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Cad. Saúde Pública vol.12 número2

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Academic year: 2018

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Cad . Saúd e Púb l., Rio d e Jane iro , 12(2):275-277, ab r-jun, 1996 TESES THESIS

GAM BA, M . A., 1995. Caract eríst icas sócio-de-mográficas do diabet es mellit us aut o referido em um estudo de base populacional – compara-ção ent re os municípios de Belém e São Paulo.

(Laércio Joel Franco, orientador). Dissertação de M estrado, São Paulo: Departamento de M edicina Preventiva, Escola Paulista de M edicina. 96 pp.

Este estu d o tem p or p rop ósito an alisar os coeficien -tes d e p revalên cia d e d iab e-tes au to-referid o (DMAR), ou d ia b etes p revia m en te d ia gn ostica d o, n o m u n icí-p io d e Belém – PA, segu n d o variáveis sócio-d em ográ-ficas com o sexo, id ad e, escolarid ad e, cor e ocu p ação. Tam b ém foram an alisad as as variáveis qu e caracteri-zam esse gru p o, tais com o h istória fam iliar d e d iab e-tes e d oen ças card iovascu lares associad as, e aq u elas qu e caracterizam o acesso aos serviços d e saú d e p ar-ra o tar-ratam en to d a d oen ça, com o, tip o d e tar-ratam en to qu e realiza, id ad e d e d iagn óstico d o DM, tip o d e ser-viço q u e u tiliza p a ra o tra ta m en to, e d a ta d a ú ltim a con su lta. As variáveis an alisad os foram com p arad as a estu d o realizad o n o m u n icíp io d e São Pau lo. A com -p aração d e -p revalên cia d o DMAR en tre Belém e São Pau lo, regiões q u e ap resen tam d iferen tes caracterís-tica s só cio -d e m o grá fica s e d ife re n te s situ a çõ e s d e d e se n vo lvim e n to só cio -e co n ô m ico, p e rm ite u m a an álise sob re os fatores in terven ien tes p ara o d esen -cad eam en to d o DM, b em com o o grau d e in form ação q u e os in d ivíd u os p ossu em sob re a d oen ça e sob re o tip o d e aten d im en to oferecid o n os serviços d e saú d e. Os d ad os foram d o “Estu d o Mu lticên trico sob re a Pre-valên cia d o Diab etes n o Brasil”, realizad o n o p eríod o d e 1986 a 1988. Se le cio n o u -se a m o stra ca su a liza d a d e 2841 in d ivíd u os d e 30 a 69 an os, resid en tes n o m u -n icíp io d e Belém (1100 h om e-n s e 1741 m u lh eres) d os q u a is 101 (3,5%) m en cio n a ra m ter d ia b etes e fo ra m com p a ra d os com os 2007 in d ivíd u os (878 h om en s e 1129 m u lh eres), 95 (4,5%) in d ivíd u os com DMAR re-sid en tes n o m u n icíp io d e São Pau lo.

CO STA, R. G., 1995. Concepções sobre materni-dade entre mulheres que buscam tratamento pa-ra est erilidade.(Suely Kofes, orient adora). Dis-sertação de M estrado, Campinas: Instituto de Fi-losofia e Ciências Humanas, Universidade Est a-dual de Campinas. 115 pp. Anexos.

O te m a d e ssa d isse rta çã o é p ro cu ra r co m p re e n d e r co n cep çõ es so b re a m a tern id a d e, a n a lisa n d o q u a is elem en tos e relações p articip am d a con stru ção d essa n o çã o. Esse tem a su rgiu d a p ergu n ta : p o r q u e a lgu -m a s -m u lh eres d eseja -m ta n to ter filh o s, e filh o s q u e seja m b iologica m en te seu s e d e seu s m a rid os/ com -p an h eiros? E d a b ib liografia con su ltad a qu e in d icava a n o çã o d e m a te rn id a d e co m o co n stru íd a so cia l e h istoricam en te. Para realizar o qu e p rop u s, organ izei u m a p esq u isa com m u lh eres q u e estivessem p rocu

-ran d o p ela p rim eira vez o Am b u latório d e Esterilid ad e ad o Cen tro ad e Assistên cia In tegral à Saú ad e ad a Mu -lh e r (CAISM – UNICAMP) à p ro cu ra d e m u -lh e re s a resp on d erem u m qu estion ário estru tu rad o e p ré-tes-ta d o, co m p e rgu n ré-tes-ta s p ré -co d ifica d a s e o u tra s co m resp o sta s textu a is. Um a a ca d a q u a tro m u lh eres era con vid ad a tam b ém a p articip ar d e u m a en trevista em p rofu n d id ad e on d e u tilizei a técn ica d e “estória d e vi-d a”. Ap liq u ei 100 q u estion ários e realizei 25 en trevis-tas. Para essas 25 m u lh eres tam b ém solicitava qu e fi-zessem cin co d esen h os, u m p or vez: p rim eiro u m tem a livre, o qu e d esejassetem ; p osteriortem en te u tem a tem u -lh er, u m h o m em , u m a fa m ília e u m a ca sa . A a n á lise a p o n to u vá ria s rela çõ es o n d e se en co n tra situ a d o o “d esejo d a m atern id ad e”, m ostran d o com o a con cep -çã o d a m a te rn id a d e é co n stru íd a so cia lm e n te, n o con trap on to com p essoas, in stitu ições, tecn ologias, categorias d e gên ero, etc. Em b ora, p ara as en trevista-d as, seja vista, en tre ou tras coisas, com o u m trevista-d esejo e u m even to n atu rais n a vid a d as m u lh eres. A m atern i-d a i-d e é vista co m o u m i-d e se jo n a tu ra l e fa z p a rte i-d o q u e é con sid erad o p rop riam en te fem in in o, m arcan -d o fortem en te as relações -d e gên ero.

BARBO SA, P. R., 1995. O processo de desenvol-viment o de sist ema de gest ão em organizações hospit alares e a import ância da profissionaliza-ção de seus dirigentes: considerações a partir de um processo de consultoria no Hospital Evandro

Chagas/ Fundação Oswaldo Cruz. Dissertação de

M est rado, Rio de Janeiro: Escola Brasileira de Administração Pública. 238 pp.

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SOUZA, E. R. de, 1995. Homicídios: M etáfora de

uma N ação Aut ofágica. (M aria Cecília de Souza

M inayo, orientadora). Tese de Doutorado, Rio de Janeiro: Escola N acional de Saúde Pública, Fun-dação Oswaldo Cruz. 216 pp.

O p re se n te e stu d o p ro cu ra e fe tu a r u m a a n á lise d a m o rta lid a d e p o r h o m icíd io s, e xp re ssã o m á xim a d a vio lên cia so cia l q u e, h o je, a feta in ten sa m en te a so -cie d a d e b ra sile ira . Tra ta -se d e u m tra b a lh o q u e se resp ald a em p esqu isas (voltad as p ara a com p reen são d o s a sp ecto s) ep id em io ló gica s e so cio ló gica s d essa m ortalid ad e. O u n iverso p esqu isad o refere-se ao p aís e a áreas m etrop olitan as d este, n as d u as ú ltim as d é-cad as. O m arco teórico-con ceitu al ad otad o, con sid e-ra a vio lê n cia co m o u m fe n ô m e n o m u ltifa ce tá rio, com características qu an titativas e qu alitativas, cu jos m ú ltip los fatores cau sais se articu lam em red e ou ca-d eia , e q u e n ecessita ser a b o rca-d a ca-d a a p a rtir ca-d a in ter-d iscip lin ariter-d ater-d e. Do p on to ter-d e vista m etoter-d ológico, o estu d o ressa lta a d im en sã o q u a n tita tiva , ep id em io ló gica , d a s m o rtes vio len ta s, em b o ra o s d a d o s ta m -b ém sejam focalizad os b o p rism a d as ciên cias so-cia is. Deste m o d o, o s h o m icíd io s, cu ja m a gn itu d e e im p a cto crescen tes n a d éca d a d e 80, a o p on to d e se to rn a re m u m a q u e stã o d e Sa ú d e Pú b lica , co n figu -ram -se com o u m p rocesso socialm en te con stru íd o e, p ortan to, su jeito a tran sform ação, cu ja h istoricid ad e n a socied ad e b rasileira p ossu i características gerais e esp ecíficas p róp rias. São a exp ressão b ru tal d e graves q u estõ es so cia is q u e p erp a ssa m d esd e o s m a is a m -p lo s e -p ú b lico s seto res d a so cied a d e a té a s rela çõ es in ter-su b jetivas d o esp aço p rivad o.

FERN AN DEZ, M . I. T., 1995. Acerca del Ver, Pen-sar, Actuar y Salud. (M arília Bernardes M arques, orientadora). Tese de Doutorado, Rio de Janeiro: Escola N acional de Saúde Pública, Fundação Os-waldo Cruz. 115 pp.

En este tra b a jo se m u estra có m o d iferen tes a u to res señ alan sítom as, cau sas y p rop u estas d e solu ción p a-ra la crisis qu e aqu eja a la Salu d Pú blica. Se sostien e la tesis d e qu e d ich a crisis p u ed e ser in terp retad a d esd e u n p u n to d e vista ep istem ológico, con el ob jecto d e otorgarle en m arco am p lio d e en ten d im ien to. A p ar-tir d e allí se d iscu ten los p rob lem as d el red u ccion is-m o dois-m in an te en n uestra is-m an era de con ocer. Se hace én fasis en el “sistem ism o” com o form a com p lem en -taria d e ap reciar la realid ad , sin tetizan d o el d esarrol-lo qu e h an ten id o en este con texto la Sistém ica y m ás recien tem en te la Com p lejid ad , p rivilegian d o u n a m irad a m etolológica q u ayu d e a en con trar h erram ien tas p ara ap oyar tareas esp ecíficas. Com o con secu ên -cia se p rop on e asu m ir u n a Salu d Pú b lica Com p leja y d esa rro lla r p ro gra m a s d e in vestiga ció n en esp a cio s in terd iscip lin arios esp ecialm en te cread os p ara ello.

NEM ES, M . I. B., 1995. Avaliação do Trabalho

pro-gramático na atenção primária à saúde.(Ricardo

Bruno M endes Gonçalves, orient ador). Tese de Dout orado, São Paulo: Faculdade de M edicina, Universidade de São Paulo.

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p a ra o tra b a lh o co m o u m to d o e p a ra p ro gra m a s d e saú d e esp ecíficos, in d ican d o su a p rod u tivid ad e p ara o rie n ta r o d e se n vo lvim e n to d e crité rio s, n o rm a s e p arâm etros d e avaliação ap licáveis a trab alh os assis-ten ciais d e saú d e organ izad os em p rogram as.

OLIVEIRA FILHO, E. C. de, 1995. Estudo Ecotoxi-cológico do Látex M oluscicida da Coroa-de-Cris-to(Euphorbia milii var.hilopii). (Francisco Paum-gart en, orient ador.) D issert ação de M est rado, Rio de Janeiro: Escola N acional de Saúde Públi-ca, Fundação Oswaldo Cruz.

Recen tes p u b lica çõ es têm d em o n stra d o q u e o lá tex d a “Coroa-d e-Cristo” (Eu p h orbia m ilii var. Hislop ii) é u m p o te n te m o lu scicid a d e o rige m ve ge ta l. Esta p la n ta é fa cilm en te cu ltiva d a em á rea s en d êm ica s e p ro d u z gra n d e q u a n tid a d e d e lá te x d u ra n te to d o o an o, sen d o u m a in teressan te altern ativa aos im p ortad o s m o lu sciciortad a s sin tético s ortad isp o n íveis p a ra o co n -tro le d e ca ra m u jo s h o sp e d e iro s in te rm e d iá rio s d e trem a tód eos d o gên ero Sch ist ossom a. Tod a via , a in -trod u ção d e u m a p rod u to b iocid a n o am b ien te, seja u m a su b stân cia sin tética ou n atu ral, requ er u m a ava-liação d os riscos p ara a saú d e h u m an a e p ara o ecos-sistem a.

O p resen te estu d o foi realizad o p ara in vestigar a toxicid ad e d o látex `organ ism os n ão-alvo d o ecossis-tem a aqu ático. A toxicid ad e agu d a d o látex liofilizad o p ara caram u jos d o gên ero Biom p h alariae p ara orga-n ism o s orga-n ã o -a lvo fo i a va lia d o a tra vé s d o siste m a d e exp osição estático. Os resu ltad os (CL50 ou CE50 com o in tervalo d e con fian ça d e 95%) foram os segu in tes: letalid ad e p ara p eixes: “Pau listin h a” (Brach yd an io re-rio) – 24 h oras = 1,15 (1,00-1,31) m g/ l; 48 h oras = 0,96 (0,84-1,07) m g/ l e “Gu p p y” (Poecilia ret icu la t a) – 24 h o ra s = 1,71 (1,15-1,87) m g/ l; 48 h o ra s = 1,39 (1,18-1,55)m g/ l. Im ob ilização p ara m icrocru stáceos: Dap -n ia sim ilis – 24 h oras = 1,04 ( 0,86-1,24) m g/ l; 48 h o-ras = 0,37 (0,28-0,47) m g/ l e Ceriod ap h n ia d u bia– 24 h o ra s = 1,45 (1,06-2,03) m g/ l; 48 h o ra s = 1,06 (0,89-1,41) m g/ l. Le ta lid a d e p a ra o m icro cru stá ce o d e á gu a s sa lin a s Art em ia sp. 24 h o ra s = 24,23 (15,9044,23) m g/ l; 48 h oras = 0,94 (0,671,25)m g/ l. Letalid a -d e p ara o oligoqu eta Tu bifex tu bifex sioli – 24 h oras = 0,65 (0,58-0,71) m g/ l; 48 h oras = 0,31 (0,21-0,44) m g/ l. Letalid ad e p ara in setos (larvas d e p rim eiro e terceiro estágios d e Aed es aegyp ti, Aed es flu v iatilis e An op h e -les albitarsis): > 100 m g/ l. Letalid ad e p ara caram u jos-a lvo : Biom p h a la ria t en a gop h ila – 24 h o ra s = 0,13 (0,09-0,19) m g/ l; 48 h o ra s = 0,08 90,06-0,12) m g/ l e Biom p h a la ria gla b ra t a– 24 h o ra s = 0,26(0,19-0,34) m g/ l; 48 h oras = (0,10-0,17) m g/ l. Letalid ad e p ara ca-ram u jos n ão-alvos: Helisom a d u ryi – 24 h oras = 12,46 (9,89-15,14) m g/ l; 48 h oras = 10,51 (8,39-12,66) m g/ l. O látex n ão in ib iu o crescim en to d as algas clorofilá-ceas Selen astru m cap ricorn u tu m e Ch lorella vu lgaris. O látex n ão d em on strou efeito in ib itório (em con cen -trações até 100 m g/ l) p ara as b actérias Esch erich ia co-li, Pseu d om on as aeru gin osa e p seu d om on as p u tid a.

Paralelam en te foram realizad os testes com a n i-closasm id a (Baylu scid e®), p ara fin s com p arativos.

Ad icion alm en te, tam b ém foi avaliad a a estab ili-d aili-d e ili-d a ativiili-d aili-d e m olu sciciili-d a ili-d a solu ção aq u osa ili-d e látex exp osta à lu z visivel. Solu ções d e látex (10 m g/ l) em águ a d estilad a foram exp ostas à lu z visível (5000

lu x) p or 24,48 e 96 h oras. Solu ções d e látex fresco (10 m g/ l) e d e látex p rotegid o d a lu z (10 m g/ l) foram u ti-lizad as com o con troles. Foram p rep arad as d ilu ições d e 0,5 e 1,0 m g/ l p ara testar a ativid ad e m olu scicid a d as solu ções con tra Biom p h alaria glabrata.Os resu l-tad os foram os segu in tes: 9% d e m ortalid ad e, 10 ca-ram u jos/ gru p o; con trole p rep arad o n a h ora d o teste, 0,5 m g/ l = 90%; 1,0 m g/ l = 100%; so lu çã o e xp o sta à lu z p or 24 h oras, 0,5 m g/ l = 70%; 1,0 m g/ l = 90%; p or 48 h oras, 0,5 m g/ l = 40%; 1,0 m g/ l = 80% e p or 96 h o-ras, 0,5 m g/ l = 0%, 1,0 m g/ l = 0%. Assim sen d o, os resu lta d o s in d ica m q u e a a tivid a d e m o lu scicid a é ra -p id a m e n te -p e rd id a q u a n d o so lu çõ e s d e lá te x e stã o exp osta s à lu z visível e q u e o(s) p rin cíp io(s) a tivo(s) é(são) fotod egrad ável(eis).

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