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Rev. Bras. Hematol. Hemoter. vol.25 número3

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Academic year: 2018

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Resumo do Edi tor Rev. bras. hematol. hemoter. 2003;25(3):133-134

Resu mo do Edi tor / Edi tor´s su mmary

Pr ofessor Adju n to do Departamen to de Clín i ca Médi ca da Facu ldade de Medi ci n a de São José do Ri o Pr eto-SP. Coorden ador da Un i dade de TMO do Hospi tal de Base São José do Ri o Preto, Fu n farme, Ci n tran s-Famerp.

Cor r espondência par a: Mi lton A. Ru i z Av. Bri gadei ro Fari a Li ma 5544 15090-000 – São José do Ri o Preto -SP E-mai l: mi lrui [email protected]

Mi lton A. Ru i z

O fascículo de número 3 da RBHH disponibiliza aos seus leitores uma carga de informação elevada, o que obrigou a produção a reduzir o corpo da letra habitualmen-te utilizada em edições anhabitualmen-teriores. O aumento das comunicações e do afluxo de novos manuscritos para avaliação tem obrigado a um atraso na veiculação destas contribui-ções. Este dado alvissareiro obriga os envolvidos na produção da RBHH a um esmero e cuidado redobrados, na parte relativa à diagramação, escolha da temática balancea-da e diversa, como o observado neste fascículo, em que são apresentados temas que abordam áreas distintas da hematologia, distribuídas nas seções de editoriais opinati-vos, artigos originais, relato de caso, revisão, resumo de tese, imagem e a nova seção denominada ten dên ci as, onde um tema será abordado por um ou mais autores convi-dados a apresentar sua experiência e opinião.

Scielo e fator de impacto

Os editores da lista de periódicos que constam da coleção Scielo – Brasil recebe-ram recentemente uma solicitação de informações em relação ao número de artigos submetidos, aceitos e publicados, com a finalidade de realizarem um estudo e iniciar um procedimento de atribuição do fator de impacto a cada uma das revistas indexadas na coleção.

Após esta informação, considero relevante dissertar sobre o tema, visto que a coleção Scielo é uma base de dados eletrônica e, em que pese ser uma grande vitrine para os periódicos nacionais e da América Latina, no presente momento o fator de impacto através da mesma somente é mensurado dentre as citações dos periódicos da própria coleção e ao número de acessos aos artigos da coleção. Com a Revista Brasi-leira de Hematologia e Hemoterapia (www.scielo.br/rbhh), hoje disponibilizada, sabe-mos que os principais acessos ao nosso periódico são para os artigos de revisão, gerais, e que, se considerarmos este público, indicam que as necessidades da comuni-dade que acessa a Scielo, seja de hematologistas, hemoterapeutas ou não, estão direcio-nadas para artigos básicos e gerais. Ou seja, artigos que não são considerados muito relevantes por diversos periódicos.

Por este motivo é que observamos a necessidade de instrumentos adicionais além do fator de impacto. Esta palavra, que na realidade é um índice introduzido na década de 60 através de Eugene Garfield junto com outros índices, visa determinar a impor-tância de cada periódico através de uma relação entre o que cada um publica e quanto dos seus artigos são citados nos periódicos constantes de sua lista. Com os estudos

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iniciais do autor citado, surgiu o ISI (In sti tute for Sci en ti fi c In for mati on) e chegou-se então à conclusão de que, na realidade, existe um percentual pequeno e restrito de bons (?) artigos publicados em poucas revistas científicas (porque são citados), che-gando-se à conclusão de que poucas revistas, na verdade, é que são relevantes. As-sim, somente estas é que detêm a informação e, portanto, deve-se somente publicar nestes periódicos. Este conceito e dogma obrigou muitas revistas a se desnacionalizarem em todo o mundo, modificando, muitas, até sua padronização habitual, com a finali-dade de se adequarem às normas do ISI, para obterem o fator de impacto numerica-mente elevado e, assim, por conseqüência, serem consideradas melhores e relevantes. Nesta seqüência, os periódicos científicos de línguas que não fosse a inglesa foram abatidos, e os que não se adequaram perderam importância, ou passaram a ter circu-lação restrita, e até desconsiderados por suas próprias comunidades científicas. Mui-tos dos que constavam da lista do ISI foram retirados, e os periódicos nacionais que nela constam, e que são poucos, estão abaixo do valor 1.0. À guisa de comparação, o periódico New En glan d Jour n al of Medi ci n e tem o fator de impacto acima de 20,0, e a única revista nacional com fator de impacto de 1,0 e atingida recentemente é a Jour n al Brazi li an Chemi cal Soci ety. Recentemente, a lista de editores da Organização Mundial de Editores Científicos (WAME), antigo grupo de Vancouver, da qual a RBHH faz parte juntamente com outros periódicos nacionais, tem discutido este tema e recebido opini-ões sobre o fator de impacto aferido pelo ISI. Muitos destes editores consideram o fator de impacto como relevante e até determinante para classificação dos periódicos, mas opiniões contrárias a estas existem e relatam que muitas revistas sem fator de impacto alto, ou que não o possuem por serem nacionais e mais restritas, publicam até artigos mais relevantes e importantes .

A colocação deste tema em discussão tem o objetivo de preparar a comunidade hematológica para o futuro da RBHH que se avizinha, com a finalidade de tomada de decisões em que uma das primeiras será em relação à continuidade de edição do periódico em português, ou edição em inglês, visto que um grande número de perió-dicos nacionais já é editado exclusivamente na língua inglesa. A segunda questão se deve à necessidade de investimentos internos de qualidade e de marketi n g visando elevar o número de citação e acesso ao nosso periódico na base de dado eletrônico do qual fazemos parte, além dos esforços em inserir o periódico nas bases de dados internacionais e responsáveis pelo fator de impacto.

Quelantes de ferro

Neste fascículo, Fabron Jr e Tricta F apresentam um artigo de revisão sobre o deferiprona, quelante de ferro surgido ao final da década de 50 e que junto com a desferrioxamina são os medicamentos mais utilizados para a remoção do excesso de ferro que se deposita nos pacientes cronicamente transfundidos, como os portadores de talassemia major.

A desferrioxamina, nas últimas três décadas, foi a droga utilizada para a remoção do ferro depositado nos tecidos com formulação para uso endovenoso e subcutâneo.O medicamento, apesar dos evidentes benefícios, não era isento de efeitos colaterais como reações alérgicas, alterações sensoriais e pulmonares. O uso subcutâneo ou endovenoso sempre foi um transtorno, ocorrendo desistências ou mesmo subtratamento em muitos pacientes. Existem protocolos de uso conjunto dos dois medicamentos. Por este motivo é que o deferiprona, na forma oral, vem propiciar um avanço, além do que trabalhos recentes demonstram um efeito cardioprotetor deste quelante do ferro sobre o órgão responsável por um grande número de óbitos de pacientes talassêmicos sub-metidos a suporte transfusional prolongado.

Referências

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