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Introdução a Economia

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Academic year: 2021

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Introdução à Economia Professor: Clizanto Anacleto Gomes

Introdução a

Economia

FACULDADE VALÉ DO CRICARÉ

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Introdução à Economia Professor: Clizanto Anacleto Gomes

1.0 CONCEITOS ECONÔMICOS FUNDAMENTAIS

A disciplina Economia, que estamos estudando, se interessa por coisas ditas comuns. No Século XIX, Alfred Marshall disse que a Economia procura estudar os negócios comuns da vida da humanidade, hoje a Economia continua estudando e tentando entender como esses negócios comuns funcionam: Como funciona nosso sistema Econômico? Quando e por que o sistema econômico entra em crise, ocorrendo mudanças no comportamento das pessoas empresa e governo ? Etimologicamente, a palavra “economia” vem dos termos gregos

oiko (casa) e nomo (norma, lei), e pode ser compreendida como “administração da casa”. Em resumo, Economia estuda a maneira como se administra os recursos escassos com o objetivo de produzir bens e serviços, e com distribuí-los para seu consumo entre os membros da sociedade. Segundo Mankin (2005, p.3), “...cada família precisa alocar seus recursos escassos e seus diversos membros, levando em consideração as habilidades, esforços e desejos de cada um.” Os recursos produtivos também chamados de fatores de produção, são os elementos utilizados no processo de fabricação dos mais variados tipos de bens (mercadorias ) e utilizados para satisfazer as necessidades humanas. Todas as pessoas sentem necessidade de consumir, tanto alimentos, água e ar , quanto por bens de consumo como televisão., computadores, máquinas , etc. Segundo Mankiw (2005), não há nada de

GLOSSÁRIO

Recurso – insumo ou fator de produção, um material que seja necessário em uma

construção ou um processo de produção. Fonte: Sandroni,(2003)

Bens de consumo – bem comprado para satisfazer desejos e necessidades pessoais,

tais como: sabonete, refrigerante, lápis e outros. Nem sempre o consumidor é aquele que compra o bem, mas sim aquele que usa.

Segundo Mankiw (2005), não há nada de misterioso sobre o conceito de economia, em qualquer parte do mundo, uma economia é um grupo de pessoas que estão interagindo umas com as outras e dessa forma, vão levando a vida.

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Existem duas coisas que precisamos entender quando se quer compreender uma economia, primeiro é saber como são tomadas as decisões das pessoas e segundo é saber como as pessoas interagem. Vamos começar a entender como as pessoas tomam decisões.

São quatro os princípios que norteiam essa primeira questão:

1. As pessoas precisam fazer escolhas e essas escolhas não são de graça. Elas precisam ser feitas tendo em vista que os recursos são escassos;

2. As pessoas enfrentam trade-off´s, ou seja, o custo real de algumas coisas é o que o individuo deve despender para adquiri-lo, o custo de um produto ou serviço é aquilo do que tivemos de desistir para consegui-lo;

3. As pessoas são racionais, isto significa que as pessoas e as empresas podem melhorar seu processo de decisão pensando na margem;

4. As pessoas regam a estímulos. Como elas tomam suas decisões levando em conta os benefícios e seus custos, qualquer alteração nessas variáveis pode alterar o comportamento da sua decisão.

A segunda questão básica que norteia o processo econômico é como as pessoas interagem, ou seja, como as economias funcionam. Em geral isto se dá através dos mercados.

GLOSSÁRIO

Produtividade – relação entre os produtos obtidos e os fatores de produção

empregados na sua obtenção. A produtividade é o quociente que resulta da divisão entre a produção obtida e um dos fatores empregados na produção (insumo)

Fonte: Lacombe (2004)

Os mercados são geralmente bons organizadores da atividade econômica. Entretanto, os mercados às vezes falham e, que por isso, os governos podem

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melhorar os resultados do mercado. A idéia de que há ganhos com o comércio foi introduzida na Economia de forma bem elaborada em 1776, por Adam Smith, com o seu livro Riqueza das Nações. Os ganhos do comércio são oriundos, sobretudo, da divisão do trabalho, portanto, da especialização. O fundamento que fica é que a economia como um todo pode produzir mais e melhor quando cada pessoas se especializa em uma tarefa. Isto aumenta a produtividade do sistema, aumentado assim a quantidades de bens e serviços a disposição das pessoas Podemos dizer que a questão da capacidade de produzir bens e serviços está relacionada ao nível de produtividade do país. Para Romer (2002), o que explica as grandes diferenças de padrão de vida entre os países ao longo do tempo é a diferença de produtividade entre eles. Dessa maneira, onde a produtividade das pessoas é maior, ou seja, produzem mais bens e serviços em menos tempo, o padrão de vida é maior.

1.1. As Necessidades, Os Bens Econômicos e os Serviços

1.1.2 Necessidade Humana:

É a sensação de carência de algo unida ao desejo de satisfazê-la. Necessidade humana é um estado em que percebe alguma privação. Podem ser: físicas básicas; sociais; individuais etc... Segundo a pirâmide de Marslow, as necessidades obedecem a uma hierarquia. Podemos dividir as necessidades humanas em: Primárias, naturais ou vitais – São aquelas imperiosas, isto é, que devem ser satisfeitas para garantir a subsistência do homem.

Exemplo: alimentação, habitação, vestuário, medicamentos, etc.

Secundárias, sociais ou artificiais – São aquelas criadas pela civilização do homem. O não atendimento implica apenas num sofrimento não fatal. O homem pode viver sem saciar as necessidades secundárias.

Exemplo: cinema, rádio, gravata, etc. As necessidades podem ainda ser:

Individuais e Sociais

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Das múltiplas classificações disponíveis na literatura sobre as necessidades individuais, a Teoria de Maslow ou Teoria das Necessidades Humanas é conhecida como uma das mais importantes teorias de motivação, sendo referência para diversos autores nas áreas da Psicologia, do Direito, da Administração e da própria Economia.

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Necessidades da Sociedade

Coletivas: (partem do indivíduo e passam a ser da sociedade): transporte Públicas: (surgem da mesma sociedade)

Ordem pública, polícia, justiça, educação, etc.

1.1.2.1 Bens

É tudo aquilo que satisfazem direta ou indiretamente os desejos e necessidades dos seres humanos.

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1.1.2.2 - Serviços

O trabalho, quando não é destinado à criação de bens (ou objetos materiais) pode visar à produção de serviços. Os serviços também se destinam a satisfazer as necessidades humanas:

- transportador ou agente de vendas: distribuição de produtos;

- artistas de cinema e teatro, escritor ou cantor: necessidades culturais; - outros serviços: bancos, seguros, corretores, etc.

1.2.2 Fatores de Produção

São os recursos ou elementos básicos utilizados na produção de bens e serviços. São eles: terra, trabalho e capital.

Terra: (ou recursos naturais) É em sentido amplo o solo cultivável e os recursos

naturais que contém como água, minerais, madeira, etc.

Trabalho: São as faculdades físicas, mentais e intelectuais dos seres humanos

que intervém no processo produtivo.

Capital: São os bens e serviços, como máquinas e equipamentos, edifícios e

construções, ferramentas, meios elaborados e demais meios utilizados no processo produtivo.

capital fixo; capital circulante; capital financeiro, etc.

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Introdução à Economia Professor: Clizanto Anacleto Gomes 1.2.3 Agentes Econômicos

Os agentes econômicos são pessoas de natureza física ou jurídica que, através de suas ações, contribuem para o funcionamento do sistema econômico.

EMPRESAS – agentes encarregados de produzir e comercializar bens e serviços;

FAMÍLIAS – são os agentes responsáveis pelo consumo dos bens e serviços;

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Atividades de Aprendizagem

1. Liste e explique sucintamente os quatro princípios da tomada de decisão. Depois, observe as reais situações de seu cotidiano e veja se são aplicados a elas os quatro princípios

2 Liste os bens e serviços livres e econômicos no seu município. O que você achou dessa lista?

3. Liste os principais bens de capital e de consumo existentes no seu município. 4. Os bens públicos foram considerados como não disputáveis e não exclusivos. Explique

cada um desses termos e mostre de que maneira o bem público é diferente de um bem privado.

Referências

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