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JORGE TASSI Diretor de Projetos em Prevenção à Violência Scienco Gestão de Projetos

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Academic year: 2021

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JORGE TASSI

Diretor de Projetos em Prevenção à Violência Scienco Gestão de Projetos

O uso e abuso de drogas são marcas da História do Homem. Há relatos sobre o uso de drogas por seres humanos desde que nos conhecemos por meio da escrita. Na Grécia, segundo a obra de Heródoto, os banhos públicos derramavam vapores de Cannabis sativa (erva da maconha) para relaxar seus frequentadores.

A folha de coca era adorada por nativos das Américas, quando os espanhóis por aqui aportaram. Percebendo seus efeitos, os europeus a ministravam aos escravos, para melhorar seu desempenho no trabalho. A droga chegou a Europa e foi estudada por Freud e outros pesquisadores, até que descobriram que seu uso desenfreado poderia gerar o efeito denominado de “overdose”, ou seja, uma dose acima do que a pessoa poderia suportar poderia conduzi-la a morte.

Nas décadas de 60 e 70, por exemplo, havia propagandas sobre os efeitos positivos da cocaína. Abaixo, inserimos uma propaganda sobre um vinho feito com cocaína, de 1895:

Fig 1: http://hypescience.com/10- inacreditaveis-propagandas-antigas-de-cocaina-e-outras-drogas/ cita, por exemplo, que o vinho Maltine possuía em sua formulação cocaína e seu consumo era indicado diariamente, inclusive para crianças, numa proporção da dose para adultos.

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A proibição para as drogas é algo extremamente novo. Algumas drogas foram proibidas pontualmente, em razão da descoberta de seus efeitos perniciosos, mas foi a partir de 1961 que a ONU editou a primeira convenção sobre o tema, alterada por um protocolo de 1972 e somada à Convenção contra o Tráfico Ilícito de Estupefacientes (entorpecentes) e Substâncias Psicotrópicas, de 1988. O Brasil e mais de 180 nações do mundo são signatários da norma internacional e, desde então, adotamos a política de proibir o consumo e comércio de determinadas substâncias, transformando tal conduta em criminosa.

A inovação da lei, contudo, não conseguiu romper com alguns costumes sociais consagrados e algumas substâncias entorpecentes, que geram dependência química comprovada são regulamentadas e podem ser vendidas em nosso país, desde que os meios de comercialização respeitem regras rígidas. A rigidez das normas se esvai, quando analisamos seu cumprimento e fiscalização, totalmente abandonadas diante da bagunça relativamente organizada que é viver no Brasil.

Num país em que criminalizar uma conduta não significa muita coisa, então, em razão da ineficiência policial e jurisdicional, as drogas ilícitas percorreram a sociedade e chegaram às salas de aula, onde crianças e adolescentes, “de uma certa forma”, estão adquirindo conhecimentos importantes para o desenvolvimento de suas vidas. Elas pegaram carona nas drogas lícitas, que geram dependência e entorpecem. A situação é agravada quando a vítima não possui total discernimento para decidir o que quer.

Na infância, a criança não possui capacidade intelectual suficiente para escolher seus próprios caminhos. A criança é um ser humano em desenvolvimento que precisa de cuidados especiais, dada sua fragilidade física, moral e cognitiva, natural de sua falta de experiência. O adolescente, por sua vez, além de não ter atingido a maturidade física, moral e cognitiva, ainda é enlevado por impulsos hormonais próprios de sua condição transitória, entre a criança e o adulto, e a vontade inconsequente de sustentar uma curiosidade irrefreável. O adolescente deseja coisas que nem sempre são compreensíveis, inclusive para eles mesmos, em outros momentos de suas vidas, antes ou depois de serem adolescentes.

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Assim, a principal ferramenta capaz de conduzir crianças e adolescentes, bem como as pessoas que possuem capacidade jurídica, intelectual e, por vezes, afetiva, de a eles representar – suas famílias e professores – é o conhecimento real sobre o que são as drogas lícitas ou ilícitas, o que elas podem fazer com a pessoa, como viver sem seus enganosos e temporários benefícios, com as capacidades que podemos desenvolver ao longo de nossa trajetória e como implicaremos um mundo inteiro com as decisões que temos que tomar, a partir de hoje e para sempre, pois não há retorno de onde elas podem nos levar!

A Scienco, em parceria com a ANPUAD – Associação Nacional de Prevenção ao Uso e Abuso de Drogas e com a Editora Pharos conta com profissionais capacitados para o desenvolvimento de programas de prevenção ao uso e abuso de drogas lícitas ou ilícitas para crianças e adolescentes, envolvendo em um círculo virtuoso a família, a igreja e a escola.

Por meio de uma metodologia científica consolidada, desenvolvemos pesquisas capazes de identificar as reais demandas de comunidades ou escolas, capacitamos professores, guardas municipais, educadores sociais e, principalmente, a família para lidar com a questão das drogas de maneira inteligente, sem envolver a criança ou o adolescente nos processos de violência aberta ou silenciosa que marcam a trajetória das drogas no Brasil e dirigimos o diálogo social com naturalidade e inclusão.

A Scienco é totalmente ciente de que por detrás das drogas existem máquinas de poder, o crime organizado e teorias de liberdade que impregnam o discurso político de muitos grupos sociais. Mas a Scienco prima pela ciência, acima de tudo, e ao invés de defender a liberação das drogas como instrumento de diminuição da violência, fecha questão contra a hipocrisia de que o Estado deva conferir laicidade à destruição de seres humanos.

A maioria das pessoas que é envolvida pelas drogas nunca recupera sua vida normal e há um custo acima do material para que possam retomar partes de sua vida. Não temos meios para conferir dignidade de tratamento para uma mulher grávida ou uma criança com câncer, porque então vamos mentir mais uma vez, dizendo que temos como receber, a partir de agora, uma série de pessoas que resolveram

experimentar a vida das drogas abertamente, apenas pela liberdade de conhecer o que a ciência já disse que é ruim?!

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Além disso, anos de experiência e milhares de fatos comprovam que uma pessoa entorpecida culmina por enredar em suas mazelas uma série de outras pessoas, que podem ser seus familiares ou amigos, ou ainda, simples desconhecidos que jamais participaram de sua liberdade de conhecer o mundo das drogas.

A pessoa “viciada” em drogas é uma (do)ente e cremos efetivamente que a sociedade deva reconhecer esse problema, tratá-lo como uma demanda de saúde pública, já que há um verdadeiro surto pandêmico de toxicomaníacos, eivados de qualidade de vida e de dignidade entre nós!

Eles são parte da sociedade, apesar de a maioria fingir que não existem, até que sejam encontrados em nossos quartos, vestindo a roupa de nossos filhos, tendo sua “larica” na mesma mesa onde fazemos a bendita refeição, produto de suor e lágrimas.

Escrevemos (do)ente porque é nessa condição que o viciado se encontra. A droga o “coisifica”, o torna sua propriedade, o alicia de seus desejos e necessidades e cria uma nova fonte de ordens fisiológicas que nalguns casos, impelem crianças belíssimas a serem monstros com armas de fogo, com cacos de vidro, fumando 50 pedras de crack por dia e matando sem qualquer motivo, nem mesmo para viver.

Para quem se vidra em teorias, toleramos a minimização de danos, como uma forma de aceitação sobre a falência da sociedade em tratar do assunto e, principalmente, uma tentativa de conferir uma maneira de a criança ou de o adolescente viciado em drogas não piorarem ainda mais do que já está bem deteriorado.

Isso não é liberdade, mas uma forma de esconder a verdade, de que as drogas destroem o ser humano, sejam lícitas ou ilícitas, culturalmente aceitas ou não. Aliás, o tempo destrói o ser humano, o trabalho destrói o ser humano – tudo nos envelhece e o grande sentido da vida não saber o quanto, mas o como vamos viver!

Ora, não seria essa a constatação de que há um inefável destino de morrer, reservado para cada um de nós?! Sim! Mas, como bem disse Willian Shakespeare, para quem sabe para onde vai, é importante escolher bem o caminho, mas para quem não sabe aonde quer chegar, qualquer caminho, tanto faz!

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Av Barão Homem de Melo, 1963 – Sl 102 – Estoril – Belo Horizonte CEP 30.550-270 Fone: 2552.1773 – 9117.7444

www.scienco.com.br - [email protected]

Para a Scienco o caminho é importante. Somos uma empresa em que o respeito, a dignidade, a verdade e ciência são marcas tão profundas que negamos trabalhar onde elas não existam, exceto se for para mudar o rumo de pessoas que desconhecem o respeito, a dignidade, a verdade e a consciência sobre o caminho por onde seguem.

Finalmente, viveremos em uma democracia real quando nossa sociedade não ignorar aspectos importantes da vida. Liberar as drogas, apenas para evitar a violência é assegurar que o povo continue vivendo sem conhecer a si próprio, que a ignorância dirija a vida e que jamais seremos melhores do somos hoje!

Referências

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