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Academic year: 2022

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Avaliação de comunicabilidade

INF1403 – Introdução a IHC

Aula 11

Marcelle Mota

10/04/2013

(2)

Avaliação – Com quem?

• Inspeção

– SEM a participação dos usuários

– Especialistas em IHC percorrem os cenários como se fossem usuários

• Observação dos usuários

– COM a participação de usuários

– Especialistas em IHC observam a experiência dos usuários, coletam e analisam dados

• Vídeo da interação, vídeo do participantes, áudios, entrevistas, questionários e anotações.

(3)

Avaliação – Com quantos?

• Quantitativa

– Amostra estatisticamente válida do universo de usuários visados

• Qualitativa

– Amostra reduzida mas suficiente para que se atinja um ponto em que padrões significativos começam a se repetir

(4)

Avaliação – Onde?

• Pesquisa de campo

– No ambiente do usuário

• Testes de interação

– Em laboratórios ou ambientes suficientemente controlados para os propósitos do teste

(5)

Método de Avaliação de Comunicabilidade (MAC)

• Envolve a observação dos usuários durante a interação com o sistema

• Faz análise QUALITATIVA

• É um método da Engenharia Semiótica

• Objetivo

– Investiga a qualidade da metacomunicação do designer para os usuários

– Foco na RECEPÇÃO (como o usuário recebe a mensagem do designer)

(6)

MAC: Foco na Recepção

(7)

Engenharia Semiótica

• Semiótica

– Estudo dos signos: qualquer coisa que signifique algo para alguém

• Engenharia Semiótica

– Está preocupada com os signos envolvidos na interação humano-computador.

– Os signos colocam designers e desenvolvedores em comunicação com os usuários.

(8)

Engenharia Semiótica (2)

• Interação humano-computador como um tipo particular de metacomunicação mediada por computador

• Comunicação (e não cognição) é o fenômeno de interesse central

• Interfaces representam os designers em tempo de

interação

(9)

MAC: Etapas do método

1. Preparação 2. Aplicação

3. Interpretação (etiquetagem e análise) 4. Consolidação dos resultados

5. Relato dos resultados

(10)

1 - Preparação

• Definição dos objetivos da investigação

• Escolha dos participantes

• Inspecionar a interface

• Preparação do cenário de interação

• Preparação da infraestrutura de testes

• Elaboração de roteiro de observação do teste

• Elaboração de roteiro das entrevistas

• Executar teste-piloto

(11)

2 - Aplicação

• Entrevista pré-teste

• Orientações sobre teste

• Cenário

– Narrativa envolvente na qual haja um personagem com o qual os participantes do teste (usuários) possam identificar

– Atividade que este personagem deve realizar

• Entrevista pós-teste

– Impressões gerais do participante

– Eliminar ambiguidades para a etiquetagem posterior

(12)

Observação

(13)

3 - Interpretação

• O avaliador deve etiquetar os vídeos da interação

• Etiquetar

– Colocar “palavras na boca do usuário”

– Ex.: ‘Cadê?’, ‘Desisto’, ‘Onde estou?’, ‘Vai de outro jeito!’ e etc.

• As etiquetas identificam tipos definidos de rupturas na comunicação

• Ao final desta etapa, o avaliador deve ter uma lista de

etiquetas para cada vídeo de interação. Cada etiqueta

deve estar associada a um trecho do vídeo e pode estar

acompanhada de anotações.

(14)

Etiquetas

• E agora?

• Onde estou?

• Epa!

• Assim não dá.

• O que é isto?

• Socorro!

• Por que não funciona?

• Desisto.

• Pra mim, está bom.

• Não, obrigado.

• Vai de outro jeito.

• Ué, o que houve?

• Cadê?

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Exemplos

• Arachnophilia

• Spiderpad

• Site: http://www.id-book.com/casestudy_14-3.php

(18)

Falhas completas

• Pra mim está bom...

– Usuário acha equivocadamente que concluiu uma tarefa com sucesso

• Desisto

– Usuário percebe que não concluiu a tarefa, mas não tem recursos, capacidade ou vontade de continuar tentando

malsucedida, mas não inicia outra pra obter resultado esperado

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Falhas parciais

• Não, obrigado

– Usuário entende o que o designer quis dizer através do sistema, mas prefere realizar a tarefa de outra forma

• Vai de outro jeito

– Usuário NÃO entende a mensagem do designer e tenta realizar a tarefa de outra forma

interpretação antes de obter o resultado esperado e inicia

outra com o mesmo propósito

(20)

Falhas temporárias

• Cadê

– Usuário sabe a operação que deseja executar mas não a encontra de imediato na interface

• Ué, o que houve?

– O usuário não percebe ou não entende a resposta dada pelo

sistema para a sua ação (ou o sistema não dá resposta alguma).

• E agora?

– Usuário não sabe o que fazer e procura descobrir qual é o seu próximo passo.

temporariamente sua recepção

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Falhas temporárias (2)

• Onde estou?

– Usuário efetua operações que são apropriadas para outros contextos, mas não para o contexto atual

• Epa!

– Usuário realizou uma ação indesejada e, percebendo imediatamente que isto ocorreu, desfaz a ação

• Assim não dá

– O usuário efetuou uma sequência (longa) de operações

consistentemente encadeadas antes de perceber que estava seguindo um caminho improdutivo.

comunicativo não foi bem- sucedido

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Falhas temporárias (3)

• O que é isto?

– Usuário não sabe o que significa um elemento de interface e

procura obter esclarecimento através de uma leitura da interface

• Socorro!

– Usuário não consegue realizar sua tarefa através da exploração da interface

• Por que isso não funciona?

– Operação efetuada não produz o resultado esperado, mas o usuário não entende ou não se conforma com o fato

o ato comunicativo do sistema

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4 - Consolidação dos resultados

• Perguntas-guia

– Qual a frequência das etiquetas por participante, por atividade (do cenário de teste), por elemento da interface ou qualquer

outro critério que a equipe de avaliadores considerar relevante?

– Quais padrões de ocorrência das etiquetas no contexto das atividades entre os participantes?

– Os tipos ou sequências de etiquetas podem ser associados a problemas no estabelecimento das metas e submetas de

comunicação?

• Exemplo: ‘Cadê?’ seguido de ‘Vai de outro jeito.’

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Perfil Semiótico

• Reconstrução da metamensagem

• Perguntas-guia

1. No meu entendimento, quem são (ou serão) os usuários do produto do meu design? – comparação do usuário-alvo com o ‘real’

2. O que eu aprendi sobre as necessidades e desejos destes usuários?

3. No meu entendimento, quais são as preferências destes usuários com respeito a seus desejos e necessidades, e por quê? – checar consistência entre os sistemas de significação designer e usuários

4. Portanto, qual sistema eu desenhei para estes usuários, e como eles podem ou devem usá-lo?

5. Qual é a minha visão de design?

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5 - Relato dos resultados

• Descrever

– Objetivos da avaliação – Método utilizado

– Número e perfil dos avaliadores e participantes – Tarefas executadas pelos participantes

– Resultado da etiquetagem

– Problemas de comunicabilidade encontrados – Sugestões de melhorias

– O perfil semiótico do sistema

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Referências

• BARBOSA, S.D.J.; SILVA, B.S. Interação Humano-

Computador. Editora Campus-Elsevier, 2010. Pg 344 – 357.

• Relatórios da Competição de Avaliação do XI Simpósio Brasileiro sobre Fatores Humanos em Sistemas

Computacionais, 2012.

– Relatórios completos

– Imagem e privacidade: contradições no Facebook – Inspeção semiótica e avaliação de comunicabilidade:

identificando falhas de comunicabilidade sobre as configurações de privacidade do Facebook

Referências

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