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Resumo - Economia Internacional

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Academic year: 2021

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Economia Internacional

Economia Internacional

Resumos do livro

Resumos do livro ”Economia Internacional: Teoria e Pr´  ”Economia Internacional: Teoria e Pr´ atica”atica” de Krugman e Obstfeld (8

de Krugman e Obstfeld (8aa

ed.) e outros textos ed.) e outros textos

Thales Carmo - FGV/EESP

Thales Carmo - FGV/EESP

June 20, 2017

June 20, 2017

Contents

Contents

1

1 O O MMooddeello o RRiiccaarrddiiaanno o 22 1.

1.1 1 CoConcnceieito to de de vvaanntatagegens ns cocompmpararaatitivvas as . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22 11..2 2 EEccoonnoommiia a dde e uum m ffaattoor r . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33 1.

1.3 3 CoComm´´ererccio io eem m um um mmuundndo o de de um um ffatator . . or . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44 1.3

1.3.1 .1 DetDetermerminainando ndo o o prepre¸¸cco o rreellaattiivvo o . . . . . . . . . . . . . 44 11..33..2 2 GGaannhhoos s ddo o ccoomm´´eerrcciio o . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55 1.

1.4 4 VVanantatagegens ns cocompmpararatativivasas: eq: equu´´ıvıvococos os e e mimitotos s . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66 1.5

1.5 CoConcncluslus˜˜aao . . . . o . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66 2

2 O O modemodelo lo de de propropor¸por¸c˜c˜ao de ao de fatores (Modelo de fatores (Modelo de HeckscHeckscher-Ohlin) her-Ohlin) 66 2.

2.1 1 O O mmododeelo lo de de uuma ma eecocononommia ia cocom m dodois is fafatotorres es . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66 2.2

2.2 EfeitEfeitos do comos do com´´ercio inercio internaternacionacional entrl entre econoe economias comias com dois fam dois fatoretores s 88 3

3 O O mmooddeelloo--ppaaddrr˜˜aao o dde e ccoomm´´eerrcciio o iinntteerrnnaacciioonnaal l 99 3.1

3.1 O O modemodelo-lo-padpadr˜r˜ao ao papara ra umuma ea ecocononomimia ca com om cocomm´´erercicio o . . . . . . . . . . . . . . 1010 33..11..1 1 RReessuummo o . . . . . . . 1122 3.2

3.2 TTarifas e subsarifas e subs´´ıdios `ıdios `as exporta¸as exporta¸c˜c˜ooees s . . . . . . . 1133 4

4 A A NNoovva a TTeeoorriia a ddo o CCoomm´´eerrcciio o IInntteerrnnaacciioonnaal l 1155 4.

4.1 1 TTeoeoriria a da da coconcncororrrˆˆenencicia a imimpeperfrfeieita ta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1515 4.2

4.2 CoConcncororrˆrˆenencicia a momononopolpolisista ta e e cocomm´´erercicio . . o . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1818 4.3

4.3 DiscDiscrimriminaina¸¸c˜c˜ao internacional de pre¸ao internacional de pre¸cos (cos (dumping dumping ) ) . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1199 5

5 IInnssttrruummeennttoos s dde e PPooll´´ııttiicca a CCoommeerrcciiaal l 2200 55.1 .1 AAnn´´aalliisse e dde e ttaarriiffaas . . s . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2200 5.

5.2 2 CuCuststoos s e e bebeneneff´´ıcıcioios s ddas as ttararififas as . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2222 5.3

5.3 OuOutrtros os ininststrurumemenntotos s de de polpol´´ıtıticica a cocomemercrciaial l . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2424 55..4 4 RReessuummo o . . . . . . . 2255

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6

6 EEccoonnoommiia a ppooll´´ııttiicca a dda a ppooll´´ııttiicca a ppoommeerrcciiaal l 2255 6.

6.1 1 ArArgugumemenntotos s a a fafavvor or do do lilivrvre e cocomm´´erercicio o . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2525 6.2

6.2 ArgumArgumententos dos do bemo bem-esta-estar nar nacional cional concontra tra o livo livre cre com´om´ercio . ercio . . . . . . . 2626 6.3

6.3 DisDistrtribibuiui¸¸c˜c˜ao ao de de rerendnda e a e popoll´´ıtıticica pa pomomerercicial al . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2626 6.4

6.4 NeNegocgociaia¸¸c˜c˜oeoes is intnterernanaciciononaiais e s e polpol´´ıtıticica ca comomerercicial al . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2727 7

7 O O CCoomm´´eerrcciio o eem m VVaalloor r AAggrreeggaaddo o 2288 77..1 1 MMooddeello o . . . . . . . 2288 8

8 AAccoorrddoos s PPrreeffeerreenncciiaaiis s dde e CCoomm´´eerrcciio o 2288 8.1

8.1 CoConcncluslus˜˜ooees s . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2299 9

9 A NoA Novva Gea Geograografia Efia Econconˆˆoommiiccaa 3300 9.

9.1 1 RaRaz˜z˜oes para a concentra¸oes para a concentra¸c˜c˜aao o . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3300 99..2 2 RReessuullttaaddoos s . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3311 1

10 0 A A EEccoonnoommiia a PPooll´´ııttiicca a ddo o CCoomm´´eerrcciio o 3311 1100..1 M1 Mooddeello o . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3322 1100..2 R e2 R essuullttaaddoos s . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3322

1

1 O

O M

Mod

odel

elo

o Ri

Rica

card

rdia

iano

no

Cap

Cap´´ıtulo 3. ıtulo 3. Krugman & Krugman & Obstfeld: Obstfeld: Economia Internacional (8Economia Internacional (8aa

ed.) ed.)

1.1

1.1 Conce

Conceito

ito de v

de vant

antagens

agens compar

comparativ

ativas

as

Supondo um exemplo em que os Estados Unidos e a Colombia podem produzir Supondo um exemplo em que os Estados Unidos e a Colombia podem produzir tanto

tanto florflores ques quanto canto compuomputadotadores, res, o com´o com´erciercio inteo internacrnacionional ental entre elre eles ´es ´e be ben´en´eficoefico.. Para os

Para os Estados Estados Unidos, Unidos, ´´e die diff´´ıcil ıcil produproduzir zir flores, flores, pois pois essa essa produ¸produ¸c˜c˜ao dependeao depende de estufas, gastos em energia, investimento em capital e outros recursos escassos. de estufas, gastos em energia, investimento em capital e outros recursos escassos. Esses recursos poderiam ser alocados para a produ¸

Esses recursos poderiam ser alocados para a produ¸c˜c˜ao de outros bens (ao de outros bens (trade-off trade-off  ), ), logo, os

logo, os EUA deixam de produzir computadEUA deixam de produzir computadores, por ores, por exemexemplo. plo. EsseEsse trade-off  trade-off  ´´ee oo custo de oportunidade custo de oportunidade..

Essas flores poderiam ser produzidas na Colombia, onde o

Essas flores poderiam ser produzidas na Colombia, onde o  custo de opor- custo de opor-tunidade

tunidade ´ ´e e bem bem menor (se menor (se um um mesmo nmesmo n´´umerumero o de de trabatrabalhadolhadores res deixadeixassem dessem de produzir flores para produzir computadores, os EUA certamente teriam uma produzir flores para produzir computadores, os EUA certamente teriam uma produ¸

produ¸c˜c˜ao ao maior, pmaior, por or conta da conta da eficiˆeficiˆencia encia dos dos seus seus trabalhadores).trabalhadores).

•  A   A diferdiferen¸en¸ca ca ententre re os os custocustos s de de oportuoportunidadenidades s dos dos papa´´ıses ıses ´´e e o o que que geragera be

beneneff´´ıcıcioios ms m´´utuos na produ¸utuos na produ¸c˜c˜ao mundial.ao mundial.

No exemplo, se os EUA focassem na produ¸

No exemplo, se os EUA focassem na produ¸c˜c˜ao de computadores e aao de computadores e a Colombia, na de flores, a produ¸

Colombia, na de flores, a produ¸c˜c˜ao global de computadores aumentaria.ao global de computadores aumentaria. Isso pe

Isso permite que os rmite que os papa´´ıses se eıses se especispecializem na alizem na produprodu¸¸c˜c˜ao de determinadoao de determinado bem

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• Colombia tem vantagem comparativa na produ¸ Colombia tem vantagem comparativa na produ¸c˜c˜ao de rosas.ao de rosas.

• EUA tem vantagem comparativa na produ¸ EUA tem vantagem comparativa na produ¸c˜c˜ao de computadores.ao de computadores. Ambos os

Ambos os papa´´ıses ficam ıses ficam mais ricos, mais ricos, pois pois eles proeles produzir˜duzir˜ao para ambos osao para ambos os mercados.

mercados.

1.

1.2

2 Ec

Econ

onom

omia

ia de

de um

um fa

fato

torr

Supondo uma economia com somente um fator de produ¸

Supondo uma economia com somente um fator de produ¸c˜c˜ao ao -- trabalho trabalho. . EsEssasa econo

economia produz dois bmia produz dois b ens: ens: queijqueijo e o e vinho, e o vinho, e o trabatrabalhadolhador divide seu r divide seu trabatrabalholho entre a produ¸

entre a produ¸c˜c˜ao desses ao desses dois bdois bens. ens. A proA produtividade ´dutividade ´e invesamente proporcionale invesamente proporcional aos requisitos de unidades de trabalho (quanto mais o trabalhador conseguir aos requisitos de unidades de trabalho (quanto mais o trabalhador conseguir produzir em uma hora, menos unidades de trabalho ser˜

produzir em uma hora, menos unidades de trabalho ser˜ao requisitadas), em queao requisitadas), em que a

aLW LW  ´ ´e o e o requisito de requisito de trabalho em trabalho em vinho evinho e  a aLC LC , em queijo;, em queijo; L L  ´ ´e e a a oferta oferta total total dede

trabalho.

trabalho. Logo, a Logo, a produtividade de se produtividade de se produzir queijo ´produzir queijo ´e 1e 1/a/aLC LC  e e 11/a/aLW LW , de e, de e

produzir vinho. produzir vinho.

Sendo

Sendo QQW W   a produ¸  a produ¸c˜c˜ao de vinho eao de vinho e QQC C , de queijo, a, de queijo, a  fronteir fronteira a de de proprodu¸du¸c˜ c˜ aoao

po

poss´ss´ıvıvel el  ´ ´e e daddada a popor:r:

a

aLC LC QQC C  + + aaLW LW QQW W  ≤≤ L L

Se a fronteira for uma linha reta, o

Se a fronteira for uma linha reta, o  custo de oportunidade  custo de oportunidade  de um bem, relativo de um bem, relativo ao

ao outro, outro, ´´e coe constante nstante e se ser´er´a a inclina¸a a inclina¸c˜c˜ao da fronteira (ao da fronteira (aaLC LC /a/aLW LW ).).

A fronteira de produ¸

A fronteira de produ¸c˜c˜ao pao poss´oss´ıvel mıvel mostra ostra as dias diferentes ferentes combina¸combina¸c˜c˜oes oes poposs´ss´ıveıveisis que uma economia

que uma economia  pode  pode  poduzi poduzir. r. A produA produ¸¸c˜c˜ao ao efetiva depende efetiva depende dos dos pre¸pre¸cos cos rela- rela-tivos dos

tivos dos bens, bens, isto ´isto ´e, e, o o pre¸pre¸co de um em termos do outro.co de um em termos do outro. Exemplo:

Exemplo:   Supondo que:  Supondo que:

• E necess´E necess´aria 1 hora de trabalho para produzir queijo e, posteriormente,´´ aria 1 hora de trabalho para produzir queijo e, posteriormente, ele

ele ´´e e vendido vendido por por $4.$4.

• S˜S˜ao necess´ao necess´arias 2 horas de trabalho para produzir vinho e, posteriormente,arias 2 horas de trabalho para produzir vinho e, posteriormente, ele

ele ´´e e vendido vendido por por $7.$7. Nesse exemplo

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Assim, a hora de trabalho para a produ¸

Assim, a hora de trabalho para a produ¸c˜c˜ao de queijo ser´ao de queijo ser´aa P  P C C /a/aLC LC , enquanto, enquanto

para a produ¸

para a produ¸c˜c˜ao de vinho,ao de vinho, P  P W W /a/aLW LW . Logo, como a economia se especializa na. Logo, como a economia se especializa na

ind´

ind´ustria que pagar mais, ent˜ustria que pagar mais, ent˜ao ela se especializar´ao ela se especializar´a na produ¸a na produ¸c˜c˜ao de queijo se:ao de queijo se: P  P C C /a/aLC LC > P > P W W /a/aLW LW  P  P C C /P /P W W  > > aaLC LC /a/aLW LW  E vice-versa. E vice-versa. Assim,

Assim, uma economia se especializar´  uma economia se especializar´ a na produ¸a na produ¸c˜ c˜ ao de queijo se o seu pre¸ao de queijo se o seu pre¸coco relativo exceder o seu custo de oportunidade em rela¸

relativo exceder o seu custo de oportunidade em rela¸c˜ c˜ ao ao ``a produ¸a produ¸c˜ c˜ ao de vinho.ao de vinho. Caso n˜

Caso n˜ao haao ha ja com´ja com´ercio ercio internaciinternacional, onal, os pros pre¸e¸cos relativos dos bens s˜cos relativos dos bens s˜ao iguaisao iguais ``as unidades de trabalho requisitadas.

as unidades de trabalho requisitadas.

1.3

1.3 Com

Com´

´

erci

ercio em um mundo de um fator

o em um mundo de um fator

Supondo, agora, duas economias (Home e Foreigh) com somente um fator de Supondo, agora, duas economias (Home e Foreigh) com somente um fator de produ¸

produ¸c˜c˜ao - trabalho. Ambas as economias produzem dois bens: vinho e queijo.ao - trabalho. Ambas as economias produzem dois bens: vinho e queijo. Igual ao exemplo anterior, para

Igual ao exemplo anterior, para  Home Home, seja, seja aaLW LW   o requisito de trabalho em  o requisito de trabalho em

vinho e

vinho e aaLC LC , em queijo, e, em queijo, e LL a oferta total de trabalho; j´ a oferta total de trabalho; j´a paraa para  Foreigh Foreigh, seja, seja

a a∗∗

LW 

LW  o requisito de trabalho em vinho e o requisito de trabalho em vinho e  a a

∗ ∗

LC 

LC , em queijo, e, em queijo, e  L L

a oferta total dea oferta total de

trabalho. trabalho.

Assim,

Assim, supondo supondo que que Home ´Home ´e e mais mais produtiva em produtiva em queijo, queijo, por´por´em em menos menos pro- pro-dutiva em vinho, comparada com Foreign, temos que:

dutiva em vinho, comparada com Foreign, temos que: a

aLC LC /a/aLW LW  < < aaLC ∗LC ∗ /a/a∗∗LW LW 

a

aLC LC /a/a∗∗LC LC < a< aLW LW /a/a∗∗LW LW 

O

O custo de custo de oportunidade de oportunidade de Home produzir Home produzir queijos ´queijos ´e menor e menor ((custo de oportu-custo de oportu-nidade = raz˜ 

nidade = raz˜ ao das unidades de trabalhoao das unidades de trabalho ). Logo, Home tem vantagens compar-). Logo, Home tem vantagens compar-ativas em produzir queijos.

ativas em produzir queijos. 1.3.

1.3.1 1 DetDetermerminaninando do o o prepre¸¸co relativoco relativo

Se Home exportar queijo somente em troca da importa¸

Se Home exportar queijo somente em troca da importa¸c˜c˜ao de vinho, e Foreignao de vinho, e Foreign exportar vinho somente em troca da importa¸

exportar vinho somente em troca da importa¸c˜c˜ao de queijo, o estudo dos merca-ao de queijo, o estudo dos merca-dos de cada bem

dos de cada bem isoladisoladamenamente pode te pode ser equivser equivocado. ocado. Nesse caso, aNesse caso, a an´an´alise dealise de equi

equill´´ıbrıbrio io gergeralal conecta ambos os mercados. conecta ambos os mercados. Uma

Uma manemaneira ira de de ver ver ississo ´o ´e ae atrav´trav´es es dada  demanda  demanda  ee oferta  oferta   relativas.  relativas. Primeiro, vemos que n˜

Primeiro, vemos que n˜ao haveria oferta de queijo caso o pre¸ao haveria oferta de queijo caso o pre¸co relativo fosseco relativo fosse menor que

menor que a aLC LC /a/aLW LW , pois se, pois se P  P C C /P /P W W  < < aaLC LC /a/aLW LW , ent˜, ent˜ao Home se especializariaao Home se especializaria

na produ¸

na produ¸c˜c˜ao de vinao de vinhoho. . LoLogogo, , ququanandodo P P C C /P /P W W  == aaLC LC /a/aLW LW , Home se torna, Home se torna

indiferente entre produzir queijo e vinho, ofertando qualquer quantidade dos indiferente entre produzir queijo e vinho, ofertando qualquer quantidade dos bens, produzindo uma curva horizontal (o mesmo ocorre para Foreign).

bens, produzindo uma curva horizontal (o mesmo ocorre para Foreign). Depois, vemos que se

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quando Foreign se especializa em vinho, ele produz

quando Foreign se especializa em vinho, ele produz LL∗∗/a/a∗∗

LW 

LW . Logo, para qual-. Logo, para

qual-quer pre¸

quer pre¸co relativo entre os custos de oportunidade de Home e Foreign, a ofertaco relativo entre os custos de oportunidade de Home e Foreign, a oferta relativa de queijo ser´

relativa de queijo ser´a:a:

((L/aL/aLC LC ))//((LL∗∗/a/a∗∗LLW W ))

Ou seja

Ou seja, , s˜s˜ao ao as as quanquantidadtidades es relatrelativivas as m´m´aximas que Home e Foreign v˜aximas que Home e Foreign v˜aoao prod

produziuzir. r. NesNessa sa linlinha ha vevertirticalcal, , HomHome e se se espeespeciacializa na liza na prodprodu¸u¸c˜c˜ao de queijo eao de queijo e Foreign, na produ¸

Foreign, na produ¸c˜c˜ao de vinho.ao de vinho. Logo, os

Logo, os pre¸ pre¸cos cos  s˜s˜ao definidos somente por componentes daao definidos somente por componentes da  oferta oferta (tecnolo-  (tecnolo-gia, custo de oport

gia, custo de oportunidadunidade). e). E asE as  quantidades  quantidades  s˜s˜ao definidas por componentesao definidas por componentes da

da demanda demanda..

Quanto maior a demanda por queijo, mais deslocada para a direita ser´ Quanto maior a demanda por queijo, mais deslocada para a direita ser´a a aa RD e

RD e maior ser´maior ser´a a produ¸a a produ¸c˜c˜ao mundial de queijo. Home se especializar´ao mundial de queijo. Home se especializar´a em queijoa em queijo e Foreign produzir´

e Foreign produzir´a queijo e vinho (mais queijo que vinho).a queijo e vinho (mais queijo que vinho). 1.3.2

1.3.2 Ganhos do Ganhos do com´com´ercioercio

Supondo que Home produza queijo e vinho, mas que tenha uma produtividade Supondo que Home produza queijo e vinho, mas que tenha uma produtividade mai

maior em or em quequeijoijo. . AssAssim, ela im, ela pode produzpode produzir mais queijir mais queijo o e e troctrocar seus queijar seus queijosos por

por vinvinhoshos, , prodproduziuzidos em dos em FForeoreignign. . IssIsso o aumaumenentartar´´a a quantidade de vinhoa a quantidade de vinho dispon

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de vinho. de vinho.

1.4

1.4 V

Vantagens comparat

antagens comparativ

ivas:

as: equ

equ´

´ıvocos e mitos

ıvocos e mitos

•  O   O livre livre com´com´ercio ercio ´´e e ben´ben´efico efico somsomentente e se se seu seu papa´´ıs ıs ´´e e sufisuficiencientemtementente e fortforte e  para resistir `

para resistir `a a concorrˆconcorrˆencencia ia estestrangerangeira:ira:

• A A concorrˆconcorrˆencia encia estrangeira estrangeira ´´e e injusta injusta e e prejudica prejudica outros outros papa´´ıses ıses quando quando se se  baseia em sal´ 

baseia em sal´ arios baixos:arios baixos:

• O  O com´com´ercio ercio explora explora um um papa´´ıs ıs e e o o torna torna pior pior se se seus seus trabalhadores recebtrabalhadores recebem em  sal´ 

sal´ arios muito mais baixos que os de outras na¸arios muito mais baixos que os de outras na¸c˜ c˜ oes:oes:

1.5

1.5 Conclus˜

Conclus˜ao

ao

Um

Um papa´´ıs ıs com com baixa baixa remunera¸remunera¸c˜c˜ao e baixa produtividade possui vantagens com-ao e baixa produtividade possui vantagens com-parativas

parativas, , logo, logo, o o com´com´ercio ercio internacional ´internacional ´e e capaz capaz de de beneficiar beneficiar esse esse papa´´ıs. ıs. OO problema da redu¸

problema da redu¸c˜c˜ao do bem estar da classe trabalhadora n˜ao do bem estar da classe trabalhadora n˜ao est´ao est´a no livrea no livre com´

com´ercio, ercio, mas mas na na baixa baixa produtividade produtividade dos dos trabalhadores.trabalhadores.

2

2 O

O mo

mode

delo

lo de

de pr

prop

opor

or¸¸c˜

ao

ao de

de fato

fatores

res (Mo

(Modelo

delo de

de

Heckscher-Ohlin)

Heckscher-Ohlin)

Cap

Cap´´ıtulo 4. ıtulo 4. Krugman & Krugman & Obstfeld: Obstfeld: Economia Internacional (8Economia Internacional (8aa

ed.) ed.) O trabalho n˜

O trabalho n˜ao ao ´´e e o o ´´unico fator de produ¸unico fator de produ¸c˜c˜ao, como dita o modelo ricardiano.ao, como dita o modelo ricardiano. No

No mundo rmundo real, eal, o co com´om´ercio ercio ´´e exe explicadplicado to tanto panto por or diferen¸diferen¸cas na produtividade,cas na produtividade, quanto por diferen¸

quanto por diferen¸cas noscas nos recursos  recursos  e outros fatores de produ¸ e outros fatores de produ¸c˜c˜ao ao dos dos pa´pa´ıseıses.s.

• Teoria de Heckscher-Ohlin: Teoria de Heckscher-Ohlin:  enfatiza a interrela¸ enfatiza a interrela¸c˜c˜ao entre as propor¸ao entre as propor¸c˜c˜oesoes em

em que que fatfatoreores s de de difdifereerentntes es prodprodu¸u¸c˜c˜ao est˜ao est˜ao ao dispondispon´´ıveis ıveis em em diferentesdiferentes pa

pa´´ıses ıses e e as as proppropor¸or¸c˜c˜oes em que eles s˜oes em que eles s˜ao utilizados na produ¸ao utilizados na produ¸c˜c˜ao de difer-ao de difer-entes bens.

entes bens.

2.1

2.1 O mode

O modelo de

lo de uma e

uma econ

conomi

omia com d

a com dois f

ois fato

atores

res

Supondo que cada economia possa produzir dois bens (tecidos e alimentos) e Supondo que cada economia possa produzir dois bens (tecidos e alimentos) e que a produ¸

que a produ¸c˜c˜ao de cada bem exija o uso de dois fatores de produ¸ao de cada bem exija o uso de dois fatores de produ¸c˜c˜ao ilimitadosao ilimitados (trab

(trabalho e alho e terraterra). ). DefiniDefinimos como:mos como:

• aaST ST : alqueires de terra para produzir um metro de tecido.: alqueires de terra para produzir um metro de tecido.

• aaLT LT : horas de trabalho para produzir um metro de tecido.: horas de trabalho para produzir um metro de tecido.

• aaSASA: alqueires de terra para produzir uma caloria de alimento.: alqueires de terra para produzir uma caloria de alimento.

• aaLALA: horas de trabalho para produzir uma caloria de alimento.: horas de trabalho para produzir uma caloria de alimento.

• LL: oferta de trabalho da economia.: oferta de trabalho da economia.

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dos insumos que melhor lhe convir. A

dos insumos que melhor lhe convir. A  escolha dos insumos escolha dos insumos depende do custo depende do custo relativo de terra e trabalho: sendo

relativo de terra e trabalho: sendo  w w  o sal´ o sal´ario por hora de trabalho eario por hora de trabalho e  r r  o custo o custo de um alqueire de terra, a escolha depender´

de um alqueire de terra, a escolha depender´a da raz˜a da raz˜aoao w w/r/r.. Pre¸

Pre¸cos de fatores e pre¸cos de fatores e pre¸cos de benscos de bens Sendo

Sendo o o mercado mercado em em concorrˆconcorrˆencia encia perfeita, perfeita, ent˜ent˜ao ao a a concorrˆconcorrˆencia encia entre entre os os pro- pro-dutores de cada setor assegurar´

dutores de cada setor assegurar´a que oa que o pre¸ pre¸co de cada bem seja igual a seu custoco de cada bem seja igual a seu custo de produ¸

de produ¸c˜ c˜ aoao. . J´J´a a oo custo de produ¸ custo de produ¸c˜ c˜ aoao  depende dos pre¸ depende dos pre¸cos cos dos dos fatores, fatores, isto ´isto ´e, e, sese o pre¸

o pre¸co da terra aumentar, o pre¸co da terra aumentar, o pre¸co de qualquer bem relacionado com o uso daco de qualquer bem relacionado com o uso da terr

terra a tamb´tamb´em em aumeaumentar´ntar´a.a. A importˆ

A importˆancia do pre¸ancia do pre¸co de um fator para o custo de produzir um bemco de um fator para o custo de produzir um bem depende da quantidade desse fator utilizada na produ¸

depende da quantidade desse fator utilizada na produ¸c˜c˜ao ao desse bdesse bem. em. Isto ´Isto ´e, e, sese a produ¸

a produ¸c˜c˜ao de um bem envolver bastante o uso da terra, o aumento no pre¸ao de um bem envolver bastante o uso da terra, o aumento no pre¸coco da terra ter´

da terra ter´a grande impacto no pre¸a grande impacto no pre¸co do bem.co do bem. Logo, existe uma rela¸

Logo, existe uma rela¸c˜c˜ao entre aao entre a ra raz˜z˜ao ao sasal´l´ario-renda da terra (ario-renda da terra (w/rw/r) ) e e aa raz˜

raz˜ao ao dos dos pre¸pre¸coscos ( (P P T T /P /P AA).).

Quando a raz˜

Quando a raz˜aoao P P T T /P /P AA  aumenta, a raz˜  aumenta, a raz˜ao ao entre entre terra terra e e trabalho trabalho tambtamb´´emem

aumenta na produ¸

aumenta na produ¸c˜c˜ao dos doiao dos dois s benbens. s. QuQuanando a do a raraz˜z˜ao entre terra e trabalhoao entre terra e trabalho aumenta, ent˜

aumenta, ent˜ao oao o  produto marginal do trabalho produto marginal do trabalho  em  em termos termos daquele daquele bem bem tamb´tamb´emem aumenta. Logo, os trabalhadores descobrem que seu sal´

aumenta. Logo, os trabalhadores descobrem que seu sal´ario real est´ario real est´a mais altoa mais alto em term

em termos de ambos os bens. os de ambos os bens. PoPor outro ladr outro lado, oo, o   produto maginal da terra   produto maginal da terra  caicai e os propriet´

e os propriet´arios de terras descobrem que sua renda real reduz em termos dearios de terras descobrem que sua renda real reduz em termos de ambos os bens.

ambos os bens. Portanto, altera¸

Portanto, altera¸c˜c˜oes nos pre¸oes nos pre¸cos dos bens n˜cos dos bens n˜ao s´ao s´o alteram a distribui¸o alteram a distribui¸c˜c˜ao deao de renda, como aumentam a renda dos trabalhadores e reduz a dos propriet´ renda, como aumentam a renda dos trabalhadores e reduz a dos propriet´arios.arios. Recursos e produto

Recursos e produto

Supondo que a economia se encontra em pleno emprego de suas ofertas de terra Supondo que a economia se encontra em pleno emprego de suas ofertas de terra e trabalho, a aloca¸

e trabalho, a aloca¸c˜c˜ao dos recursos em uma economia com dois fatores pode serao dos recursos em uma economia com dois fatores pode ser determinada pelo

determinada pelo diagrama de caixa diagrama de caixa.. Dados os pre¸

Dados os pre¸cos de tecidos e alimentos e as ofertas de terra e trabalho,cos de tecidos e alimentos e as ofertas de terra e trabalho, a aloca¸

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2.2

2.2 Efeitos do com

Efeitos do com´

´

ercio in

ercio internacional en

ternacional entre economias

tre economias com

com

dois fatores

dois fatores

Examina

Examinando, agorando, agora, para duas economi, para duas economias, Loas, Local e Estrangeircal e Estrangeiro, que fazem com´o, que fazem com´ercio,ercio, sabe-se que essas duas economias s˜

sabe-se que essas duas economias s˜ao semelhantes (demandas por tecidos e al-ao semelhantes (demandas por tecidos e al-imentos idˆ

imentos idˆenticas e enticas e detˆdetˆem em a a mesma tecnologia). mesma tecnologia). A A ´´unica unica diferdiferen¸en¸ca consisteca consiste nos seus recurso

nos seus recursos: s: Local possui uma rela¸Local possui uma rela¸c˜c˜ao trabalho e terra mais alta que emao trabalho e terra mais alta que em Estrangeiro.

Estrangeiro. Pre¸

Pre¸cos relativos e padr˜cos relativos e padr˜ao ao do do cocom´m´ercercioio

• L Loocacal l ´´ee  trabalho-abundante   trabalho-abundante  pois sua raz˜ pois sua raz˜ao ao trabalhtrabalho-terra o-terra ´´e mae mais is alta;alta;

•  E  Estrstranangeigeiro ´ro ´ee t terra-abuerra-abundante ndante .. Exemplo:

Exemplo: Os Os EUA EUA tˆtˆem em 80 80 milh˜milh˜oes de trabalhadores e 200 milh˜oes de trabalhadores e 200 milh˜oes deoes de alqueires (raz˜

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Com´

Com´erciercio e o e disdistritribuibui¸¸c˜c˜ao de ao de rerendanda Um

Um aumento no pre¸ aumento no pre¸co dos tecidos co dos tecidos  aumenta o poder de compra do trabalho em aumenta o poder de compra do trabalho em termos dos outros bens, enquanto reduz o poder de compra da terra em termos termos dos outros bens, enquanto reduz o poder de compra da terra em termos dos outros bens. Assim, no Local, se os

dos outros bens. Assim, no Local, se os  pre¸ pre¸cos relativos aumentarem cos relativos aumentarem , as pessoas, as pessoas que ganham renda via trabalho saem ganhando, enquanto as que ganham renda que ganham renda via trabalho saem ganhando, enquanto as que ganham renda via terra saem perdend

via terra saem perdendo. o. No EstrangNo Estrangeiro, caso oseiro, caso os   pre¸  pre¸cos cos relatrelativos ivos caca´´ısseıssem m , , osos trabalhadores saem perdendo, enquanto os propriet´

trabalhadores saem perdendo, enquanto os propriet´arios de terra ganham.arios de terra ganham. Teorema de Stolper-Samuelson:

Teorema de Stolper-Samuelson:  Os propriet´ Os propriet´arios de fatores abundantesarios de fatores abundantes de

de um um pa´pa´ıs ıs obtˆobtˆem em ganhganhos os do do com´com´erciercio, o, mas mas os os propropripriet´et´arios dos fatores escassosarios dos fatores escassos saem perdendo.

saem perdendo. Equaliza¸

Equaliza¸c˜c˜ao dos pre¸ao dos pre¸cos de fatorescos de fatores Na presen¸

Na presen¸ca de ca de com´com´ercio ercio internaciointernacional, nal, os pos pre¸re¸cos dos bens convergem. Essa con-cos dos bens convergem. Essa con-ver

vergˆgˆencencia ia leleva `va `a ca convergˆonvergˆenciencia doa dos ps pre¸re¸cos relativos de terra e trabalho (cos relativos de terra e trabalho ( equaliza¸equaliza¸c˜c˜aoao dos pre¸

dos pre¸cos de fatorescos de fatores).).

Se Local e Estrangeiro tiverem os mesmos pre¸

Se Local e Estrangeiro tiverem os mesmos pre¸cos relativos de tecidos e ali-cos relativos de tecidos e ali-mentos, ent˜

mentos, ent˜ao ter˜ao ter˜ao os mesmos pre¸ao os mesmos pre¸cos de fatores.cos de fatores. Essa

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• Modelo Modelo de de fatofatores eres especspec´´ıficos ıficos : : EnquaEnquanto o trabanto o trabalho pode ser alocado livre-lho pode ser alocado livre-mente pelos

mente pelos setores, setores, tamb´tamb´em devem ser em devem ser levados em levados em conta outros conta outros fatoresfatores espec´

espec´ıficos ıficos de dde determinadeterminadas as ind´ind´ustrias. ustrias. O O modelo ´modelo ´e e ideal para ideal para entender aentender a distribui¸

distribui¸c˜c˜ao de renda, mas inadequado para analisar o padr˜ao de renda, mas inadequado para analisar o padr˜ao ao de de cocom´m´ercercioio..

• Modelo de Hecksher-Ohlin  Modelo de Hecksher-Ohlin : : V´V´arios fatores de produ¸arios fatores de produ¸c˜c˜ao podem ser alocadosao podem ser alocados pelos setores

pelos setores. . O O modelo levmodelo leva a a a um entendum entendimenimento mais to mais profprofundo de undo de comocomo os recursos direcionam os padr˜

os recursos direcionam os padr˜oes oes de de com´com´ercio, ercio, apesaapesar r de de ser ser mais mais difdif´´ıcilıcil de trabalhar com ele.

de trabalhar com ele. De modo geral, s˜

De modo geral, s˜ao casos ao casos especespec´´ıficos de ıficos de um modelo um modelo mais geral, mais geral, que descreveriaque descreveria uma

uma economia mundial economia mundial com com com´com´ercio. ercio. Cada Cada caso ´caso ´e e capaz capaz de de explicar explicar somentesomente eventos/situa¸

eventos/situa¸c˜c˜oes oes espespec´ec´ıficıficas.as.

3.1

3.1 O

O modelo-padr˜

modelo-padr˜

ao pa

ao para uma

ra uma economia com

economia com com´

com´

ercio

ercio

Possibilidades de produ¸

Possibilidades de produ¸c˜c˜ao ao e e oferoferta ta relrelatiativava Supondo que

Supondo que cada pacada pa´´ıs produza ıs produza dois bens, dois bens, alimentos (A) e tecidos alimentos (A) e tecidos (T) e que (T) e que aa fron

fronteira de teira de possibilipossibilidades de dades de produ¸produ¸c˜c˜ao seja uma curva suave.ao seja uma curva suave. A

A quantidade que quantidade que a a economia efetivameneconomia efetivamente prote produz sobre duz sobre a a fronteira ´fronteira ´e e dadadada pelos pre¸

pelos pre¸cos pre¸cos pre¸cos relativoscos relativos P P T T /P /P AA, , isto ´isto ´e, e, que maximize que maximize o valor o valor do prodo produtoduto

a pre¸

a pre¸co de mercado,co de mercado,  P  P T T QQT T + P +P AAQQAA. Logo, a economia produzir´. Logo, a economia produzir´a no ponto ema no ponto em

que as linhas de isovalor que as linhas de isovalor11

tangenciar a fronteira de possibilidades de produ¸ tangenciar a fronteira de possibilidades de produ¸c˜c˜ao.ao.

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Pre¸

Pre¸cos relativos e demandacos relativos e demanda Supo

Supontnto o que que a a quaquantntidaidade de conconsumsumida ida sejseja a iguigual al a a quaquantntidaidade de prodproduziuzida da nana economia, temos que:

economia, temos que: P 

P T T QQT T ++ P P AAQQAA = = P  P T T DDT T ++ P P AADDAA = = V  V 

Em oposi¸

Em oposi¸c˜c˜ao ao que ser´ao ao que ser´a produzido, a economia escolher´a produzido, a economia escolher´aa  consumir   consumir   no ponto  no ponto que a linha de isovalor tangenciar a curva de indiferen¸

que a linha de isovalor tangenciar a curva de indiferen¸ca mais alta (ponto deca mais alta (ponto de maior

maior bem bem estar estar poss´poss´ıvel).ıvel).

Como a economia consumir´

Como a economia consumir´a menos tecidos que produziu, esse excedentea menos tecidos que produziu, esse excedente ser´

ser´a exportado; o contr´a exportado; o contr´ario acontece com o consumo de alimentos.ario acontece com o consumo de alimentos. Caso o pre¸

Caso o pre¸co relativoco relativo P P T T /P /P AA aumente, a isovalor ficar´ aumente, a isovalor ficar´a mais declinada e,a mais declinada e,

consequentemente, a curva de indiferen¸

consequentemente, a curva de indiferen¸ca tangenciar´ca tangenciar´a em um ponto ainda maisa em um ponto ainda mais elevado, representando um ganho social: as pessoas consumir˜

elevado, representando um ganho social: as pessoas consumir˜ao mais de ambosao mais de ambos os bens. Aumentar˜

os bens. Aumentar˜ao as importa¸ao as importa¸c˜c˜oes de alimentos e as exporta¸oes de alimentos e as exporta¸c˜c˜oes de tecidos.oes de tecidos. Sendo os

Sendo os  termos de troca termos de troca  definidos pela raz˜ definidos pela raz˜ao do pre¸ao do pre¸co do bem que umco do bem que um pa

pa´´ıs ıs inicialmente expinicialmente exporta orta e e o o pre¸pre¸co do bem que ele inicialmente importa (noco do bem que ele inicialmente importa (no caso,

caso, P P T T /P /P AA),),  um aumento nos termos de troca aumenta o bem estar de um  um aumento nos termos de troca aumenta o bem estar de um 

pa

pa´´ıs ıs (consumo aumenta), (consumo aumenta), enquanto enquanto um um decldecl´´ınio ınio nos nos termos termos de de trotroca ca rereduz duz oo bem

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Por um lado, o crescimento no resto do mundo aumenta o mercado para as Por um lado, o crescimento no resto do mundo aumenta o mercado para as nossas exporta¸

nossas exporta¸c˜c˜oes; oes; por por outro, significa outro, significa maiores concorrˆmaiores concorrˆencias. encias. Para esclarecerPara esclarecer essas contradi¸

essas contradi¸c˜c˜oes, o modelo-padr˜oes, o modelo-padr˜ao de ao de com´com´ercio ercio explica explica os dios diferentes eferentes efeitos feitos dodo crescimento econˆ

crescimento econˆomico omico no no mundo mundo com com com´com´ercio.ercio. Crecimento viesado:

Crecimento viesado:  quando a fronteira de possibilidades de produ¸ quando a fronteira de possibilidades de produ¸c˜c˜ao seao se desloca para fora mais em uma dire¸

desloca para fora mais em uma dire¸c˜c˜ao que em outra.ao que em outra. Isto ´

Isto ´e, se e, se o pa´o pa´ıs Loıs Local pcal produziroduzir tecir tecidos, dos, um crescum crescimento viimento viesado esado para tepara tecidoscidos aumenta a produ¸

aumenta a produ¸c˜c˜ao (para qualquer pre¸ao (para qualquer pre¸co relativo de tecidos dado), enquantoco relativo de tecidos dado), enquanto a produ¸

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3.2

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Logo, os pre¸

Logo, os pre¸cos relativos de tecidos no mundo aumentam e, portanto,cos relativos de tecidos no mundo aumentam e, portanto, os termos de troca do Local melhoram, relativo ao Estrangeiro.

os termos de troca do Local melhoram, relativo ao Estrangeiro. Efeito

Efeito dos dos subs´subs´ıdios ıdios `as exporta¸c˜`as exporta¸c˜oesoes Supondo que Local ofere¸

Supondo que Local ofere¸ca um ca um subssubs´´ıdio ıdio de 20% de 20% sobre o sobre o valor de valor de qualquer tecidoqualquer tecido exporta

exportado. do. Logo, o pre¸Logo, o pre¸co interno dos tecidos ficar˜co interno dos tecidos ficar˜ao 20% mais caros com rela¸ao 20% mais caros com rela¸c˜c˜aoao aos alimentos.

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As tarifas

As tarifas e os e os subssubs´´ıdios tem ıdios tem efeitos opostos efeitos opostos sobre os sobre os termos de termos de troca.troca.

4

4 A Nov

A Nova T

a Teoria do Com´

eoria do Com´

ercio Intern

ercio Internacional

acional

Cap

Cap´´ıtulo 6. ıtulo 6. Krugman & Krugman & Obstfeld: Obstfeld: Economia Internacional (8Economia Internacional (8aa

ed.) ed.)

4.1

4.1 T

Teoria da concorr

eoria da concorrˆ

ˆ

encia imperfeita

encia imperfeita

Em

Em um mercado um mercado com concorrˆcom concorrˆencia pencia perfeita, as erfeita, as firmas s˜firmas s˜aoao tomadoras de pre¸ tomadoras de pre¸cos cos ,, ou seja, os vendedores n˜

ou seja, os vendedores n˜ao influenciam no pre¸ao influenciam no pre¸co que se paga pelo produto. co que se paga pelo produto. CadaCada produtor individual de determinado bem representa uma fra¸

produtor individual de determinado bem representa uma fra¸c˜c˜ao muito pequenaao muito pequena do mercado desse bem.

do mercado desse bem.

Por outro lado, caso existam apenas algumas firmas produzindo certo bem, Por outro lado, caso existam apenas algumas firmas produzindo certo bem, dizemos que elas est˜

dizemos que elas est˜ao emao em  concor  concorrˆrˆencia iencia impemperfeirfeitata, , isto isto ´´e, e, quando quando as as firmasfirmas s˜

s˜ao capazes de influenciar o pre¸ao capazes de influenciar o pre¸co de seus bens e que conseguem vender maisco de seus bens e que conseguem vender mais somente reduzindo seus pre¸

somente reduzindo seus pre¸cos. Nesse caso, as firmas s˜cos. Nesse caso, as firmas s˜aoao formadoras de pre¸ formadoras de pre¸cos cos .. Um

Um exemplo dessa exemplo dessa estrutura de estrutura de mercado ´mercado ´e e oo  monop´ monop´olio puroolio puro, um mercado, um mercado onde a firma n˜

onde a firma n˜ao enao enfrentfrenta cona concorrˆcorrˆenciencia.a.

Monop´

Monop´

olio

olio

Para

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Portanto, seja a demanda dada por: Portanto, seja a demanda dada por:

Q

Q = = A A−−BB · · P P  Em que a

Em que a A A  e e  B B s˜s˜ao constantes. E a receita marginal por:ao constantes. E a receita marginal por: RM

RMgg = = P  P −−Q/BQ/B Essa equa¸

Essa equa¸c˜c˜ao revela oao revela o hiato entre o pre¸ hiato entre o pre¸co e a receita marginal co e a receita marginal , que depende da, que depende da quantidade

quantidade QQ vendida e da declividade vendida e da declividade BB   da curv  da curva de demanda. a de demanda. Isso implicIsso implicaa que quanto maior

que quanto maior QQ, menor, menor RMRM gg, , j´j´a que uma a diminui¸a que uma a diminui¸c˜c˜ao nos pre¸ao nos pre¸cos custacos custa mais para a firma. Logo, isso implica:

mais para a firma. Logo, isso implica: P 

P −−RMRMgg = = Q/B Q/B Custo

Custo m´m´edio edio e e custo custo marginamarginal:l:   Sendo  Sendo C C MMee o  o custo custo m´m´edio edio (custo (custo totaltotal da firma dividido pelo seu produto) e

da firma dividido pelo seu produto) e CMCM gg   o custo marginal, a rela¸  o custo marginal, a rela¸c˜c˜ao entreao entre esses

esses dois dois custos ´custos ´e e expressa expressa por:por: C 

C  = =  F  F  + + C C  · ·QQ Em que

Em que F  F  ´ ´e o e o cuscusto to fixo fixo ee c c ´ ´e o e o custcusto mo margarginalinal. . Logo Logo o co custusto m´o m´ediedio ´o ´e de dado ado porpor:: CM

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Hip´

Hip´oteses:oteses: Supondo que as firmas s˜ Supondo que as firmas s˜ao capazes de vender mais quanto maiorao capazes de vender mais quanto maior for a demanda pelo produto e quanto maiores forem os pre¸

for a demanda pelo produto e quanto maiores forem os pre¸cos cobrados peloscos cobrados pelos concorrentes, ent˜

concorrentes, ent˜ao a demanda pode ser encontrada por:ao a demanda pode ser encontrada por: Q

Q = = V  V ·· [1 [1/n/n−−bb·· ( (P P −−P P )])] Em que

Em que V  V  s˜s˜ao as vendas totais da ind´ao as vendas totais da ind´ustria (medida de tamanho de mercado),ustria (medida de tamanho de mercado), n

n   ´  ´e e o o nn´´umero de firmas na ind´umero de firmas na ind´ustria,ustria, bb  ´  ´e e a a resposresposta ta das das venvendas das a a seu seu pre¸pre¸coco (constante),

(constante), P P   ´  ´e e o o pre¸pre¸co cobrado pela pr´co cobrado pela pr´opria firma eopria firma e P P   p  pe e o o prpre¸e¸co co m´m´ediedioo cobra

cobrado pelos concorrendo pelos concorrentes. tes. Se cada firma cobrar o Se cada firma cobrar o mesmmesmo pre¸o pre¸co, todas ter˜co, todas ter˜aoao um share de 1

um share de 1/n/n e, portanto, vender˜ e, portanto, vender˜aoao V V /n/n unidades. unidades. Equil´

Equil´ıbrio ıbrio de de mercadomercado::   Supondo que todas as firmas da ind´  Supondo que todas as firmas da ind´ustria s˜ustria s˜aoao si

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