Makro Extravaganza: Como Foi
o Evento
Uma palavra: Incrível! E para quem não pode ir, confira tudo sobre a maior feira de food service do Brasil agora no 2N4S! Pre-pa-ra que o post desta semana está enorme para compensar meu sumiço de semana passada e também porque ninguém vai querer perder um detalhe do que foi a Makro Extravaganza 2013! Boa recepção! Logo na entrada, munido de seus documentos pessoais, se fazia a sua credencial e tinha acessos a todos os stands e eventos da feira. Nos dias que ocorreu 22, 23 e 24 de outubro, não houve relatos de problemas com as credenciais de ninguém.
Em todos os stands da feira haviam interação com o público, desde a simples entrega do panfleto da empresa à degustação, sorteios, brindes, e pasmem, tinha uma empresa (não deu para chegar perto porque estava muito lotado) que estava fazendo um churrasco, todos os visitantes adoraram. Ao perguntar para o público que passeava pelo pavilhão da ExpoCenter Norte todos afirmaram que a Makro esse ano foi a melhor de todos. A marca está de parabéns!
Semana passada, fiz um convite especial para a Batalha de Chef’s da Aro. Todo o público pode conferir de perto no espaço Gourmet da feira, o concurso de pertinho.
Fui a segunda dupla a se apresentar e não foi nada fácil, criar um prato em 40 minutos com ingredientes limitados e a adrenalina a mil. Terminei nas quartas de final, mas fico feliz de ter chegado até lá. E vou levar essa experiência para o resto da minha vida. Fica essa dica para os estudantes de gastronomia, participem de concursos! É muito muito legal e uma experiência única, muito empolgante e o aprendizado é o que se leva para a vida e a carreira.
Até a próxima,
Qualquer dúvida, e-mail ou twitter. Beijos!
Receita de Borsch: Sopa de
Beterraba
Cada família tem suas comidas tradicionais e na minha não é diferente. Na descrição do nosso perfil, eu comento que eu fui criada regada à cultura europeia, pois toda a minha família veio de lá. Por conta disso, desde pequena eu fui apresentada à culinária polonesa, ucraniana e alemã – mas a polonesa e
ucraniana predominou muito.
Quando eu tinha 7 anos, a hora do recreio era bem curiosa. Enquanto as crianças da minha idade levavam bolachas recheadas e salgadinhos no lanche, por diversas vezes a minha avó materna me levava um belo pote de Borsch (sopa de beterraba) e era no mínimo engraçado ver a cara das crianças ao me ver comer algo tão inusitado.
Um dos meus pratos favoritos da vida é a sopa de beterraba e sempre que eu vou para o Paraná visitar a minha família, a Borsch é um pedido garantido para a minha avó. Pois como eu contei, eu tomo essa sopa desde pequenininha.
Depois de 27 anos eu resolvi, por fim, tentar fazer a minha própria Borsch, pois não era possível que eu só pudesse toma-la uma vez ao ano. Porém, há uma complicação em fazer Borsch: assim como acontece com o Pesto Genovese, cada família faz de uma forma e como é uma sopa típica não só da Polônia, mas também da Ucrânia e da Rússia, as variações acontecem. Então eu fiz algo simples: peguei as dicas da minha avó sobre a sopa da minha família, pesquisei muitas receitas típicas e criei uma versão minha. Assim eu mantive intacta a da minha avó e a comerei apenas uma vez por ano mesmo, mas poderei matar a vontade com a minha – é que a da minha avó não é um creme e sim com pedaços de beterraba. O que eu posso garantir é que essa receita foi desenvolvida após muita pesquisa e muitas horas de trabalho e aperfeiçoamento.
1) 1kg de beterrabas (de preferência use beterrabas com ramas);
2) 2 colheres de sopa de nata;
3) 3 colheres de sopa de vinagre (o que você tiver, eu uso de arroz, mas pode ser o de maça);
4) Sal e pimenta do reino a gosto; 5) 1 colher de sopa de amido de milho; 6) ½ colher de sopa de azeite de oliva; 7) ½ cebola média;
8) 2 dentes de alho grandes.
Um dos ingredientes mais importantes de qualquer receita de Borsch é a nata. Em todo o sul do Brasil e em São Paulo a nata é facilmente encontrada em qualquer supermercado na área de frios, porém aqui no Rio de Janeiro simplesmente não existe – e olha que eu já procurei muito. Por sorte, quando eu vou para o Paraná eu trago um pequeno estoque de nata, então quase sempre eu tenho, porém para quem não a encontra, um ótimo substituto é o mascarpone. Para quem não encontra mascarpone pode ser usado o creme e leite fresco Mas confie em mim que o mascarpone é uma melhor opção de substituição
Comece removendo a rama da beterraba. Reserve.
Lave muito bem as beterrabas e corte-as ao meio. Não precisa descascar ainda, pois descascar a beterraba cozida é bem mais fácil Adicione água até que as beterrabas fiquem cobertas e deixe cozinhar por 40 minutos, ou até que elas fiquem macias.
Lave as ramas muito bem e corte-as, você irá aproveitar os talos e as folhas.
Coloque em uma panela e adicione água até cobrir. Deixe cozinhar até que os talos fiquem macios, escorra e reserve.
Quando as beterrabas estiverem macias, remova-as da panela e reserve a água.
pedaços menores. Em uma panela adicione o azeite, o alho e a cebola. Frite até que a cebola fique translúcida e então adicione a beterraba já picada e a água do cozimento que estava reservada:
Leve a panela ao fogo baixo e deixe cozinhar por mais 15-20 minutos, o objetivo é que a água reduza um pouco.
Passados os 15-20 minutos, adicione a um liquidificador a água do cozimento, as beterrabas e as duas colheres de nata. Bata muito bem para que tudo vire um creme.
Se o seu liquidificador não suportar todas as beterrabas e água, divida tudo em dois e bata duas vezes separadamente
Com o creme já batido, coloque-o em uma panela e adicione o vinagre e o amido de milho diluído em um pouco de água (para não empelotar). Leve ao fogo baixo e misture muito bem, pois o objetivo é que o amido de milho cozinhe e de uma leve encorpada na sopa, deixe no fogo mexendo sempre por 2-3 minutos. Adicione o sal e a pimenta a gosto e mexa bem.
Depois é só servir. A montagem é simples: coloque a Borsch, um pouco das ramas que estavam cozidas e reservadas e adicione um pouco de creme de leite para finalizar:
Essa sopa fica simplesmente incrível e é perfeita para quem ama Borsch e também para quem nunca provou e tem curiosidade de provar. Eu recomendo demais que seja feita, pois ela é boa tanto para o frio, quanto para o calor, pois a Borsch pode ser consumida quente ou fria.
A minha dica é sempre adicionar as ramas após o prato servido e não mistura-la à sopa, pois assim a montagem fica mais bonita e a distribuição fica bem mais harmoniosa
Informações sobre rendimento e calorias: Rendimento: de 6 a 8 porções;
Nostalgia: Cigarrinhos de
Chocolate Pan
A postagem de Nostalgia é uma das minhas favoritas, pois eu simplesmente amo me lembrar do que consumíamos antigamente e que simplesmente sumiu do mercado – ou mudou de nome e embalagem. Quem ai se lembra dos famosos Cigarrinhos de Chocolate Pan, que eram comercializados na década de 80/90?
A leitora Dai comentou sobre eles num dos posts de nostalgia e como lembrávamos também (e consumimos na época), nada melhor do que fazer um post especial para ele.
Quem é muito jovem não irá lembrar deste mito da infância de muita gente. Se pararmos para pensar, os produtos alimentícios são uma ótima forma de estudar a sociedade, pois você consegue imaginar a comercialização de cigarrinhos de chocolate nos dias de hoje? Parece surreal, mas eu via isso em mercados por toda a minha infância e eu comprava feliz da vida.
O sistema dos tais chocolates era simples: uma caixinha de papelão com tubinhos de chocolate embrulhados em papel
prateado. A proposta era simples também: chocolate que fazia alusão ao cigarro e que a criançada amava. O que temos que pensar é que na época o cigarro não era visto como um vilão como é visto hoje em dia. Na época ser fumante era considerado bonito e sofisticado. A visão mudou com o tempo (ainda bem) e a embalagem dos cigarrinhos de chocolate também:
Repare que foi tirada qualquer alusão ao cigarro da embalagem e o nome passou a ser apenas “rolinhos de chocolate ao leite”. Muita gente morre de saudade desse clássico, mas o que muita gente não repara é que os rolinhos de chocolate ao leite continuam sendo comercializados pela Pan, porém agora o nome é Chocolápis. O sistema é exatamente o mesmo, rolinhos de chocolate ao leite envoltos em papel metálico, porém agora cada rolinho é embrulhado numa cor de papel, pois não podemos nos esquecer que agora eles são lápis:
Esse é um post de nostalgia com um final feliz, pois o produto antigo apenas mudou de nome e de embalagem Eu já vi para vender em padarias e em lojas de doce – acredito que também tenha em supermercados