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A Indústria sob controlo

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A Ind´

ustria sob controlo

Manuel Cabral Morais

[email protected]

Departamento de Matem´atica — CEMAT

Instituto Superior T´ecnico — Av. Rovisco Pais, 1049-001 Lisboa — Portugal

(2)

Plano da apresenta¸c˜ao 1. Sobre a Qualidade 2. Fiabilidade

2.1 Conceitos b´asicos 2.2 Breve nota hist´orica 2.3 Fun¸c˜ao de estrutura

2.4 Fiabilidade de sistemas com componentes independentes

2.5 Outros t´opicos 3. Controlo de Qualidade

3.1 A melhoria da Qualidade e a Estat´ıstica 3.2 Um pouco de hist´oria

3.3 Cartas de controlo de qualidade

3.4 Aplica¸c˜oes 4. Nota final

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1. Sobre a Qualidade

AQualidadede umproduto constitui umfactor decisivona sua

aquisi¸c˜aoa par do respectivo custo. Qualidade

Significa adequa¸c˜ao do produto ao consumidor: satisfa¸c˜ao de requisitos considerados essenciais para o consumidor (fitness for use: conformance to requirements).

Quando se compra umautom´ovelespera-se que n˜ao tenha

defeitos e que constitua um meio detransporte fi´avele econ´omico.

Um retalhista espera que oempacotamentodosprodutos

que adquire permita umarmazenamento seguroe umaboa

exposi¸c˜aodos mesmos.

Dimens˜oes da Qualidade

Aparˆencia, funcionalidades,fiabilidade,etc.

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2. Fiabilidade

2.1 Conceitos b´asicos Fiabilidade

Probabilidadede um produto/sistema vir a desempenhar

adequadamente (i.e. sem falhas) as fun¸c˜oes a que se prop˜oe, em

certoambientee durante um per´ıodo detempo.

Esta defini¸c˜ao envolve quatro importantes termos/no¸c˜oes: falha; ambiente; tempo; probabilidade.

Falha

Um sistema possui um conjunto espec´ıfico deeventos

indesej´aveis.

Para um rel´ogio pode definir-se como um atraso que exceda 5 segundos durante um per´ıodo de 24 horas.

Para um sistema mecˆanico pode tratar-se de um aumento da vibra¸c˜ao produzida acima de um n´ıvel regulamentar.

(5)

Fiabilidade (cont.) Ambiente

A fiabilidade de um sistema depende crucialmente do ambiente em que este opera.

Condi¸c˜oes t´ermicas, empacotamento, instala¸c˜ao, tipo de utilizador, etc. Tempo

A fiabilidade decresce com o tempo: quanto maior for o tempo de opera¸c˜ao do sistema maior ´e a sua probabilidade de falha. O tempo nem sempre ´e medido nas unidades usuais: pode tratar-se da distˆancia percorrida por um ve´ıculo ou do n´umero de ciclos de rota¸c˜ao. Probabilidade

Uma falha ´e o resultado da ac¸c˜ao conjunta de diversos factores aleat´orios e influˆencias do ambiente em que o sistema opera.

O c´alculo da probabilidade de funcionamento de um sistema

ou da propor¸c˜ao de tempo em que o sistema se encontra em funcionamento faz-se recorrendo `a teoria das Probabilidades.

(6)

2.2 Breve nota hist´orica Anos 30 e 40

Uma das primeiras ´areas de fiabilidade abordadas com alguma

sofistica¸c˜ao matem´atica foi a damanuten¸c˜ao de m´aquinas. Ainda nos anos 30 e 40, debru¸cou-se sobre afadiga de materiais, tendo sido fornecidos exemplos da adequa¸c˜ao demodelos

probabil´ısticos`a representa¸c˜ao de tempos at´e fractura/rotura, etc. Anos 60

´

E introduzida a no¸c˜ao defun¸c˜ao de estruturade sistemas coerentes.

Anos 80...

D´a-se particular aten¸c˜ao `afiabilidade de redes de computadores, motivada pela Advanced Research Projects Agency (ARPA), precursora da World Wide Web (www).

(7)

2.3 Fun¸c˜ao de estrutura

Em fiabilidade de sistemas constitu´ıdos por diversas componentes tem particular relevo o conceito de...

Fun¸c˜ao de estrutura

Numa perspectiva est´atica pode definir-se a fun¸c˜ao φ(X) =



1, se o sistema est´a a funcionar

0, c.c. (1)

onde X = (X1, . . . , Xn) denota o vector de estado e

Xi =



1, se a componente i est´a a funcionar

0, c.c., (2)

para i = 1, . . . , n.

(8)

Exemplo 2.1

Umsistema em s´eriefunciona sse o mesmo ocorrer com todas as

suas componentes. Logo a sua fun¸c˜ao de estrutura ´e igual a φ(X) = min{X1, . . . , Xn} = n Y i =1 Xi. (3) Exemplo 2.2

Umsistema em paralelofunciona desde que pelo menos uma das

suas componentes funcione. Assim,

φ(X) = max{X1, . . . , Xn} = 1 − n Y i =1 (1 − Xi). (4) Exemplo 2.3

Umsistema k-de-nfuncionar´a sse funcionarem pelo menos k das

suas n componentes. Neste caso φ(X) =  1, se Pn i =1Xi ≥ k 0, c.c. (5) 8 / 30

(9)

Exemplo 2.4

Considere um sistema de alta fidelidade composto por: gravador (componente 1);

CD player (comp. 2); amplificador (comp. 3); altifalante L (comp. 4); altifalante R (comp. 5).

O sistema est´a a funcionar, caso se ou¸ca m´usica (amplificada) mono ou est´ereo, vinda do gravador ou do CD player.

Representa¸c˜ao diagram´atica do sistema 1 2 3 4 5 Fun¸c˜ao de estrutura φ(X) = [1 − (1 − X1)(1 − X2)] X3[1 − (1 − X4)(1 − X5)] . 9 / 30

(10)

2.4 Fiabilidade de sistemas com componentes independentes Sejam pi= P(Xi= 1) = E (Xi) = 1 − P(Xi= 0), i = 1, . . . , n, a fiabilidade da

componente i e p = (p1, . . . , pn) o vector das fiabilidades das componentes. Fiabilidade do sistema

Ao lidarmos com componentes independentes, a fiabilidade do sistema escreve-se do seguinte modo:

r (p) = P[φ(X) = 1] = E [φ(X)]. (6)

Exemplo 2.5

Os sistemas em s´erie e em paralelo com componentes independentes

possuem fiabilidades iguais a rserie(p) = E n Y i =1 Xi ! indep = n Y i =1 E (Xi) = n Y i =1 pi (7) rparalelo(p) = E " 1 − n Y i =1 (1 − Xi) # indep = 1 − n Y i =1 (1 − pi). (8) 10 / 30

(11)

Exemplo 2.6

Caso pi= p, a estrutura k − de − n com componentes

independentes possui fiabilidade igual a rk−de−n(p) = P n X i =1 Xi≥ k ! = n X i =k n! i ! (n − i )!p i(1 − p)n−i. (9) Exemplo 2.7

Caso as 5 componentes do sistema de alta fidelidade operem de forma independente o sistema possui fiabilidade

rHiFi(p) = E {[1 − (1 − X1)(1 − X2)] X3

[1 − (1 − X4)(1 − X5)]}

= [1 − (1 − p1)(1 − p2)] p3[1 − (1 − p4)(1 − p5)] .

(12)

Exemplo 2.8

Admita que uma aeronave com 3 motores s´o ser´a capaz de voar se possuir pelo menos 2 dos motores a funcionar. Represente este sistema 2 − de − 3 num diagrama e determine a respectiva fun¸c˜ao de estrutura.

Prove que, caso os motores operem de modo independente e as suas fiabilidades sejam iguais a p1, p2, p3, a fiabilidade ´e dada por p1p2+ p1p3+ p2p3− 2p1p2p3.

Representa¸c˜ao diagram´atica do sistema

1 2 1 3 2 3 Fun¸c˜ao de estrutura φ(X) =  1, se P3 i =1Xi≥ 2 0, c.c. = 1 − (1 − X1X2)(1 − X1X3)(1 − X2X3). 12 / 30

(13)

Exemplo 2.8 (cont.) Importante

r2−de−3(p) = E [1 − (1 − X1X2)(1 − X1X3)(1 − X2X3)]

6= 1 − (1 − p1p2)(1 − p1p3)(1 − p2p3)

j´a que (1 − X1X2), (1 − X1X3), (1 − X2X3) n˜ao s˜ao v.a. independentes. Fiabilidade

De modo a calcular r (p) ´e necess´ario: multiplicar todos os termos de φ(X); tirar partido do facto de Xi

indep

∼ Bernoulli (pi) e Xik=stXi, k ∈ IN e

reescrever φ(X);

calcular os valores esperados de todas as parcelas de φ(X). Logo r2−de−3(p) = E (X1X2+ X1X3+ X2X3− X12X2X3 −X1X22X3− X1X2X32+ X 2 1X 2 2X3) = E (X1X2+ X1X3+ X2X3− 2X1X2X3) = p1p2+ p1p3+ p2p3− 2p1p2p3. 13 / 30

(14)

2.5 Outros t´opicos

Outros t´opicos de interesse em fiabilidade e abordados nas disciplinas de Complementos de Probabilidades e Estat´ıstica (LMAC) ou Fiabilidade e Controlo de Qualidade (LMAC, MMA):

fun¸c˜ao de fiabilidade (perspectiva n˜ao est´atica); associa¸c˜ao e limites para a (fun¸c˜ao de) fiabilidade; envelhecimento estoc´astico e fun¸c˜ao taxa de falha; inferˆencias sobre modelos para diferentes tipos de ensaio.

(15)

3. Controlo de Qualidade

3.1 A melhoria da Qualidade e a Estat´ıstica

N˜ao h´a processos de produ¸c˜ao sem variabilidadepor mais cuidado que tenhamos no seu planeamento e na sua manuten¸c˜ao... Detec¸c˜ao vs. preven¸c˜ao

Um processo de produ¸c˜ao que assente na detec¸c˜ao (e posterior separa¸c˜ao) de produtos acabados que n˜ao respeitem as

especifica¸c˜oes conduz a desperd´ıcios de m˜ao de obra e mat´eria prima.

Melhorar a qualidade passa por t´ecnicas de preven¸c˜ao que conduzam `aredu¸c˜ao sistem´aticadavariabilidade(maior uniformidade do produto) e elimina¸c˜ao de defeitos (at´e que o produto n˜ao possua defeitos).

(16)

3.2 Um pouco de hist´oria

Um facto curioso que escapa `a maioria dos consumidores: as preocupa¸c˜oes com a qualidade datam, por exemplo, dos tempos do imp´erio da Babil´onia

(1830AC–539AC) e da civiliza¸c˜ao fen´ıcia (1550AC–300AC), de acordo com Gitlow et al. (1989, pp. 8–9).

C´odigo de Hammurabi (c. 1772AC)

Consiste em 282 leisque regiam contratos, transac¸c˜oes e aspectos que dizem respeito a quest˜oes de fam´ılia como heran¸cas, div´orcio, paternidade e comportamento sexual.

Lei 229If a builder builds a house for a man and does not make its construction firm, and the house which he has built collapse and cause the death of the owner of the house, that builder shall be put to death.

Esta e outras leis do c´odigo de Hammurabi provam que aqualidadeera

levadamuitoa s´eriopelos babil´onios.

(17)

O in´ıcio do sec. XX ´

E marcado pela inclus˜ao dano¸c˜ao de processonas pr´aticas de qualidade.

Um processo ´e definido por um grupo de actividades que, tendo

como ponto de partida mat´eria-prima (input), valoriza-a e transforma-a num produto acabado (output).

Walter A. Shewhart, um estat´ıstico dosBell Laboratories,

reconhece que os processos industriais produzem dados.

Shewhart entende que estesdadospodem ser analisados usando

t´ecnicas de Estat´ısticade modo a averiguar se oprocessoest´a est´avel ousob controlo, ou se pelo contr´ario, est´afora de controlopor estar a ser afectado por causas assinal´aveis.

Ao fazˆe-lo, Shewhart crioua carta de controlo,uma ferramenta

essencial para a ind´ustria.

(18)

O pai do controlo estat´ıstico de qualidade

Walter A. Shewhart(1891–1967)

Ao propor um dispositivo gr´afico, acarta de controlo,num famoso

memorandum, no dia 16 Maio de1924,Shewhart:

alterou o curso hist´oria da ind´ustria;

ao celebrar aquilo que se pode considerar umcasamento

perfeitoentreEstat´ıstica, Engenharia e Economia;

tornou-se o pai do controlo de qualidade moderno.

(19)

3.3 Cartas de controlo de qualidade

Qualquer produto possui pelo menos umacaracter´ıstica de qualidade

que descreve a sua adequa¸c˜ao ao consumidor. Ela pode ser, por ex., do tipo:

f´ısico — voltagem, viscosidade, peso e diˆametro; sensorial — gosto, cor e aparˆencia;

temporal — fiabilidade.

(20)

O acompanhamento de processos de produ¸c˜ao pressup˜oe de um modo geral:

a escolha decaracter´ıstica de qualidade → no. de defeitos

por amostra aleat´oria;

a selec¸c˜ao deparˆametro(s) a controlar → no. esperado de defeitos por amostra aleat´oria;

a recolha regular deamostras→ de hora em hora;

oregisto sequencialdo no. de defeitos por amostra, em gr´afico comlimites apropriados — um limite inferior de controlo (LCL) e um limite superior de controlo (UCL). O dispositivo (gr´afico) resultante denomina-secarta de controlo.

(21)

Emiss˜ao e tipos de sinal

Somos alertados para a poss´ıvel perda de controlo do processo assim que se registar observa¸c˜ao para al´em dos limites de controlo. Podem ocorrer:

falsos alarmes

emiss˜ao de sinal na ausˆencia de desvio num parˆametro da caracter´ıstica de qualidade;

sinais v´alidos

emiss˜ao de sinal na presen¸ca de desvio (shift, drift, etc.) no parˆametro.

Os limites de controlo (LCL e UCL) s˜ao escolhidos de modo a que:

osfalsos alarmes sejam emitidos compouca frequˆencia;

a emiss˜ao desinal v´alidoocorra com amaior brevidade.

Analogia com testes de hip´oteses repetidos...

(22)

Exemplo 3.1

Suspeita-se que um processo de enchimento de saquetas de produto qu´ımico, que conduziu ao conjunto de resultados (em gramas), esteja fora de controlo. Para o efeito, usar-se-˜ao duas cartas de controlo de qualidade...

Carta ¯X (Shewhart) para µ

Destina-se a controlar o valor esperado (µ) de uma caracter´ıstica de qualidade com distribui¸c˜ao normal com variˆancia conhecida e igual a σ2

0. Estat´ıstica ¯ XN=n1 Pn i =1XiN, N ∈ IN Limites de controlo LCL = µ0− γ × q σ2 0 n UCL = µ0+ γ × q σ2 0 n,

onde: a) µ0representa o valor alvo de µ; b) γ ´e uma constante

real positiva, escolhida tendo em vista o desempenho que se pretende para carta sob e fora de controlo; c) n a dimens˜ao comum das amostras.

(23)

Exemplo 3.1 (cont.) Carta EWMA para µ Mesma utilidade que a carta ¯X .

Estat´ıstica WN=  µ0, N = 0 (1 − λ) × WN−1+ λ × ¯XN, N ∈ IN, Limites de controlo LCLa= µ0− γa q λ σ2 0 (2−λ) n UCLa= µ0+ γa q λ σ2 0 (2−λ) n,

onde: a) λ ∈ (0, 1] ´e uma constante que representa o peso atribu´ıdo `a informa¸c˜ao mais recente acerca do processo condensada em ¯XN; b) γa´e uma constante real positiva que, cuja selec¸c˜ao ´e

feita a par da de λ, tendo sempre em vista o desempenho que se pretende para carta sob e fora de controlo.

(24)

Exemplo 3.1 (cont.)

µ0= 10 (valor esperado alvo), σ02= 1 (variˆancia)

20 amostras de dimens˜ao n = 5 com µ = 10.5.

Os valores obs. da estat´ıstica de uma carta EWMA padr˜ao para o controlo do valor esperado do peso de cada saqueta s˜ao, para w0= µ0,

λ = 0.134 e γa' 2.8891, iguais a: N M´edia (¯xN) EWMA (wN) N ¯xN wN 1 11.2 10.1608 11 10.5 10.2367 2 10.8 10.2465 12 10.9 10.3256 3 10.4 10.2670 13 11.0 10.416 4 10.9 10.3518 14 10.6 10.4406 5 10.5 10.3717 15 10.0 10.3816 6 9.5 10.2549 16 10.5 10.3975 7 10.8 10.3279 17 10.6 10.4246 8 10.0 10.2840 18 10.1 10.3811 9 10.2 10.2727 19 11.0 10.4640 10 9.7 10.1960 20 10.0 10.4019

Os limites das cartas ¯X e EWMA s˜ao LCL = 8.62 UCL = 11.38 LCLa' 9.65 UCLa' 10.35.

(25)

Exemplo 3.1 (cont.)

Carta ¯X Carta EWMA

5 10 15 20 N 8 9 10 11 12 13 xN 5 10 15 20N 9.5 10.0 10.5 11.0 wN

Acarta EWMAemitiudez sinais (v´alidos)ao passo que acarta Shewhart n˜ao emitiu qualquer sinal,apesar do valor esperado estar fora de controlo. Desempenho das cartas de controlo de qualidade Mede-se, por ex., `a custa deAverage Run Length (ARL).

ARL(θ) ´e no. esperado de amostras recolhidas at´e sinal na presen¸ca de desvio de magnitude θ = µ−µ0

σ0/ √

n no valor esperado.

(26)

Carta ¯X vs. carta EWMA

Ao substituir-se a carta ¯X (Shewhart) por carta do tipo EWMA, com o mesmo ARL sob controlo, obt´em-se a seguinteredu¸c˜ao percentual em ARL,

h 1 −ARLE(θ) ARLX¯(θ) i × 100%: 2 4 6 8 10 Θ "50 50 Redução percentual

Confirma-se que, em m´edia, a cartaEWMA´emais r´apida queacarta ¯X a detectar shifts de pequena e m´edia magnitude em µ,deixando o seu uso de ser vantajoso caso tenham ocorrido shifts de grande magnitude (e.g. θ > 2.6).

(27)

3.4 Aplica¸c˜oes

A utiliza¸c˜ao das cartas de controlon˜ao se confina `a ind´ustria: administra¸c˜ao(Hawkins e Olwell, 1998, p. v —

preenchimento incorrecto de documentos);

epidemiologia(Blacksell et al., 1994 — diagn´ostico de doen¸cas veterin´arias);

detec¸c˜ao de fraudes(Johnson, 1984 — roubo sistem´atico pelos caixas de supermercado);

gest˜ao de pessoal(Olwell, 1997 — avalia¸c˜ao do n´umero de casos de ass´edio sexual em ambiente laboral);

atletismo, biologia, ciˆencias do ambiente, gen´etica (Hawkins e Olwell, 1998; Stoumbos et al., 2000);

finan¸cas (Golosnoy, 2007; Golosnoy e Schmid, 2007 —

controlo dos pesos ´optimos dos diversos t´ıtulos de uma carteira).

(28)

4. Nota final

Neste semin´ario debru¸c´amo-nos sobre duas ´areas importantes da Estat´ıstica Industrial:

Fiabilidade

Controlo de Qualidade.

Esperamos que estaapresenta¸c˜ao desperteo vossointeressepara estas duas ´areas e para as suas aplica¸c˜oes.

(29)

Bibliografia — Fiabilidade

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Bibliografia — Controlo de Qualidade

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Referências

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