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No piso do PISA: Avaliação da OCDE sobre qualidade da educação no Brasi

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No piso do PISA: Avalia¸c˜

ao da OCDE sobre

qualidade da educa¸c˜

ao no Brasi

I´uri Honda e Matheus Costa

PET Economia - UnB 06 de dezembro de 2013

(2)

Uzawa-Lucas (1988)

Desenvolvido em Lucas (1988) com base em Uzawa (1965). Y = AKα[uhL]1−αhγa

˙

h(t) = h(t)ξG (1 − u(t))

Examples

(3)

Romer (1990)

O modelo baseia-se na n˜ao rivalidade das ideias.

Presume concorrˆencia monopol´ıstica.

Firmas investem em P&D com objetivo de conquistarem um

monop´olio tempor´ario que garanta o lucro.

Quanto maior o estoque de capital humano maior a taxa de crescimento da economia.

O livre com´ercio ´e ben´efico a pa´ıses subdesenvolvidos por permitir um maior fluxo de capital humano.

(4)

O Programa

Programme for International Student Assessment (PISA) O objetivo dessa avalia¸c˜ao ´e verificar os conhecimentos adquiridos por alunos com idade entre 15 e 16 anos de todos os 34 pa´ıses membros da OCDE e ainda 31 pa´ıses

parceiros/economias.

O programa avaliou 510.000 estudantes. No Brasil 19.877 estudantes de 837 escolas foram avaliados.

Essa avalia¸c˜ao busca analisar n˜ao somente se os alunos s˜ao

capazes de reproduzir aquilo que aprenderam, mas tamb´em se

eles s˜ao capazes de extrapolar o que aprenderam e aplicar

(5)

A Avalia¸c˜

ao

A avalia¸c˜ao foca em trˆes campos principais:

Matem´atica Leitura Ciˆencias

Resolu¸c˜ao de Problemas

Se baseia em testes de 2h de dura¸c˜ao, precedidos por um

question´ario de 30 minutos sobre os alunos. Os diretores

tamb´em respondiam um question´ario acerca da educa¸c˜ao, o

sistema educacional e o ambiente de aprendizado em cada pa´ıs.

(6)

Resultados: Matem´

atica

Shangai-China teve a maior pontua¸c˜ao em matem´atica. Em

seguida vem Singapura, Hong-Kon, Taipei, Cor´eia do Sul,

Macau e Jap˜ao.

Dos 64 pa´ıses que foram avaliados anteriormente em 2003 e 2012, 25 tiveram uma melhora na sua performance em matem´atica.

Meninos se saem melhor que meninas em matem´atica em 37

(7)

Resultados: Leitura e Ciˆ

encias

Em leitura, as economias que obtiveram as melhores notas

foram Shangai-China, Hong-Kong, Singapura, Jap˜ao e Cor´eia

do Sul

Dos 64 pa´ıses avaliados em 2003 e 2012, 32 melhoraram sua performance em leitura.

Entre 2000 e 2012, a diferen¸ca de gˆenero na performance de

leitura aumentou em 11 pa´ıses, favorecendo as meninas.

Em Ciˆencias, as economias melhor colocadas foram

(8)
(9)

Resultados

Em Ciˆencias, as economias melhor colocadas foram

Shangai-China, Hong-Kong, Singapura, Jap˜ao e Finlˆandia.

A diferen¸ca entre os sexos no desempenho do estudante pode

ser reduzida consideravelmente tanto para meninos como meninas em todos os pa´ıses e economias. Isso mostra que eles

podem ter sucesso em todas as trˆes disciplinas.

´

E poss´ıvel (e necess´ario) combinar altas performances nos

testes com altos n´ıveis de equidade na educa¸c˜ao - Quadro de

Performance e equidade

Os resultados mostram que alta performance m´edia e

equidade n˜ao s˜ao, portanto, mutuamente exclusivos.

Entre os alunos, aqueles que possuem vantagens

s´ocio-econˆomicas obtiveram 39 pontos a mais que aqueles que

(10)
(11)

Resultados

Alunos cujos pais tem altas expectativas sobre eles, tendem a ser mais perseverantes, maior motiva¸c˜ao intr´ınseca.

Quatro a cada cinco alunos dos pa´ıses membros da OCDE afirma ser felizes na escola e se sentem acolhidos nela.

Falta de pontualidade est˜ao negativamente associados com a

performance do estudante, levando em m´edia a um

decr´escimo de 27 pontos em matem´atica enquanto matar aula

leva a um decr´escimo de 37 pontos.

Alunos que est˜ao abertos para resolver problemas de

matem´atica fazem conex˜oes mais facilmente e resolvem

problemas mais complexos.

Melhores rela¸c˜oes professor-aluno s˜ao encontradas quando os

(12)

Resultados

Mesmo quando garotas v˜ao t˜ao bem quanto garotos em

matem´atica, elas tendem a apresentar menos perseveran¸ca e

motiva¸c˜ao para aprender matem´atica e resolver problemas

complexos. Por isso apresentam mais chances de atribuir a falha em matem´atica a si pr´oprias do que garotos.

O local onde mais alunos afirmaram ser felizes na escola foi a Indon´esia, seguida pela Albˆania e pelo Peru.

Sistemas educacionais tendem a alocar recursos mais igualmente entre as escolas mais e menos avantajadas

(13)

Resultados

Quando uma escola ´e oferecida `as crian¸cas e seus pais, os

fatores “ambiente escolar seguro” e “boa reputa¸c˜ao da

escola” prevalecem sobre “rendimento acadˆemico elevado dos

estudantes da escola”.

Alunos de redes particulares de ensino possuem melhor

situa¸c˜ao socio-economica que a rede p´ublica (em 37 dos

pa´ıses).

Sistemas educacionais que n˜ao controlam faltas e atrasos

(14)

Propostas de melhora

Focar na melhoria de alunos com piores condi¸c˜oes

s´ocio-econˆomicas e na melhoria de escolas de baixa performance e dos alunos de baixa performance em geral. Prover aux´ılio adicional para alunos menos favorecidos, por meio de instrutores ou assistˆencia econˆomica.

Aplicar pol´ıticas mais universais para elevar o n´ıvel de todos os alunos

(15)

Resultados Principais

O Brasil se encontra abaixo da m´edia da OCDE.

A performance m´edia em matem´atica passou de 356 em 2003

para 391 em 2012. Fazendo do Brasil o pa´ıs com maiores ganhos de performance desde 2003.

A melhora foi especialmente significativa entre os alunos de baixo desempenho.

A performance em matem´atica do Brasil foi de 391 pontos,

posicionando-se em 60 no rank de 65 pa´ıses.

O Distrito Federal obteve 416 pontos.

Minas Gerais fez 403, Piau´ı, 385 e a Bahia, 373.

Alagoas obteve 342 (a menor nota entre os estados brasileiros avaliados).

(16)

Resultados Principais

A taxa de matr´ıculas no ensino fundamental e m´edio cresceu

de 65% em 2003 para 78% em 2012.

A popula¸c˜ao total de estudantes cresceu em 425.000 (18%).

Sendo a maior parte desse aumento devido a inclus˜ao de

zonas pobres.

Devido a isso as notas obtidas n˜ao refletem as mesmas

condi¸c˜oes de 2003.

As escolas brasileiras tamb´em apresentaram uma melhora em

sua capacidade de atrair e reter professores melhor capacitados.

(17)

Desempenho em Matem´

atica

Desempenho m´edio de 391 pontos.

Resultado compar´avel `a Albˆania, Argentina, Jordˆania e Tun´ısia. Na Am´erica Latina o Brasil est´a abaixo do Chile, M´exico, Uruguai e Costa Rica, por´em acima da Colˆombia e do Per´u.

Metade da melhora na performance em matem´atica reflete os

ganhos econˆomicos, sociais e culturais dos estudantes.

A melhora ´e resultado, principalmente, da redu¸c˜ao da

propor¸c˜ao de estudantes de baixo desempenho, 75,2% em

2003 e 67,1% em 2012.

H´a uma elevada diferen¸ca entre meninos e meninas (18

(18)

Desempenho em Leitura e Ciˆ

encias

O desempenho subiu de 396 para 410 pontos.

As meninas tem um desempenho 31 pontos acima dos

meninos, diferen¸ca abaixo da m´edia da OCDE.

A propor¸c˜ao de meninos com baixo desempenho se manteve

est´avel em 57,2% enquanto a das meninas caiu de 52,1% para

41,9%.

O desempenho m´edio cresceu de 390 em 2006 para 405 em

(19)

Equidade e Motiva¸c˜

ao

Estudantes em melhores condi¸c˜oes socio-econˆomicas tem uma

nota 26 pontos superior. A diferen¸ca m´edia da OCDE ´e de 39

pontos.

Apenas 1,9% dos estudantes brasileiros s˜ao “resilientes”. Em

compara¸c˜ao com 6,5% da OCDE e 12,5% para Hong Kong,

Macao, Singapura e Vietnam.

85% dos estudantes se diz feliz na escola, 73% est˜ao

satisfeitos com a escola e apenas 39% considera que a escola tem condi¸c˜oes ideais. Para OCDE esses valores s˜ao de, respectivamente, 80%, 78% e 61%.

Em 2003 8% dos estudantes disseram se sentir solit´arios, em

(20)

Equidade e Motiva¸c˜

ao

A propor¸c˜ao dos estudantes que consideram matem´atica

interessante ´e maior no Brasil (73%) do que na OCDE (53%).

Houve uma redu¸c˜ao na propor¸c˜ao de estudantes que se

atrasam para as aulas regularmente.

Em 2003 63% dos estudantes disseram que s´o come¸cavam a

estudar muito depois do in´ıcio das aulas. Em 2012 esse

n´umero se reduziu para 44%.

36% dos estudantes j´a foi reprovado pelo menos uma vez.

(21)

Not´ıcias da Semana

BC continuar´a em 2014 com interven¸c˜oes para segurar alta do

d´olar.(R7)

The Economist libera mat´eria destacando fraqueza da

economia brasileira.

Economia brasileira recua 0,5% no terceiro semestre. Queda de 3,5% na agropecuaria e 2,2% nos investimentos. A

ind´ustria se mant´em no mesmo n´ıvel e o consumo das fam´ılias

subiu em 1%.

Cesta b´asica sobe em 15 capitais em novembro.

Tombini diz que “h´a pequena luz no fim do t´unel”, com

rela¸c˜ao `a crise internacional.(G1)

Referências

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