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relatório de atividades 1983

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(1)

ISSN 0524 3335

REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

MINISTÉRIO DAS MINAS E ENERGIA

(2)

MINISTÉRIO DAS MINAS E ENERGIA

MINISTRO DE ESTADO

CÉSAR CALS DE OLIVEIRA FILHO

SECRETARIA-GERAL - SG

Arnaldo Rodrigues Barbalho

SECRETARIA DE CONTROLE INTERNO - CISET

Francisco das Chagas Mariano

CONSULTORIA JURÍDICA - CJ

Aníbal Menezes Craveiro

DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO - DA

José Aragão Cavalcanti

DEPARTAMENTO DO PESSOAL - DP

João Batista Cascudo Rodrigues

DIVISÃO DE SEGURANÇA E INFORMAÇÕES - DSI

Waldemar de Araújo Carvalho

ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO DIRETA

CONSELHO NACIONAL DO PETRÓLEO - CNP

Oziel Almeida Costa

DEPARTAMENTO NACIONAL DE ÂGUAü E ENERGIA ELÉTRICA - DNAEE

Oswaldo Baumgarten - até 15/04/83

Alvarino de Araújo Pereira - a partir de 25/04/83

DEPARTAMENTO NACIONAL DA PRODUÇÃO MINERAL - DNPM

Yvan Barretto de Carvalho

AUTARQUIA VINCULADA

COMISSÃO NACIONAL DE ENERGIA NUCLEAR - CNEN

Rex Nazaré Alves

SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA

PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBflÃS

Shigeaki Ueki

COMPANHIA VALE DO RIO DOCE - CVRD

Eliezer Batista da Silva

CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S/A - ELETROBRÃS

José Costa Cavalcanti

COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS - CPRM

José Ray mundo de Andrade Ramos

EMPRESAS NUCLEARES BRASILEIRAS S/A - NUCLEBRÃS

Paulo Nogueira Batista - até 02/02/83

Dário José Gonçalves Gomes - a partir de 03/02/83

COMPANHIA AUXILIAR DE EMPRESAS ELÉTRICAS BRASILEIRAS-CAEEB

Ney Webster de Araújo - até 29/03/83

(3)

M.M.E.

RELATÓRIO DAS ATIVIDADES

DE

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(5)

MINISTÉRIO DAS MINAS E ENERGIA

Relatório

das

Atividades

de

1983

BRASILIA, DF

1984

(6)

COPYRIGHT: Ministério das Minas e Energia, 1984.

Reservados todos os direitos.

Permitida a reprodução, desde que seja

mencionada a fonte.

DEPOSITO LEGAL: Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

Capa - Hidrelétrica Tucuruí

Brasil. Ministério das Minas e Energia

Relatório dar atividades de 1383. Brasília,

1984.

64 p. ilust.

1. Ministério das Minas e Energia: Relatório

I. Título

(7)

APRESENTAÇÃO

O presente relatório mostra, de forma sintética, o conjunto de

realiza-ções do Ministério das Minas e Energia — MME em 1983.

A atuação do MME nas áreas de energia e minas objetivou

fundamental-mente consolidar e expandir atividades, abastecer com maior amplitude o

mercado interno, incrementar as exportações e reduzir as importações. O

re-sultado dessa ação vem se fazendo sentir nos setores petrolífero, elétrico e

mineral.

Na produção de petróleo alcançou-se resultados alentadores nos últimos

anos e caminha-se firmemente, senão no caminho da auto-suficiência a curto

prazo, pelo menos da minimização da dependência externa, com importância

transcendental para a economia do Pais.

Na geração de eletricidade, apesar da desaceleração do crescimento da

demanda, decorrente da crise econômica nacional, os passos dados no

senti-do senti-do aumento da capacidade instalada, através de grandes e pequenos

proje-tos, possibilitarão assegurar a continuidade na capacidade de atendimento do

mercado consumidor de energia elétrica em crescimento.

Finalmente, na produção de minérios, a crise econômica trouxe alguns

percalços que, todavia, vêm sendo vencidos através de novas conquistas no

setor, principalmente pelas perspectivas de substituição de importações de

alguns bens e pelas políticas de incremento do grau de processamento dos

re-cursos naturais para exportação, obtendo-se, essim, preços melhores e mais

estiveis.

Em linhas gerais, foi o que procurou apresentar este documento,

elabo-rado sob responsabilidade da Secretaria-Geral do MME.

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SUMARIO

APRESENTAÇÃO 5 SUMARIO 7 ÍNDICE DE TABELAS 9 ÍNDICE DE FIGURAS 11 ABREVIATURAS E SIGLAS 13 1. INTRODUÇÃO 17 2. REALIDADES E PERSPECTIVAS DOS SETORES MINERAL E ENERGÉTICO

NO BRASIL 21 2.1 - Reservas eProduçio Mundial de Minérios 23 2.2 - Contríbuiçio a Economia Nacional 26 2.3 - Políticas, Estratégias c Prioridades 26 3. OS SETORES MINERAL E ENERGÉTICO NO BRASIL 27 3 . 1 - O Setor Mineral 31 3.1.1 - Desenvolvimento do Potencial Produtivo 31 3.1.1.1 - Reservas Minerais 31 3.1.1..2 -Produção Mineral 32 3.1.2 - O Comércio Exterior de Bens Minerais 34 3.1.2.1 - Exportações 34 3.1.2.2 - Importações 34 3.1.2.3 - Balanço Comercial 38 3.1.3 - Investimentos no Setor Mineral 38 3.2 - O Setor Energético 42 3.2.1 - Disponibilidade e Uso de Recursos Energéticos 42 3 . 2 . 1 . 1 - Petróleo e Álcool 42 3 . 2 . 1 . 2 - Carvão Mineral 46 3 . 2 . 1 . 3 - Urânio 47 3.2.1.4 - Fontes Alternativas de Energia 48 3 . 2 . 1 . 5 - Fontes Hidráulicas 48 3.2.2 - Produção e Consumo de Energia Elétrica 51 3.2.3 - Investimentos no Setor Energético 54 4. APÊNDICE 57 4.1 - O MME no Orçamento da República 59 4.2 - Atos Normativo» - Destaques em 1963 59 4.2.1 - Decretos 59 4.2.2 - Portarias 59 4.2.2.1 -Portarias do Ministro de Estado 59 4.22.2 - Portarias do SecretárioJ3enl 60 4.2.2.3-Portarias do Diretor-Geral do DNPM 60 4.2.2.4 -Portarias do Diretor-Geral do DNAEE 60 4.2.2.5-Portarias do Presidente do CNP. 62

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fttDICE DE TABELAS

Tabela 2.1 - Reservas e ProduçSo das Principais Substâncias Minerais - Compara-ção Brasil/Mundo - 1983 24 Tabela 2.2 - Reservas e Produção Mundial de Petróleo - 1982-83 25 Tabela 2.3 - Reservas Mundiais de Urânio - 1983 26 Tabela 3.1 - Valor da ProduçSo Mineral Brasileira- 1979-83 30 Tabela 3 . 2 - Reserva Medida das Substancias Minerais Metálicas e Nio-metálicas

- 1982-83 31 Tabela 3.3 - ProduçSo Beneficiada das Substâncias Minerais Metálicas e

NSo-me-tálicas - 1982-83 32 Tabela 3.4 - Exportações Brasileiras do Setor Mineral - 1982-83 35 Tabela 3 . 5 - Importações Brasileira» do Setor Mineral - 1982-83 36 Tabela 3.6 - Exportações e Importações do Setor Mineral, Segundo a Classifica

ça*o em Bens Primários, Manufaturados e Compostos Químicos -1982-83 37 Tabela 3.7 Investimentos Realizados em Áreas de Concessão de Lavra

-1982-83 38 Tabela 3.8 — Investimentos Realizados pelo ONPM nos Diversos Programas

Mine-rais - 1 9 8 1 - 8 3 40 Tabela 33 - Produção de Petróleo, LGN e Gás Natural - 1979-83 4 2 Tabela 3.10 - Reserva de Petróleo, LGN e Gás Natural . *. 42 Tabela 3.11 - ProduçSo dos Principais Derivados de Petróleo - 1982-83 4 2 Tabela 3.12 - Petróleo: Reservas, ProduçSo e Vida Útil das Reservas - 1 9 7 9 - 8 3 . . . 43 Tabela 3.13 - Evolução do Consumo de Derivados do Petróleo - 1973-83 43 Tabela 3.14 Carga de Petróleo, Nacional e Importado, Processado no País

-1979-83 44 Tabela 3.15 - Importação de Petróleo, Inclusive Nafta, Segundo as Areas de

Proce-dência- 1982-83 44 Tabela 3.16 - EvoluçSo do Consumo de Á l c o o l - 1973-83 46 Tabela 3.17 Consumo Nacional de Carvfo Mineral: CarvSo Vapor e Metalúrgico

-197343 46 Tabela 3.18 ProduçSo de Carvio Mineral, Segundo as Unidades da Federação

-1982-83 47 Tabela 3.19 - Consumo de CarvSo Mineral. Segundo a sua UtilizaçSo - 197343. 47 Tabela 3 . 2 0 - Reserva» Brasileiras de U r â n i o - 1983 47 Tabela 3.21 - Consumo Setorial de Lenha, Carvio Vegetai e Bagaço c* Cana com

Fira Energéticos - 1982-83. 47 Tabelo 3 . 2 2 - Consumo de Biomassa- 1973-83 48 Tabela 3 . 2 3 - Consumo Total de Fontes Primária»- 197343 49 Tabela3.24-CapecidedtGeradora Instalada- 1979-83 49 Tabela 3.25 - Linhas de Transmissão- 197943. 49 Tabela 3.26 - ProduçSo de Energia Elétrica: Hidráulica e Térmica - 197343 50 Tabela 3.27 Producfo Bruta de Energia Elétrica Segundo a» Regiões. GWh

-197943 60 Tabela 3.28 - Conwmo de Energia E l é t r i c a - 1 9 7 4 4 3 51

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Tabela 3.29 Participação das Regiões no Consumo Total de Energia Elétrica -1979-83 51 Tabela 3.30 - Número de Consumidores de Energia Elétrica - 1979-83 52 Tabela 3.31 - Consumo de Energia Elétrica por Classe e por Regiio - 1979-83 . . . 53 Tabela 3.32 - Consumo "per capita" de Energia Elétrica por Regiões - 1979-83 . . 53 Tabela 3.33 - Investimentos Consolidados da Petrobrás - 1982-83 54 Tabela 3.34 - Investimentos Realizados pela Nuclebrás - 1982-83 54 Tabela 3.35 - Investimentos Realizados pela Eletrobrás - 1982-83 55

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ÍNDICE DE FIGURAS

Figura 3.1 - Composição do Valor da Produção Mineral - 1982-83 30 Figura 3.2 - Investimentos Realizados pelo DNPM - 1981-83 (Por P r o g r a m a ) . . . . 39 Figura 3.3 - Investimentos Realizados r r Mineração em Áreas de Concessões de

L a v r a - 1981-83 (Por Unidade da Federação) 39 Figura 3.4 - Investimentos Realizados na Mineração em Áreas de Concessões de

Lavra - 1981-83 (Por Substância) 40 Figura 3.5 - Investimentos Anuais Realizados pelo DNPM - 1976-83 (Valores

Constantes) 41 Figura 3 . 6 - Preço FOB Médio de Importação de Petróleo Bruto - 1973-83 45 Figura 3.7 - Brasil: Consumo de Energia por Classe. GWh - 1979-83 52

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ABREVIATURAS E SIGLAS

ALBRÁS ALCAN ALCOA ALCOMINAS ALUMAR ALUNORTE ANDE ARAFÉRTIL BB BCB b/d BEN bEP bEP/d BNOE bP/d CAA CAEEB CAEMI CBA CCC CCE CDH CEEE CELETRAMAZON CELG CEM CEMAR CEMIG CE RON CESP CFLCL CHESF CICE

CIF

CIRM CITEC CNEN CNP COOEMIN COELBA COGE CONANTAR COPEL

Alumínio Brasileiro S.A. Alcan Alumínio do Brasil S.A. Alcoa Alumínio SA.

Companhia Mineira de Alumínio Alumínio do Maranhão S.A. Alumina do Norte do Brasil

Administración Nacional de Eletricidad Araxá Fertilizantes S.A.

Banco do Brasil S.A. Banco Central do Brasil Barris por dia

Balanço Energético Nacional Barris equivalentes de petróleo Barris equivalentes de petróleo por dia

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Barris de petróleo por dia

Comissão de Abastecimento de Álcool

Companhia Auxiliar de Empresas Elétricas Brasileiras Companhia Auxiliar de Empresas de Mineração Companhia Brasileira de Alumínio

Contas de Consumo de Combustíveis Fosseis Comissões Centrais de Energia

ComissSo de Desenvolvimento do Hidrogênio Companhia Estadual de Energia Elétrica Centrais Elétricas do Amazonas S.A. Centrais Elétricas de Goiás S.A. Companhia de Eletricidade de Manaus Centrais Elétricas do MaranhSo S.A. Centrais Elétricas de Minas Gerais S.A. Centrais Elétricas de Rondônia S.A. Companhia Energética de Sfò Paulo

Companhia Força e Luz Cataguazes Leopoldina Companhia Hídro Elétrica do S*o Francisco Comissões Internas de Conservação de Energia Cost Insurance Freight

Comissio Interminitterial para os Recursos do Mar Comitê de Informações Tecnológicas

Comissio Nacional de Energia Nuclear Conselho Nacional do Petróleo

Empresa de Desenvol' >mento de Recursos Minerab S.A. Companhia de Eletricidade da Bahia

Comitê de Gestão Empresarial

Comissio Nacional para Assunto* Antárticos Companhia Paranaense de Energia Elétrica

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ABREVIATURAS E SIGLAS CPRM CVRD DEM DFPM DIPLAN DIRAB DNAEE DNPM EEB ELETROACRE ELETROBRAS ELETRONORTE ELETROSUL ENERSUL ESBT FERTECO FGV FOB FOSFAGO FOSFÉRTIL FURNAS GCOI GCPS GLP GOlASFÉRTIL GWh HISPANOBRÁS Hz IBGE ICC ICOMI IEN IGP-DI IRD ITABRAS ITAMINAS km kV kW kWh LGN LIGHT MEB MMB MME MRN MW MWn NIBRASCO NUCLAM NUCLEBRAS NUCLEI NUCLEMON NUCLEN NUCLEP NUCON

- Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - Companhia Vale do Rio Doce

— Divisão de Economia Mineral

- Divisio de Fomento da Produção Mineral - Divisio de Planejamento

— Diretoria de Abastecimento

- Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica - Departamento Nacional da Produção Mineral - Empresa Elétrica Bragantina S A

- Empresa de Eletricidade do Acre - Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - Centrais Elétricas do Norte do Brasil S A - Centrais Elétricas do Sul do Brasil S.A.

- Empresa de Energia Elétrica de Mato Grosso do Sul

- Energia Elétrica Excedente para Substituição de Derivados de Petróleo - Ferteco Mineração S A

- Fundação Getúlio Vargas - Free on Board

- Fosfato de Goiás S.A. - Fertilizantes Fosfatados S.A. - Fumas Centrais Elétricas S.A.

- Grupo Coordenador para Operação Interligada

- Grupo Coordenador do Planejamento dos Sistemas Elétricos - Gás Liqüefeito de Petróleo

- Goiás Fertilizantes S A - Gigawatt hora

- Companhia Hispano-Brasileira de Pelotização - Hertz

- Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - Indústria Carboquimica Catarinense S.A.

- Industria e Comércio de Minérios S A - Instituto de Energia Nudear

- índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna - Instituto de RadioprotecSb de Oosimetria - Itabrás Granitos do Brasil S.A.

- Itaminas Comércio de Minério* S.A. - Quilômetro

- Ouilovolt - Quilowatt - Quilowatt hora - Líquido de Gás Natural

- Light - Serviços de Eletricidade S.A. - Modelo Energético Brasileiro - Modelo Mineral Brasileiro - Ministério das Minas e Energia - Mineração Rio do Norte S.A.

•• MtQBWftt

- Megawatt hora

- Companhia Nipo-Brasileira de Pelotização - Nudebrés Auxiliar de Mineração S.A. - Empresas Nucleares Brasileiras S A - Nudebrés Enriquecimento Isotópico S.A. - Nudebrás de Monazita e Associado» Lida. - Nudebrás Engenharias A

- Nudebrá* Equipamentos Pesados S.A.

- Nudebré» Construtora d» Centrais Nudeare» S.A.

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ABREVIATURAS t SIGLAS

OCDE - Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico PETROBRAS - Petróleo Brasileiros A

PIB - Produto Interno Bruto

PIN - Programa de Integração Nacional QUIMBRASIL - Química Industrial Brasileira S.A. SAMARCO - Samarco Mineração SA.

SAMITRI - S.A. Mineração Trindade

SEPLAN-PR - Secretaria de Planejamento - Presidência da República SERRANA - Serrana S.A. de Mineração

SETEC - Secretaria de Tecnologia SIDERBRAS - Siderurgia Brasileira S.A.

SI ESE - Sistema de Informações Empresariais do Setor de Energia Elétrica SUPEX - Superintendência de Contratoc de Exportação

t - Tonelada

tEP - Tonelada equivalente de petróleo UHE - Usina Hidrelétrica

ULTRAFÉRTIL - Indústria e Comércio de Fertilizantes S.A. USGS - United State» Geological Survey

UTE - Usina Termelétrica UTN - Usina Térmica-Nudear

VALEFÉRTIL - Fertilizantes Vale do Rio Grande S.A. VALESUL - Valesul Alumínio S.A.

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1. INTRODUÇÃO

A economia mundial, em 1983, mostrou alguns sinais de recuperação da longa recessio iniciada com a duplicação dos preços de petróleo e das taxas de juros em 1979. Esti-mativa do PIB dos 24 países-membros da OCDE indicam um crescimento de 2,3%, contra uma quuda de 0,5% em 1982, mantendo a inflação a tendência dedinante observa-da dtsde 1981.

As taxas de juros no mercado financeiro internacional estabilizaram-se a níveis inferiores as praticadas no ano an-terior: a "prime rate" nos Estados Unidos situou-se na mé-dia em 10,7% (14,6% em 1962) e a "LIBOR" de Londres em 9,9% (13,4% em 1982). Por outro lado restringiu-se substancialmente a disponibilidade de crédito a países em desenvolvimento com problemas de balança de pagamentos, como o Brasil.

A conjugação desses fatores com a estabilização do preço do petróleo e a recuperação das cotações médias das "commodities" nfc conseguiram, no entanto, reativar o co-mércio internacional, ainda deprimido por forte protecio-nismo.

Assim sendo, inúmeros países, independentemente do regime econômico ou do nível da desenvolvimento, viram-se obrigados a recorrer i assistência de organismos internacio-nais, a em particular do FMI. Isto redundou em severos pro-gramas de contenção da importações, gastos públicos a res-trição da crédito, com conseqüente desaceleração econômi-ca a aumento de desemprego nesses países.

No Brasil, em particular, o desempenho da economia

foi condicionado pela quase paralisação do fluxo de em-préstimos externos voluntários ao país. A escassez de divi-sas agravou a recessio interna, e forcou o Brasil a empreen-der um programa drástico de estabilização de sua economia. A política econômica passou a m determinada a partir da restrição externa: um superávit comercial projetado cm US$ 6 bilhões, alias ultrapassado pela severa contenção das mipoi tações.

Em contraste com o progresso obtido nas contas ex-temas, o outro grande objetivo do programa de reajuste econômico, negociado com o FMI a a comunidade financei-ra internacional, a contenção da inflação, nab foi obtido. Em vez da diminuir, a taxa de inflação mais do que dobrou, atingindo 213%.

O PIB real, de acordo com estimativas da Fundação Getúlio Vargas, caiu 3,3%, sendo afetado principalmente pelo setor industrial (-7,0%), comércio (-3,5%), governo e transportas e comunicações (0%), apesar do crescimento da agricultura (2,2%) e intermediários financeiros (3,7%).

O único setor da economia com performance nitida-mente positiva foi o da extração mineral, com um incre-mento real de 14,5%, liderado pela produção de petróleo que aumentou 26,9% e de gás natural 32,5%. Outro índice positivo foi o aumento da consumo de energia elétrica (7,8%), apesar do crescimento da capacidade ociosa do sis-tema hidrelétrico do País. Da um modo gtral, as atividades do MME t da suas empresas foram amplamente favoráveis, nio obstante as restrições de gastos governamentais a limi-tações da economia.

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2. REALIDADES E PERSPECTIVAS

DOS SETORES MINERAL

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2. REALIDADES E PERSPECTIVAS DOS SETORES MINERAL E ENERGÉTICO NO BRASIL

2 . 1 - Reserves c Praduçio Mundial de Minérios

As reservas e recursos minerais disponíveis sempre fo-ram objeto de preocupação da sorêdade. especialmente nos dois últimos séculos, quando a mltração do desenvol-vimento industrial passou a requerer quantidades crescentes de matérias-primas para alimentar o parque manufatureiro. Felizmente, as inúmeras especulações pessimistas de insufi-ciência de recursos minerais para atender a crescente de-manda industrial e urbana, não se materializaram, devido à atuação das f vças dinâmicas das economias de mercado, que propiciam uma tendência para o equilíbrio de longo prazo da demanda e oferta de minérios.

As estimativas de reservas (medidas, estimadas e infe-ridas) e recursos mineras (fontes ainda não economicamen-te aproveitáveis) são passíveis de grande margem de erro por diversas razões. A principal tem sido o conhecimento ainda insuficiente da riqueza mineral escondida na crosta terrev tre. que o progresso nas ciências geológicas traz à sociedade. Outro fator importante tem sido a dinâmica do progresso científico e tecnológico que possibilita: (1) extração de substancias úteis de minérios de baixo teor; 12) aproveita-mento de recursos minerais anteriormente tidos como anti-econômicos; (3) reciclagem de substâncias minerais; (4) eco-nomia na utilização destas substancias (ex.: processos de re-vestimento metálico, utilização de peças mais leves através de modificações de "design"; maior eficiência nos processos dt utilização mineral, etc); (5) desenvolvimento de substi-tutos para cuja fabricação são utilizados recursos mais abun-dantes (por exemplo no mercado de cobre, o alumínio e plásticos). Finalmente, a mola mestra das economias de mercado, o PREÇO dos minérios, funciona ao longo do tempo como incentivo ou desincentivo para o esforço relati-vo da sociedade no aumento das reservas, na tecnologia de produção mineral, bem como em processos para economi-zar ou substituir bens escassos.

Assim sendo, os estudos qu • identificam minerais es-cassos, medidos pelas reservas conhecidas em refaçfb ao

consumo anual, são indicadores, não necessariamente, de futuros pontos de estrangulamento da economia mundial, mas sim de setores que panarão por modificações substan-ciais no constante processo de adaptação da economia.

A identificação de miner relativa ente escassos, no entanto, facilita a orientação da ação governamental com vistas à utilização racional de recursos não lenoviveis, i ma-ximização das receitas na exploração destes recursos, e ao desenvolvimento de fontes de suprimento alternativas.

Ao longo dos anos uma série de minerais considerados ESTRATÉGICOS, determinaram a política governamental dos principais países do mundo. Ainda que o conceito de "Mineral Estratégico" dependa das condições específicas de cada país, no momento atual a situação energética é um bom exemplo. Os principais países exportadores, ao longo de última decat'a, têm procurado n*ximizar suas receitas dt exportação através de ação conjunta visando aumentos de preços mais do que d t produção. Esta política da OPEP, inicialmente bem sucedida, eventualmente gerou uma dimi-nuição acentuada da denanda de petróleo dos países impor-tadores. ISTO explica-se, não so pela retração da atividade econômica nos principais países industrializados, como por uma bem sucedida política de racionalrraçao no uso dos de-rívados de petróleo, dt promoção da produção de substitu-tos bem como de produção interna de petróleo nos peíses importadores. Neste particular, o aumento de 8 vezes no preço do petróleo, de 1973 a 1960, estimulou os processos dt recuperação secundária e tardaria dos poços existentes, possibilitou a exploração de formações anteriormente tidas como marginais, e principalmente tornou viável a explora-ção e expkrtaexplora-ção dos recursos petrolíferos em égua» profun-das da plataforma continental.

As estatísticas de reserva» e produção mineral, tabela 2.1, indicam que a participação do Brasil dentro do con-texto das reservas mundiais ê significativa para: o» minérios

(26)

RCM.IOAOES t mSKCTrvAS DOS SCTOMS MMCDiC E ENEKCTICO NO MASK.

Tab. 2.1

RESERVAS E PRODUÇÃO DAS PRINCIPAIS SUBSTÂNCIAS MINERAIS

Substanciai Minerais Sratil nj — (mod

1

liKM nMIW idM + indfca Mundo te) | Participação K Brail

1

Producio Mundo I.OOOt | Participação % Alumínio Amianto (1) Baritt Bantonita Barflio 12) Calcário Canto (3) CauUrr Chumbo (4) Cobra (4) Cromol» Diatamita Eruofi* Ettanho(4l Farto Fktorita Foifato(P2 O,) Gipsitt Gran» Liito N M i o (4) Nfquat<4) Ouro (7) Pottssio IKjOl Prata 14) Quartzo Talco Tan talo (8) Ttrr» Raras») Titânio llmtmta • Rutilo TunfMtnio 14) VtrmicuKta Zinco 14) ZircònioliO) 2.730.000 3.943 77.47b 21.195 396 13.000.000 23.000.000 942.000 378 11.000 1300 1200 4.700 400 11.000 i&ooaooo 4.000 21EO0O 607.006 27.247 735 185.373 122.864 4.581 2.800 22.500 188.000 0.508 23000 49.000 7.000 17 4.140 124 10 15.163 2.602 925 22.920.000 103.993 298.828 1.360.000 1.102 n.d. 13.6 x 10* 12.000.000 146.000 510.000 697.000 508.200 2.338.000 10.000 817.000 210.500.000 600.000 40.188.000 rut. tuL n.d. 2571845 11.286.220 4.884 109.100 1.292.500 51.810.000 270 n.d. a d . 72.000 44.000 779.795 39.134 1280 181.440 292.602 44.471 11.9 3.8 26.0 1.8 36.0 _ 0.2 7.8 0.3 2.2 0.5 _ 0.2 4.0 1.3 7.9 0.6 0.5 _ _ 7.2 1,1 93,8 2.5 1.8 0.4 0 7 _ 9,3 0.0 0.5 0.3 0.3 8,0 0.9 2.1 5.000 148 69 215 0.928 27.000 7.000 436 23 40 90 18 193 13 66 89.200 71 1.134 565 16 0.253 139 2.174 10 10,7 1.450 n.d. 0.015 70 300 150 1,2 30 n.d. 1.0 12 104 7 72.100 4.420 5.022 7.154 n.d. 1.364.000 1819.000 21.447 1350 7.980 1 3 2 0 1.553 50000 208 1506 763.300 4.669 128.834 71755 611 n.d. 1 2 4 3 20.868 11 641.10 44.450 26.025 12 n.d. n.d. 480 29,0 1 7 8 6 377 37,3 498 6.264 761 6.9 3.4 1.4 3.0 2.0 0.2 2.0 0.7 0.5 2.7 1.1 0.4 6.4 1.8 11,7 1.5 0.8 0.7 2,6 4.3 10.4 88,2 1.6 3.3 _ 0.1 31.0 4.2 0,8 2,7 2.0 1.7 0J9

Farrtr. Sumario Minara) - Brasilia. MME-DNPM,«. 4,1984 11) Producio axpnssa am fibr«.

(2) ResMvas w p m i w t m B2 O contido. 13) Inclui racunoi d» toda» m claws d» carvões. (4) Dados «m maul contido.

IS) Dado* am C r j O j .

16) Dado» am magnfcio | M | | comido.

17) U n k M h txprasta am 1.000 onça-troy. Dados t m matai

(8) Unidadt «xprasu am 1.000 libras. Dados t m matai comido. 19) Dado* expressos t m Ôxídos d» Tarras Rarai.

10) Dado* txprcsM* com mtdU dt 65% d t ZrOj contido.

dt oióbio mjB%), tmfíio (XJ0%), bmrta (26,0»), alumí-nio (11 jO%}r tantalo (9^%), vtrmiculita (8,0%), ferro {7,9%), caulim (73%) t magnate (7.2%).

A pwticiptçfo da produçfo mineral brwiteka no oon-ttxto mundM, ntm itn>.rt é raprmntitiva da imponência dt S U M raiffWf, por ntfnçto'. móbio 88J2%, banta 1,4%,

alumínio 6,9%, trtinio 3 1 % , vtrmiculita 2%, farto 11,7%, caulim 2% t magntsr» 4^%.

Com ralação ao petróleo, qua continua «todo a subs-tancia mineral mais importama na economia mundial, (ta-bafa 2.2) em reservai aumentaram enquanto • produçfo diminuiu (-1,1%) como reflexo do terceiro ano de recewao

(27)

REALIDADES E PERSPECTIVAS DOS SETORES MINERAL E ENERGÉTICO NO BRASIL

Tab. 2.2

RESERVAS E PRODUÇÃO MUNDIAL DE PETRÓLEO - 198? 83

Especificação AMÉRICA DO NORTE Estados Unidos Canadá AMÉRICA LATINA México Venezuela Argentina Brasil Outros EUROPA União Soviética Reino Unido Noruega Outros AFRICA Nigéria Líbia Argélia Outros PRÓXIMO ORIENTE Arábia Saudita Iran Kuwait Iraque Abi" Dhabi Outros EXTREMO-ORIENTE China Indonésia India Outros Total Mundial Participação da OPEP Quantidade 1982 549,5 478,5 71,0 328,8 149,6 100,2 24,4 13,4 41,2 732,0 613,0 103,4 24,6 41,2 229,2 63,5 55,2 45,8 64,7 636,6 323,4 120,4 41,5 49,6 41,0 60,7 230,7 102,1 64,7 19,7 44,2 2.757,0 980,0 (10* t) 1983(') 553,5 479,0 74,5 328,7 149,0 97,5 24,7 16,5 41.0 807.6 618.0 114.5 30,0 44.5 227,5 60,0 52,0 43,0 72,5 567,5 246,0 124,0 54,0 46,0 37,5 60,0 242,7 105,0 63,0 24,0 50,7 2.727,5 897,2 Produção Participação (%) 1382 19,9 17,4 2,5 11.9 5,4 3,6 0.9 0,5 1,5 28,4 22,2 3,8 0,9 1.5 8,3 2,3 2,0 1.7 2,3 23,2 11,7 4,4 1,5 1.8 1,5 2,2 8,3 3,7 2,4 0,7 1,6 100,0 35,3 1983 20.3 17,6 2,7 12,1 5,5 3,6 0,9 0,6 1,5 29,6 22.6 4,2 1,1 1.7 8,3 2,2 1,9 1,6 2,6 20,9 9,0 4,6 2,0 1,7 1,4 2,2 8,8 3,7 2,3 0,9 1,9 100,0 22,6 Variação (%) 1982/83 + 0,7 + 0,1 + 5,0 - 0 , 1 - 0 , 4 - 2 , 7 + 1.1 + 23,6 - 0 , 6 + 3,2 + 0,8 + 10,7 + 22,0 + 7,9 - 0 , 7 - 5 , 5 - 5 , 7 - 6 , 2 + 12,1 - 1 0 , 9 - 2 3 , 9 + 3,0 + 30,0 - 7 , 2 - 8 , 4 - 1 , 2 + 5,2 + 2,8 - 2 , 6 + 21,8 + 14,8 - 1 , 1 (10't) 31.12.83 4.643 3.725 918 12.624 8.029 3.390 331 246 628 11.794 8.595 1.450 1.045 704 7.804 2.259 2.902 1.258 1.385 50.428 23.035 6.958 9.107 5.866 4.147 1.315 5.194 2.606 1.242 476 870 92.487 Reserva Participação (%) 1983 5,0 4,0 1,0 13,6 8,7 3,7 0,4 0,3 0,7 12,8 9,3 1,6 1,1 0,8 8,4 2,4 3,1 1,4 1,5 54,6 24,9 7,6 9,9 6,3 4,5 1,4 5,6 2,8 1,3 0,5 0,9 100,0

Fontt: Bulletin Analytique Pétrolier, supplement. Paris, Comitê Profissional de Petrole, S 990, 11 jan. 1984. (1) Dados estimados.

dos principais países industrializados. Apesar da produção dos países da OPEP ter diminuído de forma mais acentuada (-8,5%), a longo prazo estes países estão numa posição in-vejável para controlar o mercado de petróleo, pois se sua produção atual representa aproximadamente 1/3 do total mundial, eles possuem 2/3 das reservas conhecidas.

Com os cheques do petróleo, aumentou a

importân-cia relativa de outros energéticos como o carvão e o urânio. Os países industrializados são os maiores detentores das re-servas carbon if eras, totalizando 86% dos recursos mundiais. As principais reservas são: União Soviética (43,5%), e Esta-dos UniEsta-dos (26,4%). As reservas carbon i'feras ó Brasil re-presentam 0,1% do total mundial. Quanto ao urânio, as maiores reservas encontram-se na Austrália, Estados Unidos, Africa do Sul, Canadá e Br- il (tabela 2.3).

(28)

REALIDADES E PERSPECTIVAS DOS SETORES MINERAL E ENERGÉTICO NO BRASIL

Tab. 2.3

RESERVAS MUNDIAIS DE URÂNIO - 1983

Pará

Australia

Estados Unidos da América África do Sul Canadá Brasil Nigéria Namíbia França Suécia India 1.000tdeU3 08 860,8 577,6 542.4 488,2 301,5 251,2 221,7 110,1 97,1 73,0 Fonte NUCL.EBRÁS

2.2 - Contribuição à Economia Nacional

Os setores mineral e energético contribuíram de for-ma altamente significativa para a economia brasileira, em 1983, tanto no sentido macroeconômico como no estraté-gico.

Enquanto o PIB real caía em 3,3% o setor extrativo mineral crescia em 14,9%, portanto uma performance niti-damente em contraste com os outros setores da economia. Além de sua contribuição dinâmica ajudando a neutralizar parcialmente as forças recessivas da economia, o setor mine-ral contribuiu de forma altamente positiva para aliviar o principal ponto de estrangulamento da economia brasileira, ou seja, a balança de pagamentos.

As exportações minerais brasileiras alcançaram US$ 5.529 milhões em 1983, representando um aumento de 9.3% sobre o ano anterior. Os principais produtos de expor-tação mineral foram minério de ferro, petróleo, bauxita e cassiterita. As importações de produtos minerais diminuí-ram de forma significativa, alcançando US$ 10.613 milhões, ou seja, 20,7% menos do que * m 1982. A principal econo-mia foi propiciada pelas importações de petróleo, que dimi-nuíram de US$ 10.034 milhões em 1982 para US$ 8.354 milhões. Diminuíram também as importações de cobre, alu-mínio e fertilizantes, produtos importantes na nossa pauta de importações.

Dentro do setor energético, continuaram as tendên-cias de aumento da produção doméstica de petróleo e da di-minuição da participação do petróleo no consumo de fontes

primárias de energia. Continuaram a aumentar a produção e participação relativa do gás natural, energia hidráulica e ca-na-de-açúcar, diminuindo, porém, a participação relativa da lenha e do carvão vapor no balanço energético.

2 . 3 - Políticas, Estratégias e Prioridades

1983 foi um ano de consolidação dos principais pro-gramas deslanchados pelo Ministério nas áreas de energia e mineração.

Seguindo as diretrizes do Modelo Energético Brasilei-ro, a Petrobrás envidou esforços: (1) para diversificar seus supridores externos de petróleo; (2) para acelerar a produ-ção nacional utilizando inclusive seus sistemas de produprodu-ção antecipada; e (3) para adequar a oferta de derivados ao comportamento da demanda de produtos. Neste particular, a queda de demanda de gasolina e óleo combustível em con-traste com o aumento de consumo de diesel, nafta e GLP, continua a exigir, além dos esforços de ajustes operacionais das refinarias, programas de investimentos pioneiros como o de "Fundo de Barr: l" que, através da coqueíficação e

cra-queamento das frações pesadas, têm permitido à Petrobrás suprir adequadamente o mercado interno de derivados.

0 desenvolvimento de fontes alternativas se fez sentir principalmente nos programas de carvão, álcool e fontes não convencionais. Na área do carvão um grande esforço tem sido envidado no desenvolvimento do mercado consu-midor, atualmente o fator limitativo do setor, já que os pro-jetos de implantação de novas minas e expansão das minas existentes, expandiram a produção mais rapidamente do que o consumo, criando excedentes de produção. O progra-ma do álcool foi definitivameme consolidado com a prefe-rência marcante dos consumidores de carros novos, e de de-senvolvimento de toda a estrutura de distribuição deste combustível. Dentro da conjuntura de limitação de recur-sos, o desenvolvimento de fonte: não convei lionais tem si-do norteasi-do pela possibilidade de viabilidade econômica eventual de cada projeto.

No setor mineral as principais realizações foram em projetos de redução de importações, dentre os ç jais desta-cam-se alumínio, cobre, ouro e fertilizantes. O desdobra-mento da estratégia governamental em realizações concretas tem exigido um grande esforço junto aos mineradores, corn políticas e ações governamentais específicas para estimular cada área. Vale ressaltar o êxito da política de estímulo ao garimpo, que possibilitou o incremento da produção de ou-ro de 9,4 toneladas em 1978 para 53,7 toneladas em 1983.

(29)

3. OS SETORES MINERAL

E ENERGÉTICO NO BRASIL

(30)
(31)

3. OS SETORES MINERAL E ENERGÉTICO NO BRASIL

Os setores mineral e energético registraram considerá-vel expansão em 1983. Embora a economia brasileira tenha apresentado um desempenho fraco, com uma queda de 3,3% no Produto Interno Bruto, a produção extrativa mine-ral teve comportamento altamente significativo, com um crescimento de 14,5% em relação a 1982, fruto do excep-cional desempenho na produção do petróleo, do ouro, do gás natural e do fosfato natural.

0 valor da produção mineral brasileira, em 1983, foi estimado em Cr$ 4,2 trilhões, correspondendo a cerca de 3,5% do PIB. Com o aumento do valor da produção mi-neral registrado em 1983, elevou-se o crescimento médio anual no qüinqüênio 1979/83 para 18,7%, consideravelmen-te superior ao qüinqüênio 1978/82, que foi de 14%.

Tal como ocorreu nos dois últimos anos, a classe das substâncias minerais que englobam os energéticos liderou a participação no valor da produção mineral brasileira, com 56,8%, seguida dos metálicos, com 28,5%, e, por último, dos não-metálicos, com 14%, restando para as gemas e dia-mantes apenas 0,7%.

0 petróleo foi a substância mineral de maior partici-pação na produção mineral brasileira, com 48,7%, enquanto o gás natural e o carvão participaram com 5,3% e 2,8%, res-pectivamente. Estas três substâncias formam a classe dos energéticos e vêm contribuindo substancialmente para o crescimento da economia mineral, vez que os aumentos na produção interna representam fatores determinantes na su-pressão de gastos com divisas.

Em números reais, a produção de petróleo em 1983 foi de 19.672 mil m3, . - escondendo à média diária de 339 mil barris, enquanto a do gás natural alcançou 4.013.454 mil m3 e a do carvão 6.272 mil toneladas.

A produção de minério de ferro voltou a apresentar resultado negativo em 1983, com uma retração de 9%. Tal decréscimo de produção resultou na utilização de apenas

63% da capacidade instalada, atualmente programada para 140 milhões de toneladas/ano. A retração registrada em 1983 acarretou um decréscimo na participação do ferro na formação da produção mineral brasileira, de 10,8% em 1982, para 7,2% em 1983.

O ouro, que passou a ser comercializado nos próprios garimpos, apresentou um aumento da ordem de 110% em relação a 1982, com uma produção de 53,7 toneladas, e te-ve uma participação da ordem de 14% no valor da produção mineral brasileira de 1983.

Além do ferro e do ouro, cabe destacar também, na classe dos metálicos, a participação do estanho, com 2,2%, do alumínio, com 2 , 1 % , do manganês, com 1,2%. As cinco substâncias indicadas tiveram uma participação de 26,7% no valor da produção mineral brasileira, além de representarem 93,4% do valor da produção das substâncias metálicas.

Quanto aos minerais não-metálicos, cabe destacar a participação dos fosfatos naturais, com 3,1%, do calcário, com 2,6%, do grani to, com 2,4%, da argila, com 1,3%, e da areia, com 0,8%. Estas substâncias contribuíram com 10,2% no valor da produção mineral brasileira e, juntas, tiveram uma participação de 72,3% no valor da produção dos não-metálicos.

As treze substâncias indicadas - três energéticas, cin-co metálicas e cincin-co não-metálicas - participaram cin-com 93,7% do valor da produção mineral brasileira em 1983.

O valor da produção mineral brasileira por região apresenta os seguintes percentuais: Norte, 15,6%, Nordeste, 31,9%, Sudeste, 42,6%, Sul, 4,4%, e Centro-Oeste, 5,5%. Os Estados do Rio de Janeiro, com 23,4%, Bahia, com 15,6%, Minas Gerais, com 13,0%, Pará, com 11,1%, Sergipe, com 7,9%, Rio Grande do Norte, com 4,3%, Espírito Santo, com 3,3%, São Paulo, com 3,0%, Goiás, com 2,8%, e Ceará, com 2,4%, participaram com 88,8% do valor da produção mine-ral brasileira.

(32)

OS SETORES MINERAL E ENERGÉTICO NO BRASIL

Excluindo a participação do petróleo e do gás natural, o valor da produção mineral brasileira baixa de Cr$ 4,2 tri-lhões para Cr$ 1,93 tritri-lhões, ou seja. para menos de 46% do seu total.

Quanto ao setor energético, houve acréscimo na capa-cidade geradora instalada, que passou de 38.989 MW para 40.097 MW, com um incremento real de 2,8% em relação ao ano de 1982. A produção bruta de energia elétrica em 1983 totalizou 161.970 GWh, sendo 93,5% de origem hi-dráulica e apenas 6,5% de fontes termelétricas.

O aumento da produção bruta de energia foi de 6,6%

em relação a 1982, enquanto o consumo cresceu acima da expectativa, registrando a taxa de 7,8%. Em números reais, o consumo total de energia elétrica atingiu a 141.608 GWh, tendo o setor industrial participado com 54,5%, o residen-cial com 21% e os restantes 24,5% absorvidos pelo comér-cio, iluminação pública, eletrificação rural e demais serviços. A exemplo do que ocorreu em 1982, o consumo de energia elétrica registrou crescimento significativo nas re-giões Norte, Centro-Oeste e Nordeste, com taxas da ordem de 16,5%, 14,3% e 11,2%, respectivamente. O consumo "per capita", que foi de 1.098 KWh/ano, também registrou crescimento em relação ao ano anterior, no percentual de 5,2%.

Figura 3.1

COMPOSIÇÃO DO VALOR DA PRODUÇÃO MINERAL - 1982-83

0,8%

GRUPOS MINERAIS

'•"•A PFODUTOS ENERGÉTICOS

NÃOMETALICOS METÁLICOS DIAMANTES E GEMAS 70JÍ. FONTE:DNPM

Tab. 3.1.

VALOR DA PRODUÇÃO MINERAL BRASILEIRA - 1979-83

Anos 1979 1980 1981 1982 1983 A Preços Correntes Valor ( C r $ 1 09) 101 285 572 1.271 4.198 índice 1979= 100 100,0 281,5 565,0 1.255,7 4.147,0 Crescimento Anual (%) 181,5 100,7 122,2 230,3 A Preços Constantes (*) Valor ( C r $ 1 09) 101 142 136 155 201 índice 1979= 100 100,0 140,6 134,4 152,9 198,0 Crescimento Anual (%) 40,6 (4,4) 13,7 29,7 Font*: DNPM - DEM

(') Deflator utilizado: IGP - Dl - CONJUNTURA; a anáPte da atualidade econômica. R>o de Janeiro, v. 38, n9 5. maio 1984.

(33)

SETOBES MINFBAI F fNf BGÊIICO NO BRASH.

3.1 - O Setor Mineral

3.1.1 — Desenvolvimento do Potencial Produtivo

3.1.1.1 - Reservas Minerais

O aumento das reservas conhecidas das substâncias minerais representam o resultado do esforço desenvolvido pelas empresas mineradoras, na busca de novos depósitos, através de pesquisas autorizadas pelo Governo Federal, nos termos da legislação vigente.

Em 1983 foram protocolizados 13.566 pedidos de autorização de pesquisa mineral, publicados 4.904 alvarás e aprovados 319 relatórios de novas reservas de substâncias minerais.

As substâncias definidas como energéticas terão suas reservas analisadas em outro capitulo, ve? que no presente serão consideradas apenas as classificadas como metálicas e nffo-metálicas, com destaque para aquelas que ementaram, em 1983, suas reservas conhecidas.

Entre as substâncias da classe metálica destacaram-se pelo aumento de suas reservas o berilo, o cromo, o estanho e o c i r o , nos percentuais de 31%, 30%, 30% e 11%, respec-tivamente.

As reservas brasileiras de berilo, que em 1982 eram de 0,9x 1 031 , passaram para 1,96x 1 031 em 1983. Apesar de superficialmente conhecidas, nossas reservas de berilo se acham associadas a rochas pegmatitas, apresentam os teores mais elevados, acima de 10% de B e O e nos números apre-sentados não se encontram computadas as reservas onde a produção é levada a efeito pelo regime de matrícula.

0 cromo, cujas reservas conhecidas em 1982 eram de 1.949 toneladas, passou em 1983 para 2.537 toneladas. Nossas reservas conhecidas de cromo são estimadas em 0,5% do total mundial e se encontram localizadas nos Estados da Bahia, Minas Gerais, Goiás e Território Federal do Amapá.

É na Amazônia que se encontram as maiores reservas conhecidas de estanho, no Brasil, cujo total alcançou, em 1983, 106.000 toneladas, registrando, assim, um aumento de 24.000 toneladas em relação a 1982. O aumento das re-servas brasileiras de estanho, em 1983, constituiu-se quase uma exceção no mundo, vez que, neste exercício, as reser-vas mundiais dessa substância mineral não apresentaram crescimento significativo em relação a 1982.

Tab. 3.2

RESERVA MEDIDA DAS SUBSTÂNCIAS

MINERAIS METÁLICAS E

N A O - M E T A L I C A S

1982 83

/ 1.0001

Substância Mineral Metálica

Alumínio (Bauxita) (3) Berílio (Berilo) (3) Chumbo (3) Cobre (31 Cromo ICromita) (J) Estanho (Cassit.) (3) Ferro Lítio (3) Manganês Nióbío (Pirocloro) (3) Níquel (3) Ouro 11) 13) Prata 11) (3) Titânio (3) Tungstênio (3) Zinco (3) Zircónio 13)

Substancia Mineral Não-Metálica

Amianto Barita Bentonita Calcário' Carvão Cianita Caulim Diamante (2) Diatomita Oolomita Feldspato Fluorita Foif8to Gipsita Grafita Magnesit» Pirofilita Potássio Quartzo Sal-gema Sílex Talco Vermiculita 1 9 U 1.066.976 0,9 264 6.091 1.949 32 11.894.681 9 49.012 5.766 4.164 3 1 8 0 9 2 429.955 38.373 7 2.470 485 52.969 49.304 16.888 22.456.017 2.046.625 2.664 752.958 2.847.676 4.485 787.755 10.763 2.066 1.507.111 362.591 11.385 225.842 856 12.536.600 14.165 2.157.175 4.906 30.408 9.131 1983 806.822 1,96 2S3 6.018 2.b37 106 11.106.368 7 49.860 4.855 3.511 353.975 431.618 44.902 8 2.389 473 50.830 49.159 19 585 21.797.675 3.717.853 3.115 751224 3.505.777 4.476 963.085 9.372 1.946 1.522.316 407.228 10.956 291.363 13.653 12.536.600 15.065 2.556.255 69.156 30.637 10.235

Fonte: DNPM - DEM - Anuário Mineral Brasileiro - Brwilia-1984 (1) Unidade em Quilogramas

12) Unidade em Quilates (3) Dados em Metal Contido

Quanto ao ouro, nossas reservas cresceram de 318 to-neladas em 1982 para 354 toto-neladas em 1983. As ocorrên-cias desse metal levam-nos a admitir que suas reservas pode-rão ser aumentadas substancialmente, vez que a ampla dis-tribuição de sua ocorrência, inclusive em associação a ou-tros bens minerais, representa fatores de confiabilidade no

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OS S t T G Ü t S MINERAL E ENERGÉTICO NC BRASIL

potencial aurífero brasileiro, a ser ratificado com o elevado aumento do número de pesquisas já autorizadas.

As demais substâncias minerais metálicas não apresen-taram crescimento significativo de suas reservas. Algumas, como o ferro, o alumínio, o manganês, o níquel e o cobre, tiveram suas reservas reduzidas, em decorrência da produ-ção de 1982, ou somaram parcelas modestas às reservas en-tão conhecidas.

Quanto aos não-metálicos, destacam-se notadamente as seguintes substâncias:sílex,sal-gema, pirofilita, diamante, magnesita, bentonita, dolomita e cianita.

As reservas brasileiras oficiais de sílex atingem 68 mi-lhões de toneladas, distribuídas em três Estados da Federa-ção: Minas Gerais com 3 milhões; Rio de Janeiro com 1 mi-lhão, e Santa Catarina com 6 4 milhões de toneladas.

O sal-gema obteve um incremento real de 18%, pois suas reservas aumentaram de 2.157 milhões de toneladas em 1982 para 2.556 milhões de toneladas em 1983. O Estado de Sergipe, com 1.476 x 10''t, ocupa posição de destaque, com cerca de 58% das reservas conhecidas.

O acréscimo verificado com a pirofilita, de 856 mil toneladas para 13,6 milhões de toneladas, ocorreu no Esta-do Esta-do Pará, que detém 98% Esta-do total das reservas indicadas e inferidas.

As reservas de diamante tiveram um acréscimo real de 29%; as reservas de magnesita, que em 1982 eram de 226 milhões de toneladas, em 1983 passaram a 291 milhões de toneladas; as de bentonita obtiveram um acréscimo real na ordem de 16%; as de dolomita passaram de 788 milhões de toneladas para 963 milhões; finalmente, a cianita teve um incremento real da ordem íe 17%.

3.1.1.2 - Produção Mineral

A produção mineral brasileira registrou no exercício de 1983, considerável aumento em relação ao ano anterior, pois seu valor, que foi de Cr$ 4,2 trilhões (USS 7,3 bilhões), correspondeu a 3,5% do Produto Interno Bruto - PIB e re-presentou uma expansão da ordem de 30% em relação a

1982.

Considerando que as substâncias definidas como energéticas serão analisadas em outro capítulo, nesta se-qüência constarão apenas as metálicas e não-metálicas que tiveram maior representatividade no valor da produção mi-neral brasileira.

Dentre as primeiras destacaram-se o ouro. o ferro, o estanho, o alumínio e o manganês, com uma participação da ordem de 27% no valor da produção mineral brasileira e cerca de 93% na produção total dos metálicos, enquanto das segundas serão analisadas os fosfato» naturais, o calcá-rio, o granito, a argila e a areia, por haverem participado com cerca de 10% do valor da produção mineral brasileira, além de responderem por 72% do total da produção dos não-metálicos.

Tab. 3.3

PRODUÇÃO BENEFICIADA DAS

SUBSTANCIAS MINERAIS METÁLICAS

E NÂO-METALICAS 1982-83

Substancia Mineral Metálica

Alumínio IBauxita) Berílio (Berilo) Chumbo Cobre Cromo (Cromita) Estanho ICassiterita) (1) Ferro Lftio Manganês Níôbio Níquel Ouro (1) Prata (1) Titânio Tungsténio Zinco Zin-ônio

Substância Mineral N3o-Metâlica Amianto Areia 13) Argila (3) Barita Calcário Carvão Dolomita Caulim Diatomita Diamante (2) Feldspato Fluorita Fosfato Gemas (1) Gipsita Grafita Quartzo Sal-gema Talco Vermiculita 1982 3.416 1 32 72 158 15 93.146 3 2.225 20 339 25.517 23.625 13 3 597 5 146 1.916.462 1.441.979 122 38.776 6.346 1.713 493 13 212.039 66 57 2.767 324 35 15 53 835 144 13 1983 4.214 1 31 97 111 23 88.695 2 1.898 17 6 8 53.684 15.112 4 9 2 662 15 159 1.470.707 1.034.493 100 34.946 6.736 1.183 420 9 120.058 60 69 3.208 362 4 3 16 8 0 929 171 9

Fonte: DNPM - DEM - Armário Mineral Brasileiro- Brasília-1983

(1) Unidade cm Quilogramas (2) Unidade em Quilatei 13) Unidade em M3

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OS SETORES MINERAL E ENERGÉTICO NO BRASH

O ouro. cuja produção foi de 53,68 toneladas, apre-sentou um aumento da ordem de 110% em relação a 1962 e participou com cerca de 14% no valor da produção minerai brasileira. A produção de ouro nas minas passou de 4,61 to-neladas para 6,20 toto-neladas em 1963. registrando, assim, um acréscimo da ordem de 34%. Foi nos gar impôs porém que a produção de ouro atingiu aumento substancial, da or-dem de 127%, passando de 20,90 toneladas em 1962 para 47,49 toneladas em 1963. A balança comercial do ouro apresentou um déficit da ordem de US$ 17 milhões en. 1983, contra USS 6,4 milhões em 1982, refletindo os pre-ços compensadores do mercado interno, responsáveis pelo grande aumento da produção comercializada.

O ferro, que participou com 10.8% no valor da produ-ção mineral brasileira de 1982. experimentou declínio em 1963, participando com apenas 7.2%. A produção de ferro experimentou decréscimo de 4,8%, pois baixou de 119330 mil toneladas em 1982 para 114.190 mil toneladas em 1983. O valor da produção bruta de ferro foi de Cr$ 250 bilhões. Houve decréscimo na produção beneficiada de fer-ro, 93.147 mil toneladas em 1982 para 88.695 mil tonela-das em 1963, e acréscimo na de ferro gusa, de 10.827 tone-ladas para 12.945 mil tonetone-ladas, de aço bruto, de 12.996 mil toneladas para 14.671 mil toneladas, de ferro esponja, de 226 mil toneladas para 254 mil toneladas, e de ferro-li-gas, de 553 mil toneladas para 573 mil toneladas. A balança comercial do ferro foi altamente favorável ao Pat's, tendo sido registrado o saldo de USS 2.872 milhões, contra US$ 2.206 milhões em 1982. A CVRD liderou a produção e a exportação de minério de ferro e os principais importadores foram o Japão, Estados Unidos da América, República Fe-deral da Alemanha, China Continental e Itália.

A produção bruta de estanho, no exercício de 1983, foi de 18.155 mil toneladas, contra 15.297 mil toneladas em 1962, registrando, assim, um aumento da ordem de 20%. A produção beneficiada alcançou aumento mais signi-ficativo, superior a 49%, pois passou de 15.250 toneladas para 22.769 toneladas. A participação do estanho no valor da produção mineral brasileira foi da ordem de 2,16%. A balança comercial do estanho registrou crescimento favorá-vel ao País, com saldo de USS 112,011 milhões, contra USS 44,585 milhões em 1962.

O alumínio (bauxita). cuja produção bruta registrou aumento da ordem de 15% em relação a 1982, participou com 2,11% do valor da produção mineral brasileira cm 1983, contra 1,75% naquele exercício. Os números de pro-dução registrados em 1983 foram de 7.198.671 toneladas de bauxita, 786.648 toneladas de alumínio, 400.744 toneladas

de mttal primário e 43.016 toneladas de metal secundário, contra 6.287.913 toneladas. 606.177 toneladas. 299.054 toneladas e 46.280 toneladas, respectivamente, cm 1962. A balança comercial do alumínio foi altamente favorável ao País, registrando o superávit de USS 321.615 milhões, qua-se 290% a mais do que em 1982.

A participação do manganês no valor da produção mi-neral brasileira foi da ordem de 1,17%. A produção bruta de manganês foi de 2.594 mil toneladas e a beneficiada de 1.989 mil toneladas, contra 2.883 mil toneladas e 2.225 mil toneladas, respectivamente, no ano anterior. Os decréscimos registrados foram da ordem de 10% n» produção bruta e de 15% na beneficiada. A balança comercial do manganês re-gistrou ligeiro declínio em relação a 1982. tendo o superávit nas operações do comércio exterior baixado para USS 79,311 milhões, contra USS 83,046 milhões naquele exer-cício.

Os fertilizantes fosfatados naturais participaram com 3,11% do valor da produção mineral brasileira de 1983, contra 2,63% na de 1962. A produção bruta de fertilizantes, englobando os fosfatados naturais, os fosfatados solúveis, os nitrogenados e os potássícos. foi de 19.898 mil toneladas, contra 25.070 mil toneladas, em 1982, registrando, assim, um decréscimo da ordem de 21%. A produção beneficiada, também globalizada, foi de 3.208 mil toneladas, contra 2.767 mil toneladas em 1982. tendo havido um aumento da ordem de 18%. A balança comercial dos fosfato* reagiu de forma significativa, pois o déficit baixou de USS 367,416 milhões em 1982. para USS 110,084 em 1983.

0 calcário, cuja participação no valor da produção mi-neral brasileira baixou de 4,76% em 1982, para 2,61% em 1983, registrou a produção bruta de 44.918 mil toneladas, quase 8% a menos que no ano anterior. A produção benefi-ciada foi de 34.946 mil toneladas, contra 38.776 mil tonela-das em 1982, tendo a produção de cimento absorvido 15.827 mil toneladas, 4.051 mil toneladas a menos que no exercício anterior. A exemplo dos fertilizantes tostados, a balança comercial do calcário também apresentou déficit, embora tenha baixado de USS 5.679 mil em 1982, para USS 539 mil em 1985.

Quanto ao granito, que teve participação de 2,42% no valor da produção mineral brasileira, sua produção bruta foi de 35.260.979 m3 e a tratada de 35.252.245 m3. Foram ex-portados 87.491 m3, especialmente para o Japão, que gera-ram divisas no total de USS 11,8 milhões.

A argila e a areia, que participaram do valor da

(36)

OS SETORES MINERAL E ENERGÉTICO NO BRASH

ção mineral brasileira com os percentuais de 1,26% e 0.75%, respectivamente, apresentaram decréscimos em relação a 1982. A produção bruta de anjila, naquele exercício, foi 22.160 mil toneladas e a beneficiada dt 1.442 mil tonela-das, enquanto que em 1963 sua produção bruta foi de 21.784 mil toneladas e a beneficiada de 1.034 mil tonela-das. 0 decréscimo de participação de argila no vator d» pro-dução mineral brasileira, de 1982 para 1963. foi da ordem de 0.68%. A produção bruta de areia, em 1983, foi de 24.450 mil m3, contra 40.068 mil m3 em 1982, tendo havi-do uma redução de 0.62% na sua participação no valor da produção mineral, entre 1982 e 1983. Em termos de comér-cio exterior, a argila e a areia apresentaram o superávit de USS 30.567 milhos, com a Argentina e os Estados Unidos da América comandando as importações desses bens mine-rais.

3 . 1 . 2 - 0 Comércio Exterior de Bens Minerais

A balança comercial de produtos de origem mineral voltou a apresentar considerável melhoria em 1983, pois o déficit registrado, no montante de US$ 4.158 milhões, re-presentou uma recuperação da ordem de 42,5% em relação a 1982, quando o saldo negativo foi d * US$ 7.241 milhões.

3.1.2.1 -Exportações

O valor das exportações brasileiras de produtos mine-rais superou, no ano de 1983, em 9,3% o total alcançado em 1982, pois passou de USS 5.057 milhões para USS 5.529 milhões.

Analisando a estrutura da pauta de exportações perti-nente a 1963 verifica-se que o minério de ferro continuou predominando o comércio externo de produtos minerais, embora tenha registrado decréscimo em relação a 1982 da ordem de 14%. 0 total exportado em 1983 foi de USS 1.513 milhões, contra USS 1.770 milhões no ano anterior. A participação do ferro no total das exportações do setor mineral foi em torno de 27,5% e o preço médio FOB por tonelada também apresentou decréscimo, pois baixou de US$ 21,9 em 1982 para USS 20,4 em 1983.

Além do ferro, cabe destacar, também, outras subs-tâncias minerais, por haverem participado da pauta de ex-portação com sensível acréscimo em relação a 1982, como o alumínio, que cresceu 30%, o amianto 47%, o granito 37%, o quartzo 30%, além da areia, da bentonita, da dotomi-ta, do enxofre, da mica, do fetdspeto e do talco que, embo-ra tenham aumentado suas exportações em 1983, participa-ram mais modestamente, no que concerne ao carreamento de divisas para o País.

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Quanto a tonelagcm de produtos exportados, o ferro decresceu de 81 milhões em 1982 para 74 milhões em 1983. enquanto a do alumínio cresceu de 3 milhões para 4 mi-lhões, a do amianto, de 7 mil para 12 mil. a do granito. de 63 para 87 mil, a do a i marinho, de 186 mil para 243 mil. e a do quartzo, de 7 mil para 10 mil.

No que concerne aos manufaturados, o destaque espe-cial é para o aço e suas ligas, cuja exportação alcançou o to-tal de US$ 1.556 milhões, contra US$ 953 milhões em 1982. Outros destaques no campo dos manufaturados pode-rão ser conferidos ao estanho/cassiterita, ao cobre, ao man-ganês, ao níquel, as terras raras, e a graf ita que tiveram suas exportações aumentadas de 86%, 3 1 % . 65%, 670%, 50% e 140%, respectivamente.

Individualizando por setor (primário, manufaturado e compostos químicos), verifica-se que o melhor desempe-nho foi alcançado pelos manufaturados, que produziram di-visas no montante de USS 3.443 milhões, contra USS 2.613 milhões em 1982, seguido dos compostos químicos, que to-talizaram US$ 301 milhões, contra US$ 145 milhões no ano anterior, ficando o decréscimo por conta das exportações de produtos primários, que caíram de US$ 2,3 bilhões em 1982, para US$ 1,9 bilhões em 1983.

3.1.2.2 — Importações

As importações brasileiras de produtos minerais apre-sentaram sensível declínio em 1983, pois caíram de USS 13.381 milhões em 1982, para USS 10.613 milhões em 1983.

Tal declínio, que representou redução da ordem de 2 1 % em relação ao ano anterior, resultou, essencialmente, da diminuição nas importações de petróleo, fruto do au-mento da produção interna desse bem mineral, assim como do uso de fontes renováveis de energia, principalmente do álcool carburante.

Quanto aos metálicos, cresceram as importações de cobre, cremo e manganês e houve redução nas de alumínio, antimõnio, cobalto, cobre e titânio (rutilo). No cômputo geral, as importações de bens primários metálicos cresceram de USS 36,1 milhões em 1982, para USS 70,4 milhões em

1983.

No tocante aos neo-metálicos, os poucos aumentos verificados na importação de alguns bens minerais foram in-suficientes para alterar a escala descendente das importa-ções desta classe, assim comprovada: USS 295,4 milhões em

(37)

OS SETORES MINERAL E E«IERGE"CO NO BRASIL

Tab. 3.4

EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS DO SETOR MINERAL - 1982-83

Substância Mineral TOTAL METÁLICOS Alumínio (Bauxita) Berílio (Berilo) Chumbo Cobre Cromo (Cromita) Estanho ICassiteritai Ferro Lítio Manganês Nióbio Níquel Ouro Prata Terras Raras Tungsténio Zinco Zircònio Outras Substâncias NAO-METALICOS Amianto Ardósia Areia Argila Barita Calcário Calcita Caulim Oolomita Enxofre

Fert. Fosfatados Solúveis Fen. Nitrogenados Fert. Potássicos Grafita Magnésio (Magnesita) Mica P.B.O. IGranito) P.B.O. (Mármore) Quartzo Sal Marinho Talco Vermiculita Outra* Substâncias GEMAS E DIAMANTES Diamante Gemas PRODUTOS ENERGÉTICOS Carvão Gás Natural Petróleo Bens Primários 1982 I 2.298.775 1.932.800 87.845 1.598 -58 _ 1.770.660 542 54.925 3.873 -_ — _ 13.290 -9 _ 79.396 4.828 11 453 106 889 295 10 17.641 216 8 _ 1 76 4.843 25.140 242 8.643 1.647 10.065 3.665 36 160 421 5.495 _ 5.495 281.084 186 11.146 269.752 1983 1.784.994 1.674.575 114.560 1.135 -_ 1.513.011 3 35.698 2.176 — _ _ -7.992 -_ _ 76.704 7.135 4 552 62 284 170 10 17.131 268 13 -148 4.252 15.909 369 11.796 1.655 13.057 3.096 200 104 489 5.618 1 5.617 28.097 276 15.065 12.756 Valor (US$ 1 Manufaturados 1982 2.613.911 1.288.357 53.852 -5.496 25.950 21.632 68.653 952.940 -28.934 83.904 2.529 1.963 281 2.030 16.370 2.316 -21.507 109.283 12.864 201 -54.601 -1.465 17 -4 -2.319 8.254 37 1 -33 -10 29.477 37.182 2.002 35.180 1.179.089 5.298 -1.173.791 1983 3.443.820 2.174.665 264.082 6.534 33.863 13.648 127.635 1.556.472 -48.151 67.150 19.571 711 228 2.990 17.080 2.038 -14.512 100.784 11.123 269 -43.838 -1.604 13 -2 i -— 5.486 9.611 3 12 — 6 -— 28.799 19.744 234 19.510 1.148.627 5.172 _ 1.143.455 .000 FOB) Compostos Químicos 1982 144.554 16.497 6.758 — 1 45 449 74 340 21 4.577 — — — 323 336 19 25 278 3.201 34.708 — _ -84 -2.369 -1.826 5.916 4.350 447 -88 -15.991 -3.637 _ -— 93.349 93.349 _ -1983 300.561 19.722 9.751 _ 9 540 31 285 5 2.787 _ 9 _ 182 1.084 6 88 288 4.657 71.643 — — -64 -2.053 — -867 12.144 42.991 478 -83 -— -7.782 -5.181 -— 209.196 209.196 — — Total 1982 5.057.240 3.237.654 148.455 1.598 5.497 25.995 22.189 68.727 2.723.940 563 88.436 87.777 2.529 1.963 604 2.366 29.679 2.341 287 24.708 223.387 17.692 212 453 54.707 973 1.760 2.396 17.641 216 1.834 5.916 4.355 523 7.162 33.482 279 8.644 1.647 10.098 19.656 36 170 33.535 42.677 2.002 40.675 1.553.1.22 98.833 11.146 1.443.543 1983 5.529.375 3.868.962 388.393 1.135 6.543 33.863 14.188 127.666 3.069.768 8 86.636 69.326 19.580 711 410 4.074 25.078 2.126 288 19.169 249.131 18.258 273 552 43.900 348 1.774 2.076 17.131 288 880 12.144 42.991 626 9.738 25.603 372 11.808 1.655 13.063 10.878 200 104 34.469 25.362 235 25.127 1.385.920 214.644 15.065 1.156.211 Fonte: DNPM-DEM

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