••••••

6 -

Ministério da Fazenda ••••••••••••••••

7 -

Ministério da Guerra •••••.•••.•••••.•

8 -

Ministério da Justiça e NegÓcios

Inte-.

nores ... o • o • o • • • !t • • • • • • • • • • • • • •

9 - Ministério da Marinha ••.••••••.•..•.•

o -

Ministério das RelaçÕeS Exteriores ••• 1 - Ministério do Trabalho, IndÚstria e C,2

,

mercio ... .

2 - Ministério da Viação e Obras PÚblicas.

TOl'AL DA DESPESA: ••••••••••••••••••••

Cr$

200 000,00

15 000 000,00

90 000 000,00

74 096 536,00

61 976 392,00

6

865 000,00

76 000 000,00

60 000 000,00

15 f!t5 000,00

5 375 000,00

6

512 000,00

588 099

119,00

(36)

35

-EXERCÍCIO DE 1946

(Decreto-lei rP 8 497, de 29 de dezembro de 1945)

RECEITA

Cr$

1 - Taxa sôbre operações cambiais •• 0 0 • • • • • 300 000 000,00

2 - Lucro das operações bancárias em que o

Tesouro tenha co-participação •••...• 150 000 000,00

3 -

Produto de cambiais provenientes do ou-ro remetido para o exterior •••.•...•

4 -

Juros das contas do Plano no Banco do

Brasi 1 ... .

5 -

Dividendos de capitais da União empreg!; dos em sociedades de economia mista e au

tarquias de exploração comercial e

in-dust rlal ... .

6 -

Produto de operações de credito •••....

7 -

Saldo que foram apurados em balanços ••

8 -

Eventuais • • • • • • • • • • • • • • • 'O • • • • • • • • • • • • •

30 000 000,00

50

000

000,00

200 OO'J 000,00

270 000 000,00

TOTAL DA REC~TA ••••••••...•.••..•.• 1 000 000 000,00

O Ministro da Fazenda foi autorizado, por êste

mesmo decreto-lei, a pronover as ope rações de crédi to que se

fizessem necessários até o limite de Cr$ 200 000 010,00

(37)

RECEITA 00 PLANO DE OBRAS E E2UIPAMENl'OS EFETIV AMENTE OBTIDA

PELO BANCO DO BRASIL PARA O EXERCÍCIO DE

1946

Cr$

1 - Taxa sôbre operaçÕes cambiais

119 899 251,80

-

,

2 - Lucros de operaçoes bancarias em que o

Tesouro tenha co-participação

15 324 958,30

3 -

Produto de cambiais provenie ntes do

ou-ro remetido ao exterior o • • • • • • • • • o • • • • o

4 - Juros da conta do Plano no Banco do

Bra-sil ...•...••••.•••••••

16 656 405,90

5 -

Dividendos de capitais da União emprega-dos em sociedades de economia mista e au

tarquias de exploração comercial e indu!!

tria18··· ... 0

6 -

Produto de operações de crédito •••.••.•

7 - Saldos que fo rem apurado s em balanços .•

6 874 620,00

8 -

Eventuais ••••••••••••..•.•..•.•••••.••• 18

926

103,20

(38)

I

\

i,

\

~

37

-A DESPES-A DO PL-ANO DE OBR-AS E EQUIPAf~"TOS, NO EXERCÍCIO DE

19463 FIXADA EM UM BILHÃO DE CRU7.E!ROS E OBEDECERÁ A

SEGUIN-TE DISTRIBUIÇÃO:

1 - Departamento Administrativo do Serviço

PÚb li co ... .. o • • 00 • o • • • • • • • • • • . . . .

,

2 - Conselho Nacional de Petroleo •••••.••

,

,

3 -

Ministerio da Aeronautica o • • • • • • • • • I) o

,

4 -

Ministerio da Agricultura

,

- ,

5 -

Yánisterio da Educaçao e Saude •••••••

6 -

Ministério da Fazenda •••••.•...••.•

7 -

Ministério da Guerra •• , .•.•....••••••

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74 663 303,00

60 458 697,00

7 000 000,,00

76 000 000,00

60 000 000,00

16 000 000,00

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375 OOO~OO

7

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588

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(39)

DEsPESA EFETUADA PARA EXECUÇÃO 00 PLAOO EM 1946

6rgãos do Executivo

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Restos a pagar

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D.A.S.P.

2 - C.N.

Petróleo

15 000 000,

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3 -

M. Aeronaut1ca

86 192 683,00

,

30 267 493,20 22 807 285,50 4 - M.E.

e Saude

5 -

M. Fazenda

1 300 198,70 3 717 760,00

6 -

M. Guerra

65 028 546,90 641 108,90

7 -

M. Justiça

14 180 486 ,80 25 799 668,10

8 - M. Marinh3. 15 631 930,60 354 968,70

9 - M.

Agri cult ura

42 410 346,60 2 293 118,40

O -

M.ReI. Exteriores

2 454 082,20 618 733,80

1 -

M. Trabalho

2 500 000,00 3 627 386,00

2 - M.V.O.

Públicas

499 813 798,50 37 573 484,50

TOTAL: .0 •••••••••• 774 779 566,50 97 433 513,90

TOTAL GERAL: ••...•...•••...••

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872 213 080,40

I

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(40)

EXECUÇÃO 00 PIAOO DE OBRAS E EQUIPAMENTOS

RECEITA

ARRECADADA

191.,.4

1945

1946

Receita orçada por ano

RECEITA

APLICADA

(41)

OeSpe$a total

D.A.S.P,

Conselho Nacional

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Aeronáutica

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Despesa total

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Fazenda

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M i n i st"da Just

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Minist. das ReI

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e Comere io

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Referências

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