Thelmo
de
Araujo
Álgebra
Linear:
T
eoría
e
Apúbaçô'ea
l/çb
1
TEXTOS
UNIVERSITÁRIOSThelmo de
Araujo
Á
[geôm
Línea/º;
T
cúria
e
Aplicaçõea
1ª
edição
2014
Rio
de
Janeiro
E“?
SEM
'
Álgebra
Línea/ª:
Álgebra Linear: Teoria eAplicações
Copyright © 2014 Thelmo Pontes deAraújo
Direitos reservados pela Sociedade Brasileira de Matemática
A reprodução não autorizada desta publicação, no todo ou em parte, constitui violação de direitos autorais. (Lei 9.610/98)
Sociedade Brasileira deMatemática
Presidente: MarceloViana
Vice-Presidente: Vanderlei Horita Primeiro Secretário:Ali Tahzibi
Segundo Secretário: Luiz Manoel de Figueiredo
Terceiro Secretário: Marcela Souza
Tesoureiro: Carmen Mathias Editor Executivo
Hilário Alencar Assessor Editorial Tiago Costa Rocha
Capa
Pablo Diego Regino, sobreprojeto de Adriana Moreno
ColeçãoTextos Universitários ComitêEditorial
Bernado Lima
Djairo de Figueiredo
José Cuminato José Espinar
Ronaldo Garcia (Editor-chefe)
Silvia Lopes
Distribuição evendas
Sociedade Brasileira deMatemática
Estrada Dona Castorina, 110 Sala 109
—
Jardim Botânico22460—320 Rio deJaneiro RJ
Telefones: (21) 2529-5073 /2529-5095
http://www.sbm.org.br/ email:lojavirtual©sbm.org.br ISBN 978-85-8337—025-3
FICHAC'ATALOGRÁFICAPREPARADAPEIA SEÇÃODETRATAMENTODA
INFORMAÇÃO DABIBLIOTECAPROFESSOR ACHILLE BASSI—ICMC/USP
Araújo, Thelmo Pontes de
A663a Álgebra linear: teoria eaplicações/Thelmo Pontes
deAraújo. —Rio deJaneiro: SBM,2014.
360p. (ColeçãoTextos Universitários; 16)
ISBN 978-85-8337-025-3
1.Sistemasdeequações. 2. Espaçosvetoriais.
Credo
ut
intellegam, Intellegout
creditªr
Sumário
Prefácio
1
Sistemas
de EquaçõesLineares
1
1.1
Matrizes
eVetores
...
2
1.2
Sistemas Lineares
e o Método de Eliminação deGauss
... 151.3
Decomposição
LU
...
29
1.4
EliminaçãoGaussiana
comPivotamento
Parcial ...38
1.5
Aplicação: Método de Gauss—Jordan ... 512
EspaçosVetoriais
592.1
Espaços e SubespaçosVetoriais
... 592.2
IndependênciaLinear,
Base
eDimensão
...71
2.3
Base
Ordenada
e Mudança deBase
...81
2.4
Os Quatro
Subespaços Fundamentais ...90
2.5
SubespaçosFundamentais,
Sistemas
Lineares
eInvertibilidade
...
103
2.6
Aplicação:Grafos
...
108
3
Ortogonalidade117
3.1
Norma
e Produto
Interno
...
117
3.2 Vetores
e
Subespaços Ortogonais...
129
3.3
Projeções eo
Processo
deGram-Schmidt
...
137
3.4
DecomposiçãoQR
...
145
3.5
Aplicação: MínimosQuadrados
...
154
4
Determinantes
161
4.1
Determinante
de
uma
Matriz
...
162
Sumário 4.3 Aplicações
...
184 5Autovalores
191 5.1Sistemas
Mecânicos...
192 5.2 Autovalores e Autovetores...
199 5.3Matrizes
Complexas...
210 5.4 Diagonalização...
217 5.5Teorema
Espectral...
2255.6 Aplicação: Cadeias de Markov ... 238
5.7 Aplicação: SVD e PCA ... 243
6 Transformações Lineares 251 6.1 Transformações Lineares
...
2516.2 Dois Subespaços Fundamentais
...
2616.3 Representação Matricial de Transformações Lineares ... 268
6.4 Operadores Autoadjuntos
...
2766.5 Aplicação: Transformações Lineares Geométricas
...
284 ApêndicesA
MATLABº
e GNU Octave 297B Corpos 303
C Números Complexos 307
Bibliografia 313
Respostas de Exercícios Selecionados 317
Prefácio
'
E
praxeno universo
editorial dos livros de Matemática justificar — quasecomo um pedido de desculpas —— o aparecimento de mais uma obra.
Versando
ela sobre uma disciplina
basica,
como ÁlgebraLinear,
a praxetorna-se
uma
obrigação: há
tantos
bons livros de ÁlgebraLinear
que um a mais pode parecerdesnecessário.
Pior
ainda,
pode ser indesejado.Creio,
noentanto,
que a existência deste pequeno livro justifica-se porqua-tro
de suas características: serconciso,
possuir nível de abstração adequado,propor aplicações e apresentar decomposições matriciais.
Concisão.
Durante
os anos que venho ensinando Álgebra Linear para alu—nos dos cursos de Matemática
(bacharelado
elicenciatura),
Engenharias eCi—
ência da Computação, adotei livros quer por suas aplicações engenhosas, querpor apresentarem a
teoria
de forma elegante e completa, ou mesmo por suagrande quantidade de bons exercícios.
Entretanto,
adotando
esseslivros,
sem-pre fui
forçado
aescolher,
entre
uma dezena ou mais de capítulos, os cinco ouseis
que comporiamuma
disciplina de60
ou de90
horas. Escolhas desse tipoem uma
disciplinamatematica
básica trazem o risco de perder acontinuidade
de exposição
pensada
peloautor,
levando
os leitores a não mais acompanharas demonstrações e os exemplos.
Percebi, ainda,
no
Mestrado
Acadêmico em Ciência da Computação daUECE,
quemuitos
estudantes
depós—graduação
precisavam de uma revisãoacelerada
dos
conteúdos
básicos de AlgebraLinear.
Talnecessidade,
possi—velmente
compartilhada
com
alunos das engenharias e das ciênciasexatas,
poderia ser
suprida
porum
livrointrodutório
maisconciso,
porém abrangente0
suficiente para
incluir
os
conceitos
deautovalores
eautovetores.
Nível de abstração.
O Prof.
Elon
LagesLima afirma
quea
“decisãode
apre—sentar
a ÁlgebraLinear sob
oponto de
vista das transformações
lineares,
das
matrizes
ou das
formas
quadráticos
[.
..]
e'muitas
vezesuma
questãode
Prefácio
e ha
defensores
ferrenhos de cada uma delas apesar de poucºs preferirem asformas
quadráticas para um primeiro curso. É de minha convicção,entretanto,
que as
dificuldades
que os estudantes — em geral em seu primeiro 011 segundosemestre na universidade — enfrentam provêm do caráter de novidade e abs—
tração da disciplina e poderiam ser reduzidas apresentando—se inicialmente a
teoria completa com matrizes. Somente depois, seriam introduz1das as trans— formações lineares.
Aplicações. A ênfase nas matrizes tem a vantagem adicional de possibilitar
a aplicação imediata dos conceitos aprendidos em diversas áreas do conheci—
mento. Cada capítulo deste livro encerra—se com uma ou mais aplicações, que
vão de um método para calculo da inversa de uma matriz até uma técnica
de compressão de imagens, além de dicas de aplicações dispersas pelas seções a pretexto de motivação. Os professores podem trabalhar com seus alunos e
desenvolver mais ainda as aplicações existentes.
Cuidei para que o número dessas aplicações não fosse
excessivo,
ecorressem,
assim,
o risco de serem esquecidas.Decomposições matriciais. Além das aplicações
imediatas,
trabalhar commatrizes favorece a introdução de um dos tópicos
fundamentais
da ÁlgebraLinear Numérica: as decomposições matriciais. Sem abordar os algoritmos
para o cálculo dessas decomposições — o que não é apropriado neste nível
—,
o livro apresenta as decomposições
LU,
QR e espectral com mais profundidadee menciona
outras,
comoSVD,
LDU e Cholesky.Um conhecido exemplo de instabilidade da eliminação gaussiana sem pi—
votamento parcial foi incluído para mostrar ao leitor o cuidado que se deve
tomar ao passar do universo da exatidão matemática para o universo dos com—
putadores, que trabalham com um conjunto — por maior que seja — finito de números racionais.
Assim,
o livro foi concebido pequeno o suficiente para ser coberto por com—pleto em um semestre de 90
horas,
ou num de 60horas,
se as demonstrações das Seções4.2,
6.3 e 6.4 forem omitidas. O número de exercícios foidimen-sionado para que o estudante possa fazê—los todos. Optei, diversas
vezes,
pordemonstrações mais simples
—
usando o produto internoeuclidiano,
porexem-plo —— para que todas possam ser acompanhadas, quer o estudante esteja num
curso de
Matemática,
quer esteja num curso de Engenharia, Computação ousimilar. Creio que um curso de Álgebra Linear sem demonstrações dificulta
Prefácio
Algumas
demonstrações,
quecostumo
chamar
devisuais,
como
as
da
Pro—
posição
3.2,
do
Teorema
5.2
edo
Lema
deSchur,
sãomuito
favorecidas
pelaabordagem matricial
e reforçam minha
convicção daescolha
feital.
Por
fim,
deixo
as seguintes sugestões deroteiro
de estudo euma
visão
geraldos
conteúdos
dos
capítulos.Numa
disciplina de90
horas-aula,
ou três aulassemanais
deuma
horae quarenta
minutos,
todo o livro pode sercoberto,
todas as demonstrações explicadas e todos os exercícios podem serresolvidos
peloestudante.
Algumasseções,
em especial as do Capítulo6,
tomarão duas ou mais aulas.O
professordisporá ainda de
8
a10
aulas paraexercícios,
avaliações eoutras
atividades.
Se
a disciplina dispusersomente
de60
horas—aula,
ou duas aulassemanais,
o professor poderá ainda cobrir todo o
livro,
mas,
provavelmente, terá de abrirmão das
demonstrações
dasSeções
4.2,
6.3
e6.4.
Ao
leitor que deseja rever o conteúdo de ÁlgebraLinear
para uso numa pós-graduação, sugiro uma menor ênfase ao Capítulo4,
sobre determinantes,e,
dependendo docurso,
a
Seção6.3.
O
Capítulo1
inicia com uma pequena revisão sobre matrizes evetores
e introduz a maneira como o produto de uma matriz por um
vetor
deve ser“visualizado” pelo estudante: ela facilitará a compreensão de muitos resultados
e não deve ser menOSprezada.
Em
seguida, o método de eliminação deGauss
é
desenvolvido
em suas variantes # com ou sem pivotamento parcial —— eapresenta-se a decomposição
LU.
O
método de Gauss-Jordan para inversão dematrizes é a aplicação que
encerra
o capítulo.No
Capítulo2,
o leitorentra
emcontato
com aestrutura
algébrica estudadapela Álgebra
Linear:
o espaço vetorial.AS
noções de independêncialinear,
espaço gerado, base e dimensão são definidas e os quatro subespaçosfunda-mentais são
apresentados.
O
Teorema
Fundamental
da ÁlgebraLinear
podeser,
então, enunciado
edemonstrado.
Apesar deste capítulocontrastar
com oprimeiro em termos de nível de abstração, ambos são relacionados na
Seção
2.5,
quemostra
a importância de conhecer os espaços vetoriais subjacentes acada matriz para o
real
entendimento
do sistema linear correspondente.Como
aplicação,
mostramos
que os subespaços fundamentais revelam—se importantes1Com
este livro praticamente finalizado, tive conhecimento do Linear Algebra CurriculumStudy Group (ou Grupo de Estudo do Currículo de Álgebra Linear), formado por alguns
luminares da área, e sua recomendações (ver [6]) Dentre elas, a de que os departamentos de Matemática deveriam considerar seriamente fazer de seus primeiros cursos em Álgebra
Prefácio
no estudo das propriedades dos grafos.
Ortogonalidade é o tema do Capítulo 3: normas e produtos internos Sªº
definidos,
levando-nos ao conceito de vetores ortogonais. Derivam deste.con-ceito a noção de projeção, o processo de ortonormalização de
Gram—Sclleldt
ea decomposição matricial que dele procede diretamente: a decompOSÍǪº
QR-A aplicação que fecha o capítulo, o método dos mínimos quadrados, é das mais
importantes, sendo usado em diversas áreas do conhecimento. Além disso, seu
desenvolvimento
faz uso de tudo que foi exposto até então no livro.Apesar de adiarmos a discussão sobre determinantes até o Capítulo
4,
de—vido a seu custo computacional, eles são enfim apresentados. A definição
escolhida é da expansão de Laplace, por ser mais facilmente justificada em
termos de sistemas lineares e mais acessível aos estudantes do que a definição
combinatória. As principais propriedades são
demonstradas,
bem como a regrade Cramer e o método de inversão de matrizes Via matriz dos
cofatores,
queSão parte das aplicações do capítulo.
O Capítulo 5 apresenta um dos conceitos da Álgebra Linear mais frutíferos
em aplicações: os autovetores. A motivação, na Seção 5.1 vem de uma intro—
dução intuitiva aos sistemas mecânicos. Em seguida, autovalores e
autovetores
são calculados em três situações diferentes: autovalores
distintos;
autovalores repetidos, com um conjunto completo deautovetores;
e autovalores repetidos,com um conjunto incompleto de
autovetores.
Varias
propriedades dasmatri-zes complexas são demonstradas e a parte teórica do capítulo culmina com
o Teorema Espectral. Pela beleza das aplicações, apresentamos duas
delas,
aprimeira sobre cadeias de Markov e a segunda sobre a
decomposição
de valor singular e sua utilização em compressão de imagens.O último capítulo reapresenta a teoria — até então feita com matrizes
— utilizando transformações lineares. As principais definições São dadas nas
duas primeiras seções. Na Seção
6.1,
mostra-se
que astransformações
lineares formam um espaçovetorial.
Os dois principaisresultados
da Seção 6.2 são oTeorema Fundamental da Algebra Linear e as equivalências sobre
isomorfismos
(similares às equivalências da Seção 2.5).
Uma
seçãointeira
édedicada
ademonstrar que toda transformação linear entre espaços de
dimensão finita,
uma vez escolhidas suas
bases,
é representada poruma
matriz,
justificando aopção pelas matrizes no
desenvolvimento
da teoria.Na
Seção6,4,
oTeorema
Espectral para operadores autoadjuntos é
demonstrado.
O capítulo encerraPrefácio
TTêS Pequenos apêndices
foram
adicionados:
o
primeiroapresenta
algumaspoucas
funções do
GNU
Octave,
com
ointuito
deestimular
o leitor ausar
essa
ferramenta
computacional emseus
estudos.
O
ApêndiceB
resume-se
basicamente
a
definição
de corpo e a exemplos de corpos alémde
IR
e
(C.O
terceiro
eúltimo
pretende ser uma pequena revisão de números complexos.Agradecimentos
Agradeço aos editores e aos revisores da
Sociedade
Brasileira deMatema-tica que corrigiram
tanto
a primeiraversão,
ainda incompleta, domanuscrito
quanto
esta
que chega agora ao público.Varios
colegas indicaram livros e exercícios que muito me auxiliaram.En—
tre
eles,
destaco os Professores Marcelo PinheiroKlein,
José EunyMoreira
Rodrigues,
Gustavo
Augusto Lima de Campos e FranciscoLuiz Rocha
Pimen—tel.
As conversas
com o Prof.Francisco
Pimentel orientaram—me em algumasencruzilhadas
do projeto.O
incentivo
desses e deoutros
colegas durante todoo processo de criação deste volume foi alento para a inglória missão.
A
todoseles,
meus agradecimentos.Agradeço especialmente ao meu amigo
Fernando
Antônio AmaralPimentel,
que sugeriu diversas melhorias e corrigiu as versões preliminares deste
livro,
ajudando—me a imprimir—lhe o rigor que a Matemática exige.
Os
erros queporventura
restaram
são de minhaautoria.
Não
ha projeto de longo prazo que sedesenvolva
e se consolide num lar emdesarmonia.
Sem
o apoio de minha esposa,esta
obra não seria possível.Fortaleza,
verão de2014
1
Sistemas
de
Equações
Lineares
Se
pudéssemos definir a ÁlgebraLinear
em poucas palavras, diríamos queela é o estudo das combinações lineares de
vetores.
O
termo vetor
evoca,
na maioria dosestudantes,
as aulas deFísica,
em especial as de Mecânica.Nelas,
um
vetor
era simbolizado por umaflecha,
queindicava,
tanto
no plano quantono espaço
tridimensional,
a direção, o sentido e a magnitude de umagran-deza
física,
como,
por exemplo, força,velocidade,
ou aceleração,entre
outras. Aqui,entretanto,
trabalharemos com uma noção bem mais ampla devetor
— tomando-o como elemento de umaestrutura
algébrica denominada espaçovetorial
—,
sem porém nos esquecermos dessa intuição original da Física.No
entanto,
não iniciaremos nosso estudo com espaçosvetoriais,
mas comsistemas de equações lineares.
Isso,
por dois motivos: o primeiro é que umaparcela imensa dos cálculos científicos realizados em computadores
resume-se em calcular soluções de sistemas lineares.
O
segundo é a importância dométodo de
Gauss
para a resolução de sistemas lineares nodesenvolvimento
teórico da Álgebra
Linear.
Centramos,
então,
este
capítulo no método de eliminação deGauss
—tam-bém
conhecido
por eliminação gaussiana — para a resolução desistemas
deequações lineares.
Antes
de apresenta-lo,revisaremos
algunsconceitos sobre
matrizes já
conhecidos
pelosestudantes,
introduzindo novas maneiras de ver etrabalhar com
matrizes
evetores,
além derelembrar
algumasmatrizes
especi—ais.
O
método de eliminação deGauss
será expostoinicialmente
em
suaforma
mais simples, seguido de
sua
variante
com pivotamento parcial.Por
meio
deles,
2 Sistemas de Equações Lineares Capítulo 1
de uma matriz em um produto de duas ou mais matrizes. As
decomp081—
ções matriciais têm importantes aplicações na Álgebra Linear
COmPUtªºlºnªl'
Neste capítulo, conheceremos a decomposição LU e suas variantes
PA
= LUe PA :LDU.
_
Ao final deste capítulo — e de todos os outros
—,
mostraremos uma aphºª'ção dos assuntos estudados: um método de inversão de matrizes
denominado
método de Gauss-Jordan.
1.1
Matrizes
e
Vetores
Matrizes nada mais são que tabelas de números — ao menos à primelra
vista — organizados em linhas (horizontais) e colunas (verticais), podendo ser
quadradas: 2 1 0
A:“í],
B: -1 1-1,
6 8 2 ounão: —1 0C=[ãgí],
D: —10 9 3Dizemos que m x n (lê-se m por n) são as dimensões de uma matriz quando
ela possui m linhas e n colunas.
Assim,
uma matriz com 3 linhas e 4 colunas é dita de dimensões 3 >< 4. Denotamos as matrizes por letras latinas maiús-culas (A, B etc.) e seus elementos por letras latinasminúsculas,
geralmenteindexadas para indicar sua posição (alg, ai,—, aug etc.), o primeiro índice re—
presentando a linha em que o elemento se encontra e o segundo indicando a
coluna. No exemplo acima, (112 = 2 e
am
: 7 são o segundo elemento daprimeira linha e o primeiro elemento da segunda
linha,
respectivamente, damatriz A.
Podemos,
ainda, indicar as dimensões de uma matriz A porAmxn.
O estudante deve estar familiarizado com as operações de adição e multi—
plicação de matrizes e de multiplicação de matriz por
escalar,
aprendidas noEnsino Médio. Para evitar
confusão,
reservamos
as letras gregas minúsculas(a,
6
etc.) para os escalares. O ApêndiceB,
sobre corpos, define com exati—dão o Significado de escalar. Por todo o
livro,
um escalar é um número real ou complexo.51.1
Matrizes eVetores
A
soma
de
duas matrizes
m
><
n
A
e
B
édada
por:_
ou
0,12 . . .am
bn
blg . . . by,A
+
B =
01.21
a?
.a?"
+
bm
b22
. . .bzn
L aml am2
-
º-
amn
bml
bm2
bmn
aii
+
bll
042+
512
—
.-
a1n+
bm
_
6121+
521
G22+
1722
-
—
.ªan
+
b2n
L
aml+
bml
am2+
bm2
-
º 'amn
+
bmn
a
multiplicação de um escalar a porA
é0,11 0,12 . . . al,, (10,11
aan
. . . aaln091 0,22 . . . 0,2“ Ctagl (“122 . . . GCI/gn
aA
=
a . . , .=
,
aml amg . . .
am,,
aaml Ctamg . . .eram,,
e o produto
AC
deA
por uma matriz0
n
><
[ é definido por,.
(111 6112 .
-
—
ain C11 012- - -
011a21 a22
- -
-
azn
021 022 .- -
021AC
=(1.1)
_
aml am2 . . .amn
Cnl Cn2 . . . Cnla11011
+
012021+
' ' '+
ainCni--. ªnciz
+
' ' '+
ainCnla21C11
+
a22021+
-
' '+
a2ncn1—
- -
aziciz+
' ' '+
a2ncnl
: )
am1011
+
017712021+
' ' '+
amncnl ' º ' amlcll+
' ' '+
amncnlobservando
que amatriz
resultante
da multiplicação de uma matriz m><
n poruma n
><
1
tem
dimensões m
><
l.O
produtoAC
pode serescrito
de maneira mais Sintética.Se
D
:AC,
então
d,,—
=
z
aikckj,
(1-2)
k=1parai==1,
2,
._.,m
ej:1,
2,
...,
[,sendo
d,,
oelemento
deD
que ocupaa
coluna-4 Sistemas de Equações Lineares Capítulo 1
Denotamos,
respectivamente, porA2,
A3
etc. 05PmdumS
matricials
AAª
AAA e assim por diante.
Exemplo 1.1. Alguns exemplos numéricos:
2 1 2 —1 0 3 _ 1 1 5
A+B=+3
4OJ+[512]—[8
52],
212 2 4“Aªªlszioi—i
480],
6 10 212 18observando sempre se as dimensões são compatíveis. |:]
As operações de adição e multiplicação de matrizes, bem como a multipli-cação de matriz por escalar, possuem, entre outras, as seguintes propriedades,
que deixamos a cargo do leitor demonstrar:
a. (AB)C:A(BC);
b. A(B
+
C) = AB+
AC;
c. (B
+
C)A:BA+
CA;
d. a(A
+
B) = aA+
GB;
para a escalar,
A,
B e C matrizes com dimensões compatíveis. E vale ressaltar:a multiplicação matricial não é, em geral,
comutativa,
isto é, AB#
BA (verExercício 1.1.1).
Nas aulas de Física, aprendemos que determinadas grandezas necessitam
apenas de um número para serem caracterizadas. Um exemplo cotidiano de uma tal grandeza é a temperatura. Se o termômetro indicar
38ºC,
a pessoaestá com febre. Há, porém, outras grandezas que não podem ser completa—
mente caracterizadas apenas por um número. Se dissermos que um objeto tem
velocidade de 10
m/s,
ficará a dúvida: 10m/s
em que direção? Com qualsentido? Para caracterizar estas grandezas, os físicos usam os
vetores,
que sãoentes matemáticos que possuem um comprimento (e.g.: 10 m
/
S), uma direção51.1
Matrizes eVetores
5No
Ensmo
Medio,
como
sempre representavam grandezas da FísicaClás-SIça,
so prec1savamosde
vetores
do
(plano)
R2
ou,
no
máximo,
do(espaço)
R
.Isto
e,
osvetores
eram
representados porduas
ou
trêscoordenadas.
Por
exemplo,
u
:(u1,u2)
ou
v :(u1,u2,u3).
Apesar
de
valorizarmos
muito asinterpretações físicas
dos conceitosma-temáticos, usando,
sempre queconveniente,
exemplosconcretos,
gostaríamosde,
desde
já,acostumar
oestudante
a pensar emvetores
de uma maneira maisabstrata:
um
vetor
u
& IR" éuma
matriz-coluna,
isto
é,
uma matrizn
><
1:
“1
U2
11:
un
Com
isso,
a partir de agora e por todo olivro,
umvetor
é umamatriz-coluna,
representado por
letras
latinas minúsculas em negrito, e.g.,u,
v,
x
etc.A
transposta de uma matrizA
m><
n é a matrizAT
n><
m cujas colunas sãoas linhas de
A,
assim podemos economizar espaço e escrever umvetor
como atransposta de uma matriz-linha:
T
u=[u1
U2Un]
,
o sobrescrito T indicando a transposição da matriz-linha para a matriz-coluna
que representa o
vetor
u.Estabelecida
a convençãoacima,
o produto de uma matrizA
m
><
n porum
vetor
x
no R" é dado pela equação(1.1),
ou seja:am
(Em . . . 0,1" acl021 6122
- - -
a2n 502Ax
=
_
aml am2 '-
'amn
mn
011371
+
6112372+
' ' '+
ainªín
6 Sistemas de Equações Lineares Capítulo 1
Não há nada de errado com a equação (1.3): ela é
conhecida
pelosestu-dantes desde o Ensino Médio e é usada para o
calculo
efetivo dºPrºdªtº
AX
Entretanto,
introduziremos uma maneira diferente (e muito útil) de interpre— tar esse produto. Paratanto,
precisamos da seguinte definição'provisória e
que ganhará maior precisão no Capítulo 2.
;mrwmª"”““-*ª“ WWWWWS“ '
1.
ªeiixniçãowí
“ªÚrriiaªcõmbinaçaolinear
doSwvwetvores
Éàé
meSmasdimensoes
%vl,
v2,. . .,
v,, é um vetor da forma '011V1 +O£2V2 +"'
+anvn7
ªgâuaescalares
«324.13.
339
m genuxx. .:.—*º..
.ITI ».er :Podemos agora apresentar a nova maneira de interpretar o produto Ax:
O produto Ax é a combinação linear das colunas de A
cujos coeficientes são as coordenadas de x.
Denominando as colunas de A por vetores—coluna do Rm a,,1,a,,2, . . .
,a.
,,
'!
(as linhas de
A,
por suavez,
serão representadas por a“), podemos reescrevero produto (1.3), de matriz por
vetor,
na forma:an
012 ain %(l CL a (L'
Ax : 21 22 . . . 2n 2
_
aml am2L
amn
%-
331-| | |
,,
= a 1 a:,2 ª:,n
51.1
Matrizes eVetores
7notando
que
.as
barras verticais,
bem
como
ashorizontais
em(1.6),
são apenasum
aux1ho
Visual
parao
leitor.
E
de
fundamental
importância que o estudante resolva osexercícios
pro-postos
sobre
produtode
matrizes
porvetores
até se sentir completamentea vontade
com
a
forma
(1.4). O
hábito
de vero
produto deuma matriz
porum
vetor
como
combinação
linear
das colunas da matriz facilitará sobrema—neira
a
compreensão demuitos
dos conceitos mais abstratos quetrataremos
aseguir. Algumas
horas
“perdidas” com esses cálculos serão compensadasabun-dantemente
num
futuro
próximo.Umas
poucas horas “economizadas” agorapoderão
dificultar
oentendimento
de muitos conceitos e diversasdemonstra-ções de
AlgebraLinear.
Um
exemplo numérico:Exemplo
1.2.
O
produto abaixo pode ser calculado fazendo—se a combinaçãolinear das colunas da matriz em questão.
Assim:
1
2
3
1
1
2
3
—2
O
1 1
0
= 1
O+
O1
—1
1
=—1
,
2
0
1
—1
2
0
1
1
como
esperado. !]Essa
forma alternativa devisualizar
o produto de matriz por vetor podeser
estendida
para o produto de matrizes.Se
o produto deuma matriz
Amxp
por umvetor
b 6RP
é ovetor
Ab &Rm,
então
o produto deA
poruma
matrizBpxn,
cujas n colunas são osveto-res
b;,1, b:,2,
. . .,b:,,,
6 R7”, éuma matriz m
><
n cujascolunas
são osvetores
Ab:,1, Ab:,2,
. . .,AbW
E R”.Graficamente:
| | | | | |
AB=A
b:1
ID:,2
b."
., :Abzl
vAb;,2
Abm
.(1.5)
, |
l
l
1.5)
para
vetores—linha1
pode ser assim descrito: semultipli-O
análogo de(
linha
yT
ERm
pela matrizAmxp,
obteremoscarmos,
pelaesquerda,
um
vetor-um
vetor-linha
yTA
€Rªº
.Ou
seja,1Apesar de insistirmOS que sempre consideramos um vetor como um vetor-coluna, ou
matriz-coluna, podemos abusar um pouco da linguagem e dizer que um vetor-linha de
8 Sistemas de Equações Lineares Capítulo 1
_
aii ÚL12 ªlnyTA=[y1
yzym]
am
“22 az"L[am1
__
am2amª]
al,;
—
=[y1
yzym]
_az
_
_—
ªm
-=yl[_
ªi,:_]+"'+ym[—
ªm,:“l-
(1-6)Assim,
o produto de uma matrizmep,
cujas linhas são os vetores—linhaC1,;,Cg,:, . . . ,em," por uma matriz Apm é uma matriz m ><
n,
cujas m linhassão os vetores—linha
01,2A,017,A,
. . .,
cm,,A
& R”. Graficamente:— CI,: — —
el,;A
__"' c2,: _ _
c2,:A
_CA = , A =
—
cm,:
_ _cm,:A
_
Finalizaremos esta seção apresentando algumas matrizes especiais que apa-recem em diversas aplicações de Algebra Linear.
Matriz
Diagonal
A diagonal principal de uma matriz
A,
com elementos ai,-, é formada peloselementos ai,-, isto é, pelos elementos
au,
a22 etc.Uma matriz A é diagonal se todos os elementos fora de sua diagonal
prin-cipal são
nulos,
isto é, aij:0,
para i76
j. Por exemplo:2 0 0 O O 0 1 0 O O 0
0 1 0
,
0 3 O e 0 3 O O 051.1
Matrizes eVetores
9MUItaS
Vezes,subentende—se
queuma
matriz diagonal sejatambém
qua-drada.
O
contexto,
em
geral,indicará
se nosreferimos
amatrizes
quadradas
ou
nao.
Matriz
Triangular
.
A
e uma
matriz triangular superior se todos os elementos abaixo de sua dlagonal pr1nc1pal saonulos,
isto
é,
aij=
0,
para i>
]".Por
exemplo:2
O3
015
e0
0 1
Já, se
bij
:O
parai
<
j, a matrizB
é chamada de triangularinferior.
São
exemplos de
matriz
triangular inferior:8
0
O2
0
0 0
O0 1
0
e3
1
O0
O4
7
9
4
6
2
0
OO contexto
novamente
esclarecerá
se nos referimos a matrizes quadradasou não.
Matriz
Simétrica
Uma
matriz
quadrada
A
é dita simétrica se ai,- :ªqi, istoé,
se seuselemen-tos
são
simétricosem
relação à diagonal principal. Também podemos definiruma
matriz
simétrica mais
sinteticamente:
A
ésimétrica
seAT
:A.
São
exemplos dematrizes
simétricas:
731
1
i1—2i
[14],
302
ei
%3
*º
3
128
1—2i3
7
Com
relaçãoao
terceiro
dos
exemplosacima,
cabe aqui
uma
observação:
asmatrizes
simétricas
de
interesse
são
asreais,
poiso
caso complexo exigeuma
pequena alteração
na
definiçãopara
ter
aplicações interessantes(ver
matriz
10 Sistemas de Equações Lineares Capítulo 1
Bem menos usada que a matriz simétrica, a matriz
antisszmetrica
e aquelacuja transposta é igual a sua oposta, isto é,
BT
=
—B. Fica claro que todamatriz antissimétrica possui diagonal principal nula.
—1
O _2 0 3
2 0 e —3 O 0
1 O 0
são exemplos de matrizes antissimétricas.
Um resultado interessante: toda matriz pode ser decomposta na soma de
uma matriz simétrica com uma matriz antissimétrica (ver Exercício 1.1.18).
Matriz
Hermitiana
Uma matriz A é
hermitiana,
também chamada de auto-adjunta, quandoA* =
A,
sendo A* = (Ã)T =É,
a barra representando o complexo con—jugado. O Apêndice C contém uma pequena revisão sobre números comple—
xos, mas aqui basta lembrar que o complexo conjugado do número complexo
z = a
+
ib é 3 = a—
ib, sendo quea,
b 6 R.Assim,
um número real é o seupróprio conjugado.
O nome hermitiana é uma homenagem ao matemático francês Charles Her—
mite (*1822
—
J(1901), já o termo auto-adjunta refere—se ao fato da matriz sersua própria adjunta, como é chamada a conjugada transposta (ou a transposta
conjugada) de uma matriz. .
É claro que, para se ter A* =
A,
os elementos da diagonal principal de Atêm de ser números reais. São exemplos de matrizes hermitianas:
. O
3+2i
—1—i[; ª;]
e 3—2i 6 2—1+i
2 1 Jáamatriz 1 i 1—2i i 2i 3 1—2i 3 7não é
hermitiana,
apesar de ser simétrica.Definida de forma análoga
a
matriz antissimétrica, uma matriz anti—51.1
Matrizes eVetores
11.
As
matrizes
hermitlanas
terão grande importânciano estudo
dasmatrizes
diagonahzaveis, Que
faremos
no Capítulo5.
EXERCÍCIOS
1.1.1
Mostre,
por meio de um exemplo, que o produto matricial não é comutativo.1.1.2
Se.A
é uma matriz m xn,
que dimensões deve ter uma matriz B para que ex1sta a soma A+
B? Quantas linhas deve ter O para que exista o produtoAC? Quantas colunas deve D para que exista o produto DA?
1.1.3 Mostre as seguintes propriedades da adição e multiplicação de matrizes: a. (AB)C = A(BC);
b. A(B
+
C) = AB+
AC;
c. (B
+
C)A = BA+
CA;
d. a(A
+
B) = aA+
aB;
sendo que
A,
B e C são matrizes de dimensões compatíveis em cada caso e a é um escalar.1.1.4 Encontre os produtos
xTy
exyT,
sendo1 1 x= 2 e y= —1 1 3 1.1.5
Considere
as matrizes: 1 2 3 -1 1 1 4A:
2 0 —1 1 e B: 2 —1 3 1 1 ——1 1 0 O 1 eos vetores 2 1 O x= 1 e y= ._1 1 3&.
Calcule
os produtos Ay eBx
por meio de combinações lineares das12
1.1.6
1.1.7
1.1.8
1.1.9
Sistemas de Equações Lineares Capítulo 1
b. Calcule os produtos
xTA
exTB
por meio de combinações lineares daslinhas das respectivas matrizes. c. Calcule 3A, BA,
B2
eATB.
Considere ainda as matrizes A e B e vetores x e y do Exercício 1.1.5. Diga
em que espaço (R3 ou R4) estão os seguintes vetores: as colunas de A, as
linhas de A, as colunas de B, as linhas de B, Ay, Bx,
xTA
exTB
.Multiplicação em bloco. Dividindo as matrizes A e B em blocos de
submatrizes, por exemplo,
A12
B =,
A=1
de tal maneira que as dimensões das submatrizes Au, A12, . . .
,
B22
sejam compatíveis, podemos efetuar a multiplicação de A por B do seguinte modo:]
.Utilizando multiplicação em bloco, calcule o produto AB nos seguintes ca-sos:
A11
A21
311
321
312
322
A11Bu
+
141sz1
|1411312
+
A121322
AB:
[
AziBn
+
A22321
|A21312
+
A22322
&.
_
_
1201ªê?
A=—10 31 eB=_______ 14—15 025l6
1-b._
q 123-1$ª?
A: 0110 eB= _ _23743_0_____5_
_143_
Sejam A e B matrizes mx ;D epxn, respectivamente. Se A possuir uma linha de zeros, mostre que AB também possuirá uma linha de zeros. Enuncie e prove o resultado equivalente para uma coluna de zeros em B.
Sejam ei [O 0 1 0
O]T
o vetor do IR" tal que 1é a i-ésimacoordenada, e A uma matriz m ><n. Mostre que Ae,- é o vetor que representa
51.1
1.1.10 1.1.11 1.1.12 1.1.13 1.1.14 1.1.15 1.1.16 1.1.17 Matrizes eVetores
13Sejam
e,-
=
[O
... O 1 0 ...0]T
ovetor do Rm tal que 1é a i-éSÍmªcoordenada,
e A uma matriz m >< n. Mostre queeiTA
é o vetor(—linhª) querepresenta a i—ésima linha de A.
Mostre
as seguintes propriedades das matrizes transpostas:a.
(AT)T
:A;
c. (A
+
B)T
:AT
+
BT;
sendo que A e B são matrizes de mesma dimensão e a é um escalar.
Sejam A uma matriz m x n e b um vetor do R".
Mostre,
utilizando aexpressão em (1.4), que
(Ab)T
=bTAT.
Considere as matrizes
A,
m ><n,
eB,
n >< p. Mostre que(AB)T
=BTAT.
Calcule os produtos AB e BA para as matrizes
A: B:
GOOD OURO
MOD
CDDON]
Dl—“O
CDGO
Prove que, se A e B são duas matrizes diagonais de mesmas dimensões n ><
n,
então AB
=
BA.Utilizando as matrizes A e B do exemplo anterior, calcule
A3
eB4,
istoé, AAA e BBBB.
Mostre,
utilizando indução finita, que para elevar uma matriz diagonal a uma potência natural, basta elevar cada um de seus ele—mentos da diagonal principal a essa potência.
O traço de uma matriz quadrada A é a soma dos elementos da diagonal
principal de A e é simbolizado por tr(A). Mostre que, se A e B são matrizes
n ><
n,
então tr(A+
B)=
tr(A)+
tr(B).Demonstre,
se a afirmação for verdadeira, ou dê um contraexemplo, se forfalsa.
a. Se A possuir duas colunas idênticas, então
A2
também possuirá duascolunas idênticas.
b. Se
A2
possuir uma coluna dezeros,
então A obrigatoriamente possuirá14
1.1.18
1.1.19 1.1.20
1.1.21
Sistemas de Equações Lineares Capítulo 1
c.
tr(ATA)
=tr(AAT).
Sejam A e B matrizes n x n, ambas compostas somente por inteiros positivos. Se os elementos de A forem todos pares, então os elementos
de AB e de BA serão todos pares.
e. Se
Alc
= O para todo k2
2, então A= 0.f.
SeAB=0,entãoA=00uB=0.
Mostre que toda matriz quadrada pode ser decomposta como a soma de uma matriz simétrica com uma matriz antissimétrica.
Dica: A =
%(A
+
AT)+
%(A
—
AT).Dê três exemplos de matrizes hermitianas. Mostre que a diagonal principal de uma matriz hermitiana só pode conter números reais.
Considere uma matriz A m >< n. Mostre que
ATA
é uma matriz simétrica(real), se A for real, e que A*A é hermitiana, se A for complexa.
Sobre as matrizes hermitianas A e B, demonstre a afirmação se for verda—
deira, dê um contraexemplo se falsa.
a. A
+
B é hermitiana.b. aA é hermitiana, para qualquer escalar a.
51.2
SistemasLineares
e o Método de Eliminação de Gauss 151.2
Sistemas
Lineares
e o
Método
de
Elimina—
ção
de
Gauss
Um sistema
de
m
equaçõeslineares
com n incógnitas, expresso por “11371+
ªizxz+
º '-
+
amar,,
=
bl
(121531
+
(122582+
- - -
+
a2nxn:b2
(1.7)
am1íB1
+
am2$2+
' ' '+
amnl'n =bm;
pode ser representado em forma matricial por
Ax
=b,
(1.8)
sendo
0411 012 -.- ªm 331
bl
021 022 . .
-
ªan 372bz
A
=
_
_
. ,,
x =
: e b=
:,
aml am2
-
'—
amn
xn
bm
respectivamente, a
matriz
doscoeficientes,
ovetor
das incógnitas e ovetor
dostermos
independentes.Encontrar
a solução —— ou o conjunto-soluçãoou,
ainda,
a solução geral —do
sistema
(1.8)
éencontrar
todos
osvetores
x
6 R"(ou (C")
queresolvem
(1.8), i.e.,
todos
osvetores
x
queresolvem
simultaneamente
asequaçoes
(1.7).
No
caso
de
sistemas
linearesreais
ou complexos, hátres
poss1b1hdades:
ouo
Sistemapossui
uma
única solução,ou
possuiinfinitas
soluçoes,
ou naopossui
solução.Nas
duasprimeiras
situações, osistema
e
dito
consistente
oupossivel
(determinado
ou
indeterminado),
naúltima,
eNd1to.inconsistente
ouimpossi-vel.
Para
provarmos
queum
sistema
deequaçoes
lineares
Ax
=Nb
com.
duassoluções
distintas
u
e v
não
podeter
um
numero
finito de soluçoes reais(ou
complexas),
basta
notar
que, para
a+
B
=
1,
temos
A(ozu+Bv)
=ozAu+6Av=ozb+Bb=
(a+6)b=b,
ou
sejaexistem
infinitas
soluçõesna
forma
au
+
Bv,
poisexistem
infinitas
16 Sistemas de Equações Lineares Capítulo 1
Gostaríamos
declassificar,
ainda, o sistema de acordo com o valor do vetordos termos independentes b.
DW
"
"Ó« Sistema diaequações
lineares
Ax ="b é dito “liomogeneo.,...,
ªo
=0,
sendo 0 =[O
DF
o vetor nulo. Se b#
O, o sistema e ditonar
ºiªªenammamaat
-
,.
,,,,m .? » “as «Observemos
que, se u e v sãoduas
soluções
de Ax = O, então qualquer combinação linear de u e v também será solução do sistema homogêneo. Defato,
A(au+6v)=aAu+BAv=aO+BO=0.
Mas o análogo não ocorre se o sistema for não homogêneo.
Assim,
se u e vsão soluções de Ax = b, com b
#
O, entãoA(u+v)=Au+Av=b+b7Éb.
No Ensino Médio, deparamo—nos com diversas técnicas para resolver siste—
mas de equações lineares, sendo a substituição e a regra de Cramer as mais
conhecidas.
Entretanto,
não estudamos Álgebra Linear para resolver sistemas2 >< 2 ou 3 >< 3, e sim para, entre outras
coisas,
encontrar soluções de sistemascom
centenas,
milhares ou mesmo milhões de variáveis. Para uma tarefa desseporte, os dois métodos citados são
ineficientes,
para dizer o mínimo.Necessi-tamos,
pois, em primeiro lugar, de um método sistemático: um conjunto finitode passos não ambíguos que possam ser executados por um computador. Pre—
cisamos,
portanto, de um método que possa ser escrito em forma algoritmica.Uma vez sendo computacionalmente implementãvel, é necessário que o método
seja estável, em algum sentido. Tiefethen e Bau
[34]
definem,
grosso modo,que “um algoritmo é estável se der uma resposta aproximadamente correta
a uma pergunta aproximadamente correta”. Não é de nosso
interesse,
nestelivro,
estudar estabilidade de algoritmos, o que é mais adequado a um cursode Álgebra Linear Computacional, mas vez ou outra indicaremos quando um
algoritmoe estável ou instavel.
O método que introduziremos para a resolução de sistemas lineares
e
ométodo de eliminação de
Gauss,
devido ao maior matemático da era moderna,Karl Friedrich Gauss (*1777
-
T1855). Em seguida, apresentaremos algumas desuas modificações: o método de eliminação de Gauss com pivotamento parcial
e o método de Gauss—Jordan.
Iniciaremos
com um exemplo extremamente simples, mas que nos ajudará51,2
SistemasLineares
e o Método de Eliminação de Gauss 17Exemplo
1.3.
Consideremos
osistema
2x+4y=8
4w—3y=
5.
(1.9)
Observe
que osistema
acima
é composto pelas equações de duasretas
no plano——
na Figura
1.1.a,
areta
contínua representando a primeira equação em(1.9)
e a
reta
tracejada, a segunda. Resolvê—lo éencontrar
o ponto de interseção dasduas
retas (no
casodesse
pontoexistir).
Podemos fazer três tipos de operaçõessobre
aslinhas desse
sistema
sem que a sua solução se altere.A
primeiradelas
é a multiplicação de uma das linhas por um número di—ferente de
zero.
Por
exemplo, multiplicando a equação2x
+
43;
=
8
por%,
obtemos a:
+
2y =4,
que representa a mesmareta,
nãoalterando,
portanto,a
solução doSistema,
nem sua representação gráfica.Na
Figura1.1.a,
nadamuda.
Figura
1.1: (a) Sistema
original(1.9).
(b)
Sistema
escalonado.A
segundaoperação
é atroca
daordem
das duas linhas:trocar
duas linhas dosistema
claramentenão
alterara
a sua solução.Graficamente,
nada se alterana Figura
1.1.a.
, .A
terceira
operação
que podemosrealizar
ea
soma deuma linha
comum
múltiplo de
outra linha.
Por
exemplo, sesomarmos
—2
vezes a primeiralinha,
i.ew
_43;_
gy
:-16,
a
segunda
linha,
obtemos Os:
——
113;
=
—-11.
Agora a
18 Sistemas de Equações Lineares Capítulo 1
entanto,
& Sºlução do sistema permanece inalterada,como
podemos ver nªFigura 1.1.b. De fato, consideremos as equações
all-"171
+
042122+
' º-
+
ama,,
=bl
,
(1.10)a21931
+
a225172+
"'+
aznªfn = bz, (1-11)
(0011
+
az1)í131+
' ' '+
(010,11,+
agn)a:,,:(abl+
bg),
(1.12)sendo que (1.12) é a segunda equação (1.11) somada com um
múltiplo,
oz,
da primeira (1.10). Observe que, se 5: =
[Lil
figÍan
for50111930
Sl"multânea das equações (1.10) e (1.11), então também será solução de (1.12),
pois
(aan
+
a21)ã;1+
-
'-
+
(oral,,+
agn)ã:n = a(auãl
+
º ' '+
alnãn)++
(a21531+
' ' '+
aznÍn)
:
abl
+
bg .E,
reciprocamente, sex
= [Íl ãJ253”?
for solução simultânea dasequações (1.10) e (1.12), então também será solução de (1.11), pois esta pode
ser recuperada somando—se —a vezes (1.10) à terceira equação (1.12).
Quaisquer das três operações realizadas sobre as equações do sistema
po-dem ser feitas com a matriz que 0 representa, chamada de matriz aumentada
do sistema e simbolizada por
A,
que, no exemploacima,
será:» 2 4 8
A -
l
4 —3l
5l
,
em cuja primeira coluna constam os coeficientes de a: do sistema (1.9), na
se-gunda coluna estão os coeficientes de y e na
terceira,
ostermos
independentes,1
Multiplicando a primeira linha por 5, depois somando —4 vezes o resultado à
segunda linha, e por fim multiplicando a segunda linha por
_1_11,
obtemos+31É,?lªliÉiÉlªlÉ-iil—iilªlãiiil'
O sistema correspondente
a
última das matrizesacima,
istoé,
w+2y=4,
51.2
SistemasLineares
e o Método de Eliminação de Gauss 19possluiâts
mesmas
soluções
que osistema
inicial(1.9),
mas é mais facil deser
reso
vi
o,
p01s,claramente,
y=
1
e
podemos substituir esse valor na primeiraequaçao para
obter
a:=
2.
D
.
Cs
tres
tlpos de operações apresentadas acima são defundamental
impor-tancra
Parao metodo
de eliminação deGauss
e,
porisso,
recebemum
nome
espec1al:
?ºªºlºªºlª-“ÃS
ªrrasa"ezemenzangsótfê
asinhas
ae“
as
mai—iz
sacª
ªº
Í,
í- mªltípliºaruma
linha por um escalar nãonulo;
i,,
ii.trocar
duaslinhas
entresi;
,
isnadwwnªrsmnultl
lºdeumªlmhªªumªºutrªlnhª,,iª
Chamaremos,
neste
livro,
esta
última operação de combinação linear delinhas.
No
entanto,
a rigor todas as operações elementares são combinaçõeslineares de
linhas,
sendo a primeira trivial e a segunda uma sequência decombinações lineares
(ver
Exercício1216
).
Uma
observação importante: pela definiçãoacima,
permutarcaoticamente2
três linhas deuma matriz
não é uma operação elementar.Duas
ou maisoperações elementares
acumuladas
nãoconstituem,
em geral, uma operaçãoelementar.
O
método de eliminação deGauss
utiliza as operações elementares sobre linhas paratransformar
um
sistema linear dado em umoutro
equivalente(isto
é,
com
omesmo
conjuntosolução),
porém mais simples de resolver.Mas
comotornar
um
sistemamais
simples deresolver?
Usemos
outro
exemplo numéricopara ilustrar o
método.
Exemplo
1.4.
Queremos
encontrar
a solução do sistema linear1 2
3
2711
Ax:
1 4
7
932=
—1
=b,
(1.14)
—2
2
5
ctg—-7
Combinatória, significa que nenhum dos termos
perma-2Permutação
caótica, em Análise231 é uma permutação caótica de 123, mas 321 não o nece em sua posição original. Então,
!
20 Sistemas de Equações Lineares Capítulo 1
cuja matriz aumentada correspondente é
1231
Ã=147—1
-225-7
Se olharmos novamente o sistema (1.13), observaremos que o que O tornou mais
facil de resolver que o sistema (1.9) foi o fato de termos conseguido eliminar
ª
variável as da segunda equação. Tentaremos eliminar a variavel 331 das segunda
e terceira equações de (1.14), isto é, tentaremos introduzir dois zeros abaixo
da entrada
ãu
= 1 da matrizA.
Para isso, devemos multiplicar a primeira linha por —1 e somar o resultado
com a segunda linha:
1 2 3 1 1 2 3 1
1 4 7 —1
—+
0 2 4 —2—2 2 5 —7 —2 2 5 —7
Depois, multiplicamos a primeira linha por 2 e somamos o resultado
a
terceiralinha:
1 2 3 1 1 2 3 1
O 2 4 ——2
—>
O 2 4 —2—2 2 5 —7 0 6 11 —5
Eliminamos, assim, a variável xl das duas últimas equações. Basta agora
eliminarmos a variável 332 da terceira equação, 0 que é feito multiplicando—se a
segunda linha por —3 e somando-se o resultado
a
terceira linha:1 2 3 1 1 2 3 1
0 2 4 -2
—>
0 2 4 —2 :Ú.O 6 11 —5 0 0 —1 1
A matriz aumentada acima corresponde ao sistema linear:
1 2 3 5131 1
Ux = O 2 4 5132 = —2 =
c,
O O —1 [153 1
que possui 0 mesmo conjunto solução que o sistema (1.14),
sendo,
porém, maisfácil de resolver, pois basta
encontrar
o valor de 5133 na terceira equação31—2
SistemasLineares
e o Método de Eliminação de Gauss 21substituir
esse
valor
na
segunda equação2032
+4(—1)
=
—2,
encontrando
o
valor
de
332:,,
__—2+4_1
2_
2
_,
e,
porfim,
obter
xl por meio da primeira equação:x1=1—2(1)—3(——1)=2,
no processo
chamado
de retrossubstituição.Assim,
5131
2
x
=
132 =1
1133
—1
Acabamos de executar o método de eliminação de
Gauss
(ou
eliminação gaus—siana).
E]O
objetivo da eliminação deGauss
é chegar a uma matriz naforma
esca—lonada,
definida
por suas propriedades:“efinição
1.
4.
A
forma
escalonada
de
uma
matrizdeve
possuir
asseguintes
propriedades
i. se existirem linhas compostas apenas por
zeros,
elas devem estar na parte;
inferior damatriz;
.,*
ii. se uma linha não é composta apenas dezeros,
o primeiro elemento nãonulo desta linha é
chamado
de pivô;iii. se duas linhas
sucessivas
possuem pivôs, então o pivô da linha superiordeve
estar
a
esquerda do pivô da linhainferior;
ªiv
abaixo
de
cada
pivô
só
devehaver
zeros(
,
,,ªº,“ .,._ _ .. ,. , , ., . ._aài
O
itemii é,
defato, uma
definição, mas foiacrescentado
alista
de propri—edades como
um
auxílio
didatico.
É
claro que sempre podemos chegara
forma escalonada de uma matrizatravés de um número
finito
de operações elementares.22 Sistemas de Equações Lineares Capítulo 1
.
A forma escalonada de uma matriz não é única. No Exemplº14,
pode—ríamos
ter,
por exemplo,1 2 3 1
Ú: 0 1 2 -1
0 0 1 —1
Alguns autores preferem que os pivôs sejam sempre unitáriºs.
-
Nem sempre os pivôs estão na diagonal principal da matriz. Por exemplo,12 3
0 0 1
0 0 0
esta
na forma escalonada..
Os pivôs estão sempre relacionados com as variáveis do sistema, portanto,na matriz aumentada
1 2 3 1
0011 0007
o 7 não é um pivô, pois é apenas um dos termos independentes.
?
No próximo exemplo, aplicaremos o método de eliminação de Gauss para
encontrar a forma escalonada da matriz de um sistema que possui mais incóg—
nitas que equações, não havendo, portanto, esperança de obter uma solução
única.
Exemplo 1.5. Consideremos o sistema homogêneo
581 1—34-254 sr,—2 0
__2—6
9—182 333 0 AX"2—69—197x4=0=b
—13—42-5-—4x,,
0 306Pelo fato do sistema ser homogêneo, não precisamos
escrever
a matriz51.2
Sistemas Lineares e o Método de Eliminação de Gauss 23operações
elementares
obtemos
a sequência'1—34—254“
*1—34—254'
2—6
9—182
0013—2—6
2—6
9—197_>2—6
9—197"+
,—1
3—4
2-5
-4_
_-1
3-4
2-5
—4_
'1—34—2541'1-34-254'
_,0013—2—640013—2—64
0013-1_10013-1—1
l—13—42-5_4_
_000000
“1—34-254“
0013-2-6
_)000015=U'
+000000_
Agora, ao executarmos a retrossubstituição, devemos deixar % em função de
% ou xõ em função de
5135?
Ja
que, em uma linha não nula de uma matriz esca—lonada,
só podemos garantir que o pivô seja diferente de zero — nada podendodizer sobre os
outros
elementos da linha—,
as variáveis correspondentes aospivôs merecem destaque. Esse fato nos leva
as
seguintes definições:mae—* » e ª ; aewww“ “Wªrsªw ... Wwwrsrswwrrrwrrsr .,
”sªefiniçãd
Í???m
um
sisema lmear'
,
as variaveiscorrespondente.,
os pivôs da forma
escalonada
da matrizA
são chamadas variáveisbásicas.;à
Massama
r
ªkªsª—ZwªmgãÉMMM—g,,w,: ,.. «g— ', .Voltando ao exemplo, 5155 deve ser expresso em função de 1106, assim 1135 =
—55B6;
x3, em função decv.;
e 1106, ou seja, 5123=
—3
(134 —4x6;
e assim por diante.A
solução geral é xl3$2+141134+371156
IEQ 372 333_
——
3
0104—
4
(156 X=
(134 '“ (1,4 a (135_
5
176 376 xõ24 Sistemas de Equações Lineares Capítulo 1
ou,
ainda,
de forma mais elegante,5132 1 0 O
233 O _3 —4
x = 334 = 332 O
+
374 1+
376 (),
175 0 0 —5
1136 O O ]—
sendo que $2, 554 e 9136 podem ser escolhidas livremente (daí o nome de variaveis
livres) entre os números reais. Na terminologia dos sistemas flsicos, dizemos
que o sistema possui 3 graus de
liberdade,
dados pelas variaveis CE2, an; 6 5136. ElJá exemplificamos o método de eliminação de Gauss com dois sistemas
consistentes: um possuindo solução única e outro com iníinitas soluções. Ter-minaremos esta seção apresentando um exemplo de sistema linear sem solução, isto é, inconsistente.
Exemplo 1.6. Consideremos o sistema
1 2 3 351 1
Ax: 2 5 7 502 = 3 =b. (1.15)
4 10 14 5133 7
Com três operações
elementares,
obtemos:1 2 31 1 2 3 1 1 2 31 1 2 3 1
2 5 7 3
——>
0 1 11—>
O 1 1 1—>
O 1 1 1 41014 7 41014 7 O 2 2 5 0 0 0 3A última linha da última matriz representa a equação
0$1+0$2+0$3
=3,
que é impossível de
resolver,
já que a combinação trivial de sul,pode ser um número diferente de zero. O sistema
(1.15)
solução.
mg e 333 não
não possui, portanto,
[]
O
leitor mais atento deve ter percebido queutilizamos
somente uma dasoperações elementares.
As
outras,
troca de linhas e multiplicação por escalarnão
nulo,
serão apresentadas nas seções seguintes, que mostrarão o por quê de seu uso.Antes,
porém, introduziremos a decomposiçãoLU.
51.2
1.2.1 1.2.2 1.2.3 1.2.4 1.2.5 1.2.6Sistemas
Lineares
e o Método de Eliminação de Gauss 25EXERCÍCIOS
Assmale
as equações lineares em acl, 172 e 5133, com a e k constantes:a.
x1+3x2—J5x3=1;
d. 2xl+x2+senx3=0;b. $1+CB1£IZ2—x3=2; e.
k$1—%$2+k2$3=1;
c.
k3xl+2x2—x3=sena;
f.xâ+$â+$â=1—
No Exemplo
1.3,
desenhe o par de retas correspondentes ao sistema em cada uma das etapas da eliminação gaussiana.Considere três planos no espaço
R3.
Descreva as possíveis posições relativasdesses planos e indique, em cada caso, se o sistema linear correspondente é
inconsistente,
se possui solução única ou se possui iníinitas soluções.Desejamos descobrir qual é a parábola y =
amº
+
ba:+
c que passa pelospontos não alinhados do plano (w1,y1), (332,yz) e (333, 3,13). Escreva o sistema
de equações lineares que descreve este problema. Quais são as incógnitas
do sistema? Escreva o sistema na forma Ax = b.
Encontre um sistema de duas equações lineares em :B, 3; e 8 cuja solução
geralédaforma: x=1—3t,y=2tez=t+1,Vt€R
Encontre, utilizando o método de eliminação de
Gauss,
& solução do sistemaAx :b, circulando os pivôs na matriz escalonada, sendo:
' 3 4
_
-2_
'1-21
13—32
5 8 42 8 CA:-" 431
e b:31
—8 _20 ——6"12-54
6 25127
_ 14 d'A:35
178
º
'º—
1611
74
626 Sistemas de Equações Lineares Capítulo 1
1.2.7
Encontre,
utilizando o método de eliminação de Gauss, asoluçao
gerªl
dosistema Ax :b, circulando os pivôs na matriz escalonada e 1ndican o as
variáveis básicas e livres, sendo:
'1—21
2 a.A= 2—14 e b= 8;13
—35 10 ' 1 1 1 1 bA= —1—1—1 e b: —1,
lº
2 2 2"12—54
0 c.A= 24—99 e b: 0_12—54
01.2.8 Encontre, utilizando o método de eliminação de Gauss, as soluções exata e
aproximada (para 3 casas decimais) de cada um dos sistemas
_ 0,00011 5131 _ 1
__
[
_
1“Hau—»
1 1131_
2 _blª—[09001
1][m2]_[1]—b'
1.2.9 Quais são as possíveis formas escalonadas da matriz A?
A:
ººãº
Dªmº"
sªo—,O
1.2.10 Encontre uma relação entre a, b e e para que o sistema
x+y+2z=a
w+z=b 2w+y+3z=c