Treinamento e Desenvolvimento (T&D)
Conceitos
A área de T&D foi criada com o intuito de que as pessoas da organização pudessem ser mais bem capacitadas a ocupar determinadas posições na organização e/ou desenvolver seu potencial na posição ocupada.
É uma atividade que pode enfatizar tanto a tarefa quanto a pessoa que vai executá-la, buscando um aprendizado ou aprimoramento como resultado final.
“Processo sistemático para promover a aquisição de habilidades, regras, conceitos ou atitudes que resultem em uma melhoria da adequação entre as características dos empregados e as exigências dos papéis funcionais” (MILKOVICH e BOUDREAU, 2000).
Quando é implantada a atividade de treinamento, o acompanhamento até o término do processo é fundamental.
É essencial, para um resultado favorável, que as equipes treinadas sintam-se motivadas durante todo o processo de APRENDIZAGEM.
Aprendizagem: “mudança no comportamento das pessoas por meio da incorporação de novas atitudes, novos hábitos, conhecimentos e destreza” (RÉUS, 2002).
Lembrem-se: os treinandos e treinandas são pessoas!
Como funciona a atividade de treinamento
1º-Seleção de pessoas que deverão ser treinadas e recursos a serem utilizados (input);
2º-A organização investe de forma efetiva nessas pessoas a fim de que possam melhor se adequar à nova realidade, partindo da premissa de que o treinamento deve ser voltado ao condicionamento das pessoas da
organização, visando à execução de determinadas atribuições, que devem estar bem definidas (throughput);
3º-As pessoas encerram o treinamento e retornam à plenitude das suas atribuições (output), ou seja, saem prontas para novos desafios;
4º-A organização faz a retroalimentação do seu investimento por meio de pesquisas sistemáticas ou meios informais (feedback).
O feedback é fundamental para o momento seguinte, no qual apenas os verdadeiros talentos poderão partir firmas para o seu DESENVOLVIMENTO. Desenvolvimento: atividade que permitirá “aperfeiçoar as capacidades e motivações dos empregados a fim de torná-los futuros membros valiosos da organização” (MILKOVICH; BOUDREAU, 2000).
O desenvolvimento está relacionado à melhoria, que está associada: Às ousadias conscientes
À velocidade nos processos decisórios Às habilidades
Aos conhecimentos Atitudes e valores éticos
Aplicação de T&D
Razões pelas quais as organizações sentem necessidades de aplicar a atividade:
Identificação de metas Identificação de gargalos Falhas de comunicação Remanejamento de pessoas
Modernização da organização
Recém-formados com conhecimentos aquém do desejável Natureza das atividades desenvolvidas pela organização Comprometimento da alta direção
Diagnose da organização que aprende
Finalidades
Adequar a pessoa à cultura da empresa Mudar atitudes
Desenvolver pessoas
Adaptação das pessoas para lidar com a modernização da empresa Preparar pessoas para serem remanejadas
Passar informações adiante
Reduzir custos na busca por objetivos empresariais
Níveis de T&D Gerencial ou de gestão Técnico Médio Amplo Evolução de T&D
“Investir no desenvolvimento das pessoas que realizam o trabalho nas organizações significa investir na qualidade dos produtos e serviços e, consequentemente, atender melhor os clientes e ampliar as vendas” (TACHIZAWA; FERREIRA; FORTUNA, 2001).
Com a maior participação das pessoas na organização na maioria dos processos decisórios, certamente o treinamento e o desenvolvimento continuam imprescindíveis à organização que deseja conquistar a excelência em todos os níveis. Mas não foi sempre assim.
A preocupação com programas de voltados ao treinamento de pessoal vem desde o início do século XX, graças à influência da Escola Clássica de
Administração.
O objetivo era: preparar indivíduos para atingir o mais alto grau de produtividade possível. Considerava-se, nessa época, os aspectos mecânicos do trabalho.
Com o advento da Escola das Relações Humanas, o treinamento passou a abranger também os aspectos psicossociais dos indivíduos. Passou-se a incluir também objetivos voltados ao relacionamento interpessoal e sua integração à organização.
Também se observa, no início dos anos 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, a preocupação com o desenvolvimento de programas destinados à preparação de chefes e supervisores.
A partir dos anos 1960, com a adoção do enfoque sistêmico pela
Administração de Recursos Humanos, o treinamento passou a ser visto como um dos sistemas básicos.
Passou a envolver:
Todas as atividades voltadas ao suprimento das carências de indivíduos ou grupos em termos de conhecimento;
Habilidades e atitudes, com vistas em desempenhar as tarefas necessárias para alcançar os objetivos da organização.
É aí que se passa a visualizar o treinamento como um sistema abrangendo diversos subsistemas: a) Diagnóstico b) Prescrição c) Execução d) Avaliação Formas
Com a necessidade por uma ação competente em termos de treinamento e desenvolvimento, é natural que os gestores de pessoas se utilizem do crescimento exponencial da tecnologia da informação e de novas
tecnologias que estão surgindo no mundo do negócios. Workshop
Coaching Mentoring
Teleconferências/videoconferências Intranet/Internet
Universidade corporativa (e/ou educação corporativa) Educação à distância
Vantagens e desvantagens na aplicação
Vantagens Limitações
Ganho em competitividade e
qualidade
Mobilização de recursos
Identifica pontos fortes e fracos
das pessoas e da organização
Dificuldade de gerir modismos
Capacita as pessoas da
organização
Resistência originada por
aqueles que “sabem tudo,
sabem muito”
Aumenta a lucratividade da
empresa
Pessoas têm dificuldade em
perceber seu próprio
crescimento
Racionaliza os procedimentos e
desenvolve pessoais
Incerteza quanto à
continuidade do programa
Aumenta a produtividade
Dificuldade de remanejamento
de pessoas
Propicia um clima
organizacional saudável
Pessoas que adquirem
competências essenciais além
das exigidas
Reduz desperdícios e
retrabalho
Etapas do processo de T&D
1ª etapa – Diagnose
Parte do princípio de que as necessidades de treinamento e
desenvolvimento nem sempre são claras, precisam ser diagnosticadas. É uma sondagem, visando ao estabelecimento de processos e instrumentos capazes de corrigir e prevenir falhas, ou melhorar o desempenho.
A função é auxiliar o planejamento por meio da análise e definição de alguns dados, tais como:
Por que Para que Quem Quando
2ª etapa – Planejamento
As informações oferecidas pela primeira etapa são trabalhadas de forma adequada, para que as diferentes metas sejam atingidas.
É o momento “de conhecer a realidade, que envolve análise de eficácia e eficiência, metas e prazos, permitindo a tomada de decisões sobre as ações a implementar” (MACIAN, 1987).
Cabe estabelecer os critérios que guiarão o planejamento: Qual a melhor forma de treinar e desenvolver?
Que comportamentos devem ser modificados? O que deve ser ensinado?
Como deve ser ensinado? Quanto deve ser ensinado? Quando deve ser ensinado? Onde deve ser ministrado?
Quem deve treinar e desenvolver? O que deve ser avaliado?
3ª Etapa – Implementação
Execução de tudo o que foi diagnosticado e planejado anteriormente.
Esta etapa tem a função de garantir que os procedimentos não se desviem dos objetivos planejados.
Alguns fatores que aferem a implementação de programas de T&D: Qualidade dos participantes
Qualidade dos recursos Facilidade de comunicação
Envolvimento da administração superior Flexibilidade do programa
4ª Etapa – Avaliação
Etapa que acompanha todo o processo e não apenas se apresenta no final dele.
É uma forma de balanceamento em que os resultados alcançados e os esperados são comparados de forma que os possíveis desvios possam ser contornados.
Nesta fase, verdadeiros e extensos feedbacks do processo que facilitam a própria avaliação do programa.
Para que o resultado dos programas seja positivo, é importante definir metas com o intuito de identificar até que ponto os resultados alcançados estarão em consonância com os objetivos organizacionais.
Não se podem desprezar os demais aspectos da organização, como: O histórico de sucesso ou insucesso
Os produtos ou serviços colocados ou a serem colocados à disposição dos consumidores
A reação dos consumidores A cultura da organização