Memória involuntária
Cyro Almeida e Mestre Júlio Santos2016
A tentativa de expressar na criação de imagens algumas inquietações geracionais e promover um encontro entre diversas temporalidades é o que impele este trabalho. A proposta baseia-se na recriação de cenas a partir de fotografias já existentes de adolescentes e jovens e que estejam publicadas no instagram e no facebook.
O trabalho consiste em mapear nas mídias sociais fotografias que denotem um gesto de autorepresentação contemporânea em alguns jovens e convidá-los a reencenar suas performances para uma nova fotografia. As capturas são feitas por Cyro Almeida com película p&b em uma câmera de médio formato, cujas ampliações são posteriormente coloridas à óleo e pastel por Júlio Santos, mestre da fotopintura no Brasil.
Unir a imagem de pessoas jovens, portadoras de uma aparência e um gesto contemporâneos, com a fotopintura tradicional, suporte que nos remete à primeira vista ao antigo e ao lânguido, traz a tensão no encontro de temporalidades contrastantes – juventude e velhice, memória e esquecimento, vida e morte – ressignificando costumes de visualidades fortemente estabelecidos.
apresentação
Graduado em psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (2009), fotógrafo documentarista e artista visual. De 2010 a 2012 realizou a série Dandara, fruto de sua vivência na comunidade homônima do movimento sem-teto em Belo Horizonte. As imagens desta série compuseram a exposição individual Dandara no Palácio das Artes em 2014, ano da publicação desta obra em livro. Participou de exposições coletivas pela Fundação Clóvis Salgado e pelo Festival de Fotografia de Tiradentes. Foi contemplado em 2015 com o XV Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia, concedido pelo Ministério da Cultura.
Cyro Almeida
Araxá/MG, 1984
Vive em Belo Horizonte/MG fotógrafo . artista visual
Contato
www.cyroalmeida.com
Exposições individuais
Dandara
Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana Mariana/MG (2015)
Palácio das Artes – Belo Horizonte/MG (2014)
Exposições coletivas
Gestos, relatos, escritas e autoficções V Festival de Fotografia de Tiradentes Tiradentes/MG (2015)
Casa da Fotografia de Minas Gerais Belo Horizonte/MG (2015)
Curadoria: Mariano Klautau Filho Segue-se ver o que quisesse
Palácio das Artes – Belo Horizonte/MG (2012) Curadoria: Joerg Bader
Obra publicada
Dandara (2014)
ISBN 978-85-916743-0-5 Edição do autor
Produção de audiovisual
Malucos de estrada: a reconfiguração do movimento hippie no Brasil (2015)
Longa-metragem 99´, Direção: Rafael Lage
Prêmio
apresentação
Mestre Júlio Santos nasceu em 1944 e se dedica ao desenvolvimento, execução e divulgação da fotopintura, técnica fundamental na construção da memória visual do povo brasileiro, em especial na região nordeste do país. Em 1973 recuperou o antigo ateliê de seu pai, o Áureo Estúdio, onde trabalha até hoje. Há alguns anos renovou sua técnica, utilizando de forma criativa e experimental as ferramentas de uma versão antiga do Photoshop para realizar a fotopintura com a ajuda do mouse. Tem ministrado oficinas em diversos estados do Brasil tornando mais acessível o conhecimento sobre a fotopintura e, conseqüentemente, contribuindo para sua continuidade. Em 2010 teve sua obra publicada no livro Júlio Santos – Mestre da Fotopintura (Ed. Tempo d’Imagem) por meio do programa Conexão Artes Visuais da Funarte e edição de Rosely Nakagawa. Nos últimos 5 anos seu trabalho tem ganhado destaque em diversas exposições coletivas e individuais. A despeito da notoriedade que seu nome vem recebendo das instituições de arte, Mestre Julio continua atendendo pedidos de retratos pintados vindos das camadas mais populares de todo o Brasil.
Júlio Santos
Fortaleza/CE, 1944 Vive em Fortaleza/CE artista . fotopintor Contato [email protected] Exposições individuais Interior profundoCentro de Fotografía de Montevideo (2013) Montevideo – Uruguai
Pinacoteca do Estado de São Paulo (2012) São Paulo-SP
Curadoria: Diógenes Moura
Fotopintura Contemporânea (2011) Coautoria com Luiz Santos
Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica Rio de Janeiro-RJ
Exposições coletivas
Retrato Popular: do vernánuco ao espetáculo (2016)
Sesc Belenzinho São Paulo-SP
Curadoria: Rosely Nakagawa e Valéria Lena Virei viral: identidades e coletividades (2014) Centro Cultural Banco do Brasil
Rio de Janeiro - SP
Curadoria: Coletivo Curatorial Estúdio M’Baraká XII Bienal Naifs do Brasil (2014)
Sesc Piracicaba - SP
Curadoria: Diógenes Moura Extremos (2011)
23a Bienal Europalia Arts Festival Bruxelas – Belgica
Curadoria: Rosely Nakagawa e Guy Veloso Uncertain Brasil (2010)